A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

quarta-feira, maio 04, 2011

22 bancos cobraram juros acima da taxa máxima




Lisboa
15º C
Vítor Mota
Os cartões de crédito também estão sujeitos a uma taxa de juro máxima
 

22 bancos cobraram juros acima da taxa máxima

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No ano passado, o Banco de Portugal (BdP) detectou 74 contratos de crédito ao consumo de 22 instituições financeiras com juros superiores à taxa máxima permitida pela autoridade monetária.
  • 04 Maio 2011


De acordo com os dados do relatório anual de supervisão comportamental, em 2010 foram reportados ao BdP 1,46 milhões de contratos de crédito ao consumo, numa média de 122 documentos por mês. Destes, o supervisor detectou irregularidades em 1144 contratos mas, após a análise jurídica, só 74 ultrapassavam os limites legalmente impostos.
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No ano passado, o BdP instaurou 29 processos de contra-ordenação, mais 15 que em 2009. A maior parte (26) resultam do incumprimento das regras que regem a actividade bancária e dois foram desencadeados por não terem prestado os obrigatórios deveres de informação ao supervisor. Uma instituição de crédito foi alvo de um processo de contra-ordenação por não ter livro de reclamações.
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Da mesma forma, em 2010 foram inspeccionadas 140 instituições financeiras que resultaram na fiscalização de 1137 folhetos de comissões e despesas e 355 folhetos de taxas de juro dos preçários. Foram igualmente realizadas 686 acções inspectivas relativas a contratos de habitação, 942 respeitantes a crédito ao consumo e 709 sobre depósitos a prazo. Os serviços de pagamento mereçam 809 acções de fiscalização.
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No que toca às campanhas de publicidade, o BdP analisou 4971 campanhas e obrigou as instituições de crédito a fazer alterações em 203.
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Já o número de reclamações registou uma queda face a 2009: foram registadas 15 mil reclamações, o que representa um decréscimo de 13%. As contas de depósito foram a matéria que registou maior número de queixas (26%), seguida do crédito aos consumidores (25%) e do crédito á habitação (16%).

PCP rejeita "brutal pacote de austeridade"



Lisboa
16º C


Tiago Sousa Dias
Para Agostinho Lopes, o plano "é o caminho do desastre" e no fim "o País estará em piores condições, inclusivamente para pagar a própria dívida externa"

04 Maio 2011
Agostinho Lopes diz que medidas só favorecem banca

PCP rejeita "brutal pacote de austeridade"

O deputado comunista Agostinho Lopes defendeu, esta quarta-feira que o País vai ficar pior com o acordo com a troika, que classificou como "um brutal pacote de austeridade" cujo objectivo é "salvar a banca" nacional e estrangeira.
  • 04 Maio 2011

O dirigente comunista adiantou que comunicou ao ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, a "rejeição" do PCP face  ao plano e advertiu que os portugueses "vão perder muito mais que o 13º e o 14º mês".   
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Em declarações aos jornalistas no final da reunião, Agostinho Lopes disse que o documento contém "uma redução brutal do investimento público,  o encerramento de serviços públicos, privatizações a grande velocidade" incluindo "activos no estrangeiro da Caixa Geral de Depósitos que pode por  em causa o apoio aos exportadores" e aumentos "da carga fiscal". 
Questionado sobre se o acordo é um documento fechado ou se o Governo terá ainda margem de manobra, Agostinho Lopes respondeu que "as margens de manobra presentes [na documentação] são extremamente curtas para não dizer que não representam nada".    
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Para Agostinho Lopes, que esteve acompanhado de José Lourenço e Ricardo Oliveira, da Comissão de Assuntos Económicos do PCP, o plano "é o caminho do desastre" e no fim "o País estará em piores condições, inclusivamente para pagar a própria dívida externa".   

Mudar subsídio ameaça 300 mil Alterações no apoio ao desemprego farão subir a pobreza




Finanças: Governo apresenta amanhã plano

Mudar subsídio ameaça 300 mil

Alterações no apoio ao desemprego farão subir a pobreza
  • 03 Maio 2011
Por:António Sérgio Azenha/C.R.

