A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

terça-feira, abril 19, 2011

O FMI intercalar & Companhia


 Avesso e o Direito

O FMI intercalar & Companhia

Quando Ollie Rehn veio dizer que "preferia não ter de dialogar na praça pública todos os dias com os dirigentes de Portugal", referia-se ao PR que, em Budapeste, apelava a um esforço de imaginação de Bruxelas, que viabilizasse o denominado empréstimo intercalar.


  • 17 Abril 2011

  • Por:Magalhães e Silva, Advogado

A descortesia do Comissário para com um Chefe de Estado da União é insuportável, mas Cavaco pôs-se a jeito quando embarcou na tontaria do empréstimo intercalar, só para evitar que, antes das eleições, tivesse o PSD de se co-responsabilizar com o PEC.
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Depois veio o fim-de-semana, com dois momentos altos: o culto da Igreja Maná, digo, do PS/Sócrates, logo acompanhado pela tentativa de muito PSD para branquear a golpada de Fernando Nobre, como se o mérito que terá tido na AMI lhe desse o direito de saltar dos braços de Soares para o BE, seguido do apoio a Capucho, para ir, depois, a votos cumprir a vingança de Soares sobre Alegre. Jurou que, em lista de partidos, nunca. Passaram 15 dias: sem sequer conhecer o programa do PSD, diz Nobre, é cabeça--de-lista em Lisboa!
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Aqui foi coerente: que interessa o programa do partido, se ele só quer é ser Presidente da Assembleia da República?

Portugal vai ser privatizado. Todo? Não, o que der. Incluindo parte da Caixa Geral de Depósitos, baratinho.


Privatizar já! Nacionalizar também!


E, no entanto, os bancos poderão ser parcialmente nacionalizados. Confuso? É para estar. A economia passou do ortodoxo para o paradoxo. 

Está em marcha, há mais anos do que queremos reconhecer, uma venda acelerada de activos de Portugal. O Estado vende porque precisa, os portugueses não compram porque não têm como: são capitalistas sem capital. E assim caducou o tempo dos preconceitos (ou das convicções?). Defesa dos Centros de Decisão Nacional? Já não há: nem a defesa, nem os Centros. Já só falta perder uma coisa: as peneiras. 

Fala-se de privatizações como se fossemos proprietários de impérios babilónicos. Não somos. Já vendemos ou hipotecámos e o que resta das nossas empresas não vale grande coisa - pronto, está dito. Não neste momento, em que Portugal tem "rating" de repulsa e o capital voa em bando daqui. Chega a ser enternecedor ouvir quem defende as "jóias da Coroa" com paixão. Anéis de amantes não são diamantes. 

O problema não é querermos vender, é não quererem comprar. Temos uma fatia da EDP, a da Galp já está prometida, a TAP vai a caminho, a Águas de Portugal e a REN são a seguir... Se o Estado vendesse todas as suas empresas, descontando a dívida com que ficaria, receberia uns 12 mil milhões de euros. Daria para pagar as dívidas dos próximos três meses... 

O Governo orçamentou receitas de privatizações de seis mil milhões de euros até 2013. A missão externa europeia e do FMI quer mais. Não pode ser por dinheiro, que é pouco. É por ideologia, que é muita. E boa. 

A crise criou a percepção de que o Estado, afinal, é que é justo. Não é. O Estado foi uma concubina ingénua do sistema financeiro, que acabou traída pelo dissidente e a pagar as contas que ele deixou. Esse acerto de contas está por fazer. Mas nas empresas não financeiras, o Estado não trouxe boa--nova. Nem traz. Subvertendo a expressão: é melhor ter lucros privados que prejuízos públicos. Mas não é por isso. É porque a palavra "Estado" é máscara da palavra "Governo", atrás da qual está a palavra "partido". 

As empresas públicas têm sido cobertores dos partidos, agências de contratação de "boys", veículos de dívida que financia terceiros. Em alguns casos, como a RTP e a TAP, a reestruturação financeira permitiu a emancipação mas quase sempre "contra" e não "com" os partidos. Mesmo noutras empresas já muito privadas, como PT, EDP e Galp, anda-se de ministro ao colo. E há melhor exemplo de escandalosa politização do que a CGD, financiadora de tantos falidos que ainda ontem se reuniram na AG do BCP

Privatizar a Caixa é hoje um erro, pela vulnerabilidade. Mas só é um tabu para os que, aproveitando-se do temor português pelo lucro privado, impõem o prejuízo colectivo pela gestão danosa ou maldosa. Mas sim, hoje é um erro. E um paradoxo: os investidores não andam a correr atrás dos bancos portugueses, é ao contrário. E se a "troika" aumenta os rácios de capital e desce os de alavancagem à banca portuguesa, será necessário o Estado separar dinheiro para os bancos: nacionalizações, temporárias, parciais e retribuíveis, mas nacionalizações. 

Privatizar empresas não é um comportamento desviante, faz bem à economia. Concorrência faz bem à economia. Desproteger faz bem à economia. Diz-se que o Estado pode fazer tão bem como os privados. É verdade. Olhe um: o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Mas é caso raro. 

