Sábado, Novembro 21, 2009
WSWS - News 2009.11.20
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Economia & Finanças - 2009.11.19
Economia & Finanças |
- A reforma regulatória europeia (convite)
- Regulação: Governamentalizar por aí?
- Quanto ganham as marcas que patrocinam a selecção de futebol?
- Novo visual da Agência Financeira
- Governo aprova o Orçamento “Coiso”
Posted: 20 Nov 2009 08:11 AM PST Já que se fala de regulação uma nota pela positiva (e não totalmente desinteressada), a CMVM vai realizar na próxima semana, dia 27 de Novembro uma Sessão Aberta do Conselho Consultivo da CMVM. Em jeito de seminário poderá assistir a um debate que conta com a presença de alguns dos responsáveis e consultores especializados nacionais e internacionais em mercados financeiros e regulação. Oradores: § Carlos Tavares – Presidente da CMVM § Michel Prada – Membro do Conselho Consultivo da CMVM – Ex-Presidente da AMF § António Horta Osório – Presidente do Santander (Abbey) no Reino Unido § Pedro Santos Guerreiro – Director do Jornal de Negócios Pode inscrever-se no sítio da CMVM. . Eis o programa completo. Artigos relacionados: . | |
Posted: 20 Nov 2009 06:00 AM PST Um editorial cinco estrelas como quase sempre: ” (…) Nos últimos anos, os reguladores mais “livres” que este País conheceu, Jorge Vasconcelos, na ERSE e Abel Mateus, na Concorrência, foram substituídos para sossego do Governo. Libertários tratados como libertinos. . Não é preciso nomear dependentes para manietar reguladores. Basta escolher alguém que, em vez de transparente, seja invisível. Foi o que aconteceu na Concorrência. Manuel Sebastião tem currículo, foi escolhido não apenas “como amigo” de Manuel Pinho. Mas fecha-se em estudos do passado enquanto empresas como a Cabovisão estão no corredor da morte. Independente. Irrelevante. . Amado deu o benefício da dúvida a Boa Baptista, o que também prova que ele entra sob dúvida. Estas nomeações devem ser desgovernamentalizadas. Nem que seja passando-as pelo Parlamento: é preferível ter agonias como na escolha do Provedor de Justiça que nomeações Farinha Amparo. Boa?” . Pedro Santos Guerreiro no Negócios . Não há artigos relacionados. | |
Posted: 20 Nov 2009 01:00 AM PST Uma curiosidade natural destes dias é a de saber em termos finaceiros o que significa para os agentes económicos envolvido o recente apuramento da selecção portuguesa de futebol para mais um mundial da modalidade. Neste artigo do Correio da Manhã, “Vitória dá 90 milhões aos patrocinadores“, procura-se responder quantitativamente aos ganhos dos patrocinadores perante o apuramento do patrocinado. De caminho avança-se também que o encaixe da Federação Portuguesa de Futebol será de pelo menos 10 milhões de euros em prémios pagos pelos patrocinadores a que acrescem mais 5 milhões de prémio desportivo pelo apuramento entregue (suponho) pelo FIFA. Lendo este artigo e olhando para a dimensão dos números, recordo-me de outras peças (do sítio Futebol Finance) onde se tem desafiado repetidamente os clubes profissionais de futebol portugueses, sinalizando que haverá algo a ganhar nesta indústria em termos de capacidade negocial com os patrocinadores. Recomendo a leitura: Artigos relacionados: | |
Posted: 19 Nov 2009 12:30 PM PST A Agência Financeira, sítio noticioso do grupo Media Capital/Prisa, mudou de visual de acrescentou algumas funcionalidades. Uma delas passa por seguir e dar destaque a alguns blogues/sítios especializados. Entre eles está o Economia & Finanças. Pela nossa parte obrigado pela preferência e votos de muitas e boas notícias. Não há artigos relacionados. . | |
Posted: 19 Nov 2009 09:34 AM PST O humor servido pelo Ministro da Finanças, sobre o orçamento rectificativo hoje aprovado: “O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, recusou a designação de orçamento rectificativo, preferindo denominá-lo de “orçamento redistributivo”.” . Repositivo, reparativo, recompositivo, repropositivo, recticoisitivo. Arrecadou-se menos, gastou-se mais, o resto é conversa para boi dormir. No Brasil chamam-lhe aboio. Vai uma pastilha elástica? Não há artigos relacionados. . . |
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Uma bolha imobiliária na China?
