A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
Mostrar mensagens com a etiqueta Custo de Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Custo de Vida. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 02, 2010

Consumo: A partir de dia 8 carcaça custa 17 cêntimos na zona de Lisboa

Jorge Godinho
Custos da produção estão a crescer e padarias vão subir os preços

Consumo: A partir de dia 8 carcaça custa 17 cêntimos na zona de Lisboa

Preço da farinha aumenta o pão

Com duas subidas em menos de um mês, a farinha custa já 300 euros a tonelada. Nos próximos dias deve chegar aos 330 e o pão vai ficar mais caro
  • 01 Agosto 2010 - Correio da Manhã
Por:Secundino Cunha
.
Dentro de uma semana o pão volta a aumentar em Portugal. A culpa, dizem os industriais da panificação, é das recentes subidas do preço da farinha, que acaba de atingir os 300 euros por tonelada.
.
Assim, de hoje a oito dias, a carcaça, que agora se vende entre os 10 cêntimos no interior Norte e os 15 cêntimos nas regiões de Lisboa e Algarve, vai comercializar-se a preços entre os 11 e os 17 cêntimos. O custo médio sobe um cêntimo e meio, dos 11,5 para os 13 cêntimos.
.
"A farinha passou, nos últimos dias, de 27 para 30 cêntimos o quilo, ou seja, de 270 para 300 euros a tonelada, e fala-se num novo aumento, já este mês, na ordem dos 10 por cento. Ora, desta forma não podemos manter o preço do pão. Eu vou já aplicar novas tabelas a partir do dia 8", disse ao Correio da Manhã Luís Borges, um dos maiores industriais de panificação do País.
.
Já Carlos Alberto Santos, presidente da Associação do Comércio e Indústria da Panificação (ACIP), diz que "é impossível aguentar os preços por mais tempo", sublinhando que "os aumentos da farinha têm sido anormais e que o problema é que, quanto mais se fala nisso, mais eles aumentam".
.
A farinha representa já mais de 30 por cento dos custos de produção do pão, sendo os restantes 70 por cento repartidos pela energia, com os combustíveis à cabeça, e pela mão-de-obra e impostos.
.
"Como não há meio de baixarem os combustíveis, com a subida da farinha o aumento do pão é inevitável", afirma Luís Borges.  
.
MAIS 5,40 EUROS POR MÊS
Uma família média que compre 12 carcaças por dia vai, a partir da semana que vem, gastar em pão mais 5,40 euros por mês. O aumento médio de 1,5 cêntimos por carcaça acrescenta 18 cêntimos à conta diária. "Não se pode dizer que é o pão que arruina o nosso orçamento mensal, mas na minha casa, por exemplo, a conta anda sempre entre os 42 e os 44 euros por mês. Com este aumento vai para 50, o que já pesa um bocadinho", disse ao CM Adelina Conceição, uma empregada de escritório e mãe de três filhos. Entretanto, os industriais, que a partir de dia 12 têm de aplicar uma nova lei de um máximo de 14 gramas de sal por quilo de pão, asseguram que já estão a aplicar essa regra e insurgem--se contra o Governo, "que permite todos os excessos de sal e gordura nos cereais de pequeno-almoço".
 .
.

quinta-feira, julho 01, 2010

O Radar de João Vaz

Radar

Luanda

A capital de Angola é a cidade com custo de vida mais caro do mundo, diz o estudo anual da Mercer que compara preços de 200 produtos e bens em 214 metrópoles. A África, continente da pobreza, tem ainda N’Djamena (3.ª, Chade) e Libreville (7.ª, Gabão) no top 10 da carestia. Tóquio, Moscovo e Genebra são as outras cidades mais caras. Lisboa surge em 72.ª posição, muito abaixo de Milão, Londres Paris, Madrid e Barcelona. Tirana (200.ª, Albânia) é a cidade europeia mais barata.
  • 30 Junho 2010 - Correio da Manhã
Por:João Vaz, Redactor Principal
.
OBAMA
Para resistir aos lóbis, a máquina eleitoral do presidente dos EUA está a recolher na net apoios às novas leis de regulação de Wall Street. Prometem o fim das ‘taxas escondidas e contratos em letra pequena’ e ainda que ‘os contribuintes não terão mais de salvar bancos grandes demais para falir’.
.
TANQUES
Obrigadasa reduzir 540 milhões num orçamento actual de 1,2 mil milhões de euros, as Forças Armadas da Áustria cortaram no equipamento em vez de reduzir recrutas. 384 tanques de combate foram encostados. 
.
TÁXIS
Nova Iorque vai mudar a frota de ‘amarelos’ em cinco anos, impondo a adopção de carros de motor eléctrico para acabar a poluição e reduzir a dependência energética do petróleo. 
.
100
Mortos/NATO no Afeganistão, este Junho, são máximo de 8 anos de guerra.
.
.

quinta-feira, abril 22, 2010

Índia: Manifestação contra subida de preços

O governo liderado por Sonia Gandhi enfrenta uma inflação de quase
 dez por cento 
O governo liderado por Sonia Gandhi enfrenta uma inflação de quase dez por cento

Correio da Manhã - 21 Abril 2010 - 17h45

Iniciativa organizada pelo maior partido da oposição

Dezenas de milhares de pessoas juntaram-se esta quarta-feira nas ruas de Nova Deli para se manifestarem contra o aumento dos preços dos produtos alimentares, uma iniciativa organizada pelo maior partido da oposição, o Bharatiya Janata Party (BJP).

Transportados por autocarros e comboios especiais os manifestantes liderados por Vijay Goyal, secretário-geral do BJP, protestaram contra a inflação dos preços que subiram 17,2 por cento num ano.

“Legumes, lentilhas, açúcar, tudo ficou muito caro, o Governo tem de sair” afirmou Vijay Goyal.

