A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quarta-feira, agosto 22, 2012

Eugénio Rosa - Desemprego é mera nota negativa para Passos Coelho


Avante!

  • Eugénio Rosa 


Desemprego é mera nota negativa para Passos Coelho
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Os portugueses ficaram a saber pela boca do 1.º ministro, no discurso que fez na festa do PSD no Pontal, que o desemprego em Portugal não é um problema importante para Passos Coelho, porque «o que era importante não falhámos»; o desemprego é uma mera «nota negativa» para  utilizar também as próprias palavras do 1.º ministro. E isto no dia em que o INE divulgou os dados sobre o desemprego do 2.º trimestre de 2012, que revelavam que 1,3 milhões de portugueses estavam desempregados ou subempregados por falta de trabalho, e estatísticas recentes da Segurança Social informavam que o número de desempregados a receber subsídio de desemprego tinha diminuído no 2.º trimestre deste ano, apesar do desemprego continuar a aumentar. Mas analisemos os dados divulgados pelo INE e pela Segurança Social para se poder avaliar a dimensão da insensibilidade social e da falta de respeito do 1.º ministro pelos desempregados.

O INE, na informação referente ao 2.º trimestre de 2012, utilizou dois conceitos novos que é importante ter presente para compreender os dados do Quadro anexo. O primeiro, é o «Subemprego de trabalhadores a tempo parcial» que, segundo o INE, corresponde ao «conjunto de indivíduos empregados dos 15 aos 74 anos que, no período de referência em que foi realizado o inquérito, tinham um trabalho a tempo parcial (inclui os «biscates» para sobreviver) e declararam pretender trabalhar mais horas do que as que habitualmente trabalham e estavam disponíveis para isso»; portanto, são pessoas que desejam trabalhar mais para obter uma melhor remuneração e que só o não fazem porque não encontram trabalho. Este conceito substitui o «subemprego visível» que o INE utilizava anteriormente. O segundo conceito novo é o de «inativo disponível mas que não procura emprego» que é, segundo o INE, o «inativo com idade dos 15 aos 74 anos que, no período de referência, estava disponível para trabalhar, mas não tinha procurado um emprego ao longo do período de referência ou nas três semanas anteriores ao inquérito do INE». Este conceito substitui o anterior de «inactivo disponível», que incluía também os «inactivos disponíveis desencorajados» – os que tinham deixado de procurar emprego porque já não acreditavam que o conseguissem arranjar. Portanto, estes dois grupos abrangidos pelos novos conceitos utilizados pelo INE, que os adoptou por serem usados pelo Eurostat, são constituídos (ambos) por portugueses que estão aptos e disponíveis para trabalhar mas que ou não o fazem ou o fazem apenas um número reduzido de horas porque não encontram trabalho. Na prática, ou estão totalmente sem trabalho ou apenas conseguem trabalhar poucas horas.

Assim, o desemprego oficial, que no 2.º trimestre de 2012 atingiu a taxa 15% (15,4% segundo o Eurostat), o que corresponde a 829,6 mil desempregados (849 mil de acordo com o Eusrostat), ascende de facto – se somarmos aqueles dois grupos, um de desempregados e o outro de subempregados – a 1 305 300, o que corresponde a uma taxa de desemprego real de 22,8%. Apesar disso, no fim do 2.º trim./2012, apenas 356,5 mil desempregados (43,1% do desemprego oficial; 27,3% do desemprego real) recebiam subsídio de desemprego, segundo a Segurança Social. E não obstante o desemprego continuar a crescer, o número de desempregados a receber subsídio, que tinha aumentado até ao 1.º trim./2012 para 360,7 mil, no 2.º trim./2012 diminuiu para 356,5 mil. Mas isto não é um problema importante para o 1.º ministro; nas suas palavras é apenas uma «nota negativa».

Acresce que o desemprego de longa duração está a aumentar muito, como revelam os dados do INE.

Entre o 2.º trim./2011 e o 2.º trim./2012, o desemprego de longa duração, ou seja, com mais de um ano, passou de 372,3 mil para 443,3 mil, representando já 53,6% do desemprego oficial total. Para a maioria destes desempregados de longa duração isso significa a crescente exclusão do mercado de trabalho, pois devido à sua baixa escolaridade (63,1% tinham o Ensino Básico) será cada vez mais difícil encontrar emprego. Mas para o 1.º ministro, isso também não é um problema importante, o que é importante é obter uma avaliação positiva da troika.


A «regra de ouro» salazarista


No discurso que fez no Pontal, Passos Coelho não falou uma única vez de qualquer medida para impulsionar o crescimento económico, nem para criar emprego. Certamente porque isso também não é um problema importante para ele, ou então porque acredita, cego pela ideologia neoliberal, que as «avaliações positivas da troika trarão, como por milagre, o crescimento económico. No entanto, o 1.º ministro foi ao baú das velharias salazaristas e retirou dele aquilo que chamou a «regra de ouro» de qualquer governo a qual, segundo ele, devia ser inscrita na Constituição para obrigar todos os governos a respeitá-la. E essa «regra de ouro» é que o governo nunca devia fazer qualquer despesa que aumentasse a dívida. E isto com a justificação de não sobrecarregar as gerações futuras que teriam de pagar essa dívida. A ignorância sobre a economia e tacanhez desta «regra de ouro» salazarenta tornam-se claras quando a confrontamos com a realidade.

