A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, outubro 10, 2011

Occupy Wall Street entra na quarta semana e não esmorece


Mobilização em todo o mundo marcada para sábado

09.10.2011 - 20:21 Por Nicolau Ferreira
 
Manifestação neste sábado em Nova IorqueManifestação neste sábado em Nova Iorque (Jessica Rinaldi/Reuters)
Na Europa, os indignados continuam acampados na capital da Bélgica. Tanto os jornais espanhóis El País como o El Mundo, davam conta neste domingo que a polícia de Bruxelas tinha libertado os 48 detidos na noite de sábado, 27 dos quais eram espanhóis.

Os manifestantes ficaram 12 horas na cadeia por se manterem após as 22h no parque Elisabeth. Os responsáveis belgas tinham dado um edifício de uma Universidade com água, luz e aquecimento, onde os indignados podiam pernoitar. Em contra partida o parque ficaria lavado de gente durante a noite.

“Voltaram todos, sem consequências penais, judiciais ou económicas”, disse uma das responsáveis da coordenação internacional do movimento, citada pelo El País. Os debates vão prosseguir durante toda a semana num crescendo até à mobilização 15-M de sábadoque deve acontecer em várias cidades europeias na Holanda, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, em Espanha (Barcelona e Madrid) e em Portugal (Lisboa e Porto).

A Primavera Árabe pode ser vista como o começo da bola de neve que levou ao surgimento do movimento 15-M na Espanha, que luta contra a corrupção governamental e a política económica Europeia. A manifestação de 15 de Maio, que aconteceu depois da mega-manifestação de 12 de Março em várias cidades portuguesas, foi seguida de perto em Nova Iorque.

No passado sábado, centenas de pessoas acabaram por ser presas na ponte de Brooklyn, em Nova Iorque, num momento em que a comunicação social era acusada de estar a desprezar o movimento Occupy Wall Street.

Neste sábado à tarde, e uma semana depois dos incidentes na ponte, mil pessoas manifestaram-se até Washington Square Park, em Nova Iorque, seguidos por um forte dispositivo policial. O grupo seguiu pelos passeios das ruas evitando as estradas para que os polícias não prendessem ninguém.

Os manifestantes gritavam: “Nós somos os 99 por cento”, reportava neste sábado o New York Times. A expressão refere-se aos 99% da população norte-americana versus os 1% que detêm uma fatia de 40 por cento da riqueza do país, e contra o qual os protestos vão ganhando uma voz cada vez maior.

“Este sábado está a ser interessante porque agora existem duas parques com protestos”, disse ao jornal norte-americano Max Fox, de 23 anos, editor do The New Inquiry, uma revista online. “Mostra que podemos estar parcialmente divididos e ainda termos uma presença significativa em duas partes da cidade.” Até agora, os protestos eram tinham sido centralizados na baixa de Manhattan.

Mas o presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, explicitou o seu descontentamento no seu programa de rádio semanal. “O que eles estão a tentar fazer é tirar os postos de trabalho na cidade”, citava neste sábado o jornal inglês The Guardian.

“Se os postos de trabalho que eles estão a tentar livrar-se – as pessoas que trabalham nas finanças, o que é grande parte da nossa economia – desaparecerem, vamos ficar sem dinheiro para pagar aos nossos trabalhadores municipais, limpar os nossos parques ou qualquer outra coisas”, disse, acrescentando que simpatizava com alguns dos manifestantes. “Existem algumas pessoas com queixas legítimas”, sublinhou.

Boom virtual

Muitos políticos e até o Presidente Barack Obama têm manifestado este tipo de compreensão numa altura que os protestos estão disseminados por todo o país. Neste sábado, em Washington DC, a manifestação não foi tão serena quanto em Nova Iorque.

Cerca de 200 pessoas tentaram entrar no Museu Smithsonian do Ar e Espaço, explicou o jornal Washington Post. Segundo um dos participantes, a ocupação foi planejada pelo grupo Outubro 2011, apesar de alguns dos manifestantes terem vindo da Praça McPherson, que desde a semana passada está a ser ocupada pelo grupo Occupy DC, uma continuação do movimento de Nova Iorque. Apesar de os grupos serem diferentes, os interesses eram comuns. O protesto era mais uma vez contra as corporações, a destruição ambiental e o militarismo da América, e foi por isso que tentaram entrar no museu, que contava com uma nova exposição de aviões não tripulados.

