A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, dezembro 26, 2010

Kosovo, as atrocidades têm um nome



  • Luís Carapinha


Kosovo, as atrocidades têm um nome
O relatório do Conselho da Europa (CE) que traça as responsabilidades do actual primeiro-ministro do Kosovo e antigo comandante do UÇKi, Hashim Thaçi, num rol de crimes repugnantes não pode deixar de trazer a lume a sórdida história da guerra de desmembramento da Jugoslávia. 
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A natureza eminentemente criminosa da ocupação militar da NATO da antiga província da Sérvia no seio da federação jugoslava está há muita profusamente demonstrada. Assim como o processo da transformação do Kosovo num protectorado do imperialismo e a tentativa da sua legitimação por via da orquestrada «declaração unilateral de independência» de 2008.
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O relatório do senador suíço Dick Marty que, curiosamente, foi divulgado no rescaldo das eleições parlamentares de 12 de Dezembro que deram a vitória à formação de Thaçi, não traz em si, na essência, nada de novo, pese embora o interesse do material factual e descritivo que contém.

O quadro dantesco que é corroborado pelas alegações de Marty situa-se, objectivamente, nos antípodas da narrativa mistificadora emanada de Washington: os «combatentes» do UÇK pelos supremos «direitos humanos e os valores americanos», reciclados depois em Corpo de Protecção do Kosovo, são na realidade uma organização criminosa responsável por assassinatos em massa e a limpeza étnica das minorias. A morte de prisioneiros para extrair e traficar rins e outros órgãos era uma das especialidades da organização terrorista albanês-kosovar [instruída e equipada, como se sabe, pelos serviços secretos dos EUA, Alemanha e Israel]. Dedicaram-se, ainda, ao tráfico de droga e de armas, à exploração da prostituição, lavagem de dinheiro e a muitas outras tenebrosas práticas ilícitas que incluem espancamentos, tortura, raptos e desaparecimento de cidadãos inimigos ou suspeitos, não apenas sérvios, mas também albaneses, ciganos, etc. As actividades criminosas do cartel dominante, chefiado pelo primeiro-ministro Thaçi e também líder do Partido Democrático do Kosovo, prosseguiram sob diversas formas até aos dias de hoje, abarcando, inclusive, a «monopolização violenta dos principais sectores económicos» do Kosovo, dos combustíveis à construção civil, relata o documento. Uma autêntica «feira capitalista dos pequenitos» é, pois, este Kosovo independenteCamp Bondsteel, a maior criada de raiz desde a guerra no Vietname. 
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É este o cenário da real «catástrofe humanitária» do Kosovo que os média dominantes sempre esconderam.

Bem mais comedido ou omisso sobre os aspectos medulares da questão, o relatório de Marty não deixa de expressar perturbação pela passividade da «comunidade internacional» – desde os governos dos EUA e países aliados até às autoridades da UE no terreno –, que fecharam «os olhos aos crimes de guerra da organização» que coadjuvou a KFOR na ocupação e verdadeira limpeza étnica do Kosovo. 
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Nada disto é novo. 
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Também já se conhecia o papel do TPI para a antiga Jugoslávia, como órgão de justiça dos vencedores, que é discretamente apontado pelo relatório como negligente na investigação e de, pasme-se, ter destruído provas reunidas dos crimes dos responsáveis kosovares, algo que para a antiga inquisidora, Carla del Ponte era «inconcebível» …

A sessão plenária da APCE de Janeiro ajudará porventura a iluminar os meandros deste desfiar do novelo criminoso que envolve os representantes do poder fantoche em Pristina, após mais de uma década de alheamento cúmplice sobre a matéria por parte do CE e de todas as instâncias da arquitectura capitalista na Europa. 
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Com a Albânia já dentro da NATO e a direita, no poder em Belgrado, cheia de vontade de fazer render o país aos seus carrascos, talvez seja o momento indicado para deitar fora alguma roupa suja. 
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Não haverá «revelação» ou manobra de diversão que bastem para tornar irrelevantes os crimes supremos do imperialismo e assegurar a hegemonia do sistema social que lhe está na raiz. 
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Avante N.º 1934
23.Dezembro.2010
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terça-feira, dezembro 07, 2010

Brasil - A outra face do Complexo do Alemão

Colunas

Vermelho - 4 de Dezembro de 2010 - 0h06

Eduardo Bomfim *

A mega operação militar desencadeada no Rio de Janeiro contra o narcotráfico mostrou ao Brasil o poder de fogo das facções criminosas, apetrechadas com armamento característico de uso das forças armadas daqui e de outras regiões do mundo.

A apreensão de toneladas de vários tipos de drogas demonstra a dimensão do comércio por parte desses bandos, de quantias fabulosas. Segundo a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro ela é avaliada entre 320 a 600 milhões de Reais.

Indo direto ao assunto, o fato é que seria impossível tal movimentação sistemática, ou até mesmo uma única só vez, sem a retaguarda muita bem organizada da lavagem de dinheiro.

E aí seguramente esse departamento de planejamento não se encontra nos morros e favelas nem do Rio nem de outras do País ou do planeta.

No entanto, é possível encontrar pistas e informações fundamentadas sobre a outra face da moeda do Complexo do Alemão e de outros quartéis generais das drogas, como nos informa a revista Resenha Estratégica.

Em primeiro lugar é de conhecimento dos órgãos públicos que tanto o tráfico de drogas quanto a circulação do dinheiro daí provenientes são de abrangência global. São partes integrantes da circulação globalizada de capitais.

Em 2009 o diretor-geral do Gabinete sobre Drogas e Crimes das Nações Unidas, o senhor Antonio Maria Costa, declarou em entrevista ao jornal britânico The Observer que “a lavagem de dinheiro das drogas ajudou bastante a salvar os bancos da crise de liquidez após a quebra do Lheman Brothers. Em um total aproximado de 352 bilhões de dólares”.

E que a essa época, e em nível internacional, “os empréstimos interbancários da área de investimentos, quer dizer da especulação financeira, eram financiados por dinheiro que se originava do tráfico de drogas e outras atividades ilegais”.

Mais estarrecedoras foram as declarações do lorde James de Blackheath na sessão de 1º de novembro na Câmara dos Lordes sobre as operações no mundo de vários dos bancos de investimentos (especulação financeira) do Reino Unido. Teve o impacto de uma bomba sobre Londres.

Assim, o combate ao narcotráfico na Vila Cruzeiro e no Alemão, apoiado pela população, é bem mais complexo do que nos informam os noticiários. Ele possui relação direta com o sofrimento e a vida do povo brasileiro, mas também com a soberania nacional.