Os preços dos produtos alimentares básicos aumentaram devido às más condições meteorológicas do ano passado. Em 2009, a Índia registou a época de monções mais pequena dos últimos 40 anos, segundo a agência Lusa.

A manifestação contra o governo de Sonia Gandhi surge na sequência da revisão em alta das taxas de juro a curto prazo pelo Banco Central Indiano, a segunda no espaço de um mês, para lutar contra a inflação de 9,90 por cento.



P.M.C
.
.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Preço da electricidade sobe 2,9% em 2010



Eugénio
Rosa

.

EDP lucrou 835 milhões de euros em nove meses
Preço da electricidade sobe 2,9% em 2010
.



Numa altura em que os média dão preferencialmente voz aos «especialistas» que defendem aumentos reduzidos dos salários ou mesmo a sua manutenção (leia-se, congelamento) em 2010, a ERSE – a entidade oficial que tem como função controlar os preços no chamado mercado regulado de electricidade (porque no mercado livre os preços já são livres e fixados de acordo apenas com os interesses das empresas) – acaba de anunciar que o preço da electricidade para as famílias deverá aumentar mais 2,9% em 2010.
.
O aumento anunciado é mais de três vezes superior à previsão de subida de preços em Portugal em 2010 feita pela OCDE (+0,8%) e pelo FMI (+1%), e o dobro da previsão do Banco de Portugal (+1,5%). E é certamente também superior ao aumento salarial que se verificará em 2010. Um aumento tão elevado do preço da electricidade é inaceitável não só pelas razões anteriores mas também pelas que se apresentam seguidamente.
.
O Quadro I, construído com dados divulgados pelo Eurostat, que é o serviço oficial de estatísticas da União Europeia, mostra o preço actual da electricidade em Portugal em 2009 e o preço do mesmo bem, para as famílias, nos países da União Europeia.
.


.
Em 2009, segundo o Eurostat, o preço médio da electricidade na União Europeia (inclui os 27 países) era inferior ao preço médio em Portugal em -2,2%, embora o poder de compra médio na União Europa (inclui também os 27 países), medido pelo PIB por habitante SPA, portanto anulando os efeitos das diferenças de preços entre os diferentes países, fosse superior ao poder de compra médio em Portugal em mais de 31,6%. E dizemos mais de 31,6% porque esta era a diferença em 2008, e em 2009 a situação deverá ter piorado para Portugal. Dito de outra forma, o poder de compra médio actual em Portugal deverá corresponder a menos de 76% do poder de compra médio da União Europeia, mas o preço da electricidade no nosso País é superior ao preço médio da electricidade na UE27 em +2,3%.
.
Por outro lado, nos países com preços de electricidade superiores ao de Portugal, essa diferença de preços é mais do que compensada com a diferença para mais que se verifica no poder de compra desses países relativamente a Portugal. Assim, na Alemanha o preço da electricidade é superior em +10,8% ao preço em Portugal, mas o poder de compra médio na Alemanha é superior ao português em +2,6%; no Luxemburgo a electricidade custa mais +8,1% do que em Portugal, mas o poder de compra médio no Luxemburgo é superior ao de Portugal em +263,2%. Na Finlândia, Dinamarca e Noruega, o preço da electricidade é mais baixo do que em Portugal (entre -10,5% e - 22,9%) , mas o poder de compra médio das famílias nesses países é muito superior ao das famílias portuguesas (entre +53,9% e +151,3%).
.
Nos países com menor poder de compra médio, tal facto é mais do que compensado pelo preço
da electricidade ser muito mais baixo do que em Portugal. Por exemplo, na Estónia o poder de compra médio é inferior em -11,8% em relação a Portugal, mas o preço de electricidade para as família é inferior em -43,7%; na Polónia, o poder de compra médio é inferior ao português em -26,3%, mas o preço da electricidade para as famílias é inferior ao de Portugal em -30,1%.
.
Portanto, é neste contexto que uma entidade que se diz reguladora (a ERSE), cujo presidente foi nomeado pelo 1.º Governo de Sócrates, propõe um aumento do preço da electricidade de +2,9% em 2010 a ser pago pelas famílias, quando idêntica subida percentual dos salários em 2010 não está garantida aos trabalhadores, que constituem o conjunto mais numeroso dos clientes da EDP. E isto também quando o preço da electricidade em Portugal é já superior ao preço médio da União Europeia (27 países), e quando a EDP, que domina o mercado da electricidade em Portugal, arrecadou, só nos primeiros nove meses de 2009, varias centenas de milhões de euros de lucros.
.
Mais de 800 milhões de euros de lucros líquidos
.

A EDP já apresentou o seu Relatório e Contas de 2009 referente ao 3.º Trimestre deste ano. E como consta desse relatório os lucros líquidos, ou seja, os lucros depois de deduzidos osimpostos, já atingiram 835,2 milhões de euros só nos primeiros 9 meses de 2009.
.
Mas para que se possa ficar com uma ideia clara de como evoluíram os lucros da EDP após a entrada em funções do Governo de Sócrates, reunimos no Quadro II os valores dos lucros líquidos constantes dos Relatórios e Contas de 2004-2009 desta empresa que, apesar de dominar o mercado de electricidade em Portugal, foi privatizada.
.


.
Em 2005, o primeiro ano em que Sócrates foi 1.º ministro, os lucros líquidos da EDP foram superiores em +143,3% aos de 2004; em 2006 em +113,7%; em 2007 em +131,7% ; em 2008 em mais 148%; e, em 2009, só nos primeiros 9 meses, os lucros da EDP foram superiores aos de 2004 em +89,7%.
.
Se somarmos os lucros líquidos da EDP nos últimos 5 anos e 9 meses, eles totalizam 5399,1 milhões de euros a preços correntes (a preços actuais são muito superiores), o que mostra, por um lado, que o Estado perdeu uma fonte importante de receitas com a privatização da EDP; por outro lado, que a EDP privatizada se transformou num instrumento importante de exploração dos consumidores e de acumulação dos lucros para os seus actuais proprietários; e, finalmente, que a EDP pode absorver, sem grandes dificuldades, o chamado défice tarifário que está a ser utilizado para «justificar» o elevado aumento de preço que se pretende impor às famílias. E isto sem aumentar os preços e sem deixar de ter lucros, embora os lucros fossem naturalmente menores, o que seria até uma medida moralizadora face às dificuldades crescentes das famílias.


