A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, março 22, 2011

Altamiro Borges: a força e os limites da blogosfera

Mídia

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Vermelho - 22 de Março de 2011 - 14h38
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Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo!

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Por Altamiro Borges

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Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Num meio ainda não totalmente controlado pelas corporações capitalistas é possível desencadear ações contra-hegemônicas e quebrar o “pensamento único” emburrecedor da velha mídia. Desde Seattle, quando manifestações contra a rapina imperial foram convocadas basicamente pela internet, este fenômeno chama a atenção dos atores sociais. De lá para cá, o acesso à rede só se ampliou – no mundo e no Brasil.
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Uma arma poderosa
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Nas recentes convulsões populares no mundo árabe, que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito – sempre tratados como “amigos do Ocidente” pela mídia tradicional – a internet foi uma arma poderosa. Ela não produziu as “revoluções”, mas ajudou a detoná-las. Agora mesmo, na Líbia, há uma guerra de informações da globosfera, acompanhada da real e sangrenta guerra dos mísseis. A internet faz parte hoje da guerra, virtual e real, que se trava nas sociedades. Não dá para desconhecer esta nova realidade.
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Os meios tradicionais de comunicação, hegemonizados por poucas corporações – no máximo 40, segundo recentes estudos sobre a crescente monopolização da mídia mundial –, não detêm mais o monopólio da informação. Os avanços tecnológicos abriram brechas, mesmo que temporárias, nesta frente estratégia da luta de idéias. Jornais e revistas da oligarquia estão falindo devido ao maior acesso à internet. Mesmo as redes televisão sofrem com a migração para este novo meio, principalmente da juventude.
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A força da blogosfera
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No Brasil, esta realidade é bem palpável. Nas eleições presidenciais de outubro passado, a chamada blogosfera progressista jogou papel de relevo na encarniçada disputa. As manipulações dos impérios midiáticos, que se transformaram em cabos eleitorais do candidato da direita, foram desmascaradas online pela internet. No auge da campanha fascistóide, de baixarias e de falsos moralismos, os blogs independentes atingiram mais de 40 milhões em audiência, segundo pesquisa recente.
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O impacto foi devastador. José Serra, o candidato do Opus Dei e o preferido do império, conforme telegrama vazado pelo WikiLeaks, usou vários palanques para atacar o que ele chamou, pejorativamente, de “blogs sujos”. Já o presidente Lula, sofrendo violento cerco da ditadura midiática, produziu vídeo para estimular a produção independente dos blogueiros. Na guerra de informações, a internet foi decisiva para desmascarar a direita e para mostrar o real significado da candidatura lulista de Dilma Rousseff.
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Passos na organização dos blogueiros
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Neste intenso processo da luta de classes, com a centralidade a batalha eleitoral, a blogosfera progressista deu os primeiros passos para a sua organização no Brasil – de forma autônoma. Em agosto passado, mais de 330 blogueiros e twitteiros realizaram o seu primeiro encontro nacional, em São Paulo. Neste evento histórico, eles decidiram lutar pela democratização da comunicação, contra qualquer tipo de censura à internet, e por políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade informativas.
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Fruto deste encontro histórico, os blogueiros progressistas quebraram a monopólio da mídia tradicional e realizaram a primeira entrevista coletiva com um presidente da República, Lula, em novembro passado. A velha mídia até tentou desqualificar o evento inédito, numa crise de “ciúme” ridícula. Na prática, ela sentiu o baque de uma mudança de paradigma que está em curso. Parafraseando o revolucionário italiano Antonio Gramsci, a coletiva com Lula evidenciou que “o velho está morrendo e o novo ainda não acabou de nascer”.
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Os desafios do futuro
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O segundo encontro nacional de blogueiros progressistas está agendado para junho próximo, em Brasília. Nele não haverá mais o fator galvanizador que estimulou o primeiro – a luta contra a mídia golpista, que se transformou no “partido do capital” durante o pleito presidencial. O desafio será encontrar novos pontos de unidade na enorme diversidade existente na rede. Sem verticalismo e estruturas hierarquizadas, este movimento amplo e plural tem muito a contribuir na luta pelo avanço da democracia no Brasil.
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Os blogueiros progressistas, que hoje já constituem uma vasta e influente rede no país, podem amplificar a luta pela democratização dos meios de comunicação. Está na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório da mídia, que garanta a verdadeira liberdade de expressão para os brasileiros – e que não se confunde com a “liberdade de empresa” dos monopólios midiáticos. Também está em curso a discussão sobre a liberdade na internet, com investidas da direita contra este direito libertário.
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Além de interferir nestas batalhas estratégicas, os blogueiros precisam ampliar sua capacidade de interferir na luta de idéias contra-hegemônicas na sociedade. É preciso que “floresçam mil flores”, que surjam mais e melhores blogs independentes, garantindo maior diversidade e pluralidade informativas. É urgente também qualificar os nossos instrumentos, produzindo conteúdos jornalísticos de qualidade. Para isso, é preciso encontrar caminhos de sustentação financeira da blogosfera, que potencializem essa nova militância virtual.
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Riscos de retrocesso
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A internet abriu brechas para novas vozes se expressarem na sociedade. Mas ela não deve ser idealizada. Quem detém maior audiência são os portais de notícia e entretenimento dos mesmos grupos midiáticos. A publicidade, que cresce na rede (nos EUA, ela superou pela primeira vez na história os anúncios nos jornais impressos), é totalmente sugada pelos barões da mídia. Ou seja: a internet é um campo de disputa. Sem ampliar e qualificar sua produção, a blogosfera progressista será derrotada, falará para seus nichos.
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Além disso, a tecnologia não é neutra. Os monopólios da comunicação, que tornam reféns vários governos, já estudam mecanismos para cercear a liberdade na rede. Barack Obama, que a cada dia se revela um falso democrata, já enviou ao Congresso dos EUA um projeto para “vigiar” a internet. No Brasil, um parlamentar do bloco neoliberal-conservador, Eduardo Azeredo (PSDB), também se apressou em copiar o império e já apresentou projeto para abortar a neutralidade na rede. Os embates neste campo tendem a crescer.
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quinta-feira, abril 23, 2009

