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Ilda Coração tem 94 anos e é a pessoa “mais antiga” do Castelo, freguesia lisboeta com cinco centenas de habitantes, dos quais 70 por cento são idosos. “Grande parte dos moradores vivem sozinhos, sobretudo senhoras de avançada idade”, diz Carlos Lima, presidente da junta.
Toda a gente conhece Ilda. “Nasci na mesma casa em que ainda vivo”, conta ao CM. É numa modesta habitação com um quarto-sala, uma pequena cozinha e uma casa de banho que (sobre)vive. “Vou pouco à rua, costumo ir ao café mas acompanhada. Não saio sozinha”, confessa. A idosa, que sofreu uma trombose e tem a vista diminuída, tem medo de escorregar na calçada antiga que ladeia as ruas daquela zona. Tem um filho, três netos e uma bisneta. “Um dos meus netos é casado com a cantora Ana Malhoa, tenho uma bisneta, a Índia”, diz. Mas quem a visita com regularidade é outro “neto”: “Criei um rapaz desde os seis meses. Agora é arquitecto e muito meu amigo.” A reforma e a pensão de viuvez juntas não chegam a cem euros. Mas Ilda não reclama: “Pago cinco euros de renda e os remédios para a vista são grátis. No resto vou-me remediando.”
A solidão pauta a vida daqueles que ali vivem sozinhos e entregues uns aos outros. Vale-lhes o café onde alguns se encontram para “matar o tempo” e observar os turistas que diariamente ali passam.
Alberto Rosário tem 82 anos, é viúvo e nasceu na freguesia do Castelo. “A minha mulher morreu o ano passado. É a pessoa que mais falta me faz, era uma companhia”, diz, comovido. E acrescenta: “Ela foi cozinheira do escritor Aquilino Ribeiro.” Alberto, que era gráfico, tem três filhos, um dos quais vive consigo, e um neto. Quando está sozinho dedica-se aos trabalhos manuais. A reforma não lhe chega. “A minha filha é que me compra sempre os medicamentos.”
“A maior parte das pessoas é remediada ou vive com dificuldade”, lembra Carlos Lima. E prossegue: “A Junta apoia-os como pode, temos médico, enfermeiro, mas falta-nos um espaço de convívio.”
Perfeita Silva é minhota mas há décadas que reside em Lisboa. Aos 82 anos, enterrou o marido e um filho. Restam-lhe três filhos e quatro netos: “Mas eles quase nunca vêm para esta zona, tirando um neto meu que ao sábado me visita.” A reforma não lhe chega. Toma quatro fármacos diferentes que os filhos lhe compram.
Grande parte dos moradores esperam ansiosamente pela visita dos filhos e netos, para atenuar saudades e para se libertarem temporariamente da imensa solidão em que estão mergulhados. Mas a maior parte das famílias raramente aparece, ou quando o faz, é tarde de mais.
TRÊS PERGUNTAS A TERESA CAEIRO (Deputada e ex-governadora civil de Lisboa)
PORQUE É QUE OS IDOSOS VIVEM ISOLADOS DA FAMÍLIA?
- O mercado de arrendamento não é favorável e os mais jovens vão morar para os subúrbios deixando na cidade, principalmente nas zonas históricas, a população idosa.
PORQUE VIVE A MAIORIA DOS IDOSOS EM MÁS CONDIÇÕES?
- Os idosos ficam sozinhos geralmente em habitações antigas, com rendas baixas e sem grandes condições de habitabilidade. O isolamento e baixos rendimentos agravam a situação.
A IMIGRAÇÃO REJUVENESCE CIDADES?
Se houver condições, a imigração pode ajudar a rejuvenescer a população.
REACÇÕES
"OS FILHOS TÊM DE TRABALHAR" Rosária Borrego, 67 anos
“Muitas pessoas estão isoladas porque os filhos trabalham e não as podem acompanhar. A maioria dos locais não oferecem grandes oportunidades e os jovens saem. Antigamente havia mais afecto pelos pais.”
"LARES SÃO OPÇÃO CARA" Nuno Oliveira, 33 anos
“Os filhos têm que trabalhar fora e o preço dos lares que têm alguma qualidade é muito elevado. Tenho casos semelhantes na família. O Estado devia fazer algo para oferecer condições diferentes às pessoas mais idosas.”
"NÃO RESPEITAM OS MAIS VELHOS" Ana Elias, 28 anos
“O nível de vida é baixo. Por isso os jovens não têm filhos e temos os níveis de envelhecimento que se vêem. O problema do abandono e do isolamento começa na educação. Os jovens não respeitam os mais velhos, não há afectos.”
"GOVERNO DEVIA APOIAR IDOSOS" Virgílio Costa, 65 anos
“Isolamento é a vergonha do País, há idosos a mendigar na rua. O Governo devia apoiar criando casas e formas de acolhimento ou tratamento ao domicílio. As famílias não podem porque têm de trabalhar.”
NÚMEROS
- 34 mil idosos de Lisboa vivem completamente sozinhos em casa. A terceira idade representa 25 por cento da população da capital.
- 123264 idosos residem na cidade de Lisboa, segundo dados relativos a 2006 divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
- 37% dos idosos residentes em Lisboa são muito pobres e dependem da ajuda de organizações humanitárias e de algumas comunidades.
- 2050 O Instituto Nacional de Estatística prevê que nesse ano o número de idosos em Portugal ascenda a três milhões. Actualmente, o País tem 1,8 milhões de idosos.
- 30% É essa a percentagem de idosos em todo o Mundo que recebem reformas ou subsídios, revelou um estudo levado a cabo pela Organização Mundial de Saúde.
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Terça-feira, 16 Outubro
Sexta-feira, 12 Outubro
Quinta-feira, 11 Outubro
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Quinta-feira, 11 Outubro
Em Resende, o parto mais recente aconteceu há duas semanas. Para já o pequeno João Pedro, embrulhado numa quente manta de lã, só pensa em mamar, desconhecendo a que quilómetro da A24 deu o primeiro vagido. Nem Paula Ferreira, a jovem mãe de 18 anos, residente em Ovadas de Baixo, se apercebeu de onde estava quando chegou a hora do parto. “Aconteceu tudo tão depressa e as dores eram tantas que nem me preocupei em perguntar onde estávamos”, confessa a jovem mãe que ia a caminho do Hospital de S. Teotónio, em Viseu. Bastou parar a ambulância e o pequeno João Pedro, com 2260 quilos, viu a luz do dia.“Estou feliz por tudo ter corrido bem”, disse a mãe ao CM.Continuando o trajecto pelas sinuosas estradas de Resende chegamos a Anreade, no lugar de Santo Amaro, onde Matilde Maria Lopes recorda, com um sorriso nos lábios, o percurso algo conturbado do seu segundo parto, a 27 de Abril, a caminho de Vila Real. Nada de complicações de saúde, mas os nervos eram de tal ordem que, já com a bolsa das águas rebentada, e mesmo à porta dos bombeiros de Resende, optou por ir para o centro de saúde.“Cheia de dores” pôs-se ao volante percorrendo os cerca de 15 quilómetros. “Ia no carro com a minha sogra e a minha filha de nove anos e outros familiares quando comecei a sentir algumas contracções”, recorda. Dias antes, numa consulta de obstetrícia foi-lhe dito que o parto ainda estava longe de ocorrer. Puro engano! O Pedro Filipe estava prestes a conhecer o mundo! Aconteceu em Caldas de Moledo, na cidade do Peso da Régua, às 19h00. O bombeiro Filipe Pereira fez o trabalho de parteiro.Em comum, estas mulheres têm também a sinuosidade das estradas de Resende, concelho cravado no vale do Douro. Matilde vive numa rua íngreme, estreita e de difícil acesso para uma ambulância. No caso de Paula, muito dificilmente a ambulância se desloca à porta de sua casa, o que a obrigou a esperar no café, à beira da estrada.PARIU NA ROTUNDAO mesmo problema sente Sónia Isabel, de 20 anos. Vive em Pardelhas, aldeia a dez quilómetros de Lamego que nem sequer é sinalizada na EN222, Vale o conhecimento dos bombeiros de Resende sobre os lugares e lugarejos para contornar a complicada orografia da região. Eram 19h00 de 4 de Maio quando Sónia sentiu que estava na hora. Às 21h20 já tudo estava terminado. Aconteceu junto a uma rotunda de ligação à A24, a caminho do Centro Hospitalar de Vila Real. “Tenho muita pena que tenham encerrado a maternidade em Lamego, pois éramos bem tratadas e havia mais amizade e espírito de família,” desabafa com o seu Ricardo ao colo, agora com cinco meses.A poucos metros de distância mora Adélia Teixeira Cardoso, de 25 anos. Os olhos azuis de Ruben Filipe despertaram precisamente quando a mãe começou a falar da saga do seu nascimento. Poderia ter sido um momento trágico, mas graças à intervenção de um médico espanhol, que seguia na ambulância, Ruben po-de hoje receber os carinhos do irmão de 27 meses, o Diogo Alexandre.Com apenas 32 semanas de gestação Adélia não se mentalizava que o rebentamento da bolsa significava que a hora tinha chegado. Imaginou que seria como no primeiro parto. Continuou a arrumar a cozinha, até que uma cunhada insistiu para se deitar e esperar pelos bombeiros. Foram apenas dez os quilómetros que a ambulância percorreu até que o Ruben nasceu, no cruzamento da Serra das Meadas, já em Lamego, Avões. O relógio marcava 20h30. Mas, um momento que deveria ser de alegria, quase se transformava numa morte precoce. “Não ouvi o meu menino a chorar e entrei em pânico”, confessa Adélia, que viu o bebé com o cordão umbilical em volta do pescoço.RETIRADO DA MÃEDas cinco mulheres que deram à luz na ambulância apenas uma não está com o filho. É o caso de Maria de Fátima Malheiro, que reside em Louredo de Baixo, Miomães, concelho de Resende. Já com dois filhos, a residir com outra familiar, a Segurança Social retirou-lhe o recém-nascido ainda na maternidade, por alegada negligência.José Ângelo, comandante dos bombeiros de Resende, nunca participou num parto, mas sete dos seus homens já ganharam experiência nestes domínios. Em Resende já são cinco as crianças que nascem antes de chegar ao hospital, quatro delas nasceram em ambulâncias e uma no Centro de Saúde de Resende.