 
* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Honduras depois do golpe: o “paraíso” dos narcotraficantes


América Latina

Vermelho - 8 de Setembro de 2010 - 9h15
 

Decretada há três anos a guerra contra o narcotráfico com a chegada de Felipe Calderón à Presidência, a preocupação na região é por os narcotraficantes mexicanos estarem estendendo as suas redes de tráfico e consumo à América Central e lavarem aí o seu rasto de corrupção, violência e morte.

Marco Antonio Martínez García *

A dita presença será o prelúdio da transferência de uma estratégia semelhante à mexicana, militarizada e com constantes queixas de violações dos direitos humanos ao território da América Central, como já alertaram vários presidentes da região.

A violência já está presente na região e está relacionada com o narcotráfico. A Organização das Nações Unidas no seu Relatório Mundial sobre Drogas 2010 disse que em Salvador, Honduras, Guatemala e Belice as taxas de homicídio são três a cinco vezes mais altas que no México.

Em Honduras foi registrado em 2008 a mais alta taxa de homicídios da região. Por cada 100 mil habitantes cometeram-se 60, 9 crimes; Salvador registrou 51,8 homicídios e a Guatemala 49, enquanto no México se registraram 11,6 neste mesmo ano.

“A região mais afetada hoje em dia é o Triângulo Norte da América Central: Guatemala, Honduras, e Salvador. Aí, a intensa violência gerada pelas drogas colocou um grave problema ao governo”, alerta o resume executivo do mesmo documento da ONU.

Os antecedentes

Se bem que a presença dos narcotraficantes na América Central seja de décadas, já que desde os anos oitenta do século passado era usada como rota de transferência, agora registra mais tráfico e maior presença dos narcotraficantes mexicanos.

Desde a época do capo colombiano Pablo Escobar, nos anos oitenta do século passado a América Central começou a ser usada para o transporte de drogas. Os cartéis colombianos enviavam de maneira direta a mercadoria, ou empregavam narcotraficantes mexicanos, para fazer chegar aos Estados Unidos, então o principal mercado de cocaína.

Situada entre a América do Sul e a do Norte, a América Central ficava na passagem entre a Colômbia e os Estados Unidos. Porém, nessa época os colombianos preferiam o Caribe para transportar a sua mercadoria, e só com o crescimento dos narcotraficantes nos anos noventa a América Central começou a ser usada majoritariamente, segundo o relatório Crime e desenvolvimento na América Central, do Departamento contra o Crime e o Delito da ONU, publicado em 2007.

Os colombianos chegaram a usar aeroportos centro-americanos, quer civis quer militares, para transportar cocaína. Honduras foi frequentemente utilizada, de acordo com várias fontes. O especialista colombiano Eduardo Correa assegura a “El Programa de las Américas” que a base militar de Palmerola [1], em Honduras, foi usada para esses fins nos tempos de Pablo Escobar, durante os anos oitenta.

Alberto Santana no seu livro O Narcotráfico na América Latina, diz que nas décadas de setenta e oitenta (entre 1978 e 1982 este país da América Central foi governado por militares) Honduras converteu-se num aliado dos Estados Unidos contra o comunismo na região. Assevera que os EUA toleraram o narcotráfico, fomentado desde a cúpula militar que governava Honduras. O autor cita o relatório ‘O Narcotráfico nas Honduras 1982-1988’ do Centro de Documentação das Honduras, segundo o qual entre 1982 e 1987 o narcotráfico mobilizou um bilhão de dólares no país.

Por esta mesma situação de colaborar com o narcotráfico na América Central, o único governo investigado e sujeito a juízo por cumplicidade foi o encabeçado pelo ex-presidente do Panamá Manuel António Noriega, que foi julgado em França [2]. De acordo com a informação publicada em 29 de junho no diário Reforma, o general acordou nos anos oitenta com o cartel de Medellin, encabeçado por Escobar, que aviões carregados de droga voassem pelo Canadá sem dificuldades. Em 7 de junho deste ano a justiça francesa condenou o general a sete anos de prisão por lavagem de dinheiro, informou o mesmo diário.

Com o desmantelamento das grandes organizações colombianas nos anos noventa do século passado, um maior controle do espaço aéreo das rotas usadas pelos colombianos rumo aos Estados Unidos e o começo de uma cada vez maior participação dos narcotraficantes mexicanos no tráfico e venda de droga, as formas de transporte e as rotas alteraram-se. A droga começou a ser também transportada por mar e terra.
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De acordo com o documento Crime e desenvolvimento no Centro América, em 1999, os fluxos através da América Central/México eram de 54%, enquanto as remessas pelo Caribe eram de 43% e unicamente 3% chegou diretamente da América do Sul.

Um ano depois as remessas pela América Central subiram para 66% e as do Caribe desceram para 33%. Em 2003 o tráfico aumentou para 77% pela via América Central e 22% pela via Caribe.

Nos últimos anos, a América Central não só é usada para o transporte, mas também é vista pelos narcotraficantes mexicanos como zona de descanso e que evita a perseguição das autoridades mexicanas que lhes declararam guerra em 2006. Além disso, os capos mexicanos procuram a América Central para expansão a novas redes de tráfico e consumo. É o caso das Honduras.

A “Chapo” agrada-lhe Honduras

Um dos países assinalados com a presença de narcotraficantes mexicanos é Honduras, em cujo território se viu um dos mais famosos do mundo.
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Fontes oficiais advertiram sobre a presença do capo mais procurado do México, Joaquín “El Chapo” Guzman, chefe do cartel de Sinaloa, que em 2001 fugiu da prisão de alta segurança de Puente Grande, no Estado mexicano de Jalisco, não mais tendo voltado a ser preso.

Em 23 de fevereiro deste ano o ministro da Segurança do país centro-americano, Oscar Álvarez, disse numa entrevista radiofônica à Rádio Fórmula que tinha sido detectada a presença do narcotraficante mexicano.

O político hondurenho confirmou a presença do chefe do cartel de Sinaloa no país, dizendo que a sua estadia era intermitente, para descansar, e que dias antes tinha estado numa festa numa zona conhecida como ‘El paraíso’, onde tinha organizado uma abrilhantada por grupos musicais mexicanos.

Álvarez negou a permanência de Guzman no seu país. No entanto, na sua qualidade de ex-ministro que ocupou o cargo entre 2002 e 2006, no mandato de Ricardo Maduro, advertiu que desde então já tinham sido detectadas visitas de narcotraficantes mexicanos e colombianos ao seu país.

