"e como que a experiência é a madre das cousas, por ela soubemos radicalmente a verdade" (Duarte Pacheco Pereira)
A Internacional
quinta-feira, dezembro 12, 2013
"Os hospitais desesperam para se verem livres dos doentes que lhes dão prejuízo"
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Reconfigurações na saúde por Sandra Monteiro
Reconfigurações na saúde
por Sandra Monteiroquinta-feira, janeiro 14, 2010
O Estado Social e o Serviço Nacional de Saúde
Saúde SA
Quinta-feira, Janeiro 14
O Estado Social
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É evidente que o estado social não é atingido, ou concretizado, na mesma dimensão em todos os países e muito menos é prosseguido através do mesmo modelo. Pelo contrário, e confinando-nos à área de saúde, cada país faz as suas opções quer no que respeita à extensão ou abrangência quer à forma de organizar, atribuir e veicular os recursos indispensáveis à efectivação do estado social. Entre nós, também é desnecessário demonstrar que estamos ainda longe da concretização plena do direito à saúde e, na área da educação o atraso é igualmente inquestionável. Infelizmente – e é daí que parte DB – a sustentabilidade não é problema do SNS e da Educação, mas antes um problema global, de todo o OE e não só. Do que se trata é da perigosa aproximação da inviabilidade de persistir num modelo que tem consistido em continuar a atirar para a dívida o que não há capacidade para pagar. Afinal, ao contrário do que por vezes se diz, esta não é um saco sem fundo; venha de onde vier, tem pesadas consequências, para nós e para os que virão a seguir.
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Por tudo isto, não me espanta a afirmação de DB: “Se calhar, o Governo terá de congelar os salários, cortar nas despesas, criar novas taxas…”; mas é aqui que as declarações da “Médica Sáuria, formada em Cuba, a trabalhar num Hospital Público Português” ganham o máximo da pertinência: “Jamais me passaria pela cabeça comprar algo desnecessário”. …” Sobre o SNS acha que “o mais negativo é a falta de organização. Com organização este seria um dos melhores sistemas de saúde do Mundo”.” Na pele de contribuinte, que todos temos, penso que são sempre indispensáveis prioridades e que criar novas taxas deve ser a última. Muito antes deve ser ouvido o Recipe da médica Sáuria (ou Sauri?).
Nessa mesma pele de contribuinte, estou de acordo com o Tavisto quando este afirma a necessidade de “medidas corajosas e concertadas entre ministérios”. … entre outras, que também aplaudo, “aliar a remuneração à produtividade impedindo aumentos salariais cegos que só irão agravar iniquidades”.
Mais ainda: se os riscos que corremos e as consequências são as que nos anunciam, aceitaria que só fossem tomadas medidas neutras ou favoráveis, no curto ou médio prazo, no crivo da sustentabilidade. Não que me não penalize ficar como estamos, mas porque não quero perder o que já temos. É pena, mas as coisas não acontecem só porque gostamos delas.
Finalmente as medidas, por mais justas que sejam, devem ser consideradas não só pelo seu conteúdo, mas também pelo que arrastam e pelos sinais que transmitem, cuja importância não pode deixar de ser ponderada.
sábado, janeiro 02, 2010
Ano Novo traz subida moderada nos preços
Consumo: Inflação é baixa, mas há bens que vão sofrer aumentos
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terça-feira, novembro 17, 2009
WSWS - News 2009.11.16
segunda-feira, agosto 17, 2009
Saúde - o negócio das privadas
Saúde SA
Temas da Saúde. Crítica das Políticas de Saúde dos XV, XVI e XVII Governos Constitucionais
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Quarta-feira, Agosto 5
Pantominices, falsidades e jogos de sombras

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Vale a pena reflectir sobre o deambular das notícias dos últimos dias:
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Mercado dos seguros contra doença subiu 2,8%. Dois milhões com seguro de saúde. São cada vez mais os portugueses que optam por contratar um seguro de saúde. Nos primeiros seis meses do ano este segmento cresceu 2,8 por cento, abrangendo, segundo a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), mais de dois milhões de pessoas.
