A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, fevereiro 15, 2011

Banco Mundial: alta nos alimentos levou 44 milhões à pobreza

Economia

Vermelho - 15 de Fevereiro de 2011 - 18h27
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O aumento constante dos preços internacionais dos alimentos foi um dos fatores responsáveis por levar cerca de 44 milhões de pessoas à situação de pobreza nos países em desenvolvimento desde junho. A conclusão é de um levantamento realizado pelo Banco Mundial divulgado nesta terça-feira (15).
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De acordo com a última edição do relatório Food Price Watch, o índice de preços do banco subiu 15% entre outubro de 2010 até o último mês de janeiro. Ou seja, uma elevação de 29% em relação ao calculado no ano passado, e apenas 3% abaixo do recorde atingido em 2008.

"Os preços globais dos alimentos estão subindo para níveis perigosos e ameaçam dezenas de milhões de pessoas pobres no mundo", afirmou no comunicado o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

“O aumento dos preços já levou milhões para a situação de pobreza e pressiona os que se encontram em situação mais vulnerável, que gastam mais da metade de suas rendas em comida”,a firmou.

O principal vilão responsável por alavancar o aumento é o setor de grãos, que teve seus preços duplicados entre junho e janeiro. No caso do milho, chegou a 73%, enquanto o valor do arroz ficou abaixo da média dos outros grãos. Açúcar e óleos de cozinha também tiveram aumento considerável.

De acordo com o relatório, dois fatores foram preponderantes para evitar que os resultados obtidos fossem ainda piores do que os registrados em 2008. Um foi o bom ano de colheitas em diversos países africanos, o que manteve os preços estáveis na região, especialmente no caso do milho. Outro foi que o aumento dos preços globais do arroz conseguiu ser contido e o cenário desse mercado permanece estável.

O Banco considera em situação de pobreza as pessoas que ganham menos de US$ 1,25 por dia.

Fonte: Opera Mundi
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Berlusconi chama de "subversivas" manifestações contra ele

Mundo

Vermelho - 14 de Fevereiro de 2011 - 15h27

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou nesta segunda-feira (14) que os protestos realizados por mulheres contra ele foram uma manifestação intransigente e partidária.

"Me pareceu um pretexto para sustentar uma tese jurídica que não tem nenhuma base na realidade", disse o premier, acrescentando que as manifestações ocorreram "contra a minha pessoa, da parte de uma esquerda que extrapola qualquer meio para me abater".  "Foram mobilizações subversivas e partidárias contra mim", completou ele.

Leia também
No domingo (13), centenas de mulheres foram às ruas de diversas cidades italianas protestar contra Berlusconi, a quem elas acusam de denegrir a reputação feminina. O movimento foi intitulado de ‘Se não agora, quando?’.

Denúncias

O primeiro-ministro italiano é investigado pela Procuradoria de Milão pela suspeita de ter mantido relações sexuais com menores de idade, entre elas a marroquina Karima "Ruby" El Mahroug. Os promotores acreditam que a garota participou de festas realizadas no ano passado na casa do chefe de Governo em Arcore.

"Todas as mulheres que tiveram oportunidade de me conhecer sabem quanta consideração e respeito eu tenho por elas", disse Berlusconi, em entrevista a um programa televisivo local.

Na semana passada, a Procuradoria de Milão pediu o julgamento imediato do primeiro-ministro. Os promotores afirmam que o pedido se sustenta pela "evidência de prova" contra o chefe de governo.

Fonte: Opera Mundi
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sexta-feira, julho 16, 2010

Declaração soviética provoca ruptura com chineses em 1963

Mundo


A divisão comunista: a vermelho a URSS e seus aliados; a amarelo a China e seus aliados (Camboja e Albânia); a negro outros regimes comunistas. - anos 1960
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Vermelho - 15 de Julho de 2010 - 19h41

As relações entre a União Soviética e a China atingem o ponto de ruptura em 15 de julho de 1963 assim que os dois governos adotam um irado debate ideológico a respeito do futuro do comunismo. Os Estados Unidos, à espreita, se deliciavam ao abrir-se um fosso entre as duas superpotências socialistas.

Por Max Altman, no Opera Mundi

Em meados de 1963, funcionários da União Soviética e da República Popular da China reúnem-se em Moscou para tentar soldar a fissura ideológica que se estava abrindo. O governo chinês mostrava-se abertamente crítico quanto ao que entendia ser o crescimento das “tendências contra-revolucionária” na União Soviética.