.


Outros Títulos:
.

• Maioria dos trabalhadores fica de fora
• Um poeta militante
• A quem lucram os grandes projectos?
.
Avante 1383 - 2009.12.30
.

sábado, janeiro 02, 2010

Portugueses ganham, consomem e poupam menos

Você está em: Homepage / Economia / Notícia
.
Correio da Manhã  -
 
30 Dezembro 2009 - 00h30

INE: Rendimento disponível cai 1,1% até Setembro de 2009

Famílias têm menos dinheiro

As famílias contam com menos dinheiro, apesar de os preços dos produtos terem baixado 0,6%, revelam as contas do Instituto Nacional de Estatística (INE), ontem divulgadas, referentes ao período de Outubro de 2008 a Setembro de 2009. A redução foi de 1,1%, depois de ter sido registada uma melhoria de 1% no ano que terminou no trimestre anterior.
.
O menor rendimento disponível das famílias resulta da redução das remessas dos emigrantes, de 4,4%, ao mesmo tempo que os estrangeiros em Portugal enviaram para o exterior mais 0,4%. Um outro factor foi a dissipação do efeito de antecipação de reembolsos em sede de IRS que se verificou no 2º trimestre de 2009, e que portanto contribuiu para o aumento do rendimento do ano terminado em Junho de 2009.
.
Também a queda das taxas de juro dos depósitos bancários teve como consequência a redução do rendimento.
.
Avança o INE que a capacidade de financiamento das famílias se manteve. O seu peso no Produto Interno Bruto situa-se em 3,2% no ano acabado em Setembro.
.
O PIB por habitante ronda agora os 12 mil euros a preços constantes de 2000.
.
PRESTAÇÃO SOCIAL COM MAIS DESPESA
.

Portugal contava com 10 627 250 pessoas no final de 2008, depois de registar um crescimento da população de apenas 0,09% face a 2007. Por faixas etárias, o maior crescimento foi observado entre os maiores de 65 anos: hoje são 17,6% da população, quando em 2002 eram 16,7%. O envelhecimento da população levou a um acréscimo de 2,6% na despesa de protecção social em 2007. Estas despesas representavam 23,4% do Produto Interno Bruto, a preços correntes, cabendo aos grupos de funções saúde (doença e invalidez), velhice e sobrevivência as maiores fatias.
.
CRIME E JUSTIÇA
.

CRIMES CRESCEM 7,6%
O total de crimes registados em 2008 subiu 7,6% face a 2007. Crimes contra o património são 55,9%.
.
PRESOS SÃO MENOS 6,7%
Em 2008 havia 10 807 presos, ou seja, menos 6,7% que em 2007.
.
JUÍZES E MAGISTRADOS
Havia 1919 juízes e 1381 magistrados do Ministério Público em 2008. Subida ronda 3%.
.
CRIME POR ÁLCOOL
Crimes por condução sobefeito de álcool subiram 3,6%.
.-
TAXA DE DESEMPREGO
3º trimestre de 2009 - 9,8%
2008 - 7,6%
.
Contas nacionais
 .
Redução da necessidade de financiamento externo
8,7% do PIB  no 3º trimestre de 2009
9,4% do PIB no 2º trimestre de 2009
.
Administração Pública

7,5% do PIB no 3º trimestre de 2009
6,8% do PIB no 2º trimestre de 2009
.
Outros sectores

1,2% do PIB no 3º trimestre de 2009
2,6% do PIB no 2º trimestre de 2009
.
CONTAS FAMILIARES

Portugueses ganham menos

2008 - Produto Interno Bruto por habitante*
12411 euros (-0,2%)
*Preços constantes de 2000. Variação face a 2007
 .
Portugueses poupam menos
 .
Taxa de poupança das famílias
 .
De 8,5% no 2º Trimestre de 2009 para 8,3% no 3º trimestre de 2009

Portugueses consomem menos
 .
Despesa nominal de consumo -0.8% do 2º trimestre para o 3º de 2009
 .
Portugueses menos endividados
 .
O endividamento dos particulares em percentagem do rendimento disponível diminuiu ligeiramente, passando de 136,4%, no ano de 2007 para 135,1%, em 2008



João Saramago
.
» COMENTÁRIOS no CM on line
.
30 Dezembro 2009 - 08h18  | Ana Nascimento
Têm menos dinheiro?!Não se nota nada no Colombo nem nos outros centros comerciais!Lisboa
30 Dezembro 2009 - 05h26  | luiz
eu sou brasileiro e na me queixo, pra mim tà tudo ok , levanto-me ao meio-dia 
.
.

Habitação: Queda nos juros

Você está em: Homepage / Economia / Notícia
.
Correio da Manhã -
Jorge Paula  A descida da taxa de juro à habitação aliviou os orçamentos familiares 
A descida da taxa de juro à habitação aliviou os orçamentos familiares
31 Dezembro 2009 - 00h30

Habitação: Queda nos juros

Prestação desceu 113 €

A valor da prestação da casa caiu 113 euros em Novembro face ao valor de Dezembro de 2008.
.
Segundo os números divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juro recuou para 2,164%, a acompanhar a queda da taxa Euribor, que começou um processo de redução significativa em Novembro do ano passado. Uma descida que tem permitido um alívio nos orçamentos familiares de quem contraiu um empréstimo para comprar casa, mas que tem os dias contados em 2010.
.
Dado os sinais de retoma, os analistas estimam que o Banco Central Europeu, su-ba a taxa de referência para os 1,25% a partir do segundo semestre.
.
A taxa Euribor tende a antecipar-se a estas mexidas, pelo que tudo indica subirá bastante mais cedo.