“O nosso grande problema é o parque de viaturas, manifestamente insuficiente”, lamenta o responsável pelos soldados da paz. São apenas cinco ambulâncias para fazer face a todas solicitações.VIAGEM ATRIBULADAProblemas que outras corporações de bombeiros também sentem, sobretudo os da Figueira da Foz, que no último ano foram chamados a fazer sete partos na estrada.Aldina Figueiredo, de 28 anos, faz parte do grupo de mulheres que passaram por isso. Estava grávida de seis meses quando soube do fecho do bloco de partos do Hospital da Figueira da Foz. Nessa altura apercebeu-se de que teria de recorrer a uma das maternidades de Coimbra.A 16 de Maio, pelas 13h30, entrou em trabalho de parto. Telefonou para o 112, que fez o reencaminhamento da chamada para a Cruz Vermelha de Maiorca. A assistência foi prestada por dois paramédicos, numa ambulância pré-natal e um carro de apoio. Os 50 quilómetros de viagem até Coimbra foram bastante atribulados e a ambulância foi obrigada a parar oito vezes.“As dores eram tantas que vi logo que não ia chegar a Coimbra. Só pensava que ia morrer junto com a minha filha”, diz. Na zona de Montemor-o-Velho, às 14h30, os paramédicos pararam, junto a uma rotunda à entrada de Montemor-o-Velho, e fizeram o parto, que decorreu normalmente e demorou 45 minutos. Micaela Ferreira tem agora cinco meses. HELENA NASCEU À PORTA DE CASAHelena Isabel foi a terceira bebé do Marco de Canaveses a nascer numa ambulância, com o auxílio dos bombeiros locais que nem sequer tiveram tempo de arrancar em direcção ao hospital. A criança nasceu à porta de casa, dia 20 de Setembro. “Estava grávida de 38 semanas e o parto estava previsto para o início de Outubro, mas Helena decidiu aparecer mais cedo” contou ao ‘CM’ a mãe, Maria Luísa Teixeira. O parto durou apenas 15 minutos. CASOS INSÓLITOSENCERRADOUm menino nasceu em Agosto no Hospital da Figueira da Foz, cuja maternidade foi encerrada pelo Ministério da Saúde em Novembro de 2006. O parto foi normal.EM CASATrês bombeiros de Oliveira de Azeméis assistiram ao parto em casa de uma imigrante ucraniana, em Julho. O bebé nasceu dois minutos antes de chegar a ambulância.ELEVADORUma mulher não aguentou e teve o filho no elevador do hospital, em Viana do Castelo, em Maio. O parto correu bem e foi assistido por uma enfermeira obstetra."DECIDIMOS ENCOSTAR PELA FREQUÊNCIA DAS CONTRACÇÕES"“Treinamos com bonecos, mas na hora da verdade ficamos sempre nervosos.” Para Luís Loureiro, o bombeiro profissional de Resende, de 26 anos, já com dois partos no currículo, a formação que recebeu na Escola Nacional de Bombeiros serve apenas como base no momento de tensão que antecede a grande decisão, que já teve que tomar por duas vezes: encostar a ambulância à berma da estrada e realizar o parto ali mesmo.Quando aos 14 anos entrou nos bombeiros de Resende estava longe de imaginar que, para além de salvar vidas, havia também de ajudar a trazê-las ao mundo.“É pela frequência das contracções que tomamos a decisão de encostar, porque aí temos a certeza de que não há tempo de chegar ao hospital”, refere. É o momento de maior tensão dentro da ambulância, mas o mais importante, adianta, “é preparar logo a senhora psicologicamente e tranquilizá- -la. “Normalmente as parturientes são colaborantes, vamos conversando com elas para tentar atenuar a tensão ou dando oxigénio para ajudar à respiração”, explica, referindo que o espaço da ambulância nem sequer constitui um grande constrangimento. “Como a ambulância é larga e alta dá para trabalhar perfeitamente com o meu colega.”O bombeiro tem bem presente que há sempre a possibilidade de as coisas não correrem bem. Lembra, por exemplo, que se for necessário uma encubadora ou monitorizar o bebé precisam de se dirigir imediatamente para o hospital. “Tudo o que temos na ambulância é um kit para partos.”Luís Loureiro faz questão de manter laços de amizade com as mães dos bebés e diz que até já foi contactado por uma delas “para tirar uma fotografia de família com o bebé no quartel”. Quanto ao futuro, garante que “isto vai continuar a acontecer”. MINISTÉRIO FECHA OITO MATERNIDADESO Ministério da Saúde mandou encerrar oito blocos de partos, localizados em Barcelos, Santo Tirso, Amarante, Lamego, Oliveira de Azeméis, Elvas (o primeiro a fechar portas), Mirandela e Figueira da Foz. O fecho dos blocos não foi um processo pacífico e motivou fortes protestos por parte das populações, que encheram ruas com cartazes e reivindicações manifestando não aceitar a decisão do ministro da Saúde, Correia de Campos. A reacção das populações não se ficou pelos protestos e tanto autarquias como movimentos cívicos interpuseram providências cautelares nos tribunais, nove no total, para travar os fechos dos blocos de partos. O recurso à Justiça resultou numa tentativa infrutífera uma vez que o Ministério da Saúde ganhou todos os recursos judiciais. Em Elvas, foram avançadas duas providências cautelares, uma pelos cidadãos e outra pela fundação gestora da maternidade). Seguiram-se os apelos nos tribunais de Santo Tirso, Figueira da Foz, Mirandela e Barcelos. SAIBA MAIS500 Partos ocorrem todos os anos, em média, fora da rede hospitalar, de um total de 105 mil nascimentos em Portugal, segundo os dados mais recentes referentes a 2006.36 Salas de partos são as que existem na totalidade nos hospitais públicos, após o encerramento de oito maternidades, uma decisão polémica do actual Governo.KIT PARTO As ambulâncias estão equipadas com o kit parto, que inclui artigos esterilizados. O pacote disponibiliza máscaras, lençóis, compressas, desinfectantes, luvas e molas para o cordão umbilical.CONTAAumentam os partos sobre rodas: Figueira da Foz (sete), Resende (seis), Mirandela e Lourinhã (três), Penafiel (dois), Alentejo (seis) e um nos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.TÉCNICA A maioria dos tripulantes tem formação técnica para auxiliar um parto de urgência, incluindo os bombeiros mais novos.NOTASSUSTOSónia Isabel apanhou um susto por o filho nascer com o cordão umbilical à volta do pescoço. Paula Ferreira diz que foi tudo muito rápido.GARAGEMEm Março, um bebé do sexo masculino nasceu numa garagem de um prédio de Buarcos, Figueira da Foz.COMBOIOÉ o que se pode dizer, nascer a alta velocidade. Um bebé veio ao mundo em Janeiro num Intercidades. O parteiro foi um passageiro.VONTADEIvone Camões queria que o quarto filho nascesse em Portalegre. Quis o destino que o filho, Hugo, viesse ao mundo na EN4, a dez quilómetros de casa. O parto foi assistido por dois bombeiros.PARTEIROSOs bombeiros de Resende Adão Ferreira, João Loureiro e Luís Loureiro assistiram ao último parto. Não são os únicos. Quatro companheiros também já ajudaram outras crianças a nascer.- 32 semanas de gestação (oito meses) tinha Adélia Cardoso quando teve o filho na estrada. A ambulância só fez 10 km- 5 é o número de bebés que nasceram desde Abril em ambulâncias a caminho do hospital só no concelho de Resende.- 53 é o número de quilómetros que os bombeiros têm de percorrer para chegar ao hospital mais próximo, em Vila Real
Terça-feira, 9 Outubro
Segunda-feira, 8 Outubro

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Terça-feira, 4 Setembro
Ilda Coração tem 94 anos e é a pessoa “mais antiga” do Castelo, freguesia lisboeta com cinco centenas de habitantes, dos quais 70 por cento são idosos. “Grande parte dos moradores vivem sozinhos, sobretudo senhoras de avançada idade”, diz Carlos Lima, presidente da junta.
A solidão pauta a vida daqueles que ali vivem sozinhos e entregues uns aos outros. Vale-lhes o café onde alguns se encontram para “matar o tempo” e observar os turistas que diariamente ali passam.