Em particular, a China estava descontente com a política da União Soviética de cooperação com o Ocidente. De acordo com uma declaração pública expressada pelo governo chinês em 14 de junho de 1963, uma política muito mais agressiva e militante se fazia necessária a fim de espraiar em todo o mundo a revolução comunista.

Não poderia haver “coexistência pacífica” com as forces do capitalismo e a declaração repreende os russos por tentar alcançar um entendimento diplomático com o Ocidente, em especial com os Estados Unidos.

Exatamente um mês mais tarde, à medida que os encontros de Moscou continuavam a se deteriorar em meio a uma atmosfera de mútua suspicácia e recriminação, o governo soviético emite uma fervente refutação a uma anterior declaração chinesa.

Os russos concordam que o comunismo mundial é ainda a meta final, porém novas políticas são necessárias. A “coexistência pacífica” entre as nações comunistas e as capitalistas é essencial numa era atômica e a declaração soviética afirmava com todas as letras que “Nós sinceramente desejamos o desarmamento.”

A declaração soviética referiu-se também à Crise dos mísseis em Cuba de outubro de 1962, em que a União Soviética ajudou no estabelecimento de bases de mísseis nucleares em território cubano. Sob pressão dos Estados Unidos as bases foram retiradas.

De acordo com os chineses, a União Soviética capitulou diante dos Estados Unidos. Essa não era a opinião de Moscou. As bases de mísseis haviam sido implantadas para deter uma possível invasão de Cuba pelos Estados Unidos.

Uma vez que Washington se comprometeu a abster-se de tal ação, as bases foram retiradas a fim de evitar uma Guerra nuclear absolutamente desnecessária. Este era um tipo de “cálculo responsável”, indicou a União Soviética, fundamental nas relações internacionais modernas.

Fonte: Opera Mundi
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  • Concessões e traições

    16/07/2010 15h14 A mesma China que acusou a ex-URSS de coexistência pacífica com o ocidente é a mesma que hoje usa do expediente de co-existência e atrelamento econômico aos E.U.A. A URSS trocou seus mísseis em Cuba pelos mísseis ianques na Turquia, quem ganhou ou perdeu nesse episódio não sei, mas ainda estamos vivos. Penso que o melhor seria não ter cedido à época, mas o poder estava nas mãos do Kruchev e não mais de Stálin e nem de seus verdadeiros sucessores: Molotov, Béria(este fuzilado por kruchev). O pouco que resta hoje de "socialismo"(como deturparam o conceito filosófico do mesmo), é a China com seu capitalismo disfarçado de socialismo de mercado. Seria preciso uma nova Revolução Cultural na China e punir os revisionistas chineses. Não adianta querer tapar o sol com a peneira.

    Carlos Loyo
    São Paulo - SP

  • O conflito sino-soviético

    16/07/2010 8h16 Realmente, o texto está muito conciso e o autor não foi capaz de contextualizar adequadamente a questão fundamental que levou à ruputura sino-soviética. Eu, sincesaramente, gostaria muito de ver um artigo mais detalhado sobre esta questão. Não tenho argumentos sólidos para decidir sobre quem estava certo nesta contenda. Mas, de uma coisa estou certo, e posso concordar com o texto: os EUA desejavam uma ruptura naquele estilo e devem ter se sentidos muito gratificados. A ruptura sino-soviética me parece ter sido uma das maiores tragédias política do século XX. Um campo socialista unificado do Elba, no centro da Europa, aos mares da China, no Extremo Oriente, poderia ter se transformado num baluarte invencível frente às manobras traiçoeiras do imperialismo norte-americano. Assim, provavelmente, o Muro de Berlim não teria caído e a humanidade poderia estar caminhando firmemente para a construção do socialismo em escala mundial.

    José Lourenço Cindra
    Guaratinguetá - SP

  • Matéria deseducativa

    16/07/2010 2h49 Não entendí por que publicar uma matéria fora de contexto completamente. Ela é, rigorosamente, falsa. Se era para fazer um resumo tão atrapalhado da polêmica de 1963 e da chamada crise dos mísseis pelo menos deveria se respeitar os argumentos das duas partes.

    josé vieira loguercio
    porto alegre - RS

  • Declaração soviética provoca ruptura

    15/07/2010 22h52 Para quem viveu esta época e participou das discussões, o texto soa excessivamente simplista. Não se trata de criticar entendimentos diplomáticos, mas de criticar o início da capitulação. Este foi o início de um processo que terminou com Gorbachev e a destruição da URSS.

