A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, novembro 23, 2010

Pobreza: Banco Alimentar revela que desempregados são os que mais pedem


Bruno Colaço
Banco de Bens Doados dá detergentes e produtos de higiene pessoal

4827 famílias esperam comida

Há 4827 famílias portuguesas em lista de espera para receberem alimentos, segundo um estudo do Banco Alimentar ontem divulgado no Porto, na conferência Portugal Solidário. No encontro, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, revelou que a Plataforma Europeia Contra a Pobreza vai avançar dentro de dias.
  • 22 Novembro 2010 Correio da Manhã
Por:João Saramago


O trabalho realizado pela Universidade Católica para o Banco Alimentar revela ainda que são os de-sempregados os que mais recorrem à ajuda alimentar, se-guindo-se as famílias endividadas. 
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Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, considera que as instituições estão, contudo, no limite da ajuda aos mais necessitados. Um limite que se traduz, segundo o inquérito realizado pelo Banco Alimentar, com o facto de um em cada quatro pobres não comer pelo menos um dia por semana. Cerca de metade dos 240 mil portugueses que recorrem a instituições de solidariedade respondeu que por mês vivem com menos de 250 euros.
Para fazer face às necessidades, foi também criado o Banco de Bens Doados, onde são distribuídos detergentes, roupa, electrodomésticos e mobiliário, doados por empresas. Isabel Jonet, também presidente deste organismo, explicou que esta é uma ideia inédita na Europa e que dentro em breve deverá ser exportada para países como França e Espanha. "Representantes desses países deslocaram-se a Lisboa para estudarem o nosso modelo de distribuição", explicou a presidente da instituição.
EMPRESAS AJUDAM 300 MIL
A existência do Banco de Bens Doados leva a que por ano cerca de um milhão de artigos seja entregue a pessoas carenciadas através de 1830 instituições que integram o banco de dados do Banco Alimentar. No total, são perto de 300 mil portugueses (3% da população) que beneficiam de apoio – mais 40 mil do que em 2009 –, nomeadamente roupa, detergentes, mobílias e electrodomésticos. Associado a este projecto existe o Banco de Equipamentos, uma iniciativa que visa a reciclagem de material eléctrico e electrodomésticos. No ano passado foram entregues para reciclar 120 mil toneladas de equipamento e este ano o objectivo é atingir as 160 mil. Paralelamente, são recuperados electrodomésticos e computadores para entregar a instituições e que assim ganham uma segunda vida. 
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quarta-feira, outubro 17, 2007

Seixal: Bebé nasce em ambulância


Os Bombeiros Voluntários do Seixal ajudaram ontem uma mulher a dar à luz numa ambulância quando se dirigiam para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Este foi o segundo caso do dia.
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in Correio da Manhã 2007.10.12 ver continuação em Seixal: Bebé nasce em ambulância

S. Cacém: Protesto por melhor saúde


Cerca de 400 pessoas manifestaram-se ontem à noite junto à extensão do Centro de Saúde de Alvalade do Sado, Santiago do Cacém, num protesto contra o fim dos cuidados de enfermagem.
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O único enfermeiro disponível não viu o contrato renovado para prejuízo de 2400 utentes.
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in Correio da Manhã 2007.10.11
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Quadro - A Enfermeira, de José Perez