Pedro H. Gonçalves.
.
.

Ano Novo traz subida moderada nos preços

Você está em: Homepage / Economia / Notícia
.
Vincent Du/Epa  O preço da luz vai sofrer um agravamento de 2,9 por cento já este mês
O preço da luz vai sofrer um agravamento de 2,9 por cento já este mês

Correio da Manhã - 02 Janeiro 2010 - 00h30

Consumo: Inflação é baixa, mas há bens que vão sofrer aumentos

.

O novo ano traz consigo a subida moderada de alguns bens de consumo, ainda que a maioria dos preços se vá manter inalterada. A electricidade sobe já este mês, a factura do gás vai ficar mais cara, as marcas de tabaco mais vendidas vão ter agravamento e a prestação da casa deverá acompanhar a esperada subida dos juros.
.
As famílias que habitam em Portugal Continental vão pagar mais 2,9% pela luz que consomem, ou seja, numa factura de 40 euros a subida será equivalente a 1,07 euros mensais. Na Madeira o aumento será de 2,4 por cento e nos Açores de 2,1.
.
No gás, as tarifas mantêm-se iguais, mas a aplicação de uma nova taxa vai fazer engordar a factura. A taxa de ocupação do solo entrará em vigor a meio do ano e será cobrada pelas câmaras. Os novos preços da água serão conhecidos nos próximos meses, já que são os municípios quem dita os aumentos neste sector.
.
O tabaco será um dos bens mais penalizados pelas subidas. Os maços das marcas mais vendidas no País (Marlboro King Size Box, SG Ventil RS Soft Pack, Aguia King Size Box Pack e SG Filtro RS Soft) poderão custar até mais 10 cêntimos.
.
Para quem comprou casa os encargos deverão também subir já que é esperado o aumento das taxas de juro, o que fará escalar a prestação.
.
Ainda assim, nem tudo serão más notícias. As rendas, os transportes públicos, os táxis e as portagens da maioria das auto-estradas mantêm os preços. Pão e leite deverão ficar na mesma, tal como o preço dos CTT e das comunicações móveis. Na rede fixa, a PT anunciou que vai descer os preços e oferecer chamadas.
.
PORMENORES
.

TELEFONES
A PT vai baixar o preço das chamadas fixas em cerca de 10,5 por cento e oferecer chamadas ilimitadas dentro da sua rede aos fins-de-semana.
.
PORTAGENS NA A2 E NA A12
Só os sublanços. Palmela-Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo-Pinhal Novo sobem este ano.
.
VENDAS EM QUEDA
A venda de tabaco caiu oito por cento nos primeiros onze meses de 2009, o equivalente a menos 93 milhões em receitas.
.
TAXAS DESAPARECEM NA SAÚDE
.

Os utentes do Serviço Nacional de Saúde já não têm de pagar as taxas moderadoras para internamento e cirurgias em ambulatório. A decisão tinha sido tomada em Conselho de Ministros, mas só entrou ontem em vigor. São exactamente menos cinco euros por dia no internamento e cinco euros por operação que os utentes deixam de pagar. Continuam a ser cobradas as restantes taxas moderadoras. Estas taxas foram implementadas em 2006 pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, com o objectivo de "disciplinar" os serviços. O Governo reconheceu que esse objectivo não foi cumprido, mas não acaba com as restantes taxas porque tal significaria um corte de 70 milhões de euros no orçamento do sector.

.


» COMENTÁRIOS no CM on line
.
02 Janeiro 2010 - 13h04  | luciano santos
Parabéns ao governo pelo aumento de alguns bens de consumo! É assim mesmo, vivam os aumentos!!!
.
.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Coisas do dinheiro - Conta da luz mais cara

Você está em: Homepage / Armando E. Pereira / Notícia
Correio da Manhã
 
20 Dezembro 2009 - 00h30

Coisas do dinheiro

Conta da luz mais cara

A crise provocou um esmagamento de preços e fez desaparecer tensões inflacionistas, mas há um bem essencial que contraria esta tendência e tem uma subida significativa para os tempos que correm.

É a factura da electricidade que sobe em média 2,9%. A decisão é da autoridade que regula o mercado eléctrico, a ERSE.
.
Os critérios da autoridade justificam-se pelos custos apresentados pelas empresas e um passivo histórico que estamos a pagar. Mas esta factura pesada para os cidadãos e para as empresas merecia alguma intervenção do ministro que tutela o sector.
.
Vieira da Silva não pode lavar as mãos e deixar só para o mercado um assunto tão importante. Não basta as companhias eléctricas fazerem demonstrações de custos para aumentar tarifas.
.
As empresas eléctricas (desde a produção à distribuição) têm de ter uma vigilância apertada para reduzirem custos. A verdade é que há pouca concorrência no sector. Não se muda de fornecedor eléctrico como quem troca de bomba de gasolina. Por isso, a autoridade do mercado tem de estar mais atenta na defesa dos consumidores.
.
Outra razão para a factura eléctrica subir deve-se aos custos das novas energias renováveis. As torres eólicas podem ter muitos adeptos, mas a electricidade produzida é muito mais cara.
.
.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto 
.
.