Uma bolha imobiliária na China?
20 Novembro 2009
É uma das principais ameaças à economia mundial. Será que se está a criar uma bolha especulativa no mercado imobiliário chinês? De que forma é que o fim dessa bolha afectaria o ritmo de crescimento do gigante asiático? As respostas a estas perguntas não são unânimes. (+)
- BCE dá mais um pequeno passo na sua estratégia de saída
- Uma receita para encolher os bancos
- Analisando os espíritos animais
Para ler mais clique aqui.
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009
A JUSTIÇA PORTUGUESA NÃO É APENAS CEGA... [Clara Ferreira Alves]
A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca
[CLARA FERREIRA ALVES – 10 de Janeiro de 2009]
Não admira que num país assim emirjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada mas mais honesta que estes bandalhos.
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Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande “cavallia” (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
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Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
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Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
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Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
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Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
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Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
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E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
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Do caso «Portucale» à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
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Vale e Azevedo pagou por todos.
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Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
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Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
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Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
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Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
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Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
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Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
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No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
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As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
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E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
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E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
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Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
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E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
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E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
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O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
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E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
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E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
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Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
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Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
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Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
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Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.
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Os 10 dramas de Pinto Monteiro
Teve uma raposa como animal de estimação, mas a caça à corrupção está a correr-lhe mal. Conseguiu uma condenação a um corrupto: uma multa de cinco mil euros. Suspeita que tem o telemóvel sob escuta e não consegue desembrulhar-se dos mega-processos. É o Procurador-geral da República portuguesa…
O discurso de posse prometia um vingador: "Várias leis foram elaboradas com o fim de combater a corrupção, várias experiências foram tentadas, várias iniciativas tomadas, mas a corrupção está aí, tão viva como sempre, minando a economia, corroendo os alicerces do Estado democrático. É aqui, penso, que se coloca um dos pontos-chave da luta contra a corrupção em Portugal. É fundamental a criação de um juízo de censura, de um desejo de punibilidade existente na consciência moral do homem médio, que por isso deve ser sensibilizado para o problema". Dito isto, Pinto Monteiro, 67 anos, natural de Almeida, tomou conta da Procuradoria-geral da República a nove de Outubro de 2006. Três anos depois, está embrulhado em mega-processos que envolvem o primeiro-ministro, proeminentes figuras do PS e do PSD, ex-autarcas e autarcas ainda em funções. Saberia Pinto Monteiro que os seus potenciais alvos não seriam criminosos vaga-lume, mas sim os agora mais conhecidos e notados da política nacional?
Pinto Monteiro chegou entre o rufar dos tambores justiceiros e a tentativa de apagar a má memória que tinha deixado o antecessor, Souto Moura. Um dia, confessou, julgava ter o telemóvel sob escuta. “Aquilo faz um barulho esquisito”. Seria apenas mais um dos principais garantes da democracia a ser escutado: Sócrates foi-o no âmbito do processo “Face Oculta”, o Presidente da República teme tê-lo sido – e disse-o publicamente.
Os 10 dramas de Pinto Monteiro
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O julgamento do processo Casa Pia ameaça ultrapassar as 500 sessões. A acusação feita pelo Ministério Público, segundo as notícias que saem da sala de audiências, esboroa-se a cada sessão. Apenas os factos apresentados contra Carlos Silvino, o motorista da Casa Pia acusado de violação e proxenetismo se mantém em pé. Réus como Carlos Cruz ou Ferreira Diniz estão cada vez mais descansados, porque, aparentemente, os dias e as horas dos alegados crimes não coincidem com as provas e os testemunhos. E do socialista Paulo Pedroso já todos parecem ter-se esquecido. Pinto Monteiro apanhou o caso a meio, uma espécie de herança do seu antecessor, Souto Moura. Agora, o procurador João Aibéu tenta salvar a “honra do convento”, mas a cada acusação parecem surgir mais testemunhas, mais contra-provas e mais problemas. O caso, que data de 2003, ainda não tem fim à vista – nem se sabe onde param as certidões que em tempos o MP disse terem sido extraídas para mais investigações e acusações.
