A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

e.conomia - Revista da Imprensa 2010,01.28/2010.02.02

Orçamento de Obama aposta no emprego e promete cortes no défice no futuro
1 Fevereiro 2010

Os EUA já têm proposta de orçamento. A aposta de Obama mantém-se na criação do emprego, mas já foi apresentado um plano de redução dos défices. (+)
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Bónus: pagar bem ou não pagar de todo
1 Fevereiro 2010

Se uma empresa quiser optar por incluir os bónus nos seus seus modelos de remuneração, ou entrega um valor suficientemente grande ou o melhor é não dar nada. A conclusão é de um estudo que analisa os efeitos na satisfação e no desempenho dos trabalhadores dos bónus, consoante a sua dimensão. (+)
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Bernanke esteve bem, mas poderia ter ido mais longe
31 Janeiro 2010

As opções da Reserva Federal norte-americana desde que a crise rebentou em 2007 estão em linha com o previsto pela teoria económica, embora, em alguns casos, o conhecimento teórico apontasse para alguns desvios face às opções de Ben Bernanke. Quem o diz é Ricardo Reis, professor português na Universidade de Columbia em Nova Iorque que, num artigo publicado recentemente no CEPR, analisa os dois anos de actuação da Fed. Cauteloso nas interpretações, Reis apoia a opção de colocar a taxa de juro próxima de zero, mas defende que Bernanke já deveria ter anunciado que pretende ter, a médio prazo, um nível de inflação superior à média nos EUA. Em relação aos instrumentos de política monetária não convencional, o economista diz que a Fed poderá ter disparado em demasiadas direcções. (+)
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Não será o petróleo a tramar a democracia Rússia
31 Janeiro 2010

A Rússia seria mais democrática se não tivesse petróleo ou gás. No entanto, isso não quer dizer que a variação dos preços do petróleo tenha tido ou venha a ter um impacto determinante na definição do regime político no país. Estas são conclusões de Daniel Treisman, professor da Universidade da Califórnia, num estudo publicado no National Bureau of Economic Research. (+)
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quinta-feira, janeiro 28, 2010

e.conomia - Revista da Imprensa 2010,01,25/28

Como Davos faz pessoas incrivelmente ricas parecerem mais espertas do que são
28 Janeiro 2010

Começou o encontro anual de Davos: até agora, não excitou. Governo terá de apostar no Pacto de Estabilidade e Crescimento para ganhar credibilidade internacional. Lains ataca Duque pela análise que faz ao défice orçamental português. Economistas defendem que a China não deve ajudar a Grécia. (+)
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Mercados e agências de rating consideram orçamento pouco ambicioso
27 Janeiro 2010

A proposta de orçamento ainda agora foi apresentada e os mercados internacionais já estão a penalizar as emissões de dívida portuguesas. “Pouco ousado”, é o verdicto de agências de rating, analistas e investidores. (+)
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OE português garante credibilidade financeira? Esta é a pergunta que corre o mundo
26 Janeiro 2010

A apresentação do OE português aparece na imprensa internacional e a pergunta é só uma: vai Portugal garantir a credibilidade financeira internacional? Espanha vai avançar com um plano ambicioso de austeridade orçamental. E os gregos conseguiram ontem emitir com sucesso dívida pública. Há dois artigos interessantes no VOX: Daniel Gros diz que o problema no sistema financeiro não é apenas haver bancos demasiado grandes para falir, mas também o facto dos bancos estarem demasiado interligados. Dois economistas defendem, com base no caso espanhol, que receber emigrantes ajuda às exportações. (+)
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O que Portugal e a Grécia podem aprender com as crises da Califórnia
25 Janeiro 2010

Para situações difíceis, políticas inovadoras. Dois economistas pedem para que se olhe para o exemplo da Califórnia, lançando um sistema de duas divisas, que ajudaria a resolver o problema orçamental com menos danos para a economia. (+)
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As razões por trás das fugas de cérebros
25 Janeiro 2010

A principal razão para a desigualdade de rendimentos médios entre países está no valor que é conferido às qualificações dos trabalhadores, o que significa que uma política de melhoria das qualificações ou de ajuda financeira internacional pode não ser suficiente para enfrentar o problema. A emigração, principalmente dos mais qualificados, é uma das consequências deste fenómeno, com efeitos positivos para o bem estar à escala mundial. (+)
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Corrupção destrói a confiança da população nas instituições públicas
24 Janeiro 2010

A corrupção destrói a confiança da população nas instituições públicas o que prejudica a sua eficácia. Os autores lembram que o bom funcionamento das instituições é um importante factor de crescimento. Esta é a conclusão central de um estudo publicado recentemente pelo Banco Mundial onde é analisada a relação entre os níveis de corrupção e os de confiança nas instituições públicas para mais de 90 países, com base em dados de 2008. (+)
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Aumentos da função pública na Zona Euro servem de referência aos das empresas
24 Janeiro 2010

Os salários dos funcionários públicos exercem uma influência significativa sobre os do sector privado. A influência é especialmente forte quando se considera uma relação entre os sectores num mesmo ano. Também existem impactos do sector privado no público, embora de menor importância. A intensidade da relação entre sectores varia entre países. Estas algumas das principais conclusões de um estudo publicado esta semana pelo Banco Central Europeu, onde se analisam trinta anos nas quatro maiores economias da Zona Euro. (+)
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Plano de Saúde de Obama será o segundo pacote de estímulo orçamental nos EUA
22 Janeiro 2010

A perda dos democratas de um lugar no Senado e com ela da supermaioria não irá evitar a reforma da Saúde de Obama que funcionará como um segundo plano de estímulo orçamental nos EUA, diz Adam Posen. Obama recupera Volker e faz tremer mundo financeiro. Grécia continua a pesar sobre a Zona Euro. (+)
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China já está em velocidade de cruzeiro
21 Janeiro 2010