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A introdução de alterações no subsídio de desemprego, no âmbito do plano de ajuda financeira externa a Portugal, irá contribuir, segundo alguns especialistas, para o aumento da pobreza entre os desempregados. A confirmar-se esta medida, as mudanças irão afectar cerca de 300 mil pessoas, metade do número total de indivíduos sem emprego. Para já, a troika entregou ontem ao Governo a sua proposta para conceder ajuda a Portugal. E hoje o plano deverá ser entregue aos partidos da oposição.
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O plano da troika, constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia, que será apresentado amanhã pelo Governo, é conhecido apenas de um núcleo muito restrito de pessoas no Executivo. Só que, dados os sinais revelados pelos técnicos da troika nas reuniões com os parceiros sociais, é dado como garantido que o subsídio de desemprego poderá sofrer mudanças importantes: desde logo, o seu período de duração poderá não só passar a ser inferior a 12 meses, como não é de excluir a possibilidade de o seu valor ser diminuído. 
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Para Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), a verificarem-se alterações no subsídio de desemprego, "a consequência óbvia é o empobrecimento ainda mais acentuado dos portugueses". Para este dirigente sindical, "as medidas deviam ir no sentido de fomentar a competitividade da economia", mas tudo indica que "se esteja a caminhar para uma Europa liberal".
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Eugénio Rosa, especialista em assuntos sociais, concorda com esta análise: a diminuição do período de atribuição do subsídio de desemprego ou a redução do seu valor "vai fazer cair os desempregados em situações de miséria", afirma.
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Para este especialista em assuntos sociais, mexidas negativas no subsídio de desemprego "agravam a situação social, mas não resolvem o problema do défice orçamental". 
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CONSTÂNCIO GANHA 25 MIL EUROS/MÊS
O ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio ganhou 180 mil euros por sete meses de trabalho no Banco Central Europeu (BCE), o que dá uma média superior a 25 mil euros por mês. Constâncio tomou posse como vice--presidente do BCE a 1 de Junho de 2010. Em 2009, o ex--governador auferiu um salário anual superior a 249 mil euros, o que dá uma média de 17 800 euros por mês. 
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Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, ganhou 387 mil euros. 
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Vítor Constâncio disse ontem esperar um "consenso" entre todas as instituições da troika e as autoridades portuguesas em torno de um eventual alargamento dos prazos para a correcção do défice. Falando aos jornalistas à saída de uma conferência conjunta do BCE e da Comissão Europeia, em Bruxelas, Constâncio referiu que "a decisão do Ecofin sublinhava desde o princípio que era necessário um consenso nacional mais alargado, para permitir que houvesse verdadeiramente um compromisso do país em relação ao cumprimento das medidas".  
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CATROGA INSISTE NA FALTA DE INFORMAÇÃO
O tom é duro, mas o PSD "não deixará de assumir as suas responsabilidades". O representante do PSD nas negociações de ajuda externa, Eduardo Catroga, conclui assim a quinta carta ao Governo desde 13 de Abril e acusando-o de "opacidade". Exige respostas e responsabiliza o Executivo por um "País à beira da bancarrota", tal como em 1892, facto que é "uma tragédia nacional". Ontem, na carta a Silva Pereira, diz que o PSD não recebeu a devida informação e que carta do Governo de 29 de Abril, faz "considerações de ordem política que o PSD repudia".

terça-feira, maio 03, 2011

Cavaco e a Banca Privada

Cavaco concluiu ronda com responsáveis de oito bancos

Economia | 2011-02-02 17:56 
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O Presidente da República concluiu esta quarta-feira uma ronda de reuniões com presidentes dos conselhos de administração de oito bancos portugueses que tiveram na agenda a situação do sistema bancário português e a concessão de crédito à economia.
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“O Presidente da República ouviu hoje, separadamente, os presidentes dos conselhos de administração do Banco Santander Totta, do Banif, do Montepio Geral e da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo sobre a situação do sistema bancário português e a concessão de crédito à economia”, lê-se numa nota divulgada no ‘site’ da Presidência da República.

Ainda de acordo com a mesma nota, estes encontros aconteceram em “complemento das reuniões de terça-feira” de Cavaco Silva com os responsáveis da Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Banco Português de Investimento e Banco Comercial Português. 
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Lusa/AO online
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Economia

Cavaco Silva reuniu-se com presidentes de quatro bancos

Cavaco Silva reuniu-se com presidentes de mais quatro bancos portugueses. Desta vez o Chefe de Estado recebeu os presidentes do Santander Totta, do Banif, do Montepio Geral e da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo. O site oficial da Presidência revelou que o tema das conversas é a situação do sistema bancário português e a concessão de crédito à economia.

2011-02-02 20:28:46
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 Política

BPN: Cavaco Silva acusa jornalistas esconderem informação e revela prejuízos noutros bancos

Recandidato a Presidente da República acusou ainda a Comunicação Social de não ter investigado o que ele perdeu nas outras aplicações financeiras que fez: «mais do dobro», revelou
Cavaco Silva disse esta sexta-feira no Fórum da rádio TSF que o assunto BPN, que tem dominado a campanha presidencial nos últimos dias, «demonstra o desespero em que alguns se encontram» e que «a Comunicação Social tem escondido» uma declaração que fez «por escrito, esclarecendo tudo» em Julho de 2008.

«É muito curioso que uma aplicação de poupanças que eu e a minha mulher fizemos há 11 anos, seis anos antes de eu ser Presidente da República, seja tema de campanha», começou por dizer Cavaco Silva, preparando-se para voltar a falar no assunto polémico apesar de ontem ter dito que não voltaria a fazê-lo.

Na sua intervenção no Fórum da rádio, o Presidente da República insinuou que os media estão propositadamente a contribuir para que o caso não seja tratado de forma séria e correcta. «A Comunicação Social tem escondido que fiz uma comunicação por escrito esclarecendo tudo, e depois fiz uma declaração pública em Julho de 2009 na Cotec e não houve nenhum meio de Comunicação Social até este momento que tenha posto essa declaração no ar».

Cavaco Silva lembrou ainda que a carta que escreveu ao presidente do BPN a solicitar a venda das suas acções do banco, e que esta quinta-feira voltou a ser republicada pelo jornal «Expresso», surgiu «num semanário há quase dois anos». E revelou também que foi nessa altura que ficou a saber quem tinha comprado as acções.

Em causa está a compra de acções do banco a um euro e vendidas a 2,40 euros cerca de dois anos depois da aquisição, tendo sido obtido um lucro 140 por cento e que se traduziu em 147 mil euros - valor que até foi barato comparado a outros. Cavaco Silva remete para a declaração que fez quando rebentou o escândalo BPN que obrigou à nacionalização da entidade bancária pelo Estado. Nesse documento, esclarecia que tinha repartido as poupanças por quatro bancos e que uma dessas partes tinha sido investida no banco de Oliveira e Costa, seu antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Esta manhã, o prssidente da SLN admitiu que Cavaco pode ter pode ter tido acesso a informação privilegiada.