É pena que privatizemos na penúria, estamos a preços de liquidação total. Os dedos do Estado vão ficar tão nus que a mão ficará quase invisível. Que use a outra mão para o que deve: regulação, fiscalização, punição dos faltosos. É para isso que o Estado existe, para garantir os direitos dos desprotegidos. Não foi por ter empresas que o conseguiu. Que seja agora. Que venda o corpo para recuperar a alma.

Portugal vai ser privatizado. Todo? Não, o que der. Incluindo parte da Caixa Geral de Depósitos, baratinho.


Privatizar já! Nacionalizar também!
 


E, no entanto, os bancos poderão ser parcialmente nacionalizados. Confuso? É para estar. A economia passou do ortodoxo para o paradoxo. 

Está em marcha, há mais anos do que queremos reconhecer, uma venda acelerada de activos de Portugal. O Estado vende porque precisa, os portugueses não compram porque não têm como: são capitalistas sem capital. E assim caducou o tempo dos preconceitos (ou das convicções?). Defesa dos Centros de Decisão Nacional? Já não há: nem a defesa, nem os Centros. Já só falta perder uma coisa: as peneiras. 

Fala-se de privatizações como se fossemos proprietários de impérios babilónicos. Não somos. Já vendemos ou hipotecámos e o que resta das nossas empresas não vale grande coisa - pronto, está dito. Não neste momento, em que Portugal tem "rating" de repulsa e o capital voa em bando daqui. Chega a ser enternecedor ouvir quem defende as "jóias da Coroa" com paixão. Anéis de amantes não são diamantes. 

O problema não é querermos vender, é não quererem comprar. Temos uma fatia da EDP, a da Galp já está prometida, a TAP vai a caminho, a Águas de Portugal e a REN são a seguir... Se o Estado vendesse todas as suas empresas, descontando a dívida com que ficaria, receberia uns 12 mil milhões de euros. Daria para pagar as dívidas dos próximos três meses... 

O Governo orçamentou receitas de privatizações de seis mil milhões de euros até 2013. A missão externa europeia e do FMI quer mais. Não pode ser por dinheiro, que é pouco. É por ideologia, que é muita. E boa. 

A crise criou a percepção de que o Estado, afinal, é que é justo. Não é. O Estado foi uma concubina ingénua do sistema financeiro, que acabou traída pelo dissidente e a pagar as contas que ele deixou. Esse acerto de contas está por fazer. Mas nas empresas não financeiras, o Estado não trouxe boa--nova. Nem traz. Subvertendo a expressão: é melhor ter lucros privados que prejuízos públicos. Mas não é por isso. É porque a palavra "Estado" é máscara da palavra "Governo", atrás da qual está a palavra "partido". 

As empresas públicas têm sido cobertores dos partidos, agências de contratação de "boys", veículos de dívida que financia terceiros. Em alguns casos, como a RTP e a TAP, a reestruturação financeira permitiu a emancipação mas quase sempre "contra" e não "com" os partidos. Mesmo noutras empresas já muito privadas, como PT, EDP e Galp, anda-se de ministro ao colo. E há melhor exemplo de escandalosa politização do que a CGD, financiadora de tantos falidos que ainda ontem se reuniram na AG do BCP

Privatizar a Caixa é hoje um erro, pela vulnerabilidade. Mas só é um tabu para os que, aproveitando-se do temor português pelo lucro privado, impõem o prejuízo colectivo pela gestão danosa ou maldosa. Mas sim, hoje é um erro. E um paradoxo: os investidores não andam a correr atrás dos bancos portugueses, é ao contrário. E se a "troika" aumenta os rácios de capital e desce os de alavancagem à banca portuguesa, será necessário o Estado separar dinheiro para os bancos: nacionalizações, temporárias, parciais e retribuíveis, mas nacionalizações. 

Privatizar empresas não é um comportamento desviante, faz bem à economia. Concorrência faz bem à economia. Desproteger faz bem à economia. Diz-se que o Estado pode fazer tão bem como os privados. É verdade. Olhe um: o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Mas é caso raro. 

É pena que privatizemos na penúria, estamos a preços de liquidação total. Os dedos do Estado vão ficar tão nus que a mão ficará quase invisível. Que use a outra mão para o que deve: regulação, fiscalização, punição dos faltosos. É para isso que o Estado existe, para garantir os direitos dos desprotegidos. Não foi por ter empresas que o conseguiu. Que seja agora. Que venda o corpo para recuperar a alma.

segunda-feira, abril 18, 2011

Fernando Nobre: O Candidato da Manchúria


Janeiro 21, 2011
18-01-2011
Por Carlos Velasco, em O Gládio.