Com a Europa e os EUA ainda sem a retoma assegurada, a China já voltou às taxas de crescimento explosivas do passado. O problema está agora na inflação. (+)
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Crise: produtividade aumentou nos EUA e baixou na Europa (e em Portugal)
20 Janeiro 2010

A produtividade do trabalho caiu na Europa e em Portugal em 2009, devendo recuperar em 2010. A grande diferença nos EUA é que a produtividade aumentou. Grécia continua a pressionar a Zona Euro e Portugal: as yields e os CDS estão a subir. FMI diz que problema na Grécia é sério e Roubini, citado por Vitor Bento, deixa uma aviso a Portugal. Ainda do FMI chega um aviso de que é demasiado cedo para retirar estímulos à economia. Finalmente, nos EUA, o governo poderá recuperar uma ínfima parte do dinheiro que empenhou na AIG. (+)
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segunda-feira, janeiro 25, 2010

e.conomia - Revista da Imprensa 2910,01,18/25

O que Portugal e a Grécia podem aprender com as crises da Califórnia
25 Janeiro 2010

Para situações difíceis, políticas inovadoras. Dois economistas pedem para que se olhe para o exemplo da Califórnia, lançando um sistema de duas divisas, que ajudaria a resolver o problema orçamental com menos danos para a economia. (+)
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As razões por trás das fugas de cérebros
25 Janeiro 2010

A principal razão para a desigualdade de rendimentos médios entre países está no valor que é conferido às qualificações dos trabalhadores, o que significa que uma política de melhoria das qualificações ou de ajuda financeira internacional pode não ser suficiente para enfrentar o problema. A emigração, principalmente dos mais qualificados, é uma das consequências deste fenómeno, com efeitos positivos para o bem estar à escala mundial. (+)
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Corrupção destrói a confiança da população nas instituições públicas
24 Janeiro 2010

A corrupção destrói a confiança da população nas instituições públicas o que prejudica a sua eficácia. Os autores lembram que o bom funcionamento das instituições é um importante factor de crescimento. Esta é a conclusão central de um estudo publicado recentemente pelo Banco Mundial onde é analisada a relação entre os níveis de corrupção e os de confiança nas instituições públicas para mais de 90 países, com base em dados de 2008. (+)
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Aumentos da função pública na Zona Euro servem de referência aos das empresas
24 Janeiro 2010

Os salários dos funcionários públicos exercem uma influência significativa sobre os do sector privado. A influência é especialmente forte quando se considera uma relação entre os sectores num mesmo ano. Também existem impactos do sector privado no público, embora de menor importância. A intensidade da relação entre sectores varia entre países. Estas algumas das principais conclusões de um estudo publicado esta semana pelo Banco Central Europeu, onde se analisam trinta anos nas quatro maiores economias da Zona Euro. (+)
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Plano de Saúde de Obama será o segundo pacote de estímulo orçamental nos EUA
22 Janeiro 2010

A perda dos democratas de um lugar no Senado e com ela da supermaioria não irá evitar a reforma da Saúde de Obama que funcionará como um segundo plano de estímulo orçamental nos EUA, diz Adam Posen. Obama recupera Volker e faz tremer mundo financeiro. Grécia continua a pesar sobre a Zona Euro. (+)
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China já está em velocidade de cruzeiro
21 Janeiro 2010

Com a Europa e os EUA ainda sem a retoma assegurada, a China já voltou às taxas de crescimento explosivas do passado. O problema está agora na inflação. (+)
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Crise: produtividade aumentou nos EUA e baixou na Europa (e em Portugal)
20 Janeiro 2010

A produtividade do trabalho caiu na Europa e em Portugal em 2009, devendo recuperar em 2010. A grande diferença nos EUA é que a produtividade aumentou. Grécia continua a pressionar a Zona Euro e Portugal: as yields e os CDS estão a subir. FMI diz que problema na Grécia é sério e Roubini, citado por Vitor Bento, deixa uma aviso a Portugal. Ainda do FMI chega um aviso de que é demasiado cedo para retirar estímulos à economia. Finalmente, nos EUA, o governo poderá recuperar uma ínfima parte do dinheiro que empenhou na AIG. (+)
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Guerra Luxemburgo-Portugal por causa da vice presidência do BCE
19 Janeiro 2010

A guerra entre Luxemburgo e Portugal em torno do lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu está a subir de tom, com Teixeira dos Santos a criticar directamente o presidente do Eurogrupo, Jean/Claude Juncker. (+)
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EDP’s, PT’s e companhias. Qual o seu papel na recuperação nacional?
18 Janeiro 2010

As empresas portuguesas de sectores não transacionáveis beneficiam de pouca concorrência, alimentam lucros à custa das outras empresas e das familias e exportam capitais em investimentos no exterior, isto com o apoio do Estado que as domina ou detém golden-shares. Faz sentido? Os ministros das Zona Euro discutem vice-presidência do BCE, estratégias de política económica e representação externa. PEC grego é hoje analisado. De Grauwe ataca BCE por ajudar à valorização do euro. Economista irlandesa critica organismo europeu de supervisão de risco sistémico. (+)
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quinta-feira, janeiro 14, 2010