    Francisco Parentes Corrêa
    Niterói - RJ
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    ver no D'Ali e D'Aqui
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    O Imperialismo e a Revolução - Enver Hoxha - Abril de 1978

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sexta-feira, janeiro 22, 2010

Carl Lindskoog: O que você não ouve sobre o Haiti, mas deveria



 

América Latina

Vermelho - 18 de Janeiro de 2010 - 11h04

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Nas horas seguintes ao terremoto que devastou o Haiti, CNN, New York Times e outras importantes agências de notícias adotaram a mesma interpretação para a grave destruição: o terremoto de 7 graus foi tão devastador porque atingiu uma zona urbana extremamente povoada e pobre. Casas “construídas umas em cima de outras” e feitas pelo próprio povo pobre fizeram da cidade um local frágil. 

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Por Carl Lindskoog*, em Opera Mundi

Os muitos anos de subdesenvolvimento e caos político do país fizeram com que o governo haitiano estivesse mal preparado para responder a um desastre desse tipo. É verdade. Mas essa não é toda a história. O que falta é uma explicação do motivo de existirem tantos haitianos vivendo dentro e nos arredores de Porto Príncipe e de tantos deles serem forçados a sobreviver com tão pouco.
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Na verdade, até quando uma explicação é dada, muitas vezes é escandalosamente falsa, como o depoimento de um ex-diplomata norte-americano à CNN dizendo que a superpopulação de Porto Príncipe estava prevista pelo fato de que haitianos, como a maioria no Terceiro Mundo, não sabem nada sobre controle de natalidade.
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Pode assustar os norte-americanos, famintos por notícias, saber que essas condições que a mídia atribui corretamente ao aumento do impacto deste tremendo desastre foi em grande parte produto da política de Washington e seu modelo de desenvolvimento.
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De 1957 a 1971, os haitianos viviam sob à sombra escura de "Papa Doc" Duvalier, um ditador cruel que tinha apoio dos EUA porque era visto pelos norte-americanos como um anti-comunista confiável. Depois de sua morte, o filho de Duvalier, Jean-Claude "Baby Doc", tornou-se presidente vitalício aos 19 anos de idade e governou o Haiti até que finalmente foi derrubado em 1986. Foi nas décadas de 1970 e 1980 que Baby Doc, o governo dos EUA e a comunidade empresarial trabalharam juntos para colocar o Haiti e a capital do país nos trilhos.
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Depois da posse de Baby Doc, planejadores norte-americanos dentro e fora do governo iniciaram seus planos de transformar o Haiti na “Taiwan do Caribe”. Este pequeno e pobre país situado convenientemente perto dos EUA foi instruído a abandonar o passado agrícola e a desenvolver um forte setor industrial de exportação orientada. Ao presidente e seus aliados, foi dito que este era o caminho para a modernização e o desenvolvimento econômico.
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Planos da Usaid
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Do ponto de vista do Banco Mundial e da Agência para Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid), o Haiti era um candidato perfeito para uma reforma neoliberal. A pobreza enraizada do povo haitiano poderia ser usada para forçá-lo a trabalhar por baixos salários costurando bolas de beisebol e montando outros produtos.
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Mas a Usaid também tinha planos para a zona rural. Não eram somente as cidades que se tornariam bases de exportação, mas também o campo, com a agricultura haitiana reformulada com as linhas de exportação orientada e produção baseada no mercado. Para realizar isso, a Usaid, ao lado de industriais urbanos e grandes proprietários, trabalhou para criar instalações de agroprocessamento, mesmo enquanto eles aumentavam a prática de dumping para produtos agrícolas excedentes dos Estados Unidos ao povo haitiano.
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Essa “ajuda” dos norte-americanos, juntamente com mudanças estruturais no campo de maneira previsível, forçaram os camponeses haitianos que não poderiam sobreviver ali a migrar para as cidades, especialmente para Porto Príncipe, onde os novos trabalhos na indústria supostamente estariam. No entanto, quando eles chegaram lá, não encontraram emprego suficiente para todos na indústria. A cidade ficou cada vez mais lotada. As favelas se expandiram. E para satisfazer a necessidade de habitação de camponeses desalojados, casas foram sendo erguidas rapidamente e a um preço mais baixo, algumas vezes “umas em cima das outras”.
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Muito tempo atrás, porém, planejadores norte-americanos e elites haitianas decidiram que talvez seu modelo de desenvolvimento não funcionaria tão bem no Haiti, e o abandonaram. No entanto, as consequências dessas mudanças lideradas pelos norte-americanos continuam.
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Na tarde e noite de 12 de janeiro de 2010, quando o Haiti vivenciou o terrível terremoto, depois do abalo não havia dúvidas que a destruição foi profundamente agravada pela real superpopulação e pobreza de Porto Príncipe e arredores. Mas os norte-americanos chocados podem fazer mais que balançar a cabeça e, com piedade, fazer uma doação. Eles podem confrontar a responsabilidade do seu próprio país pelas condições de Porto Príncipe que aumentaram o impacto do terremoto, e admitir o papel dos EUA de impedir o Haiti de alcançar um desenvolvimento significativo.
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Aceitar a história incompleta do Haiti oferecida pela CNN e pelo The New York Times é culpar os haitianos por terem sido vítimas de um esquema que não foi criado por eles. Como John Milton escreveu, “eles, que tiraram os olhos das pessoas, são aqueles que as reprovam por sua cegueira”.
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* Carl Lindskoog é ativista da cidade de Nova York e historiador doutorando da City University of New York. Artigo originalmente publicado no site Common Dreams. 