Segundo confessou à TSF, com os outros três bancos perdeu dinheiro. «Tem vindo a ser referido que tive um lucro na venda de acções, mas nenhuma Comunicação Social foi investigar quanto é que nós perdemos nos outros bancos [...] mais do dobro. É a prova da desonestidade». E esclareceu que o prejuízo que teve foi «muito mais do dobro do lucro» que teve na operação com o BPN.


BPN: Cavaco pode ter tido «acesso a informação que outros não tiveram» 
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Cavaco e a relação pessoal com a Banca
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/politica/cavaco-silva-bpn-presidenciais/1224064-4072.html
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www.youtube.com
Entrevista de Cavaco Silva a Judite de Sousa na campanha presidencial 2011, 10 Janeiro.
minoriarelativa | 10 de Janeiro de 2011  
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Lucros da Jerónimo Martins crescem 33%



O presidente executivo da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos
 
Uboat1964
04 Maio 2011
Primeiro trimestre de 2011

Lucros da Jerónimo Martins crescem 33%

A Jerónimo Martins viu os lucros crescerem 33% no primeiro trimestre do ano para 56 milhões de euros. A dona da cadeia de supermercados Pingo Doce está apreensiva com a quebra dos rendimentos das famílias e com a consequente quebra no consumo de produtos alimentares.
  • 04 Maio 2011


Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Pedro Soares dos Santos, presidente executivo do grupo, sublinha que os resultados são espelho de uma empresa a crescer a duas velocidades. 
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Por um lado, um ritmo mais lento em Portugal, que vive uma situação macroeconómica que se tem “vindo a deteriorar”, e na ponta oposta, na Polónia, onde “a Biedronka continua a apresentar crescimentos de vendas e resultados notáveis”.
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Aliás, o pessimismo em relação ao mercado português é espelhado pelo grupo no comunicado: "Em Portugal, as perspectivas negativas quanto à evolução do rendimento das famílias e do desemprego deverão continuar a reflectir-se no mercado alimentar, levando a alterações nos hábitos de consumo com uma crescente sensibilização ao factor preço.”
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Nos primeiros três meses do ano, as receitas da Jerónimo Martins aumentaram 14,7% para 2,24 mil milhões de euros. Já a dívida líquida consolidada situou-se nos 601,8 milhões de euros, uma redução de 133,5 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

Deco: Depósitos com rendimentos de 6% são “engodo”

 
Lisboa
15º C


d.r.
 
Associação de defesa do consumidor

Deco: Depósitos com rendimentos de 6% são “engodo”

A associação de defesa do consumidor, Deco, afirma que os depósitos com taxa crescente que prometem rendimentos de seis por cento são um "engodo".

  • 03 Maio 2011

A conclusão resulta da análise feita a 38 depósitos a taxa crescente apurou que "vários atingem os seis por cento,  mas apenas no último período". O estudo será publicado na revista  Proteste Poupança deste mês.
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A avaliação em questão apurou que, no primeiro ano, todos os depósitos rendem menos  do que a inflação prevista para 2011 (3,6 por cento de acordo com o Banco  de Portugal) e mesmo menos do que o melhor depósito encontrado a 12 meses  (3,7 por cento líquidos).  
Assim, "o rendimento efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para  a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios  publicitários", assegura a associação de defesa do consumidor, atingindo  "na melhor das hipóteses" os 3,8 por cento líquidos.  
A Deco propõe que os cidadãos que não necessitam do capital a médio  e longo prazo optem por "alternativas mais rentáveis", caso dos certificados  ou obrigações do tesouro.  

Alterações no apoio ao desemprego farão subir a pobreza



Finanças: Governo apresenta amanhã plano

Mudar subsídio ameaça 300 mil

Alterações no apoio ao desemprego farão subir a pobreza
  • 03 Maio 2011
Por:António Sérgio Azenha/C.R.


A introdução de alterações no subsídio de desemprego, no âmbito do plano de ajuda financeira externa a Portugal, irá contribuir, segundo alguns especialistas, para o aumento da pobreza entre os desempregados. A confirmar-se esta medida, as mudanças irão afectar cerca de 300 mil pessoas, metade do número total de indivíduos sem emprego. Para já, a troika entregou ontem ao Governo a sua proposta para conceder ajuda a Portugal. E hoje o plano deverá ser entregue aos partidos da oposição.
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O plano da troika, constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia, que será apresentado amanhã pelo Governo, é conhecido apenas de um núcleo muito restrito de pessoas no Executivo. Só que, dados os sinais revelados pelos técnicos da troika nas reuniões com os parceiros sociais, é dado como garantido que o subsídio de desemprego poderá sofrer mudanças importantes: desde logo, o seu período de duração poderá não só passar a ser inferior a 12 meses, como não é de excluir a possibilidade de o seu valor ser diminuído. 
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Para Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), a verificarem-se alterações no subsídio de desemprego, "a consequência óbvia é o empobrecimento ainda mais acentuado dos portugueses". Para este dirigente sindical, "as medidas deviam ir no sentido de fomentar a competitividade da economia", mas tudo indica que "se esteja a caminhar para uma Europa liberal".
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Eugénio Rosa, especialista em assuntos sociais, concorda com esta análise: a diminuição do período de atribuição do subsídio de desemprego ou a redução do seu valor "vai fazer cair os desempregados em situações de miséria", afirma.
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Para este especialista em assuntos sociais, mexidas negativas no subsídio de desemprego "agravam a situação social, mas não resolvem o problema do défice orçamental"
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CONSTÂNCIO GANHA 25 MIL EUROS/MÊS
O ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio ganhou 180 mil euros por sete meses de trabalho no Banco Central Europeu (BCE), o que dá uma média superior a 25 mil euros por mês. Constâncio tomou posse como vice--presidente do BCE a 1 de Junho de 2010. Em 2009, o ex--governador auferiu um salário anual superior a 249 mil euros, o que dá uma média de 17 800 euros por mês. 
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Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, ganhou 387 mil euros. 
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Vítor Constâncio disse ontem esperar um "consenso" entre todas as instituições da troika e as autoridades portuguesas em torno de um eventual alargamento dos prazos para a correcção do défice. Falando aos jornalistas à saída de uma conferência conjunta do BCE e da Comissão Europeia, em Bruxelas, Constâncio referiu que "a decisão do Ecofin sublinhava desde o princípio que era necessário um consenso nacional mais alargado, para permitir que houvesse verdadeiramente um compromisso do país em relação ao cumprimento das medidas".  
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CATROGA INSISTE NA FALTA DE INFORMAÇÃO
O tom é duro, mas o PSD "não deixará de assumir as suas responsabilidades". O representante do PSD nas negociações de ajuda externa, Eduardo Catroga, conclui assim a quinta carta ao Governo desde 13 de Abril e acusando-o de "opacidade". Exige respostas e responsabiliza o Executivo por um "País à beira da bancarrota", tal como em 1892, facto que é "uma tragédia nacional". Ontem, na carta a Silva Pereira, diz que o PSD não recebeu a devida informação e que carta do Governo de 29 de Abril, faz "considerações de ordem política que o PSD repudia".