Fidel rejeita "democracia capitalista" de Obama



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O líder cubano Fidel Castro acusou, nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de mentir para justificar a manutenção da política de Washington em relação à Cuba, e descartou a introdução de uma "democracia capitalista" na Ilha.


"Nós entenderíamos melhor as limitações reais que o novo presidente dos Estados Unidos tem para introduzir mudanças na política de seu país em relação a nossa pátria se ele não recorrese à mentira para justificar suas ações", disse Castro em um artigo publicado no site oficial Cubadebate.

O ex-presidente cubano criticou Obama por manter o embargo imposto a Cuba em 1962 e por prosseguir com as políticas de seu antecessor, George W. Bush, a exemplo da rádio e da televisão que transmitem mensagens anticastristas à Ilha.

"Devemos aceitar o direito dos Estados Unidos de manter o bloqueio durante um período geológico até trazer a democracia capitalista a Cuba?, - ironizou o líder comunista.

Fidel Castro destacou que "o bloqueio sequer foi mencionado" na declaração final da recente Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que não foi firmada, especialmente, pela divergência em torno de Cuba, pois os presidentes latino-americanos pediam uma referência contra o embargo.

Fidel assinalou que seu aliado, o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, com quem se reuniu na véspera, lhe contou que Obama "circulava por todas as partes para obter apoio das pessoas e influenciá-las, sugestionando-as com seu poder e seus agrados", durante a Cúpula.

O ex-presidente da ilha disse ainda que Cuba coopera com diversos países do mundo e resgatou que seu país lutou contra o colonialismo na África e o Apartheid, aliado dos Estados Unidos. E que, pasa isso, Cuba não impôs condições, uma referência ao fato de Obama dizer que espera mudanças na ilha para poder discutir o fim do bloqueio. "Não fizemos isso à procura de influências e de apoio. Foram os princípios que sustentam nossa luta e nossa resistência", colocou Fidel.

"Não pedimos a democracia capitalista na qual você se formou e na qual, sinceramente e com todo o direito, acredita. Também não pretendemos exportar nosso sistema político aos Estados Unidos", diz Fidel a Obama.

