A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, março 25, 2013

Eduardo Bonfim - Tempos selvagens

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23 de Março de 2013 - 0h00

Tempos selvagens

Eduardo Bomfim *

Nos tempos atuais a informação atingiu uma escala de poder, hegemonia sem precedentes desde o século vinte, uma opinião de classe imposta por centros difusores internacionais baseados nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha que se encarregam de espalhar ao mundo, ao Brasil, a “notícia do momento”, a opinião política, a ideologia cultural do mercado globalizado.


Fenômeno que só pôde acontecer em virtude do intenso processo de expansão, concentração do capital financeiro a partir da Nova Ordem Mundial, da relativização da soberania dos Estados nacionais, das organizações internacionais outrora sustentadas por pactos fundados em equilíbrio de forças que já não mais existem.

Essas instituições que adquiriram credibilidade após a Segunda Guerra Mundial foram capturadas pelas novas condições geopolíticas surgidas no fim dos anos noventa e se transformaram em uma espécie de correias de transmissão dos interesses de uma única potência mundial do grande capital financeiro, referendando lucros estratosféricos e aventuras bélicas.

O que possibilitou a esse capital um espetacular domínio do planeta uniformizando hábitos e modos antes diferenciados pela diversidade das formações históricas, antropológicas, nacionais, regionais, um poder sem precedentes na História, determinando códigos, regras, leis, constituindo na prática uma espécie de governança global oficiosa.

Garantindo os interesses do mercado que instituiu padrão único de consumo, as variações são ditadas por alguns cartéis internacionais que impõem e combinam os preços das mercadorias, a cidadania das pessoas relativizada ou mesmo subtraída.

Com o fortalecimento dos Brics, Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China que em poucas décadas transformou-se na segunda economia mundial, nascem as condições de um cenário internacional diferenciado ao tempo que eclode uma nova crise estrutural do capitalismo, dos seus mecanismos desvairados, delirantes de especulação.

A Nova Ordem envelheceu, entrou em decadência, com inquestionáveis traços de selvageria, totalitarismo, agressão às nações, aos povos etc. O grande desafio das forças patrióticas, progressistas, inclusive no Brasil, é de encontrar caminhos para a transição a um outro modelo de sociedade que reafirme a soberania das nações, um regime social avançado empenhado no efetivo desenvolvimento das potencialidades humanas coletivas e individuais.
* Advogado, membro do Comitê Central do PCdoB
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Brasil - A outra face do Complexo do Alemão

Colunas

Vermelho - 4 de Dezembro de 2010 - 0h06

Eduardo Bomfim *

A mega operação militar desencadeada no Rio de Janeiro contra o narcotráfico mostrou ao Brasil o poder de fogo das facções criminosas, apetrechadas com armamento característico de uso das forças armadas daqui e de outras regiões do mundo.

A apreensão de toneladas de vários tipos de drogas demonstra a dimensão do comércio por parte desses bandos, de quantias fabulosas. Segundo a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro ela é avaliada entre 320 a 600 milhões de Reais.

Indo direto ao assunto, o fato é que seria impossível tal movimentação sistemática, ou até mesmo uma única só vez, sem a retaguarda muita bem organizada da lavagem de dinheiro.

E aí seguramente esse departamento de planejamento não se encontra nos morros e favelas nem do Rio nem de outras do País ou do planeta.

No entanto, é possível encontrar pistas e informações fundamentadas sobre a outra face da moeda do Complexo do Alemão e de outros quartéis generais das drogas, como nos informa a revista Resenha Estratégica.

Em primeiro lugar é de conhecimento dos órgãos públicos que tanto o tráfico de drogas quanto a circulação do dinheiro daí provenientes são de abrangência global. São partes integrantes da circulação globalizada de capitais.

Em 2009 o diretor-geral do Gabinete sobre Drogas e Crimes das Nações Unidas, o senhor Antonio Maria Costa, declarou em entrevista ao jornal britânico The Observer que “a lavagem de dinheiro das drogas ajudou bastante a salvar os bancos da crise de liquidez após a quebra do Lheman Brothers. Em um total aproximado de 352 bilhões de dólares”.

E que a essa época, e em nível internacional, “os empréstimos interbancários da área de investimentos, quer dizer da especulação financeira, eram financiados por dinheiro que se originava do tráfico de drogas e outras atividades ilegais”.

Mais estarrecedoras foram as declarações do lorde James de Blackheath na sessão de 1º de novembro na Câmara dos Lordes sobre as operações no mundo de vários dos bancos de investimentos (especulação financeira) do Reino Unido. Teve o impacto de uma bomba sobre Londres.

Assim, o combate ao narcotráfico na Vila Cruzeiro e no Alemão, apoiado pela população, é bem mais complexo do que nos informam os noticiários. Ele possui relação direta com o sofrimento e a vida do povo brasileiro, mas também com a soberania nacional.

 
* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.

quarta-feira, maio 19, 2010

A economia do terror - Eduardo Bomfim

Colunas

Tela: "Las manos del terror", do pintor Oswaldo 
guayasamín.
Tela: "Las manos del terror", do pintor Oswaldo Guayasamín.ermelçho -
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Vermeloho - 15 de Maio de 2010 - 0h01

A economia do terror

Eduardo Bomfim *

As notícias dão conta de que a Europa patina em uma grave crise, e pacotes fiscais neo-ortodoxos são aplicados para estancar a sangria econômica na zona do Euro, vítima do assalto pelo capital especulativo, a única coisa realmente globalizada no planeta.