Pinto Monteiro assegurou ao País que estava a ler o livro “Eu Carolina”, escrito pela ex-companheira de Pinto da Costa, o presidente do Futebol Clube do Porto. Leu, mas não disse se gostou ou não. As acusações de Carolina Salgado lá chegaram a tribunal, mas nem ela nem os alegados culpados de corrupção de árbitros, troca de favores por sexo com prostitutas e agressões físicas tiveram, neste caso, desfecho de cárcere. O outro processo, “Apito Dourado”, esse sim, já condenou pequenos dirigentes e agentes de segurança. Pinto da Costa, acusado no livro pela sua ex-mulher, escapou.
A edição portuguesa da revista “Focus” alertou para a existência de voos ilegais da CIA a passar em Portugal. Ana Gomes fez disso “cavalo de batalha” no Parlamento Europeu. O escândalo tornou-se mundial, mas Pinto Monteiro acabaria, já este ano, e depois de três anos de investigação, por arquivar o processo. O pingue-pongue entre Sócrates e Monteiro foi visível quando, no início de 2009, o primeiro-ministro remetia todas as respostas para a procuradoria. Em resumo: vários países, incluindo Espanha, provaram que o seu espaço aéreo foi violado pela secreta norte-americana. Mas no nosso país, um espaço aéreo utilizado, de certeza, pois as rotas que a Espanha e outros Estados indicaram tinham mesmo de cruzar o nosso céu, em Portugal, dizíamos, nada. Arquivado.
Duas dores de cabeça. A primeira a investigação em si, com a aparente indigência do Ministério Público, que admitiu ter a investigação parada durante anos por causa da falta de recursos humanos em Alcochete. Depois, uma investigação que parecia andar a conta-gotas, ao sabor das notícias da comunicação social. Em causa a aprovação da construção de um espaço comercial às portas de Lisboa. Suspeita-se que uma firma britânica terá pago luvas a agentes políticos para aprovar o Freeport. À época, o principal responsável político era o actual primeiro-ministro, José Sócrates. Um vídeo mostra um dos promotores do negócio a acusar directamente Sócrates de ter recebido luvas. A investigação britânica foi arquivada, porque para nas terras de Sua Majestade, o assunto não passa de um caso de fuga ao fisco local. Por cá até já tem arguidos. Mas as sessões em tribunal tardam a ver-se.
Outra dor de cabeça foi a alegada interferência do presidente do Eurojust, Lopes da Mota, junto dos dois procuradores que conduzem a investigação. Lopes da Mota foi acusado pelos homens de Pinto Monteiro. Mas o caso perdeu-se nas prateleiras da investigação. Ninguém foi condenado. Pinto Monteiro chegou a dizer que o Eurojust tinha sido afastado do processo – apesar de ser o organismo que deve coordenar as investigações das polícias da União Europeia. Mas era mentira: o Eurojust afastara-se ele mesmo, antes de o Procurador o solicitar.
Mais um caso sem conclusão. Quando se soube que o actual primeiro-ministro tinha sido licenciado a um domingo e que o seu último exame tinha sido entregue por fax, Pinto Monteiro disse que iria investigar o caso. Nenhum resultado se conhece até agora. E a Universidade Independente acabou. Do processo de má gestão e desvios de dinheiro resulta apenas um detido, Rui Verde. Mas sobre a investigação à metodologia seguida na UNI para licenciar os seus alunos, nada mais se soube. Pelo menos da parte de Pinto Monteiro.
A menina de cinco anos, que desapareceu de um aldeamento turístico no Algarve, provocou mais uma troca de correspondência entre Portugal e Inglaterra. As autoridades britânicas criticaram violentamente a investigação portuguesa, que nunca foi capaz de se decidir por uma das duas teses: ou assassinato ou desaparecimento. Pinto Monteiro teve ainda de lidar com os desajustes da Polícia Judiciária, que ao despedir Gonçalo Amaral da investigação do caso o tornou um mártir. Amaral escreveu um livro onde afirma que Maddie morreu no quarto. Foi processado pelos pais da menina. A Procuradoria-geral da República, depois de algumas declarações de circunstância durante dois anos, decidiu arquivar o processo. Nem morta nem desaparecida. Apenas arquivada.
Um processo complicado, que implicava a tentativa de suborno de agentes políticos da Câmara Municipal de Lisboa por parte da empresa minhota Bragaparques, envolvida em vários negócios na capital – entre eles, o dos terrenos da antiga Feira Popular. Já em Fevereiro deste ano, e depois de serem ouvidas dezenas de pessoas, Domingos Névoa, o administrador da empresa, seria condenado a pagar uma mera multa de cinco mil euros por ter tentado corromper o vereador José Sá Fernandes, então do Bloco de Esquerda. A tentativa de corrupção foi gravada e publicada pelo jornal “Expresso”. Pinto Monteiro, sabe-se, ficou incomodado com a decisão judicial – considerou-a branda.
