A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Berlusconi será julgado por prostituição de menores e abuso de poder

 

União Europeia | 15.02.2011

 

Juíza decide que há indícios suficientes do envolvimento do primeiro-ministro italiano com uma jovem marroquina menor de idade e marca início do julgamento para 6 de abril.

 
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, de 74 anos, terá que responder na Justiça por sua suposta relação com uma jovem marroquina menor de idade. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (15/02) pela juíza de instrução Cristina Di Censo, de Milão, atendendo ao pedido da promotoria pública local.
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O julgamento terá início em 6 de abril, determinou a juíza. Berlusconi é acusado de abuso de poder e envolvimento com prostituição de menores de idade. A primeira acusação se refere à suposta intervenção pessoal do primeiro-ministro, em maio de 2010, para tirar da cadeia a marroquina Ruby, então com 17 anos, acusada de furto. A segunda se baseia em escutas telefônicas.
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A juíza considerou haver indícios suficientes que embasam as duas acusações e por isso decidiu iniciar o processo. Há suspeitas de que Ruby e outras mulheres tenham recebido dinheiro para participar de festas sexuais na Villa Arcore, uma propriedade de Berlusconi perto de Milão.
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Em caso de condenação, o primeiro-ministro pode ser sentenciado a até 15 anos de cadeia. Berlusconi nega as acusações. Após o anúncio da Justiça, os advogados do primeiro-ministro disseram que não esperavam outra decisão da juíza.
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AS/dpa/afp
Revisão: Nádia Pontes
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terça-feira, fevereiro 15, 2011

Berlusconi é o braço entre política e Máfia

Mundo

Vermelho - 15 de Fevereiro de 2011 - 6h33
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A Itália de Berlusconi continua encenando um interminável e deplorável espetáculo que a cada dia se enriquece com novas histórias de orgias e outras aventuras sexuais do próprio. O governo está entregue à tentativa de sobreviver graças a uma maioria costurada à base da compra de parlamentares, enquanto se cogita de novas leis para garantir a impunidade de Berlusconi. A inquietação reina tanto entre os empresários quanto entre os trabalhadores.


Por Paolo Manzo, em CartaCapital

Nesta moldura vale registrar o que escreve uma jornalista alemã, Petra Reski, do semanário Die Zeit, especialista em criminalidade organizada, autora do livro Máfia – Padrinhos, pizzarias e falsos padres, que a editora carioca Tinta Negra acaba de publicar. Segundo o Frankfurter Allgemeine, trata-se do melhor já dedicado ao tema. Como não podia deixar de ser, Silvio Berlusconi cabe também neste enredo.

Outra personagem execrável é o mafioso Vittorio Mangano, pluri-homicida falecido há 11 anos na prisão depois de ter oficialmente exercido a função de cavalariço na residência de campo do premier, em Arcore. Antes disso, havia se destacado nos anos das chacinas e atentados, 1991 e 1992.

Dois juízes assassinados exatamente neste período são os heróis do entrecho, Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, colegas no pool antimáfia, ambos responsáveis pelo maxiprocesso que em 1987 condenou 360 mafiosos a 2.660 anos de cárcere. Foi Borsellino quem definiu Berlusconi como “uma das cabeças de ponte na organização mafiosa no Norte da Itália”. Com a palavra Petra Reski, há algum tempo constantemente ameaçada de morte.

CartaCapital: A senhora acompanhou os eventos dos anos de Borsellino e Falcone?
Petra Reski: Sim, em 1989 me transferi para a Sicília, como correspondente da revista alemã Stern. Havia Borsellino e Falcone ainda vivos. Um momento de grande entusiasmo pouco antes da queda do Muro do Berlim, tinha-se a impressão que o curso da história poderia mudar.

No entanto, passados mais de 20 anos, falava-se da “Primavera de Palermo”. Qual é seu balanço?
No que se refere à Máfia, infelizmente nada mudou. Pelo contrário. A Máfia tem essa formidável capacidade de se adaptar às mudanças. Num certo sentido até antecipa os tempos em relação aos políticos. Os mafiosos sempre foram muito hábeis em desfrutar a globalização em sua própria vantagem. Eu sou rea-lista, e já depois dos assassinatos de Falcone e Borsellino, em 1992, percebia que a luta contra a Máfia estava declinando. Em 1994, Berlusconi entrou na política, o que foi devastador para a luta contra a criminalidade organizada.

Por quê?
A primeira mensagem que Berlusconi lançou foi: “Chega de associar a Sicília com a Máfia, a Sicília é outra coisa”. Esta é uma mensagem que nas entrelinhas queria dizer: “Vamos parar com essa concentração de luta contra a Máfia”. Uma mensagem devastadora. Conhecendo bem o cenário na Sicília, - ninguém poderia imaginar que algo pudesse ser feito sem a sustentação da Máfia. Quando todas as cidades e os lugarejos da Sicília foram embandeirados por Forza Italia, o primeiro partido com o qual Berlusconi venceu as eleições, em 1994, entendeu-se que ele contava com o apoio da Cosa Nostra. Porque, se você não está com a Máfia, na Sicília, as bandeiras dos partidos são queimadas. Além disso, os ataques que há anos Berlusconi lança contra a magistratura e as instituições favorecem muito a Máfia.

Quem era Mangano?
Naquela época, uma jornalista havia me falado que na casa de Berlusconi vivia um mafioso. Parecia-me impossível, mas comecei a trabalhar no caso e contemporaneamente aparece o papel de Mangano, como conexão entre a Máfia siciliana e um pool de empreendedores da Itália do Norte. Ele era a ponte. Quem descobriu que o cavalariço de Berlusconi na Villa di Arcore era um pluri-homicida foi justamente Borsellino.

A última entrevista televisiva que Borsellino concedeu dois meses antes de morrer falava justamente dos cavalos de Mangano.
Sim, os famosos cavalos, ou melhor, as grandes remessas de cocaína, mas principalmente explica a conexão entre a Máfia siciliana e os empreendedores do Norte, entre os quais Berlusconi. Aquela foi uma mensagem importante, a última da vida do juiz Borsellino.