A presença de ‘el Chapo’ e o assassíno do czar antidrogas das Honduras, Julián Arístides, registaram-se depois do golpe de Estado contra Manuel Zelaya, deposto por militares em junho do ano passado. Em 8 de dezembro de 2009, Arístide foi baleado a partir de uma motocicleta, quando estava em seu carro.

Mais de seis meses depois do homicídio, em 16 de Junho, Álvarez esclareceu o caso e informou que por trás da morte do Procurador da República estava o narcotraficante hondurenho Héctor Amador Portillo, alcunhado de ‘el Gato Negro’. O móbil do crime foi o descobrimento de Arístides de uma pista clandestina dirigida por Portillo em Olancho, acrescentou Álvarez, de acordo com o diário La Tribuna.

Sicários à ordem do narcotraficante hondurenho e contratados pelos seus parceiros mexicanos do cartel de Sinaloa foram os que tiraram a vida ao Procurador da República, acrescentou Álvarez.

O criminoso já não pôde responder às acusações de Álvarez: ‘el Gato Negro’ foi encontrado morto em abril passado, com sinais de ter sido torturado, tal como sete membros do seu grupo.

Álvarez disse que ‘el gato negro’ tinha sido contatado por ‘Chapo’ Guzman e deu mais informações sobre as atividades do cartel mexicano no seu país.
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“Eles (o cartel de Sinaloa) não se limitam a transportar drogas para os Estados Unidos, mas também a organizar redes de distribuição na Guatemala, Salvador, Honduras e outros países da América Central”, disse o ministro da Segurança hondurenho.

De fato, segundo a agência Notimex, citada pelo jornal mexicano Él Financiero, Alvarez disse que “Chapo” Guzman tinha entrado e saído das Honduras em diversas ocasiões, via Guatemala.

Apesar de Honduras registrar significativamente menos prisões de narcotraficantes que o México – o país centro-americano atinge as seis por cada 100 mil habitantes, enquanto o México chega às 22 – os hondurenhos estão, no entanto acima da Guatemala, registra duas prisões, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2010.

As “narco-avionetas

Sobre o tráfico de drogas, o próprio ministro da Segurança das Honduras disse que as autoridades do país têm dados das apreensões de avionetas que sobrevoavam o seu território em direção ao México, para abastecer tanto o cartel de Sinaloa, de Guzman, como o do Golfo, comandado por Ezequiel Cardenas Guillén e recentemente separado do grupo armado dos Zetas.

O registro de avionetas que transportavam drogas aumentou consideravelmente desde há cinco anos. Em 2005 não se registraram casos nas Honduras , em 2006 um só, e em 2007 e 2008 quatro “narco-avionetas” em cada ano, informou El Heraldo. Álvarez afirma que “Aumentou a transferência de droga no nosso país, em 2009 voaram muitas avionetas com mais de 100 toneladas de cocaína da América do Sul para os EUA…”, número também citado pelo comissário dos Direitos Humanos, Ramón Custodio.

De acordo com relatórios anuais do Ministério Público, em 2005 apreenderam-se 55 quilogramas, 2.714 em 2006, 1.704 em 2007, 6.764 em 2008 e em 2009 contabilizaram-se 6.655 quilogramas. Mais do que êxitos dos agentes antinarcóticos, as apreensões aconteceram porque as avionetas explodiram ou estatelaram-se em solo hondurenho, disse o diário, ainda que sem citar fontes.

Em 22 de julho de 2010 detectou-se outra aeronave em Brus Laguna, departamento de Gracias a Dios, informou o diário La Tribuna de Honduras, que afirmou ter caído, em três anos, 30 narco-avionetas em diferentes pontos do Atlântico, o que denota que os dados são contraditórios entre as diferentes fontes.

Segundo o relatório mundial sobre Drogas de 2010, o fato de Honduras ter a mais alta taxa de assassinatos na região, pode estar relacionado com a crescente utilização do território hondurenho por aviões carregados de droga.

Consumo em alta

O Relatório Mundial diz que outro problema é o aumento de consumidores de droga na América Central, num número que oscila entre os 120 mil e os 140 mil. O documento informa que até 2005 nas Honduras, 15% da população consumia opiáceos, 9% cocaína, 8% cannabis e a mesma percentagem anfetaminas.

A presença dos narcóticos converteu-se numa ameaça de tal grandeza na América Central que a ONU fez uma chamada de atenção. Em 26 de junho, numa mensagem difundida a propósito do Dia Internacional da Luta contra o Uso Indevido e o Tráfico de Drogas, a Organização das Nações Unidas expressou num boletim a sua preocupação porque em certas zonas da África Ocidental e América Central “o tráfico de drogas pode ameaçar a segurança dos Estados e inclusive a sua soberania”.

Afundada numa crise de legitimidade, sem o reconhecimento diplomático de muitos países da região, e frente a um aumento notável da presença do narcotráfico, Honduras não está excluída da advertência.

Nota do tradutor:

[1] Foi igualmente na base Palmerola, sede do Comando da Força Aérea hondurenha, que se instalou o comando do golpe de Estado nas Honduras que afastou o presidente Manuel Zelaya, executando a decisão tomada em reuniões na embaixada dos EUA em Tegucigalpa, entre os golpistas e o embaixador norte-americano Hugo Llorens.

[2] O general panamenho Manuel António Noriega foi um protegido de Washington até reivindicar para o Panamá a soberania do canal, que estava sob jurisdição norte-americana. Então, tornou-se público o que há muito se sabia, a ligação do general ao narcotráfico, e Noriega foi capturado e levado para os EUA, onde foi condenado a vários anos de cadeia. Recentemente foi libertado nos EUA e enviado para França para cumprir pena por lavagem de dinheiro.

* Marco Antonio Martínez García é jornalista e colaborador habitual do Programa de las Américas

Este texto foi traduzido por José Carlos Gascão e publicado em odiário.info
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segunda-feira, agosto 02, 2010

Jorge Cadima: a banca e a liberdade comercial… Da droga

Economia

ermelho - 31 de Julho de 2010 - 12h33

A Wells Fargo, uma das maiores instituições financeiras dos EUA, confessou em tribunal que a sua unidade bancária Wachovia “não havia monitorizado e participado [às autoridades] suspeitas de lavagem de dinheiro por parte de narcotraficantes” (Bloomberg, 29.6.10).