O abate de sobreiros em terrenos perto de Lisboa e a eventual operação financeira que teria, alegadamente, levado dinheiro aos cofres partidários, esteve também sob alçada do actual Procurador Geral da República. O caso continua a ser investigado, sem conclusões. Os responsáveis políticos estão intocados, os responsáveis empresariais também. Pinto Monteiro nada diz sobre este processo há meses.
BPN
A alegada gestão danosa do Banco Português de Negócios já deteve o seu antigo dirigente, Oliveira e Costa, e lança sombra suspeita agora sobre várias pessoas, entre as quais Manuel Dias Loureiro, antigo Conselheiro de Estado e administrador do banco. O drama é tão grande que envolveu a nacionalização da instituição, não fosse o tecido bancário nacional rasgar-se. Ao Ministério Público pede-se que acuse os autores da má gestão e dos alegados ilícitos criminais. Mas até agora, nem sequer foi deduzida acusação contra Oliveira e Costa, que tem data limite de 21 de Novembro. “Esperemos que nessa altura – se não houver nenhum terramoto, se não houver nada que nos transtorne os planos –, os meus colegas, que estão a trabalhar neste processo muito complexo, consigam impedir a alteração da situação em que os arguidos se encontram”, disse Cândida Almeida, a procuradora que coordena o processo. Em suma: nos EUA Madoff foi acusado de fraude a 12 de Dezembro de 2008 e condenado a 29 de Junho de 2009. A 18 de Fevereiro de 2008 rebentou o escândalo BPN, que ainda nem sequer tem acusação formada.
Face Oculta
Um sucateiro de Águeda, vários quadros médios de empresas do sector empresarial do Estado, um vice-presidente do maior banco privado português – e amigo do primeiro-ministro – são as principais personagens da história mais recente dos escândalos portugueses. Na investigação a PJ escutou Armando Vara e José Sócrates em conversas sobre temas que, alegadamente, passam pela comunicação social, a salvação de um grupo privado de comunicação social e o financiamento do PS. As escutas a Vara e Sócrates sobrepuseram-se ao crime de colarinho branco. Uma guerra entre Pinto Monteiro e um velho adversário, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, fez com que as ditas conversas – gravadas em 52 cassetes – fossem ou estivessem a caminho da destruição. O Procurador desespera e anuncia que esta semana diz mais sobre o caso. Noronha do Nascimento, o presidente do “Supremo”, sacode a água do capote. A oposição critica a Justiça. O primeiro-ministro diz que isto “já passou todas as marcas”. O Diábo
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in PortugalClub - qua 18-11-2009 00:13
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Economia & Finanças - 2009.11.17
Economia & Finanças |
- Banco de Portugal prevê inflação final nos -0,9% em 2009
- Taxa de desemprego em 9,8% – 3º Trimestre de 2009
- Euribor: Novembro de 2008 – Novembro de 2009
Posted: 17 Nov 2009 08:57 AM PST O Banco de Portugal acaba de rever hoje alguns dos principais indicadores macroeconómicos para a economia portuguesa. Avança com uma previsão de inflação (Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) de -0,9% em 2009 e um incremento na taxa de poupança . O PIB para 2009 é revisto em alta perspectivando-se que encerre o ano com um decréscimo de 2,7%. (em actualização) Artigos relacionados: . | ||||||||||||||||||||
Posted: 17 Nov 2009 04:30 AM PST Em cada 1000 pessoas ativas, 98 estão desempregadas procurando ativamente emprego, ou seja, a taxa de desemprego atingiu os 9,8% no 3º Trimestre de 2009 (veja os dados do INE), subindo assim 7 décimas face ao trimestre anterior. Há um ano a taxa de desemprego atingia 7,7% da população ativa. Não há memória de uma taxa de desemprego tão elevada nas últimas décadas. Cerca de 548 mil portugueses estão procurando emprego. Segundo o INE: “O aumento trimestral da população desempregada ocorreu essencialmente nos seguintes grupos populacionais: mulheres, indivíduos com 45 e mais anos, indivíduos com nível de escolaridade completo até ao ensino básico (3º ciclo), indivíduos à procura de novo emprego (sobretudo provenientes dos serviços) e indivíduos desempregados à procura de emprego, quer há menos de um ano, quer há um ano ou mais.” . Curiosamente o número de desempregado entre as pessoas com curso superior e de pessoas à procura do primeiro emprego diminuiu (6,4% e 16%, respectivamente) face a igual período do ano passado. Cerca de 253 mil portugueses procuram emprego, sem sucesso, há 12 ou mais meses. Artigos relacionados: | ||||||||||||||||||||
Posted: 17 Nov 2009 01:00 AM PST Há cerca de um ano era assim: Fonte: BS Markets (11 Novembro de 2008):
Ontem (16 de Novembro de 2009) foi assim:
. E daqui a um ano, algum palpite? . Artigos relacionados: . |
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e.conomia.info - Notícias 2009.11.17
Está a receber a Revista de Imprensa e.conomia.info. Este é um serviço diário de resumo das principais histórias e opiniões publicadas em jornais e blogues económicos.