Alberto Rosário tem 82 anos, é viúvo e nasceu na freguesia do Castelo. “A minha mulher morreu o ano passado. É a pessoa que mais falta me faz, era uma companhia”, diz, comovido. E acrescenta: “Ela foi cozinheira do escritor Aquilino Ribeiro.” Alberto, que era gráfico, tem três filhos, um dos quais vive consigo, e um neto. Quando está sozinho dedica-se aos trabalhos manuais. A reforma não lhe chega. “A minha filha é que me compra sempre os medicamentos.”
“A maior parte das pessoas é remediada ou vive com dificuldade”, lembra Carlos Lima. E prossegue: “A Junta apoia-os como pode, temos médico, enfermeiro, mas falta-nos um espaço de convívio.”
Perfeita Silva é minhota mas há décadas que reside em Lisboa. Aos 82 anos, enterrou o marido e um filho. Restam-lhe três filhos e quatro netos: “Mas eles quase nunca vêm para esta zona, tirando um neto meu que ao sábado me visita.” A reforma não lhe chega. Toma quatro fármacos diferentes que os filhos lhe compram.
Grande parte dos moradores esperam ansiosamente pela visita dos filhos e netos, para atenuar saudades e para se libertarem temporariamente da imensa solidão em que estão mergulhados. Mas a maior parte das famílias raramente aparece, ou quando o faz, é tarde de mais.
TRÊS PERGUNTAS A TERESA CAEIRO (Deputada e ex-governadora civil de Lisboa)
PORQUE É QUE OS IDOSOS VIVEM ISOLADOS DA FAMÍLIA?
- O mercado de arrendamento não é favorável e os mais jovens vão morar para os subúrbios deixando na cidade, principalmente nas zonas históricas, a população idosa.
PORQUE VIVE A MAIORIA DOS IDOSOS EM MÁS CONDIÇÕES?
- Os idosos ficam sozinhos geralmente em habitações antigas, com rendas baixas e sem grandes condições de habitabilidade. O isolamento e baixos rendimentos agravam a situação.
A IMIGRAÇÃO REJUVENESCE CIDADES?
Se houver condições, a imigração pode ajudar a rejuvenescer a população.
REACÇÕES
"OS FILHOS TÊM DE TRABALHAR" Rosária Borrego, 67 anos
“Muitas pessoas estão isoladas porque os filhos trabalham e não as podem acompanhar. A maioria dos locais não oferecem grandes oportunidades e os jovens saem. Antigamente havia mais afecto pelos pais.”
"LARES SÃO OPÇÃO CARA" Nuno Oliveira, 33 anos
“Os filhos têm que trabalhar fora e o preço dos lares que têm alguma qualidade é muito elevado. Tenho casos semelhantes na família. O Estado devia fazer algo para oferecer condições diferentes às pessoas mais idosas.”
"NÃO RESPEITAM OS MAIS VELHOS" Ana Elias, 28 anos
“O nível de vida é baixo. Por isso os jovens não têm filhos e temos os níveis de envelhecimento que se vêem. O problema do abandono e do isolamento começa na educação. Os jovens não respeitam os mais velhos, não há afectos.”
"GOVERNO DEVIA APOIAR IDOSOS" Virgílio Costa, 65 anos
“Isolamento é a vergonha do País, há idosos a mendigar na rua. O Governo devia apoiar criando casas e formas de acolhimento ou tratamento ao domicílio. As famílias não podem porque têm de trabalhar.”
NÚMEROS
- 34 mil idosos de Lisboa vivem completamente sozinhos em casa. A terceira idade representa 25 por cento da população da capital.
- 123264 idosos residem na cidade de Lisboa, segundo dados relativos a 2006 divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
- 37% dos idosos residentes em Lisboa são muito pobres e dependem da ajuda de organizações humanitárias e de algumas comunidades.
- 2050 O Instituto Nacional de Estatística prevê que nesse ano o número de idosos em Portugal ascenda a três milhões. Actualmente, o País tem 1,8 milhões de idosos.
- 30% É essa a percentagem de idosos em todo o Mundo que recebem reformas ou subsídios, revelou um
in Correio da Manhã 2007.10.11
foto natália ferraz (Ilda Coração não sai de casa sozinha)
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Terça-feira, 16 Outubro
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- Bruno É obvio que os idosos dos nossos governantes não passarão qualquer necessidade. Quem deveria governar Portugal deveria ser o povo, pois não estou a ver ninguém com capacidade para tal. ABSTENÇÃO TOTAL NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES!
Sexta-feira, 12 Outubro
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- Teresa É uma VERGONHA esquecem-se que caminhamos todos para velhos... Eu chego a ter PAVOR da velhice!!! Da maneira como ela é encarada e tratada. A VELHICE É UM POSTO...mas na solidão, nos maus tratos...
- F. Abreu Estes "AVÓS" homens e mulheres velhinhos que na sua maioria tiveram uma vida dificil e de intenso trabalho, devem sentir-se hoje recompensados com estas insignificantes reformas e pensões, pois ASSIM CONTRIBUEM PARA BAIXAR O DEFICE ORÇAMENTAL e AJUDAR A ECONOMIA PORTUGUESA. São autenticos Messenas Salvadores da Pátria ! QUE SEJAM GALARDOADOS COM A MEDALHA DA MORTE !
- Graça Afonso E é desta forma horrorosa que tratamos os nossos idosos que trabalharam duramente durante toda a vida e que foram uteis ao pais! Que vergonha!
- Teresa Nao e so em Portugal que os idosos sao postos de lado. E por todo o mundo! A minha Avo em Portugal aos 94 anos poupou a vida inteira para comprar a sua casita. O problem e que o Governo como acha que ela tem casa propria diz que ela nao tem direito a parte da pensao de viuvez que deveria receber desde que o Avo morreu. E suposto viver de que? Do ar? Deve vender a casa para poder comer? -Inglaterra
- JL O "Engº" devia ter vergonha na cara
- F. Abreu Estes "AVÓS" homens e mulheres velhinhos que na sua maioria tiveram uma vida dificil e de intenso trabalho, devem sentir-se hoje recompensados com estas insignificantes reformas e pensões, pois ASSIM CONTRIBUEM PARA BAIXAR O DEFICE ORÇAMENTAL e AJUDAR A ECONOMIA PORTUGUESA. São autenticos Messenas Salvadores da Pátria ! QUE SEJAM GALARDOADOS COM A MEDALHA DA MORTE !
- Graça Afonso E é desta forma horrorosa que tratamos os nossos idosos que trabalharam duramente durante toda a vida e que foram uteis ao pais! Que vergonha!
- Teresa Nao e so em Portugal que os idosos sao postos de lado. E por todo o mundo! A minha Avo em Portugal aos 94 anos poupou a vida inteira para comprar a sua casita. O problem e que o Governo como acha que ela tem casa propria diz que ela nao tem direito a parte da pensao de viuvez que deveria receber desde que o Avo morreu. E suposto viver de que? Do ar? Deve vender a casa para poder comer? -Inglaterra
- JL O "Engº" devia ter vergonha na cara
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Quinta-feira, 11 Outubro
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- joao moleiro É uma vergonha, Srs. Ministros resolvam mas e os problemas do país e deem mais reforma a estas pessoas, nem todas as pessoas tem dinheiro para comprar canudos de engenheiros.
- José Palma Não são so os idosos de Lisboa que têm uma vida precària, é por todo Pais, hà quem ganhe 30 contos por mes para comer e os fihos não podem ajudar, derivado aos salàrios que recebem.
- nanda É estas coisas e outras mais q Portugal deveria ver, mas nao o vê,o importante é estadios de futebol.
- Nelson O comentário de ml diz tudo. Concordo plenamente consigo.Peço que nos venha um governo que seja português e governe para os portugueses.
- Marcus Concordo com Victorino. Nossos políticos só pensam na barriga! Por isso não merecem credibilidade por parte de seus pares na UE. Os governantes são proporcionalmente respeitados conforme às condições de vida que oferecem à população. Infelizmente os políticos que aí estão não sabem o que é seriedade , competência e patriotismo. Por isso são tão mal vistos no exterior. São dignos de pena!
- Maria Etelvina Mendes Eu sei e conheço esta situação; pois a minha mãe com 90 anos, se eu ñ existisse ela já teria morrido de fome e ñ só. Aqui é que é o INFERNO.
- Victorino - Suecia Toda esta miseria se deve a ma qualidade dos politicos ai em Portugal, eles enquanto estao no poder so pensam na sua barriga, e quando acaba o tacho... tem as suas contas bancarias bem recheadas, mas a culpa e do povo que permite tudo isto ha tantos anos, e nada fazem. Acordem.
- jr Cá está,estes fazem parte dos 8 ou 80 pela negativa,isto não se admite,não é justo e é escabroso. Enquanto existirem estas disparidades não me venham falar em democracias e igualdades de opurtunidades.Tretas
- vania e nao é so para os idosos.. quem ganhe 500 euros como pode viver com a comida tao cara, se for preciso filhos para criar.. vivemos num pais miseravel á muitos anos.. e sinseramente nao vejo melhoras..o que vejo é que os ricos estao cada vez mais ricos e pobre cada vez mais pobres.. os remediados poucos há! enfim..