Por Jorge Cadima*, no
Avante

O montante do “lapso” é estonteante: US$ 378 bilhões. Trata-se de dinheiro proveniente de “casas de câmbio” mexicanas nos anos 2004-07. A notícia acrescenta que “o Wachovia habituara-se a ajudar os traficantes de droga mexicanos a movimentar dinheiro”.

Martin Woods, ex-chefe do combate à lavagem de dinheiro no Wachovia em Londres informou o banco e as autoridades do que se passava. “Woods disse que os seus patrões mandaram-no estar calado e tentaram despedi-lo”.

Qual foi a penalização do banco? Pagou US$ 160 milhões de multa (“menos de 2% dos seus lucros de US$ 12,3 bilhões em 2009”) e prometeu melhorar o sistema de vigilância. Se o fizer, “o governo dos EUA deixará cair todas as acusações contra o banco em Março de 2011, segundo o acordo alcançado” (Bloomberg 7.7.10).

Quem disse que o crime não compensa? É sempre assim: “Nenhum grande banco dos EUA – incluindo a Wells Fargo – foi alguma vez formalmente acusado de violar a Lei dos Segredos Bancários ou qualquer outra lei federal. Em vez disso, o Departamento da Justiça resolve as acusações criminais utilizando acordos de adiamento do processo, em que o banco paga uma multa e promete não voltar a violar a lei”. Para os banqueiros não há pistolas taser…

Entretanto, o México desintegra-se na violência que “já matou mais de 22 mil pessoas desde 2006” (Bloomberg, 7.7.10). A carnificina – e a catástrofe social – não suscitam campanhas indignadas. Fosse na Venezuela, já haveria inflamados comentaristas a invectivar contra o “Estado falhado” e exigir “intervenções humanitárias”. Mas aqui, não.

Talvez porque “o Wachovia é apenas um dos bancos dos EUA e Europa que têm sido utilizados para lavar dinheiro da droga”. Ou porque, como afirmou o chefe do Gabinete da ONU sobre Droga e Crimes (Unodc), no auge da crise do sistema financeiro em 2008 “em muitos casos o dinheiro da droga era o único capital de investimento líquido. […] empréstimos interbancários eram financiados pelo dinheiro da droga e outras atividades ilegais. Houve sinais de que alguns bancos foram salvos desta forma” (Observer, 13.12.09).

Os EUA estão numa escalada militar maciça na América Latina. O pretexto oficial é o combate ao narcotráfico. Mas há um longo histórico de ligação das intervenções dos EUA com os tráficos de vária ordem.

Foi assim na Nicarágua, no Kosovo, com o regime colombiano. É assim no Afeganistão. País que, segundo o relatório Unodc de 2010 “é responsável por cerca de 90% da produção ilícita de ópio nos últimos anos”. Na página 38 há um gráfico eloquente.

Praticamente inexistente até 1980, a produção afegã de ópio cresceu de forma acentuada nos anos da ingerência imperialista. A grande exceção foi 2001, o ano antes da invasão, quando os talibã no poder erradicaram mais de 90% da produção. Depois da ocupação EUA/Otan foram batidos todos os recordes de produção.

Grandes alvos do tráfico de droga são os países vizinhos: a Rússia “livre” é hoje “o maior mercado nacional de heroína afegã, um mercado que se expandiu rapidamente desde a dissolução da URSS”. E também as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, o Paquistão, a região oriental da China e o Irã.

O relatório da ONU elogia o papel deste último país no combate ao tráfico. “São frequentes os combates mortíferos entre tropas iranianas e traficantes, como é evidenciado pelos milhares de baixas sofridas pelos guardas fronteiriços iranianos nas últimas três décadas”. Entre 1996 e 2008 o Irã “é responsável por mais de dois terços das apreensões de ópio a nível mundial” e cerca de um terço das apreensões de heroína.

Em meados do século 19 o imperialismo britânico desencadeou as duas Guerras do Ópio contra a China, em nome da “liberdade de comércio”… do ópio. Parece que os EUA lhe querem seguir o exemplo.

* Jorge Cadima é professor da Universidade de Lisboa e analista de política internacional
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quarta-feira, julho 09, 2008

As falsidades do Público do Ti Belmiro

Censura Zé de Oliveira



Bernardino Soares acusou o PS, PSD e CDS-PP de "glorificarem" o regime de Álvaro Uribe