Suponha-se um investimento na construção de um hospital, ou de uma escola, ou de uma universidade, ou ainda de uma estrada, ou então medidas para impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento do País. É evidente, pela duração da sua vida útil, que esse hospital, essa escola, essa estrada vão ser utilizadas também pelas gerações futuras, assim como o crescimento económico e o desenvolvimento do País vão também beneficiar as futuras gerações. Se o Estado nunca se pudesse endividar para fazer esse tipo de investimentos, tal significaria que as gerações actuais teriam de pagar integralmente esses investimentos, embora eles fossem também utilizados pelas gerações futuras, ou então que esses investimentos não se realizariam e o País não se desenvolvia. A «regra de ouro» salazarista, agora também adoptada por Passos Coelho, a vingar só poderia conduzir o País ao atraso e à anemia económica, tal como sucedeu no salazarismo.

A defesa do investimento público com base no endividamento não significa que todos os investimentos públicos sejam bons investimentos e por isso devam ser realizados. A situação que o País actualmente enfrenta também resultou de maus investimentos públicos. São exemplos a compra dos submarinos; a construção de estádios de futebol que não são utilizados; as rendas excessivas pagas pelo Estado a grandes empresas como a EDP e Mota-Engil, que ninguém tem coragem para reduzir, embora não se canse de o prometer; benefícios fiscais enormes concedidos às grandes empresas como à GALP e à banca, a construção de centenas de quilómetros de auto-estradas quando era suficiente uma boa estrada; e múltiplas despesas onde se continua a desbaratar impunemente fundos públicos (leia-se o livro recente de Bárbara Rosa e Rui Oliveira, a Má despesa pública, que é esclarecedor). Há boa despesa pública e má despesa pública, e é necessário e urgente boa despesa pública para tirar Portugal da recessão económica e para criar emprego. Mas a cegueira neoliberal e o espírito de classe impedem Passos Coelho e Vítor Gaspar de compreenderem este ensinamento elementar da ciência económica. Nenhuma empresa funcionaria nem se desenvolveria com gente com esta miopia e tacanhez à frente.

domingo, fevereiro 13, 2011

Elmar Altvater: Revolução cultural para a sociedade do trabalho

Mundo

Vermelho - 13 de Fevereiro de 2011 - 17h38

Elmar Altvater

A redução da jornada de trabalho é a unica possibilidade de impedir o aumento do desemprego e do trabalho precário. O bem-estar das nações cresce com o aumento da produtividade. Mas o aumento da produtividade traz consigo a elevação do número de trabalhadores com ocupação precária, dos desempregados, e a difusão da atividade informal.

Por Elmar Altvater*

Tomar apenas o crescimento como referência é algo inadequado para reverter esse desenvolvimento. Chegou a hora de trilhar novos caminhos na sociedade do trabalho.

Com uma economia em crescimento, muitos dos prementes problemas da humanidade parecem ser passíveis de solução. A economia poderia expandir-se a partir das dívidas gigantescas que os Estados provocaram para salvar os patrimônios financeiros. Com a expansão dos mercados, mais mercadorias poderiam ser vendidas. Para a sua produção, seriam criados novos postos de trabalho. O combate contra a miséria e a fome talvez fosse mais eficaz. E os objetivos do milênio estabelecidos pelas Nações Unidas em 2000, tais como educação para todos, redução da mortalidade infantil, combate a Aids e a malaria, talvez pudessem ser atingidos mais facilmente.

Mas apesar de todas as conjuras, as taxas de crescimento baixam em todas as partes do mundo. Nos anos 50, a República Federal da Alemanha teve um crescimento do PIB de mais de 8% ao ano. Nas décadas posteriores essa taxa reduziu-se pela metade, conhecendo depois outras reduções, chegando a 2,6% ao ano. No anos 90, a taxa de crescimento foi de apenas 1,2%. E seguramente, ela será nas primeiras décadas do século XXI ainda mais baixa, mesmo que fale-se muito agora do “milagre do trabalho” e do “Boom-Germany”. É fato que os dados da economia alemã de 2010 foram melhores que os esperados um ano antes. Mas a situação é ainda pior em outras partes da Europa. E o excedente de exportação da Alemanha não é isento de culpa em relação a isso. E há uma série de razões plausíveis envolvendo as perspectivas de longo prazo de uma tendencial queda da taxa de crescimento da economia.

Fim dos recursos naturais

Somente para a manutenção de uma taxa de crescimento constante, é necessário a continua elevação de aumento absoluto do produto interno bruto. E isso vale também para o uso de recursos naturais e para a emissão de poluentes. Caso o atual estoque de petróleo acabe, novas demandas poderão ser atendidas com a descoberta de novas reservas. Mas há um limite para isso, chamado na economia de “Peak Oil”.

Novos campos petrolíferos não poderão ser encontrados de forma ilimitada. A terra já está furada como um queijo suiço. E a exploração do chamado petróleo não convencional, como no mar profundo, é cara e extremamente perigosa, como prova a avaria da plataforma “Deepwater Horizon” na costa sul dos Estados Unidos da América. Ali, no momento, também há crescimento, mas graças ao imenso trabalho de limpeza. Isso não é uma prova convincente de mais bem-estar.