- vania a minha avo trabalhou a vida toda,chegou á reforma e recebe 300 euros.. 150 sao para a farmacia.. ela por acaso vive comigo e com os meus pais.mas se nao vivesse? como podia uma pessoa sobreviver com 150 euros? com facturas de luz, agua etc.. e o comer que esta cada vez mais caro! o governo nao faz nada porque esta de bolso cheio e pouco que saber de quem nao tem..
- AVM E que tal o estado dar o exemplo pagando a horas aos fornecedores?Lisboa
- Mario Rana Não podemos culpar o actual governo desta situação. Desde o 25/04/74 nunca nenhum dos REPRESENTANTES DO POVO olhou além do seu bolso. Criando sempre beneficios chorudos a seu favor, quando não são GOVERNO culpam quem está no PODER, quando lá estão enchem os bolsos de maneira por vezes menos licita. As reformas dos politicos são uma vergonha. Lembram de um politico q ia para S.BENTO de BICICLETA???
- Helga Faço meus os comentários de Candide e ml e acrescento: Nossos recursos vão p/ pagamento dos "reformas de ouro", p/ gordos salários da classe política e construção de obras faraônicas, onde empreiteiras, empresários e os políticos se deleitam à farta com o dinheiro público. Preservar, conservar e boa administração do q existe? Nem pensar, não renderia tanto! Saúde, Educação e Segurança? Lixe-se!
- Diana Os idosos vivem mal, os jovens em início de vida vivem mal, os adultos já com vida feita vivem mal e que por sua vez chegarão a idosos a viver mal... o problema é que não há dinheiro. Infelizmente o dinheiro.
- José Palma Não são so os idosos de Lisboa que têm uma vida precària, é por todo Pais, hà quem ganhe 30 contos por mes para comer e os fihos não podem ajudar, derivado aos salàrios que recebem.
- nanda É estas coisas e outras mais q Portugal deveria ver, mas nao o vê,o importante é estadios de futebol.
- Nelson O comentário de ml diz tudo. Concordo plenamente consigo.Peço que nos venha um governo que seja português e governe para os portugueses.
- Marcus Concordo com Victorino. Nossos políticos só pensam na barriga! Por isso não merecem credibilidade por parte de seus pares na UE. Os governantes são proporcionalmente respeitados conforme às condições de vida que oferecem à população. Infelizmente os políticos que aí estão não sabem o que é seriedade , competência e patriotismo. Por isso são tão mal vistos no exterior. São dignos de pena!
- Maria Etelvina Mendes Eu sei e conheço esta situação; pois a minha mãe com 90 anos, se eu ñ existisse ela já teria morrido de fome e ñ só. Aqui é que é o INFERNO.
- Victorino - Suecia Toda esta miseria se deve a ma qualidade dos politicos ai em Portugal, eles enquanto estao no poder so pensam na sua barriga, e quando acaba o tacho... tem as suas contas bancarias bem recheadas, mas a culpa e do povo que permite tudo isto ha tantos anos, e nada fazem. Acordem.
- jr Cá está,estes fazem parte dos 8 ou 80 pela negativa,isto não se admite,não é justo e é escabroso. Enquanto existirem estas disparidades não me venham falar em democracias e igualdades de opurtunidades.Tretas
- vania e nao é so para os idosos.. quem ganhe 500 euros como pode viver com a comida tao cara, se for preciso filhos para criar.. vivemos num pais miseravel á muitos anos.. e sinseramente nao vejo melhoras..o que vejo é que os ricos estao cada vez mais ricos e pobre cada vez mais pobres.. os remediados poucos há! enfim..
- vania a minha avo trabalhou a vida toda,chegou á reforma e recebe 300 euros.. 150 sao para a farmacia.. ela por acaso vive comigo e com os meus pais.mas se nao vivesse? como podia uma pessoa sobreviver com 150 euros? com facturas de luz, agua etc.. e o comer que esta cada vez mais caro! o governo nao faz nada porque esta de bolso cheio e pouco que saber de quem nao tem..
- AVM E que tal o estado dar o exemplo pagando a horas aos fornecedores?Lisboa
- Mario Rana Não podemos culpar o actual governo desta situação. Desde o 25/04/74 nunca nenhum dos REPRESENTANTES DO POVO olhou além do seu bolso. Criando sempre beneficios chorudos a seu favor, quando não são GOVERNO culpam quem está no PODER, quando lá estão enchem os bolsos de maneira por vezes menos licita. As reformas dos politicos são uma vergonha. Lembram de um politico q ia para S.BENTO de BICICLETA???
- Helga Faço meus os comentários de Candide e ml e acrescento: Nossos recursos vão p/ pagamento dos "reformas de ouro", p/ gordos salários da classe política e construção de obras faraônicas, onde empreiteiras, empresários e os políticos se deleitam à farta com o dinheiro público. Preservar, conservar e boa administração do q existe? Nem pensar, não renderia tanto! Saúde, Educação e Segurança? Lixe-se!
- Diana Os idosos vivem mal, os jovens em início de vida vivem mal, os adultos já com vida feita vivem mal e que por sua vez chegarão a idosos a viver mal... o problema é que não há dinheiro. Infelizmente o dinheiro.
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Quinta-feira, 11 Outubro
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- Joao P. Recebe mais um vagabundo que nao quer trabalhar que esta senhora que trabalhou toda a vida. é realmente vergonhoso atribuirem reformas de 100 euros, no entanto plo que percebi da entrevista os filhos certamente dao apoio á senhora, plo menos um deles tem um curso superior e deve ter bons rendimentos. se nao o fazem deviam fazer.
- Teresa Penela Os governantes deviam olhar mais para os idosos a maioria tem reformas de miséria, pois é claro que os governantes preferem gastar muitos euros no apoio a drogados, casa para se injectarem e etc e continuarem a manter o vicios continuem a ajudar pois eles merecem mais que os nossos queridos idosos são velhos !!!!!!
- ml Eu nada tenho contra minorias ou imigrantes, mas fico revoltada com estas situações dos "nossos" idosos que o Estado não dignifica. pessoas que trabalharam e contribuiram melhor ou pior para o País que temos. Envelhecem sem dignidade. Os preços de lares por exemplo são um escaândalo. Vêem pessoas de outros Paises e logo têem apoios sociais: casas, rendimento minimo assistência médica. Revoltante.
- FM É de facto incrível o modo como os filhos "de hoje" tratam os pais. Esqueceram-se do que fizeram por eles, que são o que são porque os pais tudo fizeram para isso... eu nunca aceitaria ter os meus pais a viver em más condições vivendo eu bem... Dá que pensar!
- J tondela Lembo-me eu no tempo dos meus avós não existia reformas e não era por isso que eles eram abandonados ou desrespeitados agora não há é carinho por ninguém
- Luis A seguir deviam entrevistar os proprietários das casas, que recebem 5 euros e ainda têm de manter as casas. Por ex eu fui obrigada a pagar 1637 euros para remodelar elevador de uma casa q recebo 100 de renda (senão paravam o elevador), o q para mim era óptimo pq o inquilino não conseguia subir 6 andares a pé e talvez se fosse embora.
- Candide Se vê na qualidade de um governo na maneira como trata os seus idosos ... (França )
- JAIME JORGE PEREIRA (CASTANHEIRA DO RIBATEJO) Eu ataco o Governo ou elogio, consoante o caso, claro tem que haver reformas,que ja deveriam ter feito desde 1975, muitos estão no Governo e em Empresas e Bancos como Administradores, mas nada fizeram,agora está a se fazer,que acho bem,e eu estou a sofrer com as reformas,mas era inevitávél,mas sinceramente o Srº1ºMinistro tem resolver o caso dos idosos, as reformas não dão para a Farmácia, isso sei eu.
- JL "O ISOLAMENTO DOS IDOSOS É A VERGONHA DO PAÍS" - Mas há dinheiro para megalomanias, OTAS, TGVS, mordomias para os "politicos", altos niveis de corrupção, claro que isto não é para entender, mas é muito preocupante, pois TODOS mais tarde os mais cedo iremos sentir esse desprezo por parte das administrações, eles estão resguardados, pois já amealharam ou legislaram em causa própria as suas benesses.
- Baptista São casos destes e muitos parecidos como este,que cada vez mais existem e que me revolta contra a insensibilidade dos nossos políticos e contra o que eles se transformam logo que chegam ao poder. Odeios a todos. (Parede)
- Trindade a vida não está só dificil para os idosos, pelo contrário.
- Denise Falta respeito com aqueles que passaram a vida a trabalhar e agora na velhice, cansados e adoecidos, encontram-se esquecidos e abandonados pelo governo. A renda é baixa e os remédios caríssimos. Urgências? Foram encerradas! No que querem transformar o nosso País? Num lugar inóspido?
- Teresa Penela Os governantes deviam olhar mais para os idosos a maioria tem reformas de miséria, pois é claro que os governantes preferem gastar muitos euros no apoio a drogados, casa para se injectarem e etc e continuarem a manter o vicios continuem a ajudar pois eles merecem mais que os nossos queridos idosos são velhos !!!!!!
- ml Eu nada tenho contra minorias ou imigrantes, mas fico revoltada com estas situações dos "nossos" idosos que o Estado não dignifica. pessoas que trabalharam e contribuiram melhor ou pior para o País que temos. Envelhecem sem dignidade. Os preços de lares por exemplo são um escaândalo. Vêem pessoas de outros Paises e logo têem apoios sociais: casas, rendimento minimo assistência médica. Revoltante.