Comunistas não condenaram as FARC


Voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt aprovado com oposição do PCP {comparar com Ingrid Betancourt em liberdade - Documento do PCP rejeitado pela Assembleia da República}
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O PCP ficou hoje isolado durante um debate parlamentar sobre a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que estava refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), escusando-se a condenar essa organização e contestando que seja terrorista. Os comunistas foram, assim, os únicos a votar contra o documento proposto pelo PS, PSD e CDS-PP e aprovado pelos restantes partidos.
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O debate foi suscitado por dois votos de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt, um voto conjunto do PS, PSD e CDS-PP entregue ontem e um voto do PCP entregue hoje.
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A bancada comunista foi a única que votou contra o documento do PS, PSD e CDS-PP, aprovado com os votos favoráveis de todas as outras bancadas, incluindo a dos Verdes - que expressa satisfação pela libertação de Betancourt e de outros catorze reféns, classifica as FARC de grupo terrorista e repudia a sua actividade.
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BE e Verdes votaram também a favor do texto do PCP – que expressa satisfação pela libertação de Betancourt sem referir o nome das FARC e apela à negociação entre a guerrilha e o governo colombiano para que sejam libertados todos os prisioneiros. O voto de congratulação do PCP foi chumbado com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP.
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Na sua intervenção, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, defendeu que "o que se passa na Colômbia não pode ser reconfigurado às catalogações de organizações como terroristas feitas pela administração norte-americana". Bernardino Soares condenou os "assassinatos de sindicalistas" pelo governo da Colômbia – que o voto do PS, PSD e CDS-PP não menciona – e acusou os três partidos de "glorificarem" o regime de Álvaro Uribe.
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“Visão distorcida da democracia
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No final do debate, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, considerou "inadmissível que se procure saudar essa libertação sem condenar o sequestro", assinalando que o voto do PCP "em nenhum momento condena o acto das FARC". Augustos Santos Silva acusou os comunistas de tentarem "desculpar" as FARC e os seus métodos denunciando "uma visão distorcida da democracia", o que levou o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, a pedir a defesa da honra.
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"Tirou conclusões do nosso voto que não correspondem à verdade, nunca subscrevemos tais métodos", declarou Bernardino Soares. O líder parlamentar do PCP insistiu que "o PS e a direita" é que "quiseram hipocritamente congratular-se com a libertação para depois glorificarem o regime colombiano que assassina e promove grupos paramilitares torcionários".
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Na resposta, o ministro questionou como pode o PCP "congratular-se pela libertação de alguém sem ao mesmo tempo condenar o sequestro". "Há aqui uma coisa que falta: condenar o sequestro de Ingrid Betancourt e o recurso sistemático a esse método terrorista que é o sequestro de pessoas, tomar reféns", reiterou Augusto Santos Silva. "É essa omissão do PCP que diz tudo sobre a sua concepção da democracia", sustentou, enquanto alguns deputados comunistas protestavam perguntando pelos assassinatos do governo colombiano.
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Num meio-termo, o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, salientou que o seu partido repudia "o rapto e sequestro como meios", mas considerou o texto do PS, PSD e CDS-PP "lamentável a vários títulos", afirmando que o presidente da Colômbia desrespeita a democracia, os direitos humanos, "é suspeito de narcotráfico" e "indesejável em qualquer parte do mundo".
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Recordando que Ingrid Betancourt "é uma activista ambientalista", a deputada dos Verdes Heloísa Apolónia sustentou que "o que divide a Assembleia da República é a interpretação das responsabilidades pela situação na Colômbia". Criticando que se queira responsabilizar "apenas uma das partes", a deputada subscreveu o voto do PCP e disse votar a favor do outro voto para demonstrar a "saudação e satisfação absoluta pela libertação de Ingrid Betancourt".
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Ingrid Betancourt, três norte-americanos e 11 militares sequestrados pelas FARC foram libertados quarta-feira pelo exército colombiano. A franco-colombiana estava há seis anos refém.
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Comentáros dos leitores do Público on line
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08.07.2008 - 01h22 - Paulo, Porto
Uma grande lição de integridade do PCP. Os meus parabéns a esse partido.
Comentário 07.07.2008 - 19h59 - Pereira, Coimbra
Senhor José Silva o Senhor desconhece que Quem não se conformar com a lei do grande capital é catalogado de terrorista. Não sabia isso? O Senhor desconhece que o Senhor Nelson Mandela há cerca de uma semana é que saiu dessa lista em como era um terrorista?Como poderia o P.C.P. votar uma moção em que os E.U. é que elaboram a lista de quem é terrorista? Mas o Senhor não condena o P.S. que votou contra a moção apresentada pelo P.C.P. para a libertação dos guerrilheiros presos.
Comentário 07.07.2008 - 14h03 - José Silva, Braga
"O comunicado "forçado" do PCP e a sua intervenção na Assembleia República acerca da libertação de Ingrid, só é comparável com a de um imaginado grupo de celerados que, por exemplo e quando da fuga de Peniche de Cunhal e seus companheiros de fuga, em 1960, tivesse optado por condenar o "comando do PCP" que operacionalizou a libertação dos presos (Pires Jorge, Rui Perdigão, Rogério Paulo e outros), chamando-o de "proto-extremista", e se recusasse a subescrever uma palavra de condenação de Salazar e da PIDE que os mantinham prisioneiros, manifestando-lhes, antes, a continuação da solidariedade" "...esta gente (do PCP) continua parada no tempo ideológico e histórico em que apoiaram os crimes de Estaline, as invasões soviética da Hungria, da Checoslováquia..." "Que os eleitores nos livrem deles, por favor". (in Blog "Agua Lisa"). Sem comentários.
Comentário 06.07.2008 - 16h51 - Torres, Lisboa
Por motivos que não posso revelar não pude responder a dois comentários que se referiam a um meu comentário.A Senhor Manuel Nogueira de Carcavelos respondo-lhe que sou um modesto operário não sou historiador, mas se a Tchetchenia foi anexada pela força pela Russia tem todo o direito de lutar pela sua independência, mas se fazia parte da Russia não comprendo porque é essa luta. POnto final. Ao Senhor Rubem Pires de Cascais, nem de perto nem de longe tenho simpatia pelos Talibãs, nem por eles nem por a Arabia Saudita ou outros Estados Árabes em que as mulheres têm de trazer a cara tapada, mas não acredito que todos os que combatem as tropas Invasoras sejam Talibãs. Talvez seja mais acertado chamar-lhe resistentes. Vou dar-lhe um exemplo: Na ultima guerra Mundial vários países Europeus estiveram ocupados pela Alemanha, houve quem colaborasse com a Alemanha, mas houve pessoas com ideias diferentes alguns conservadores, outros independentes, outros socialistas, e comunistas, que não hesitaram em se unir e pegar em armas para que a Pátria deles fosse libre, e deve saber que houve tempos em que os E.U. tinham relações previlegiadas com os Talibãs. Ponto final
Comentário 06.07.2008 - 16h36 - Abu Kamil Shuja Ibn Aslam, Lixa
Passou para aqui:http://www.mediapart.fr/journal/international