quarta-feira, abril 30, 2008

Orçamentos familiares espelham desigualdades

Um toque de modernidade enganador


O INE publicou recentemente um estudo, ainda que sintetizado, dos orçamentos familiares baseado numa recolha de dados realizada entre Outubro de 2005 e Outubro de 2006. Com base em tal estudo alguma comunicação social e vários comentadores salientaram «o toque de modernidade» da sociedade portuguesa tendo em conta que a mesma gasta, percentualmente, cada vez menos em produtos alimentares, bebidas não alcoólicas, vestuário e calçado e, cada vez mais em hotéis, restaurantes, cafés, lazer, distracção e cultura.
.
Em termos genéricos (já lá vamos aos dados relativos aos vários grupos sociais) a conclusão atrás referida «era verdadeira» à data da recolha estatística, embora não se tenha dito que os negócios que mais cresceram, em valores percentuais, na base daquilo que foram as despesas das famílias, foram, por ordem decrescente: o ensino, as comunicações e a saúde, sectores vorazmente apetecidos pela iniciativa privada.
.
Mas voltemos ao «toque de modernidade» e às despesas familiares mais significativas que, entre 1989/90 e 2005/06, maiores diferenças tiveram, quer no plano das descidas, quer no plano das subidas. Para não carrear muitos dados vejamos, apenas, três casos.
.
Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas
.
A estatística diz-nos que tais despesas representavam, em 1989/90, cerca de 29,5% do total do orçamento familiar, enquanto que em 2005/06 esse valor não ultrapassou os 15,5%. Donde, diziam certos analistas, a estrutura de despesas dos portugueses está cada vez mais em sintonia com o padrão europeu (a 15).
.
Será assim?
.
Não, não é bem assim, porque na Região dos Açores essa percentagem correspondia a 18% e no conjunto do país, nas áreas predominantemente rurais, os encargos com alimentação cifravam-se em 19%, o que comprova que, nas regiões mais pobres, mercê dos baixos salários e das baixas reformas, mesmo com a ajuda da agricultura de subsistência, o esforço com alimentação é maior do que nas regiões predominantemente urbanas.
.
Mas as grandes diferenças não são bem estas. Elas são mais visíveis nos diferentes estratos sociais.
.
Com efeito, num agregado familiar constituído por 2 adultos idosos tais despesas correspondem a 20%, valor que sobe aos 24% no conjunto das famílias mais pobres, aquelas que usufruíam de rendimentos inferiores a 433 euros mensais.
.
Importa sublinhar que o esforço na aquisição de alimentos é tanto maior quanto menor for o rendimento das famílias e tanto menor quanto maior for o rendimento familiar. Por exemplo, no conjunto das famílias com rendimentos anuais superiores a 31 200 euros, a alimentação e bebidas não alcoólicas correspondiam a uma despesa anual de 3813 euros, ou seja, 11% das despesas totais, enquanto nas famílias com rendimentos inferiores a 5200 euros essa despesa cifrava-se, anualmente, em 1176 euros, ou seja, 24% das despesas totais.
.
Concluindo:
as famílias com os rendimentos mais elevados gastam, em termos absolutos, mais do triplo daquilo que gastam as famílias mais pobres;
as famílias com os rendimentos mais baixos gastam, em termos percentuais, mais do dobro daquilo que gastam as famílias com os rendimentos mais elevados.
.
Tudo isto, à primeira vista, parece muito confuso. Mas do que se trata não é de uma mera confusão. Do que se trata é de uma enorme contradição, entre os poucos que muito têm e os muitos que nada têm. Contradição que, à luz da nossa matriz ideológica, é explicada pela existência de uma sociedade de classes, com interesses antagónicos.
.
Entretanto, emanente deste antagonismo assiste-se, hoje, à financeirização das cotações dos produtos alimentares, de que se destacam os preços do arroz, do trigo e do milho que, por sua vez, potenciam o aumento do preço da carne e dos lacticínios, por via do aumento do preço das rações para animais.
.
Tudo isto para dizer o quê? Para dizer que os já referidos 24% que as famílias pobres, em Portugal, têm de despender com alimentação tenderá a subir, não só na base do aumento das matérias primas como ainda maximizadas pela corrupção associada ao valor das cotações. Eis, pois, um assunto que está na ordem do dia e para o qual não podemos deixar de estar atentos.
.
Habitação: despesas com água, electricidade e gás
.
Estamos perante um encargo familiar que passou dos 12,4% em 1989/90, para os 26,6%, em 2005/06.
.
Estamos perante um encargo avaliado, em termos médios anuais, em 806 euros em 1989/90 que passou aos 4691 euros em 2005/06.
.
Estamos perante um crescimento de despesas na ordem dos 482%, repetimos, 482%, enquanto o salário mínimo, nesse período, não subiu mais do que 114%.
.
Estamos, pois, perante um negócio fabuloso cuja dimensão beneficiou, entre outros: os donos dos terrenos, os donos das empresas de construção, os intermediários e parasitas e os super-parasitas que dão pelo nome de banqueiros. Eis um dos quartetos que mais dinheiro ganhou, que mais descaracterizou a paisagem do país e que mais empobreceu a generalidade da população, sobretudo dos trabalhadores por conta de outrem.
.
Embora, em termos regionais, os encargos sejam relativamente semelhantes importa, no entanto, destacar o esforço suplementar dos madeirenses, a quem é exigido, no conjunto das despesas totais, uma percentagem de 31% nas despesas só com habitação. É muito! Mas muito mais é aquilo que é exigido aos idosos que, no caso de viverem sozinhos, têm de despender 36% daquilo que são as suas despesas só em habitação, isto num país em que o Artigo 72.º da Constituição garante que «As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação».
.
Também, aqui, na área da habitação, em termos percentuais, se verifica uma situação similar à verificada na alimentação, ou seja:
.
as famílias com os rendimentos mais elevados gastam 24% no conjunto das despesas totais;
.
as famílias com os rendimentos médios mensais entre os 433 euros e os 1300 euros «cálculo baseado no rendimento anual a dividir por 12 meses», despendem com a habitação entre 31% e 32%, do total do orçamento familiar.
.
Saúde
.
O negócio da saúde pode ser bem avaliado no facto de em 1989/90 cada família gastar, em média, 193 euros por ano, despesa que subiu aos 1066 euros em 2005/06, o que significa que, descontando a inflação, o esforço das famílias nesta área mais que duplicou, razão pela qual os grandes grupos financeiros esfregam as mãos de contentes pela progressiva privatização da saúde, realidade bem visível, salvo para aqueles que não querem ver. Mas se a evolução dos encargos com a saúde passar a ser comparada com o salário mínimo nacional, então podemos dizer que enquanto este último cresceu, no período atrás referido, cerca de 114%, as despesas com a saúde, durante o mesmo período, tiveram um crescimento na ordem dos 452%!
.
Quanto à desagregação desta despesa pelos vários grupos socais verifica-se que existe, também, um grande paralelismo com a alimentação, ou seja: o esforço exigido é tanto maior quanto menor for o rendimento e tanto menor quanto maior for o rendimento.
.
Quem tiver dúvidas a este respeito basta consultar os dados do INE quando nos diz que, em termos regionais, e em valores percentuais, o maior esforço verifica-se nas zonas predominantemente rurais, onde o valor dos salários e das pensões são dos mais baixos do país.
.
Por outro lado, é nos agregados familiares formados por 2 idosos que as despesas são mais elevadas, cerca de 13%. Por outro lado, nas famílias com rendimentos superiores a 31 200 euros anuais, essa percentagem é de 5%. Repetimos, 5%! Mas o escândalo não é apenas este, o de os mais pobres terem de suportar uma despesa de 13%, enquanto as famílias mais desafogadas despenderem apenas 5% O escândalo vai ao ponto de um casal de idosos gastar em média, por mês, 128 euros com a saúde, quando a média do valor das respectivas pensões é aquilo que é: pensões de miséria.
.
A luta exige salários e pensões mais elevados
.
Estes três exemplos não estão aqui por acaso. As despesas da alimentação, habitação e saúde representam, nas famílias com menores rendimentos, cerca de 65% do orçamento familiar.
.
Daqui decorre que tais despesas devem estar na linha da frente da batalha a travar pela dignificação da qualidade de vida da generalidade dos trabalhadores e dos pensionistas e reformados.
.
Nessa luta, nas pequenas e grandes batalhas do quotidiano, deve estar envolvido o Movimento Sindical Unitário e as organizações dos reformados, sobretudo aquando das actualizações salariais e das pensões.
.
Neste contexto haverá, seguramente, muitos factores a ter em conta e um deles não deixará de ser o seguinte: exigir que as actualizações não estejam apenas indexadas à taxa média da inflação global. A dimensão dos rendimentos e a natureza das despesas familiares devem estar no centro das reivindicações. O que é que queremos dizer com isto? Queremos, meramente a título de exemplo, dizer o seguinte:
.
- Desde 1974 até agora o valor do pão subiu 60 vezes, enquanto o salário mínimo subiu 25 vezes.
.
O aumento atrás referido é uma questão de milésimas para uma família rica. Mas o aumento do pão - e dos produtos que integram a dieta alimentar - para uma família pobre é uma questão crucial. Neste sentido, nos processos reivindicativos devemos ter em conta o aumento de preços, designadamente, nas áreas da alimentação, da habitação e da saúde e exigir, lutando, para que a taxa de inflação média seja majorada em função dos aumentos nas áreas atrás referidas, sob pena de, em nome de uma inflação média, estarem a ser prejudicados os trabalhadores e reformados mais pobres, cujo cabaz de compras é totalmente diferente do cabaz de compras de uma família rica.
.
É preciso ter presente, e insistir, que as três despesas atrás referidas representam cerca de 65% dos orçamentos familiares dos estratos mais pobres onde se incluem os trabalhadores por conta de outrem e os reformados e pensionistas.
.
É preciso ter presente que, nos últimos 12 meses, os produtos lácteos subiram 13,5%, o pão 9%, o peixe 5%, a fruta 4,9%...
.
in Avante 2008.04.24
.
.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Coisas do Dinheiro - Território pobre e ilhas de riqueza