Investimento em investigação chega a 1,5% do PIB. Será mesmo?
17 Novembro 2009
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Será que o aumento do investimento em I&D para 1,5% do PIB foi mesmo para investigação? Nuno Teles duvida. O desemprego galopa em Portugal e a oposição critica governo. Tirole diz que é melhor reconsiderar os objectivos de Copenhaga. No Japão a deflação está de volta. Na Europa o euro começa a passar a sua factura. Eichengreen defende que os bancos centrais asiáticos têm de começar a atacar as bolhas que começam a surgir na região. A Fed recebe duras criticas e a FDIC, um novo barão na regulação nos EUA, até já faz trabalho de agente imobiliário. (+)
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- Já há mais de 540 mil desempregados em Portugal
- Tirole diz que é tempo de reconsiderar os objectivos de Copenhaga
- A diferença que a deflação faz…
- Empresas da Zona Euro já estão a pagar euro forte
- Os bancos centrais da Ásia têm iniciar estratégias de saída (mas não a Fed ou o BCE)
- Dura crítica à Fed
- FDIC transformada em agente imobiliária
Para ler mais clique aqui.
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Os Muros (visíveis) que ainda permanecem
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New Today -- 17 November 2009PerspectiveOnce again: The New York Times and Obama’s attack on health care The New York Times has stepped up its campaign in support of the Obama administration's drive to overhaul the US health care system, providing arguments in defense of rationing and a class-based system of medical care. News & AnalysisA record 49 million Americans faced hunger in 2008 A yearly survey on hunger released Monday by the United States Department of Agriculture reported that a record 49.1 million Americans in 17 million households lacked dependable access to adequate food in 2008. Washington's crisis over Afghanistan deepens Wave of bombings hits Pakistan's north west Sharp rise in birth defects in Iraqi city destroyed by US military Credit ratings agency gives verdict on British economy Courtroom murderer sentenced to lifelong imprisonment in Germany Solomon Islands: parliamentary report rubberstamps Australian-led RAMSI intervention force This Week in History: November 16-22 This Week in History: November 16-22 ISSE For an independent working class movement to defend education Socialist Equality Party Sri Lankan SEP holds meeting on lessons of World War II Science Moon experiment shows presence of water Workers Struggles Illinois teaching and research assistants strike Workers Struggles: The Americas Correspondence Letters on Robert Service's Trotsky | ||||||||||||||||||||||||
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Newsletter | 16.11.2009, 20:45 UTC | ||||||
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DW-WORLD.DE: Sua janela para a Europa | ||||||
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
“EFFICACY OF ANTI‐POVERTY AND WELFARE PROGRAMS IN PORTUGAL: THE JOINT IMPACT OF THE CSI AND RSI”
Complemento solidário não retira da pobreza um único idoso a viver sozinho
16 Novembro 2009
[Paper] “EFFICACY OF ANTI‐POVERTY AND WELFARE PROGRAMS IN PORTUGAL: THE JOINT IMPACT OF THE CSI AND RSI”
[Autores] Carlos Farinha Rodrigues
[Publicação] ISEG, Outubro 2009
[Classificação JEL] D63, I32, I38
[Palavras Chave] Income Distribution, Inequality, Poverty Alleviation, Social Policy, Portugal
[Autores] Carlos Farinha Rodrigues
[Publicação] ISEG, Outubro 2009
[Classificação JEL] D63, I32, I38
[Palavras Chave] Income Distribution, Inequality, Poverty Alleviation, Social Policy, Portugal
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Ao contrário do anunciado pelo Governo o complemento solidário falha no seu objectivo central: retirar idosos da pobreza. Na verdade, apesar de reduzir o “gap” de pobreza, não retira um único idoso a viver sozinho dessa situação. A razão é muito simples. Esta prestação soma ao rendimento dos idosos de forma a que o rendimento total equivalha, em cada ano, ao limite de pobreza (entendido como 60% do rendimento mediano). No início de cada ano o Governo tem estabelecido, ao cêntimo, o limite da prestação para coincidir com o que defende ser o limite de pobreza nesse ano. Acontece que, nesse