Rapidamente os responsáveis do Museu chamaram as autoridades. E os seguranças lançaram gás pimenta que acertou pelo menos em um dos protestantes. Mas segundo as autoridades de saúde, não houve feridos graves.

Um longo artigo do New York Times deste sábado mostra qual é o contexto virtual de onde estes acontecimentos surgem. A página do Facebook do Occupy Wall Street tinha, segundo o artigo, 138.000 membros. Neste domingo já conta com 155.000. Mais 200 páginas Occupy foram criadas no facebook: Tenesse, Menfis, Knoxville, Clarksville, Chicago, Filadélfia, Boston, Dallas, Seatle, etc.

A comunicação na Internet estende-se ao Twitter e a diversas páginas onde são decididas reuniões, manifestações, onde se discute política mas onde também se ouve desabafos. “Não quero ser rica. Não quero ter um estilo de vida abastado”, escreveu uma mulher no Tumblr, citada pelo New York Times. “Estou preocupada. Assustada, pensar no futuro abala-me. Espero que isto resulte. Espero mesmo que isto resulte”, disse a estudante da faculdade, numa altura em que o desemprego atinge os nove por cento nos EUA, e que muitos desempregados são jovens formados.

“Isto é mais do que uma conversação crescente do que alguma coisa massiva como vimos quando acontecem furacões com pessoas a morrerem”, explicou Mark Ghuneim, director-executivo do Trendrr, uma empresa que segue a popularidade e as tendências dos temas nas redes sociais. Na sexta-feira, a cada hora, 10.000 ou 15.000 twiters eram sobre o Occupy Wall Street.

“A discussão sobre isto tem um batimento cardíaco forte que está a espalhar-se. Estamos a ver o diálogo nacional a transformar-se em bolsas de conversas locais baseadas em tópicos”, disse ao New York Times. O jornal norte-americano refere ainda que no Egipto, a página do Facebook que ajudou a organizar as manifestações tinha na altura 400.000 membros e tinha sido fundada dez meses antes.

Revolução democrática

Mas uma das maiores críticas feita ao movimento é a falta de opiniões e ideias políticas, e de uma centralização. A revista The Economist terminava um artigo recente sobre o Occupy Wall Street a dizer que “para trazer mudanças reais numa democracia real também é necessário fazer política a sério. É só preciso trabalho – e pessoas suficientes que pensem da mesma forma.”

Mas uma reportagem do El País em Zuccoti Park, na baixa de Manhattan, onde o movimento está sediado, mostra como as ideias estão efervescentes e como os manifestantes não se identificam na política bipartidária do país.

“Barack Obama era o mais preparado, o mais inteligente e o mais bonito… e não fez nada do que prometeu. Somos benevolentes e digamos que os Republicanos não o deixaram. Não importa. Só demonstra que votar e ir para casa e esperar que os políticos resolvam a nossa vida não funciona. Por isso há que valorizar o movimento político Occupy Wall Street. A alternativa ao poder somos nós, os cidadãos”, disse Antonio ao diário, um espanhol que vive há mais de uma década em Nova Iorque, e que preferiu não dizer o segundo nome.

“O movimento aspira a separar o poder político do poder económico, como se separou há séculos o religioso do político. Desde já pedimos propostas concretas, uma obsessão que corre paralela com a falta de exigência dos políticos”, explicou. E o movimento conta com todos, sindicatos, estrelas do espectáculo, políticos, desde que aceitem as regras de que ninguém é maior do que ninguém.Carne Ross, diplomata com cerca de 50 anos, que em 2004 rejeitou um posto na ONU quando os Estados Unidos entraram no Iraque, faz parte do movimento. “Quem afirma que só há um punhado de idealistas não tem nenhuma ideia do que se está a passar. Ali está a construir-se o futuro, a cada tarde, com a voz e a participação de todos. Sei que custa entender quando se viveu acreditando que a democracia dos partidos é a melhor forma possível de governo. Mas somos o que deixámos de acreditar no voto e que procuramos novos caminhos através da participação dos cidadãos”, disse o diplomata ao El país, que hoje dirige a organização Independent Diplomat, que faz assessoria diplomática a grupos como a Frente Polisario.
Um dos objectivos actuais de Ross é criar um sistema bancário alternativo. “O actual está na raiz da crise económica e é necessário um diferente. Queremos criar formas participativas de gerir o dinheiro e a política e por isso estamos compilar propostas, como os bancos-cooperativa.”
 O movimento Occupy Wall Street que começou em Nova Iorque entrou neste domingo na sua quarta semana de vida e não esmorece. Ao mesmo tempo que a revolta contra o capitalismo alastra a pelo menos 64 cidades norte-americanas, o movimento também toma conta do Facebook, do Twitter, numa auto-organização virtual sem líderes.
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quarta-feira, outubro 05, 2011