- FM É de facto incrível o modo como os filhos "de hoje" tratam os pais. Esqueceram-se do que fizeram por eles, que são o que são porque os pais tudo fizeram para isso... eu nunca aceitaria ter os meus pais a viver em más condições vivendo eu bem... Dá que pensar!
- J tondela Lembo-me eu no tempo dos meus avós não existia reformas e não era por isso que eles eram abandonados ou desrespeitados agora não há é carinho por ninguém
- Luis A seguir deviam entrevistar os proprietários das casas, que recebem 5 euros e ainda têm de manter as casas. Por ex eu fui obrigada a pagar 1637 euros para remodelar elevador de uma casa q recebo 100 de renda (senão paravam o elevador), o q para mim era óptimo pq o inquilino não conseguia subir 6 andares a pé e talvez se fosse embora.
- Candide Se vê na qualidade de um governo na maneira como trata os seus idosos ... (França )
- JAIME JORGE PEREIRA (CASTANHEIRA DO RIBATEJO) Eu ataco o Governo ou elogio, consoante o caso, claro tem que haver reformas,que ja deveriam ter feito desde 1975, muitos estão no Governo e em Empresas e Bancos como Administradores, mas nada fizeram,agora está a se fazer,que acho bem,e eu estou a sofrer com as reformas,mas era inevitávél,mas sinceramente o Srº1ºMinistro tem resolver o caso dos idosos, as reformas não dão para a Farmácia, isso sei eu.
- JL "O ISOLAMENTO DOS IDOSOS É A VERGONHA DO PAÍS" - Mas há dinheiro para megalomanias, OTAS, TGVS, mordomias para os "politicos", altos niveis de corrupção, claro que isto não é para entender, mas é muito preocupante, pois TODOS mais tarde os mais cedo iremos sentir esse desprezo por parte das administrações, eles estão resguardados, pois já amealharam ou legislaram em causa própria as suas benesses.
- Baptista São casos destes e muitos parecidos como este,que cada vez mais existem e que me revolta contra a insensibilidade dos nossos políticos e contra o que eles se transformam logo que chegam ao poder. Odeios a todos. (Parede)
- Trindade a vida não está só dificil para os idosos, pelo contrário.
- Denise Falta respeito com aqueles que passaram a vida a trabalhar e agora na velhice, cansados e adoecidos, encontram-se esquecidos e abandonados pelo governo. A renda é baixa e os remédios caríssimos. Urgências? Foram encerradas! No que querem transformar o nosso País? Num lugar inóspido?
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sábado, outubro 13, 2007
31 filhos da estrada - Sala de partos ambulante
* Iolanda Vilar com D.A./P.G./A.P./Diana Paiva/C.S.
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Nascer numa ambulância está a tornar-se um acontecimento normal em Resende. As cinco crianças do concelho (só rapazes) que vieram ao mundo nos últimos cinco meses são a prova de uma nova naturalidade: a estrada. Uma realidade que nasceu com o encerramento de oito maternidades desde Junho de 2005. Só nos últimos 12 meses foram noticiados 31 partos realizados fora do ambiente hospitalar. Sete na Figueira da Foz, seis em Resende, três em Mirandela e na Lourinhã, dois em Penafiel, seis no Alentejo e um nos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.
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Em Resende, o parto mais recente aconteceu há duas semanas. Para já o pequeno João Pedro, embrulhado numa quente manta de lã, só pensa em mamar, desconhecendo a que quilómetro da A24 deu o primeiro vagido. Nem Paula Ferreira, a jovem mãe de 18 anos, residente em Ovadas de Baixo, se apercebeu de onde estava quando chegou a hora do parto. “Aconteceu tudo tão depressa e as dores eram tantas que nem me preocupei em perguntar onde estávamos”, confessa a jovem mãe que ia a caminho do Hospital de S. Teotónio, em Viseu. Bastou parar a ambulância e o pequeno João Pedro, com 2260 quilos, viu a luz do dia.“Estou feliz por tudo ter corrido bem”, disse a mãe ao CM.Continuando o trajecto pelas sinuosas estradas de Resende chegamos a Anreade, no lugar de Santo Amaro, onde Matilde Maria Lopes recorda, com um sorriso nos lábios, o percurso algo conturbado do seu segundo parto, a 27 de Abril, a caminho de Vila Real. Nada de complicações de saúde, mas os nervos eram de tal ordem que, já com a bolsa das águas rebentada, e mesmo à porta dos bombeiros de Resende, optou por ir para o centro de saúde.“Cheia de dores” pôs-se ao volante percorrendo os cerca de 15 quilómetros. “Ia no carro com a minha sogra e a minha filha de nove anos e outros familiares quando comecei a sentir algumas contracções”, recorda. Dias antes, numa consulta de obstetrícia foi-lhe dito que o parto ainda estava longe de ocorrer. Puro engano! O Pedro Filipe estava prestes a conhecer o mundo! Aconteceu em Caldas de Moledo, na cidade do Peso da Régua, às 19h00. O bombeiro Filipe Pereira fez o trabalho de parteiro.Em comum, estas mulheres têm também a sinuosidade das estradas de Resende, concelho cravado no vale do Douro. Matilde vive numa rua íngreme, estreita e de difícil acesso para uma ambulância. No caso de Paula, muito dificilmente a ambulância se desloca à porta de sua casa, o que a obrigou a esperar no café, à beira da estrada.PARIU NA ROTUNDAO mesmo problema sente Sónia Isabel, de 20 anos. Vive em Pardelhas, aldeia a dez quilómetros de Lamego que nem sequer é sinalizada na EN222, Vale o conhecimento dos bombeiros de Resende sobre os lugares e lugarejos para contornar a complicada orografia da região. Eram 19h00 de 4 de Maio quando Sónia sentiu que estava na hora. Às 21h20 já tudo estava terminado. Aconteceu junto a uma rotunda de ligação à A24, a caminho do Centro Hospitalar de Vila Real. “Tenho muita pena que tenham encerrado a maternidade em Lamego, pois éramos bem tratadas e havia mais amizade e espírito de família,” desabafa com o seu Ricardo ao colo, agora com cinco meses.A poucos metros de distância mora Adélia Teixeira Cardoso, de 25 anos. Os olhos azuis de Ruben Filipe despertaram precisamente quando a mãe começou a falar da saga do seu nascimento. Poderia ter sido um momento trágico, mas graças à intervenção de um médico espanhol, que seguia na ambulância, Ruben po-de hoje receber os carinhos do irmão de 27 meses, o Diogo Alexandre.Com apenas 32 semanas de gestação Adélia não se mentalizava que o rebentamento da bolsa significava que a hora tinha chegado. Imaginou que seria como no primeiro parto. Continuou a arrumar a cozinha, até que uma cunhada insistiu para se deitar e esperar pelos bombeiros. Foram apenas dez os quilómetros que a ambulância percorreu até que o Ruben nasceu, no cruzamento da Serra das Meadas, já em Lamego, Avões. O relógio marcava 20h30. Mas, um momento que deveria ser de alegria, quase se transformava numa morte precoce. “Não ouvi o meu menino a chorar e entrei em pânico”, confessa Adélia, que viu o bebé com o cordão umbilical em volta do pescoço.RETIRADO DA MÃEDas cinco mulheres que deram à luz na ambulância apenas uma não está com o filho. É o caso de Maria de Fátima Malheiro, que reside em Louredo de Baixo, Miomães, concelho de Resende. Já com dois filhos, a residir com outra familiar, a Segurança Social retirou-lhe o recém-nascido ainda na maternidade, por alegada negligência.José Ângelo, comandante dos bombeiros de Resende, nunca participou num parto, mas sete dos seus homens já ganharam experiência nestes domínios. Em Resende já são cinco as crianças que nascem antes de chegar ao hospital, quatro delas nasceram em ambulâncias e uma no Centro de Saúde de Resende.“O nosso grande problema é o parque de viaturas, manifestamente insuficiente”, lamenta o responsável pelos soldados da paz. São apenas cinco ambulâncias para fazer face a todas solicitações.VIAGEM ATRIBULADAProblemas que outras corporações de bombeiros também sentem, sobretudo os da Figueira da Foz, que no último ano foram chamados a fazer sete partos na estrada.Aldina Figueiredo, de 28 anos, faz parte do grupo de mulheres que passaram por isso. Estava grávida de seis meses quando soube do fecho do bloco de partos do Hospital da Figueira da Foz. Nessa altura apercebeu-se de que teria de recorrer a uma das maternidades de Coimbra.A 16 de Maio, pelas 13h30, entrou em trabalho de parto. Telefonou para o 112, que fez o reencaminhamento da chamada para a Cruz Vermelha de Maiorca. A assistência foi prestada por dois paramédicos, numa ambulância pré-natal e um carro de apoio. Os 50 quilómetros de viagem até Coimbra foram bastante atribulados e a ambulância foi obrigada a parar oito vezes.