Assim, o crescimento que atinge os limites colocados pelo meio ambiente não é nenhum medicamento sem efeitos colaterais perigosos. Tais efeitos podem ser aceitos em nome da criação de novos postos de trabalho ? No capitalismo, a força de trabalho só pode ser empregada caso gere lucro. Os produtos de seu trabalho devem ser mercadorias em condições de enfrentar a concorrência nos mercados globais. Preço e qualidade devem ser compatíveis, a demanda deve existir. Isso também envolve a produtividade do trabalho e a distribuição de renda, caso haja aumento da ocupação.

A elevação da produtividade do trabalho é um processo muito complexo. Ela exige não apenas progresso técnico, como também a formação e a requalificação da força de trabalho. Ela demanda um rearranjo social e organizativo, a criação das respectivas condições políticas e mudanças culturais. Mas o mercado está pouco inclinado para isso. Os seus atores não pensam a longo prazo, mas a curto prazo. Eles são levados pela busca de ganhos rápidos, e não por perspectivas de desenvolvimento continuado.

Também ocorrem desvalorizações, e investimentos em novas instalações tornam-se necessários para elevar-se a produtividade do trabalho. Mas dessa maneira eleva-se igualmente a intensidade do capital, ou seja, a relação entre o capital aplicado por força de trabalho. Karl Marx chamou isso de “composição orgânica do capital”. Com uma melhor produtividade, a taxa de crescimento da economia pode subir, mas desde que a produção seja competitiva.

No entanto, o aumento da composição orgânica do capital faz baixar a taxa de lucro. E caso isso contribua para diminuir o investimento, a taxa de acumulação se reduz. Então, o capital líquido é preferencialmente investido no setor financeiro, e não na economia real. O que, por sua vez, provoca uma retração do excedente, enquanto as exigências financeiras vão crescendo. Essa é a constelação que faz com que as crises financeiras tornem-se quase inevitáveis, como mostram as experiências mais recentes.

Como constatou Adam Smith, um autor clássico da econômica política, uma elevada produtividade do trabalho aumenta o “bem-estar das nações”. Mas o reverso inevitável é o movimento que torna a força de trabalho supérflua. Por isso, David Ricardo caracterizou-a como sendo uma “população supérflua” (excedente populacional). Trata-se das ocupações precárias, dos desempregados e dos trabalhadores da economia informal dos dias de hoje. Como consequência do avanço produtivo há muita coisa em oferta . Mas o poder de compra não mantem-se e o número da força de trabalho em ocupação normal também não.

A redução da jornada de trabalho

A suposição de que o “exército de reserva” pudesse diminuir com o crescimento da economia, ou seja, com a expansão do volume de trabalho e com novas contratações, já foi criticada por Marx. Os capitalistas querem economizar em trabalho pago. Por isso, os efeitos gerados pelo exército de reserva devem ser mais eficazes do que a ampliação da produção. A inteira compensação do excedente gerado pela força de trabalho socavaria o objetivo em questão, ou seja, a redução dos custos do trabalho.

Diferentemente do capitalismo do século 19, hoje a discussão trava-se em torno de uma nova forma de compensação: precisamente, a redução da jornada de trabalho. De fato, ela é a única possíbilidade de evitar o aumento da “população supérflua” como consequência do progresso da produtividade. Ela exige na sociedade do trabalho uma pequena revolução cultural com possíveis consequências bastante abrangentes: trata-se da transformação do tempo alienado em tempo apropriado, da reorganização do trabalho assalariado, da ampliação do tempo livre e do trabalho comunitário. Trata-se de uma mudança fundamental das relações naturais, externas e internas. Isso indica uma revolução cultural.

Elmar Altvater é professor emérito da Universidade Livre de Berlim e membro do partido Die Linke (A Esquerda).

Tradução de Luciano C. Martorano

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quarta-feira, novembro 17, 2010

Barreiro: 600 empregos abaixo de 800 €


Bruno Colaço
Centro de Emprego preparou cerca de seis mil pessoas para responder às necessidades do espaço
Barreiro: Novo espaço comercial pede 600 trabalhadores

600 empregos abaixo de 800 €

O Barreiro Retail Planet, que abre hoje ao público, pediu cerca de 600 trabalhadores e todos os dias aparecem novos pedidos no Centro de Emprego do Barreiro. Ainda assim, as ofertas estão muito aquém das três mil anunciadas, mas os lojistas não estão só cautelosos na hora de contratar, também estão na de pagar: 800 € foi o salário mais elevado oferecido. O pedido era para um engenheiro mecânico com experiência de pelo menos três anos, explicou ao CM a directora do Centro de Emprego do Barreiro, Margarida Teixeira. Uma excepção no perfil, e no salário oferecido, já que a maioria das ofertas visava pessoas com o 12º ano, disponíveis para trabalhar em horários parciais (por turnos) e sem experiência.
  • 0h30 Correio da Mahã 2010 11 17