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quarta-feira, janeiro 20, 2010

Cuba rejeita inclusão pelos EUA em lista de países “terroristas”



Mundo

Vermelho - 5 de Janeiro de 2010 - 15h51

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O Escritório de Interesses Cubanos em Washington assegurou que o governo de Cuba coopera com a luta internacional contra o terrorismo e rejeitou sua inclusão pelos Estados Unidos na lista de países que incentivam esse tipo de crime. 

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Em declarações à Agência Efe, o porta-voz do Escritório de Interesses Cubanos em Washington, Alberto González, disse que seu país "cumpriu, cumpre e cumprirá com as medidas de segurança reconhecidas internacionalmente para estes casos".
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Segundo González, Cuba "não reconhece autoridade moral alguma do governo dos EUA para certificar sua inclusão e a dos cubanos neste tipo de lista".
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O porta-voz do Escritório de Interesses Cubanos em Washington acrescentou que "o território cubano jamais foi utilizado para organizar, financiar ou executar atos terroristas contra os EUA ou qualquer outro Estado".
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Nesse sentido, sugeriu que a inclusão de Cuba na "lista negra" tem cunho político, porque Washington "não pode citar um só ato ou intenção terrorista que tenha vindo de território cubano".
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Segundo Gonzales, Cuba foi "vítima de violência e terrorismo" de pessoas como Luis Posada Carriles, acusado por Havana da explosão de um avião cubano e que permanece nos Estados Unidos por infrações migratórias.
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Em abril de 2009, o Departamento de Estado americano decidiu manter Cuba em sua lista por considerar que membros de grupos como ETA, Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) "permaneceram em Cuba em 2008".
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Segurança
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Após o fracassado atentado contra um voo que pousaria em Detroit no último dia do Natal, os EUA aumentaram a revista de passageiros estrangeiros, em particular os de Cuba, Irã, Sudão e Síria, países que acusa de incentivar o terrorismo.
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Também passarão por revistas mais intensas nos aeroportos americanos os passageiros de "países de interesse", cuja lista inclui Afeganistão, Argélia, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália e Iêmen.
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Fonte: Opera Mundi

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domingo, janeiro 17, 2010

Breno Altman: O mito da queda do muro



 

Mundo

Vermelho - 23 de Novembro de 2009 - 19h52

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A propaganda moderna é um moedor de cérebros. Especialmente quando se trata do estabelecimento de valores, idéias e informações a serviço dos detentores do poder político, econômico e midiático. A queda do Muro de Berlim talvez seja o caso mais proeminente desse arrastão mental. Forjou-se, sobre esse tema, um senso comum de amplo espectro.