No seu livro, a senhora entrevista as filhas e a mulher de Mangano.
Sim, e tive a clara sensação de que havia uma mensagem transversal que na realidade elas pretendiam enviar a Berlusconi, quase uma ameaça, como se dissessem “querendo, poderíamos contar toda a verdade”.

Mas Mangano morreu em 2000.
Sim, entrevistei as mulheres da sua família em 1999. Ele se encontrava ainda na cadeia e elas concederam a entrevista por uma razão bastante clara. Queriam que Mangano saísse da cadeia já que estava muito doente. Foi um verdadeiro e próprio spot. As filhas de Mangano eram perfeitamente crescidas na cultura mafiosa. Lembro que Cinzia, a filha do meio, era a mais atrevida. Contou que quando Falcone foi morto estava com um amigo na praia. E este amigo lhe disse: “Agora está tudo acabado”. Ela o interpretou como se tudo tivesse terminado, não para a antimáfia, mas para a Máfia contrária a Totò Riina, que estava associado a Mangano. Percebi, em todo caso, algo como uma chantagem encoberta. Disseram-me várias vezes que lembravam perfeitamente quando almoçavam ou brincavam com o filho de Berlusconi, Piersilvio, hoje na direção do império mass-mediatico Mediaset. Deixavam entender ter uma grande familiaridade com os Berlusconi. E diziam que Vittorio, mesmo tendo recebido pressões por parte dos magistrados, nunca teria falado, enlameando o nome dos Berlusconi, e jamais se tornaria colaborador de Justiça. As moças até trabalharam em Milão numa empresa de limpeza que pertencia a Dell’Utri…

Marcello Dell’Utri, senador, chegadíssimo a Berlusconi, foi condenado em duas instâncias por suas relações com a Máfia.
Encontrei-o durante o processo no Palácio de Justiça, em Palermo. Estava no corredor, me aproximei, mas não quis falar comigo. Além do mais, quando saiu o meu livro na Itália, anunciou uma ação judiciária contra mim. Ameaça descumprida. Berlusconi foi utilizado por Dell’Utri e agora está envolvido até o pescoço. Dell’Utri é a mente do sistema, não Berlusconi.

Fonte: Vi o Mundo


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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Berlusconi chama de "subversivas" manifestações contra ele

Mundo

Vermelho - 14 de Fevereiro de 2011 - 15h27

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou nesta segunda-feira (14) que os protestos realizados por mulheres contra ele foram uma manifestação intransigente e partidária.

"Me pareceu um pretexto para sustentar uma tese jurídica que não tem nenhuma base na realidade", disse o premier, acrescentando que as manifestações ocorreram "contra a minha pessoa, da parte de uma esquerda que extrapola qualquer meio para me abater".  "Foram mobilizações subversivas e partidárias contra mim", completou ele.

Leia também
No domingo (13), centenas de mulheres foram às ruas de diversas cidades italianas protestar contra Berlusconi, a quem elas acusam de denegrir a reputação feminina. O movimento foi intitulado de ‘Se não agora, quando?’.

Denúncias

O primeiro-ministro italiano é investigado pela Procuradoria de Milão pela suspeita de ter mantido relações sexuais com menores de idade, entre elas a marroquina Karima "Ruby" El Mahroug. Os promotores acreditam que a garota participou de festas realizadas no ano passado na casa do chefe de Governo em Arcore.

"Todas as mulheres que tiveram oportunidade de me conhecer sabem quanta consideração e respeito eu tenho por elas", disse Berlusconi, em entrevista a um programa televisivo local.

Na semana passada, a Procuradoria de Milão pediu o julgamento imediato do primeiro-ministro. Os promotores afirmam que o pedido se sustenta pela "evidência de prova" contra o chefe de governo.

Fonte: Opera Mundi
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quinta-feira, julho 01, 2010

Dia a dia de Eduardo Dâmaso

Dia a dia

A Itália que resiste

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Um velho amigo e sócio de Silvio Berlusconi, Marcello Dell’Utri, foi condenado a sete anos de cadeia por crimes mafiosos. Situemos: Dell’Utri é uma espécie de inventor de Berlusconi. Foi co-fundador da Forza Itália e uma espécie de contabilista das actividades políticas de Berlusconi. Mas, para trás da Forza Itália, Dell’Utri tem uma história muito sinistra.
  • 30 Junho 2010 - Correio da Manhã
Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
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Sempre foi suspeito de estar ligado a personagens da máfia que estiveram relacionados como autores morais e materiais dos atentados que vitimaram os juízes Falcone e Borsellino, bem como vários polícias das estruturas antimáfia na Sicília, na região de Puglia e em Nápoles. Isso foi afirmado por vários ‘arrependidos’, particularmente por dois dos mais credíveis: Gaspare Spatuzza e Francesco Di Carlo. 
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Um facto histórico totalmente comprovado é que Marcello Dell’Utri herdou grande parte das relações de Salvo Lima, dirigente da Democracia Cristã assassinado pela máfia para retaliar Giulliano Andreotti quando este já não dispunha da habitual influência para proteger os ‘capos’. Estamos obviamente a falar dos amigos Totó Riina e Bernardo Provenzano.
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Agora, apanhou sete anos da Itália que resiste na barricada da decência. Aquela que, por cá, alguns identificam, com manifesto interesse próprio, com o justicialismo populista...
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domingo, fevereiro 07, 2010

Premiê italiano fará visita ao Brasil em fevereiro e provoca reações ao apoiar os crimes de guerra


 

Mundo

Vermelho - 4 de Fevereiro de 2010 - 19h35

Celso Lungaretti: Berlusconi vem aísupostamente cometidos por Israel na agressão à Faixa de Gaza em 2009. "Berlusconi, que já escapou pela tangente de ser punido pela cobertura política que dava à Máfia siciliana nos anos 90, aspira à impunidade sem inocência também nos processos de fraude fiscal e suborno dos quais é reu", comenta o jornalista Celso Lungaretti em seu blog. Leia a íntegra do artigo a seguir.