sábado, outubro 13, 2007

31 filhos da estrada - Sala de partos ambulante

* Iolanda Vilar com D.A./P.G./A.P./Diana Paiva/C.S.
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Nascer numa ambulância está a tornar-se um acontecimento normal em Resende. As cinco crianças do concelho (só rapazes) que vieram ao mundo nos últimos cinco meses são a prova de uma nova naturalidade: a estrada. Uma realidade que nasceu com o encerramento de oito maternidades desde Junho de 2005. Só nos últimos 12 meses foram noticiados 31 partos realizados fora do ambiente hospitalar. Sete na Figueira da Foz, seis em Resende, três em Mirandela e na Lourinhã, dois em Penafiel, seis no Alentejo e um nos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.
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Em Resende, o parto mais recente aconteceu há duas semanas. Para já o pequeno João Pedro, embrulhado numa quente manta de lã, só pensa em mamar, desconhecendo a que quilómetro da A24 deu o primeiro vagido. Nem Paula Ferreira, a jovem mãe de 18 anos, residente em Ovadas de Baixo, se apercebeu de onde estava quando chegou a hora do parto. “Aconteceu tudo tão depressa e as dores eram tantas que nem me preocupei em perguntar onde estávamos”, confessa a jovem mãe que ia a caminho do Hospital de S. Teotónio, em Viseu. Bastou parar a ambulância e o pequeno João Pedro, com 2260 quilos, viu a luz do dia.“Estou feliz por tudo ter corrido bem”, disse a mãe ao CM.Continuando o trajecto pelas sinuosas estradas de Resende chegamos a Anreade, no lugar de Santo Amaro, onde Matilde Maria Lopes recorda, com um sorriso nos lábios, o percurso algo conturbado do seu segundo parto, a 27 de Abril, a caminho de Vila Real. Nada de complicações de saúde, mas os nervos eram de tal ordem que, já com a bolsa das águas rebentada, e mesmo à porta dos bombeiros de Resende, optou por ir para o centro de saúde.“Cheia de dores” pôs-se ao volante percorrendo os cerca de 15 quilómetros. “Ia no carro com a minha sogra e a minha filha de nove anos e outros familiares quando comecei a sentir algumas contracções”, recorda. Dias antes, numa consulta de obstetrícia foi-lhe dito que o parto ainda estava longe de ocorrer. Puro engano! O Pedro Filipe estava prestes a conhecer o mundo! Aconteceu em Caldas de Moledo, na cidade do Peso da Régua, às 19h00. O bombeiro Filipe Pereira fez o trabalho de parteiro.Em comum, estas mulheres têm também a sinuosidade das estradas de Resende, concelho cravado no vale do Douro. Matilde vive numa rua íngreme, estreita e de difícil acesso para uma ambulância. No caso de Paula, muito dificilmente a ambulância se desloca à porta de sua casa, o que a obrigou a esperar no café, à beira da estrada.PARIU NA ROTUNDAO mesmo problema sente Sónia Isabel, de 20 anos. Vive em Pardelhas, aldeia a dez quilómetros de Lamego que nem sequer é sinalizada na EN222, Vale o conhecimento dos bombeiros de Resende sobre os lugares e lugarejos para contornar a complicada orografia da região. Eram 19h00 de 4 de Maio quando Sónia sentiu que estava na hora. Às 21h20 já tudo estava terminado. Aconteceu junto a uma rotunda de ligação à A24, a caminho do Centro Hospitalar de Vila Real. “Tenho muita pena que tenham encerrado a maternidade em Lamego, pois éramos bem tratadas e havia mais amizade e espírito de família,” desabafa com o seu Ricardo ao colo, agora com cinco meses.A poucos metros de distância mora Adélia Teixeira Cardoso, de 25 anos. Os olhos azuis de Ruben Filipe despertaram precisamente quando a mãe começou a falar da saga do seu nascimento. Poderia ter sido um momento trágico, mas graças à intervenção de um médico espanhol, que seguia na ambulância, Ruben po-de hoje receber os carinhos do irmão de 27 meses, o Diogo Alexandre.Com apenas 32 semanas de gestação Adélia não se mentalizava que o rebentamento da bolsa significava que a hora tinha chegado. Imaginou que seria como no primeiro parto. Continuou a arrumar a cozinha, até que uma cunhada insistiu para se deitar e esperar pelos bombeiros. Foram apenas dez os quilómetros que a ambulância percorreu até que o Ruben nasceu, no cruzamento da Serra das Meadas, já em Lamego, Avões. O relógio marcava 20h30. Mas, um momento que deveria ser de alegria, quase se transformava numa morte precoce. “Não ouvi o meu menino a chorar e entrei em pânico”, confessa Adélia, que viu o bebé com o cordão umbilical em volta do pescoço.RETIRADO DA MÃEDas cinco mulheres que deram à luz na ambulância apenas uma não está com o filho. É o caso de Maria de Fátima Malheiro, que reside em Louredo de Baixo, Miomães, concelho de Resende. Já com dois filhos, a residir com outra familiar, a Segurança Social retirou-lhe o recém-nascido ainda na maternidade, por alegada negligência.José Ângelo, comandante dos bombeiros de Resende, nunca participou num parto, mas sete dos seus homens já ganharam experiência nestes domínios. Em Resende já são cinco as crianças que nascem antes de chegar ao hospital, quatro delas nasceram em ambulâncias e uma no Centro de Saúde de Resende.“O nosso grande problema é o parque de viaturas, manifestamente insuficiente”, lamenta o responsável pelos soldados da paz. São apenas cinco ambulâncias para fazer face a todas solicitações.VIAGEM ATRIBULADAProblemas que outras corporações de bombeiros também sentem, sobretudo os da Figueira da Foz, que no último ano foram chamados a fazer sete partos na estrada.Aldina Figueiredo, de 28 anos, faz parte do grupo de mulheres que passaram por isso. Estava grávida de seis meses quando soube do fecho do bloco de partos do Hospital da Figueira da Foz. Nessa altura apercebeu-se de que teria de recorrer a uma das maternidades de Coimbra.A 16 de Maio, pelas 13h30, entrou em trabalho de parto. Telefonou para o 112, que fez o reencaminhamento da chamada para a Cruz Vermelha de Maiorca. A assistência foi prestada por dois paramédicos, numa ambulância pré-natal e um carro de apoio. Os 50 quilómetros de viagem até Coimbra foram bastante atribulados e a ambulância foi obrigada a parar oito vezes.“As dores eram tantas que vi logo que não ia chegar a Coimbra. Só pensava que ia morrer junto com a minha filha”, diz. Na zona de Montemor-o-Velho, às 14h30, os paramédicos pararam, junto a uma rotunda à entrada de Montemor-o-Velho, e fizeram o parto, que decorreu normalmente e demorou 45 minutos. Micaela Ferreira tem agora cinco meses. HELENA NASCEU À PORTA DE CASAHelena Isabel foi a terceira bebé do Marco de Canaveses a nascer numa ambulância, com o auxílio dos bombeiros locais que nem sequer tiveram tempo de arrancar em direcção ao hospital. A criança nasceu à porta de casa, dia 20 de Setembro. “Estava grávida de 38 semanas e o parto estava previsto para o início de Outubro, mas Helena decidiu aparecer mais cedo” contou ao ‘CM’ a mãe, Maria Luísa Teixeira. O parto durou apenas 15 minutos. CASOS INSÓLITOSENCERRADOUm menino nasceu em Agosto no Hospital da Figueira da Foz, cuja maternidade foi encerrada pelo Ministério da Saúde em Novembro de 2006. O parto foi normal.EM CASATrês bombeiros de Oliveira de Azeméis assistiram ao parto em casa de uma imigrante ucraniana, em Julho. O bebé nasceu dois minutos antes de chegar a ambulância.ELEVADORUma mulher não aguentou e teve o filho no elevador do hospital, em Viana do Castelo, em Maio. O parto correu bem e foi assistido por uma enfermeira obstetra."DECIDIMOS ENCOSTAR PELA FREQUÊNCIA DAS CONTRACÇÕES"“Treinamos com bonecos, mas na hora da verdade ficamos sempre nervosos.” Para Luís Loureiro, o bombeiro profissional de Resende, de 26 anos, já com dois partos no currículo, a formação que recebeu na Escola Nacional de Bombeiros serve apenas como base no momento de tensão que antecede a grande decisão, que já teve que tomar por duas vezes: encostar a ambulância à berma da estrada e realizar o parto ali mesmo.Quando aos 14 anos entrou nos bombeiros de Resende estava longe de imaginar que, para além de salvar vidas, havia também de ajudar a trazê-las ao mundo.“É pela frequência das contracções que tomamos a decisão de encostar, porque aí temos a certeza de que não há tempo de chegar ao hospital”, refere. É o momento de maior tensão dentro da ambulância, mas o mais importante, adianta, “é preparar logo a senhora psicologicamente e tranquilizá- -la. “Normalmente as parturientes são colaborantes, vamos conversando com elas para tentar atenuar a tensão ou dando oxigénio para ajudar à respiração”, explica, referindo que o espaço da ambulância nem sequer constitui um grande constrangimento. “Como a ambulância é larga e alta dá para trabalhar perfeitamente com o meu colega.”O bombeiro tem bem presente que há sempre a possibilidade de as coisas não correrem bem. Lembra, por exemplo, que se for necessário uma encubadora ou monitorizar o bebé precisam de se dirigir imediatamente para o hospital. “Tudo o que temos na ambulância é um kit para partos.”Luís Loureiro faz questão de manter laços de amizade com as mães dos bebés e diz que até já foi contactado por uma delas “para tirar uma fotografia de família com o bebé no quartel”. Quanto ao futuro, garante que “isto vai continuar a acontecer”. MINISTÉRIO FECHA OITO MATERNIDADESO Ministério da Saúde mandou encerrar oito blocos de partos, localizados em Barcelos, Santo Tirso, Amarante, Lamego, Oliveira de Azeméis, Elvas (o primeiro a fechar portas), Mirandela e Figueira da Foz. O fecho dos blocos não foi um processo pacífico e motivou fortes protestos por parte das populações, que encheram ruas com cartazes e reivindicações manifestando não aceitar a decisão do ministro da Saúde, Correia de Campos. A reacção das populações não se ficou pelos protestos e tanto autarquias como movimentos cívicos interpuseram providências cautelares nos tribunais, nove no total, para travar os fechos dos blocos de partos. O recurso à Justiça resultou numa tentativa infrutífera uma vez que o Ministério da Saúde ganhou todos os recursos judiciais. Em Elvas, foram avançadas duas providências cautelares, uma pelos cidadãos e outra pela fundação gestora da maternidade). Seguiram-se os apelos nos tribunais de Santo Tirso, Figueira da Foz, Mirandela e Barcelos. SAIBA MAIS500 Partos ocorrem todos os anos, em média, fora da rede hospitalar, de um total de 105 mil nascimentos em Portugal, segundo os dados mais recentes referentes a 2006.36 Salas de partos são as que existem na totalidade nos hospitais públicos, após o encerramento de oito maternidades, uma decisão polémica do actual Governo.KIT PARTO As ambulâncias estão equipadas com o kit parto, que inclui artigos esterilizados. O pacote disponibiliza máscaras, lençóis, compressas, desinfectantes, luvas e molas para o cordão umbilical.CONTAAumentam os partos sobre rodas: Figueira da Foz (sete), Resende (seis), Mirandela e Lourinhã (três), Penafiel (dois), Alentejo (seis) e um nos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.TÉCNICA A maioria dos tripulantes tem formação técnica para auxiliar um parto de urgência, incluindo os bombeiros mais novos.NOTASSUSTOSónia Isabel apanhou um susto por o filho nascer com o cordão umbilical à volta do pescoço. Paula Ferreira diz que foi tudo muito rápido.GARAGEMEm Março, um bebé do sexo masculino nasceu numa garagem de um prédio de Buarcos, Figueira da Foz.COMBOIOÉ o que se pode dizer, nascer a alta velocidade. Um bebé veio ao mundo em Janeiro num Intercidades. O parteiro foi um passageiro.VONTADEIvone Camões queria que o quarto filho nascesse em Portalegre. Quis o destino que o filho, Hugo, viesse ao mundo na EN4, a dez quilómetros de casa. O parto foi assistido por dois bombeiros.PARTEIROSOs bombeiros de Resende Adão Ferreira, João Loureiro e Luís Loureiro assistiram ao último parto. Não são os únicos. Quatro companheiros também já ajudaram outras crianças a nascer.- 32 semanas de gestação (oito meses) tinha Adélia Cardoso quando teve o filho na estrada. A ambulância só fez 10 km- 5 é o número de bebés que nasceram desde Abril em ambulâncias a caminho do hospital só no concelho de Resende.- 53 é o número de quilómetros que os bombeiros têm de percorrer para chegar ao hospital mais próximo, em Vila Real
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in Correio da Manhã 2007.10.06
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» Comentários no CM on line
Quarta-feira, 10 Outubro
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- Denise Querem que as famílias tenham mais filhos. Como? Se até as condições para o parto, que é um dos momentos que requer cuidados específicos, para que o bebé não sofra danos cerebrais irreversíveis e a mãe possa ter a assistência necessária, são negligenciadas por nossas autoridades? Virou rotina nascer em ambulâncias! É vergonhoso!
- Nuno Silva Realizam-se 105 MIL partos por anos ... ATENÇÃO AO NUMERO - 105 MIL ... destes só 500 acontecem fora dos hospitais ... Não chega a 0,5 % dos partos ... 3º Mundo??????? Deixem-se de fitas
- Lívia É muito desprezo pelo cidadão! Submeter mãe e filho aos riscos inerentes ao parto! A não se tomar medidas sérias em relação a este descalabro, muito em breve veremos os resultados: Crianças portadoras de lesões cerebrais e órfãs, em virtude da falta de atendimento no tempo devido e em condições desfavoráveis às práticas obstétricas, sem médico e ausência de equipamentos p/ situações de risco.
- Helga E o sr PM não quer vaias nem apupos. Esperava o quê? Tapinhas nas costas e sorrisos?! Fecharam as maternidades por prestarem atendimentos de risco. Não seria mais correto e sábio trocar a administração e investir em bons profissionais da área da saúde? Em ambulâncias, corremos o risco de termos crianças com anomalias severas, em consequência de partos ocorridos em tais circunstâncias.