.
* Armando Esteves Pereira,
Director-Adjunto
.
A riqueza mora cada vez mais à beira-mar, nas duas grandes áreas metropolitanas e no Algarve, entre a estrada 125 e a praia.
.
Portugal já é muito mais pequeno na realidade do que os cerca de 90 mil quilómetros quadrados da geografia. O poder e o dinheiro moram numa faixa estreita à volta de duas maiores cidades, como o confirma o estudo sobre o poder de compra concelhio, divulgado sexta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). Fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e dos concelhos mais ricos do Algarve, só algumas capitais de distrito têm alguma importância.
.
Metade da riqueza nacional reside em apenas 20 municípios, sendo que 11% do poder de compra do País mora em Lisboa, 4,1% em Sintra e 3,6% no Porto. Isto significa que em cada cem euros gastos no País, 11 ficam em Lisboa.
.
Os concelhos mais pobres são obviamente os do Interior. Resende, Ribeira de Pena, Cinfães, Celorico de Basto, Baião, Freixo de Espada à Cinta, Senancelhe, Carrazeda de Ansiães, Tabuaço, Armamar, Terras de Bouro, Vinhais, Vila Nova de Paiva, Aguiar da Beira, Alcoutim, Nordeste e Corvo, onde há menos dinheiro.
.
Em média, cada cidadão de um destes concelhos tem menos de metade do poder de compra que um habitante dos 43 municípios mais ricos. Com o fecho de escolas, hospitais e abandono de serviços públicos, as vilas do Interior acabarão por ser cada vez mais uma espécie de reservas abandonadas. Restarão algumas cidades capitais de distrito com algum poder de atracção deste território, mas a riqueza mora cada vez mais à beira-mar, nas duas grandes áreas metropolitanas e no Algarve, entre a estrada 125 e a praia.
.
ONDAS DE CRISE.
.
Vítor Constâncio desdramatizou o impacto da crise do crédito hipotecário em Portugal. O ministro das Finanças tem afinado pelo mesmo tom. É verdade que o mercado português é dos menos expostos ao impacto desta crise, que por cá tem sido sentida principalmente pela desvalorização da Bolsa. Mas a crise do crédito ainda vai ter novos choques. A última vítima é um banco inglês, o Northern Rock que teve de pedir um empréstimo de emergência ao Banco de Inglaterra. Os depositantes fizeram filas à porta das agências para recuperar o dinheiro. Este banco é um dos cinco maiores na concessão de crédito hipotecário no mercado britânico. Este novo episódio em terras de sua majestade vai ter efeitos no mercado português, porque os bancos nacionais também vão lá fora buscar dinheiro para emprestar cá dentro e é natural que estes casos obriguem a um aumento dos prémios de risco para empréstimos à habitação, o que acaba por se reflectir em novos aumentos das prestações mensais a pagar pelos consumidores endividados.
.
RETOMA SEM RITMO
.
O pico da retoma já passou na Europa. E Portugal nem lá chegou. Até agora as exportações têm-se portado muito bem, mas um abrandamento em mercados como a França ou Alemanha pode ter efeitos negativos em Portugal. O petróleo também bate novos recordes, o que é mais uma má notícia. Se a Europa arrefece, Portugal constipa-se.
.
O PÃO E O BIODISEL
.
Em economia está tudo ligado. A moda do biodiesel pode ser politicamente muito correcta, mas também tem uma pesada factura. Com a escassez dos cereais, o preço da farinha aumenta, o que significa que além do pão a pressão nos preços também se vai assistir em outros produtos essenciais como o leite, os ovos e a carne. E, como se sabe, são os mais pobres os mais penalizados pelos aumentos dos produtos alimentares.
.
in Correio da Manhã 2007.09.16
.
» Artigos Relacionados
.
16-09-2007 - 00:00:00 Agrava-se crise no pão
.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Finanças: Comparação europeia