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Três notícias da semana sobre o premiê italiano Silvio Berlusconi, que estará chegando ao Brasil ainda neste mês de fevereiro: em visita oficial a Israel, qualificou de "injusto" o Relatório Goldstone, já aprovado pela ONU, segundo o qual o estado judeu "cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade", no início do ano passado, quando de seus ataques devastadores na faixa de Gaza. Para Berlusconi, Israel tinha "direito de se defender dos foguetes lançados contra seu país".
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Também somou sua voz à dos que pregam uma intervenção estrangeira no Irã, além de cometer o exagero de comparar Ahmadinejad a Hitler ("O problema de segurança é fundamental para Israel. Agora ainda mais, porque há um Estado que prepara uma bomba atômica para usá-la contra alguém. Um Estado com um líder que nos recorda personagens nefastos do passado").
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Enquanto isto, na Itália, sua bancada na Câmara dos Deputados conseguiu fazer aprovar um projeto de lei que, caso obtenha também a anuência do Senado, lhe permitirá driblar eternamente a Justiça, pois bastará alegar compromissos oficiais para não ser obrigado a atender as convocações judiciais.
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É chocante que num país do 1º mundo, em pleno século 21, sejam sequer tentados tais casuísmos descarados.
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Berlusconi, que já escapou pela tangente de ser punido pela cobertura política que dava à Máfia siciliana nos anos 90, aspira à impunidade sem inocência também nos processos de fraude fiscal e suborno dos quais é reu.
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Abusando vergonhosamente de sua condição de primeiro-ministro, tenta escapar da Justiça mudando as regras do jogo, ao impulsionar a introdução de leis que o beneficiam.
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Caso do projeto para que seja reduzido o prazo de prescrição de processos judiciais cujas penas totalizem menos de dez anos, à espera de votação na Câmara. Se transformado em lei, por coincidência, fará com que os processos contra Berlusconi prescrevam imediatamente.
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A primeira tentativa que o Executivo e o Legislativo italianos fizeram para atar as mãos do Judiciário foi a promulgação de uma lei conferindo imunidade penal aos ocupantes dos quatro cargos mais altos da administração pública do país.
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Isto mantinha Berlusconi a salvo dos processos judiciais até 2013, quando findará seu patético mandato. Mas, o Tribunal Constitucional, instância suprema do Judiciário do país, varreu essa imundície -- que, entretanto, também estão tentando retirar da lixeira...
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Celso Lungaretti é jornalista e escritor e mantém os blogues
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http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

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quinta-feira, julho 30, 2009

Umberto Eco: Berlusconi, o inimigo das liberdades



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O chefe do governo quer amordaçar a informação. E na nossa sociedade doente parece que a maioria dos italianos também está disposta a aceitar esta infração. Porém, o intelectual famoso diz: “Não estou de acordo”.

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Por Umberto Eco*


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Não sei se será o pessimismo devido à idade avançada, se a lucidez que a idade traz consigo, mas tenho as minhas dúvidas, não isentas de ceticismo, quanto a intervir a instâncias das redações em defesa da liberdade de imprensa. O que pretendo dizer é que, quando alguém tem de intervir em defesa da liberdade de imprensa é porque a sociedade, e com ela uma grande parte da imprensa, já está doente. Nas democracias a que podemos chamar “fortes” não é preciso defender a liberdade de imprensa, porque não lembra a ninguém limitá-la.
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Essa é a primeira razão para o meu ceticismo, de onde deriva todo um corolário. O problema italiano não é Sílvio Berlusconi. A história, diria eu desde Catilina para a frente, está contaminada por aventureiros não isentos de carisma, com muito pouco sentido de Estado, mas com um sentido agudo dos seus próprios interesses, que desejaram instaurar um poder pessoal passando por cima dos parlamentos, magistraturas e constituições, distribuindo favores pelos seus cortesãos e (às vezes) cortesãs e identificando o seu próprio prazer com o interesse da comunidade. O que acontece é que tais homens nem sempre conquistaram o poder a que aspiravam, porque a sociedade não o permitiu. Quando a sociedade o permitiu, porquê levar a mal esses homens e não a sociedade que lhes deixou fazer o que queriam?


Lembro-me sempre de uma história contada pela minha mãe, que com vinte anos tinha conseguido um bom emprego como secretária e datilógrafa de um deputado liberal. Deputado liberal, foi o que eu disse. No dia seguinte à subida ao poder de Mussolini, o deputado em questão disse assim: “Mas, no fundo, com a situação em que se encontra a Itália, pelo menos esse homem sabe como pôr as coisas em ordem”. Pois bem, se se instaurou o fascismo não foi devido à personalidade enérgica de Mussolini (oportunidade e pretexto), mas sim à indulgência e consentimento daquele deputado liberal (representante exemplar de um país em crise).
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Por conseguinte, é inútil virarmo-nos contra Berlusconi que, digamos assim, faz o seu papel. Quem aceitou o conflito de interesses, quem aceita as rondas, quem aceita a lei Alfano [lei que garantiria a imunidade aos quatro mais altos cargos do Estado – N.T.] e quem agora aceitaria sem grandes pruridos a mordaça que puseram à imprensa (por enquanto de forma experimental), se não fosse o presidente da República levantar reservas, é a maioria dos italianos. Se uma cuidadosa censura da Igreja não estivesse neste momento a turvar a consciência pública, esta mesma nação aceitaria sem vacilar e incluso com uma certa cumplicidade maliciosa que Berlusconi recebesse acompanhantes, mas isso depressa estará ultrapassado, porque os italianos e os bons cristâos em geral desde sempre foram às putas, por muito que o padre diga que não está bem.

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Porque dedicar então a estes alarmes um número do L’Espresso, se sabemos que o jornal vai chegar às mãos de quem já está convencido destes riscos da democracia e, em contrapartida, não será lido por quem está disposto a aceitá-los desde que não lhe faltem com a ração de Big Brother e que de muitos casos político-sexuais no fundo bem pouco sabe porque uma informação em grande parte submetida a controle nem sequer se lhes refere?
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Porque fazê-lo? O porquê é muito simples. Em 1931, o fascismo impôs aos professores universitários, que então eram 1.200, um juramento de fidelidade ao regime. Apenas se recusaram 12 (1%), que perderam o lugar. Há quem diga 14, mas isso mais não faz que confirmar até que ponto o fato passou então despercebido, deixando uma memória um tanto vaga. Muitos outros que logo seriam personagens eminentes do antifascismo do pós-guerra, inclusive aconselhados por Palmiro Togliatti ou Benedetto Croce, fizeram o juramento para poderem continuar a difundir o seu ensino. Pode ser que os 1.188 que ficaram tivessem razão, por diferentes motivos, todos eles respeitáveis. Mas os 12 que disseram não salvaram a honra da Universidade e, em definitivo, a honra do país.