Leia abaixo a íntegra do artigo:

Reflexões do companheiro Fidel

A reunião da cúpula e a mentira

Algumas das coisas que Daniel me disse seriam difíceis de acreditar se não fosse ele a contá-las e não fosse uma Reunião de Cúpula das Américas onde aconteceram.

O insólito é que não houve tal consenso em relação ao documento final. O grupo da Alba não o subscreveu; assim o fez constar no último contato com Obama, na presença de Manning e do resto dos líderes, na manhã de 19 de abril.

Nessa reunião, falaram Chávez, Evo e Daniel sobre o tema com absoluta clareza.

Pareceu-me que Daniel exprimiu uma queixa amarga quando, no dia da inauguração da Cúpula, disse em seu discurso: “…Acho que o tempo que estou tomando é muito menor que o tempo que tive de estar, três horas, esperando no aeroporto dentro do avião.”

Perguntei-lhe a respeito e me contou que seis dirigentes de alto nível tiveram que esperar na pista: Lula, do Brasil; Harper, do Canadá; Bachelet, do Chile; Evo, da Bolívia; Calderón, do México e ele, que era o sexto. Motivo? Os organizadores, num ato de adulação, assim o decidiram para receber o Presidente dos Estados Unidos.

Daniel permaneceu as 3 horas dentro do caloroso avião de LACSA, ao ser retido no aeroporto sob o sol radiante do Trópico.

Explicou-me o comportamento dos principais líderes presentes na Reunião de Cúpula, os problemas fundamentais e específicos de cada um dos países da América Latina e do Caribe. Nele não se viu rancor algum. Estava seguro, tranqüilo e compreensivo.

Lembrei-me dos tempos da guerra suja de Reagan, as milhares de armas lançadas por ele contra a Nicarágua, as dezenas de milhares de mortos, a minagem dos portos, o emprego das drogas por parte do governo dos Estados Unidos para eludir as disposições do Congresso, proibindo fundos para financiar aquela guerra cínica.

Não passamos por alto a criminosa invasão ao Panamá ordenada por Bush pai, a horrível chacina de El Chorrillo, os milhares de panamenhos mortos, a invasão da pequena Granada com a cumplicidade de outros governos da região, fatos bastante recentes na trágica história no nosso hemisfério.

Em cada um dos crimes estava a mão peluda da OEA, principal cúmplice das brutais ações da grande potência militar e econômica contra os nossos povos empobrecidos.

Contou-me do prejuízo que o narcotráfico e o crime organizado ocasionam aos países da América Central, o tráfico de armas norte-americanas, o imenso mercado que impulsiona essa atividade tão nociva para as nações da América Latina e do Caribe.

Contou-me das possibilidades geotérmicas da América Central como um recurso natural de grande valor. Considera que a Nicarágua, por essa via, poderia atingir uma capacidade de geração equivalente a dois milhões de quilowatts/hora. Hoje sua capacidade total de geração elétrica, incluídas as diversas fontes de energia, apenas atinge 700 mil quilowatts/hora e são freqüentes os blecautes.

Falou da capacidade da Nicarágua para produzir alimentos, do preço do leite que é distribuído a um terço do que cobram nos Estados Unidos, ainda que os salários nesse país sejam dezenas de vezes mais altos.

Nossa conversa girou em torno disso e a outros temas práticos. Em nenhum momento o vi rancoroso e ainda menos sugerir medidas extremistas no tema econômico. Está bem informado e analisa com grande realismo o que pode e deve ser feito.

Expliquei-lhe que muitas pessoas no nosso país não tinham podido escutar seu discurso por questões de horário e a falta de informação oportuna relativamente à Reunião de Cúpula, que por tal motivo lhe pedia que aceitasse explicar, em um programa da televisão, os temas de mais interesse relacionados com a Cúpula das Américas, a um painel integrado por três jornalistas jovens, os que com certeza serão do interesse de muitos latino-americanos, caribenhos, norte-americanos e canadenses.

Daniel conhece muitas possibilidades concretas de melhorar as condições de vida do povo da Nicarágua, um dos cinco países mais pobres do hemisfério, como conseqüência das intervenções e da pilhagem dos Estados Unidos. Agradou-lhe a vitória de Obama e o observou bem na Cúpula. Não lhe agradou seu comportamento na reunião. “Movimentava-se por todos os lados - disse-me -, procurando as pessoas para influir sobre elas, sugestionando-as com seu poder e seus afagos.”