Wall Street e Main Street


EUA



A ler aqui

Academics Help Wall Street Protests Gain Credibility

Nobel-winning economist, Harvard law prof among those attempting to articulate demonstrators' goals.

 



As the Occupy Wall Street protests grow and spread across the country, media coverage has begun to take them more seriously, the New York Times points out.
One reason is their sheer size and persistence—it’s a rare street demonstration that is still gaining steam after almost three weeks. Another is the entry of media-savvy organized labor groups, with Reutersreporting that major unions representing state and city workers, nurses, communication workers and transit workers were set to take part in a march through Manhattan’s Financial District on Wednesday afternoon. Students, too, are participating en masse, with walkouts planned at some 75 universities across the country. And, of course, several of the usual-suspect celebrities have joined the cause.
A more interesting development, and perhaps an overlooked reason why news outlets have begun to treat the protesters as something more than “aggrieved youth,” is the growing involvement of some of the country’s best-known public intellectuals, who have begun to articulate what they see as the main goal of a movement whose aims so far have been vague: stronger financial reform.
An early backer from academia was Princeton professor Cornel West, who applauded the protesters for fighting “the greed of Wall Street oligarchs and corporate plutocrats who squeeze the democratic juices out of this country.” He was out on the streets of Boston Wednesday with the marchers, according to the Boston Herald.
While West has a reputation as an activist, the movement has more recently begun to draw in professors of a less demonstrative bent as well. Nobel Prize-winning economist Joseph Stiglitz of Columbia University gave the New York protests a lift on Sunday with a speech that has been making the rounds via Youtube. Because the protesters were prohibited from using a megaphone, he paused in between lines for the crowd that had gathered around him to repeat his words more loudly. He told the protesters they were doing the right thing by standing up to Wall Street:
You are right to be indignant. The fact is the system is not working right. It is not right that we have so many people without jobs when we have so many needs that we have to fulfill. It’s not right that we are throwing people out of their houses when we have so many homeless people.
Our financial markets have an important role to play. They’re supposed to allocate capital, manage risks. But they misallocated capital, and they created risk. We are bearing the cost of their misdeeds. There’s a system where we’ve socialized losses and privatized gains. That’s not capitalism; that’s not a market economy. That’s a distorted economy, and if we continue with that, we won’t succeed in growing, and we won't succeed in creating a just society.
Stiglitz and West have been joined by Lawrence Lessig, the renowned Harvard law professor, who took to Twitter on Tuesday to urge his followers to join the protests, then wrote in support of them on the Huffington Post on Wednesday, comparing them to the Arab Spring:
The arrest of hundreds of tired and unwashed kids, denied the freedom of a bullhorn, and the right to protest on public streets, may well be the first real green-shoots of this, the American spring. And if nurtured right, it could well begin real change.
 http://slatest.slate.com/posts/2011/10/05/occupy_wall_street_stiglitz_lessig_west_lend_protests_intellectu.html