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É essa a razão para às vezes se ter que dizer não, ainda que se seja pessimista e se saiba que não vai servir para nada.

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Pelo menos que a gente possa um dia dizer que o disse.
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* Umberto Eco, escritor, é diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha. Texto publicado no jornal italiano L'Espresso. Tradução: Jorge Vasconcelos para ODiario.info.

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O Diário.info
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in Vermelho - 29 DE JULHO DE 2009 - 13h52
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quinta-feira, julho 23, 2009

Escândalos de Berlusconi atiçam a revolta contra a opressão

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Sua fama internacional já não ia muito bem quando cometeu a "indelicadeza" de se referir ao recém-eleito presidente estadunidense Barack Obama como "jovem, bonito e bronzeado", num comentário abertamente racista.

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Por Marina Fuser, para o Brasil de Fato


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Uma sequência de escândalos, nas últimas semanas, colocou o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi de volta ao centro da cena midiática. Proprietário de uma das mais influentes emissoras televisivas do país, o milionário Berlusconi é pressionado a responder publicamente por sua conduta. Sua fama internacional já não ia muito bem quando cometeu a "indelicadeza" de se referir ao recém-eleito presidente estadunidense Barack Obama como "jovem, bonito e bronzeado", num comentário abertamente racista. Em seguida veio a ratificação do projeto de lei de segurança que considera a imigração irregular como um crime. A lei, que permite inclusive a prisão dos imigrantes por até quatro anos, foi aprovada por 57 votos a favor, 124 contrários e 3 abstenções.

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Pouco depois, um escândalo envolvendo prostitutas e muito dinheiro em festas privadas com a presença de Berlusconi chocou o país, com a publicação de fotos e vídeos. A revelação foi confirmada por quatro prostitutas que alegam ter frequentado festas em seus palácios Grazioli e Villa Certosa. A opinião pública ficou chocada, numa reação em que não faltou uma alta dose de moralismo, mas essa não foi a primeira expressão da conduta machista de Berlusconi. Logo em sua primeira campanha ao governo, ele sugeriu a uma jovem trabalhadora precarizada que a melhor solução para melhorar sua qualidade de vida seria "encontrar um homem rico para se casar".

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Agora, ao visitar a cidade de Aquila, atingida por um trágico terremoto, Berlusconi fez outro comentário infeliz. A intenção foi agradar o eleitorado feminino, mas o efeito foi exatamente o oposto. Num congresso de representantes da indústria farmacêutica, se declarou inconformado com a ausência de mulheres cientistas no evento, e vociferou: "O que os senhores fariam sem as mulheres? São homossexuais? Da próxima vez, trarei algumas showgirls. Maiores de idade, claro". Mulheres cientistas das universidades de Milão, Perúgia, Pádua e Ferrara protestaram contra o discurso "inaceitavelmente sexista" do primeiro-ministro. Cerca de 6.500 mulheres assinaram o chamado ao boicote que incita a ausência de primeiras-damas à reunião de cúpula do G-8 em Áquila.

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Em abril de 2008, talvez o caso mais emblemático, uma declaração de Berlusconi acerca da onda de estupros no país soou como um trovão na opinião pública. Registravam-se, nos primeiros quatro meses do ano, mais de 60 casos de violência sexual em Roma. A maneira "berluscônica" de responder a esse cenário suscitou controvérsias: tropas nas ruas. Sobre isso, ele declarou: "Não poderíamos recrutar uma força grande o suficiente para evitar este risco (de estupros). Teríamos de ter tantos soldados nas ruas quanto mulheres bonitas. Não acho que conseguiríamos".

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No início de 2009, uma carta da primeira-dama colocou Berlusconi numa "saia-justa". O motivo foi seu comentário público dirigido à deputada Maria Carfagna de que "se não estivesse casado, casaria com ela imediatamente". Essa foi apenas uma pérola entre outras tantas, mas na quarta-feira seguinte, eis que uma carta da primeira-dama Veronica Berlusconi perfilava na primeira página do jornal La Repubblica, acusando-o de ferir sua dignidade e exigindo uma retratação pública por conduta inadequada. A primeira-dama foi cercada de solidariedade pela opinião pública em geral, por grupos feministas e inclusive por alguns membros da Igreja, como o cardeal Ersilio Tonini.

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A opressão e a exploração de trabalhadores na Itália dá o tom de um governo abertamente anti-operário, munido de uma ideologia reacionária, machista e racista. A política anti-imigração de Berlusconi coloca em relevo o tratamento que dedica aos extratos mais pauperizados e oprimidos da sociedade, atingindo grande parte da classe trabalhadora. Suas gafes infelizes e a sua conduta abertamente machista são apenas demonstrações da ideologia que está por trás da sua política, ao subordinar a mulher ao poderio quase medieval do seu senhor. Todo esse conservadorismo se faz sentir quando Berlusconi fez questão de defender uma emenda à Declaração dos Direitos Humanos para afirmar que "todo indivíduo tem direito à vida, da concepção à morte natural". A intenção evidente era fazer retroceder a legislação civil na Itália, onde o aborto é legal – uma conquista do movimento feminista italiano entre as décadas de 1960 e 1970 que provocou uma diminuição significativa no número de abortos e pôs fim às clinicas clandestinas, segundo a consitucionalista italiana Lorenza Carlassare.

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Os sucessivos escândalos envolvendo o primeiro-ministro, assim como a sua sua conduta abertamente anti-operária, têm como pano de fundo a crise internacional do capitalismo, e por isso exigem respostas contundentes. A opinião pública negativa frente à política reacionária do governo Berlusconi tem servido de estopim às mobilizações que vem se fermentando desde o último trimestre do ano passado. O despertar do movimento estudantil italiano em outubro não foi um ato isolado de rebeldia juvenil, como gosta de pintar a mídia. Os 15 milhões de trabalhadores que atualmente situam-se abaixo do nível de pobreza têm retomado a tradição de lutas do movimento operário italiano, seguindo o exemplo dos empregados da Alitalia, dos imigrantes e "italianos de segunda geração", secundaristas, universitários e professores que estão na vanguarda da nova onda de manifestações que incendeia o cenário italiano.