Terça-feira, 9 Outubro
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- VITOR LEXADO ESTA PORTUGAL NA EUROPA OU NO TRECEIRO MUNDO
- Paco Macias Julgo que na União Europeia não deve haver conhecimento desta situação, que é uma vergonha, para além de caricata. O povo Português tem o que merece, ao ir nas "cantigas" de alguns politicos.
- Bordalo Muitos dos jovens Bombeiros talvez nem tenham idade de vêr um filme erotico, mas são profissionalmente obrigados a partentes assistentes. Escolha de ministros num dia de nevoeiro.

Segunda-feira, 8 Outubro
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- Adolfo Lopes Ao responsável, sugiro que tal como se constrói uma central de compras de uma cadeia de supermercados, construa uma ENORME MATERNIDADE no centro do País... talvez em Leiria. Lamentavel.
- Lusitano Concordo plenamente com o comentário do Sr. José Lopo! Julgo que seria uma boa ideia os bombeiros de todo o pais, exibirem nas ambulâncias uma relação dos partos assistidos pelos bombeiros obstetras-parteiros!!!
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Domingo, 7 Outubro
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- Cátia Nunca soube de bebés que nascessem em poucos minutos ou horas. Ou é milagre ou as mães estão muito mal informadas logo para a maternidade e mandam-nas ir dar umas voltas pelas redondezas porque ainda vai demorar. Há mulheres que estão mais de 10 horas para parir, mas com estas senhoras é em minutos. Estranho. Só espero ter a mesma sorte com a duração do trabalho de parto...
- vitor dinis Não nascem bebes em ambulancia só em Resende, vai ser em todo o País. Á custa do sacrificio das mães neste País a saúde num futuro vai-se tornar melhor quando não houver mães que queiram correr esses riscos e deixem de engravidar. Aí depois vêm os governantes a correr com subsidios apelar que as mulheres deste País engravidem em virtude da grave redução populacional.Caldas da Rainha
- mambaX Dá para reflexão...as maternidades fecham para poupar dinheiro sob o pretexto da qualidade de serviços,os partos ocorrem em plena estrada e está claro que as condições de qualidade na ambulância são menores so que nas maternidades. Logo...a solução é desertificar essas zonas remotas,onde habitam pessoas que certamente não têm culpa disso.
- Jose Lopo As Corporaçoes de Bombeiros devem ser pagas pelos partos que realizam nas suas ambulancias (que deviam ter colado, bem visivel, um distico por cada criança que nelas nascesse!)
- José Senhoras das associações que tanto defenderam os direitos da mulher no aborto, gostaria de vê-las agora a defender o seguinte: se o estado paga um aborto em clinicas privadas, caso não possa ser feito em hospitais publicos então que passe a fazer o mesmo com os partos. Ou o estado só tem dinheiro para abortos?
- JOSÉ Onde estão os defensore(a)s das mulheres que tanto se preocuparam que elas pudessem abortar legalmente e com condições e agora pouco se importam que elas tenham os filhos nestas condições? Sabem é que isto ainda não é um negócio como o do aborto.
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Sabado, 6 Outubro
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- franciscorodrigues Quantos mais nasceram, sem q fossem comunicados à comunicação social?!Por ex: Os B.V.Canas de senhorim também já tiveram casos iguais, e que não têm sido divulgados! É bom salientar q os bombeiros também já têm formação a esse nível...Em minha opinião devemos louvar os bombeiros intervenientes! Força bombeiros! Obrigado pelos variados serviços prestados à comunidade q tanto merece! ;)
- Carlos Verissimo O povinho tem o que merece!...sao pequeninos,tacanhos e mesquinhos. E aqui esta o sumatorio final.As "esposas" dos ministros,democraticamente eleitos pelo povinho nao tem problemas destes,assim como as restantes "esposas" da elite Nacional. Assim que,nao vale a pena fazerem birrinhas,jaque nada mudara. Viva a Republica do atraso! Carlos Verissimo (USA)
- Joana Parida Abortar no Hospital com todas as atenções, cuidados, luxos e urgência e parir à beira das estradas nas ambulâncias dos bombeiros tem sido a grande «conquista» das mulheres dos tempos «modernos» ...
- Vénus Imaginemos que estes partos rodoviários aconteciam num dos 2 meses do consulado de Santana Lopes, mesmo que não tivesse encerrado maternidade nenhuma.Penso que toda a água do Rio Tejo não chegaria para lavar os "elogios" socialistas a este novo método de partos.Correia de Campos, o coveiro da saúde, pode dormir descansado.
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01-10-2007 - 00:00:00 Resende nasce na rua
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13-09-2007 - 00:00:00 Parto em ambulância
26-08-2007 - 13:00:00 Vão continuar a nascer bebés em ambulâncias
08-08-2007 - 00:14:00 Nasceu em ambulância

quinta-feira, outubro 11, 2007

EUA - Bush veta lei sobre saúde





O presidente norte-americano vetou uma lei apoiada por democratas e republicanos no Congresso que estendia a cobertura da assistência médica a milhões de crianças carenciadas e sem seguro de saúde, informou a Casa Branca.
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George W. Bush considerou-a demasiado dispendiosa. A lei vetada propõe mais taxas no tabaco para obter os 35 mil milhões de dólares necessários para assegurar a assistência.
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in Correio da Manhã 2007.10.04
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» Comentários no CM on line
Quinta-feira, 4 Outubro
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- Victor C É, ou não, humano, este tipo! Gasta biliões com as guerras e depois é forreta na saúde. Para aqueles que sempre defendem o sistema americano, caso não saibam, é dos piores do mundo! Um presidiário no corredor da morte, tem mais privilégios na saúde que um cidadão normal! Se tem seguro de saúde, muito bem, se o não tem, bem pode morrer!
- sasha c. Tem centenas de bilioes para a guerra, mas ajudar as crianças carenciadas nao tem nada, qual será o papel na sociedade afinal, nao é a favor da vida mas sim da morte????????
- Pedro André Mas alguem se espanta? Ajudar as crianças na saúde não contribui para encher os bolsos da familia Bush e seus amigos! Eram 35 mil milhões para a saúde? Para a guerra no Iraque são 350 mil milhões! Para este Sr,é preferível matar um terrorista (quiçá um iraquiano q nunca saíu da sua aldeia nem pegou numa arma), do que ajudar a sua própria população a viver. Semelhanças com algum ditador africano?
- O melhor do mundo sao as criancas Sr. Bush, faca um favor ao mundo, demita-se!

Partos: Um em cada oito fora do hospital - Resende nasce na rua



* João Saramago
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A política de redução de salas de partos realizada pelo Ministério da Saúde conduziu a que no concelho de Resende (o mais pobre do País) um em cada oito nascimentos ocorra no transporte por ambulância dos bombeiros locais.
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É o concelho onde os nascimentos fora de um ambiente hospitalar atingem maior expressão. Por todo o País, no entanto, os bombeiros dizem não haver memória da situação atingir tais proporções. Pelo menos 31 casos foram noticiados desde há um ano. Em 2004, registaram-se apenas 11 casos.