Recomendado a eleitores maduros…
Instigado por um apoiante do Sr. Fernando Nobre (FN), decidi escrever acerca das “suas ideias”, expostas no livro “Humanidade. Despertar para a Cidadania Global Solidária”, obra cujo título revela, para qualquer pessoa com conhecimentos básicos de ciência política, que é uma defesa do governo global, velha meta do socialismo internacionalista fabiano e comunista.
Sobre FN, quero fazer algumas observações a partir do que é do conhecimento público. Em primeiro lugar, parece que ele possui uma tendência a renegar as suas causas e companhias quando elas já não interessam. Foi este o caso da sua associação passada com a causa monárquica, que agora refuta, e do apoio dado por Mário Soares, prontamente negado quando alguns dos seus idiotas úteis manifestaram desconforto. Porém, no próprio livro que cito, FN se denuncia ao confessar que foi convidado para fazer uma exposição de um livro domeu amigo Jean Ziegler na Fundação Mário Soares, instituição que, como todos sabem, não está aberta a quem o seu patrono não apoia.
Acerca do meu amigo Jean Ziegler, há muito a dizer. Para além de anti-semita apoiante de negacionistas do Holocausto e que ataca Israel incessantemente, foi amigo e conselheiro do ditador Mengistu na Etiópia, que através da sua reforma agrária – defendida por Ziegler – criou a catástrofe de 1986, e é um fiel aliado de Robert Mugabe. Ao mesmo tempo que sustenta estes e outros carniceiros, acusa os EUA de serem uma ditadura imperialista que promove o genocídio em Cuba. Estranha amizade esta entre um homem que supostamente vive de lutar contra a fome e um que cria as condições para que ela mate milhões! Até parece que há uma relação simbiótica…
Antes analisar algumas ideias expostas no livro, faço mais uma observação: uma mentira precisa de poucas palavras para ser proferida, mas para desmenti-la somos obrigados a escrever volumes. Com isso em mente, fui obrigado a escolher alguns trechos que achei significativos para desmascarar este cavalheiro que alcunhei de “O Candidato da Manchúria”, sem com isso ilibar os outros candidatos presidenciais da acusação de serem eles próprios esbirros do internacional-socialismo, com excepção do Sr. Coelho, homem sobre o qual não posso fazer nenhum tipo de julgamento por ignorância.
Em primeiro lugar, destaco os temas de alguns capítulos, bem expressos nos títulos, o que, penso eu, já dá uma ideia do tipo de causa a que FN se juntou:
Primeira Parte
Introdução: Os Grandes Desafios e/ou Ameaças Globais.
Capítulo 2: A Crise Climática e Ambiental.
Capítulo 7: O Direito Internacional e a Reforma das Instituições Internacionais.
Segunda Parte
Capítulo 1: Cidadania Global Solidária
Capítulo 2: Boa Governação Global
Capítulo 3: Cidadania Empresarial Global
Capítulo 4: Condomínio da Terra