E.conomia.info - 2010.01.14

Mercados sinalizam que Portugal não é a Grécia
14 Janeiro 2010

Depois da Moody’s ter vindo ontem colocar Portugal e Grécia num mesmo saco – o dos países que terão uma morte lenta -, os mercados reagiram de forma muito diferente, salienta a Bloomberg que diz que, em reacção à avaliação da agência de notação de risco, o preço dos seguros contra risco de incumprimento (os CDS) aumentou 49 pontos base para 328 no caso grego, tendo permanecido quase inalterados nos 105 pontos no caso português. E por isso titula o seu artigo com um “Os mercados apostam no incumprimento grego”.
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Nota: cada ponto base a mais num contrato de seguro de dez milhões de euros de dívida significa um aumento de mil euros por ano no seu preço.
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Riscos dos soberanos vão permanecer sobre grande pressão nos próximos anos
Os riscos estarão em alta nos próximos anos para a maioria dos soberanos, defende hoje no Financial Times George Magnus que aponta várias razões. Entre elas, os custos do serviço da dívida deverão permanecer elevados, a queda nas receitas dos Estados poderá ser permanente – já que se relacionam com serviços financeiros e a habitação – e o fraco crescimento vai limitar a capacidade de consolidação orçamental.
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Novo comissário do mercado interno e serviços financeiros promete lutar contra dumping social
Michel Barnier, que deverá ser o próximo comissário do mercado interno e do serviços financeiros, que foi ontem ouvido pelo Parlamento Europeu – na sequência de audições que estão a ser feitas à nova equipa Barroso – salientou a importância da Europa assegurar e proteger a coesão social e os serviços públicos. Citado pelo Le Monde, Barnier afirmou: “não tenho a intenção de ligar o meu nome e a minha acção a decisões que possam provocar regressões sociais”, garantindo lutar contra o “dumping social”, e salientando que irá apresentar estudos de impacto social das suas decisões e garantido que estará “atento à preservação dos serviços públicos”.
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Lisboa morreu: vida longa para Lisboa
O plano de transformar a Europa na zona económica mais competitiva do mundo falhou por completo. A meta estabelecida em 2000 e o conseguir até 2010, a então apelidada estratégia de Lisboa, morreu. Charles Wyplosz, um dos mais reputados economistas finacneiros europeus, diz o que falhou em “Lisboa”, num artigo escrito no Vox, salientando que o problema está exactamente no desenho institucional da estratégia.
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Berlusconi já não corta impostos
Apesar de já esta semana ter defendido um corte de impostos, o primeiro ministro italiano vem agora dizer que já não o irá fazer, escreve o FT que salienta que esta é a posição do seu ministro das Finanças. Assim o obriga a actual situação financeira internacional.
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— e.conomia.info
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quarta-feira, janeiro 13, 2010

““Lost Decade” in Translation: What Japan’s Crisis could Portend about Recovery from the Great Recession” - Murtaza Syed, Kenneth Kang, e Kiichi Tokuoka

As lições do Japão para a actual crise
10 Janeiro 2010

[Paper] ““Lost Decade” in Translation: What Japan’s Crisis could Portend about Recovery from the Great Recession”

[Autores] Murtaza Syed, Kenneth Kang,
e Kiichi Tokuoka

[Publicação] FMI, Dezembro 2009

[Classificação JEL] E00, F00, N100

[Palavras Chave] Japan, Lost Decade, Financial Crisis, Great Recession, Green Shoots, Exit
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Murtaza Syed, Kenneth Kang e Kiichi Tokuoka estudam a crise japonesa para retirar algumas conclusões sobre a actual situação e as medidas de política económica mais adequadas. E as lições a reter são quatro: indicadores positivos não são garantia de recuperação; é necessário resolver as fragilidades financeiras; os estímulos macroeconómicos facilitam o ajustamento mas têm custos e, por isso, é aconselhável ter planos a médio prazo.
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[Artigo] Este artigo publicado pelo FMI olha para a crise japonesa que teve início na década de 90 para tirar algumas conclusões sobre a sustentabilidade da recuperação económica actualmente em curso, uma vez que ambas as crises tem características semelhantes.
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[Abordagem] Os autores analisam os paralelismos e retiram algumas implicações para a situação actual a partir da experiência japonesa, em termos de perspectivas económicas e também caminhos a seguir pela política económica.
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[Conclusões] O caso japonês permite retirar quatro lições: i) haver indicadores positivos não é uma garantia de recuperação e é necessário ser cauteloso; ii) as fragilidades financeiras deixam a economia vulnerável a choques e devem ser resolvidas para assegurar a durabilidade da recuperação; iii) os estímulos macroeconomicos facilitam o ajustamento mas têm custos; iv) é difícil encontrar o momento exacto para retirar os estímulos e ter planos a médio prazo ajuda.
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[Comentário] O Japão é um óptimo exemplo para compreender as implicações da actual crise financeira e as respostas mais adequadas em termos de política económica. Retirar lições do passado é sempre importante para melhor actuar no futuro, mas a crise que se vive está demasiado espalhada pela economia mundial para haver apenas um caminho. São muitas realidades nacionais diferentes que podem exigir respostas distintas.
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e.conomia.info
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“Policies to Create and Destroy Human Capital in Europe” - James J. Heckman e Bas Jacobs

Europa precisa de reinventar políticas de fortalecimento do capital humano
10 Janeiro 2010

[Paper] “Policies to Create and Destroy
Human Capital in Europe”

