A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, abril 12, 2012

Espanha reforça repressão para que "mais gente tenha mais medo do sistema"




esquerda.net


Rajoy quer criminalizar manifs não autorizadas e convocatórias de protestos via redes sociais.


A resistência passiva usada nos piquetes na greve geral espanhola ou nas ações dos "indignados" passará a ser criminalizada. E quem convocar um protesto nas redes sociais será considerado membro de associação criminosa.

ARTIGO | 11 ABRIL, 2012 - 15:52

Rajoy quer criminalizar manifs não autorizadas e convocatórias de protestos via redes sociais
Foto Víctor Ferrer/Flickr

Se as medidas que o Governo de Rajoy tem proposto nos últimos dias estivessem em vigor no 15 de maio do ano passado, provavelmente não haveria lugar nas prisões espanholas para prender tanta gente. É que entre elas está a de considerar um "atentado à autoridade" a presença em protestos não autorizados pela delegação local do Governo ou a desobediência à ordem de dispersão policial. Ora foi isso justamente que se passou na madrilena Praça do Sol em maio de 2011, quando se juntaram muitas dezenas de milhares de pessoas no evento que ficou conhecido pela sua data, 15-M, e que se prolongou por vários meses no local.

Os incidentes ocorridos durante a greve geral do último dia 29 de março, que opuseram piquetes e grupos de manifestantes à polícia armada com balas de borracha e gás lacrimogéneo, e a previsão de que o tom dos protestos vai subir a par das medidas de austeridade contra  jovens, trabalhadores e desempregados, foram o pretexto ideal para o governo de Rajoy ameaçar com o endurecimento da repressão.

Segundo informa o Publico.es, a intenção do Governo é a de equiparar os manifestantes aos jovens participantes da "kale borroka" nas ruas do País Basco, uma espécie de guerrilha urbana de baixa intensidade que durante décadas vandalizou agências bancárias, edifícios do governo e promoveu incontáveis batalhas de rua com a polícia. Ou seja, na prática irá enquadrar o protesto político na alçada da lei antiterrorista.

Os incidentes desta greve geral em Barcelona fizeram o conselheiro do Interior do governo catalão reclamar mais repressão "para que mais gente tenha mais medo do sistema". Felip Puig defendeu a ação policial durante a greve geral, apesar dos inúmeros relatos de agressões policiais a pessoas que nem tinham participado em qualquer manifestação. Pela primeira vez, dos 79 detidos na manifestação da greve geral, oito ficaram presos. Outras oitenta pessoas ficaram feridas nos confrontos com a polícia.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Os minijobs: o lado escondido do “milagre” alemão



21 DE FEVEREIRO DE 2012 - 16H37 


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Apresentada sucessivamente como a economia europeia que mais se tem fortalecido nos últimos anos, o “sucesso” alemão esconde uma economia em que o número de trabalhadores mal pagos tem aumentado explosivamente. 


Os “minijobs”, empregos de 400 euros e sem obrigações fiscais para o empregador, são o outro lado do “milagre” alemão. 

Um em cada seis trabalhadores na Alemanha recebe 400 euros, livres qualquer obrigação fiscal, em trabalhos pouco qualificados. São já mais de 7 milhões e 300 mil trabalhadores mal pagos, que recebem menos de dois euros por hora num dos países com o custo de vida mais elevado do mundo. De acordo com dados publicados pelo diário Süddeutsche Zeitung, um em cada quatro novos postos de trabalho são esta forma de precariedade laboral extrema.

Por trás de uma economia supostamente em plena expansão, e que atingiu o número mais baixo de desemprego da última década, esconde-se o número crescente de trabalhadores que não conseguem encontrar outro emprego que não um “minijob”.

Justificados, no seu início, como uma forma mais flexível de incentivar pequenos trabalhos temporários para os mais jovens, a verdade é que já são mais de 5 milhões de trabalhadores que têm no “minijob” a sua principal ocupação e dois milhões para quem esta ocupação representa o seu segundo emprego.

Hotelaria, restauração, serviços de limpeza ou mesmo auxiliares nos cuidados de saúde são os lugares mais comuns para estes trabalhos mal pagos.

“A minha empresa explorava-me. Se pudesse encontrar outro trabalho sairia deste o mais rapidamente possível”, garante Anja, citada pelo El Economista. Com 50 anos, Anja tem trabalhado os últimos seis anos de “minijob” para “minijob”, em trabalhos de limpezas pagos a dois euros à hora.

Não existe salário mínimo na Alemanha, mas o rendimento médio dos trabalhadores dependentes ultrapassa os 40 mil euros/ano, o que torna incomportáveis salários que muitas vezes nem chegam aos 2 euros por hora.

Fonte: Esquerda.net

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Naomi Klein alerta para "capitalismo do desastre" no Haiti.

América Latina

15 de Janeiro de 2010 - 14h13

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A jornalista e escritora Naomi Klein alerta para que a tragédia no Haiti, não deve servir para endividar ainda mais o país e para impor políticas anti-populares a favor das empresas dos EUA. Naomi Klein alertou na Democracy Now em relação à crise no Haiti.

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"Devemos ter muito claro que esta tragédia - que é em parte natural e em parte não - não deve, em nenhuma circunstância, ser usada para: primeiro, endividar ainda mais o Haiti, e segundo, impor políticas impopulares a favor das nossas corporações. Isto não é teoria da conspiração. Tem-no feito repetidamente", disse.
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No seu site (naomiklein.org), Naomi denuncia que a Heritage Foundation, "uma das principais exploradoras dos desastres para impulsionar políticas impopulares a favor das grandes empresas norte-americanas", já está a fazer campanha para que a resposta dos EUA ao terramoto no Haiti deva servir para aplicar "reformas" na economia e no governo do país e também para "melhorar a imagem dos Estados Unidos na região".
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Fonte: Esquerda.net

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  • Pergunta

    15/01/2010 21h32 Onde posso encontrar esse artigo da autora na íntegra? Agradeço desde já pela ajuda! Um abraço a todos do Vermelho
    José Eduardo R. de Camargo
    Santos - SP
  • capitalismo do desastre

    15/01/2010 17h33
    O Estados Unidos para melhorar a sua imagem no mundo deveria começar logo a desativar as bases militares no mundo inteiro,e principalmente parando de matar seu "inimigos nos seus proprios paises" Aí então em uma década não serão mais uma Nação tão odiada como agora!
    nelc
    belo horizonte - MG
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