.

Os mais mal pagos

* Raquel Oliveira

Os preços médios em Portugal são cerca de 20 por cento mais baratos do que na União Europeia a 15 membros. No entanto, os portugueses ganham em média cerca de 40 por cento menos, de acordo com os últimos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

.

Os números europeus, que mostram também que os portugueses são os mais mal pagos da União Europeia a 15, indicam que as contas da água, luz e gás se contam entre os serviços mais baixos e as telecomunicações entre os mais caros, de acordo com o ‘Jornal de Negócios’. Com efeito, os preços das telecomunicações são, em média, dois por cento superiores aos dos restantes países da União Europeia a 15.

.

Ou seja, apesar de conseguirem comprar os produtos mais baratos, o que é uma vantagem, os portugueses têm salários percentualmente ainda mais baixos, o que significa que não podem fazer grandes poupanças com base no desfasamento registado pelo Eurostat (o organismo responsável pelas estatísticas da União Europeia). Para agravar as condições dos portugueses, a carga fiscal tem vindo a crescer. O organismo de estatísticas da União Europeia conclui que a carga fiscal portuguesa atingiu os 35,3 por cento em 2005, quando dez anos antes se encontrava nos 31,9 por cento. Fazendo as contas aos valores do PIB divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a preços do ano passado, esta variação representa um aumento de 5,2 mil milhões de euros.

.

Contudo, a avaliar pelo último Boletim da Primavera do Banco de Portugal, a carga fiscal terá aumentado 37 por cento em 2006.Apesar do aumento, a carga fiscal em Portugal é inferior à média da União Europeia (39,6 por cento), mas é a décima mais elevada dos 27.Também no que diz respeito ao salário mínimo, as estatísticas europeias não mostram o melhor. Segundo os últimos dados do Eurostat, divulgados em Julho, 5,5 portugueses em cada cem recebem o salário mínimo nacional, o que coloca Portugal, com 437 euros, a meio da tabela de 18 países da União Europeia.

.

O Luxemburgo lidera a tabela com 1503 euros por mês, encontrando-se a Letónia em último lugar, com um salário mínimo de 129 euros.

.

in Correio da Manhã 2007.08.13

.


» Comentários no CM on line
Terça-feira, 14 Agosto

.