[Autores] James J. Heckman e Bas Jacobs

[Publicação] IZA, Dezembro 2009

[Classificação JEL] H2, H5, I2, I3, J2, J3

[Palavras Chave] skill formation, human capital, labor supply, retirement, training, dynamic, complementarity, inequality, returns to education, (non)cognitive skills, family policy, training policy, active labor market policy, tax policy, benefit systems, pension policy, welfare state
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A crescente dependência dos trabalhadores não qualificados do Estado Social exige que os governos europeus reinventem as suas políticas de fortalecimento do capital humano. O investimento na educação durante os primeiros anos das crianças deve ganhar, em termos relativos, mais peso face à formação numa fase mais adiantada da vida, já que esta última tende a ser bastante menos eficiente, defendem os autores deste estudo.
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[Artigo] Nas últimas décadas, o Mundo mais desenvolvido tem vindo a assistir a alterações tecnológicas que colocam os trabalhadores pouco qualificados numa posição de cada vez maior debilidade. Os dados mostram que são estes que mais têm vindo a sofrer com o desemprego e que beneficiam dos apoios do Estado Social. O que devem fazer os governos europeus que se preocupam com a sustentabilidade do seu modelo social? Esta é a pergunta a que o prémio Nobel James J. Heckman, em parceria com Bas Jacobs, tenta responder.
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[Abordagem] Os autores começam por analisar os últimos desenvolvimentos ao nível da formação de capital humano na Europa. Depois desenvolvem teorias em torno de questões como a formação, utilização e manutenção de qualificações. Por fim, fazem recomendações de políticas.
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[Conclusões] É necessário reinventar as políticas de capital humano na Europa. os vários tipos de investimentos em formação devem ser complementares, mas em termos relativos a aposta no desenvolvimento do capital humano nas crianças deve ser mais fortalecida do que o investimento na formação dos trabalhadores mais velhos. Ainda assim, assinalam os autores, a manutenção das qualificações é uma tarefa que não pode ser esquecida.
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[Comentário] Portugal, como mostra o próprio estudo, é um dos países europeus que mais sofre com a recente evolução da economia mundial que penaliza fortemente os trabalhadores com baixas qualificações. A aposta na educação feita nos primeiros anos de vida, recomendada por este estudo, pode não trazer resultados impressionantes a nível estatístico no curto prazo, mas pode ser a melhor forma de começar a combater um atraso de décadas que prejudica grandemente o país.
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— e.conomia.info
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E.conomia.info - 2010.01.12

e.conomia.info

Os avanços da semana na Teoria Económica

 

Crescimento moderado, sem emprego e com mais endividamento
12 Janeiro 2010

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Portugal vai voltar a crescer este ano, a um ritmo próximo da zoan euro, mas o emprego vai continuar a apresentar uma evolução negativa e o país deverá endividar-se ainda mais rapidamente. Estas são as previsões actualizadas do Banco de Portugal, que apostam no fim da crise financeira internacional, mas que continuam a ver a economia portuguesa com sérias fragilidades. O relatório do Banco de Portugal pode ser visto aqui. O Negócios e o Público fazem um resumo dos principais números das projecções.
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Reserva Federal com lucros recorde
No ano em que foi chamada para salvar a economia e os bancos comerciais de uma nova Grande Depressão, a Reserva Federal dos EUA deverá ter garantido um novo recorde nos seus lucros. De acordo com os cálculos do Washington Post, os ganhos, que vão reverter para o Tesouro, podem atingir os 45 mil milhões de dólares e são consequência do maior risco assumido pela Fed ao emprestar muito mais dinheiro e ao comprar directamente no mercado obrigações e outros activos.
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BCE pede mais poder na regulação
Jean-Claude Trichet está decidido a reforçar os poderes do banco que lidera nas áreas da regulação. Como diz a Bloomberg, o presidente do BCE publicou uma opinião sobre a proposta de legislação feita pela Comissão Europeia em que pede para a autoridade monetária da zona euro um papel mais importante na hora de vigiar a saúde financeira do sector bancário europeu.
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Os números das contas públicas apresentados pela Grécia são maus, mas poderiam ainda ser piores.
Como se não bastassem os problemas que já está a ter com os números oficiais que publica para as suas contas públicas, a Grécia tem agora de enfrentar um relatório da Comissão Europeia que assinala que as estatísticas saídas de Atenas não são de fiar e foram condicionadas por pressões de ordem política. Isto quer dizer que, se tudo tivesse sido bem feito, os défices da Grécia seriam ainda maiores, diz o FT.
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— e.conomia.info
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quarta-feira, janeiro 06, 2010

E.conomia - 2010.01.06

Islândia: pagar ou não pagar?

6 Janeiro 2010
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Ontem ficou claro que os problemas da economia islandesa estão muito longe de estar resolvidos. Ontem o presidente decidiu colocar a referendo nacional a a legislação aprovado pelo Parlamento que prevê o pagamento acumulado pelo país junto de investidores holandeses e britânicos. As agências de rating não perderam tempo e já estão a descer ou a avisar para a possibilidade de uma descida do rating islandês. O ministro das Finanças, em entrevista à Bloomberg, tenta tranquilizar os mercados, garantindo que a Islândia não irá entrar em default. A verdade é que, de acordo com as últimas sondagens, 70 por cento dos islandeses opõe-se ao pagamento da dívida da forma como está acordado. Em risco, fica uma futura entrada da Islânda na UE.
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Martin Wolf prevê crise prolongada para Portugal
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“Desejo-lhes sorte”, diz Martin Wolf, ao escrever sobre a situação que enfrentam actualmente a Grécia, Espanha, Irlanda, Itália e Portugal. Na sua coluna no Financial Times, Wolf defende que estes países “ficaram presos a uma desinflação competitiva contra a Alemanha, o principal exportador mundial de bens manufacturados de alta qualidade”. A consequência mais provável, diz, é “uma crise prolongada que sirva para garantir uma redução dos preços e dos salários nominais”.
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Confiança económica recuou em Dezembro
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Depois de vários meses de recuperação que permitiram que os indicadores de confiança fugissem dos valores mínimos históricos que tinham atingido, a economia portuguesa deu, em Dezembro, alguns sinais de perda de fulgor na retoma. Como noticia o Negócios, tanto as empresas como os particulares voltaram a ficar mais pessimistas. Um resultado para confirmar nos próximos meses.
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A crise irlandesa, segundo Anne Enright
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Anne Enright, romancista que recebeu o Booker Prize em 2007, escreve no London Book of Reviews sobre a crise irlandesa e a forma como nos anos anteriores se ignorou os erros cometidos e os riscos que se iam acumulando.
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— e.conomia.info
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quinta-feira, dezembro 10, 2009