segunda-feira, maio 02, 2011

As grandes superfícies e o 1º de Maio


Grupos Jerónimo Martins e Sonae decidiram abrir os supermercados




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Carvalho da Silva acusa Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos de "gula do lucro"


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CGTP anuncia manifestações contra "ingerência da UE e FMI"


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Lusa
Carvalho da Silva discursou no final da manifestação do 1º de Maio  organizada pela CGTP-IN em Lisboa
Publicação: 01-05-2011 19:29   |  Última actualização: 01-05-2011 23:44

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A CGTP anunciou este domingo a realização de duas manifestações em 19 de Maio, uma em Lisboa e outra no Porto, contra "a ingerência da UE e do FMI".
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O secretário geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, anunciou as "duas grandes manifestações" contra as medidas que venham a ser impostas na sequência da negociação entre o governo português e a 'troika' que está a preparar o plano de ajuda externa, perante milhares de pessoas que celebravam o Dia do Trabalhador na Alameda.

"É por estas exigências, e contra as medidas que nos querem impor, que convocamos os trabalhadores e as trabalhadoras, os jovens, os pensionistas e reformados para uma ampla participação nas duas grandes manifestações que vão ter lugar no dia 19 de maio", disse o sindicalista.

Carvalho da Silva deixou um apelo a todos para que participassem nas manifestações com o objetivo de mostrarem que "o país tem alternativas".

"O futuro é de esperança e a esperança constrói-se" afirmou, acrescentando que os próximos tempos vão ser de grande trabalho sindical.


Programas eleitorais

Noutra passagem da sua intervenção, o secretário geral da CGTP considerou que os partidos que se comprometerem com as medidas da 'troika' têm de as apresentar nos seus programas eleitorais, sob pena de estarem a burlar os portugueses e a atentar contra a democracia.

"Os programas dos partidos que se comprometem com as medidas da UE/FMI não podem deixar de, de forma clara, apresentarem aos portugueses esse compromisso. Escondê-lo significará uma burla aos portugueses e um atentado à democracia", afirmou Manuel Carvalho da Silva.

Aos jornalistas, Carvalho da Silva disse que o PS, que já apresentou o seu programa eleitoral, não refere nada relacionado com medidas em negociação com a 'troika' e defendeu a apresentação de um segundo programa pelos socialistas, caso contrário "estarão a burlar os portugueses".

No seu discurso, o sindicalista apelou à mobilização dos trabalhadores, e dos jovens em particular, para que façam da pré-campanha e da campanha eleitoral "um tempo e um espaço de apresentação séria de problemas e propostas" para dar conteúdo à agenda política.

"Devemos usar o voto lutando pelo futuro do nosso país e dos seus trabalhadores, numa escolha coerente e livre de quem nos vai representar na Assembleia da República, órgão de cuja representação sairá o novo governo", afirmou.

Carvalho da Silva defendeu ainda que as eleições legislativas de 5 de junho "não podem transformar-se num mero plebiscito para escolher quem vai executar políticas previamente definidas".

Com Lusa


Três feridos em incidentes no 1º de Maio em Setúbal



Ontem

Confrontos entre um grupo anarquista e forças de segurança no Largo da Fonte Nova, em Setúbal, resultaram em três feridos e várias pessoas identificadas pela PSP, disseram fontes policiais e do Hospital São Bernardo. 
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O grupo constituído por alguma dezenas de anarquistas, que trajavam de negro, seguiu de perto o tradicional desfile do 1.º de Maio da União de Sindicatos de Setúbal (USS), afeta à GGTP, que partiu da Praça de Quebedo em direcção à avenida Luísa Todi, mas, segundo fonte sindical, não se registaram incidentes.
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Segundo a mesma fonte, a partir de determinada altura os anarquistas acabaram por seguir outro percurso, em direcção ao Largo da Fonte Nova. 
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Fonte policial adiantou que os incidentes terão começado quando as forças policiais chegaram ao local e foram recebidas com o arremesso de vários objectos, depois de terem sido alertadas por populares para o barulho e para alguns comportamentos menos próprios dos anarquistas.
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"Os elementos da PSP tiveram de efectuar alguns disparos de shot-gun", confirmou à Lusa um porta-voz da corporação, admitindo a possibilidade de haver alguns feridos ligeiros.
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O Gabinete de Comunicação do Hospital São Bernardo confirmou à Lusa que deram entrada no serviço de urgência três pessoas que terão sofrido alguns ferimentos ligeiros, alegadamente nos incidentes que ocorreram na Fonte Nova, mas adiantou que já todos tiveram alta.
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Contactado pela Lusa, um dos participantes no que classificou como uma "manifestação anti-capitalista" e que pediu o anonimato, disse que no final do protesto, "chegou um carro de patrulha da polícia que pediu para baixar [o som] da música que vinha da mala de um carro e pediu identificação a algumas pessoas que não se quiseram identificar".
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Entretanto, prosseguiu, "chegou um carro da polícia de intervenção" ao Largo da Fonte Nova. "Tinham armas de balas de borracha e armas reais, gás pimenta e cassetetes", tendo a polícia e os manifestantes entrado em confrontos. 
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"Foi um cenário desmesurado para o que se estava a passar", concluiu.
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EPHEMERA

Biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira

Publicado por: JPP | 29/04/2011

1º DE MAIO ANTI-CAPITALISTA ANTI-AUTORITÁRIO (SETÚBAL, 1 DE MAIO DE 2011)



Setúbal:Convocatória 1º de Maio 2011- Manifestação Anti-capitalista e Anti-autoritária

2011-05-01 13:00
Todos a Setúbal no 1º de Maio 2011, pelas 13:00 no Largo da Misericórdia.
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Chamada à recuperação da tradição combativa e anti-autoritária do “dia do trabalhador”::
{Chamada a uma mobilização geral}
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Desde o grupo de pessoas que compõem o recém formado colectivo anarquista *Terra Livre* de Setúbal queremos convocar uma manifestação de indivíduos, grupos, colectivos, espaços ou sindicatos apartidários, anti-autoritários, anti-políticos ou autónomos para o Domingo 1º de Maio de 2011.
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Desejamos fazer desta data um marco de mobilização não controlada por nenhuma força partidária, por nehuma central sindical , ou qualquer força de repressão e controlo do Estado.
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Desejamos recuperar o seu carácter de mobilização geral de trabalhadores, desempregados, estudantes e de todos quantos anseiam por uma sociedade nova, livre de violência capitalista, jogos partidários e repressão estatal.
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{1º de Maio de 1886}
Em Chicago, EUA, as mobilizações operárias são violentamente atacadas pela polícia, seguranças privados e mercenários nas mãos dos ricos. Ao fogo tirano responde o fogo dos revolucionários. Caem corpos no chão dos dois lados da barricada.
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Uma dezena de anarquistas são presos, condenados e injustamente assassinados: não interessava a verdade, mas sim o exemplo e a instauração de um clima de terror e medo entre o povo.
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O efeito foi contrário: desse dia em diante, por todo o mundo, milhões de pessoas se levantam em solidariedade com esses anarquistas presos, propondo-se a resgatar da prisão essas sementes de dignidade humana. E dos corpos desses anarquistas cravejados das balas do poder e da infâmia, brotaram as raízes do assalto colectivo às cúpulas, para tentar trazer a (des)ordem capitalista aos seus joelhos e finalmente decapitá-la.
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Até aos dias de hoje houve algumas vitórias, muitas derrotas e demasiadas traições... mas não houve um momento de descanso. A violência do Estado e dos patrões mudou bastante, perdendo a sua “simplicidade” enquanto refinava as suas tácticas, adquirindo tecnologia de ponta e requintes repugnantes de crueldade e maquiavelismo. Pelo contrário, as condições laborais / sociais/ económicas têm andado para trás, estando hoje pouco ou nada melhor do que no inicio do século passado, apesar dos gigantescos avanços tecnológicos e ciêntificos.
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O que podemos aprender desses tempos, recusando qualquer mistificação do passado, é que a solidariedade e a acção colectiva das bases surgem sempre como uma poderosa arma em tempos de guerra suja dos governantes contra os seus governados
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{2011 – Estamos Inquietos }
Há várias posições assumidas, mas dê lá por onde der, um facto é hoje inegável, da Tunísia à China, da Grécia a Portugal: os dias da paz social e apatia inquebrável ficaram para trás. Muitos sabiam que mais tarde ou mais cedo aconteceria, outros foram apanhados de surpresa. Alguns já tinham feito as suas jogadas antecipando-se, mas muitos mais têm agido com a espontaneidade e criatividade que os tempos exigem.
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O que nos causa hoje em dia uma grande inquietação não é simplesmente o facto de vivermos sob o controlo de um poderoso Estado que nos oferece blindados e policias para resolver a nossa fome.
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Não é só o facto de termos de apertar tanto o cinto até que o tenhamos de pôr finalmente à volta do pescoço.
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Nem tão pouco a “crise” desta economia que nos obriga a todos a ser seus fiadores e que no fundo existe desde que o capitalismo é a nossa forma de regime económico.
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Não é só o facto dos direitos laborais serem sinónimos de uma escravatura com menos chicotes, ou da democracia ser a maior ditadura de que há memória.
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O que nos inquieta é saber que é de todos nós que se alimenta este virús chamado capitalismo, e portanto que é também de nós que depende a sua destruição.
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Estamos inquietos e é sem dúvida nenhuma o tempo de sair à rua. Sem líderes nem partidos, sem cúpulas nem dirigentes. Sabendo que assim que levantamos a voz e os braços surgem imediatamente alcateias de instituições, partidos e organizações a quererem controlar os nossos gritos. Sabemos também que independentemente da data, todos os dias são um bom dia para recuperarmos a dignidade que o estado e a ganância de alguns nos foram roubando a todos.
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Portanto, movermo-nos colectivamente a partir da base e de forma autónoma no primeiro dia de Maio é fruto do desejo de nos movermos assim todos os dias! E assim deixarmos para trás a corja de abutres e oportunistas que tentarão anunciar-se como “salvadores da pátria”, tão interessados que estão em chupar o nosso sangue de uma forma mais “justa”, mais “democrática” ou mais “nacionalista”.
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{Porquê Setúbal?...}
Setúbal mantém um espírito rebelde apesar das inúmeras investidas do progresso capitalista e da pobreza. É uma cidade com fortes raízes de lutas libertárias, que nunca deixou de ser território de conflitos sociais. A ideia era propôr Setúbal como local anual para as iniciativas libertárias do 1º de Maio reconhecendo na cidade o potencial para um protesto mais vísivel nas ruas e menos imiscuido na paleta de cores partidarias e institucionais que as grandes mobilizações trazem a Lisboa.
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O objectivo seria termos o espaço para criar uma mobilização autónoma e de base e consideramos que em Lisboa esta tarefa é bem mais difícil, confusa e frustrante; acrescida de toda a perseguição promovida vezes sem conta pelo grupo de ordem da CGTP (cujos abusos não tencionamos tolerar) que coopera e participa das tácticas repressivas da Polícia (para mais tarde fazerem figuras tristes a indignar-se com a “violência policial” quando lhes toca a eles) e que nos atraí com demasiada frequência para um confronto que não é o nosso objectivo.
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O nosso desejo não é, no entanto, criar espaço para que membros de base da cgtp sejam alvos dos nossos insultos já que antes de considerarmos um individuo como “sindicalista” ou “membro da cgtp” considera-lo-emos enquanto individuo. Os nossos insultos ficam guardados para os dirigentes e para as cúpulas.
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Não foi nem nunca será difícil expressar as nossas ideias e a nossa combatividade se em vez de nos focarmos no que há de criticável nas organizações sindicais, nos focarmos nos nossos princípios, métodos e objectivos.
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{E agora... mãos à obra companheiros!}
Queremos pôr esta proposta em discussão. Levem-na aos vossos grupos, colectivos, companheiros, camaradas ou amigos do café. Planeiem, conspirem, discutam e critiquem.