“Nunca tínhamos visto uma coisa destas. Desde 27 de Abril – cinco meses – realizámos cinco partos”, disse ao CM o comandante dos Bombeiros Voluntários de Resende, José Ângelo. Um número que os bombeiros dizem ser elevado tendo em conta a quantidade de crianças que nascem no concelho. José Ângelo aponta o encerramento da sala de partos de Lamego, há cerca de um ano, como causa principal para as crianças nascerem na estrada.

Cravado no vale do Douro e com acesso por estradas sinuosas, Resende viu nascer 92 crianças no ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Um número que, repartido pelos 12 meses do ano, dá uma média de oito partos por mês. Verificados que nos últimos cinco meses ocorreram cinco partos em ambulâncias, uma em cada oito crianças nasceu num ambiente extra-hospitalar.

O comandante dos bombeiros locais não possui números de anos anteriores para estabelecer uma comparação, mas garante que “nunca foram realizados tantos partos como agora em ambulâncias”. Se a situação é inédita no concelho de Resende, em todo o País os partos realizados pelos bombeiros não param de aumentar, com especial incidência em concelhos que viram encerrar os blocos de partos mais próximos. “Não tenho memória de haver tantos partos em ambulâncias como agora”, disse ao CM Rui Ramos Silva do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Por sua vez, o presidente da Liga, Duarte Caldeira, afirma “ser possível estabelecer uma relação causa/efeito entre o encerramento de um bloco de partos e o nascimento de uma criança numa ambulância”.

Diferente entendimento tem Jorge Branco, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materno-Infantil: “Conhecido o facto de haver uma maior distância da sala de partos as mães devem preparar-se para sair meia hora mais cedo de casa”.

Segundo o responsável pela coordenação dos trabalhos que ditou o fecho de oito salas de partos, a solução a encontrar será “um sistema de transporte mais fácil e mais rápido”. Uma solução contestada pelos bombeiros. Duarte Caldeira sustenta que o Ministério da Saúde “está a montar uma rede paralela de ambulâncias”.

POBREZA AGRAVA A DEPENDÊNCIA

O concelho de Resende é entre os 308 nacionais o mais pobre. De acordo com as contas do Instituto Nacional de Estatística, o indicador por pessoa do poder de compra é neste concelho de 47,25% da média nacional. Numa linguagem simples: quando um português médio vai às compras e sai do supermercado com um carrinho cheio, o habitante de Resende sai com menos de metade. O concelho com 11 775 habitantes está envelhecido e de ano para ano perde gente. Entre 2003 e 2006 são menos 287 habitantes. Uma população com fraco poder de compra, envelhecida, servida por más estradas e onde grande parte dos homens partiu para Espanha para trabalhar na construção civil é por isso mais dependente de serviços como os prestados pelos bombeiros.

BOMBEIROS TEMEM RISCOS

José Ângelo, dos Bombeiros Voluntários de Resende, teme que a prática constante de partos pelos seus homens possa ter riscos perante uma gravidez mais complexa. Indica que apenas têm uma formação básica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e que a ambulância que possuem não está habilitada para a realização de partos. Também Rodolfo Baptista, dos Bombeiros Voluntários da Merceana, no concelho de Alenquer, considera que a restruturação nacional das salas de partos não foi a mais correcta para as seis freguesias da Serra de Montejunto, que são servidas pela sua corporação. “Apesar de estarmos a apenas 15 minutos da maternidade de Torres Vedras esta foi classificada como municipal pelo que somos obrigados a encaminhar as grávidas para o Hospital de Vila Franca de Xira. São 40 quilómetros de más estradas que obrigam a uma viagem de um hora”, afirmou. No dia 21, perante a longa viagem que tinham pela frente, foi improvisado um parto na aldeia, que terminou bem.

SAIBA MAIS

- 31 partos foram noticiados nos últimos 12 meses. Sete na Figueira da Foz, seis em Resende, três em Mirandela e Lourinhã, dois em Penafiel, seis no Alentejo e um dos concelhos de Baião, Ansião, Alenquer e Ourém.

- 36 salas de partos em hospitais públicos existem hoje no País, depois de terem fechado oito.

FIGUEIRA DA FOZ

Após o encerramento da sala de partos nesta cidade, cujo concelho conta com 63 mil habitantes, ocorreram sete partos de emergência. Dois foram feitos no próprio hospital e cinco em ambiente extra-hospitalar.

MIRANDELA

Fechada a sala de partos em Setembro de 2006, pelo menos três bebés nasceram na estrada assistidos pelos bombeiros.

LOURINHÃ

Três nascimentos que contaram com apoio dos bombeiros, num concelho cujas maternidades mais próximas não fecharam.

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in Correio da Manhã 2007.10.01
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Foto - António Rito (Os Bombeiros de Resende Adão Ferreira, João Loureiro e Luís Loureiro assistiram ao último parto )
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» Comentários no CM on line
Segunda-feira, 1 Outubro
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- Portuga Este ministro pôs os portugueses a nascerem e a morrerem na rua. NÃO HAVERÁ NINGUÉM QUE PONHA ESTE MINISTRO NA RUA? PARA QUANDO UM QUE NOS LIVRE DESTA MONARQUIA?!
- ntb Em relação a situação dos partos ocorridos fora do hospital, não se deve só ao encerramento dos blocos de parto, uma vez que sempre ocorreram partos em ambulância. Este fenonomo esta associado essencialemnte a 3 factores 1 - Má avaliação da gravida nos centros de saude, 2- Acidente e 3 - Negligencia da mãe.
- Aristides O Sr. Ministro da Saúde e todos os que contribuiram para isto estar a suceder em Portugal, deviam sentir-se envergonhados!
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19-09-2007 - 16:40:00 Bebé nasce em ambulância de Resende

quarta-feira, agosto 22, 2007

Electrodomésticos: Campanha


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Poucos entregam lixo eléctrico
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* João Saramago
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Os portugueses não estão a entregar os aparelhos eléctricos em fim de vida nos centros de recolha. Situação na origem de uma campanha publicitária, a lançar amanhã, dirigida ao consumidor, elaborada pela empresa Amb3E. A ideia é consciencializar o público de um simples facto: é proibido abandonar este tipo de aparelhos na rua.
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Segundo Vítor Sousa Uva, assessor da Direcção da Amb3E, a empresa terá de recolher, até final do ano, 30 mil toneladas de aparelhos, de modo a Portugal cumprir os objectivos da directiva de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos.
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Portugal produz, por ano, cerca de 150 mil toneladas do chamado lixo eléctrico, que vai deste frigoríficos a lâmpadas. Feitas as contas, cada português é responsável por 14 quilos deste lixo por ano. A União Europeia obriga à recolha de, pelo menos, 40 mil toneladas, tendo de ser reciclada 75% dessa quantia.
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A campanha visa sensibilizar a população para o facto de os comerciantes estarem obrigados a recolher o antigo electrodoméstico, quando lhe compram um novo. Para suportar esse esforço, os consumidores pagam a taxa ecovalor, que vai de alguns cêntimos, no preço de uma lâmpada, a 40 euros, num balcão frigorífico.
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Para se desfazer de um aparelho, o consumidor tem de se dirigir aos centros de recolha. Deixar electrodomésticos na rua conduz ao pagamento de uma multa de 250 a 3700 euros no caso de particulares.
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in Correio da Manhã 2007.08.19
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Foto Pedro Catarino (Lixo eléctrico na rua leva ao pagamento de multa)
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» Comentários no CM on line
Domingo, 19 Agosto
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- Teresa Almeida-Coimbra Há cerca de três anos, substitui o frigorífico; quando os transportadores levaram o velho, perguntamos o que lhe faziam.Resposta pronta:vai já prá primeira ravina por onde passarmos...Vou pedindo a remoção de monos, é mais ecológico (creio que ainda é grátis)
- Romeu Gamelas Sim, e para quando informação nesse sentido? Quando me quis desfazer de um microondas tive que correr a cidade toda para encontrar onde funcionava o centro de recolha. Porque não criar uma linha verde para recolha, um centro de coordenação tipo o do INEM que processe a nível nacional?
- Sr. Dr. É melhor começarem por sensibilizar a esmagadora maioria dos comerciantes de que são "obrigados a recolher o antigo electrodoméstico" no momento em que entregam (os que entregam!) o novo em casa do cliente! E os centros de recolha (onde e qdo. existem) que têm de ter horários diferentes do normal 9-12,30-14-17,30. Ninguém vai perder 1 dia de trabalho para entregar a máq. velha. Senão, rua c/ ela!
- ferreira Os vendedores dos novos electrodomésticos não recebem dinheiro dos compradores, para pagar uma taxa para a remoção do velho electrodoméstico? E já agora, onde é que se colocam os lixos e resíduos tóxicos, nomeadamente restos de tintas, medicamentos, telemóveis em desuso, etc?
- TEresa Almeida-Coimbra Na zona de Coimbra onde eu moro, se as multas fossem aplicadas, era um maná!!!Se as pessoas não se dão ao trabalho de separar o outro lixo e levá-lo para os ecopontos...às vezes, "andam" electrodomésticos semanas a apodrecer na via pública. Nunca soube de multas aplicadas a quem quer que seja!