e.conomia 2009.12.09

Dia negro nas finanças públicas europeias
9 Dezembro 2009

A situação na Grécia preocupa a Europa inteira. Dois “downgrades” na sua dívida colocar os mercados nervosos com queda das bolsas e aumento dos preços dos seguros de crédito contra incumprimento. A UE diz que está pronta a assistir, leia-se, não em prestar ajuda financeira, mas sim no desenho de um plano de consolidação orçamental ambicioso, escreve a Bloomberg.
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Willem Buiter, ex-membro do comité de política monetária do Banco de Inglaterra, admite um UE possa mesmo ter de vir a salvar a Grécia, cita a Bloomberg.
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Espanha também foi apanhada pela foice das agências de rating. A S&P cortou o Outlook ao país, escreve o Negócios
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O Negócios evidencia ainda o aumento de spreads de Portugal, Espanha e Grécia sofrem com a decisão.
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Não só os países do Sul a sofrer na actual conjuntura. O Reino Unido vai a caminho de um défice de 12%. Alistair Darling, o ministro das Finanças, apresentou ontem uma primeira visão sobre o Orçament do Estado do próximo ano. A prioridade é aumentar impostos e não o corte de despesa, como evidencia a Bloomberg
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Reino Unido quer taxar bónus excessivos em 50%
Mas a medida mais mediática anunciada ontem pelo Reino Unido na sua luta contra o défice, foi uma decisão de “moralização” do sistema financeiro. Alistair Darling, o ministro das Finanças anunciou a criação de um impostos de 50% nos bónus acima dos 25 mil, segundo o Negócios
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Obama apresenta plano de estímulo para a criação de empregos
Procurando aproveitar dinheiro não gasto do plano de estímulo inicial (cerca de 200 mil milhões de dólares em 787 mil milhões), Obama apresentou na terça-feira um plano (que custará mais que os 200 mil milhões, mas não foi quantificado) para apoios a políticas criadoras de emprego, nomeadamente nos apoios a PME. Escreve o NYT
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— e.conomia.info
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sábado, dezembro 05, 2009

e,conomia 2009.12.04

O que fazer aos países que entrem em falência na Zona Euro?
4 Dezembro 2009

A revista The Economist discute o que é que a zona euro deve fazer na eventualidade de ser necessário salvar um dos seus membros da falência. Dando como exemplo o que aconteceu ao Estado de Nova Iorque nos anos 70, a revista pede a introdução de regras equilibradas que não retirem as penalizações para os países que entram em falência, mas que permita absorver os riscos de natureza sistémica de um acontecimento desse tipo. Ralph Atkins, no blogue do FT, Money Supply, assinala a resposta dada ontem por Jean-Claude Trichet quando questionado sobre o que fazer no caso da Grécia, e que revela que os responsáveis europeus querem manter as autoridades de Atenas sob pressão, não lhes dando a garantia de que irão salvar o país.
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BCE separa política monetária de medidas de emergência
Como se esperava, o BCE decidiu ontem que o empréstimo a um ano que será realizado este mês será o último. Além disso, a taxa praticada será diferente, obedecendo a uma fórmula que leva em linha de conta as taxas de juro praticadas nos empréstimos de curto prazo realizadas nos meses anteriores. No blogue Money Supply, explica-se que a intenção desta medida é a de assegurar que existe uma distinção clara entre a política monetária seguida e as medidas de ajuda de emergência que podem estar em vigor.
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Salário mínimo em 475 euros
O Governo anunciou hoje no Parlamento a subida do salário mínimo de 450 para 475 euros, cumprindo o que está previsto no plano acordado pelos sindicatos e confederações patronais, noticia o Público. Os recentes pedidos dos empresários para adiarem esta medida parecem não ter sido respondidos, apesar de o Executivo ter compensado parcialmente as empresas com uma diminuição da taxa de contribuição para a Segurança Social.
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Mercado de trabalho aumenta esperança de retoma nos EUA
Os números do desemprego nos EUA durante o mês de Novembro surpreenderam pela positiva, com a perda de 11 mil postos de trabalho em vez dos mais de 100 mil esperados pelos analistas, refere a Reuters. A taxa de desemprego baixou de 10,2% para 10%, reforçando as expectativas de que a economia possa continuar a recuperar durante o próximo ano.
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— e.conomia.info
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

e.conomia 2009.12.02

 Os "bancos demasiado grandes" estão cada vez maiores
2 Dezembro 2009

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Apesar dos repetidos discursos em defesa de uma reestruturação do sistema financeiro que evite novas crises, a realidade é que um dos principais problemas identificados – o de haver bancos demasiado grandes para poderem falir – parece ainda ter-se agravado mais, como noticia hoje a Bloomberg.
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Guerra comercial já é imparável
Michael Pettis, num artigo de opinião no FT, alerta que a recente decisão do Vietnam de desvalorizar a sua divisa constitui um sinal claro de que “o movimento na direcção de um conflito comercial global já pode ser imparável”. O economista, professor na Universidade de Pequim, destaca as semelhanças entre os desenvolvimentos mais recentes e aquilo que aconteceu durante a Grande Depressão dos anos 30.
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Krugman preocupado com regresso à recessão
Paul Krugman escreve no seu blogue que “as probabilidades de uma recaída para a recessão parecem estar a subir”. O economista defende que nos EUA, a recuperação do PIB se deve principalmente às medidas de estímulo temporárias e assinala que os outros indicadores não dão grandes esperanças de assegurarem uma retoma sustentável.
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Até quando é que o preço do ouro vai continuar a subir?
O ouro continua a bater recordes nos mercados internacionais, numa tendência que parece, para já, ser imparável. A Reuters analisa a questão e pergunta a vários analistas até quando é que isto poderá durar.
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“Prós e prós” ou o debate económico em Portugal
João Rodrigues e Vítor Neves, no blogue Ladrões de Bicicletas, assinalam a inexistência de verdadeiro debate no programa “Prós e Contras” emitido na passada segunda-feira na RTP. O tema era a crise económica e os seis economistas presentes estiveram sempre de acordo. Um feito notável: num programa que se diz de debate, conseguir juntar seis economistas que pensam exactamente o mesmo sobre uma crise tão complexa com a actual.
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— e.conomia.info
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(Newsletter nº111 | 02 DEZ | 2009)
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[versão PDF]
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Será que queremos combater a desigualdade salarial com mais progressividade no IRS?
2 Dezembro 2009