Por:Raquel Oliveira 
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"Dezenas de desempregados do Barreiro, e deverão chegar às centenas, tiveram de recusar estas ofertas por falta de transporte", sublinhou Margarida Teixeira, alertando para o facto de os autocarros "terminarem às 23 horas e o espaço comercial encerrar à meia-noite". 
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A perspectiva da criação de três mil empregos levou o centro de Emprego do Barreiro a articular-se com os de Almada, Seixal e Setúbal, tendo seleccionado e preparado para o processo cerca de seis mil pessoas. Trata-se de uma "boa oportunidade para a Península de Setúbal e, sobretudo, para o Barreiro, que tem estado a perder mão--de-obra", sublinha.
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80 LOJAS ESPALHADADAS POR ESPAÇOS VERDES
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Aki, Jumbo e Decathlon são algumas das lojas-âncora do Barreiro Retail Planet, que abre hoje ao público. Tem mais de oito dezenas de lojas e 1750 lugares de estacionamento. O espaço – um ‘mix’ de centro comercial e retail park, com zonas verdes – será um pólo de atracção para as 700 mil pessoas que residem a menos de meia hora do empreendimento. Estão previstas vendas anuais de 70 milhões de euros. O projecto, que resulta de um investimento de 60 milhões de euros, foi apresentado em 2006, estando prevista a criação de três mil postos de trabalho. 
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sexta-feira, abril 02, 2010

Licenciados colocados pelos centros de emprego com salário mais baixo



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No ano passado, no pico da crise, as empresas ofereceram menos 15 euros do que em 2008

Licenciados colocados pelos centros de emprego 

com salário mais baixo

Público - 01.04.2010 - 07:09 Por Raquel Martins
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As propostas de trabalho para licenciados que no ano passado chegaram aos centros de emprego oferecem um salário médio de 834 euros, menos 15 euros do que em 2008. Embora os dados oficiais revelem que durante o período mais grave da crise o pouco emprego criado privilegiou os mais qualificados, ao mesmo tempo os salários sofreram uma penalização.
 (PÚBLICO)

Esta redução da remuneração proposta aos licenciados, a par da reduzida oferta de empregos nesta área, poderá ser um dos factores que explica a dificuldade dos centros de emprego em darem resposta ao crescente número de jovens que lhes batem à porta. No ano passado, as listas contavam com 43.755 desempregados com o ensino superior, mais 17,7 por cento do que no ano anterior, e os postos de trabalho oferecidos não foram além dos 3394.

De acordo com os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional, no ano passado as empresas ofereciam um salário médio de 523 euros (mais 10 euros do que em 2008) aos desempregados, mas este valor varia consoante a qualificação. Os postos de trabalho para desempregados com o ensino básico apresentavam salários na ordem dos 507 euros (mais nove euros do que em 2008), enquanto os salários para quem tinha o secundário chegavam aos 553 euros (mais 28 euros).

Estes números foram ontem apresentados aos parceiros sociais e servirão de base à discussão sobre a melhor forma de incentivar os desempregados a voltar ao mercado de trabalho, uma das medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O documento que visa colocar as contas públicas na ordem prevê uma "diminuição dos salários" que obrigam à aceitação de um posto de trabalho por parte dos desempregados. Isso passará pela alteração do actual regime que obriga os beneficiários da prestação de desemprego a aceitar um trabalho por um salário 25 por cento acima do subsídio, nos primeiros seis meses da prestação, ou 10 por cento acima do subsídio a partir do sétimo mês.

Porém, e contrariando as expectativas dos parceiros sociais, a ministra do Trabalho, Helena André, chegou à Concertação Social sem qualquer proposta concreta, garantindo que a alteração das regras do subsídio de desemprego ainda está em aberto. "O Governo não apresentou nenhuma proposta sobre se são 10 por cento, se são 15 por cento ou se são zero por cento. Não há proposta nenhuma sobre a mesa", frisou no final do encontro.

Helena André não confirmou as declarações feitas pelo ministro das Finanças, que em entrevista ao Jornal de Negócios garantiu que estava em cima da mesa reduzir a percentagem para dez por cento.

No final da reunião, o secretário- geral da UGT, João Proença, lamentou que o debate esteja "envenenado à partida" pelo PEC e avisou que "não aceitará qualquer variação do valor do subsídio de desemprego ou da duração da atribuição".

Arménio Carlos, da comissão executiva da CGTP, também deixou claro que "todas as medidas que apontem para a redução das prestações sociais contará com a oposição" da central.

Do lado dos patrões, António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, destacou que a principal preocupação deve ser "trazer para o mundo do trabalho todos aqueles que se afastaram dele pela via do desemprego", mas que existem muitas formas de o fazer além das alterações ao subsídio de desemprego.

Alguns minutos mais tarde, também Helena André questionava: "Não entendo esta fixação tão grande relativamente à questão do subsídio de desemprego quando ele é um dos instrumentos que podem ajudar a aumentar a empregabilidade. Há tantas coisas que podem ser equacionadas e postas à discussão".



URL desta Notícia

http://publico.pt/1430430

Comentário + votado

Licenciados colocados pelos centros de emprego...

pois este é que é o grande problema : os Centros de emprego são actualmente ...
Anónimo
02.04.2010 20:19

Comentários 1 a 10 de 27




  1. b_indie . 01.04.2010 12:43
    Via PÚBLICO

    Diferenca Sim, Preversäo Näo!!