momento, os dados de rendimento disponíveis são referentes a um ou dois anos antes. Ou seja, o limite de pobreza para cada ano, que só é conhecido mais tarde, será mais elevado, uma questão que o governo tem ignorado. Assim, por exemplo, em 2006, o Executivo fixou o limite de pobreza em 4.200 de euros anuais, enquanto o limite efectivo foi de 4.538 euros (mais 8%). Em 2007 aconteceu o mesmo: 4.338 euros contra 4.878 euros (mais 12,5%). Daqui decorre que “o impacto do CSI a reduzir a pobreza dos idosos a viverem sozinhos é nulo”, lê-se numa das conclusões da análise ao CSI e ao rendimento social de inserção (RSI) realizada por Carlos Farinha Rodrigues, um especialista em questões de pobreza e desigualdade. O professor do ISEG conclui ainda que o RSI é mais eficiente que o CSI a reduzir o “gap” de pobreza, além de ser mais eficaz enquanto mecanismo de equalização de rendimentos.
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[Artigo] O CSI (criado em 2005) e o RSI (criado originalmente em 1996 como rendimento mínimo garantido) foram duas das principais medidas de política social de combate à pobreza e à desigualdade de rendimentos em Portugal. Qual são os seus impactos em termos de eficácia e eficiência?
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[Abordagem] O economista usa um modelo de microsimulação (MicroSimPT) baseado no inquérito ao rendimento e condições de vida da EU disponível no INE. Os dados dizem referência a 2006. Simula o impacto do RSI e CSI na distribuição do rendimento e nas mais conhecidas medidas de desigualdade e nas taxas de pobreza. Considera grupos etários e tipos de agregados familiares. Calcula ainda medidas de eficiência do CSI e do RSI.
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[Conclusões] Tanto o RSI como CSI tem impacto significativos em termos de melhoria dos níveis de vida dos mais pobres em Portugal, especialmente entre crianças e idosos. A análise vinca o potencial destes instrumentos, mas evidencia também importantes deficiências na forma como estão desenhados, as quais resultam essencialmente das condições de acesso. No caso do CSI cerca de 25% dos beneficiários não são efectivamente pobres, do que resulta que seria possível obter os mesmos resultados de redução de pobreza apenas com 60% do dinheiro gasto. O autor evidencia ainda que o actual número de beneficiários do CSI e do RSI poderá não ascender a metade do número total de potenciais beneficiários.
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[Comentário] Além de evidenciar aspectos que necessitam de ser melhorados nos dois instrumentos, o trabalho de Farinha Rodrigues é oportuno por outro aspecto. O CDS-PP tem feito da RSI uma bandeira política acusando o Estado de estar a financiar a preguiça, desperdiçando recursos públicos. No entanto, do ponto de vista de eficácia enquanto instrumento de combate à pobreza e à desigualdade, mas também de eficiência financeira, o RSI parece mostrar-se mais perfeito que o CSI.
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— e.conomia.info.
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“Complemento solidário não retira da pobreza um único idoso a viver sozinho”
Economia & Finanças (neste e-mail: 2 novos artigos) |
Posted: 16 Nov 2009 02:19 AM PST A ler “Complemento solidário não retira da pobreza um único idoso a viver sozinho” no e.conomia.info, um estudo sobre a eficácia e eficiência do Rendimento Social de Inserção e sobre o Complemento Solidário para Idosos. Artigos relacionados: | |
Posted: 16 Nov 2009 01:00 AM PST Informação útil para os mais distraídos: pode consultar nesta página do Portal da Educação os calendários escolares do presente ano lectivo para o pré-escolar, ensino básico e secundário e ensino especial. Informação providenciada pelo Ministério da Educação. Artigos relacionados: . | |
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Verdadeiros muros da vergonha foram erguidos nos EUA e em Israel
Mundo
No aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, o mundo convive com uma série de barreiras que servem para conter a livre circulação de pessoas. O muro que divide a Cisjordânia de Israel e o que impede a passagem de imigrantes mexicanos para os Estados Unidos são os mais conhecidos, mas há outros.