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Também as feministas, até então adormecidas em suas ONG’s e em partidos amorfos em geral acomodados ao capitalismo, começam a dar indícios de que estão se despertando. O boicote do G8 foi uma primeira tentativa. Por isso, se mostra cada vez mais necessária uma articulação independente entre mulheres e homens trabalhadores, imigrantes, professores e estudantes em torno de uma plataforma comum de reivindicações que coloque em xeque a política de Berlusconi, em defesa daqueles que fazem e refazem a Itália todos os dias.

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(*) Marina Fuser, socióloga e integrante do grupo de mulheres Pão e Rosas, mora em Bolonha, Itália

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Brasil de Fato
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in Vermelho -
22 DE JULHO DE 2009 - 16h53
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sábado, julho 11, 2009

Ban Ki-moon critica líderes do G8

Eric Fefferberg/Reuters Berlusconi ajuda Merkel a descer do pedestal após a foto de família
Berlusconi ajuda Merkel a descer do pedestal após a foto de família [1]

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Aquecimento Global

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* Ricardo Ramos com agências
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou hoje os líderes do G8 por não adoptarem metas mais ambiciosas e imediatas para a redução das emissões de gases causadores do efeito de estufa.
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Ontem, no primeiro dia da cimeira de Áquila, no centro de Itália, os líderes dos 8 países mais ricos do mundo chegaram a acordo para reduzir em 80% as suas emissões de gases nocivos até 2050, como forma de combater o aquecimento global. Os líderes vão ainda propor aos países em vias de desenvolvimento, como a Índia e a China, a adopção de uma meta mundial de redução de 50% das emissões até 2050, embora esta seja vista pela generalidade dos observadores como uma proposta muito difícil de gerar consensos.

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Ontem, Ban Ki-moon saudou o acordo alcançado pelos líderes do G8 mas afirmou que eles podiam ter ido muito mais além e adoptado um compromisso mais firme e ambicioso, nomedamente, no que diz respeito às metas a alcançar num período intermédio, até 2020. 'Trata-se de um imperativo moral e de uma responsabilidade histórica, para bem da humanidade e do planeta Terra', afirmou o secretário-geral da ONU.

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Entretanto, no segundo dia de trabalhos da Cimeira, os líderes mundiais discutiram um plano de ajuda ao desenvolvimento agrícola nos países pobres, nomeadamente em África, que deverá chegar aos 15 mil milhões de dólares em três anos, e que será formalmente anunciado hoje, no último dia da Cimeira de Áquila.

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ITÁLIA 'FURA' PROTOCOLO

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Diz o protocolo que as reuniões bilaterais entre os líderes do G8 são privadas e aquilo que ali é discutido deve ficar no ‘segredo dos deuses’. No entanto, o jornal ‘Financial Times’ noticiou ontem que vários assessores do primeiro-ministro Silvio Berlusconi têm seguido as conversas através de microfones escondidos na sala de reuniões.

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De acordo com o rígido protocolo das cimeiras do G8, cada líder apenas se pode fazer acompanhar de um assessor, o chamado ‘sherpa’. É rigorosamente proibido filmar, gravar ou tirar anotações, e a única forma de comunicação com o exterior é através de uma caneta digital na posse do ‘sherpa’. Desta vez, no entanto, parece que não foi assim.

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Segundo o ‘Financial Times’, Berlusconi terá mandado instalar microfones na sala, de modo a que os assessores possam ouvir a conversa no exterior e enviar instruções através do ‘sherpa’. O jornal diz ter tido acesso a um memorando interno da delegação italiana, no qual é recomendado a todos os membros para 'não comentarem o assunto com outras delegações'. Um porta-voz de Berlusconi já desmentiu, afirmando que 'tudo o que é dito na sala fica na sala'.

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in Correio da Manhã -
10 Julho 2009 - 00h30
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NOTA VN - Segundo outras informações Berlusconni iria «apalpar» Angela Merkl, criando um incidente diplomático, evitado pela intervenção de Lula, como se vê na foto.
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Confira na Bodega Cultural:
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009


quinta-feira, julho 09, 2009

“Só eu é que não recebi dinheiro”



Itália: Garante prostituta de luxo que ‘tramou’ Silvio Berlusconi.

* Paulo Madeira
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Patrizia D’Addario desencadeou o escândalo das festas privadas do primeiro-ministro italiano.

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Patrizia D’Addario, prostituta de luxo que desencadeou o escândalo das festas privadas de Silvio Berlusconi, garante ter sido a única que não recebeu dinheiro na sequência de uma alegada armadilha montada ao primeiro-ministro italiano.
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Numa entrevista ao ‘El País’, D’Addario, de 42 anos, assegura que não tem medo de falar e que não foi enviada por ninguém para armar uma cilada a Berlusconi, desmentindo, assim, o chefe do governo, que afirmara que a prostituta de Bari foi muito bem retribuída. "Por quem? Que o demonstre, que diga quanto me pagaram, que apresente na Justiça as provas, os nomes. Não tenho qualquer problema. E, quanto à retribuição, sou a única nesta história que não recebeu dinheiro", declarou.
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Tornou-se prostituta de luxo e conseguiu começar as obras de um complexo turístico sonhado pelo pai, mas o projecto foi suspenso em 2007 por questões de impacte ambiental. Para defender o projecto, ao qual tem dedicado os últimos anos, a prostituta garante ter passado uma noite com Berlusconi sem ter cobrado nada. "Confiei nele", refere. Renunciou ao pagamento e logo se sentiu traída pelo político, de quem esperava uma ajuda efectiva no projecto. Foi então que decidiu contar a sua história em tribunal, tornando-se testemunha crucial do ‘Barigate’.

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D’Addario descreveu uma das festas, no palácio Grazioli, residência particular de Berlusconi em Roma. "Era um harém onde ele era o único protagonista. Estavam 20 mulheres quando eu e Gianpaolo Tarantini [arranjava prostitutas para o primeiro-ministro] chegámos. Ele [Berlusconi] apareceu e aproximou-se. Eu disse ‘olá’ e ele disse-me: ‘És muito bonita’", recorda.