[Paper] “Taxation of Human Capital and Wage Inequality: A Cross-Country Analysisl”

[Autores] Fatih Guvenen, Burhanettin Kuruscu e Serdar Ozkan

[Publicação] IFS, Novembro 2009

[Classificação JEL]

[Palavras Chave] Wage Inequality, Human Capital, Skill-Biased Technical Change, Tax Policies

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Os três economistas do Institute for Fiscal Studies partem da comparação entre os EUA e seis países europeus, e do facto da desigualdade salarial ter aumentado do lado de lá do Atlântico desde 1970, enquanto registou variações marginais nestes países. Estudam qual o contributo da progressividade do imposto sobre o rendimento do trabalho nesta evolução e concluem que o impacto é forte. A progressividade pode explicar até 50% da diferença de desigualdade entre os EUA e a Europa. A lógica é a de que a maior progressividade do imposto comprime os salários após impostos, criando assim um desincentivo a que os indivíduos invistam em formação o que, por sua vez, reduz também a desigualdade salarial antes de impostos. O problema, avisam é que a redução da desigualdade acaba por ser garantida à custa de menor crescimento.
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[Artigo] Os EUA são um dos países do mundo ocidental com maior desigualdade salarial. Esta distinção foi conquistada com um aumento progressivo das diferenças salariais desde os anos 70. Já na Europa (os autores consideram seis países: Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Suécia) registaram-se apenas variações ligeiras (os autores consideram seis países: Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Suécia)
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[Abordagem] Analisam a evolução salarial desde os anos 70 nos sete países e analisam a relação entre a progressividade do imposto e a desigualdade salarial. Criam depois um modelo de ciclo de vida no qual os indivíduos decidem se vão trabalhar, estudar ou se permanecem desempregados, e onde a desigualdade surge pela diferença na capacidade de aprendizagem dos indivíduos e por choques idiossincráticos
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[Conclusões] Os países com maior progressividade nos impostos têm menor desigualdade salarial antes de impostos e registam menores aumentos de desigualdade ao longo do tempo. No entanto isso tem um preço, escrevem: “Os resultados ilustram como as políticas publicas podem influenciar de forma forte a resposta de uma economia à evolução tecnológica ao distorcer os incentivos dos indivíduos em investir em capital humano, o que mantém a desigualdade baixa, mas à custa de menor produto agregado”. Os impactos são especialmente fortes para os escalões de rendimento mais elevado.
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[Comentário] O resultado chama a atenção para as consequências da aplicação da política fiscal como instrumento de longo prazo no combate às desigualdades. Pode assim fundamentar a importância de combater a desigualdade através de um conjunto de políticas mais abrangentes. Os resultados são, contudo, conseguidos a partir de uma modelização muito simples da forma como os mercados de trabalho funcionam.
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sábado, novembro 28, 2009

e.conomia -- notícias 2009.11.27

Governo forçado a recuar em dossiers económicos
27 Novembro 2009

A nova constelação de forças parlamentar está a forçar o governo a recuar em dossiers económicos considerados fundamentais pelo Executivo rosa. Hoje a oposição aprovou a extinção do pagamento especial por conta já em Janeiro e a também alteração da taxa do pagamento por conta. Em conjunto as duas medidas custarão cerca de 630 milhões de euros aos cofres do Estado, escreve o Negócios . A oposição votou também a favor do adiamento do código contributivo para 2011
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Sócrates diz que a oposição está a ser desleal e a aumentar despesa.
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O governo quantifica o impacto total propostas da oposição nas contas públicas em 2,3 mil milhões de euros, escreve o Publico, citando a Lusa
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Olli Rehn é o novo Comissário Europeu dos Assuntos Económicos
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Olli Rehn, comissário do Alargamento na anterior Comissão, foi o escolhido para substituir Joaquín Almunia na pasta dos assuntos económicos e monetários no segundo mandato de Durão Barroso. Almunia saltará para a pasta da concorrência, enquanto França colocará Michel Barnier na pasta da regulação financeira. A equipa está na Bloomberg e no Negócios
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O G-20 tem de ser parado
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Enquanto a maioria olha para o G-20 como a nova organização que governará a economia mundial, Anders Aslund, investigador sénior no Perterson Institute, diz que o G-20 te de ser parado. Aslund não reconhece legitimidade ao G-20: não tem regras de conduta, não tem critérios de acesso, e quer forçar outros 160 países do mundo a seguirem o que decide, apesar destes não estarem representados, nem serem informados. A solução para a reforma económica mundial tem de passar por um FMI reformado, diz. O artigo está no FT
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Confiança na Europa sobre para máximos, mas crédito às empresas diminui
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A confiança na Europa em Novembro subiu para o valor máximo desde a falência da Lehman Brothers, em Setembro do ano passado, escreve a Bloomberg que salienta que o aumento superou a expectativa dos analistas e que este pode ser um sinal de alguma força da recuperação europeia.
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O FT tem uma noticia que desaconselha entusiasmos. O crédito concedido pela banca às empresas está a diminuir.
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China anuncia redução de emissões de gases poluentes
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A China anunciou que irá reduzir a emissão de gases poluentes, escreve o NYT. A noticia chega a duas semanas da Cimeira de Copenhaga, um dia depois dos EUA terem anunciado uma meta de redução de emissões.
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terça-feira, novembro 24, 2009