À derrubada do muro famoso passaram a estar associadas imagens de liberdade, irmandade, felicidade, prosperidade. Tudo o que antes existia, na banda oriental, virou símbolo cinzento de autoritarismo, atraso, desespero, violência. Há poucos registros, como a queda do muro, de um evento que tenha sido celebrado por forças políticas e culturais tão diversas.
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A euforia da direita era natural: o episódio marcava, afinal, o desfecho vitorioso de um longo processo de antagonismo, iniciado a partir da revolução russa. Para importantes setores de esquerda, por outro lado, soava a hora de se afastar definitivamente de qualquer vínculo com a primeira experiência socialista e buscar espaço no admirável mundo novo que se anunciava. Muitas vezes às custas de renegar sua própria história.
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Mas, depois de vinte anos, há uma pergunta simples parada no ar: o mundo está melhor ou pior que em 1989? Qualquer resposta respeitável sobre o tema está obrigada, no mínimo, a substituir o discurso da esperança e a denúncia do sistema derrotado pela análise dos fatos concretos que sucederam e consolidaram essa formidável virada no cenário internacional.
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A primeira faceta a analisar é a economia, terreno no qual o capitalismo restaurado mais prometia. A revista Forbes ganhou um punhado de novos ricos para sua lista tradicional, que tomaram de assalto antigas companhias e ativos estatais, mas o cenário geral é aterrador.
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Depressão pós-socialista
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Utilizemos, como referência, a Comunidade dos Estados Independentes (formada pelos antigos países que compunham a União Soviética, menos Lituânia, Estônia e Letônia), principal núcleo do sistema socialista. De 1989 a 2008, segundo dados do Fundo Monetário Internacional, sua participação na economia mundial decaiu de 7,7% para 4,6%. Na primeira década pós-muro seu PIB decaiu 39,50%, com sete anos seguidos de recessão. Apenas em 2007 sua economia atingiu o mesmo patamar de 1989.
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Enquanto o planeta, em média, cresceu 89,9% desde o ano zero do colapso soviético, a CEI engordou sua produção em tristes 9,60% no mesmo período. Sua indústria e agricultura foram arruinadas, com perdas mais significativas que durante a 2ª. Guerra Mundial. Recuperou-se nos últimos dez anos graças à exportação de petróleo, cujos preços se multiplicaram por dez entre 1999 e 2007. Mas a depressão pós-socialista esfacelou com a cadeia produtiva.
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Esse é o cenário da imensa maioria das nações que compartilhavam, com a URSS, do projeto interrompido em 1989. Mesmo os países que se recuperaram melhor da transição capitalista (como República Checa, Eslovênia, Polônia e Hungria) tiveram taxas de crescimento abaixo da média mundial nesses vinte anos.
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As conseqüências sociais desse terremoto foram retumbantes. O ciclo depressivo combinou-se com uma formidável concentração da renda. Adotemos como critério o índice Gini, mundialmente aceito para avaliar disparidades nos ingressos dos cidadãos: os indicadores oscilam entre 0 e 1, da equidade absoluta à desigualdade total. A Federação Russa, em 1991, apresentava um índice de 0,271. Dezessete anos depois, em 2008, a concentração de renda bateu em 0,415.
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Na antiga União Soviética, tomando por base o ano de 1989, os 10% mais ricos ganhavam três vezes mais que os 10% mais pobres. Menos de vinte anos se passaram e essa distância mais que decuplicou. Nos países que compõem a CEI, os 10% mais ricos ganhavam quarenta vezes mais que os 10% mais pobres em 2007. Atualmente mais de metade da população ganha 65% ou menos da média do salário nacional, enquanto 13% dos trabalhadores vivem com salários inferiores a cem euros, para uma cesta básica avaliada em €170. São todos dados oficiais do Banco Central russo.
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Liberdades civis
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O descalabro econômico e a ruptura do equilíbrio social provocaram regressão em múltiplas frentes. O efeito mais impressionante talvez seja na expectativa de vida, que caiu sete anos entre 1990 e 1994. O declínio das antigas repúblicas soviéticas provocou uma súbita elevação da violência urbana e das doenças cardiovasculares logo nos primeiros cinco anos da restauração capitalista, em um contexto de deterioração da rede sanitária.
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Possivelmente o único terreno no qual se possa identificar algum avanço é o das liberdades civis, antes fortemente restringidas pelo tipo de governo adotado em resposta ao cerco político, econômico e militar ao qual foi submetido o campo socialista desde 1917. As pessoas têm, em tese, direitos mais amplos de expressão, reunião e movimento. Mas o monopólio da riqueza, na maior parte dos casos, faz desses direitos uma mera formalidade legal.
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No período histórico anterior, apenas o partido comunista e a rede de organizações que dirigia tinham, por exemplo, permissão para criar jornais e outros veículos de imprensa.
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Agora essa possibilidade, constitucionalmente franqueada a qualquer cidadão, só pode ser exercida por quem reúne poder econômico. Isso para não falarmos do papel das máfias e do autoritarismo oligárquico pós-socialista.
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Os fundos públicos outrora destinados para a produção cultural, muito criticados no ocidente por seu dirigismo estatal, foram praticamente destruídos e trocados por uma liberdade individual quase ilimitada, o que seria motivo de felicidade. Mas uma multidão de artistas, escritores e produtores, vaga pelas ruas sem acesso a recursos para desenvolver seu trabalho.
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Podem fazer o que quiserem, mas muito pouco do querem pode ser feito. O fato é que a ditadura do mercado fez desses países uma sombra do que já representaram e restringiu, por regras econômicas, o acesso popular aos bens e serviços culturais.
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O efeito principal da queda do muro, porém, talvez se situe além-fronteiras, como previu o historiador inglês Eric Hobsbawn ainda quando caia o pano sobre o socialismo soviético. A quebra da bipolaridade foi sucedida pela hegemonia implacável de uma só potência, os Estados Unidos.
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As instituições que serviam como espaços reais de negociação entre os dois sistemas perderam importância e foram socavadas pelos interesses de Washington. A geopolítica da paz armada, derrotada, deu lugar à geopolítica da guerra de conveniência. A Casa Branca ficou com as mãos livres para defender seus propósitos – como o fez na Iugoslávia, no Iraque e no Afeganistão – e atropelar a ordem mundial.
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Onda de racismo e exclusão