    A humanidade näo se resume em números, e o bem estar da mesma muito menos. As firmas devem ser instrumentos para enriquecer uma sociedade, näo empobrece-la! (Neste último caso devem ser imediatamente exterminadas!!) Dentro de uma firma quando certos empregados desempenham melhores funcöes do que outros, concordo naturalmente que sejam compensados pelo seu desempenho, mas näo tanto no plano remunerativo, muito mais no plano directivo, e administrativo! De forma a näo pôr em causa a distribuicäo de riqueza, bem essencial para dinamizar a economia! FORA OS EGOÍSTAS GANANCIOSOS!!



  2. Carreiras . 01.04.2010 12:42
    Via PÚBLICO

    Sofremos de um enorme atraso

    Actualmente, passamos por uma crise económica, mas também por um evidente atraso sócio-económico a vários níveis. Senão vejamos, em termos de Ensino Superior há dois aspectos desfasados da realidade: o 1º é o facto de haver um número de licenciaturas muito superior às necessidades de técnicos licenciados no mercado (aspecto revelador de um atraso ao nível da economia do país); o 2º é o facto de uma parte relevante dos cursos carecerem de uma componente estruturalmente prática que desenvolveria o tipo de competências na acção actualmente adequadas para o ideal funcionamento das instituições empregadoras. Resumindo, há um desfasamento entre o Ensino Superior e as necessidades (procura) do mercado. Este problema poderia ser evitado, caso houvesse por parte do Ministério da Educação algumas medidas de fundo, quer no que toca à liberdade de abertura de cursos, quer no que se refere a uma maior regularização dos conteúdos prgramáticos de todos os cursos. O atraso é visível ainda no Quadro de Classificação Nacional de Profissões português, que nem sequer se encontra actualizado, a tal ponto de nem constarem profissões de muitos profissionais que trabalham numa dada área. Se um indivíuo ...



  3. ruibbb . 01.04.2010 10:58
    Via PÚBLICO

    Título

    Tão grandes - ou ainda maiores - são as diferenças de produtividade valor entre as pessoas. Infelizmente a educação em Portugal tem produzido profissionais de segunda, quer em termos de competências técnicas, quer em termos de comportamentos profissionais (cumprimento de prazos, pontualidade, estruturação, planeamento das actividades do dia a dia...). Existem uns quantos que são a excepção - e esses cobram muito mais pelas suas competências distintivas. Achar boas pessoas - em todos os sentidos da palavra - não é nada fácil.



  4. b_indie . 01.04.2010 10:09
    Via PÚBLICO

    500EUR vs 4000EUR

    Porque é q existem assim diferencas täo grandes de ordenados, entre um trabalhador normal, e um politico, um manager ou um doutor em portugal? Será que esses precisam de comer muito mais que uma pessoa normal, será que esses têm muitos mais filhos para educar, vestir e de alimentar todos os dias? (normalmente säo os que ainda menos filhos têm!!) Será necessária esta diferenca desmedida? NÄO! NUNCA! Quando é que páram com esta perversa discriminacäo? Quando é que esses seres vivos gananciosos väo respeitar e honorar todo e qualquer portugues de igual para igual??



  5. Anónimo , Coimbra. 02.04.2010 20:19

    Licenciados colocados pelos centros de emprego...

    pois este é que é o grande problema : os Centros de emprego são actualmente verdadeiras empresas de trabalho temporário. colocam os trabalhadores a baixo custo e até pagam para os colocar gratuitamente (ou praticamente). E qual será o empresário que tendo trabalhadores de borla os vai pagar????!!! Qualquer um de nós pode observar que nos estabelecimentos comerciais, nas empresas de limpeza, nas universidades, etc. ha uma rotação de trabalhadores excessiva que é alimentada por esta "politica de emprego" do Estado! O patrão tem trabalhadores de borla e o Estado paga! E o trabalho - esse - é feito mal e porcamente, pois sendo temporário, nem dá tempo para reclamar ao empregador, nem cria gosto no "empregado".



  6. MM , Maia. 02.04.2010 13:48

    O que é um licenciado?

    É preciso lembrar à maioria das pessoas que o termo licenciado passou desde 2006 a designar o que antes era bacharel! O equivalente ao licenciado anterior passou a chamar-se mestre. À medida que os empresários se vão aprecebendo disto vão reduzindo o ordenado que oferecem para licenciados.



  7. Osga , Parede. 02.04.2010 12:40

    resposta

    Deve ser o unico país da europa no qual um licenciado, que investiu na sua formação, cujos pais muitas vezes tiveram de fazer enormes sacrifícios para lhes proporcionarem uma ferramenta essencial para se conseguir um trabalho, lhes é oferecido um ordenado equivalente ao das mulheres a dias, não estou a desprezar o trabalho doméstico, mas há limites para tudo.Nivelar por baixo, sempre foi o que este país de melhor soube fazer, os nossos empresários ainda não perceberam que trabalhadores mal pagos, sem incentivos, sem desafios para melhorarem as suas competências, são o melhor caminho para a falência das empresas.Somos de facto como se costuma dizer muito pequeninos de espírityo, muito atrasados, mas temos a mania que somos espertos.