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Uma procura de protecção contra a doença que tem vindo a aumentar, em parte devido às listas de espera nos hospitais públicos. Em 2008, mais de meio milhão de pessoas aguardava por uma cirurgia no Sistema Nacional de Saúde, segundo dados oficiais. No total, este ramo do mercado segurador cresceu para os 284 milhões de euros. Com o aumento dos seguros de saúde, aumenta também a procura de cuidados nos três principais grupos de saúde privados do País.
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Enquanto isto:
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Os resultados líquidos consolidados do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) atingiram 227,4 milhões de euros, no primeiro semestre, ou seja, menos 35,8% face a igual período do ano passado. A ajudar a este cenário esteve a evolução dos resultados na área seguradora e saúde explica a instituição financeira em comunicado.
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De novo a propaganda:
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O grupo HPP Saúde, da Caixa Geral de Depósitos, dona, por exemplo, do Hospital dos Lusíadas, registou no primeiro semestre um aumento da facturação de 130%, para 67 milhões de euros. No Espírito Santo Saúde, que entre outros detém o Hospital da Luz, as receitas subiram 17%, para 107 milhões de euros.
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Contrariada pela dura realidade:
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Só na área de seguros e saúde, o banco público registou prejuízos de 78,3 milhões de euros. «A contribuição negativa da Caixa Seguros e Saúde, em 78 milhões de euros, para o resultado líquido da CGD, ficou a dever-se principalmente ao reconhecimento de perdas em investimentos na carteira de títulos e participações financeiras (89,6 milhões de euros) e ao impacto de menos 23 milhões de euros registado na área de saúde com o desinvestimento no grupo USP Hospitales», justifica a instituição.
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De volta à manipulação informativa:
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A facturação dos grupos privados de saúde cresceu mais de dois dígitos no primeiro semestre, face a igual período de 2008. A CUF foi a única excepção. Já a José de Mello Saúde, dos Hospitais CUF, apenas dispõe de dados do primeiro semestre referentes a internamentos, que subiram 3,5%; as consultas aumentaram 27,5% e as urgências 23,9%. Uma tendência que arrancou em 2008, quando um estudo revelou que as 40 empresas gestoras das clínicas privadas existentes em Portugal facturaram nesse ano 690 milhões de euros, mais oito por cento do que no ano anterior.
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Para, finalmente, cair na realidade:
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British Hospital de Campo de Ourique encerra com dívidas a médicos e fornecedores. O British Hospital de Campo de Ourique, em Lisboa, fechou portas sexta-feira com dívidas a médicos e fornecedores, disse à Lusa o director clínico da unidade, que não soube precisar o valor da dívida.
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Etiquetas: s.n.s. 2
posted by xavier at 12:33 AM
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Saúde - um negócio das privadas
Saúde SA
Temas da Saúde. Crítica das Políticas de Saúde dos XV, XVI e XVII Governos Constitucionais
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Relatório da Primavera

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Alterando a linha de análise dos anos anteriores optou, no corrente ano, por fazer um balanço dos últimos 10 anos de governação acompanhando, desta forma, os 10 anos de publicação dos referidos Relatórios que se iniciaram no ano de 2001, com o título “Conhecer os Caminhos da Saúde”.
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Em primeiro lugar queremos saudar a longevidade do projecto e louvar a persistência, dedicação e empenho das pessoas que continuam a acreditar no mesmo, dos poucos, para não dizer os únicos, que de forma apartidária, científica e transparente fazem reflexão sobre os acontecimentos na governação da saúde do nosso país.
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Em segundo lugar queremos acompanhar as preocupações do OPSS quanto à sustentabilidade do projecto quando refere que poderá estar em risco a sua existência. Não podemos permitir que tal aconteça, seria uma grande perda para o nosso sistema de saúde, tão pouco reflexivo nas medidas de inovação, avaliação e mudança.