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"Depois pediu-me que me sentasse com ele. Um cachorrinho meteu-se entre os meus pés. Foi-lhe oferecido pela mulher de Bush. Ele disse que não me preocupasse, que não me faria mal. Chama-se ‘Frufru’ e é engraçadíssimo", acrescenta.

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APONTAMENTOS

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ELEITA DE BERLUSCONI

Numa das festas privadas Patrizia foi escolhida por Berlusconi, que a acariciou diante de outras 20 mulheres e guarda--costas. Outra convidada de Berlusconi, Barbara Monterreale, teceu o comentário: "Que asco!"

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TROCAS PROMÍSCUAS

Segundo o relato de Patrizia, Gianpaolo Tarantini era o assessor, facilitador e intermediário de Berlusconi. Um homem disposto a tudo para satisfazer o ‘cliente final’ e obter em troca protecção política e empresarial.

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Correio da Manhã - 2009.07.06
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sábado, julho 04, 2009

“Sou a única que admite ser prostituta”


Patrizia D’Addario fez sexo com o primeiro-ministro italiano


Patrizia D’Addario fez sexo com o primeiro-ministro italiano

Itália: Patrizia D’addario acusa ‘colegas’ das festas de Berlusconi

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* Paulo Madeira com agências

A italiana Patrizia D’Addario, de 42 anos, prostituta de luxo de Bari, é a principal testemunha no processo judicial que investiga o empresário Gianpaolo Tarantini por corrupção e incitamento à prostituição. Patrizia aceitou falar ao ‘La Repubblica’ com uma condição: omitir os pormenores da investigação. E aproveita para acusar as ‘colegas’.

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Quando confrontada com o facto de ter participado em festas privadas do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, enquanto escort (prostituta de luxo), Patrizia afirmou que poderia ter continuado a "fazer essa vida" sem se delatar e "receber os envelopes com dez mil euros". "Sou a única que confessou a profissão que exerço. As outras calam, vão ter com o papi [Berlusconi], pegam nos envelopes e fazem carreira", acrescenta. "Éramos umas vinte. Um harém. Vi duas jovens sempre juntas. Pelo que percebi, eram lésbicas", referiu Patrizia.

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Quando confrontada com o facto de ter participado em festas privadas do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, enquanto escort (prostituta de luxo), Patrizia afirmou que poderia ter continuado a "fazer essa vida" sem se delatar e "receber os envelopes com dez mil euros". "Sou a única que confessou a profissão que exerço. As outras calam, vão ter com o papi [Berlusconi], pegam nos envelopes e fazem carreira", acrescenta. "Éramos umas vinte. Um harém. Vi duas jovens sempre juntas. Pelo que percebi, eram lésbicas", referiu Patrizia.
28 Junho 2009 - 17h52 | JMC
A matéria-prima, as "ferramentas de trabalho" são as mesmas, mas umas são sérias (não riem) e outras de esquinas. Genial
27 Junho 2009 - 21h04 | aramis
Se fossem orgias homosexuais qualquer critica era discriminação.Como são hetero é só malhar.Comentadores ridiculos
27 Junho 2009 - 19h04 | Jofe
Com 70 e tal anos não acham que o homem até tem bom gosto ?
27 Junho 2009 - 17h29 | Mefista
E os grandes comentaristas a favor do Berlusconi e suas meninas me digam o que isso contribui para o país italiano?
27 Junho 2009 - 17h14 | Revoltado
Prostituta de luxo porque?Será forrada de...OURO???Agora as prostitutas tem diferentes categorias?
27 Junho 2009 - 14h58 | silvio che
esta mais que visto ,as leis nao forao feitas para proteger ohomem mas sim para favorecer as prostitutas...
27 Junho 2009 - 14h19 | Di Maria
Grande Berlusconi!!Assim é q è: esta é a forma correcta de afirmar a masculinidade, n é matar animais numa praça de tour
27 Junho 2009 - 12h10 | Paulo Careneiro Ribeiro
Pelo menos para prostitutas Berlusconi tem bom gosto. Ainda não apareceu um travesti.
27 Junho 2009 - 12h07 | JR
Assim é que é falar. As pessoas têm que assumir o que são, e o que fazem. JR-27/06/2009
27 Junho 2009 - 11h47 | cagatachos
amantes ,prostitutas ou seja lá o que for têm de descontar para a segurança social ou não...!?.
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27 Junho 2009 - 10h35 | António Afonso
Não percebo é como,num pais livre os italianos elegem escumalha desta.Votem,não deixem uma minoria escolher por vós!
27 Junho 2009 - 09h19 | arsenio
O espectaculo de Berlusconi,continua.....até quando?
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EPA D’Addario diz que ladrões procuravam gravações
D’Addario diz que ladrões procuravam gravações
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Itália: Casa da jovem que denunciou Berlusconi foi assaltada

Prostituta teme ser assassinada

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F. J. Gonçalves com agências
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A prostituta que desencadeou o escândalo das festas privadas do primeiro-ministro Silvio Berlusconi receia ser agredida ou assassinada. Em entrevista a um canal de TV italiano, Patrizia D’Addario revelou que o seu apartamento foi assaltado e acusou os responsáveis de estarem às ordens do chefe de governo.

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Sem nunca referir o nome de Berlusconi, D’Addario frisa as características pouco vulgares do assalto. Um televisor muito caro, por exemplo, foi deixado no lugar, mas todos os discos compactos foram levados. "É pouco habitual", sublinha, afirmando que os ladrões tinham um objectivo bem definido: "Disse a alguns amigos que tinha essas gravações [de encontros e conversas com Berlusconi] e alguém foi encarregado de esvaziar e vandalizar a minha casa. Não ficou nada."

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Depois de o carro da sua amiga Barbara Montereale – outra ‘convidada’ das festas de Berlusconi – ter sido incendiado, este novo episódio fez aumentar o receio de D’Addario. Apesar disso, a jovem assegura não estar arrependida de ter revelado os pormenores sórdidos das festas do primeiro-ministro.

