Ricos ganham milhões livres de impostos
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- 0h30 - Correio da Manhã - 2010.11.15
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"e como que a experiência é a madre das cousas, por ela soubemos radicalmente a verdade" (Duarte Pacheco Pereira)
d.r. Teixeira dos Santos é o rosto da estratégia do Governo para fazer face ao elevado défice Dívida pública | Vários especialistas internacionais já o disseram e esta segunda-feira também o economista chefe da Ignis, empresa britânica de gestão de activos, diz que a dívida pública de Portugal será a maior fonte de preocupações da Zona Euro nos próximos meses. Stuart Thompson diz que os mercados ainda levarão alguns dias para “digerir” o plano de apoio à Grécia (da União Europeia e do FMI), masque depois irão centrar a sua atenção em Portugal e na Espanha. Em entrevista ao site britânico ‘Citywire’, Stuart Thompson diz que depois da Grécia “mais problemas se seguirão no futuro para Portugal e Espanha”, explicando que “a Grécia foi o país mais fraco em termos de défice orçamental, mas se escavarmos um pouco mais, Portugal fica exposto”, isto porque acreditam que, depois de finalizado o plano de apoio à Grécia, Portugal será o próximo da lista. Já este domingo o editor de economia do ‘Daily Telegraph’, num artigo de opinião, escrevia que Portugal coloca maior risco à Zona Euro do que a Grécia. . . | |
Para João Fernandes, da DECO, há uma tendência generalizada dos bancos a operar em Portugal para subir os spreads. 'É um facto. Sempre que pode, a Banca sobe os spreads', refere o economista, salientando que quem tenta agora contrair um empréstimo à habitação será confrontado pelo banco com opções de spread bastante acima da média de quem já tem um contrato. Isto porque créditos já definidos não podem sofrer alterações no spread, que é a margem de lucro da Banca.
Ao que o CM apurou, os aumentos dos spreads praticados pela Banca nestes contratos chegam a ser três vezes mais elevados do que quando comparados com os valores dos contratos já celebrados. Um efeito triplicador que se faz sentir desde o início do ano. Até nas campanhas promocionais se nota este aumento. A Caja Duero oferecia um spread de 0% no primeiro ano para clientes com menos de quarenta e um anos. No último mês esse valor passou para 0,33%.
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A quebra nas taxas Euribor permitiu um corte médio na prestação mensal do empréstimo de 150 euros. Em tempos de crise financeira a Banca tem optado por recuperar o dinheiro nos spreads dos novos contratos.
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Isabel Coutinho critica esta prática dos bancos de compensarem a descida das taxas de juro, explicando as situações em que a situação se verifica. 'Quando alguém tenta renegociar o crédito, alargar o prazo ou outro ponto em concreto, os bancos aproveitam sempre para mexer no spread', refere a deputada do PS e dirigente da Sefin (Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros). Para Leonor Coutinho se o contrato é o mesmo, não pode haver aumento do spread. 'É uma questão de litígio.'
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TAXAS DE JURO EM QUEDA HÁ CINCO MESES
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A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação em Portugal caiu em Maio pelo quinto mês consecutivo para o valor médio de 3,616%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).
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Em Maio, a taxa de juro implícita no crédito à habitação foi de menos 0,502 pontos percentuais do que no mês anterior. Trata-se da quinta quebra consecutiva dos juros na habitação, que estão agora em níveis próximos dos do final de 2005. Desde o início do ano, os juros na habitação já desceram 2,361%. Esta queda é o reflexo da evolução das taxas Euribor, que estão a descer desde meados de Outubro.
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Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação baixou 25 euros face a Abril, tendo uma redução acumulada nos últimos cinco meses de 167 euros. Já nos contratos celebrados nos últimos seis meses, o valor médio da prestação baixou 28 euros e nos contratos a 12 meses baixou 23 euros em Maio face a Abril. Como se verifica, a queda dos juros aconteceu nos contratos celebrados nos últimos três, seis e 12 meses
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O valor médio da dívida nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses foi de 87 779 euros, mais 258 do que o observado no período anterior. Mas, apenas em Maio, segundo o INE, 'o valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação em vigor foi de 55 167 euros, mais 11 euros do que no mês anterior'.
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BANQUEIROS JUSTIFICAM COM RISCO
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Não é possível aos bancos manterem os spreads que praticavam antes da crise, quando os custos de financiamento da Banca estão tão elevados.' A declaração foi repetida pelos responsáveis dos maiores bancos portugueses presentes numa conferência sobre a Banca que decorreu este mês.
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Partilhando da ideia de Ricardo Salgado, do BES, de que 'o tempo do dinheiro fácil acabou', Armando Vara, vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos explicou que a subida dos spreads se deve à turbulência dos mercados. 'É incontornável: risco mais elevado é preço mais elevado', referiu o gestor.
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ESCOLHAS DA DECO
CRÉDITO À HABITAÇÃO, EMPRÉSTIMO A 20 ANOS (Indexado à Euribor a 6 meses)
FINANCIAMENTO | BANCO | SPREAD (%) | TAXA ANUAL EFECTIVA (%) |
Mais de 90% | BBVA | 1,80 | 3,15-3,24 |
Mais de 90% | Santander Totta | 1,85-2,30 | 3.44-4,07 |
Entre 80 e 90% | DECO/Caixa Galicia | 0,75 | 2,22-2,27 |
Entre 80 e 90% | BBVA | 1,5 | 2,84-2,93 |
Entre 80 e 90% | Banif | 1,50-2,00 | 3,06-3,72 |
Entre 80 e 90% | Santander Totta | 1,50-2,05 | 3,08-3,81 |
Até 80% (Entre 75 mil e 150 mil euros) | DECO/Caixa Galicia | 0,45 | 1,94 |
Até 80% (Entre 75 mil e 150 mil euros) | Caixa Galicia (Internet) | 0,45 | 2,02-2,03 |
Até 80% (Entre 75 mil e 150 mil euros) | BBVA | 0,95-1,50 | 2,28-2,86 |
Até 80% (Entre 75 mil e 150 mil euros) | Caixa Galicia | 0,75-0,80 | 2,33-2,38 |
Até 80% (Entre 75 mil e 150 mil euros) | Banif | 0,85-1,35 | 2,40-2,93 |
Fonte: Dinheiro & Direitos, Julho/Agosto 2009 - DECO
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SAIBA MAIS
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EURIBOR
As taxas Euribor, que servem de referência aos empréstimos interbancários, estão em queda desde meados de Outubro.
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1.745
milhões de euros é o valor do crédito de cobrança duvidosa nos empréstimos concedidos para a compra de habitação.
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AVALIAÇÃO
O valor médio da avaliação bancária da habitação caiu 5,8 por cento no primeiro trimestre deste ano, devido à subida do malparado.
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POUPANÇAS DAS FAMÍLIAS SOBEM
As poupanças das famílias portuguesas cresceram no primeiro trimestre de 2009. Este aumento deve-se a uma forte redução no consumo, refere o INE.
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in Correio da Manhã - 30 Junho 2009 - 02h03