“As dores eram tantas que vi logo que não ia chegar a Coimbra. Só pensava que ia morrer junto com a minha filha”, diz. Na zona de Montemor-o-Velho, às 14h30, os paramédicos pararam, junto a uma rotunda à entrada de Montemor-o-Velho, e fizeram o parto, que decorreu normalmente e demorou 45 minutos. Micaela Ferreira tem agora cinco meses. HELENA NASCEU À PORTA DE CASAHelena Isabel foi a terceira bebé do Marco de Canaveses a nascer numa ambulância, com o auxílio dos bombeiros locais que nem sequer tiveram tempo de arrancar em direcção ao hospital. A criança nasceu à porta de casa, dia 20 de Setembro. “Estava grávida de 38 semanas e o parto estava previsto para o início de Outubro, mas Helena decidiu aparecer mais cedo” contou ao ‘CM’ a mãe, Maria Luísa Teixeira. O parto durou apenas 15 minutos. CASOS INSÓLITOSENCERRADOUm menino nasceu em Agosto no Hospital da Figueira da Foz, cuja maternidade foi encerrada pelo Ministério da Saúde em Novembro de 2006. O parto foi normal.EM CASATrês bombeiros de Oliveira de Azeméis assistiram ao parto em casa de uma imigrante ucraniana, em Julho. O bebé nasceu dois minutos antes de chegar a ambulância.ELEVADORUma mulher não aguentou e teve o filho no elevador do hospital, em Viana do Castelo, em Maio. O parto correu bem e foi assistido por uma enfermeira obstetra."DECIDIMOS ENCOSTAR PELA FREQUÊNCIA DAS CONTRACÇÕES"“Treinamos com bonecos, mas na hora da verdade ficamos sempre nervosos.” Para Luís Loureiro, o bombeiro profissional de Resende, de 26 anos, já com dois partos no currículo, a formação que recebeu na Escola Nacional de Bombeiros serve apenas como base no momento de tensão que antecede a grande decisão, que já teve que tomar por duas vezes: encostar a ambulância à berma da estrada e realizar o parto ali mesmo.Quando aos 14 anos entrou nos bombeiros de Resende estava longe de imaginar que, para além de salvar vidas, havia também de ajudar a trazê-las ao mundo.“É pela frequência das contracções que tomamos a decisão de encostar, porque aí temos a certeza de que não há tempo de chegar ao hospital”, refere. É o momento de maior tensão dentro da ambulância, mas o mais importante, adianta, “é preparar logo a senhora psicologicamente e tranquilizá- -la. “Normalmente as parturientes são colaborantes, vamos conversando com elas para tentar atenuar a tensão ou dando oxigénio para ajudar à respiração”, explica, referindo que o espaço da ambulância nem sequer constitui um grande constrangimento. “Como a ambulância é larga e alta dá para trabalhar perfeitamente com o meu colega.”O bombeiro tem bem presente que há sempre a possibilidade de as coisas não correrem bem. Lembra, por exemplo, que se for necessário uma encubadora ou monitorizar o bebé precisam de se dirigir imediatamente para o hospital. “Tudo o que temos na ambulância é um kit para partos.”Luís Loureiro faz questão de manter laços de amizade com as mães dos bebés e diz que até já foi contactado por uma delas “para tirar uma fotografia de família com o bebé no quartel”. Quanto ao futuro, garante que “isto vai continuar a acontecer”. MINISTÉRIO FECHA OITO MATERNIDADESO Ministério da Saúde mandou encerrar oito blocos de partos, localizados em Barcelos, Santo Tirso, Amarante, Lamego, Oliveira de Azeméis, Elvas (o primeiro a fechar portas), Mirandela e Figueira da Foz. O fecho dos blocos não foi um processo pacífico e motivou fortes protestos por parte das populações, que encheram ruas com cartazes e reivindicações manifestando não aceitar a decisão do ministro da Saúde, Correia de Campos. A reacção das populações não se ficou pelos protestos e tanto autarquias como movimentos cívicos interpuseram providências cautelares nos tribunais, nove no total, para travar os fechos dos blocos de partos. O recurso à Justiça resultou numa tentativa infrutífera uma vez que o Ministério da Saúde ganhou todos os recursos judiciais. Em Elvas, foram avançadas duas providências cautelares, uma pelos cidadãos e outra pela fundação gestora da maternidade). Seguiram-se os apelos nos tribunais de Santo Tirso, Figueira da Foz, Mirandela e Barcelos. SAIBA MAIS500 Partos ocorrem todos os anos, em média, fora da rede hospitalar, de um total de 105 mil nascimentos em Portugal, segundo os dados mais recentes referentes a 2006.36 Salas de partos são as que existem na totalidade nos hospitais públicos, após o encerramento de oito maternidades, uma decisão polémica do actual Governo.KIT PARTO As ambulâncias estão equipadas com o kit parto, que inclui artigos esterilizados. O pacote disponibiliza máscaras, lençóis, compressas, desinfectantes, luvas e molas para o cordão umbilical.CONTAAumentam os partos sobre rodas: Figueira da Foz (sete), Resende (seis), Mirandela e Lourinhã (três), Penafiel (dois), Alentejo (seis) e um nos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.TÉCNICA A maioria dos tripulantes tem formação técnica para auxiliar um parto de urgência, incluindo os bombeiros mais novos.NOTASSUSTOSónia Isabel apanhou um susto por o filho nascer com o cordão umbilical à volta do pescoço. Paula Ferreira diz que foi tudo muito rápido.GARAGEMEm Março, um bebé do sexo masculino nasceu numa garagem de um prédio de Buarcos, Figueira da Foz.COMBOIOÉ o que se pode dizer, nascer a alta velocidade. Um bebé veio ao mundo em Janeiro num Intercidades. O parteiro foi um passageiro.VONTADEIvone Camões queria que o quarto filho nascesse em Portalegre. Quis o destino que o filho, Hugo, viesse ao mundo na EN4, a dez quilómetros de casa. O parto foi assistido por dois bombeiros.PARTEIROSOs bombeiros de Resende Adão Ferreira, João Loureiro e Luís Loureiro assistiram ao último parto. Não são os únicos. Quatro companheiros também já ajudaram outras crianças a nascer.- 32 semanas de gestação (oito meses) tinha Adélia Cardoso quando teve o filho na estrada. A ambulância só fez 10 km- 5 é o número de bebés que nasceram desde Abril em ambulâncias a caminho do hospital só no concelho de Resende.- 53 é o número de quilómetros que os bombeiros têm de percorrer para chegar ao hospital mais próximo, em Vila Real
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in Correio da Manhã 2007.10.06
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» Comentários no CM on line
Quarta-feira, 10 Outubro
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- Denise Querem que as famílias tenham mais filhos. Como? Se até as condições para o parto, que é um dos momentos que requer cuidados específicos, para que o bebé não sofra danos cerebrais irreversíveis e a mãe possa ter a assistência necessária, são negligenciadas por nossas autoridades? Virou rotina nascer em ambulâncias! É vergonhoso!
- Nuno Silva Realizam-se 105 MIL partos por anos ... ATENÇÃO AO NUMERO - 105 MIL ... destes só 500 acontecem fora dos hospitais ... Não chega a 0,5 % dos partos ... 3º Mundo??????? Deixem-se de fitas
- Lívia É muito desprezo pelo cidadão! Submeter mãe e filho aos riscos inerentes ao parto! A não se tomar medidas sérias em relação a este descalabro, muito em breve veremos os resultados: Crianças portadoras de lesões cerebrais e órfãs, em virtude da falta de atendimento no tempo devido e em condições desfavoráveis às práticas obstétricas, sem médico e ausência de equipamentos p/ situações de risco.
- Helga E o sr PM não quer vaias nem apupos. Esperava o quê? Tapinhas nas costas e sorrisos?! Fecharam as maternidades por prestarem atendimentos de risco. Não seria mais correto e sábio trocar a administração e investir em bons profissionais da área da saúde? Em ambulâncias, corremos o risco de termos crianças com anomalias severas, em consequência de partos ocorridos em tais circunstâncias.
- Nuno Silva Realizam-se 105 MIL partos por anos ... ATENÇÃO AO NUMERO - 105 MIL ... destes só 500 acontecem fora dos hospitais ... Não chega a 0,5 % dos partos ... 3º Mundo??????? Deixem-se de fitas
- Lívia É muito desprezo pelo cidadão! Submeter mãe e filho aos riscos inerentes ao parto! A não se tomar medidas sérias em relação a este descalabro, muito em breve veremos os resultados: Crianças portadoras de lesões cerebrais e órfãs, em virtude da falta de atendimento no tempo devido e em condições desfavoráveis às práticas obstétricas, sem médico e ausência de equipamentos p/ situações de risco.
- Helga E o sr PM não quer vaias nem apupos. Esperava o quê? Tapinhas nas costas e sorrisos?! Fecharam as maternidades por prestarem atendimentos de risco. Não seria mais correto e sábio trocar a administração e investir em bons profissionais da área da saúde? Em ambulâncias, corremos o risco de termos crianças com anomalias severas, em consequência de partos ocorridos em tais circunstâncias.
Terça-feira, 9 Outubro
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- VITOR LEXADO ESTA PORTUGAL NA EUROPA OU NO TRECEIRO MUNDO
- Paco Macias Julgo que na União Europeia não deve haver conhecimento desta situação, que é uma vergonha, para além de caricata. O povo Português tem o que merece, ao ir nas "cantigas" de alguns politicos.