Entretanto, recomendo a todos a leitura do livro, ainda que não seja necessário ler todo aquele panfleto totalitário para se chegar à conclusão de que estamos diante de uma obra socialista menor que se encaixa no género do “Manifesto Comunista” ou do “Minha Luta”. Nada do que está lá é original, adianto, mas apenas uma reedição em linguagem cifrada e politicamente correcta dos planos apoiados pelo CFR, pelo Clube Bilderberg, pela Comissão Trilateral, pela ONU e por outras entidades internacionalistas que desejam o estabelecimento de uma ditadura tecnocrática global, objectivo das mesmas corporações que os seus advogados dizem combater (através de financiamentos milionários de fundações bilionárias financiadas pelas tais corporações). Porquê? Porque ninguém seria tão estúpido ao ponto de favorecer a delegação de poderes absolutos às corporações se estas declarassem abertamente os seus planos. O homem comum é ingénuo, mas não é burro.
Já no prólogo, FN revela traços de personalidade que denunciam uma mentalidade de propensão autoritária. Justificando o seu manifesto, ele diz que o fez para dizer o que penso em nome da humanidade, pois só perante ela me sinto obrigado! Falar em nome da humanidade? Quanta arrogância. Eu falo em nome próprio e nem sequer ouso falar em nome de uma nação. Mas ele fala em nome da humanidade, o que implicitamente coloca os seus adversários na posição de falarem contra ela. Lembro que Hitler falava em nome da imaginária raça ariana e foi responsável por uns 40 milhões de mortos, e que Estaline e Mao falaram em nome do proletariado dos seus países e mataram 130 milhões. Pergunto: quantos não seria legítimo matar em nome da humanidade? Ele não terá poder para tal, é verdade, mas dá uma ideia do perigo potencial desta ilusão partilhada por tantos poderosos ao afirmar que tenho sobretudo deveres indeclináveis para com o meu País e o Mundo, esquecendo o próximo, como é habitual nos humanistas. Sobre estes deveres para com o mundo, FN deixa bem claro o seu reconhecimento dos deveres que todos temos em relação ao Mundo (mais do que direitos!). Deveres para com o mundo? Podem justificar muita coisa. Adeus direito natural.
As questões que ele cita como fundamentais na “sua luta” são as crises humanitárias, as guerras, a fome, a corrupção, a exclusão social e a pobreza, as alterações climáticas, a governação ou desgovernação global na política ou nas finanças, as migrações, os Direitos Humanos, os povos esquecidos, o voluntariado, os conflitos sociais, o civismo, o alertar consciências, a globalização ética e cultural, a Cidadania Global Solidária, a espiritualidade,… ou seja, tudo. Poderia deixar os povos esquecidos de lado. Antes selvagem e esquecido que peça de uma engrenagem! Assim, já nem podemos contar com um exílio no caso dos fabianos conseguirem seus objectivos. Se ao menos pudesse ir viver com a tribo do chefe Águia Dourada, just in case (bem que ele me advertiu sobre o perigo do “homem branco” e dos maus espíritos que o guiam, que ele viu num sonho…).
O que é o totalitarismo a não ser a apropriação pela esfera do estado de todos os aspectos da vida humana? Esse totalitarismo, que visa o controlo global, não esqueçam, acabaria com um dos direitos que FN diz tanto defender, o direito de asilo, o mesmo que ele ataca ao apoiar um Tribunal Penal Internacional. Nas palavras, uma coisa, nos actos, outra. De todas as questões que ele cita, grande parte das quais apenas como arma de propaganda, chamo a atenção para a exclusão social, as alterações climáticas, a governação ou desgovernação global na política ou nas finanças, a globalização ética e cultural, a Cidadania Global Solidária e a espiritualidade. O que representa esse conjunto de questões, a serem combatidas globalmente, a não ser a defesa de um governo socialista mundial com poderes para moldar uma nova cultura universal, alicerçada numa religião biónica baseada no culto da “Terra”(Gaia) e que legitime um estado que, em nome do ambiente, tendo em mente que o ambiente é tudo o que nos cerca, tenha poderes realmente absolutos? Como observação final sobre estes pontos, destaco a aderência de FN à tese do aquecimento global, tese apoiada não pela evidência científica, mas pelas doações bilionárias de corporações monopolistas (com destaque para as petrolíferas, as suas maiores apoiantes). O próprio Al Gore, um dos seus expoentes, é uma cria da Occidental Petroleum, para citar apenas um caso.
Para se pôr um plano tão vasto em acção, é preciso convencer as pessoas da sua necessidade, e para isso Fernando Nobre recorre ao alarmismo tão em voga nos meios dominados pelo socialismo fabiano, promotor não só da ideia de uma catástrofe natural iminente como até de disparates como o fim do mundo em 2012.
Para conseguir isso, ele lista os seguintes problemas (faço comentários a seguir):
1 – o previsível e temível impacto das alterações climáticas na agricultura, nos ecossistemas, nas catástrofes naturais, na saúde e na emigração. Quanto ao último ponto, ele cita uma previsão de um antigo presidente da OCDE sobre uma onda migratória gigantesca do Sul para Norte, afinal, a África Negra colocará mais jovens no mercado de trabalho que todos os países do norte juntos. Bom, os bilionários que sustentam o ambientalismo e a farsa do aquecimento global antropogénico têm realmente muito medo dos escurinhos! Não é a toa que Bill Gates, Warren Buffet, George Soros e Ted Turner doam tantos bilhões para promover abortos e esterilizações entre gente de cor.
2 – A monopolização e cartelização do mercado que resultou na … péssima distribuição global das “riquezas vigentes. Esse problema existe, mas foi criado por um mercado regulamento de acordo com os interesses das grandes corporações monopolistas. “Para corrigir isso”, FN propõe retirar mais poderes aos governos nacionais, que poucos poderes já têm e sobre os quais os povos possuem um controlo escasso, e delegá-los a um organismo multinacional que ninguém controla (a não ser os realmente poderosos), como a ONU. Parece brincadeira, mas não é. A União Europeia é um exemplo do que se passaria, mas numa escala infinitamente maior.
3 – A proliferação de redes mafiosas globais… que controlam a Imigração, prostituição, pedofilia, tráfico de órgãos, drogas, armas,… Quanto ao Ocidente (não esqueçam a Rússia e a China), essas actividades são promovidas pelos mesmos que controlam a ONU (investiguem o filho do Kofi Anan, ou digitem pedofilia e ONU no Google), organização que o FN tanto preza. Por falar em tráfico de órgãos, lembro que a ONU fez da China, o país que transformou o tráfico de órgãos numa política de estado, o regime mais premiado pelas suas organizações associadas.