  8. desempregado , Faro. 01.04.2010 21:53

    «privilegio»!

    Depois dos descontos e dos transportes para irem trabalhar, recebem menos do que a arrumar carros ou á porta de uma Igreja...



  9. Anónimo , Lisboa. 01.04.2010 15:50

    Viver com 750 euros

    Sou licenciado, trabalho há mais de 11 anos e ganho...750 euros!!! Todo o meu ordenado vai para pagar as prestações de crédito à habitação ( sou casado e pai de um rapaz de 5 anos), e nunca chegam porque mesmo com esforço de saldar, ficam com uns 40 euros em dívida e com os meses seguintes, como podem imaginar, a dívida vai-se acumulando. Isto é uma situação deplorável, anedotática e revoltante para um país em que há executivos auferirem salários ridículos, absurdos e imorais! E ainda falam da produtividade! Qual quê! Não, a produtividade num país como o nosso é um conceito ultrapassado. Cunha e influências continuam infelizmente a ser um factor determinante.


  10. rui , faro. 01.04.2010 15:44

    mudar

    Se o rendimento fosse melhor distribuído por todos os trabalhadores, haveria o suficiente para todos. Mas só uma sociedade civil unida, fraterna e participativa pode fazer essa mudança. Participem neste projecto: (...). ORG
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quarta-feira, janeiro 20, 2010

Paul Krugman: Aquele sentimento de 1937 pode voltar

Economia

Vermelho - 5 de Janeiro de 2010 - 13h24

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Eis o que está vindo por aí nas notícias econômicas: O próximo relatório sobre emprego pode mostrar que a economia está criando postos de trabalho pela primeira vez em dois anos. O próximo relatório do Produto Interno Bruto (PIB) deve apontar um crescimento sólido no final de 2009. 

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Por Paul Krugman, do The New York Times, na Terra Magazine
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Haverá comentários otimistas - e os apelos que já estamos ouvindo por um fim ao estímulo econômico, pela reversão dos passos que o governo e o Fed (Banco Central norte-americano) estão tomando para impulsionar a economia, vão se tornar ainda maiores.
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Mas, se esses apelos forem considerados, estaremos repetindo o grande equívoco de 1937, quando o Fed e a administração Roosevelt decidiram que a Grande Depressão havia acabado e que já era hora de a economia jogar fora suas muletas. Os gastos foram cortados, a política monetária foi apertada, e a economia imediatamente mergulhou de novo nas profundezas.
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Isso não deveria estar acontecendo. Tanto Ben Bernanke, o presidente do Fed, quanto Christina Romer, que lidera o Conselho de Assessores Econômicos do presidente Barack Obama, são estudiosos da Grande Depressão. Cristina foi explicitamente alertada contra a possibilidade de reeditar os acontecimentos de 1937. Porém, aqueles que lembram o passado ainda assim o repetem algumas vezes.
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Quando você ler as notícias econômicas, será importante lembrar, em primeiro lugar, que blips de crescimento - números positivos ocasionais, que não significam nada - são comuns mesmo quando a economia está, de fato, atolada em uma recessão prolongada. No início de 2002, por exemplo, os relatórios iniciais mostraram que a economia crescia a uma taxa anual de 5,8%. Mas a taxa de desemprego se manteve em alta por mais um ano.
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E, no início de 1996, relatórios preliminares mostraram que a economia japonesa crescia a uma taxa anual de mais de 12%, o que levou a declarações triunfantes de que "a economia finalmente entrou em uma fase de recuperação autoimpulsionada". Na verdade, o Japão estava apenas no meio do caminho de uma década perdida.
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Esses blips são frequentes, em parte, são ilusões estatísticas. Porém - o mais importante -, eles são normalmente causados pela venda de produção estocada. Quando a economia está em declínio, as empresas tipicamente se vêem com enormes estoques de produtos não vendidos. Para desovar esses estoques, elas reduzem a produção; assim que se desfazem do excesso, voltam a elevar a produção, o que aparece como um surto de crescimento do PIB. Infelizmente, o crescimento causado por esse ajuste de estoques só ocorre uma vez, menos que dê respaldo às fontes de demanda, como os gastos dos consumidores e o investimento de longo prazo.
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O que nos leva aos ainda amargos fundamentos da situação econômica.
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Durante os bons anos da década passada, o crescimento foi impulsionado por um boom imobiliário e por uma explosão de gastos dos consumidores. Nenhum dos dois fatores ocorrerá novamente. Não poderá haver um novo boom imobiliário enquanto a nação ainda estiver cheia por casas vazias e apartamentos deixados pelo boom anterior, e os consumidores - que estão US$ 11 trilhões mais pobres do que antes - não estão em posição de retomar os antigos hábitos de "compre agora, poupe jamais".
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O que nos resta? Um boom nos investimentos seria realmente útil neste momento. Mas é difícil visualizar de onde viria: a indústria está nadando em excesso de capacidade, e os aluguéis comerciais enfrentam uma enorme oferta de espaços para unidades de negócios.
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As exportações podem ser a salvação? Por um tempo, o déficit comercial em queda dos Estados Unidos ajudou a amortecer o colapso da economia. Mas o déficit está crescendo novamente, em parte porque a China e outros países superavitários se recusam a acomodar suas moedas.
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Por isso, provavelmente, qualquer notícia econômica positiva que você ouvir no futuro próximo será um blip, não uma indicação de que estamos no caminho da recuperação sustentada. Mas será que os responsáveis pela política interpretarão mal as notícias e repetirão os erros de 1937? Na verdade, eles já estão repetindo.
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Espera-se que o estímulo fiscal do presidente Obama tenha um efeito de pico sobre o PIB e o emprego por volta da metade deste ano e, depois, comece a arrefecer. Ainda é muito cedo. Por que retirar o apoio financeiro diante da contínua massa de desempregados? O Congresso deveria ter colocado em prática uma segunda etapa de estímulo há meses atrás, quando se tornou claro que a recessão seria mais profunda e longa do que o previsto inicialmente. Porém, nada foi feito - e os números positivos ilusórios que estamos prestes a ver provavelmente frustrarão qualquer possibilidade de ação.
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Enquanto isso, todo o discurso no Fed é sobre a necessidade de uma "saída estratégica" a partir de seus esforços de apoio à economia. Um desses esforços, a compra de títulos de dívida de longo-prazo do governo dos Estados Unidos, já chegou a um final. Também se espera que as aquisições de títulos lastreados em hipotecas terminem dentro de poucos meses. Isso significa um aperto monetário, mesmo que o Fed não aumente as taxas de juros diretamente - e há uma enorme pressão sobre Bernanke para que faça isso.
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O Fed entenderá - antes que seja tarde - que a tarefa de lutar contra a recessão ainda não terminou? O Congresso se dará conta disso? Caso não, 2010 será um ano que terá começado com falsas esperanças econômicas e terminado em aflição.
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Paul Krugman é economista, professor da Universidade de Princeton e colunista do The New York Times. Ganhou o prêmio Nobel de economia de 2008. Artigo distribuído pelo New York Times News Service.