No Brasil a Federação Brasileira dos Bancos, FEBRABAN, reconhece que o produto interno bruto nacional, o PIB, crescerá por volta de 6,3% este ano, significando que o País terá um extraordinário desenvolvimento econômico em meio a uma profunda crise de caráter mundial.

Um terremoto nas finanças internacional que, como ponta do iceberg, apresentou-se na quebradeira dos grandes bancos de investimentos norte-americanos, abalou as estruturas da economia global, provocando a recessão e agora atinge em cheio a Comunidade Europeia.

E na Europa esses primeiros e fortes sismos acontecem exatamente nas chamadas economias mais frágeis como a Grécia, Portugal, Espanha e dizem os especialistas, também a Itália.

Não faltam também informações abalizadas, e notícias da imprensa, dando conta sobre um violento ataque especulativo contra o Euro em geral e os Países citados em particular.

Quer dizer, o capital financeiro parasitário atua como os predadores que percebem uma presa com algum tipo de dificuldade ou fragilidade e prontamente se lançam sobre a vítima com uma voracidade e sede de sangue ilimitadas, e em pouco tempo o que resta mesmo é a carcaça e a mais pura fedentina.

Mas a grande mídia hegemônica nacional repercute os fatos considerando tal atitude como algo perfeitamente natural e própria da “dinâmica saudável das regras naturais do mercado” e do sistema.

Tanto mais que recentemente divulgou, alegremente, a notícia de que conservadores alemães teriam proposto aos gregos que vendessem uma das suas ilhas, patrimônio da História da civilização grega e ocidental, para saldar a sua dívida.

Já os acordos do FMI e do Banco Central Europeu com a Grécia impõem o chamado choque fiscal neoliberal, massacre dos assalariados, tão conhecidos pelos brasileiros na era FHC.

Quanto ao crescimento nacional essa mídia hegemônica é contra e defende a sua frenagem porque representaria uma economia super aquecida, exigindo, excitada, juros altos, apostando em escalada inflacionária. Trata-se de um condenável ato de terrorismo contra o povo brasileiro.



  • A pau.

    16/05/2010 10h03 Que beleza de texto Eduardo, sucinto,objetivo e claríssimo. Aguardamos outros. No 6ºparágrafo você mata pau.


    Wilson
    MClaros - MG
* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.
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sexta-feira, janeiro 22, 2010

Desenvolvimento, segurança e paz - Eduardo Bomfim *

Colunas

Vermelho - 22 de Agosto de 2009 - 0h01

Desenvolvimento, segurança e paz

Eduardo Bomfim *
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Afirmou Darcy Ribeiro que esse é um mundo só, de nações interdependentes. Mas que existiam as nações autônomas, como também as dependentes. E que nós os brasileiros deveríamos optar pela autonomia e pela singularidade, em razão da nossa dimensão continental e na condição de maior das províncias neolatinas do mundo.

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E nós vamos percorrendo nos últimos dez anos uma trajetória que indica um caminho de soberania política e econômica, como também se constroem as condições para consolidarmos a autonomia nacional.
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O crescimento econômico, mesmo em época de crise financeira do sistema capitalista a nível mundial, demonstra que o País marcha pelo caminho correto, ainda que necessitando de sérios reparos em vários aspectos que travam uma maior aceleração da economia nacional. O fato é que se expandiu o mercado interno, incorporaram-se dezenas de milhões de brasileiros no emprego formal, ampliou-se enormemente o crédito às famílias de baixa renda e consequentemente alargou-se substancialmente a possibilidade da população ter acesso ao consumo de bens.
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De outro lado existe um leque de projetos sociais que atendem às populações de baixa renda, às camadas mais pobres da população brasileira. Esse cenário poderia indicar que a sociedade estaria vivendo uma época de um clima psicossocial razoavelmente saudável.
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Mas o que se vê e o que se sente não são sinais de plena satisfação coletiva, mesmo com as mais amplas camadas da sociedade, movidas pelo espírito crítico, tirocínio político e sentimento em defesa das suas justas aspirações e sonhos, demonstrando irrefutável apoio ao presidente da República e ao seu campo de aliados. Apesar disso a sociedade vive uma época confusa em que há uma evidente insegurança na paisagem social. O que por sua vez provoca condições de vida sufocantes nas cidades sejam elas grandes, médias ou pequenas.
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A violência e a criminalidade nunca foram tão graves na história do Brasil, o que se constitui, diante do inegável crescimento econômico ao lado de políticas de apoio social, em uma flagrante contradição. Em qualquer região do País, a população, principalmente da classe média e trabalhadores, sente-se ameaçada, esmagada pela violência que vem provocando uma real banalização da vida humana. Essa é a grande dívida do governo para com os brasileiros na atualidade, que aspiram a três questões vitais: desenvolvimento com segurança e paz.
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* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL
* Opiniões aqui expressas não refletem necessáriamente as opiniões do site.
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