06.07.2008 - 15h31 - Novais, Fafe
Depois de ler todos estes comentários verifico com tristeza que uma parte de pessoas que aqui escrevem, não se dão conta que para o Imperialismo todo aquele que lute contra a lei imposta pelo capital, é catalogado de terrorista, e nem sequer sabem que o Senhor Nelson Mandela só há Poucos dias é que deixou de figurar, na lista de terrorista, e o crime que ele cometeu foi passar 27 anos na prisão por lutar contra a segregação racial. Só é cego quem não quiser ver.
Comentário 06.07.2008 - 14h50 - Anónimo., Portugal
05.07.2008 - 10h46 - Abu Kamil Shuja Ibn Aslam, Lixa O que não diz a història oficial sobre o "conto de fadas":http://www.mediapart.fr/journal/france/040708/liberation-d-ingrid- betancourt-ce-que-ne-dit-pas-la-version-officielle
Comentário 06.07.2008 - 14h44 - anónimo, Não a Lei da Selva
Como pode ALGUÉM "congratular-se" com a libertação de INGRID, e ao mesmo tempo não condenar quem empurrou as farc para o cativeiro onde eles vivem como viveu a INGRID, e ainda... querem condenar e raptar e até matar aqueles que pensam diferente de vocês, vêem-nos logo de outra cor...
Comentário 06.07.2008 - 14h30 - mm, Portugal
TEMOS QUE AGIR AGORA, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS! Em meados do século XX Bertold Brecht, por causa da repressão do regime nazi, escreveu: Primeiro levaram os comunistas, mas EU não me importei porque não era nada comigo. Em seguida, levaram alguns operários, mas a MIM isso não me afectou porque EU não sou operário. Depois prenderam os Sindicalistas, mas EU não me incomodei, porque nunca fui sindicalista. Logo a seguir, chegou a vez de alguns padres, mas como EU não sou religioso, também não liguei. Agora levam-me a MIM e quando percebi, já era tarde.
Comentário 06.07.2008 - 14h28 - anónimo, Não a Lei da Selva
..."O voto de congratulação do PCP foi chumbado com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP."...BE e Verdes votaram também a favor do texto do PCP – que expressa satisfação pela libertação de Betancourt sem referir o nome das FARC e apela à negociação entre a guerrilha e o governo colombiano para que sejam libertados todos os prisioneiros. O voto de congratulação do PCP foi chumbado com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP"... "Na sua intervenção, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, defendeu que "o que se passa na Colômbia não pode ser reconfigurado às catalogações de organizações como terroristas feitas pela administração norte-americana". Bernardino Soares condenou os "assassinatos de sindicalistas" pelo governo da Colômbia – que o voto do PS, PSD e CDS-PP não menciona – e acusou os três partidos de "glorificarem" o regime de Álvaro Uribe.".......“Visão distorcida da democracia..."O PCP ficou hoje isolado durante um debate parlamentar sobre a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que estava refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), escusando-se a condenar essa organização e contestando que seja terrorista."
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Nota de Victor Nogueira >.
Quem tiver pachorra que leia os 328 comentários do Público - Muitos são repetições do mesmo texto do mesmo comentador. Não há pachorra. >ao menos o semi-tablóide Correio da Manhã só publicou um inifensivo texto meu a Falcão Machado, após 3ª limagem minha, Mas mérito se lhe seja reconhecido, mesmo que sejam centenas não há comentários repetidos. É a vida.
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Ingrid Betancourt em liberdade - Documento do PCP rejeitado pela Assembleia da República

Logo PCPO Grupo Parlamentar do PCP apresentou um voto de congratulação sobre «Ingrid Betancourt em liberdade». Do texto destaca-se que o resgate «coloca em evidência a gravidade da situação em que se encontram centenas de prisioneiros na posse da guerrilha e nas prisões do regime de Álvaro Uribe».





Actividade Parlamentar e Processo Legislativo


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Voto 163/X
Ingrid Betancourt em liberdade


Sexta, 04 Julho 2008




Número: 163
Legislatura: X
Sessão Legislativa: 3
Assunto: Voto de congratulação pela Ingrid Betancourt em liberdade
Tipo de Voto: Voto de congratulação
Autores

PCP

Data de Entrada | 2008-07-04
Votação


Rejeitado

Ingrid Betancourt em liberdade

(voto n.º 163/x)

Após seis anos de cativeiro na selva, é motivo de justa satisfação o regresso à liberdade de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana

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O resgate de Ingrid Betancourt coloca em evidência a gravidade da situação em que se encontram centenas de prisioneiros na posse da guerrilha e nas prisões do regime de Álvaro Uribe e a necessidade de encontrar uma solução humanitária.

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Assinale-se que, sistematicamente, o Governo da Colômbia tem vindo a sabotar negociações, mediadas por responsáveis de diversos países, no sentido da troca de prisioneiros entre as partes do conflito.

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Os complexos problemas em presença na Colômbia, exigem uma solução política e negociada de um conflito que se arrasta há mais de 40 anos, indissociável de um regime que promove o agravamento da exploração, da repressão e das perseguições, incluindo milhares de assassinatos e brutais torturas, fortemente condicionado pela ingerência política e militar da administração norte-americana.
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A necessidade de uma solução negociada para o conflito na Colômbia, torna-se ainda mais urgente num quadro em que os EUA o procuram radicalizar e instrumentalizar, como justificação para o reforço da presença de forças militares e como forma de desestabilização da região e dos países que a integram, com risco de escalada militar e ameaça à paz.


Nestes termos, a Assembleia da República:

  1. Congratula-se pelo regresso à liberdade de Ingrid Betancourt.

  2. Exprime o seu desejo de que a liberdade de Ingrid Betancourt possa contribuir para um caminho de paz para a Colômbia.

  3. Apela às partes envolvidas para que encetem negociações no sentido da libertação de todos os prisioneiros.

  4. Valoriza todos os esforços orientados para alcançar uma solução política negociada.

  5. Apela às partes para que se empenhem na busca de uma solução política negociada do conflito, que dura há mais de quatro décadas.

  6. Manifesta-se pelo respeito da soberania do povo colombiano na definição dos destinos do seu país.


Assembleia da República, em 4 de Julho de 2008



clicar na imagem para ler
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ADENDAS:
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Os “terroristas” – de Nelson Mandela às FARC

Miguel Urbano Rodrigues e a situação política na Colômbia

PCP - É cada vez mais evidente a existência de uma central de informação do império

As falsidades do Público do Ti Belmiro

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PCP não condena as FARC.

05 Julho 2008 - 06h42 | Baptista
Os políticos cada vez mais me desiludem.Esta posição tomada pelo PCP em relação às FARC assim como foram relativas à coreia de norte dizem-me que o PCP não condena os métodos para atinjir os fins.São de grande desumanismo.Parede
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05 Julho 2008 - 00h30 - Mundo (Correio da Manhã)
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FARC, Ingrid Betancourt e Uribe, narcotraficante?

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Uribe, Ingrid, as Farc, os Estados Unidos e os narcotraficantes
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Ingrid Betancourt e os leitores on line do Correio da Manhã


08 Julho 2008 - 09h00 - Teresa Caeiro

Operação perfeita

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» COMENTÁRIOS
08 Julho 2008 - 20h58 | Cristina Ferreira
Tal e qual. Adorei. Uma das mulheres mais brilhantes da política portuguesa.
08 Julho 2008 - 18h55 | Fernando Martins Vale
Parabéns Srª Deputada. Colocou o dedo na ferida da esquerda radical: para eles os fins justificam os meios. Curiosamente, diversos trabalhos que caracterizam a forma de pensar dos criminosos, referem o mesmo princípio para justificar os actos, seja o roubo, seja o terrorismo com fins políticos ou religiosos.
08 Julho 2008 - 18h42 | José Timão-Açores
Parece haver quem entende que só há merecimento no que é conseguido “de gatas”. Proceder de espinha direita, com razão, discernimento e verdade, serão méritos que, hoje em dia, a muitos não convirão. Acentuam diferenças.
08 Julho 2008 - 15h10 | Betatester
Amo-te Teresa. És linda minha popular preferida;)
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07 Julho 2008 - 00h30 - António Ribeiro Ferreira
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Ingrid Betancourt