quinta-feira, março 24, 2011

Organização denuncia nova guerra do imperialismo

  Pomba da Paz - Picasso

Mundo

Vermelho - 22 de Março de 2011 - 7h55 
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.Em nota do seu secretariado, com sede em Atenas, o Conselho Mundial da Paz condenou a agressão imperialista à Líbia em nota emitida no último domingo (20). Na véspera, a presidente, Socorro Gomes, também lançou um comunicado protestando contra a guerra.
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O imperialismo começou uma nova guerra.
O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa sua veemente e enérgica condenação à agressão imperialista que foi iniciada contra a Líbia. A total escalada militar de operações da França, do Reino Unido e dos EUA, com o apoio da Liga Árabe e de vários Estados da União Europeia e da OTAN, prova que a agressão havia sido planejada há muitos dias. .
Os imperialistas estão usando o pretexto da intervenção humanitária para proteção dos civis, com o objetivo claro de tomar o controle dos recursos energéticos do país e impor um novo regime, de acordo com seus interesses. Mesmo tendo condenado o uso da força militar do Exército líbio contra manifestantes civis, o Conselho Mundial da Paz reitera que é um direito soberano do povo líbio escolher seu governo e que, na verdade, seus recursos naturais são o alvo do poder real das corporações transnacionais e multinacionais imperialistas que estão por trás de tudo isso. .
Foram mortos centenas de líbios e esta matança do povo líbio pelos imperialistas continua em seu terceiro dia. Este acontecimento prova claramente que a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mediante a resolução 1973, para impor uma Zona de Exclusão no espaço aéreo líbio simplesmente foi usada para dar início a uma guerra contra a Líbia. A própria ONU está cometendo crimes contra os povos do Afeganistão, do Iraque e muitos outros..
Exigimos o fim imediato da agressão e a retirada das forças militares estrangeiras da área. .
Parar a guerra à Líbia agora!
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20 de março de 2011
O Secretariado do Conselho Mundial da Paz
Fonte: Cebrapaz 
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terça-feira, março 22, 2011

Protestos e notas de repúdio contra bombardeios na Líbia

Mundo

Vermelho - 21 de Março de 2011 - 9h02
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Um míssil explodiu no conjunto residencial de Muamar Kadafi, em um ataque das forças da coalizão imperialista. Os Estados Unidos disseram que os bombardeios vão minar a capacidade do governo de atacar as forças de oposição. O secretário da Defesa, Robert Gates, negou que a intenção seja matar o líder líbio, pois se trata de objetivo difícil de realizar.

Não se sabe onde Kadafi estava quando o míssil atingiu um dos prédios onde se situa sua morada no domingo (20). Poucas horas antes, o líbio qualificou os ataques ao seu país de ofensiva nazista com objetivos neocolonialistas, fez um chamamento ao povo a resistir de armas nas mãos e prometeu uma resistência de longa duração.

Leia também
Os militares dos EUA disseram que os bombardeios até agora – uma chuva de mísseis de cruzeiro Tomahawk e bombas de precisão a partir de aviões americanos e europeus–, estão criando dificuldades para as forças de defesa de Kadafi.

A agressão imperialista à Líbia desperta muitas reações. No domingo (20), no Rio de Janeiro, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursava para uma plateia seleta da elite política, cultural e empresarial do Brasil, desmanchada em demonstrações de servilismo, mais de duas mil pessoas se manifestavam contra a sua presença no país e contra a ação imperialista na Líbia. Uma das líderes do movimento, Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, discursou no ato político de protesto, afirmando que “o imperialismo estadunidense prossegue sua política de militarização e guerra, agredindo nações soberanas, com o objetivo de domínio geopolítico e de saquear as riquezas naturais, sobretudo o petróleo”.

O protesto foi realizado a despeito do aparato policial e militar, com tanques de guerra ocupando as ruas do centro do Rio de Janeiro, helicópteros militares sobrevoando a baixa altura e atiradores de elite, inclusive dos Estados Unidos, nos prédios em volta, intimidando os manifestantes com suas armas assassinas.

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, reunido em São Paulo, emitiu nota de repúdio à agressão ao país do norte da África.

Da Redação
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Reflexão de Fidel Castro: A aliança igualitária

Mundo

Vermelho - 21 de Março de 2011 - 10h32

Ao anoitecer do sábado (19), depois de farto banquete, os líderes da Otan ordenaram o ataque contra a Líbia. Desde então, nada poderia ocorrer sem que os Estados Unidos reclamassem seu papel irrenunciável de chefe máximo. Desde o posto de comando dessa instituição na Europa, um oficial superior proclamou que se iniciava a “Odisseia do Amanhecer”.

Por Fidel Castro Ruz

A opinião pública mundial estava comovida com a tragédia do Japão. O número de vítimas do terremoto, do tsumani, do acidente nuclear, não parou de crescer. São dezenas de milhares de pessoas mortas, desaparecidas e irradiadas. Também crescerá consideravelmente a resistência ao uso da energia nuclear.