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sábado, julho 04, 2009

Governo integra 5500 funcionários

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José Sena Goulão, Lusa Ministério de Teixeira dos Santos não revela quantos funcionários a prazo há na Função Pública

Ministério de Teixeira dos Santos não revela quantos funcionários a prazo há na Função Pública
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* Diana Ramos / Pedro H. Gonçalves com A.P.D.
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Função Pública: Auxiliares de acção médica e pessoal não-docente na lista

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O Governo vai integrar nos quadros da Administração Pública 5500 trabalhadores a prazo, 2500 na Educação e cerca de 3000 na Saúde. Esta foi a solução criada pelo Executivo para dar resposta aos contratos a termo de auxiliares de acção executiva, auxiliares de acção médica, funcionários administrativos e de uma pequena parcela de enfermeiros que estavam prestes a findar sem hipótese de renovação.


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O Ministério das Finanças confirma ter dado aval à Saúde e Educação para a abertura de lugares com carácter de urgência. "O Estado desencadeará em breve concursos públicos tendentes a suprir necessidades permanentes da Administração", respondeu ao CM fonte oficial, não revelando o número de funcionários com vínculo precário na Função Pública.

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Sobre esta matéria, a mesma fonte admitiu que "nem a lei, nem muito menos o Governo, entende que os contratos a termo devam ser suprimidos, mas antes que, conforme previsto no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aqueles que ultrapassem certo limite temporal dêem lugar à abertura de procedimentos concursais".

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A decisão do Governo não abrange as centenas de funcionários do Ministério da Educação cujas competências foram transferidas para os municípios. "Estes trabalhadores ficam pendurados porque têm contrato a termo mas não podem participar nos concursos. A responsabilidade de encontrar uma solução para o contrato compete ao município". Solução que pode passar pela dispensa, salienta José Abraão do SINTAP.

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Os dados do Observatório do Emprego Público mostram que no final de 2007 havia no Estado 11 691 precários (tarefeiros e avençados), a que se somam cinco mil das autarquias, como noticiou o CM em primeira mão. Mais de cinco mil pertenciam ao Ministério da Educação e mais de 1200 ao da Saúde. No total da Administração Pública, eram 23 mil os afectados por contratos a termo, com especial incidência em auxiliares, educadores de infância e enfermeiros.

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EXECUTIVO CHEGA A ACORDO PARA A COMPRA DA COSEC

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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou ontem no Parlamento que o Governo já chegou a acordo com o BPI e com a Euler Hermes para a compra da Cosec. "A compra da Cosec está já acertada com o BPI e com o outro accionista [Euler Hermes], afirmou Teixeira dos Santos, em resposta a uma questão do CDS-PP sobre o processo de aquisição da companhia de seguros de crédito líder no mercado português.

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O governante recusou porém avançar quanto custará a compra da seguradora.

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APONTAMENTOS

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FRAUDE

Teixeira dos Santos confirmou ontem que há portugueses envolvidos na fraude fiscal de Liechtenstein. Sem adiantar pormenores, o ministro garantiu que serão abertos processos criminais caso sejam detectadas infracções.

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IMPOSTOS

O ministro das Finanças disse que não aumentará os impostos após a crise: "Não deve haver aumento de impostos na saída da crise para resolver problemas orçamentais."