- Pedro Montanha Os preços 20% mais baixos,bem não sei onde,em Espanha almoço por 5€ à beira mar num restaurante de um hotel de 4 estrelas,tabaco 1€,se ganham 4 vezes mais do que nós,é só calcular o nivel de vida.
- Ana AhAha!!!!! Quem nao esta bem mude-se.Sou emigrante ha 22 anos estudei para nada comecei a trabalhar na suica aos 17 anos sem saber falar a lingua daqui por isso portugal nao me deu nada.Agora digo se nao ouve-se emigrantes portugal estava na mer.. por isso e com a ajuda do dinheiro dos emigrantes que portugal pode contar!!!!!
- FERNANDO M CARDOSO Com este governo mafioso,nada me admira.Só somos europeus para pagar.Para receber somos do 3ºMundo.O que vale é que 2009 já não está longe e aí vai ser novo regabofe na caça ao voto.Por mim nunca mais.Não quero ser mais conivente nesta cambada que nos explora e leva o País para a fome,miséria e tuberculose.Fora com esta cambada.Se fôr preciso corrê-los á pedrada contem comigo.
- M.Farid "Coragem portugueses!!!...só vos faltam as virtudes".Almada Negreiros.
- Tiago Peartree Caros, vejo sempre pessoal a contestar a gestao actual. Facam uma reflexao:1) Votaram nas eleicoes ou fizeram como muitos e foram de Ferias com a Familia.2) Leram o manifesto de Governacao antes de votarem ?3) Quantas reclamacoes por escrito fizeram na vossa vida ?4) Quantas manifestacoes e que participaram ?5) Se veem injusticas ao vosso lado alguma vez denunciaram as mesmas.Cump,
- Guilherme Ser português hoje significa viver mal, com excepção de uns tantos nacionalistas que vivem á conta do orçamento.Mas aqui ao lado em Espanha a diferença é abissal, ganham mais e os respectivos impostos são mais baixos. Porque será? E porque que é que a Casa Real Espanhola custa menos aos contribuintes do que a Presidência da República Portuguesa ? Não me venham falar em contenção...
- António Para os Gestores Públicos ganharem escandolasamente e a classe politica manter as mordomias, o povo tem e terá de apertar o cinto. Até um dia....Lisboa
- vma Pelo menos somos os primeiros em alguma coisa. Parabéns ao governo.
- algarvio sadinha e barata resto nao interessa Assistencia Social/Medica (listas de espera/remedios), impostos(todos), custo de vida (geral) nao e o que se ganha,mas o que o Governo nos deixa no bolso,disponivel (liquido). Clima ameno,gastamos menos em algumas coisas.Continuaremos ultimos.Turcos e Gregos ja nos passaram?Sejamos felizes,temos temos todos Ex-Cortina Russa,atras de nos.Todos? Felizes pela imagem,que nossos Politicos Transmitem,na Europa
- Fernando Ferreira - Leiria Em Portugal gestores públicos e privados ganham tanto ou mais que lá fora, em países mais ricos. Logo os outros trabalhadores terão de ganhar muito menos, somos o país onde as diferenças são mais acentuadas, que é tipico de sociedades subdesenvolvidas. Não vejo nenhum político a querer alterar isso.
- Estadista Porque é que já agora nao se envolve os custos extra de viver em climas mais rigorosos como no norte da europa? Aquecimento? Vestuário? Desgaste dos carros, pneus inverno, querem mais?
- Estadista Concordo com o Sr. Miguel Lopes, os outros países também tem podres e é bem verdade, para além disto, esta é uma comparacao que nao serve para nada porque é muito simplicada para fazer comparacoes.
- Miguel Lopes Li os comentários ao artigo e tenho obrigação de comentar o seguinte: 1) Magistrados têm de ganhar bem, senão são corruptos2); Gestores públicos têm de ganhar MUITO bem porque valem o dinheiro; 3) A classe médica não tem concorrência interna e ganha mais do que deve; 4) Somos dos países europeus com impostos mais baixos; 5) Os outros países também têm podres. Não nos rebaixemos assim.
- António Silva Os portugueses são também os que menos produzem... Passam horas no trabalho, mas isso isso não quer dizer trabalho útil.Os patrões são antigos empregados que querem é ficar ricos rápido... Tudo errado neste país. O mal de Portugal são so os portugueses.
- jose ramos nicolau Mas porque teimam estes srs. comparar Portugal com os outros paises europeus? Este rectangulo em que vivemos produz alguma coisa,a não ser os impostos para poderem pagar os chorudos vencimentos,e as mordomias de alguns? Claro que não produz. Tudo vem de fora. Somos uns tristes. Quem vai votar,nas proximas? Oxalá que ninguem.Já chega.Torres Novas
- mifPT Se estão em Portugal é porque gostam. Façam como os outros, MUDEM-SE.
- Karl Os portugueses só são os mais mal pagos da Europa para as classes média e baixa. Há casos em que não se verifica isso caso dos gestores, políticos, médicos, juristas que são dos mais bem pagos. O grande problema do país é o fosso existente que não sei como poderá ser corrigido.
- Aires Loureiro É que não é com esperteza saloia e com desonestidade que se gera desenvolvimento e prosperidade. Em vez de quererem casas dadas e tudo dado ou roubado, estudem, tirem cursos, aprendam artes, trabalhem,e devolvam as casas roubadas aos donos ou paguem-lhes justas rendas!Coimbra
- REVOLTADO DA SILVA So estou a trabalhar aqui em Portugal, pq nesta altura c quase 50 anos é um pouco arriscado , um colega meu aqui ao lado em Espanha ganha mais do dobro do que eu a fazer a mesma coisa , so espero que o meu filho possa dar o (SALTO) MUITO BREVEMENTE. Mesmo quanto a mim ainda estou seriamente a pensar.
- Aires Loureiro Se os portugueses todos vivessem do que produzem e não das dádivas comunitárias e etc., a miséria seria como no Niger!(Coimbra)
mais comentários


» Comentários
Terça-feira, 14 Agosto

.

- hru Então onde anda o dinheiro dos impostos da maioria dos portugueses que trabalha? Quem fica com o nosso dinheiro?
- victorino - Suecia Tem todo o interesse,desvendar os vencimentose/regalias dos POLITICOS, e quanto pagam em impostos...os politicos ai em Portugal tem vencimentos por vezes superiores aos colegas dos paises da UE (ha muita regalia que nao e contabilizada).
- zeca fp Nao posso estar de acordo da maneira como foi feito este calculo. Aqui estao espressos todos os salarios,mas como todos sabemos que os altos funcionarios publicos,(incluindo professores, juizes)assim como os politicos Portugueses,sao dos mais bem pagos da EU. Por conseguinte a percentagem referente ao trabalhador é muitissimo maior em relaçao à Europa. Estamos muito abaixo do meio da tabela da UE.
- Manuel Gaspar Para que nos serve a Europa se não for para equilibrar o nivel de vida? Para reduzir o poder de compra e aumentar os juros,aniquilar as conquistas de Abril?Assim não,obrigado!!!
- Joaquim Oliveira Os dados estão falseados pois reportam a 2005. A situação actual com a enorme pressão do preço nos combustíveis (excessivos desde 2006) implica que estamos muito pior em termos da relação salários/custos... Já é a pior da UE. Charneca da Caparica
- USA Falta salientar que pagamos impostos em cima de impostos para nao ter saude,seguranca e educaçao.O povo portugues sempre esta a ser comido por uma elite instalada com o aval da UE.