e.conomia -- notícias 2009.11.24

Portugal começa a debater as políticas económicas do pós-crise
24 Novembro 2009

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A discussão entre Governos e bancos centrais sobre qual a melhor política económica no pós-crise chegou em força a Portugal. O Negócios dá conta das divergências entre Vítor Constâncio e Teixeira dos Santos quanto à necessidade de uma eventual subida de impostos em Portugal. Até agora, na opinião publicada, Constâncio parece estar isolado. Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, diz no Económico que “aumentar impostos é um convite às pessoas e às empresas para saírem do país”. Pedro Guerreiro lamenta o facto de Portugal vá “repetindo os aumentos de impostos esperando que, um dia, o desenvolvimento económico trate do problema”. Tavares Moreira diz que “Subir impostos mais uma vez? Não, obrigado!”, argumentando que a carga fiscal atingiu “níveis exagerados” para um País como o nível de desenvolvimento e de rendimento de Portugal.
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Pode não faltar muito tempo para que o iuan seja uma reserva cambial de referência
Barry Eichengreen escreve sobre o que diz ser a “subida irresistível do iuan renminbi”. Analisando a própria história da ascendência do dólar, o economista chega à conclusão que o ambicioso plano chinês de colocar a sua divisa como uma referência a nível internacional já dentro de dez anos pode muito bem concretizar-se.
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Mercados no dia de Mardi Gras, avisa Strauss-Kahn
Dominique Strauss-Kahn deixou ainda um outro aviso: o de que a incerteza relativamente à reforma do sistema regulatório pode estar a levar os mercados a arriscar tudo no curto prazo. Um comportamento ao estilo do dia de Mardi Gras.
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População negra mais atingida pela crise nos EUA
Um artigo do The Washington Post mostra que a população negra nos EUA é a que está a sofrer um impacto mais significativo da crise económica, com especial destaque para a grande incidência da taxa de desemprego na população jovem.
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EUA debate imposto de guerra sobre os mais ricos
A difícil situação orçamental nos EUA está a fazer nascer ideias originais sobre a forma como aumentar a receita pública. O senador Carl Levin, presidente do comité do Senado encarregue de debater as quesões relacionadas com as forças armadas, propôs a criação de um imposto extraordinário para financiar o esforço militar norte-americano no Iraque e no Afeganistão. Os contribuintes com rendimentos superiores a 200 ou 250 mil euros seriam os visados por este novo imposto.
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segunda-feira, novembro 23, 2009

A crise da «capotalismo» continua

Novos receios de uma década perdida de crescimento
19 Novembro 2009

Os receios sobre a evolução da economia estão de volta, especialmente nos EUA. Vejamos:
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1) Anteontem, em Pequim, o Presidente norte-americano falou em receio de uma recaída da economia norte-americana, isto porque a dívida pública está a crescer para níveis insustentáveis.
2) No Calculated Risk é feita uma análise ao mercado imobiliário norte-americano e a sua relação com a economia, onde se conclui que o futuro será muito difícil dado que o investimento em habitação permanecerá deprimido por muito tempo
3) Brad Delong diz que o risco de uma grande depressão) está de volta, devido ao discurso orçamentalmente conservador que está a tomar a casa branca e às más politicas de salavamento do sistema financeiro
4) Paul Krugman concorda, num artigo que escreve no NYT. O Nobel usa o caso da AIG como exemplo do padrão de más opções de Obama a favor dos banqueiros, e diz que o risco de uma década de crescimento perdido nos EUA está muito mais provável.
5) Prakash Kannan, do FMI, escreve no VOX para avisar que as recuperações que se seguem a grandes crises financeiras são muito lentas. O economista salienta a importância de recapitalizar os bancos, garantir liquidez, e fechar rapidamente os bancos sem futuro.
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Delors espera líder europeu modesto e que trabalhe para mais para dentro do que para fora
No dia em que os chefes de Estado da UE se reúnem para finalmente decidirem quem será o primeiro presidente permanente do Conselho Europeu e o primeiro “ministro dos negócios estrangeiros”, Jacques Delors escreve no Financial Times sobre quais devem ser as funções destes dois novos cargos definindo, assim, o que entende como perfil adequado para estas funções. Delors não quer vedetas, nem homens ou mulheres que procurem afirmar-se para fora da UE, mas sim quem consiga trabalhar nos bastidores, potenciando decisões, visão estratégia e cooperação entre os vários Estados-membros. É disto que a Europa precisa, diz um dos mais carismáticos ex-presidentes da Comissão Europeia.
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Nota: pelo meio do texto Delors exclui claramente Blair para o cargo de presidente, escrevendo: “ele ou ela tem que ser um europeu convicto, de uma país que subscreve todas as políticas da União”
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OCDE: retoma demasiado frágil para gerar empregos
A OCDE divulgou hoje a sua actualização das previsões de crescimento para o Mundo, salientando a lentidão da recuperação e a consequente inexistência de criação de empregos. Os consumidores e os investidores continuarão a tentar recuperar o que perderam durante a crise. A china lidera.
Para Portugal, a OCDE prevê uma contracção do PIB de 2,8% este ano e crescimento anémico em 2011 e 2011, escreve o Negócios que salienta ainda que Portugal será, a médio prazo, a segunda economia com pior crescimento potencial da OCDE . Pior só o Japão.
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França quer fintar crise pelo investimento público
O plano nacional de investimento do governo francês vai ser apresentado hoje. Serão 35 mil milhões de euros, com muitas parceiras com privados (para conter os impactos orçamentais e potenciar o investimento total até aos 60 mil milhões) e uma forte aposta na investigação e nos projectos industriais, escreve o Les Echos
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Destruição de emprego em Espanha continua acima dos 7%
O maior parceiro comercial português continua a enfrentar dificuldades imensas. A economia continua em recessão e o mercado de trabalho, medido pelo número de emrpregos, a recuar 7%. O El País salienta a forma como o governo procurar encontrar alguma boa noticia neste contexto. Criação de emprego, essa, não antes de final de 2010 ou 2011, pelas previsões do próprio Executivo.
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As opções do BCE
Tem-se falado muito da estratégia de saída do BCE. Aurelio Maccario, do Europe Economonitor, escreve sobre as vários opções e o que esperar. Aviso: muito técnico, aconselhado apenas para aficionados.
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sábado, novembro 21, 2009