segunda-feira, julho 02, 2007


Terra em risco
Fuga para cidades ameaça ambiente
* João Saramago com P.H.G / Miguel Azevedo
Em 2008, e pela primeira vez, metade da população mundial viverá em cidades. Relatório ontem divulgado pelas Nações Unidas prevê risco de urbes marcadas por conflitos armados, favelas, falta de água e alterações climáticas.
No próximo ano, e pela primeira vez, metade da população do Mundo (3,3 mil milhões de pessoas) viverá em cidades, revela o relatório ‘Situação da População Mundial 2007’, das Nações Unidas. Uma pressão urbana que representa um “quadro ameaçador” se não forem criadas políticas que combatam a poluição e, sobretudo, a pobreza.
Portugal irá acompanhar este reforço. Segundo as Nações Unidas, a uma pequena subida de cem mil habitantes nos próximos 43 anos (atingindo o País 10,7 milhões de habitantes em 2050) haverá uma taxa de crescimento urbano de 1,5% de 2005 até 2010. Uma subida só ultrapassada na Europa pela Albânia (2,1%)e Irlanda (1,8%). Portugal é, ainda assim, um dos países da Europa com menor população urbana. São 59% do total, quando a média europeia é de 72%.
Nas próximas décadas a explosão urbana irá ocorrer sobretudo nos países pobres, que já concentram a maioria das megacidades. Das 37 cidades com mais de cinco milhões de habitantes apenas oito estão em países desenvolvidos: Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Paris, Tóquio, Osaka, Seul e Hong Kong.
Com a queda da população rural “os impactos das mudanças climáticas no abastecimento urbano de água serão provavelmente dramáticos. Muitos países pobres já enfrentam deficiências acumuladas de abastecimento, distribuição e qualidade da água, contudo as mudanças climáticas deverão agravar essas dificuldades”, diz o relatório ontem divulgado. Para a ONU, “as cidades concentram os principais problemas da Terra: crescimento populacional, poluição, degradação de recursos e produção de resíduos. Mas o mesmo documento salienta que “é nas zonas urbanas que surge a possibilidade de um futuro sustentável”.
Isto porque “a batalha pela conservação dos ecossistemas saudáveis não será vencida nas florestas tropicais ou nos recifes de coral, mas nas ruas das paisagens menos naturais do Planeta”. Perante o facto de metade da população viver em apenas três por cento do Planeta, a ONU defende que é nas cidades que há maior necessidade de adoptar políticas de redução do consumo e de produção com recurso a fontes de energia poluentes. Bem como uma gestão urbana com tratamento de esgotos e acesso a água potável.
Caso isto não venha a ser feito, ontem, na apresentação do relatório, em Londres, Thoraya Obaid, directora do Fundo Populacional da ONU, revelou forte preocupação. “Crescendo de uma forma desordenada, as cidades podem ser um ninho de conflitos armados” disse, referindo-se a uma população pobre, a viver em favelas sem água potável ou esgotos e sujeita a inundações e à subida do nível do mar.
CIDADES VÍTIMAS DE CATÁSTROFES NATURAIS
Para 65% da população que vive em cidades como mais de cinco milhões de habitantes - como Rio de Janeiro, Nova Iorque ou Xangai - a subida do mar é uma séria ameaça
MAIS CEM MILHÕES DE LUSÓFONOS
A ONU revela que até 2050 existirão nos oito países de língua oficial portuguesa mais cem milhões de falantes, elevando esse total de 242 para 355 milhões"
LITORAL ESTÁ SOBRELOTADO E O INTERIOR AO ABANDONO",
Pedro Costa, coordenador de ord. território da GEOTA
- CM – Portugal apresenta um dos crescimentos urbanos mais elevados da Europa. Como tem ocorrido este aumento ?
- Pedro Costa – Resulta de uma subida da população no Litoral e consequente abandono do Interior. Esta urbanização é marcada por uma grande distância entre o local de trabalho e a habitação, que se traduz em perda de qualidade de vida.
- Existe cuidado na preservação do ambiente?
- Não. Além do consequente acréscimo de poluição e a perigosidade do ozono nos dias mais quentes, é uma expansão assente numa rede de transportes públicos limitada e forte uso do veículo privado. Há também uma política de construção que cresce em áreas de aptidão agrícola e florestal, e sobre leitos de cheia.
- Com a deslocação da população de Lisboa para as áreas limítrofes dá-se uma duplicação de custos?
- Sim. Verifica-se que entre 1991 e 2001 não houve um acréscimo significativo de população na Área Metropolitana de Lisboa, o que houve foi a saída de milhares de pessoas da capital para outros concelhos, como Sintra. Isso significa que infra-estruturas já existentes ficaram sem aproveitamento, como acontece com as escolas em Lisboa. E foi preciso abrir outras em Sintra. Também se tornou necessário aumentar as redes de luz, gás, electricidade e água perante uma população em forte movimento.
"OS TROVANTE JÁ FALAVAM DO PROBLEMA AMBIENTAL",
João Gil, da Filarmónica Gil, é um dos músicos que estarão presentes no evento Live Earth, marcado para o dia 7 de Julho no Pavilhão Atlântico, em Lisboa
- Correio da Manhã – Em que altura sente que despertou para os problemas ambientais?
- João Gil – Sempre fui uma pessoa preocupada com o ambiente e é por isso que vejo com grande curiosidade a descoberta dos combustíveis alternativos. Se conseguirmos resolver de uma vez por todas a alternativa ao petróleo, acabamos certamente com um dos grandes problemas do Planeta. É com bons olhos que vejo os EUA reconhecerem finalmente o problema.
- De que forma procura contribuir para o bem-estar do Planeta?
- Tenho por hábito separar o lixo. É um gesto simples, mas para o qual nem toda a gente está sensibilizada. São os mais novos que se preocupam. Os mais velhos estão a passar pela Terra quase sem darem conta disso.
- Enquanto músico, na sua lista de preocupações ambientais em que lugar aparece a poluição sonora?
- Em Portugal a poluição sonora é um problema muito grave. E não são apenas os automóveis. Ninguém fala, por exemplo, do ruído dentro dos bares e restaurantes. O barulho dos talheres, dos pratos e das chávenas de café produzem um som altamente agressivo. Outra questão pouco falada é a música nos elevadores, que pura e simplesmente não devia existir.
- Pode a música sensibilizar as pessoas para a preservação do ambiente?
- Se já serviu para denunciar a guerra e apelar à paz, por que razão não pode sensibilizar as pessoas para o ambiente? Os músicos falam de sensibilidades, de emoções e de afectos, e por isso conseguem sempre tocar as pessoas.
- Durante a actuação no Pavilhão Atlântico, a Filarmónica Gil vai procurar passar alguma mensagem?
- A questão não é nova e por isso não tenho de procurar ficar bem no retrato. Não me vou pôr em bicos dos pés porque o problema do ambiente é antigo e do conhecimento de todos. Já os Trovante alertavam para isso. Um dos nossos álbuns mais importantes, ‘O Baile do Bosque’, de 1981, já falava dessa problemática.
TRÊS MEDIDAS PARA SALVAR O PLANETA,
Francisco Ferreira, tem 40 anos, é membro da Quercus e também professor universitário
PRIMEIRA É essencial reduzir o consumo de combustíveis fósseis, como o carvão e petróleo, através da aposta nas energias renováveis e numa maior eficiência energética, principalmente no sector dos transportes
SEGUNDA A preservação da água é crucial para Portugal e não só. Desperdiçamos 15% de água no sector doméstico e até 80% na agricultura. É essencial saber gerir este recurso. Fazem falta dispositivos que permitam poupar água
TERCEIRA Manter a biodiversidade. O norte e centro da Europa já viram essa riqueza degradar-se, mas em Portugal é um património natural, desde ecossistemas a espécies em vias de extinção, que deve ser protegido da exploração
NOTA - Megacidades.
Existem 37 cidades com mais de cinco milhões de habitantes. Sete destas cidades têm uma área metropolitana com mais de vinte milhões de habitantes.
in Correio da Manhã 2007-06-28