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07 Julho 2008 - 15h52 | Adriana Duarte
Eu acho que Nickolas Sarcosi irá ser o primeiro ministro a separar-se duas vezes pois ele tem uma paixão recolhida pela Ingrid e os dois irão casar-se.
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05 Julho 2008 - 00h30 - Política

PCP não condena as FARC

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05 Julho 2008 - 06h42 | Baptista
Os políticos cada vez mais me desiludem.Esta posição tomada pelo PCP em relação às FARC assim como foram relativas à coreia de norte dizem-me que o PCP não condena os métodos para atinjir os fins.São de grande desumanismo.Parede
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05 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

Resgate de Ingrid foi pago pelos EUA

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» COMENTÁRIOS
05 Julho 2008 - 10h50 | Mário Joaquim
Não acham que a Ingrid está com muito bom aspecto, para quem há meia dúzia de dias teria que ser libertada imediatamente senão corria o risco de morrer? Ainda bem que foi libertada e é pena que não se façam operações destas para todos os raptados, ainda que nos tenham de atirar areia para os olhos. Torres Novas
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04 Julho 2008 - 20h26 - Mundo

França nega resgate por Ingrid

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» COMENTÁRIOS
05 Julho 2008 - 02h16 | victor venh
Estou mais que convencido que houve dinheiro envolvido,a Franca nunca admitira! Esta operacao e quase imposivel mesmo involvendo americanos!
04 Julho 2008 - 22h54 | cesar
Em democracia somos todos iguais na diferença. Quantos têm sido sequestrados, devolvidos, libertados, mortos e não têm merecido uma linha, um mínimo gesto de simpatia ou solidariedade.Não acredito na boa vontade gratuita nestes casos mediáticos
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04 Julho 2008 - 11h54 - Mundo

Israelitas ajudaram no resgate de Betancourt

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» COMENTÁRIOS
04 Julho 2008 - 21h41 | viriato
conselheiros militares israelitas=mossad.Aos poucos a verdade dos valentes colombianos vem sendo desmontada.Bom e depois há o dinheiro dos franceses.Cheira-me a ópera bufa.-faro

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03 Julho 2008 - 08h24 - Mundo

“Isto é um milagre”

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» COMENTÁRIOS
04 Julho 2008 - 02h26 | worldinare
Caro Manuel. Lamento mas está muito mal informado. Não é preciso ser comunista para saber que as FARC e o Partido Comunista Colombiano estão separados por não concordarem com a conduta da guerrilha que controla o comercio da cocaina e que assassina. O que o PCP deve dizer é o mesmo que os outros partidos o dizem. Já ninguem acredita nas historias fascistas sobre os comunistas papões!!
04 Julho 2008 - 00h25 | rosita
se a operação foi assim mesmo, parabéns à Colômbia e aos militares corajosos. A vida dos sequestrados deve ter sido um inferno.
03 Julho 2008 - 23h17 | victor venh
Diziam que estava a beira da morte!Estas bem gordinha!
03 Julho 2008 - 23h12 | viriato
será que este ano vêem á festa dos camaradas.cuidado!O Uribe está de olho neles.faro
03 Julho 2008 - 20h55 | Manuel Silva
Para quem tem as FARC como amigos o que tem o nosso PCP a dizer sobre a libertação desta refém? Muito provavelmente dirá que esta “imperialista” deveria passar mais uns anos na selva para completar a sua reeducação! Lisboa
03 Julho 2008 - 19h03 | mp
Que encontre a Paz ao lado dos seus queridos. desfrute pois bem merece MUITA SORTE.PARABÉNS A TODOS OS QUE CONTRIBUIRAM PARA A LIBERTAÇÃO.
03 Julho 2008 - 18h23 | Silvino
Bem pode agradecer aos EUA, sem o apoio deles ainda hoje estava na selva.
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15 Junho 2008 - 00h30 - Mundo

Guerrilheiro oferece Ingrid

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» COMENTÁRIOS
15 Junho 2008 - 23h20 | Mário João Vicente
Amor,ódio e traição.Aonde fica a verdadeira revolução?Bem,de revolução esta guerra de interesses não tem nada.Fora com os netos e bisnetos dos colonos(fraceses,japoneses,alemães,italianos...) na América Latina.

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Quarta-feira, Julho 09, 2008

Qual o verdadeiro enredo da peça de teatro de Ingrid Betancourt ?


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Só as notícias acima referidas tiveram os comentários que o CM on line publicitou
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Qual o verdadeiro enredo da peça de teatro de Ingrid Betancourt?


VERSÃO IMPRESSA
Palavra:

Exemplos: 11 de Setembro; Casa Pia; Maremoto;

Categoria:
Data: a
Edição:
  • 08 Julho 2008 - 09h00 - Teresa Caeiro

    Operação perfeita

    Essa gente está entre nós, sob a forma de grupos e partidos da esquerda radical e da esquerda conservadora(...)

  • 08 Julho 2008 - 00h30 - Leonor Pinhão

    A vida no palco

    Ingrid Betancourt diz que "é preciso uma encenação" para que "as pessoas compreendam" o seu cativeiro. Em Paris, no gozo dos seus primeiros dias de liberdade, Ingrid Betancourt anunciou que vai escrever uma peça de teatro sobre a dimensão da experiência que viveu. Não é novidade. Boa, má, ou assim-assim, não há arte que não nasça do sofrimento nem espectáculo que, de algum modo, não justifique a vida.(...)
  • 08 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

    Fidel quer reféns livres

    O ex-líder cubano Fidel Castro apelou às FARC que libertem incondicionalmente todos os reféns, mas sem depor as armas. As palavras de ‘El Comandante’, na sequência da libertação de reféns, incluindo Ingrid Betancourt, foram publicadas no diário ‘Juventud Rebelde’.(...)
  • 07 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

    Guarda de Ingrid entregou reféns

    (...)
  • 07 Julho 2008 - 00h30 - António Ribeiro Ferreira

    Ingrid Betancourt

    Foi uma semana extraordinária. Não neste sítio cada vez mais pobre, cada vez mais manhoso e cada vez mais mal frequentado. Por cá correu tudo dentro da mais triste normalidade. (...)
  • 06 Julho 2008 - 12h36 - Mundo

    Ingrid escreve peça de teatro

    A franco-colombiana Ingrid Betancourt anunciou este domingo que pretende regressar à Colômbia, onde escreverá uma peça de teatro sobre os seis anos que passou em cativeiro, sequestrada pelas FARC.(...)
  • 06 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