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Face à dimensão e variedade de matérias constantes do presente Relatório decidimos fazer referência apenas a três das mesmas, concretamente: “O contexto de uma década”, “A rede hospitalar” e o “Financiamento e contratualização do SNS”.
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A preocupação com a despesa crescente (10,3% do PIB, em 2008) tem sido uma temática recorrente dos fóruns da área da saúde. No caso do nosso país a situação é mais grave tendo em atenção a baixa produtividade e consequente crescimento. A convergência com os países da Europa não tem acontecido e o impacto nas contas públicas, designadamente da saúde, tem sido um facto. Os orçamentos da saúde vão sentir inexoravelmente este acontecimento.
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O crescimento da despesa implica medidas de correcção que têm sido tomadas através da contenção de custos. Os hospitais sentem na pele esta trajectória.
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As recentes mudanças de política de saúde em alguns estados americanos, sendo o Estado da Califórnia, governado pelo republicano Schwarzenegger, têm sido caracterizadas pela introdução da cobertura universal dos cidadãos na área da saúde. Por outro lado, os debates sobre a saúde nas passadas eleições presidenciais, nos EUA, colocando na mesa questões da cobertura universal, são sinais claros das preocupações da sociedade e dos seus representantes políticos nesta matéria.
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Quanto à rede hospitalar e às transformações da gestão dos hospitais públicos é de salientar o processo de empresarialização dos mesmos.
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Era incomportável sobreviver num enquadramento jurídico onde a exigência da lei impedia uma gestão célere, pragmática e efectiva. É verdade que alguns estudos têm dado nota de não ter havido grandes diferenças nos resultados de avaliação dos hospitais com estatutos SPA e EPE. Mas também é verdade que são conhecidos muitos hospitais EPE com desempenhos claramente meritórios. O problema provavelmente não estará no estatuto das instituições mas antes na qualidade da gestão, como tenho muitas vezes referido.
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Quanto ao financiamento e contratualização no SNS apenas dizer que se trata de matéria consensual e enraizada no processo de negociação. Foi dos passos mais importantes no financiamento dos hospitais portugueses. Resta consolidá-lo e continuá-lo. O passo seguinte e aqui acompanhamos o OPSS, será contratualizar numa lógica de resultados e de ganhos da saúde.
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Finalmente, referir a importância deste Relatório da Primavera e aguardar com expectativa a publicação do próximo relatório.
Etiquetas: APAH
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domingo, agosto 16, 2009
Gripe Suina - Medo patológico
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Dia a Dia
* Eduardo Dâmaso, Director-adjunto
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A história que o CM hoje publica é exemplar do mais nefasto ‘efeito colateral’ da gripe A. O medo de contaminação retardou por quase três dias o socorro a um doente que nem tem o vírus mas sim paludismo.
A Linha de Saúde 24 demorou dois dias a dar uma resposta objectiva, os bombeiros recusaram o transporte sem autorização escrita daquela entidade e um militar da GNR viu-se obrigado a mentir para que o 112 enviasse uma ambulância para transportar o doente. Ninguém o assume mas isto tem apenas um nome: MEDO. Um medo patológico de um vírus que não demonstrou sequer ser mais perigoso do que uma banal gripe de época.
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Esta história demonstra também uma enorme impreparação das estruturas administrativas e técnicas do Estado para lidar com situações desta natureza. Não basta dar umas conferências de imprensa a fazer um boletim clínico diário. Isso é obviamente importante se for limitado ao que os médicos dizem e não extensivo a declarações infelizes como a da ministra da Saúde na semana que passou.
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Mais do que nunca, nestes casos, o que se pede é que as autoridades comuniquem confiança à população, não dramatizem de forma absurda e façam a necessária e intensa pedagogia junto dos servidores públicos. A comunicação social tem as costas muito largas mas nem sempre escondem as faltas alheias.