4 – …a limitação do acesso aos recursos hídricos…o que não acontecerá se for permitida a privatização desses recursos vitais em vez de se fazer uma gestão global e racional dos mesmos?Ou seja, para evitar a privatização desses recursos vitais à sobrevivência, há que se delegar a posse total deles para um órgão centralizado, controlado e criado pelas corporações! Lembro que é recorrente na história se estatizar os bens de pequenos e médios proprietários, ou que são realmente públicos, para depois, devido à má gestão estatal, se justificar a sua venda a preço de banana para corporações que contem com o apoio dos bancos, muitas vezes a coberto de generosas garantias pagas pelos contribuintes, ou seja, os pobres…
5 – A especulação financeira desenfreada por parte dos poderosos bancos e dos grandes fundos de pensões… A Cidadania Global Solidária deve impedir que a loucura se repita! Para acabar com o jogo de cartas marcadas nos mercados, cujas condições favoráveis são criadas por governos perdulários cujos chefes são eleitos com recursos dos mesmos que ganham com a “especulação”, a solução é delegar todos os poderes a uma instituição multinacional sobre a qual os cidadãos dos vários países do mundo terão ainda menos controlo do que sobre os seus governos nacionais, instituição essa da qual os que dão mau nome à especulação, como o Sr. Nelson Rockefeller, a família Rothschild e George Soros, são os maiores promotores. Que belo conto.
6 – O desregulado, descontrolado e colossal fluxo financeiro global diário… que não paga a mísera taxa Tobin… De acordo com FN, a solução para o excesso de liberdade nos fluxos financeiros não é sua a ordenação a nível nacional e de acordo com as necessidades locais, coisa que as instituições multinacionais tentam impedir a todo o custo, mas sim a criação de um imposto global. Traduzindo: a solução é dar poder de taxação, o passo fundamental para a criação de um governo, a um organismo internacional acima de tudo e de todos, menos das multinacionais! Querem um exemplo? Quem controla a OMC e o FMI? Mais uma vez se combate o fogo com gasolina!
7 – A produção e comercialização das armas…os EUA investem mais de 45% do total mundial… O que se pretende com isso? Estaremos a assistir à preparação da terceira guerra mundial? Que eu saiba, as guerras em África, o continente onde a ONU manda de facto em quase todos os países, são feitas com AK-47, não com M-16. Quanto à 3ª guerra mundial, há de acontecer quando os EUA deixarem de investir em armas… Investiguem quem possui o maior arsenal nuclear e os maiores exércitos do mundo!
8 – A violação repetida do Direito Internacional,… Os únicos exemplos escolhidos por FN para ilustrar isso mostram de ele apoia a agenda da destruição da soberania americana, o maior entrave à ditadura global que propõe (Israel também é um empecilho). São eles: Iraque, Kosovo, Guantánamo, Abu Ghraib, voos da CIA, barcos da tortura. Segundo FN, é isso queincentiva novos conflitos e impede a resolução de outros, como acontece na Palestina. A culpa do crime é da vítima que se limita a reagir!
9 – A não implementação de um comércio justo mundial…, assim como o não perdão da dívida externa e dos juros aos “países menos avançados… Para resolver a injustiça de um comércio que é injusto graças à OMC, que obriga os países pobres a abrirem os seus mercados agrícolas e industriais sem contrapartidas, a solução é dar mais poderes à OMC! Quanto à dívida externa dos países pobres, criada por governos que os “amigos do FN” e a “querida ONU” apoiam a pedido dos bancos, a solução, depois de se ter quebrado os países pobres, escravizado as suas populações e instituído regimes monopolistas, tudo sob o manto da ONU, é remetê-la aos já super-endividados países ainda ricos para os quebrar de vez e transformar o mundo todo num campo de refugiados, onde FN poderá depois posar de herói da humanidade! Se ele sabe o que faz, digo: tanta maldade e cinismo é difícil de qualificar!
10 – A não concretização dos tão apregoados e sonhados “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio para 2015”… Em português: é preciso dar muito mais recursos à ONU, organização cuja obra de destruição massiva em África faz Leopoldo II parecer um enfant terrible! Estudem com afinco as causas das fomes em África e da destruição da sua agricultura. Por detrás de tudo isso estão a ONU e as instituições multinacionais, posso desde já garantir. Fiz um mestrado em Estudos Europeus, me dedicando à PAC da União Europeia (mais especificamente ao mercado do açúcar), e constatei nas minhas investigações, sem prever, que os programas coordenados pela ONU e apoiados pelas corporações especializadas no comércio de produtos agrícolas destruíram a agricultura em África. Explico: a ONU favorece os programas revolucionários dos ditadores africanos, aos quais dirige posteriormente os recursos da ajuda humanitária, aumentando assim o poder destes tiranos sobre as populações carentes. Estes programas de reformas, como se vê no Zimbabué de hoje, transformam países que eram celeiros em desertos, até que venha a fome generalizada. Quando ela chega, a ONU, com a ajuda das corporações e da União Europeia, entre outros (USAID, …), aproveita para descarregar os excedentes agrícolas criados nos países ricos com recurso às políticas socialistas neles implantadas (PAC, …), e é tudo distribuído de graça. Mas “esquecem” de comprar os excedentes dos poucos agricultores locais que ainda conseguem produzir, que já não podem vender, provocando assim a sua falência e engordando a fila dos que precisam da ajuda da ONU, distribuída, é claro, pelo ditador local. Depois aparecem as nobres almas para fazer caridade e se promover…
11: As desgovernações de terror (de que são exemplos o Zimbabué e a Birmânia) e as acções dos movimentos terroristas globais, tão bem alicerçadas porque bem nutridas pela miséria e humilhação permitidas ou incentivadas pelos desmandos globais atrás referidos, inquietam-nos a todos. Para ser honesto, este ponto deveria ser reescrito. Proponho o seguinte: As desgovernações de terror socialista (de que são exemplos o Zimbabué e a Birmânia) e as acções dos movimentos terroristas globalizados, tão bem alicerçadas porque bem nutridas pela miséria e humilhação permitidas ou incentivadas pelos desmandos globais, de que a ONU é um dos principais promotores, permitem a nós, que nos promovemos através delas, que proponhamos uma cedência ainda maior de poderes dos já pouco soberanos estados nacionais para que possamos continuar a nossa obra de destruição em escala global.
FN reclama dos males do materialismo, mas ele próprio propagandeia iniciativas inspiradas pelo mais radical materialismo (na melhor das hipóteses, pois isso até parece coisa do cão…), como o Earth Condominium, iniciativa que visa gerir o planeta, desde a vida existente aos recursos, como se ele se fosse uma corporação, ou melhor, uma corporação reificada, afinal, FN advoga implicitamente a crença na ideia de que o planeta é um organismo vivo e todos nós somos partes dele, o que, para ser breve, implica que muitos de nós devem ser células cancerosas ou vírus e bactérias que devem ser erradicados para ele não morra. Como FN afirma, o planeta está doente e são os homens que causaram isso. O grande problema do planeta é a superpopulação! O que é isso a não ser um princípio legitimador da redução populacional(=democídio)?