Pelo caminho vão haver um par de reuniões para acertar detalhes, e uma assembleia mais abrangente. Se quiseres participar nas preparações ou tiveres sugestões entra em contacto através do nosso e-mail. Todos poderemos aportar com um pouco para a realização deste projecto e seguramente conseguimos fazer o possível e o impossível. Sempre o conseguimos. Sem estruturas hierárquicas, sem autoridades mesquinhas e sem politiquices.
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Sem nada disso, mas com toda a determinação, respeito, dignidade e combatividade.
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Todos a Setúbal no 1º de Maio 2011, pelas 13:00 no Largo da Misericórdia.



domingo, maio 01, 2011

1º de Maio - o bodo aos tubarões ou é fartar, vilanagem ?




Decisão de encerrar hipers no 1.º de Maio é ilegal, diz Governo

Por Ana Rute Silva

Câmaras de Setúbal e Braga emitiram despachos a proibir a abertura. Pingo Doce e Continente seguem a recomendação da APED e vão abrir amanhã

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Protesto à porta de hipermercados que abrirem no Dia do Trabalhador

30 Abr 2011
Os sindicatos do comércio mantém para amanhã várias acções de protesto contra a abertura das grandes superfícies no Dia do Trabalhador, a que acresce o facto de este ano coincidir com um domingo. Nos distritos de Braga e de Viana as concentrações de “denúncia pública” estão marcadas para a porta das lojas Sonae. 
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Câmaras de Braga e Setúbal mandam fechar Hipers a 1 de maio

Hugo Mamede 29 de Abril - 2011

As câmaras de Braga e Setúbal elaboraram um despacho vinculativo que obriga os hipermercados dos conselhos a fecharem a 1 de maio, dia em que se comemora o Dia do Trabalhador. O que as Câmaras consideram ser uma medida respeitosa, a APED diz que “viola grosseiramente a lei”.
Contactada pela DISTRIBUIÇÃO HOJE, uma fonte do gabinete da presidência da câmara de Braga justificou que “esta medida avulsa foi tomada pelo simbolismo da data e apela à cooperação institucional”. Considerou também que “[a câmara] não está a abrir precedentes ou a violar a lei da livre concorrência”, ressalvando, no entanto, querer que “as instituições percebam o significado da resolução”. A Câmara de Setúbal também já fez saber que partilha desta posição e que assumirá a mesma medida.
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Contrária a esta decisão está a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que se mostrou insatisfeita por considerar o despacho “ilegal” e violar o “regime de horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, recentemente alterada em Outubro de 2010”, informa em comunicado. Afirma igualmente que “a lei não prevê também qualquer competência das autarquias municipais para determinarem o encerramento de estabelecimentos comerciais em ordem à pretensa proteção de direitos laborais”; que “não é aceitável a insistência na distorção das regras de concorrência entre operadores com base exclusivamente na dimensão das lojas” e que “a difícil conjuntura económica que o país atravessa só pode ser ultrapassada com a colaboração de todos na criação de riqueza nacional”, não sendo por isso justificável que os estabelecimentos fechem.
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O grupo Auchan e o El Corte Inglés entretanto em comunicados para as redacções já fizeram saber que vão manter as suas lojas encerradas no Dia do Trabalhador.
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APED contesta proibição da abertura dos "hipers" no 1º de Maio
Inserido em 28-04-2011 21:49



A Câmara de Braga decidiu que os hiper e supermercados do concelho vão fechar no 1º de Maio, Dia do Trabalhador.