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in Correio da Manhã - 02 Julho 2009 - 00h30


» COMENTÁRIOS no CM on line
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03 Julho 2009 - 12h37 | Maria Martins
Não dá para entender. então a intenção não era reduzir aos func.publicos? Que ladroagem.
03 Julho 2009 - 12h08 | ANA B.
Vê-se mesmo que é época de elaições, prometesse tudo e mais alguma coisa. Agora já há dinheiro.
03 Julho 2009 - 11h16 | Magalhães do Norte
Abriu a caça ao voto. Prometem tudo para apanhar o voto ao povo, mas esquecem-se que o povo já não tem a memória curta
03 Julho 2009 - 09h54 | joaq c nunes
Então e os recibos verdes estão esquecidos? Não vai haver aumento impostos após a crise? Caça aos votos
03 Julho 2009 - 07h23 | Carlos
Sempre são mais 5 500 votos. Almada
02 Julho 2009 - 14h59 | Jose Manuel Presilha - Póvoa de Santa Iria
Agora é verdade. Há eleições. E os votos? Depois ... se o PS ganhar ... volta tudo ao mesmo!
02 Julho 2009 - 14h25 | sila
Quem pode acreditar nestes sujeitos ? Prometeram o mesmo antes, em condições melhores do que hoje.
02 Julho 2009 - 10h38 | helena costa
Só agora? Estão à espera que eles agradecidos agora votem PS? Estes socialistas andam tão enganados...
02 Julho 2009 - 03h45 | vitor pineiro Lisboa
Foi o Sr. Sócrates que mandou, não foi? PORREIRO PÁ. Pudera é ano de eleições.E depois do adeus ao P.S.?
02 Julho 2009 - 02h58 | José Leitão (Setúbal)
Então em que é que ficamos?Ainda há dias o tótó das Finanças se gabou de terem reduzido o número de funcionários!
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  • 27 Junho 2009 - 00h32 - Última Hora

    Protesto: Contra privatizações

    Algumas dezenas de pessoas concentraram-se ontem em frente à Segurança Social da Alameda, em Lisboa, num protesto organizado pela Federação dos Sindicatos da Função Pública, para exigirem o fim da privatização de equipamentos sociais e a recolocação dos funcionários entretanto afastados ou colocados na mobilidade especial.(...)
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  • 27 Junho 2009 - 00h14 - Última Hora

    Função Pública Menos 50 mil

    O ministro das Finanças considerou que o Governo conseguiu concretizar o objectivo de redimensionar a Administração Pública, com a redução de 50 mil trabalhadores no âmbito de um processo equilibrado. “Hoje temos uma Administração Pública que equivale à que tínhamos há dez anos”, disse Teixeira dos Santos. (...)
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  • 26 Junho 2009 - 21h41 - Última Hora

    Menos 50 mil na Função Pública

    O ministro das Finanças revelou esta sexta-feira que conseguiu reduzir em 50 mil o número de funcionários da Administração Pública, de forma gradual e no âmbito de um processo equilibrado.(...)
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  • 13 Junho 2009 - 00h30 - Saúde

    Médicos contra exclusivos

    Os médicos que trabalham no sector público da Saúde não estão abrangidos pelo regime de exclusividade e podem acumular funções no sector privado desde que façam prova de que não há conflito de interesses nem sobreposição de horários, afirmou ontem o secretário-geral da Federação Nacional dos Médicos, Mário Jorge.(...)
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  • 01 Junho 2009 - 00h30 - Economia

    Governo garante luta à precariedade

    O Governo garante que tem combatido a situação de precariedade na Administração Pública, com uma redução de 30% nos trabalhadores a recibos verdes, mas não especifica se esta redução resultou de despedimentos ou de integração nos quadros, o que suscita críticas do Sintap.

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  • 06 Maio 2009 - 00h30 - Economia

    64 aposentados por dia no Estado

    Por dia, reformaram-se do Estado 64,6 trabalhadores nos três primeiros meses do ano, colocando o número de aposentados da Função Pública nos 5816, só até ao final de Março. Os dados são do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que aponta as reformas como uma das causas para a diminuição das despesas com salários e denuncia um aumento de perto de 21% nos gastos com a aquisição de serviços.(...)
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  • 21 Abril 2009 - 00h30 - Política

    6215 antecipam reforma no Estado

    No ano passado foram 6215 os funcionários públicos que pediram a reforma antecipada, mais 2027 do que o registado no ano anterior. Isto num universo total de aposentados que pouco ultrapassa os nove mil. A razão para esta corrida à aposentação antecipada foi o facto das condições ainda não estarem alinhadas com as do regime geral da Segurança Social. (...)
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in Correio da Manhã
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terça-feira, setembro 04, 2007

Festa do Avante - PCP lança campanha

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Jerónimo de Sousa anunciou ontem o lançamento, na Festa do Avante!, de uma campanha nacional em defesa dos direitos do trabalho.
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O objectivo da campanha nacional, afirmou, é conseguir a mobilização dos trabalhadores para, nos próximos meses, “travar a tentativa perigosa do Governo e do PS para descaracterizar a Constituição laboral”. Jerónimo de Sousa falava no final de um almoço com militantes que fazem trabalho voluntário na montagem da Festa do Avante!, na Quinta da Atalaia, Seixal.
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in Correio da Manhã 2007.09.02