    Resgate em vídeo

    Escassas horas depois de uma rádio suíça ter posto em causa a versão oficial sobre a libertação de Ingrid Betancourt, noticiando que se tratou de uma encenação após ter sido pago um resgate pela ex-candidata presidencial, o Exército colombiano divulgou um vídeo da ‘Operação Jaque’. É a resposta de Bogotá a uma notícia que foi também negada pela própria refém libertada.(...)
  • 05 Julho 2008 - 14h42 - Mundo

    Ingrid sujeita a exames médicos

    A senadora Ingrid Betancourt chegou este sábado ao hospital militar de Val-de-Grâce de Paris para ser submetida a exames médicos, depois de ter estado em cativeiro durante seis anos.(...)
  • 05 Julho 2008 - 11h47 - Mundo

    EUA negam resgate por Ingrid

    O embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield, garantiu este sábado que não foi pago “nem um cêntimo, nem um dólar, nem um euro” pela libertação dos reféns que estiveram em poder das FARC, entre os quais se encontram três cidadãos norte-americanos e Ingrid Betancourt.(...)
  • 05 Julho 2008 - 00h30 - Política

    PCP não condena as FARC

    A polémica instalou-se ontem no Parlamento por causa de dois votos de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt, refém das FARC durante seis anos. O PCP foi o único grupo parlamentar que votou contra o texto conjunto de PS, PSD e CDS-PP. Até Os Verdes, que se coligam com o PCP, aprovaram o diploma.

    (...)
  • 05 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

    Resgate de Ingrid foi pago pelos EUA

    No dia em que Ingrid Betancourt chegou a França – "a sua segunda casa" – foi posta em causa a versão oficial da sua libertação pelo Exército colombiano. Segundo a rádio suíça RSR, toda a operação foi encenada pelos EUA, que pagaram vinte milhões de dólares pelo resgate. Uma notícia prontamente desmentida pelos governos de Paris e de Bogotá.

    (...)
  • 04 Julho 2008 - 20h26 - Mundo

    França nega resgate por Ingrid

    A França negou esta sexta-feira ter pago um alegado resgate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt.(...)
  • 04 Julho 2008 - 11h54 - Mundo

    Israelitas ajudaram no resgate de Betancourt

    Dois conselheiros israelitas participaram nos preparativos para a libertação de Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), segundo informações veiculadas esta sexta-feira por uma rádio militar israelita.

    (...)
  • 04 Julho 2008 - 08h52 - Última Hora

    Betancourt a caminho de Paris

    A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, libertada anteontem após mais de seis anos em cativeiro nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), partiu na noite de quinta-feira para Paris, onde deverá encontrar-se esta tarde com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
    (...)
  • 04 Julho 2008 - 00h30 - Mundo

    Como o Exército enganou as FARC

    Vinte e dois minutos e 13 segundos foi quanto durou a fase mais sensível da complexa missão de resgate de Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns das FARC. Foram os momentos mais difíceis, aqueles em que um pequeno deslize poderia ter deitado tudo a perder e transformar uma operação cuidadosamente preparada num banho de sangue. Mas o logro pacientemente gizado ao longo de meses pelos agentes colombianos infiltrados na guerrilha foi bem sucedido. "A operação foi perfeita", agradeceu Betancourt.

    (...)
  • 04 Julho 2008 - 00h30 - Carlos de Abreu Amorim

    Pediu laranjas

    O que fez Ingrid Betancourt para colher tanta simpatia? Ninguém saberá ao certo por que razão as pessoas se tornam símbolos muito para além da sua dimensão pessoal. Ingrid podia ter ficado comodamente em Paris mas quis lutar pela paz na sua pátria. (...)
  • 04 Julho 2008 - 00h30 - Francisco José Viegas

    Blog

    Os europeus, que construíram a figura do ‘bom selvagem’, edificaram também a estátua ao ‘bom revolucionário’. De um a outro a distância não é muita – até pelo facto de ambos se situarem na América Latina. Ao bom revolucionário estava entregue a tarefa de fazer as revoluções que a Esquerda tinha preguiça de fazer na Europa. (...)
  • 03 Julho 2008 - 17h44 - Última Hora

    Colômbia: Presidente pede libertação de reféns

    O presidente colombiano, Álvaro Uribe, apelou esta quinta-feira às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), para que libertem todos os reféns que ainda mantiverem em seu poder, a fim de ser dado inicio a um processo de negociação de paz.(...)
  • 03 Julho 2008 - 08h24 - Mundo

    “Isto é um milagre”

    “Deus, isto é um milagre”. Foram estas as palavras usadas por Ingrid Betancourt para descrever a operação que levou ao seu resgate. Pálida, magra, mas sorridente, a ex-candidata presidencial chegou ao início da madrugada desta quinta-feira ao aeroporto militar de Bogotá, onde se entregou nos braços da mãe e do marido depois de mais de seis anos em cativeiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).(...)
  • 03 Julho 2008 - 00h14 - Mundo

    Ingrid Betancourt libertada

    A antiga candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada há mais de seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), foi ontem libertada numa operação do Exército colombiano numa zona do sudoeste do país, anunciou em Bogotá o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Juntamente com a senadora Betancourt, foram resgatados outros 14 reféns, incluindo três norte-americanos, um deles o luso-descendente Marc Gonçalves, sequestrado em 2003.

    (...)

  • 02 Julho 2008 - 20h38 - Mundo

    Ingrid Betancourt libertada

    A franco-colombiana Ingrid Betancourt foi resgatada do cativeiro das FARC, em bom estado de saúde, numa operação militar levada a cabo pelo Exército colombiano, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.(...)
  • 22 Junho 2008 - 00h30 - Paulo Nogueira

    Os dinossauros excelentíssimos

    “Soares ouviu Chávez embevecido e em troca foi chamado de Don Mário”.(...)
  • 15 Junho 2008 - 00h30 - Mundo

    Guerrilheiro oferece Ingrid

    O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, revelou ontem que um guerrilheiro das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) quer libertar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e outros reféns, que estão em seu poder, em troca de não ser extraditado para os EUA.

    (...)
  • 09 Junho 2008 - 16h44 - Mundo

    Exército avista reféns das FARC

    Três norte-americanos, um dos quais luso-descendente, que estão reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), foram localizados por militares do Exército colombiano, que decidiram não intervir para não os colocar em risco, anunciou esta segunda-feira o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.(...)