O mundo está sofrendo as consequências das mudanças climáticas; a escassez e o preço dos alimentos, os gastos militares e o desperdício dos recursos naturais e humanos crescem. Uma guerra era o mais inoportuno que poderia ocorrer nestes momentos.

O giro de Obama pela América Latina passou para segundo plano. No Brasil, se tornaram evidentes as contradições de interesses entre os Estados Unidos e esse país irmão. Não se pode esquecer que o Rio de Janeiro competiu com Chicago pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Obama quis cortejar o gigante sul-americano. Falou da “extraordinária ascensão do Brasil” que tem chamado a atenção internacional e elogiou sua economia como uma das que crescem mais rapidamente no mundo, mas não se comprometeu nem um pouco em apoiar o Brasil como membro permanente do privilegiado Conselho de Segurança.

A presidente brasileira não vacilou em expressar sua inconformidade com as medidas protecionistas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, por meio de tarifas e subsídios, que têm constituído um forte obstáculo à economia desse país.

O escritor argentino Atilio Boron afirma que para Obama:

“…o que (…) mais interessa em sua qualidade de administrador do império é avançar para o controle da Amazônia. O requisito principal desse projeto é entorpecer, já que não pode deter, a crescente coordenação e integração política e econômica em curso na região e que foi tão importante para fazer naufragar a Alca em 2005 e frustrar a conspiração secessionista e golpista na Bolívia (2008) e no Equador (2010). Também deve tratar de semear a discórdia entre os governos mais radicais da região (Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador) e os governos ‘progressistas’ – principalmente Brasil, Argentina e Uruguai…”

“Para os mais ousados estrategistas estadunidenses, a região amazônica, assim como a Antártida, é uma área de livre acesso, onde não se reconhecem soberanias nacionais…”

Amanhã, Obama viajará ao Chile. Chegará precedido de uma entrevista que concedeu ao diário El Mercurio, publicada ontem, domingo (20), na qual confessa que o “Discurso para as Américas” – assim o qualifica – se fundamenta em uma “aliança igualitária” com a América Latina, que quase nos deixa sem fôlego ao relembrar “A Aliança para o Progresso” que precedeu a expansão mercenária de Playa Girón.

Obama confessa textualmente:

“Nossa visão para o hemisfério (…) se baseia no conceito de aliança igualitária que tenho perseguido desde que assumi a Presidência dos Estados Unidos.

“Também terei como foco áreas específicas nas quais podemos trabalhar juntos, como o crescimento econômico, a energia, a segurança cidadã e os direitos humanos”.

"Essa visão", pontuou, tem por objetivo "melhorar a segurança comum, expandir oportunidades econômicas, assegurar um futuro energético limpo e apoiar os valores democráticos que compartilhamos”.

(...) “promover um hemisfério seguro, estável e próspero, no qual os Estados Unidos e nossos aliados compartilhem responsabilidades em assuntos chave, tanto em nível regional como global.”

Tudo como se pode apreciar maravilhosamente belo, digno de se enterrar como os segredos de Reagan, para publicar em 200 anos. O problema é que, como informa a agência DPA, segundo sondagem realizada pelo diário La Tercera, “em 2006, 43% da população chilena rechaçava as centrais nucleares”.

“Dois anos depois do rechaço, subiu para 52% e em 2010 chegou a 74%”. Hoje, depois do que aconteceu no Japão, alcança “86% dos chilenos…”

Faltaria fazer somente uma pergunta a Obama. Levando em conta que um de seus ilustres antecessores, Richard Nixon, promoveu um golpe de Estado e a morte heroica de Salvador Allende, as torturas e o assassinato de milhares de pessoas, o senhor Obama pedirá desculpas ao povo do Chile?

Fidel Castro Ruz
20 de março de 2011
20h14

Fonte: CubaDebate
Tradução de Fabíola Perez

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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Cresce o movimento de apoio aos trabalhadores de Wisconsin

Mundo

Vermelho 24 de Fevereiro de 2011 - 10h57

A mobilização popular junto ao Capitólio de Madison, estado de Wisconsin, Centro-Leste dos EUA, continua cheia de vigor. Esta luta começou quando o governador de direita, Scott Walker, membro do Tea Party, apresentou o seu "orçamento retificativo", que não só reduz drasticamente as regalias, mas também elimina os direitos consagrados em contratos   coletivos de 175 mil trabalhadores do setor público daquele estado.