FN, coerente com essa concepção, revela a sua adesão a um princípio promovido pela classe que o filósofo Olavo de Carvalho definiu como os metacapitalistas, princípio também abraçado pelo socialismo comunista: o de que a economia é estacionária, ou seja, um jogo de soma zero. Nessa concepção, a riqueza não é gerada pelo aumento do volume de trabalho e da sua produtividade (esta última fruto do sucesso das melhores ideias, geradas entre milhares de milhões de indivíduos anónimos de maneira imprevisível, que acabam por serem premiadas pelo chamado mercado, que não é de forma alguma um ente monolítico). Portanto, a riqueza total produzida é sempre a mesma e o bem estar de uns implica a pobreza de outros – o que de facto acontece quando há monopólio estatal ou privado. Assim, a riqueza pode e deve ser distribuída de acordo com os interesses de um super-estado com poderes absolutos sobre a propriedade e, consequentemente, sobre as vidas, o que é o desejo dos poderosos. É uma ideia auto-contraditória pois quem controla um estado assim, e vivemos muito próximos disso, controlará todos os recursos em seu favor, como já se faz dentro de limites, limites que agora os poderosos desejam derrubar. Mas como artifício de retórica, essa ideia engana bem os ingénuos.
Essa sofistica de FN, típica dos que escondem os propósitos mais nocivos sob o manto da promoção do bem, é uma táctica quase tão antiga quanto a civilização. Observem bem este “jogo de palavras”:
Nós, os afortunados, nós, a casca do ovo da avestruz, temos de aceitar apertar um pouco os nossos cintos para que outros, os Bric (Brasil, Rússia, Índia e china) e afins (Nigéria, México, Paquistão, Indonésia…), possam desapertar os deles, de seres carentes e sonhadores.
Como brasileiro que sou (sou brasileiro e português, não esqueçam), tenho duas coisas a dizer. Em primeiro lugar, nenhum brasileiro precisa desse tipo de ajuda; a dos que vivem da indústria da miséria, acreditam que somos incapazes e querem ter pena de nós. Precisamos é que eles não nos atrapalhem! Isso sim é o grande problema com que o bravo povo do meu Portugal das Américas se depara! Sei muito bem do que falo.
Em segundo, não é apertando o cinto “dos ricos”, o que significa aumentar o confisco dos que produzem no primeiro mundo pelos que dizem praticar o bem e vivem da parasitagem (os magnatas e as corporações vivem também dos erários e das leis pró-monopólios: os tais ricos que pagam as contas são apenas os remediados), que os brasileiros ficarão mais ricos. Ficarão é mais pobres e mais dependentes de quem os atrapalha! Necessitam, ainda que isso não seja tudo, é que os seus produtos sejam cada vez mais procurados e valorizados por centenas de milhões de europeus e americanos que vivam bem e consumam mais. O que os povos do Sul precisam, e eu os conheço muito bem pois não vivo numa redoma ou lido apenas com gente desesperada sobre a qual tenho poder de vida ou morte, é de independência e dignidade, e não de protectores que usam a miséria para ficarem bem em fotografias de auto-promoção que fazem as delícias de bilionários e burocratas em Nova Iorque e Genebra.
De injustiça os que dizem lutar contra ela vivem, afinal são eles, os que trabalham em organizações internacionais, que comem em restaurantes caros de Estocolmo, Paris e Oslo, tudo, claro, pago com dinheiro do contribuinte anónimo em vias de empobrecimento, seja por via directa, através dos dinheiros extorquidos pelo roubo fiscal que os estados dão aos “benfeitores do mundo”, ou indirecta, por via das corporações que sobrevivem graças aos regulamentos que garantem que os seus ineficazes monopólios se eternizem às custas dos pequenos que desejam erguer negócios e viver sem patrão ou sem dar satisfações a burocratas com o admirável novo mundo na barriga. Aos que me acusam de usar golpes baixos e moralismo para desmantelar as ideias de FN, lembro que o tom moralóide é usado por ele, sem trégua, no livro. Até agora sofro com os efeitos disso na digestão; ainda sinto o gosto do peixe do almoço na boca…
Como último ponto a sublinhar, FN faz do fim da utilização dos chamados combustíveis fósseis, responsáveis pelo suposto aquecimento global, que “provocou” neste ano o mais frio Inverno que já vivi na minha vida e que os dados estatísticos comprovam ser o mais rigoroso desde 1910, uma das suas lutas. Fernando Nobre não apenas defende o controlo da produção e da queima dos mesmos, mas também prega a não utilização da energia nuclear, propagandeando o uso das energias verdes que tanto tem enriquecido as empresas bem conectadas por via desse esquema de extorsão dos pobres consumidores. Bom, o resultado dessa política é visível, como no caso da subida em flecha dos preços dos alimentos, graças ao biocombustível; efeito que ele, para variar, defende que deve ser combatido com mais delegação de poderes aos senhores que criaram essa crise que ameaça matar a fome milhões de inocentes, como no Haiti, província da ONU, e até provoca carestia aqui em Portugal. Voltando à energia, os efeitos em Portugal já se notam. O preço da energia por estas bandas é do mais caros do mundo graças à “política verde” do socialismo. Nesse Inverno rigoroso isso tem causado muito sofrimento às famílias humildes, muitas recentemente empobrecidas pelas políticas socialistas que FN tanto defende. Conheço várias pessoas de menos posses, algumas próximas de mim, que têm sido particularmente atingidas por gripes violentas, e noto que muitos idosos têm falecido, mais que nos anos anteriores, muito mais. Se depender daquilo que FN defende, chegará o dia em que os poucos afortunados que possuem uma lareira em casa já não poderão apanhar lenha livremente e queimá-la, como querem tantos advogados dessa farsa do Aquecimento Global Antropogénico, farsa que, diante dos factos que provam o arrefecimento, passou a ser encoberta pela ideia vaga das Alterações Climáticas.
Tentei ser breve, mas não consegui. Poderia dizer ainda mais, mas novamente sugiro: leiam o livro do Sr. Fernando Nobre (se tiverem estômago). O que lá está é uma prova de que ele é um defensor consciente do pior totalitarismo já concebido pelas mentes doentes dos que desejam o poder absoluto ou, admitindo que as possibilidades são imensas, que é apenas aquilo a que Lenine chamou de Idiota Útil. Dentro dessa segunda hipótese, tendo em conta que não há uma ideia em que ele não defenda parte da agenda totalitária (e não o querendo ofender pensando que se trata de um absoluto mentecapto), sou obrigado a acreditar que o cavalheiro foi sujeito a uma lavagem cerebral. Nesse caso, Fernando Nobre faz jus à alcunha que lhe dei: ele é de facto O Candidato da Manchúria.
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domingo, abril 17, 2011