e.conomia -- notícias 2009.11.20



Uma bolha imobiliária na China?
20 Novembro 2009

É uma das grandes dúvidas que enfrenta a economia mundial nesta fase de saída da crise. O problema é que, como mostra Caitlin Kenney no NPR, encontrar uma resposta definitiva é uma tarefa extremamente complexa. De qualquer modo, tendo em conta o exemplo do Japão no início dos anos 90, esta é uma questão a que as autoridades chinesas têm de estar muito atentas.
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BCE dá mais um pequeno passo na sua estratégia de saída
O Banco Central Europeu anunciou hoje, noticia a Bloomberg, que os activos que os bancos comerciais apresentam como garantia para recorrerem aos empréstimos do BCE têm de passar a ser avaliados por pelo menos duas agências de rating e não apenas uma, como acontecia até aqui. É mais um pequeno passo na estratégia do BCE de retirar o estímulo monetário ao sistema monetário e à economia.
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Uma receita para encolher os bancos
Na revista Prospect é analisado o problema dos bancos “grandes demais para falir” e discutida qual a melhor forma de garantir que as instituições financeiras são limitadas a uma dimensão saudável, sem que o dinamismo do sector seja afectado.
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Analisando os espíritos animais
John Gray, no London Review of Books, escreve sobre o livro de George Akerlof e Robert Shiller, Animal Spirits, concluindo que a ciência económica actual pouco sabe sobre o funcionamento dos mercados.
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quarta-feira, novembro 18, 2009

e.conomia.info - Notícias 2009.11.17

 
Está a receber a Revista de Imprensa e.conomia.info. Este é um serviço diário de resumo das principais histórias e opiniões publicadas em jornais e blogues económicos.
   



Investimento em investigação chega a 1,5% do PIB. Será mesmo?
17 Novembro 2009

Nuno Teles nos Ladrões de Bicicletas reflecte sobre uma das notícias mais positivas da semana passada: a de que o investimento em I&D chegou a 1,5% do PIB. Teles duvida e argumenta que o diabo está nos detalhes. O economista defende que este crescimento se deve essencialmente a factores contabilísticos com os quais as empresas procuram ganhar benefícios fiscais. Ou seja, não é efectivo investimento em investigação. Sustenta a sua tese com o facto da CGD ser uma das empresas que mais investe em I&D em Portugal e com a resposta quase imediata deste tipo de investimento a benefícios fiscais.
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Já há mais de 540 mil desempregados em Portugal
O INE divulgou hoje a taxa de desemprego no 3º trimestre: 9,8%, o valor mais elevado desde, pelo menos, o início dos anos 80. São 547 mil pessoas, escreve o Negócios. A oposição já reagiu criticando o Governo, escreve o mesmo jornal.
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O Negócios escreve ainda sobre quem está a pagar a pior crise no mercado de trabalho em termos de destruição de emprego desde o início dos anos 90. Os mais sacrificados são os homens, os mais jovens e os trabalhadores menos qualificados
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Tirole diz que é tempo de reconsiderar os objectivos de Copenhaga
Jean Tirole, um dos economistas frequentemente referenciado como potencial Nobel, escreve no VOX sobre a necessidade de reconsiderar os objectivos a negociar em Copenhaga. Defende que para se conseguir pelo menos um resultado positivo, os países deveriam ficar-se por acordar um sistema de licenças de emissão de poluição que todos adoptem.
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A diferença que a deflação faz…
A economia japonesa cresceu 1,2% no terceiro trimestre em termos reais. No entanto, se considerarmos a inflação negativa no país, o PIB contraiu 0,1% em termos nominais. A deflação está de volta ao país, ameaçando a vida de muitas empresas e negócios. O cenário não é bonito para o gigante asiático, descreve a Bloomberg
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Empresas da Zona Euro já estão a pagar euro forte
As empresas da Zona Euro estão a pagar nas suas vendas e lucros a subida do euro, escreve o Financial Times. Segundo estimativas do ING, numa análise a 311 grupos de onde foram excluídos os financeiros e petrolíferos, as vendas caíram 12,5% no terceiro trimestre, enquanto aos lucros recuaram 27%. No Reino Unido e na Suíça as quedas não ultrapassaram os 3% em quaquer das rubricas. O euro forte confirma-se como um entrave à retoma.
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Os bancos centrais da Ásia têm iniciar estratégias de saída (mas não a Fed ou o BCE)
Barry Eichengreen no eurointelligence defende que a questão relevante sobre a política económica internacional não é quando é que os países devem iniciar as estratégias de saída, mas sim quais devem começar a fazê-lo. O economista defende que os bancos centrais da Ásia têm de começar a subir juros e a retirar estímulos das suas economias. Caso contrário criarão bolhas que resultarão em problemas graves antes do que se pensa. Quanto à Fed e ao BCE devem manter as ajudas no terreno, já que as suas economias permanecem muito frágeis.
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O Real Time Economics compila um conjunto de declarações no número dois da Fed onde fica claro que o banco central norte-americano não está preocupada com bolhas nos EUA.
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Dura crítica à Fed
Yves Smith, no Naked Capitalism faz uma dura crítica à opção da Fed de ter cortado juros até próximo de 0% (Algo que o BCE se recusou a fazer). Neste momento o banco central está sem armas para combater os desafios que enfrenta, por exemplo estimular a economia e promover o emprego. Esta falta de soluções pressiona o dólar em baixa, criando um perigoso efeito de carry trade.
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FDIC transformada em agente imobiliária
O The Wall Street Journal conta hoje a história do condomínio imobiliário que a FDIC, a agência federal norte-americana responsável pelos seguros de depósitos, está a tentar vender há mais de um ano. Esta inesperada função de agente imobiliário é um sinal das dificuldades que o Governo está a ter em resolver os vários problemas que afectam a economia.
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— e.conomia.info
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