- Bordalo Muitos dos jovens Bombeiros talvez nem tenham idade de vêr um filme erotico, mas são profissionalmente obrigados a partentes assistentes. Escolha de ministros num dia de nevoeiro.
- Paco Macias Julgo que na União Europeia não deve haver conhecimento desta situação, que é uma vergonha, para além de caricata. O povo Português tem o que merece, ao ir nas "cantigas" de alguns politicos.
- Bordalo Muitos dos jovens Bombeiros talvez nem tenham idade de vêr um filme erotico, mas são profissionalmente obrigados a partentes assistentes. Escolha de ministros num dia de nevoeiro.
Segunda-feira, 8 Outubro
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- Adolfo Lopes Ao responsável, sugiro que tal como se constrói uma central de compras de uma cadeia de supermercados, construa uma ENORME MATERNIDADE no centro do País... talvez em Leiria. Lamentavel.
- Lusitano Concordo plenamente com o comentário do Sr. José Lopo! Julgo que seria uma boa ideia os bombeiros de todo o pais, exibirem nas ambulâncias uma relação dos partos assistidos pelos bombeiros obstetras-parteiros!!!
- Lusitano Concordo plenamente com o comentário do Sr. José Lopo! Julgo que seria uma boa ideia os bombeiros de todo o pais, exibirem nas ambulâncias uma relação dos partos assistidos pelos bombeiros obstetras-parteiros!!!
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Domingo, 7 Outubro
Domingo, 7 Outubro
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- Cátia Nunca soube de bebés que nascessem em poucos minutos ou horas. Ou é milagre ou as mães estão muito mal informadas logo para a maternidade e mandam-nas ir dar umas voltas pelas redondezas porque ainda vai demorar. Há mulheres que estão mais de 10 horas para parir, mas com estas senhoras é em minutos. Estranho. Só espero ter a mesma sorte com a duração do trabalho de parto...
- vitor dinis Não nascem bebes em ambulancia só em Resende, vai ser em todo o País. Á custa do sacrificio das mães neste País a saúde num futuro vai-se tornar melhor quando não houver mães que queiram correr esses riscos e deixem de engravidar. Aí depois vêm os governantes a correr com subsidios apelar que as mulheres deste País engravidem em virtude da grave redução populacional.Caldas da Rainha
- mambaX Dá para reflexão...as maternidades fecham para poupar dinheiro sob o pretexto da qualidade de serviços,os partos ocorrem em plena estrada e está claro que as condições de qualidade na ambulância são menores so que nas maternidades. Logo...a solução é desertificar essas zonas remotas,onde habitam pessoas que certamente não têm culpa disso.
- Jose Lopo As Corporaçoes de Bombeiros devem ser pagas pelos partos que realizam nas suas ambulancias (que deviam ter colado, bem visivel, um distico por cada criança que nelas nascesse!)
- José Senhoras das associações que tanto defenderam os direitos da mulher no aborto, gostaria de vê-las agora a defender o seguinte: se o estado paga um aborto em clinicas privadas, caso não possa ser feito em hospitais publicos então que passe a fazer o mesmo com os partos. Ou o estado só tem dinheiro para abortos?
- JOSÉ Onde estão os defensore(a)s das mulheres que tanto se preocuparam que elas pudessem abortar legalmente e com condições e agora pouco se importam que elas tenham os filhos nestas condições? Sabem é que isto ainda não é um negócio como o do aborto.
- vitor dinis Não nascem bebes em ambulancia só em Resende, vai ser em todo o País. Á custa do sacrificio das mães neste País a saúde num futuro vai-se tornar melhor quando não houver mães que queiram correr esses riscos e deixem de engravidar. Aí depois vêm os governantes a correr com subsidios apelar que as mulheres deste País engravidem em virtude da grave redução populacional.Caldas da Rainha
- mambaX Dá para reflexão...as maternidades fecham para poupar dinheiro sob o pretexto da qualidade de serviços,os partos ocorrem em plena estrada e está claro que as condições de qualidade na ambulância são menores so que nas maternidades. Logo...a solução é desertificar essas zonas remotas,onde habitam pessoas que certamente não têm culpa disso.
- Jose Lopo As Corporaçoes de Bombeiros devem ser pagas pelos partos que realizam nas suas ambulancias (que deviam ter colado, bem visivel, um distico por cada criança que nelas nascesse!)
- José Senhoras das associações que tanto defenderam os direitos da mulher no aborto, gostaria de vê-las agora a defender o seguinte: se o estado paga um aborto em clinicas privadas, caso não possa ser feito em hospitais publicos então que passe a fazer o mesmo com os partos. Ou o estado só tem dinheiro para abortos?
- JOSÉ Onde estão os defensore(a)s das mulheres que tanto se preocuparam que elas pudessem abortar legalmente e com condições e agora pouco se importam que elas tenham os filhos nestas condições? Sabem é que isto ainda não é um negócio como o do aborto.
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Sabado, 6 Outubro
Sabado, 6 Outubro
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- franciscorodrigues Quantos mais nasceram, sem q fossem comunicados à comunicação social?!Por ex: Os B.V.Canas de senhorim também já tiveram casos iguais, e que não têm sido divulgados! É bom salientar q os bombeiros também já têm formação a esse nível...Em minha opinião devemos louvar os bombeiros intervenientes! Força bombeiros! Obrigado pelos variados serviços prestados à comunidade q tanto merece! ;)
- Carlos Verissimo O povinho tem o que merece!...sao pequeninos,tacanhos e mesquinhos. E aqui esta o sumatorio final.As "esposas" dos ministros,democraticamente eleitos pelo povinho nao tem problemas destes,assim como as restantes "esposas" da elite Nacional. Assim que,nao vale a pena fazerem birrinhas,jaque nada mudara. Viva a Republica do atraso! Carlos Verissimo (USA)
- Joana Parida Abortar no Hospital com todas as atenções, cuidados, luxos e urgência e parir à beira das estradas nas ambulâncias dos bombeiros tem sido a grande «conquista» das mulheres dos tempos «modernos» ...
- Vénus Imaginemos que estes partos rodoviários aconteciam num dos 2 meses do consulado de Santana Lopes, mesmo que não tivesse encerrado maternidade nenhuma.Penso que toda a água do Rio Tejo não chegaria para lavar os "elogios" socialistas a este novo método de partos.Correia de Campos, o coveiro da saúde, pode dormir descansado.
- Carlos Verissimo O povinho tem o que merece!...sao pequeninos,tacanhos e mesquinhos. E aqui esta o sumatorio final.As "esposas" dos ministros,democraticamente eleitos pelo povinho nao tem problemas destes,assim como as restantes "esposas" da elite Nacional. Assim que,nao vale a pena fazerem birrinhas,jaque nada mudara. Viva a Republica do atraso! Carlos Verissimo (USA)
- Joana Parida Abortar no Hospital com todas as atenções, cuidados, luxos e urgência e parir à beira das estradas nas ambulâncias dos bombeiros tem sido a grande «conquista» das mulheres dos tempos «modernos» ...
- Vénus Imaginemos que estes partos rodoviários aconteciam num dos 2 meses do consulado de Santana Lopes, mesmo que não tivesse encerrado maternidade nenhuma.Penso que toda a água do Rio Tejo não chegaria para lavar os "elogios" socialistas a este novo método de partos.Correia de Campos, o coveiro da saúde, pode dormir descansado.
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13-09-2007 - 00:00:00 Parto em ambulância
26-08-2007 - 13:00:00 Vão continuar a nascer bebés em ambulâncias
08-08-2007 - 00:14:00 Nasceu em ambulância
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quarta-feira, setembro 05, 2007
Engenheiros: Bastonário contra equívocos
Nomes dos cursos enganam alunos
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* Diana Paiva
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Existem cerca de 80 designações de cursos de engenharia que nada têm a ver com os seus conteúdos. Esta é a conclusão do bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, que alerta para o facto de algumas designações “baralharem os candidatos aos cursos”, aliciados para estudar em áreas que depois se revelam diferentes.
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Em declarações ao CM, Fernando Santo considera que “deve haver uma maior transparência entre as designações e as competências, uma vez que as 126 designações actuais para 314 cursos de engenharia criam a ideia de que cada nome abrange diversas áreas, o que não corresponde à realidade”. O que acontece é que por vezes não são tidas em conta as ramificações de cada curso, que são logo designadas como uma área diferente. Este factor pode, na opinião do bastonário, potenciar desemprego, levando alunos a escolher áreas para as quais o mercado não tem resposta.Fernando Santo aponta a título de exemplo os cursos de Informática, onde “os nomes de alguns ramos não esclarecem em relação à formação ministrada nos cursos, o que pode levar ao equívoco de muitos”. Para o bastonário, certos nomes são “puras campanhas de marketing”.
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O assunto tem dominado a atenção dos reitores das universidades que leccionam cursos de Engenharia, os quais temem que a situação se agrave com reformas decorrentes do Processo de Bolonha, nomeadamente em relação ao aumento de designações para opções de mestrado.Fernando Santo acredita que com a confusão gerada por tantas designações “Portugal corre o risco de ter pessoas em exercício da profissão que não têm competências viradas para o interesse público”.