Seca provoca as guerras do século XXI
Terra em risco
* João Saramago/P.H.G./Miguel Azevedo
ONU defende que alterações climáticas, aumento da população e poluição provocarão uma forte escassez de água em África e na Ásia.
Mais de mil milhões de pessoas no Planeta não dispõem de um copo de água limpa e 25 mil de entre elas morrem diariamente devido a doenças como a febre amarela ou a malária, provocadas pelo consumo de água de má qualidade. Quinze por cento da população da Terra vive numa situação insustentável e as alterações climáticas só irão trazer mais ameaças.
Previsões das Nações Unidas apontam para um redução da precipitação nas zonas onde os recursos hídricos são, já hoje, mais escassos.
A água – ou melhor dizendo, a sua falta – será o maior problema do século e a escassez do “ouro azul” pode provocar uma série de conflitos nos rios mais problemáticos: Jordão (tensão entre Israel, Jordânia e Palestina); Eufrates e Tigre (Iraque, Síria e Turquia); Nilo (Sudão, Etiópia, Quénia e Egipto); Mekong (Cambodja e Vietname); Okavango (Botswana, Angola e Namíbia); Ganges (Índia e Bangladesh) e Brahmaputra (Índia e China).
Recorde-se que a Guerra dos Seis Dias em 1967, que opôs Israel aos vizinhos árabes teve origem numa disputa de água, quando Israel pretendeu desviar o curso do rio Jordão. No final do conflito, Israel adquiriu o controlo exclusivo das águas da Cisjordânia e do Mar da Galileia, recursos responsáveis por cerca de 60 por cento da água potável do país.
DEZENAS DE CONFLITOS
Segundo as Nações Unidas, “nos últimos 50 anos verificaram-se 37 casos de violência declarada entre Estados devido à água, sete deles no Médio Oriente”. O último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sustenta, contudo, que “em igual período foram negociados mais de 200 tratados relativos à água”.
A organização desafia assim as previsões de que “a crescente competição pela água irá inevitavelmente causar conflitos armados” e defende que a cooperação transfronteiriça sobre os rios tem sido bem sucedida, mesmo entre países inimigos como a Índia e Paquistão.
Perante um cenário em que é estimado em três mil milhões o número de pessoas que viverão em países a braços com secas em 2025, Kevin Watkins, principal autor do relatório das Nações Unidas, afirmou que está nas mãos dos políticos decidirem se “a gestão de recursos hídricos partilhados pode continuar a ser um motor para a paz ou para o conflito”.
Segundo a organização não-governamental britânica Tearfund, a falta de água provocará também altas nos preços dos produtos agrícolas e novas vagas de imigração para os países ocidentais, aqueles que serão menos atingidos pelas secas.
Se os acordos transfronteiriços são a solução avançada para a ameaça de conflitos, alargar a oferta de água potável é o caminho para reduzir as mortes por doença.
As Nações Unidas estabeleceram em 2000 o objectivo de reduzir para metade, até 2015, os 1,2 mil milhões de pessoas que não tinham água potável. As prioridades máximas para a instalação de infra- -estruturas são a Mauritânia, Líbia, Etiópia, Madagáscar, Oman e Pápua Nova-Guiné.
Uma das causas para a má qualidade da água é a poluição.
Na China, quinto maior país em reservas renováveis de água após o Brasil, Rússia, EUA e Canadá, o problema ganha maior dimensão. Pequim considera que o maior desafio deste século para o país passa por ficar de fora da lista dos Estados pobres de água que ameaça englobar a maior parte dos continentes africano e asiático.
'ESCASSEZ PODE CONDUZIR AO AGRAVAR DE CONFLITOS'
CM – Na África sub-sariana a maioria da população não tem um copo de água potável. Isso explica que milhares arrisquem a vida no mar para chegarem a Espanha?
Loureiro dos Santos – A falta de água potável é uma parcela do conjunto de motivos que levam esses jovens a emigrarem. A água é um bem essencial vital mas extremamente caro e raro nos países onde vivem.
– Estados com falhas na distribuição de bens essenciais são particularmente vulneráveis a conflitos
– A ausência de um bem essencial perante um cortejo de reivindicações e insatisfações é motivo para grande instabilidade interna e torna um país muito vulnerável a conflitos externos.
– Entende então que o objectivo da ONU em reduzir para metade as pessoas sem acesso a água potável constitui uma medida pacificadora?
– Sim, traduz a redução de um foco de potencial instabilidade e abre novas perspectivas a esses países.
– Existem, no entanto, previsões de agravamento das secas. Isso cria uma tensão bélica?
– No Médio Oriente e em África a escassez pode conduzir ao agravar de conflitos pelos recursos hídricos, o que pode comprometer os objectivos das Nações Unidas.
'A CULPA É DE UMA MÃO BEM VISÍVEL: A HUMANA
Correio da Manhã – Em que altura despertou para os problemas ambientais?
– Há fases da vida que nos levam a ganhar maior consciência ambiental, uma delas é a adolescência, quando nos descobrimos a nós próprios, descobrimos os outros e começamos a pensar no ambiente que nos rodeia. Hoje tenho a perfeita noção de que chegámos a um momento-chave em que voltamos a página ou fechamos o livro.
– Quais os problemas que mais o preocupam?
– Aquilo que mais me assusta é, sem dúvida, o aquecimento global e a forma como não conseguimos prever seja o que for tirando desastres sucessivos. Depois temos a poluição. Há espécies animais a desaparecer por culpa de uma mão bem visível: a humana.
– De que forma procura contribuir para a preservação do ambiente?
– Não sou propriamente um activista. Não consigo, por exemplo, ter o discernimento mental para separar o lixo todos os dias. Ainda assim, acho que o meu grande pecado são os aquários que tenho em casa e que me levam a gastar alguma água. Mas todos nós temos o direito a pecar, até porque o ambiente não deve ser uma maçã proibida. Se o ambiente for tratado como um tabu então é que é meio caminho andado para ninguém o respeitar.
– Enquanto músico, que lugar ocupa a poluição sonora na sua lista de preocupações ambientais ?
– Nós músicos estamos muito expostos ao ruído e aos decibéis, mas penso que o mais importante é daqui a uns anos todos nós sermos capazes de ouvir o silêncio. Preocupo-me com isso diariamente. Nós, por exemplo, tentamos criar espaços dentro do nosso espaço de ensaio.
– Pode a música sensibilizar as pessoas para a preservação do ambiente?
– Não tenho dúvidas nenhumas. O Live Earth é uma iniciativa louvável, já que os problemas do ambiente devem ser comunicados a uma escala mundial.
– Durante a actuação no Pavilhão Atlântico os Blind Zero vão tentar passar algum tipo de mensagem?
– Certamente que vou falar no assunto, mas o evento já fala por si. Não se pode confundir o concerto com um comício e por isso, não vou falar muito.
TRÊS MEDIDAS PARA SALVAR O PLANETA
1. - Sensibilizar as pessoas para a evidência científica de que a preservação da espécie humana, a médio termo, depende crucialmente da preservação da Terra e das suas diversas formas de vida, num equilíbrio global.
2. - Tornar prioritária, e urgente, uma optimização da utilização global dos recursos, escassos e mal distribuídos – água, alimentos, cuidados médicos e energia, mas, acima de tudo, o conhecimento, porque esse é essencial aos restantes.
3. - Moderar o desperdício acelerado das matérias-primas nesta corrida frenética de “usar e deitar fora” para substituir por novo, em quase tudo. Computadores, relógios, ferramentas e utensílios são apenas alguns dos exemplos.
Teresa Lago, professora universitária e directora do Centro de Astrofísica no Porto
in Correio da Manhã 2007.06.29
Foto: STR/Reuters