Desde 14 de fevereiro, milhares de trabalhadores ocuparam o Capitólio para impedir a aprovação desta lei que constitui um atentado à organização laboral. Falando no sábado (9), perante a maior concentração desta semana, com 100 mil pessoas, Mahlon Mitchell, do Sindicato dos Bombeiros Profissionais de Wisconsin (PFW), disse: "O momento é agora. Não podemos esmorecer porque estamos na estaca zero, e aquilo que acontecer irá afetar toda a gente. Temos de ser fortes, uma frente unida".

Mitchell tornou-se em janeiro o primeiro presidente negro do PFW. Delegações de bombeiros juntaram-se aos protestos num memorável ato de solidariedade, uma vez que não são afetados pela lei Walker. Foram acolhidos com entusiasmo pela multidão, tal como já o tinham sido os jovens e os estudantes.

Os manifestantes encheram a área circundante do Capitólio, enquanto lá dentro se mantinha a ocupação. Durante todo o dia um imenso piquete integrado por trabalhadores dos diversos setores desfilou pelas ruas, acompanhado por percussões, cânticos, danças e canções.

No início da tarde, o racista e antitrabalhista Tea Party organizou uma contra-manifestação na escadaria do Capitólio. Aderiram cerca de duas mil pessoas, protegidas por mais de 500 polícias bem armados, mas foram cercados pela multidão que ali estava em apoio aos trabalhadores.

Desde o dia 15 que os sindicatos do setor público de Wisconsin e outros têm vindo a mobilizar milhares de associados das diferentes regiões do estado e até mesmo do Canadá. Manifestações de solidariedade tiveram lugar em várias cidades do país, principalmente em Nova York, no dia 18, junto à bolsa de Wall Street.

Walker e os legisladores de Wisconsin foram inundados com e-mails, telefonemas e foram feitas centenas de visitas aos respectivos gabinetes. Praticamente todos os principais sindicatos utilizaram os seus sites na Internet e as redes sociais para divulgar mensagens. Inscrições como "Egito? Wisconsin?" ou "Marcha como um egípcio" traduzem o espírito dos manifestantes inspirados pelo povo egípcio. A luta massiva convenceu 14 senadores do partido democrático a sair do estado, o que inviabilizou a votação final da lei.

Lynne Pfeifer, que trabalhou durante mais de 30 anos num centro de reabilitação, afirmou à nossa reportagem: "Não podemos perder os contratos coletivos. A concentração junto ao Capitólio foi fabulosa. Havia gente de todas as idades por todo o lado, na grama, nas calçadas, à volta do Capitólio".

No dia 18, o presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, interveio ao meio-dia e o reverendo Jesse Jackson Jr. falou à tarde da escadaria do Capitólio. Ambos manifestaram solidariedade e prometeram ajudar a enterrar a lei Walker.

Estudantes de todas as nacionalidades também animaram a ocupação do Capitólio. Começaram por realizar uma concentração na universidade de Wisconsin-Madison. Depois vieram em manifestação para participar na ocupação. A sua presença aumentou após os professores de Madison terem apresentado baixa por doença, provocando, desde dia 15, o encerramento de todo o sistema público de ensino na cidade.

No dia 18, também as escolas públicas de Milwaukee fecharam e os estudantes deste distrito juntaram-se aos seus professores em protesto no Capitólio.

No interior do Capitólio, estudantes e trabalhadores mantêm a ocupação durante dia e noite. Recebem comida e bebidas do exterior e são assistidos por uma equipa médica.

Gilbert Johnson, presidente da Federação dos Trabalhadores Municipais, Estaduais e Federais na Universidade de Wisconsin-Milwaukee, afirmou: "Repudiamos as tentativas do atual governo de nos privar dos nossos direitos e da nossa dignidade. A intensificação dos protestos em todo o estado, e particularmente junto ao Capitólio, é a melhor maneira de obtermos a retirada da lei do governador Walker."

A lei Walker deu entrada no Comitê das Finanças depois de um bloqueio popular que durou mais de 20 horas nos dias 15 e 16.