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) contesta a decisão da Câmara de Braga de proibir a abertura das grandes superfícies no 1 de Maio, Dia do Trabalhador.
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A APED considera que a decisão é ilegal e viola grosseiramente a lei que estabelece o regime de horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais.
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Em comunicado, a Associação sublinha que não existe qualquer referência especifica na lei ao 1º de Maio ou a outro feriado. E que a mesma legislação também não reconhece às câmaras competências para decidir sobre a abertura ou fecho de estabelecimentos com base em “referências históricas”.
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A APED também não aceita o que considera insistência na distorção das regras de concorrência entre operadores apenas com base na dimensão das lojas  e lembra que outros associados da APED já abrem os seus espaços no feriado do 1 de Maio, designadamente no concelho de Braga.
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Num último parágrafo, o comunicado da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição ataca directamente os sindicatos, considerando que não estão solidários com os esforços para ajudar a ultrapassar a difícil conjuntura que o país atravessa.
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O vice-presidente da Câmara de Braga, Vítor Sousa, justifica a decisão com o simbolismo que o dia tem para os trabalhadores.
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E se for cumprida, em todo concelho, os super e hipermercados deverão permanecer fechados no Dia do Trabalhador.

Para permitir que os trabalhadores que queiram possam gozar o feriado de 1 de Maio, o Sindicato do Comércio entregou um pré-aviso de greve. Mais uma razão para a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição considerar que as organizações sindicais não estão solidárias com os esforços para ajudar o país a ultrapassar a crise.
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Braga e Setúbal

por António Louçã, RTP actualizado às 18:59 - 29 abril '11

Municípios proíbem abertura de hipermercados no 1º de Maio

publicado 17:51 29 abril '11
Municípios proíbem abertura de hipermercados no 1º de Maio
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A Câmara Municipal de Setúbal anunciou hoje em nota de imprensa que as grandes superfícies comerciais terão de encerrar ao público no 1º de maio. Idêntica posição tomou também o executivo camarário de Braga. O de Lisboa, pelo contrário, nada decidiu, permitindo assim, por omissão, a abertura dos hipermercados.



A nota de imprensa do executivo camarário de Setúbal cita um despacho exarado pela presidente Maria das Dores Meira (CDU), que sublinha o significado do  Dia Internacional do Trabalhador, "relevando um conjunto de referências simbólicas na esfera da salvaguarda e conquista de princípios hoje consolidados no quadro dos direitos dos trabalhadores".

O despacho, emitido ao abrigo das competências dos municípios, tem aplicação já neste domingo, 1º de maio. O assessor de imprensa da Câmara de Setúbal, Paulo Laje, declarou ao site da RTP que, por não estar agendada até ao feriado qualquer nova reunião da Câmara, o despacho será apresentado na que terá lugar a 4 de maio. A sua ratificação deverá, no entanto, constituir uma formalidade relativamente simples, porque a CDU dispõe de maioria absoluta no executivo.


Entretanto, também a Câmara Municipal de Braga proibiu a abertura das grandes superfícies no feriado. Conta-se com a aprovação, hoje à noite, de regulamento no mesmo sentido por parte da Câmara Municipal de Almada, que determinará o encerramento das grandes superfícies em feriados e domingos à tarde, embora não se refira especificamente ao 1º de maio.


Já na Câmara Municipal de Lisboa, a assessora de imprensa Luísa Botinas afirmou que não existe qualquer decisão sobre um eventual encerramento das grandes superfícies no feriado.


Também os grupos detentores de grandes superfícies têm tomado posições várias a este respeito. A Jerónimo Martins tinha sinalizado a sua intenção de abrir as portas dos estabelecimentos Pingo Doce e essa intenção foi-nos confirmada pela responsável do contacto com a imprensa, Rita Fragoso. A mesma funcionária não quis no entanto tecer mais comentários sobre a posição a adoptar nos concelhos em que a autoridade municipal determina o encerramento.


O Continente também tinha sinalizado idêntica intenção e sobre ela não foi possível obter uma confirmação formal - embora a loja do Colombo esteja a contar com a abertura.


Já o grupo Auchan, cuja loja de Almada foi contactada pelo site da RTP, confirmou, pelo contrário, informações anteriores de um encerramento a nível nacional.

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País

Sindicalistas aplaudem encerramento dos hipermercados de Braga no dia 1º de Maio

As grandes superfícies comerciais de Braga vão estar encerradas no próximo domingo, feriado do 1º de Maio. O sindicato que representa os trabalhadores dos hipermercados aplaude a decisão, na sequência de um despacho municipal a obrigar ao encerramento dos hipermercados do concelho. Isto contraria a intenção de algumas empresas, que se preparavam para abrir, pela primeira vez, no dia do trabalhador. Mas o sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços aplaude a decisão. O sindicalista Jorge Pinto diz que agora a batalha é tentar que outras autarquias sigam o exemplo de Braga.