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Os trabalhadores ocidentais, que durante quatro décadas puderam obter importantes conquistas associando seu poder sindical e político à pressão externa exercida pelo socialismo, se viram enfraquecidos de uma hora para outra. Muitos de seus direitos acabaram decepados na esteira da reorganização capitalista, quando o risco de perder o comando sobre estados e sociedades deixou de tirar o sono das elites mundiais.
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O movimento de descolonização, impulsionado pelo escudo oferecido pela União Soviética, bateu contra a parede. Bloqueou-se a possibilidade de vias independentes de desenvolvimento, apartadas da lógica ditada pelas grandes potências. As nações mais pobres, especialmente as da África e América Latina, enfraquecidas com o modelo de privatização e internacionalização de suas economias, incrementaram a exportação de pessoas em uma escala inédita – devidamente respondida pelos países ricos com uma nova onda de racismo e exclusão.
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No momento em que esse mundo unipolar pós-Berlim entra em crise e as forças progressistas parecem retomar sua capacidade ofensiva em algumas partes do planeta, não é o caso de tomar os dados e fatos aqui narrados como discurso de ressurreição. A experiência soviética fracassou, e ponto.
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Não foi capaz, por seus erros e dificuldades, de se apresentar como uma alternativa suficientemente poderosa e eficaz para substituir o capitalismo.
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Outros caminhos deverão ser desbravados. Processos distintos serão vividos. A questão é que, até para buscar novas saídas, faz-se necessário acertar contas com os vitoriosos de 1989 e desnudar seus feitos reais, tão reveladores da natureza de um sistema anunciado como o fim da história.
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Breno Altman é jornalista e diretor de redação do Opera Mundi (www.operamundi.com.br)

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sábado, janeiro 16, 2010

Muros da Vergonha



 

Mundo

Vermelho - 9 de Novembro de 2009 - 19h35

Verdadeiros muros da vergonha foram erguidos nos EUA e em Israel

No aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, o mundo convive com uma série de barreiras que servem para conter a livre circulação de pessoas. O muro que divide a Cisjordânia de Israel e o que impede a passagem de imigrantes mexicanos para os Estados Unidos são os mais conhecidos, mas há outros.

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O exemplo mais recente vem da Eslováquia. Em outubro, uma muralha de 150 metros de comprimento e dois de altura foi erguida na cidade de Ostrovany, uma comunidade rural no nordeste do país, com o intuito de isolar um acampamento de ciganos.
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A ação, aprovada em 2008 pelas autoridades locais e colocada em prática na última semana, é o último capítulo da crescente tensão entre os habitantes da localidade e os ciganos. Os habitantes de Ostrovany os acusam de roubar frutas dos jardins privados. Episódios violentos foram registrados, como a morte de um fazendeiro por membros da comunidade cigana e manifestações de grupos de extrema-direita para qualificar o que chamam de “terror cigano”.
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O prefeito de Ostrovany, Cyril Revákl, afirmou ao diário eslovaco SME que a medida não é racista. “Sei que há muita gente decente vivendo entre os ciganos, mas ninguém deve passar pelo inferno diário de enfrentamentos”.Já a secretaria que representa a comunidade cigana anunciou que investigará a construção do muro. O responsável, Ludovít Galbavý, classificou a construção como “discriminatória”.
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Israel e Palestina
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Um dos mais emblemáticos e polêmicos muros atuais é o que separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Uma pequena parte dele (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.
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A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com a justificativa de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional a declarou ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinas e isola cerca de 450 mil pessoas.De acordo com dados de abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir. Veja o mapa atual.
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Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinos derrubaram na sexta-feira (6) uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelenses com bombas de gás lacrimogêneo (foto abaixo). “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.