Terra em risco
Subida do mar está a ameaçar civilização
* João Saramago Com P.H.G. / Miguel Azevedo
Cientistas acreditam que a Humanidade está em perigo devido ao aumento do nível do mar. Cem milhões de pessoas vivem em zonas que poderão ficar submersas se entretanto os países nada fizerem para o evitar.
Aumenta o número de especialistas que questionam as projecções das Nações Unidas sobre um aumento do nível dos oceanos em meio metro até 2100. Cientistas de reputadas instituições dos Estados Unidos alertam que é a própria civilização que está em perigo perante uma subida do mar, que poderá atingir os seis metros.
Em Portugal, o Atlântico sobe em média dois milímetros por ano, o que se traduz num avanço de um metro sobre a costa. Mas na Costa de Caparica, Vagueira e Esmoriz a força das águas engoliu dez metros de praia. Dos 750 quilómetros da costa do continente, segundo o relatório da Comissão Europeia ‘Viver com a Erosão do Litoral na Europa’, o avanço do mar atinge um terço. Mas as projecções são piores, pois 67 por cento da costa corre sérios riscos de erosão, segundo o relatório ‘Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação’.
Por Portugal continental ter uma costa pouco recortada por enseadas, e por isso mais exposta ao mar, o relatório da Comissão Europeia estima que é mais susceptível a sofrer danos resultantes das marés vivas do que países banhados por mares interiores, como a Suécia, Itália ou Grécia.
PERIGO IMINENTE
O oceanógrafo australiano John Church acredita no “perigo iminente de os gelos da Antárctida e da Gronelândia se aproximarem de um degelo irreversível, fenómeno que levará à subida do mar em vários metros”. O investigador lembra que há cem mil anos os mares eram quatro a seis metros mais elevados, quando as temperaturas atingiam mais quatro graus do que hoje. Segundo as Nações Unidas, o Globo irá aquecer quatro graus até ao final do século, pelo que o australiano pensa que a subida do mar poderá atingir os seis metros. Outro cientista australiano, John Hunter, explica que por cada metro adicional no nível dos oceanos há um recuo de cem metros na linha das praias e lembra que cem milhões de pessoas vivem a menos de um metro do nível do mar.Investigadores norte-americanos publicaram agora na revista científica ‘Philosophical Transactions’ um relatório de 29 páginas que dá razão ao trabalho dos australianos. O trabalho coordenado por James Hansen, director do Instituto God-dard de Estudos Espaciais da NASA, alerta que a Humanidade não pode permitir a queima das reservas subterrâneas de combustíveis, pois ao fazê-lo terá “um Planeta diferente do que serviu de suporte à civilização”.
Hansen, que trabalhou com investigadores das Universidade da Califórnia e Columbia (Nova Iorque), alerta ainda que o Homem só tem dez anos para aplicar duras medidas para reduzir a poluição e assim evitar o aquecimento global e consequente subida dos mares.
"OCEANO SUBIU 15 CENTÍMETROS"
(José Carlos Ferreira, professor universitário)
- CM – Como pode a subida dos oceanos atingir Portugal?
- José Carlos Ferreira – Portugal, como país costeiro, está naturalmente mais vulnerável a eventuais mudanças. Os estudos mais recentes indicam que no século XX ocorreu uma elevação do nível médio do mar na ordem dos 1,5mm/ano, ou seja, 15cm num século.
- Quais as zonas mais sensíveis?
- Todo o litoral(continente e ilhas) encontra-se vulnerável. No entanto, as costas arenosas e baixas, lagoas costeiras e estuários têm maior risco, bem como as áreas actualmente sob maior efeito de erosão. A título de exemplo: Espinho, Vagueira e Costa de Caparica.
- Como uma subida de centímetros em décadas pode ter consequências tão nefastas?- Esta subida pode associar-se a um agravamento de fenómenos meteorológicos como os temporais, aumentando a capacidade destrutiva deste fenómeno: aumento de erosão, galgamento oceânico, inundações, destruição de obras de defesa e património natural, entre outros.
"É PRECISO SENSIBILIZAR"
(Viviane, ex-vocalista dos entre aspas, vai actuar no Pavilhão Atlântico no dia 7 de Julho)
Correio da Manhã – Em que altura despertou para os problemas ambientais?
- Viviane – Sempre fui muito ligada à natureza. Desde miúda que sou muito sensível, por exemplo, às questões da poluição. Em vinte anos o ambiente alterou-se drasticamente. E isso tem de ser entendido como sinal de alarme. Todos temos de compreender que a economia está por detrás de tudo. A indústria gerou um consumismo desenfreado que é um dos males da sociedade.
- Como procura contribuir para o ambiente?
- Conheço a cidade e o campo e acredito que as pessoas que vivem na cidade não têm tanto a noção dos problemas ambientais, pois não percebem como sofre a agricultura. Actualmente moro no campo e vejo a preocupação dos meus vizinhos quando não chove. No que me toca, faço a reciclagem de todo o lixo, até do orgânico, e tento ao máximo poupar água e energia.
- Na sua lista de preocupações ambientais, que lugar ocupa a poluição sonora?
- De uma maneira geral, as cidades são afectadas pelo barulho agressivo dos automóveis e das motorizadas. O stress das pessoas também vem daí. Nas cidades devia ser possível voltar a ouvir os passarinhos.
- Pode a música sensibilizar as pessoas para a preservação do ambiente?
- A música sempre foi uma forma de passar valores. O Live Aid foi um bom exemplo. Por isso acredito no Live Earth. É preciso sensibilizar e se há coisa capaz de tocar as pessoas é a música. Os artistas têm esse dom, enquanto os políticos já não conseguem fazer-se ouvir.
- Tem discurso preparado para a sua actuação?
- Vou dizer alguma coisa, mas a música falará por si.
TRÊS MEDIDAS PARA SALVAR O PLANETA
(D. Januário Torgal. É, desde 2001, bispo das Forças Armadas e Segurança)
PRIMEIRA - Se queremos salvar a Terra é imperativo aplicar as decisões do Protocolo de Quioto. Particularmente as restrições da emissão de dióxido de carbono.
SEGUNDA - É preciso que as pessoas se consciencializem da necessidade de uma intervenção profunda na limpeza das matas e florestas para ajudar a prevenir fogos florestais.
TERCEIRA - Defendo uma utilização cada vez mais moderada de água e electricidade. Mas esta moderação deve ser equilibrada, sem chegarmos a extremos ridículos.

in Correio da Manhã 2007.07.01

segunda-feira, junho 11, 2007


10 de Junho: Comemorações em Setúbal
Deserto de Lino dá vaia a Sócrates


* João Saramago

O primeiro-ministro, José Sócrates, foi ontem vaiado à chegada a Setúbal para a cerimónia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Os apupos dos populares, na Av. Jaime Rebelo, tinham por alvo o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por ter comparado a Margem Sul a um deserto.

A população de Setúbal não gostou das declarações que Mário Lino proferiu a 23 de Maio na Ordem dos Ecomonistas e, perante a sua ausência na tribuna de honra da parada militar, coube ao primeiro-ministro ouvir o desagrado da população, manifestado por assobios e palavras associadas a aeroportos e desertos com areia, camelos, sede e aviões.