2011-04-28 18:04:57

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Lodo no Cais - José Eduardo Moniz


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Lodo no cais

Entre uma bica e uma espreitadela rápida aos jornais, chega-me o som da conversa de dois reformados que, na outra ponta do balcão, mastigam o tempo que a vida ainda lhes reserva.
  • 30 Abril 2011
Por:José Eduardo Moniz (jemoniz@cmjornal.pt)


A tónica é o queixume e a tecla da crise ecoa com força. As críticas aos políticos rolam com facilidade e as setas ao Governo, e a Sócrates, em particular, revelam pontaria certeira. A tristeza maior concentra-se no desbaste que as suas pensões sofrem, ao ritmo e à medida das crises cíclicas que empobrecem o País. 
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O lamento cola-se ao que consideram o desrespeito pelos sacrifícios que marcaram anos e anos de trabalho. Interrogam-se sobre o direito que ao Estado assiste para alterar unilateralmente contratos e não se calam quanto ao facto de lhes ter sido arrancado muito dinheiro em descontos para a Segurança Social, com a promessa de reformas dignas e tranquilas, mas que, agora, sofrem reduções brutais. Esta cena do quotidiano, surpreendida numa pastelaria de esquina, traduz o desânimo, a descrença e a revolta que florescem num ambiente depressivo. A percepção de que Portugal é cada vez menos soberano e que, na prática, vai ser governado a partir do exterior, está a ser progressivamente interiorizada, não se estranhando a angústia que cresce na população e que não se restringe aos velhos, dada a falta de perspectivas que se abrem para as gerações mais novas. 
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A única coisa que, neste contexto, pode impressionar é o perene alheamento do primeiro-ministro, que cavou activamente a sepultura em que o País se enterra, e do PS. Ambos actuam como se não tivessem sido governo. O programa eleitoral apresentado esta semana é um mimo em matéria de desresponsabilização. Não há objectivamente soluções para dar a volta à situação, na vacuidade de ideias que o documento expressa. A culpa de tudo restringe-se aos outros que deitaram o Governo abaixo. É um disco rachado, a que não falta a estratégia de vitimização que José Sócrates tanto aprecia. A sua ida à TSF, num fórum instrumentalizado pela máquina socialista, só serviu para tentar acentuar esse papel. Os outros, todos os outros, em especial Passos Coelho, são uns malandros que desencadearam uma campanha contra a sua pessoa. É um discurso cansado e gasto que obriga o próprio PS a piruetas. No papel de bombeiro, Francisco Assis surgiu já a valorizar o PSD, por se mostrar disponível para "formular com o Governo uma linha de negociação para a ajuda financeira". 
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A expressão foi utilizada por Eduardo Catroga na carta enviada ao ministro Silva Pereira em que exige informação real sobre as contas públicas e em que ameaça falar directamente com UE, FMI e BCE. Sem transparência nos números e nas atitudes não se vai, de facto, a lado nenhum. A necessidade de consenso, tão apregoada ultimamente, pode converter-se numa armadilha, se servir apenas para impedir que o lodo se afaste do cais. O reconhecimento e a afirmação das diferenças são sempre preferíveis à paz podre do unanimismo. A hora é de verdade e não de fingimento. Ouçam a voz da rua e perceberão.

21,3% dos jovens sem emprego


Lisboa
Tiago Sousa Dias
ex-secretário de Estado das Comunidades e deputado do PSD, José Cesário, afirma que a dimensão da nova emigração portuguesa atingiu níveis “impressionantes”
Crise

21,3% dos jovens sem emprego

Um em cada cinco atingido por flagelo social.
  • 30 Abril 2011
  • Nº de votos (3)
Por:Raquel Oliveira


O desemprego é a consequência mais dramática da crise económica. Em Portugal os números oficiais apontam para 11,1% em Março, contra 10,7% em igual período do ano anterior, segundo dados revelados ontem pelo gabinete europeu de estatísticas, o Eurostat. E a geração mais ‘à rasca’ é a dos jovens à procura de emprego, onde a taxa de desemprego sobe para 21,3%. Ou seja, mais de um em cada cinco não consegue encontrar trabalho. 
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O flagelo atinge quase toda a Europa. As últimas contas ao desemprego na União Europeia revelam um universo de mais de 22,8 milhões de cidadãos sem trabalho, correspondente a uma taxa de 9,5%. 
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A taxa de desemprego nacional representa cerca de 650 mil de-sempregados, 294 mil dos quais encontram-se ainda a receber o subsídio. Ou seja, a maioria dos desempregados não recebe apoio estatal. 
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O secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, classificou ontem como positiva a estabilização da taxa de desemprego nos 11,1 por cento no primeiro trimestre deste ano, realçando a recuperação de alguns sectores económicos. 
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Valter Lemos realçou que há sectores que estão "a recuperar muito bem, nomeadamente o da exportação, como o calçado e o têxtil, duas áreas de grande volume de emprego", mas admitiu que outros, como o da construção civil, "continuam em crise grave". 
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Espanha apresenta a taxa de desemprego mais elevada entre os 27 países da União Europeia, com 20,7 por cento, o que representa perto de cinco milhões de desempregados. O Instituto Espanhol de Estatística também divulgou ontem dados sobre o desemprego, tendo revelado que existem já 1,3 milhões de lares em que todos os membros estão sem trabalho. 
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Também entre os jovens as estatísticas revelam que a taxa se situa acima dos 44 por cento, colocando Espanha no primeiro lugar da ‘lista negra’ do desemprego juvenil.
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Na União Europeia a taxa de desemprego manteve-se estável relativamente a Fevereiro, situando-se nos 9,5%. A Holanda (4,2 por cento), Áustria (4,3 por cento) e Luxemburgo (4,5 por cento) registam as taxas mais baixas. 
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EMIGRAÇÃO SURGE COMO ALTERNATIVA
O ex-secretário de Estado das Comunidades e deputado do PSD, José Cesário, afirmou ontem que a dimensão da nova emigração portuguesa atingiu níveis"impressionantes",principalmente na Europa e em África. "Esse fluxo é mais evidente de alguns anos a esta parte, em 4-5 anos agudizou-se bastante", sublinha José Cesário, recordando que fora da Europa destaca-se o caso de Angola como destino de emigração.