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Entretanto, dias depois de Berlusconi vir a público afirmar que 61% dos italianos continuam a apoiá-lo, uma sondagem publicada pelo ‘Corriere della Sera’ revela uma queda de popularidade do magnata, de 72 anos. A sondagem dá 49,1% de taxa de aprovação ao primeiro-ministro, uma queda ligeira face à média dos 51% dos primeiros cinco meses de 2009..

» COMENTÁRIOS no CM cn line
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29 Junho 2009 - 23h45 | Lena-Suissa
ATCHIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM :o(
29 Junho 2009 - 11h24 | GatoFedorento
Deixem o menino divertir-se, afinal ele tambem merece, e pelos vistos pagou às meninas... o que é que elas querem mais??
29 Junho 2009 - 10h36 | JOKER
Cá também há muita "convidada" e "convidado". "Convívio" é fundamental na sociedade. LOL
29 Junho 2009 - 07h08 | USA
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quarta-feira, abril 30, 2008

Itália - Berlusconi vence eleições

Tragédia italiana

As forças mais reaccionárias obtiveram uma vitória clara nas eleições italianas. O desprestígio da coligação de «centro-esquerda» de Prodi, que governou à direita, conduziu a um desfecho previsível: traindo a sua base eleitoral, fortaleceu Berlusconi, Bossi e Fini e entregou-lhes a maioria absoluta nas duas câmaras do Parlamento. Avizinham-se tempos negros para os trabalhadores italianos. O presidente cessante da confederação patronal declarou já guerra às estruturas sindicais, com Durão Barroso na plateia (La Stampa, 19.4.08).
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Em meados dos anos 70 a Itália tinha o maior Partido Comunista da Europa ocidental. A notável força social, política e eleitoral do PCI, conquistada ao longo de décadas de luta pelos interesses da classe operária e na resistência antifascista, alcançou enormes avanços sociais. Mas no seio do PCI ganharam força correntes que minaram a sua natureza de classe, a sua história e razão de ser. Correntes que conduziram à sua liquidação em 1991. É instrutivo verificar que grande parte daqueles que conduziram essa liquidação são hoje dirigentes de uma força política – o recém-formado Partido Democrático – que nada tem que ver nem com a tradição comunista, nem sequer com a tradição social-democrata ou o movimento operário. Não se afirmam de esquerda. São defensores assumidos dos interesses do grande capital e do imperialismo italiano e europeu. E governaram como tal, nestes últimos dois anos. Quer no plano social e económico, quer em matéria de política externa – do Afeganistão ao Líbano, do Kosovo às relações com os EUA e Israel. Segundo um relatório da OSCE divulgado nas vésperas das eleições, o salário médio dos trabalhadores italianos é hoje inferior ao da Grécia e Espanha, apenas superando o de Portugal, entre os países da Europa ocidental.
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O enorme descontentamento com a política governamental castigou também as forças mais à esquerda da coligação de governo, que perderam mais de dois terços dos votos obtidos há dois anos. Incapazes de condicionar a política do governo, mas também de a combater através da luta de massas, viram-se destroçadas, entre a tentação do «voto útil» para derrotar Berlusconi e o ser considerados «iguais aos outros». Parte substancial do seu eleitorado virou as costas ao que considerou uma excessiva institucionalização e uma subestimação da luta de classes e de massas. E também a tendências assumidas durante a campanha eleitoral, de diluição do Partido da Refundação Comunista no seio de formações políticas sem uma clara natureza anti-imperialista e anti-capitalista, e sem que isso correspondesse a decisões tomadas democraticamente pelas estruturas do PRC ou pelos seus militantes.
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Talvez em nenhum outro país se tenha gasto tanta tinta a «repensar a esquerda» e «renovar a prática de esquerda» como em Itália. Durante décadas fomos sujeitos aos conselhos de nos «modernizarmos» como «em Itália». O desfecho de tanto «repensamento» e liquidacionismo está à vista e é trágico: pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, não haverá no Parlamento italiano deputados comunistas. Nem sequer socialistas, ou verdes. Uma direita fascizante assume as rédeas do poder num momento de crise profunda do capitalismo. Mas a História não pára. Será a própria realidade de um capitalismo explorador e voraz a impor a necessidade de a classe operária italiana reerguer as suas estruturas de classe. Importa que, ao fazê-lo, saiba extrair as lições e evitar os erros do passado. Para bem dos trabalhadores de Itália e de todo o Mundo.
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in Avante 2008.04.24
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quarta-feira, abril 16, 2008

Vitória de Berlusconi abre «nova era»

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clicar nas imagens para ler
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in Correio da Manhã - 2008.04.16
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Comunistas estão fora do parlamento italiano


Silvio Berlusconi e a direita ganharam as eleições na Itália, disputadas no último fim de semana. A sua coligação obteve 46,8% para a Câmara de Deputados e 47,3% para o Senado, alcançando maioria absoluta nas duas câmaras. A chamada Esquerda Arco-Íris, que incluía a Refundação Comunista, os Comunistas Italianos e os Verdes, obteve 3,1% para a Câmara e 3,2% para o Senado, não elegendo nenhum deputado ou senador.


Perante esta derrota histórica, Fausto Bertinotti pediu demissão da direção de seu partido, a Refundação Comunista. Na Itália existe cláusula de barreira de 4% para eleger deputados (e 8% em cada região para eleger senadores). Essa barreira e uma grande queda impediram a Esquerda Arco-Íris de eleger qualquer deputado ou senador.


Em 2006, a Refundação Comunista tinha obtido para a Câmara 5,84%, elegendo 41 deputados, e 7,37% para o Senado, elegendo 27 senadores. Em 2006, os Comunistas Italianos tinham eleito 16 deputados (2,32%) e os Verdes 15 (2,06%).


Fausto Bertinotti, que era o presidente da Câmara dos Deputados, considerou que o fato da Esquerda Arco-Iris não eleger ninguém constitui uma derrota de "proporções imprevistas".


Em uma coletiva de imprensa, Betinotti disse que "meu papel na direção termina esta noite", considerou que a esquerda deve refletir, afirmando: "A construção de uma força de esquerda unida é a única perspectiva de esperança para o futuro".


Na coligação de direita, o Partido da Liberdade (PL), de Berlusconi e Gianfranco Fini, obtém 37,4% elegendo 272 deputados para a Câmara e a Liga do Norte (LN), de Umberto Bossi, 8,3% elegendo 60 deputados. Para o Senado o PL obteve 38,2%, elegendo 141 senadores e a LN 8,1%, elegendo 25 senadores.