Em várias cidades dos Estados Unidos milhares de trabalhadores demonstram apoio à causa de seus colegas com vigílias e protestos contra aqueles que pretendem despojar os direitos de negociação dos contratos de trabalho, entre outros direitos.

Um grupo de 160 sindicalistas de Los Angeles, por exemplo, viajou esta semana para o Wisconsin para apoiar seus colegas.

Também há agitação em Indiana e Ohio, estados que também têm propostas de leis que limitarão os direitos dos trabalhadores.

Nas demonstrações de apoio que se espalham já por 27 estados é comum escutar os sindicalistas afirmarem que "as negociações coletivas são uma forma de democracia"; "não culpem os trabalhadores pela avareza de Wall Street".

A situação registra um impacto do movimento a nível nacional, refletido pelo repúdio de 61% dos estadunidenses aos projetos de leis anti-trabalhadores, impelidas por vários governadores republicanos, segundo revelou na quarta-feira o instituto de pesquisas Gallup no jornal USA Today.

Com informações do Avante! e da agência Prensa Latina
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  • Momento assombroso da hsitória

    25/02/2011 7h14 Vejam essas palavras de Michael Moore (reportagem completa em http://www.aporrea.org/tiburon/n175687.html): Queridos estudiantes de secundaria: ¿Qué les parece eso de que cientos de estudiantes de secundaria de Wisconsin hayan abandonando las clases hace cuatro días y hayan ocupando ahora el edificio gubernamental del Capitolio y sus jardines en Madison para pedir que el gobernador detenga sus ataques a los profesores y a otros trabajadores estatales? Yo tengo que decir que es una de las cosas más extraordinarias que he visto en años. Ahora estamos viviendo uno de los momentos más asombrosos de la historia
    odorico ribeiro
    Caracas - EX
  • manifestações trabalhistas nos EUA

    24/02/2011 17h30 A mídia deveria mostrar o que está acontecendo nos EUA, não somente no mundo Árabe. Está surgindo algo de novo nos Estados Unidos.
    Apolônio
    Visconde do Rio Branco - MG
  • povo na rua

    24/02/2011 13h10
    Globo porque não mostra a rebelião do povo de Wisconsin taambém?
    luiz gonzaga
    fortaleza - CE
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Egito: Uma revolução popular por uma junta militar?

Mundo

Vermelho - 22 de Fevereiro de 2011 - 10h47
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Além da expulsão do tirano Hosny Mubarak do poder, absolutamente nada mais foi decidido no Egito. A única certeza é que a primeira rodada da revolução popular terminou. Mas não existe nenhuma certeza de que não existirão outras rodadas também de queda-de-braço do regime militar com os manifestantes da Praça Tahrir (Liberdade).


Por Anwar Kalil, na Africa News Agency

Se, contudo, a situação evoluir conforme demonstra neste momento, então, o lucro da revolução - a derrubada de Mubarak - deverá se comprovar, totalmente, não correspondente para com a magnitude do caráter popular da revolução.

Vista de forma rigorosamente fria, a situação é a seguinte: até o presente momento o resultado da insurreição foi livrar o povo egípcio do regime de Mubarak e empurrar-lhe - goela abaixo - uma junta militar, composta de pretorianos do regime de Mubarak, felizmente, sem ele.

O exército egípcio era detentor do poder antes, e o exército egípcio continua sendo detentor, também, agora, aliás, com sua feição mais crua, sem parlamento e sem Constituição.

Supõe-se que o mesmo regime que estrangulou a democracia no Egito durante, pelo menos, 40 anos, o mesmo regime conduzirá o país à redemocratização! O esquema é visivelmente estúpido, mas, curiosamente, é também diabólico. É também absolutamente seguro que a percepção sobre democracia dos generais do regime ditatorial e atuais componentes da junta é totalmente diferente daquela do povo rebelde.

Se, então, a junta militar for deixada totalmente livre e desimpedida para definir esta feição e conteúdo da nova democracia egípcia, aquilo que surgirá não terá nenhuma relação com aquilo com que sonharam os heróicos insurgentes da Praça Tahrir e o sacrifício de centenas de mortos terá sido em vão.