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De acordo com o bastonário, “houve já uma vontade dos reitores em uniformizar as designações, que não teve apoio político”. Defendendo uma “necessidade urgente de haver uma política própria nesta matéria”, diz-se “expectante” em saber como o Estado implementará a futura Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, considerando importante que esta venha a “seguir os níveis de exigência internacionais”.
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in Correio da Manhã 2007.09.04
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Terça-feira, 4 Setembro
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- António Essa é boa, com que então Engenharia de Minas não serve para nada? Deve achar que são os licenciados em línguas que fazem prospecção mineira.
- peregrino Estão? Ainda não perceberam que o que interessa é ter o tal título, mesmo que 'ilegal'? Sr. Engenheiro soa tão bem. E temos UM exemplo RECENTE bem à vista de todos.
- Sr. Dr. Ao contrário do que se diz, Portugal NÃO TEM LICENCIADOS A MAIS; por outro lado, porque é que os nomes "enganam" os alunos? Um pré-universitário, à partida, já deveria ter a capacidade de separar o trigo do joio; se assim fosse, por mais cursos(!) que abrissem, se a procura fosse nula fechavam a seguir! Não culpem só as Universidades públicas ou privadas!
- paulo Na minha opinião um país pequenino como o nosso, está saturado de tantos licenciados. Depois admirem-se de o país ter que importar imigrantes.
- Luísa-Porto O que não é normal é alguém estar há mais de 20 anos a ocupar uma vaga no ensino superior que podia estar a ser ocupada por alguém que realmente estivesse disposto a tirar uma licenciatura.
- Luísa-Porto É obvio que em 20 anos um curso tem de ser reestruturado, principalmente quando se está a falar numa área como a de Engenharia em que constantemente são feitos progressos. Se um Curso de Engenharia não fosse restruturado pelo menos 3 vezes em 20 anos seria muito muito mau sinal.
- Isto Dante A minha mulher anda a tirar um curso de 'engenharia' há mais de 20 anos. O curso já foi reestruturado 3 vezes e muitas cadeiras deixaram de fazer parte do curso. Assim, cada vez lhe faltam mais cadeiras para fazer, e cada vez tem menos cadeiras feitas.
- Davematthews Boa tarde de facto existe um curso que se chama Engenharia das Madeiras, não na Covilhã mas sim em Viseu na ESTV....
- S.C Por acaso, o IST tem uma licenciatura em Engenharia Geologica e de Minas. Nao e assim tao absurdo.
- RH Eng. Florestal e Zootécnica é da treta? Curiosamente conheço vários eng. florestais que têm trabalho em Câmaras Municipais... Conheço também Eng. zootécnicos a trabalhar em explorações agro-pecuárias.
- Anónimo de Bragança Isso é apenas uma das coisas onde os futuros alunos são enganados. Outra é os alunos entrarem em cursos que estão a ser reestruturados, ou seja vão terminar um curso com características diferentes do que concorreram. Outra é não haver um controlo nacional de saídas profissionais. O governo financia e permite que existam cursos, sem saídas profissionais apenas guiados pelo número actual de alunos.
- josé freitas Saúdo a intervenção do Sr. Bastonário pela oportunidade e clareza. Obviamente a Ordem dos Engenheiros tem que ser criteriosa e selectiva nos seus critérios de admissão, não podendo dar continuídade a uma política implementada pelos governos sucessivos assentes numa lógica de banalidade. Ainda bem que o título profissional não é competência dos políticos!
- Filipa Sei que nos anos 90, havia na Covilhã um curso de Eng. das Madeiras! Na UTAD havia Eng. Zootecnica, Florestal etc. Na FEUP havia Eng Minas! Isto são só alguns exemplos da bandalheira que reina nas universidades! Criam engenharias da treta que não servem para nada! Não deveria ser permitida a criação de cursos tão específicos!
- José Da Silva Penso que o Bastonário deveria preocupar-se, antes de mais, sobre as ilegalidades perpetradas pela Ordem. Desde a ilegalidade referente a acreditação de cursos, atribuição de titulo profissional – como se não chegasse os 5 anos na faculdade – até aos exames de admissão, onde a instituição que este cavalheiro representa, age de má fé e com interesses dúbios. Por diversas vezes já perderam em tribunal, mas insistem neste autismo, próprio de quem a lei lhes passa ao lado. Que moral tem agora de vir falar do que se passa em casa alheia? Portugal dos pequeninos!
- J. A. Tento Se os portugueses não fossem tão vaidosos estes vigaristas não tinham tanto sucesso. Mas como em Portugal se vive a "cultura do canudo" temos milhares de "doutores" cuja especialização(?) e até cultura geral está ao nível do que realmente somos. Chico-espertos. Nada mais!
- Victor C Num país de analfabetos e onde a Lei é letra morta, não admira a proliferação de Universidades privadas que vão enriquecendo seja uma realidade conhecida.
- Paulo Silva Sao uma cambada de mafiosos, so querem roubar os alunos, ha cursos que nem sequer tem saida profissional em Portugal,tanto estudo para NADA.
- peregrino Estão? Ainda não perceberam que o que interessa é ter o tal título, mesmo que 'ilegal'? Sr. Engenheiro soa tão bem. E temos UM exemplo RECENTE bem à vista de todos.
- Sr. Dr. Ao contrário do que se diz, Portugal NÃO TEM LICENCIADOS A MAIS; por outro lado, porque é que os nomes "enganam" os alunos? Um pré-universitário, à partida, já deveria ter a capacidade de separar o trigo do joio; se assim fosse, por mais cursos(!) que abrissem, se a procura fosse nula fechavam a seguir! Não culpem só as Universidades públicas ou privadas!
- paulo Na minha opinião um país pequenino como o nosso, está saturado de tantos licenciados. Depois admirem-se de o país ter que importar imigrantes.
- Luísa-Porto O que não é normal é alguém estar há mais de 20 anos a ocupar uma vaga no ensino superior que podia estar a ser ocupada por alguém que realmente estivesse disposto a tirar uma licenciatura.
- Luísa-Porto É obvio que em 20 anos um curso tem de ser reestruturado, principalmente quando se está a falar numa área como a de Engenharia em que constantemente são feitos progressos. Se um Curso de Engenharia não fosse restruturado pelo menos 3 vezes em 20 anos seria muito muito mau sinal.
- Isto Dante A minha mulher anda a tirar um curso de 'engenharia' há mais de 20 anos. O curso já foi reestruturado 3 vezes e muitas cadeiras deixaram de fazer parte do curso. Assim, cada vez lhe faltam mais cadeiras para fazer, e cada vez tem menos cadeiras feitas.
- Davematthews Boa tarde de facto existe um curso que se chama Engenharia das Madeiras, não na Covilhã mas sim em Viseu na ESTV....
- S.C Por acaso, o IST tem uma licenciatura em Engenharia Geologica e de Minas. Nao e assim tao absurdo.
- RH Eng. Florestal e Zootécnica é da treta? Curiosamente conheço vários eng. florestais que têm trabalho em Câmaras Municipais... Conheço também Eng. zootécnicos a trabalhar em explorações agro-pecuárias.
- Anónimo de Bragança Isso é apenas uma das coisas onde os futuros alunos são enganados. Outra é os alunos entrarem em cursos que estão a ser reestruturados, ou seja vão terminar um curso com características diferentes do que concorreram. Outra é não haver um controlo nacional de saídas profissionais. O governo financia e permite que existam cursos, sem saídas profissionais apenas guiados pelo número actual de alunos.
- josé freitas Saúdo a intervenção do Sr. Bastonário pela oportunidade e clareza. Obviamente a Ordem dos Engenheiros tem que ser criteriosa e selectiva nos seus critérios de admissão, não podendo dar continuídade a uma política implementada pelos governos sucessivos assentes numa lógica de banalidade. Ainda bem que o título profissional não é competência dos políticos!
- Filipa Sei que nos anos 90, havia na Covilhã um curso de Eng. das Madeiras! Na UTAD havia Eng. Zootecnica, Florestal etc. Na FEUP havia Eng Minas! Isto são só alguns exemplos da bandalheira que reina nas universidades! Criam engenharias da treta que não servem para nada! Não deveria ser permitida a criação de cursos tão específicos!
- José Da Silva Penso que o Bastonário deveria preocupar-se, antes de mais, sobre as ilegalidades perpetradas pela Ordem. Desde a ilegalidade referente a acreditação de cursos, atribuição de titulo profissional – como se não chegasse os 5 anos na faculdade – até aos exames de admissão, onde a instituição que este cavalheiro representa, age de má fé e com interesses dúbios. Por diversas vezes já perderam em tribunal, mas insistem neste autismo, próprio de quem a lei lhes passa ao lado. Que moral tem agora de vir falar do que se passa em casa alheia? Portugal dos pequeninos!
- J. A. Tento Se os portugueses não fossem tão vaidosos estes vigaristas não tinham tanto sucesso. Mas como em Portugal se vive a "cultura do canudo" temos milhares de "doutores" cuja especialização(?) e até cultura geral está ao nível do que realmente somos. Chico-espertos. Nada mais!
- Victor C Num país de analfabetos e onde a Lei é letra morta, não admira a proliferação de Universidades privadas que vão enriquecendo seja uma realidade conhecida.
- Paulo Silva Sao uma cambada de mafiosos, so querem roubar os alunos, ha cursos que nem sequer tem saida profissional em Portugal,tanto estudo para NADA.
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