A falta de visibilidade da tribuna levou mesmo muitos populares a assobiarem ao chefe do Governo julgando que o ministro estava presente.
(...)

in Correio da Manhã 2007.06.11

O Correio da Manhã on line reproduz 32 comentários, a maioria desfavorável ao Governo, o que está em desacordo com as propaladas sondagens. Cada intervenção está sujeita a um limite de caracteres e tem de ser aprovada previamente. Os meus comentários tiveram de ser distribuidos por 4 «quadriláteros». Mas só o 1º foi publicado! Censura? Inconveniência?

Não sei, mas ficam aqui no Kant_O, integralmente, embora não possa competir com o jornal de maior audiência em Portugal.

1 .Povo Enganado [título da responsabilidade do CM]
Não sei pk Setúbal foi escolhida para as Comemorações. Não percebo como a Câmara aprovou por unanimidade uma moção que considera Cavaco "uma figura incontornável da democracia". Só se for da democracia da «burguesia»,sobretudo dos cada vez mais ricos e duma justiça a duas velocidades ou com duas caras. PS/Sócrates teve maioria e ganhou as eleições, mas não cumpriu as promessas eleitorais.

2. Tenho de voltar para terminar, se os meus comentários forem validados. Que leva o Correio da Manhã a afirmar que o Povo de Setúbal vaiou Mário Lino e não Sócrates? Fez inquéritos ou estudos de opinião sérios? Ou a qualquer custo Lino é o bombo da festa para desviar as atenções da populaça da política neo-liberal que trai o 25 de Abril?

3. Vamos lá ver se isto tudo passa no estreito crivo do CM, jornal que leio diariamente em prejuízo da chamada imprensa de referência. Mário Soares iniciou os ataques à Constituição de Abril, que traiu cf alentada entrevista em 3 volumes, Cavaco continuou e Sócrates aprofundou. Tudo gente do Centrão PS/PSD com muleta do CDS/PP. Por causa de Cavaco a Baixa de Setúbal esteve em estado de sítio.

4. Ao menos Mário Soares, de quem politicamente não gosto, andava pelo meio da populaça, falava e discutia com ela e tinha coragem pessoal para enfrentar agressões físicas e verbais, sem se esconder atrás dos vidros fumados dum carro blindado,indiferente à populaça. Vamos lá ver se o jornal que leio publica estes comentários fraccionados em 4 partes.

Setúbal

Voz do Povo

PS - Com a «verdade» me enganas?

domingo, abril 22, 2007


MISÉRIA ATINGE NOVE MIL PESSOAS E ESTÁ A AUMENTAR

* João Saramago com André Pereira

Há 8718 sem-abrigo em Portugal, segundo o Instituto da Segurança Social. Destes, o maior grupo, constituído por 4179 pessoas, engloba indivíduos que “têm casa mas esporadicamente vivem na rua ou num centro de acolhimento”, devido a problemas de foro psiquiátrico, dependências de drogas ou álcool e pressão familiar. Este grupo inclui também pessoas que só conseguem manter casa com ajuda de serviços sociais.

Segundo o Estudo dos Sem-Abrigo, de 2005, o número de pessoas que dormem em centros de acolhimento, em casas e carros abandonados, barracas ou varandas é de 2684. Por último, há um grupo de 1855 pessoas que pernoitam sempre na rua.

O mesmo trabalho indica que o número de situações de sem-abrigo tem aumentado, existindo uma nova geração constituída, na maioria, por homens portugueses com idades entre os 20 e 40 anos, que acabaram por viver na rua por perda de emprego, morte de um familiar, problemas emocionais ou com ligações ao álcool e drogas.

“Hoje – sustenta o estudo – não é possível falar de sem- -abrigo sem falar de toxicodependência. Esta nova realidade encontra-se inegavelmente ligada às necessidades de consumo e à progressiva degradação das capacidades dos indivíduos que acabam por entrar nessa situação, centrando os seus esforços apenas na satisfação diária das necessidades de consumo. Paralelamente, assiste-se com frequência a uma destruição dos laços familiares e redes de suporte e a uma progressiva e rápida aquisição de comportamentos autodestrutivos e de ausência (total ou quase total) de cuidado com o corpo.”

Este trabalho alerta para que “a entrada no mundo da miséria vai empurrando os indivíduos para um beco sem saída, que os vai degradando física e psicologicamente, pelo que o estigma da marginalização fica estampado no rosto e na aparência física. Além disso, o próprio facto de estarem desprovidos de recursos materiais inviabiliza a sua tentativa de reintegração num trabalho”.

O MITO DA ESCOLHA DA LIBERDADE

Ao contrário do mito segundo o qual muitos sem-abrigo estariam nesta situação por escolha própria, por apreciarem a liberdade que advém da ausência de quaisquer responsabilidades ou compromissos sociais, nenhum participante do inquérito realizado pelos investigadores Fernando Sousa e Sandra Almeida referiu preferir as ruas a uma habitação condigna. Note-se ainda que, quando colocados perante a oportunidade de uma eventual mudança para uma habitação de carácter permanente, por comparação com a continuação no abrigo, todos os participantes preferiram mudar. Muitas das situações de sem-abrigo resultam de morte de um familiar, desemprego, divórcio, toxicodependência ou conflitos com a família.

MAIS MULHERES IDOSAS VIVEM NA RUA

As mulheres representam 24 por cento dos sem-abrigo de Lisboa, ou seja, são cerca de 200 mulheres que pernoitam na rua. Tradicionalmente são mais protegidas do que os homens pelos serviços sociais na disponibilização de um quarto numa pensão. Nos últimos tempos, contudo, tem aumentado o número de mulheres, sobretudo idosas, que vivem na rua, revela o último estudo do Instituto da Segurança Social sobre os sem-abrigo. Uma forte ruptura emocional, como a perda de um filho ou um divórcio, transforma muitas destas mulheres em sem-abrigo, numa situação em que já não conseguem reorganizar a sua vida. São também as idosas pedintes as mais expostas a actos de violência cujo objectivo é roubar-lhes o dinheiro das esmolas.


NÚMEROS DA MISÉRIA SOCIAL

- 18 milhões de pessoas na Europa encontram-se em situação de sem-abrigo ou a viver em barracas.
- 930 sem-abrigo vivem em Lisboa, segundo um estudo de 2004. Um terço não tem mais de 34 anos.
- 87 por cento dos sem-abrigo de Lisboa apontam como principais necessidades comida, roupa e um abrigo.
- 58 por cento dos mendigos exercem actividades pontuais e 7% vivem do Rendimento Social de Inserção.
- 140 euros é quanto os Serviços Sociais pagam por mês para um quarto de um mendigo.
- 30 euros é quanto um mendigo tenta obter por dia a arrumar carros. São na maioria toxicodependentes.


in CORREIO DA MANHÃ 2007.02.03 Fotografia João Miguel Rodrigues

quarta-feira, abril 11, 2007


Vida selvagem destruída
BBC destaca risco em Portugal

João Saramago

Mais de metade das espécies selvagens que vivem em Portugal estão ameaçadas de extinção. O desenvolvimento intensivo, ao longo das últimas décadas, possível graças aos fundos provenientes da União Europeia, é parte do problema, noticiou ontem o canal de informação britânico BBC.

O Instituto de Conservação da Natureza revelou que metade das espécies nacionais estão ameaçadas e, segundo Eduardo Gonçalves, do World Wildlife Foundation, os fundos comunitários são responsáveis pela situação. “Todo esse dinheiro foi canalizado para a construção de auto-estradas e barragens, mas as coisas não foram planeadas com todos os cuidados.”

Na mira das críticas do ecologista estão também as opções turísticas tomadas no Algarve e o abandono dos campos, realidade que promove os incêndios.

O lince ibérico, uma das espécies mais ameaçadas do Planeta, deixou, de ser visto em Portugal desde há seis anos, revelou o grupo SOS Lince. Por sua vez, Marcial Felgueiras, director da associação A Rocha, indica que várias espécies de borboletas deixaram nestas duas décadas de ser vistas.

A política de construção é, no entanto, para continuar. Daniel Queiroz, vice-presidente do Turismo do Algarve referiu que “o Algarve tem espaço para mais projectos. Estes são em áreas com animais, mas nós respeitamos a vida selvagem e vamos manter a sua protecção”. Cada habitante em Portugal polui mais que um alemão ou japonês.

in CORREIO DA MANHÃ 2007.04.09

Foto - lince ibérico