É claro que para um observador à distância, como era meu caso, percebia-se uma estratégia concertada para exaltar as posições mais afins aos interesses dos Estados Unidos e mais opostas às políticas partidárias das mudanças sociais, da unidade e da soberania dos nossos povos. O pior, a meu ver, foi a manobra de apresentar uma declaração supostamente apoiada por todos.

O bloqueio a Cuba nem sequer foi mencionado na Declaração Final e o Presidente dos Estados Unidos a utilizou para justificar suas ações e encobrir supostas concessões de sua Administração a Cuba. Nós compreenderíamos melhor as limitações reais que o novo Presidente dos Estados Unidos tem para introduzir mudanças na política de seu país para com nossa Pátria, se ele nâo recorresse à mentira para justificar suas ações.

Por acaso devemos aplaudir a agressão de nosso espaço televisivo e radial, o uso de tecnologias sofisticadas para invadir esse espaço desde grandes alturas e aplicar a mesma política de Bush contra Cuba? Devemos aceitar o direito dos Estados Unidos para manter o bloqueio durante um período geológico até trazer a democracia capitalista a Cuba?

Obama confessa que os líderes dos países latino-americanos e caribenhos lhe comentam em todas as partes a respeito dos serviços dos médicos cubanos, porém expressa que: “…Isto é um recordatório para nós nos Estados Unidos, de que se nossa única interação com muitos países é a luta contra a droga, se nossa única interação é militar, então é possível que não estejamos desenvolvendo conexões que com o tempo possam aumentar nossa influência e ter um efeito benéfico quando tenhamos necessidade de fazer avançar políticas de nosso interesse na região.”

No subconsciente, Obama compreende que Cuba goza de prestígio pelos serviços de seus médicos na região e até lhe dá mais importância que nós próprios. Talvez nem sequer lhe informaram que Cuba enviou seus médicos não só para a América Latina e o Caribe, mas também a numerosos países da África, a países asiáticos, em situação de catástrofes, a pequenas ilhas da Oceania como Timor-Leste e Quiribati, ameaçadas com ficar sob as águas se o clima mudar e inclusive ofereceu enviar, em questão de horas, uma brigada médica completa para socorrer as vítimas do Katrina quando grande parte de Nova Orleans ficou desamparada debaixo das águas e haveriam podido salvar muitas vidas. Milhares de jovens selecionados de outros países foram formados como médicos em Cuba, dezenas de milhares mais se estão preparando.

Mas não temos cooperado apenas no domínio da saúde, também no da educação, no esporte, na ciência, na cultura, na poupança de energia, no reflorestamento, na proteção do meio ambiente e noutros campos. Os órgãos das Nações Unidas poderiam dar fé disto.

Mais uma coisa: sangue de patriotas cubanos se derramou na luta contra os últimos baluartes do colonialismo na África e na derrota do Apartheid, aliado dos Estados Unidos.

O mais importante de tudo, já o disse Daniel na Cúpula, é a ausência total de condicionalidade na contribuição de Cuba, a pequena Ilha que os Estados Unidos bloqueiam.

Não o fizemos à procura de influências e de apoio. Foram os princípios que sustentam nossa luta e nossa resistência. O índice de mortalidade infantil em Cuba é menor que o dos Estados Unidos; há muito tempo que não há analfabetos; as crianças brancas, negras ou mestiças freqüentam todos os dias a escola; dispõem de idênticas possibilidades de estudo, incluídas aquelas que precisam de uma educação especial.

Não temos alcançado toda a justiça, mas sim o máximo de justiça possível. Todos os membros da Assembleia Nacional são candidatados e eleitos pelo povo; vota mais de 90% da população com direito ao voto.

Não solicitamos a democracia capitalista na qual você se formou e na qual acredita sinceramente e com todo o direito.

Não pretendemos exportar nosso sistema político aos Estados Unidos.

Fidel Castro Ruz

in Vermelho -22 de abril de 2009 -
23 DE ABRIL DE 2009 - 09h20

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