Ligado a EUA e Israel

Sequer para salvar as aparências, a junta militar não julgou necessário compor uma governo de unidade nacional constituído de civis, representantes primeiramente dos insurgentes, algumas personalidades e forças da existentes oposição. É absurdo, mas, neste momento, o Egito está sendo governado pelo governo que deixou Mubarak antes de ser derrubado, e agora com poderes ditatoriais.

O ditador do país hoje, marechal-de-campo Mohammed Houssein Tandawi, que desempenhou por 20 longos anos o cargo de ministro da Defesa do regime de Mubarak e antes havia sido chefe dos pretorianos da guarda presidencial, de 1988 até 1991. Trata-se de um elemento de absoluta confiança dos EUA e do Estado de Israel.

A vida se encarregará de mostrar se o exército egípcio buscará eternizar seu poder por intermédio de legalização de partido ou de partidos que manterá sob seu controle. A vida, igualmente, mostrará se o povo do Egito aceitará uma tal evolução rumo às eleições sob o controle absoluto do exército ou se exigirá um governo civil de unidade nacional, a fim de garantir uma mais essencial e mais profunda redemocratização.

O rigorosamente seguro é que as até o presente momento evoluções não criam nenhum risco para a continuação da política externa de submissão do Egito aos EUA e ao Estado de Israel, porque desde que o poder continuar completamente nas mãos do regime militar, nada muda e, nada mudará no Egito.

Medidas superficiais

Obviamente, ninguém poderá saber hoje como evoluirá a marcha da redemocratização do Egito, a qual definirá também a possibilidade de existir, teoricamente, uma coalizão governamental que se harmonizará com a vontade do povo egípcio e que desdenhará o ignominioso acordo de paz do Egito com o Estado de Israel. A ver.

Há também um enigma: como se manifestarão os insurgentes? Fator desconhecido e desestabilizador para cada planejamento relativo às evoluções políticas egípcias é finalmente o como se manifestarão política e eleitoralmente os milhões de egípcios que se rebelaram.

O caráter social da insurgência e a total impossibilidade de revelação de algum vetor de liderança política deixaram sem resposta a seguinte pergunta: poderá alguém ou alguns expressarem politicamente as disposições e as expectativas dos irados egípcios?

Se sim, então no Egito e em todo o Mundo Árabe haverá um terremoto político. Se não, então, essencialmente, nada mudará, além de algumas medidas superficiais de redemocratização, indiferentes para o resto do mundo.

Fonte: Monitor Mercantil

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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A popular "Prairie Fire" is fighting for public workers and us all


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A popular "Prairie Fire" is fighting for public workers and us all

The Communist Party, USA urges the widest possible solidarity with public workers all over our country. We especially salute the workers and demonstrators in Madison, Wisconsin who have captured the imagination of the nation with their powerful and peaceful protest against union busting and crass efforts to destroy the  livelihoods of thousands of dedicated public workers. Teachers, health care workers, firemen, sanitation workers, Emergency workers, police and municipal workers of all kinds are under severe, nationally coordinated attack by rightwing Republicans and some conservative  Democrats.  T hese atta cks will not onl y weaken the economy but also deny vital public services to millions who need them the most.

This "prairie fire" is just the beginning of a massive popular upsurge. Wisconsin and similar actions developing in Ohio, Indiana, Pennsylvania, and in many other states, are evidence of a broad and unified coalition of resistance. Like Egypt, young people and students in Madison are bringing great energy to the fight. This is the reinvigoration of the mighty coalition that swept our country in the 2008 elections. It is a powerful coalition built around core forces of the progressive movement: our multinational, multiracial, male and female, young and old, gay a straight, working class and organized labor, with the civil rights, youth, women, environmental, LGBT, peace and senior movements.

This attack is in large part payback by extreme rightwing Republicans for the billions of dollars they have received from billionaires, banks, corporate CEO's and the super rich for election campaigns, attack ads, rightwing conservative PACs and funding for extreme tea bagger organizing.

This attack has nothing to do with deficit reduction. It is a carefully coordinated plan to destroy public worker unions and weaken labor's ability to organize its members for political action. In the wake of the Citizens United decision by the Supreme Court allowing corporations unlimited, secret spending in elections, the rightwing billionaires, the bankers and corporate CEOs, and the Chamber of Commerce want to eliminate any organized opposition to their power. They want to completely shift the burden of the economic crisis that they created onto the backs of working families and the poor.

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