Para o analista israelense Michael Warschawski, diretor do Centro de Informação Alternativa, o muro tem um impacto duplo: “Primeiro, porque condena os palestinos a viverem em um gueto forçado. Segundo, porque reflete a política distorcida de isolamento de Israel, que prefere resolver seus problemas pela separação.”
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De acordo com Warschawski, a ineficácia da construção, que chega a dividir cidades inteiras, é comprovada. “O muro não interrompe completamente a circulação de pessoas. Para cruzar os territórios, existem alternativas”.
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EUA e México
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Com o propósito de impedir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos, os Estados Unidos ergueram um muro de 3.141 quilômetros na fronteira, que abrange os estados do Texas, Califórnia, Novo México e Arizona.
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Desde 1994, quando a muralha começou a ser construída na gestão do ex-presidente Bill Clinton, mais de 5,6 mil pessoas morreram tentando atravessar para o lado norte-americano, segundo um relatório do escritório de contabilidade da Casa Branca (GAO, na sigla em inglês). Além disso, as causas das mortes mudaram. Antes eram provocadas por acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora, acontecem por hipotermia no deserto ou afogamentos no rio Grande.
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O documento também apontou que os custos são igualmente altos. Cada vez que surge um buraco, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México deverá custar 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.
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“É um desperdício de recursos e criatividade”, avaliou Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês), à agência EFE. “Nosso dinheiro pago em impostos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”.
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Neste site, é possível acompanhar pequenas histórias de imigração ao longo da fronteira. Neste filme, os diretores mostram o trabalho do grupo Beta na cidade de Nogales (foto abaixo), que busca convencer os mexicanos a não cruzarem para o lado norte-americano.
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Brasil
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O Rio de Janeiro também tem seu muro, construído com o argumento de evitar que construções precárias em favelas destruam trechos da vegetação da Mata Atlântica. No entanto, ONGs e movimentos sociais alegam ser na verdade uma forma de separar as partes mais ricas da sociedade das mais humildes.
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"Não há discriminação. Pelo contrário, nós estamos construindo casas para eles em todos os lugares e melhorando suas vidas", disse Tania Lazzoli, porta-voz da Secretaria de Obras Públicas do governo.
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Em março, o escritor português José Saramago criticou a ação em seu blog: “Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o Muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral”.
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No morro Santa Marta, já foram construídos mais de 600 metros de muro, enquanto na Rocinha o governo concordou em limitá-lo às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.
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Fonte: Opera Mundi. Título do Vermelho

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segunda-feira, julho 27, 2009

Na Flórida, deposição de Zelaya vira exemplo anticomunista



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Se em Washington e no restante mundo a condenação ao golpe de Estado em Honduras é unânime, no sul da Flórida a saída dos tanques às ruas em Tegucigalpa e a expulsão do presidente Manuel Zelaya são vistos como “um golpe democrático”. É o que pensa José Lagos, presidente de uma organização ultradireitista de imigrantes hondurenhos.

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“O presidente Zelaya queria levar o país para o comunismo, entregá-lo a [Hugo] Chávez e por isso as Forças Armadas tiveram de dar um golpe democrático”, afirma Lagos. Sua entidade, não por acaso, tem sede em Miami — a única cidade do mundo onde, em 2003, foi realizada uma manifestação de apoio à guerra no Iraque.

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Logo após o golpe, Lagos, que estava internado em um hospital convalescente de uma operação, saiu à rua e organizou a primeira coletiva de imprensa do presidente inconstitucional, Roberto Micheletti. Uma vez convocada a imprensa local de Miami, ele pegou o celular, telefonou para o presidente golpista e o pôs em contato com os jornalistas. “Você é um bom patriota”, elogiou Micheletti.

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A entrevista foi repetida até a exaustão pelas rádios e televisões da cidade. A situação chegou a tal ponto que até o diretor do jornal The Miami Herald, Anders Gyllenhaall, escreveu em seu Twitter: “Estas coisas só acontecem em Miami. Deputado dá golpe em Honduras e telefona para Miami para dar explicações”.

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“Nós, os cubanos livres, estamos orgulhosos do presidente hondurenho, que deu um exemplo ao mundo de ideais democráticos e responsabilidade cívica”, acrescentou o líder de Vigília Mambisa, Miguel Savedra, referindo-se a Micheletti. Savedra é um exilado cubano conhecido na cidade por, “em tempos de crise política”, aparecer sempre no principal café da Pequena Havana, o Versailles, onde se concentram os jornalistas em busca de opiniões pitorescas.