Teresa Ramos Banqueiros - Cronologia Interessante


Cronologia interessante:

Fernando Ulrich (BPI)

29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade"

26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI"

31 Março - "por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI"

Santos Ferreira (MBCP)

12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI"

2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI"

4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já"

Ricardo Salgado (BES)

25 Janeiro - "não recomendo o FMI para Portugal"

29 Março - "Portugal pode evitar o FMI"

5 Abril - "é urgente pedir apoio .. já"


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1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política P

sábado, abril 16, 2011

AO 25 de ABRIL DE NOVO, A DECISÃO 25 DE ABRIL SEMPRE! - João Andrade da Silva





Só mesmo gente fraca, tonta, desmobilizada pede um movimento militar para fazer um Abril de Novo. O 25 de Abril de 74 foi e será único, por muitas e muitas décadas, daí o seu valor transcendente que muito poucos entenderam.

Por mais que desrespeitem os militares, nas próximas décadas a resposta de descontentamento nunca seria algo parecido com o 25 de Abril 74. O Movimento das Forças Armadas foi uma resposta heróica, transcendente, específica e única dada pelos Militares jovens e depois acompanhada pelo povo, a uma situação de degradação moral e patriótica que se desenvolveu durante 14 anos de guerra colonial

Pela minha parte retive, sem receber qualquer byte de informação de Otelos e companhia, um ano depois de estar em África, que a guerra estava mal conduzida, que aquelas populações não eram portuguesas. 

O patriotismo dos senhores da ANP e do Terreiro do Paço era mandarem tropa para África, completamente desprotegida, mas para esta semente, a da guerra colonial, dar frutos foram precisos 14 anos de contradições e uma persistente actuação sacrificial dos oficiais do QP e de todos os militares do Serviço Militar Obrigatório. É este o caldo de falta de humanismo e de patriotismo genuíno do regime fascista, com todas as letras e essência, que nos leva a olhar a ditadura como uma parte do problema e não como solução. Ora se alguma vez os militares virem na democracia uma parte do problema, não farão um Novo 25 de Abril, é óbvio.

Também só gente fraca, cansada quer um novo 25 de Abril, pois o que há a fazer, é, de facto, o 25 de Abril de verdade, ou seja, usar a liberdade, para correr com todos os caciques, encobridores da verdade, ditadorezecos, corruptos, donos de almas, sectários e criar uma nova classe política que ame o povo plebeu, que não o tenha como meros piões de jogos pessoais ou alucinações. É preciso saber quem somos e para onde vamos.