A coligação liderada por Walter Veltroni e pelo Partido Democrático (PD) obteve 37,54% para a Câmara de Deputados, elegendo 239 deputados (211 do PD e 28 do partido Itália dos Valores do juiz Di Pietro) e 38% para o Senado elegendo 130 senadores (116 do PD e 14 do partido de Di Pietro).

Esquerda derrotada na Itália

Esquerda italiana foi derrotada por nocaute

A Esquerda anti-capitalista italiana agora é extra-parlamentar. A coalizão Esquerda-Arco-Íris, que reúne o Partido da Refundação Comunista (PRC), o Partido Comunista Italiano (PCI), a corrente socialista Esquerda Democrática (SD) e a Federação dos Verdes (FdV), não conseguiu, nas eleições italianas deste fim de semana, o número mínimo de votos para ter representação na Câmara dos Deputados e no Senado.

Só para se ter uma idéia do tamanho da surra: em 2006, somente o PRC, na coalizão de Romano Prodi, elegeu 41 deputados e 27 senadores.

O magnata das telecomunicações e terceiro homem mais rico do país, Silvio Berlusconi (foto) foi eleito primeiro-ministro italiano pela terceira vez. Sua coalizão de direita teria obtido 45% na Câmara enquanto a coalizão centrista de Walter Veltroni ficou com 39%. No Senado a coalizão de Berlusconi teria conquistado 164 vagas contra 139 da coalizão de Veltroni, segundo levantamento da RAI.

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domingo, abril 13, 2008

Actriz porno - para os «sucialistas» vale tudo?


* F. J. Gonçalves com agências

Numa campanha eleitoral os candidatos mostram habitualmente um rosto sorridente pa-ra fotografias que depois enchem as paredes das cidades. A candidata socialista às eleições municipais italianas Milly d’Abbraccio, uma famosa estrela porno, optou pela diferença irreverente e mostra o generoso traseiro em sete mil cartazes que decoram as paredes de Roma. A frase que acompanha a foto é expressiva: "Basta destes caras de c..."



As eleições municipais decorrem em simultâneo com as legislativas antecipadas de 13 e 14 de Abril e nelas os socialistas têm, ao contrário das legislativas, algumas pretensões. Por isso mesmo o aparecimento do cartaz de d’Abbraccio causou desconforto nas hostes. A actriz, que diz pretender fazer de Roma uma 'cidade do amor' se for eleita, defendeu-se afirmando que o cartaz foi pago com o seu dinheiro. 'Paguei-o e agora utilizo-o', afirmou.


Tendo em conta as originalidades italianas, que em 1987 permitiram a Illona Staller, mais conhecida por Cicciolina, tornar-se deputada, as pretensões de d’Abbraccio não são tão disparatadas quanto parecem. Cicciolina obteve vinte mil votos em representação, justamente, de um círculo eleitoral de Roma e tornou-se na primeira actriz pornográfica do Mundo a ser eleita democraticamente para um Parlamento.


DESENCANTO


Um dos trunfos a favor da nova política ‘hardcore’ é o desencanto dos italianos com os seus políticos. 'Em minha opinião devíamos livrar-nos deles todos e trazer para a política pessoas novas', afirmou recentemente à Reuters uma reformada romana, de 58 anos, exprimindo um sentimento muito comum. Não estaria a pensar em d’Abbraccio, mas o desabafo assenta que nem uma luva à campanha da candidata.


Refira-se que os mais de quarenta milhões de eleitores italianos vão escolher no domingo e segunda-feira as duas câmaras do novo Parlamento nacional, oito presidentes e conselhos provinciais, 426 presidentes de Câmara e ainda assembleias e governos locais das regiões autónomas da Sicília e Friuli-Venezia Giulia.


Os estudos de opinião revelam, além de uma vantagem da Direita nas legislativas (ver caixa) uma enorme taxa de indecisos. Alguns afirmam que um terço dos eleitores só decidirá o sentido de voto no momento de traçar a cruz no boletim.


BERLUSCONI QUER MAIORIA


O antigo primeiro-ministro e líder da direita italiana Silvio Berlusconi afirmou ao jornal ‘La Stampa’ que deseja obter uma vitória esmagadora nas legislativas dos dias 13 e 14 de maneira a poder tomar 'decisões impopulares em caso de necessidade'. 'Para governar é preciso uma larga maioria que me permita, se necessário, tomar decisões difíceis', afirmou, frisando que espera obter 'uma margem de pelo menos uma vintena de senadores'.


As sondagens colocam o líder do novo partido Povo da Liberdade em vantagem sobre o principal rival, Walter Veltroni, do Partido Democrata. No actual período de instabilidade política, Berlusconi tem a seu favor o facto de ter sido o único primeiro-ministro italiano, no último meio século, a cumprir integralmente o mandato de cinco anos (2001/2006).

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in Correio da Manhã - 11 Abril 2008 - 00.30h

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» COMENTÁRIOS no CM on line
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11 Abril 2008 - 20.28h | Emídio Cardoso
Pelo menos não engana ninguêm.Mostra o que tem.Não promete uma coisa e depois verifica-se outra,como a maioria dos políticos.Há muita gente escandalizada,mas o que eu gostava de ver é gente honesta.Gente que com a boca defende o cú há muita.
11 Abril 2008 - 16.49h | Tertulia
No início da semana estaremos atentos para verificar se Milly D'abraccio tem bons resultados ou se leva tau tau no...perdão, nas urnas.
11 Abril 2008 - 16.30h | Encarnadão-Ponte de Sor
Está bem servida!
11 Abril 2008 - 08.40h | capitaoPortugal
E Viva A liberdade!isto sim nao aos dogmas religiosos viva a liberdade em todos os sentidos
11 Abril 2008 - 03.41h | Carlos Coisa Boa
É a sua ferramenta de trabalho, nada a opôr. É como se fosse uma foice ou um martelo. Certamente ela quer melhores condições de trabalho para si e para a sua ferramenta e se a mostrar depois do trabalho deve realçar o desgaste a que um trabalho desses obriga
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