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Foi neste ambiente que Rodolfo Frómeta, o “comandante-chefe” da Comandos F-4 anunciou que tinha “enviado para Honduras 230 soldados” para ajudar o Exército desse país a combater “a penetração cubano-chavista”. A Comandos F-4 é possivelmente a única organização anticastrista que reivindica uma oposição “bélica” contra o governo da ilha,

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Da Redação, com informações do Operamundi.net

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in Vermelho - 25 DE JULHO DE 2009 - 20h01

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sexta-feira, maio 01, 2009

Pandemia iminente: alerta da gripe suína muda para fase 5


O Comitê de Emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde) elevou nesta quarta-feira (29) o alerta da gripe suína para o nível 5 o que, segundo o informe da instituição, significa que uma pandemia é iminente. O último estágio do alerta, o 6, indica que a pandemia já existe. A aparição de casos de pessoas contaminadas que não estiveram no México - onde surgiu o primeiro caso de contaminação pelo vírus - foi determinante para elevar o alerta, pois isto prova que a transmissão entre pessoas já está acontecendo em pelo menos dois países.



''Está claro que o vírus está se espalhando, não há sinais de que esse processo está ficando mais lento'', disse nesta quarta-feira Keiji Fukuda, diretor-assistente da OMS para saúde, segurança e meio ambiente em Genebra, Suíça, logo após a reunião de emergência da entidade.


Também foi confirmada hoje a primeira morte causada pela gripe suína fora do México. Um bebê mexicano de 23 meses morreu no Texas, onde visitava parentes. O governo dos Estados Unidos afirmou que o número de infectados no país subiu de 65 para 91 em dez estados.


Até o momento, dez países já confirmaram casos da gripe suína. Além de Estados Unidos e México, a doença também foi registrada na Alemanha, Áustria, Canadá, Costa Rica, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia e Israel. Trinta e seis casos suspeitos estão em avaliação no Brasil, de acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.


O que fazer?


A decisão de ativar o nível cinco de alerta significa que as ações dos governos devem passar da preparação à resposta em nível global, para tentar reduzir o impacto na sociedade. Após iniciado o comitê de emergência de cada país, o principal é ter bem abastecida a rede de distribuição de remédios ou tratamentos disponíveis.


Além disso, os países devem avaliar de forma completa se precisam de ajuda externa, e solicitá-la se for necessário, para ajudar não só a própria população, mas evitar que a pandemia se estenda aos países vizinhos.


Os países que ainda não estiverem afetados pela pandemia precisam também ativar um comitê de crise que esteja preparado para distribuir as vacinas e aplicar as medidas necessárias para contê-la. Mas a OMS, especificamente, não recomenda o fechamento das fronteiras para as pessoas e mercadorias, as desinfecções generalizadas, o uso de máscaras para as pessoas que estiverem saudáveis, a restrição de viagens no interior do país, a não ser que a zona de infecção esteja muito delimitada.


Conforme explica Francisco Aoki, médico infectologista do Hospital das Clínicas da Unicamp, o fechamento de fronteiras é atualmente desnecessário. ''A iniciativa da Argentina, de fechar as fronteiras, foi um exagero, que só serve para criar pânico. Deve-se tomar as medidas acertadas, como as do governo brasileiro, de bloquear potenciais casos, trabalhando com a população civil e o sistema de saúde público para evitar casos e bloquear a transmissão por parte de pessoas doentes''.


De acordo com Aoki, somente o número de casos revelará se o país tem capacidade de lidar com a doença. Todavia, acredita que a experiência com o surto de gripe aviária em 2005 contará a favor do Brasil. ''Em 2005 foi criado um plano para articular o sistema de saúde e agora esse plano está sendo rearticulado com as devidas modificações. O sistema teve que ser readaptado porque a transmissão agora se dá entre humanos, e isso facilita o contágio'', afirma.


Perigo da auto-medicação


O Tamiflu, medicação apontada pela OMS como eficaz contra os sintomas da gripe suína, teve seu estoque mundial bastante reduzido com o início do surto. A diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan, disse hoje que o órgão mantém quase 3,5 milhões de doses de Tamiflu doados pela fabricante Roche Holding. A OMS também está negociando com a companhia um aumento na capacidade de produção do medicamento para combater a gripe suína.


Para o infectologista da Unicamp, é recomendável que o remédio não seja usado pela população sem indicação médica. ''A utilização precoce — ou de pessoas sem a gripe suína ou de pessoas com a gripe há 24 horas — reduz o efeito do tratamento, e pode causar depressão da medula óssea em casos de superdosagem (diminuição da produção de células sangüíneas que pode causar anemias graves, entre outros problemas)''.



in Vermelho- 30 DE ABRIL DE 2009 - 17h06
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