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terça-feira, julho 28, 2009
Grupo Mello à beira de gerir mais um hospital
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. O grupo liderado por Salvador de Mello está prestes a vencer o Grupo Português de Saúde na luta pela construção e gestão administrativa do novo hospital de Vila Franca durante 10 anos e trinta anos na sua manutenção. O consórcio liderado pela José de Mello Saúde está "muito bem encaminhado" para ganhar a gestão clínica do hospital de Vila Franca de Xira, segundo declarou à agência Lusa uma fonte ligada ao processo. A decisão do Governo não é ainda oficial porque faltam duas semanas para terminar o prazo em que os concorrentes podem levantar questões relativamente à adjudicação do contrato. Mas tudo aponta para que seja mais uma vez a José de Mello Saúde, holding do Grupo Mello na área da saúde, a ficar com a gestão do hospital. . A confirmar-se a adjudicação, a José de Mello Saúde ganha dois dos quatro hospitais que o Estado lançou em concurso para serem geridos por operadores privados (Braga e Vila Franca de Xira). Os outros dois foram ganhos pela Espírito Santo Saúde (Loures) e pela Hospitais Privados de Portugal (Cascais). . O programa inicial das parcerias previa o lançamento de dez concursos, compostos pela construção e gestão clínica dos hospitais, mas no ano passado o primeiro-ministro anunciou, no Parlamento, que os seis hospitais que ainda não tinham sido postos a concurso teriam apenas a componente da construção privada, e seriam geridos pelos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). . “A gestão privada nas unidades de saúde é extremamente lesiva para o interesse público. Assim nos prova a experiência”, disse Sócrates em Março de 2008, admitindo o fracasso da opção da gestão privada. “Há uma grande dificuldade em fazer os contratos, o Estado gasta uma fortuna para vigiar o seu cumprimento e nunca foi possível eliminar a controvérsia. Por isso, é melhor o SNS ter gestão pública", dizia o primeiro-ministro na altura. Apesar disso, manteve o concurso de gestão privada daqueles quatro hospitais e prepara-se para atribuir mais um ao Grupo Mello, apesar da reconhecida má gestão dos Mellos no Amadora-Sintra. . Recorde-se que a construção do Hospital de Braga, já atribuído ao Grupo Mello no ano passado, está a ser feita no âmbito de uma parceria público-privada com a José de Mello Saúde, que estará 10 anos à frente da gestão administrativa daquela unidade de saúde e 30 anos na sua manutenção. Na mesma semana em que terminou a gestão do Grupo Mello no Hospital Amadora-Sintra, depois de 13 anos de escândalos e má gestão, foi adjudicado o contrato que atribui a gestão do hospital de Braga à José de Mello Saúde. Agora tudo aponta para que o hospital de Vila Franca de Xira siga o mesmo caminho. . Hospital de Loures vai para o Grupo Espírito Santo . A Lusa adianta ainda que o hospital de Loures, o primeiro a ser lançado no modelo de parceria público-privada, vai ser construído e gerido pelo consórcio liderado pela Espírito Santo Saúde, revelou o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa à agência Lusa. . O agrupamento Consis Loures é liderado pelo Grupo Espírito Santo Saúde e inclui as construtoras OPCA e Mota-Engil, a clínica alemã Asklepios e a empresa de manutenção Dalkia. Em declarações à agência Lusa, a líder do consórcio confirma a notificação e diz que o hospital de Loures "é extraordinariamente interessante porque será um dos hospitais centrais na requalificação da oferta hospitalar de Lisboa". Isabel Vaz sublinha a "grande satisfação de entrar no serviço público" e garante que o grupo está "ciente da responsabilidade". . A proposta final da Espírito Santo Saúde é 17 milhões de euros mais baixa que a da José de Mello Saúde, o que garantiu a liderança nas preferências do avaliador, já que o preço é o factor decisivo na avaliação |
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in Esquerda Net - 27-Jul-2009
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sábado, julho 18, 2009
Portugal - Desemprego e Cuidados de Saúde
16.Julho.2009
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Parabéns ao governo pelo aumento de alguns bens de consumo! É assim mesmo, vivam os aumentos!!!