É preciso saber que desde 1970 vivemos como não podemos, e, agora, pior, porque quase todos usaram a melhoria de vencimentos e os cartões de crédito para um consumismo esquizofrénico, e ninguém ousou criticar esse comportamento, fê-lo Américo Tomas em 1973 e Vasco Gonçalves em 1975, depois, foi o descalabro, sempre a se pedir melhores salários, sem se olhar para a matriz do consumo e para a mancha do desemprego; foi a completa destruição de toda a produção; foi a criação de um país parado com milhões e milhões de pessoas de todas as idades sem fazerem népia, e multidões de homens acima dos 40 anos nas tabernas e, por aí, a jogarem à sueca. É uma dor de alma andar por Portugal, e ver um país parado e imbecil.

Como a esta multidão de desgraçados, imbecilizados, foi permitido viver estes anos todos assim, como tenho denunciado, 50% mandou às urtigas a cidadania, e permitiu todo o descalabro político, económico, civilizacional em que vivemos, em que se permite a impunidade, a incompetência, a corrupção e que indivíduos, entre uma generalizada população de miseráveis, ganhem 200 mil euros/ mês, pagando na pior das hipóteses 84 mil euros de impostos. 

Tudo isto é um escândalo, como o é, submeterem -nos às directivas da União Europeia que até para comermos temos de criar endividamento externo, porque não produzimos um litro do quer que seja, para além do leite, não pescamos etc.; como o é, venderem o país, desde há muitos anos, a retalho ao estrangeiro.

Sim, loucos são os que querem novo 25 de Abril, quando não são capazes de lutar por este e condenarem os que o entregaram aos Carluccis e Kissinger a pretexto de limparem os comunas, ou seja, comunistas ou não, das Forças Armadas, mas toda a gente, desde que lutassem pela resolução dos problemas de INDIGNIDADE em que viviam muitos plebeus, muitos trabalhadores agrícolas do Alentejo, etc.

O que é preciso é construir entre o povo plebeu uma grande CONSCIÊNCIA MORAL DE DIGNIDADE que FAÇA EMERGIR LÍDERES HONESTOS, LIVRES, DEMOCRATAS, VERDADEIROS que CORRAM COM TODOS OS CACIQUES, JULGUEM OS CORRUPTOS, CUMPRAM COM O SEUS DEVERES, NÃO DEFENDAM CHEFES DE ESTADO CORRUPTOS E OU DITADORES, LUTEM NA EUROPA CONTRA A SUA CHINIZAÇÂO ( já falo deste fenómeno deste 2008), mulheres e homens sem medo, que recusem a infalibilidade, o dogmatismo e as mentiras dos chefes por medo ou cumplicidade.

Quando em cada partido ou organização só se conseguir ver o pó de areia no olho do outro, e não o penedo que cobre toda a vista ao militante, só nos resta o Inferno, cantem o que cantarem, não nos salvaremos e uns como, os judeus também o faziam a caminho dos altos-fornos, irão cantando.

Às gentes revolucionárias e probas compete mobilizar o país para o sobressalto cívico pela conquista da DIGNIDADE, DA MORALIDADE, Do DESENVOLVIMENTO. Falem menos de coisas já acabadas, de prontos a vestir ou receitas dos secretários-gerais para o povo, mas falem sobretudo com o POVO que quer mais gente honrada na política, o que, também é muito difícil, porque gente honrada é produto raro, e os que há, os abutres de todas as castas e cores procuram matá-los. 

Quem é indecente e ignóbil prefere a real poltique, à verdade, à transparência, e que sobre isto ninguém se iluda, porque a ilusão só pode produzir escravização, chinização. Os chineses dizem de nós que trabalhamos muito pouco, somos preguiçosos e ganhamos muito, o que, em parte é verdade, sobretudo quanto ao gastamos muito, mas a solução deles não interessa: milhões de milhões na miséria extrema, sem direitos e sem horários de trabalho, para que outros milhões sejam podres de ricos, e possam gastar fortunas nos casinos de Macau, apesar de não ser permitido a livre circulação de capitais.

Sim, estamos condenados, sem uma grande revolução nos comportamentos dos militantes dos partidos do centro esquerda e da esquerda, sem que aí aconteça o 25 de Abril vão milhares e milhares de portugueses arrastarem-se pelas ruelas sem pão, nem casa, e outras centenas de milhares pelas calçadas do protesto, enquanto 1 milhão vai gozar as grandes benesses deste sol de Portugal, um grande país, caído no desnorte.

andrade da silva

PS: Mas se pensam que há exagero nesta antevisão, dêem uma espreitadela aos Alertas, deixados neste blogue, é o roteiro das nossas desgraçadas em antevisão: Alertas, depois Alerta n+1.... até ..n+n, alertas quase finais, alertas finais, tá lá tudo, mas a nossa atracção pelo abismo é-nos fatal, até porque neste momento de medo poucos querem ouvir o que lhe causa ansiedade, e por, isso, só os ricos e poderosos se salvarão.

Tão cedo, como poucos, falamos que estávamos à beira da bancarrota, agora descaradamente todos falam dessa desgraça, porquê? Será para aceitarmos o garrote e fugirmos à guilhotina?

Portugueses!