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O exemplo mais recente vem da Eslováquia. Em outubro, uma muralha de 150 metros de comprimento e dois de altura foi erguida na cidade de Ostrovany, uma comunidade rural no nordeste do país, com o intuito de isolar um acampamento de ciganos.
A ação, aprovada em 2008 pelas autoridades locais e colocada em prática na última semana, é o último capítulo da crescente tensão entre os habitantes da localidade e os ciganos. Os habitantes de Ostrovany os acusam de roubar frutas dos jardins privados. Episódios violentos foram registrados, como a morte de um fazendeiro por membros da comunidade cigana e manifestações de grupos de extrema-direita para qualificar o que chamam de “terror cigano”.
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O prefeito de Ostrovany, Cyril Revákl, afirmou ao diário eslovaco SME que a medida não é racista. “Sei que há muita gente decente vivendo entre os ciganos, mas ninguém deve passar pelo inferno diário de enfrentamentos”.Já a secretaria que representa a comunidade cigana anunciou que investigará a construção do muro. O responsável, Ludovít Galbavý, classificou a construção como “discriminatória”.
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Israel e Palestina
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Um dos mais emblemáticos e polêmicos muros atuais é o que separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Uma pequena parte dele (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.
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A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com a justificativa de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional a declarou ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinas e isola cerca de 450 mil pessoas.De acordo com dados de abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir. Veja o mapa atual.
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Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinos derrubaram na sexta-feira (6) uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelenses com bombas de gás lacrimogêneo (foto abaixo). “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.
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Para o analista israelense Michael Warschawski, diretor do Centro de Informação Alternativa, o muro tem um impacto duplo: “Primeiro, porque condena os palestinos a viverem em um gueto forçado. Segundo, porque reflete a política distorcida de isolamento de Israel, que prefere resolver seus problemas pela separação.”
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De acordo com Warschawski, a ineficácia da construção, que chega a dividir cidades inteiras, é comprovada. “O muro não interrompe completamente a circulação de pessoas. Para cruzar os territórios, existem alternativas”.
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EUA e México
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Com o propósito de impedir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos, os Estados Unidos ergueram um muro de 3.141 quilômetros na fronteira, que abrange os estados do Texas, Califórnia, Novo México e Arizona.
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Desde 1994, quando a muralha começou a ser construída na gestão do ex-presidente Bill Clinton, mais de 5,6 mil pessoas morreram tentando atravessar para o lado norte-americano, segundo um relatório do escritório de contabilidade da Casa Branca (GAO, na sigla em inglês). Além disso, as causas das mortes mudaram. Antes eram provocadas por acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora, acontecem por hipotermia no deserto ou afogamentos no rio Grande.
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O documento também apontou que os custos são igualmente altos. Cada vez que surge um buraco, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México deverá custar 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.
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“É um desperdício de recursos e criatividade”, avaliou Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês), à agência EFE. “Nosso dinheiro pago em impostos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”.
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Neste site, é possível acompanhar pequenas histórias de imigração ao longo da fronteira. Neste filme, os diretores mostram o trabalho do grupo Beta na cidade de Nogales (foto abaixo), que busca convencer os mexicanos a não cruzarem para o lado norte-americano.
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Brasil
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O Rio de Janeiro também tem seu muro, construído com o argumento de evitar que construções precárias em favelas destruam trechos da vegetação da Mata Atlântica. No entanto, ONGs e movimentos sociais alegam ser na verdade uma forma de separar as partes mais ricas da sociedade das mais humildes.
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"Não há discriminação. Pelo contrário, nós estamos construindo casas para eles em todos os lugares e melhorando suas vidas", disse Tania Lazzoli, porta-voz da Secretaria de Obras Públicas do governo.
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Em março, o escritor português José Saramago criticou a ação em seu blog: “Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o Muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral”.
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No morro Santa Marta, já foram construídos mais de 600 metros de muro, enquanto na Rocinha o governo concordou em limitá-lo às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.
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Fonte: Opera Mundi. Título do Vermelho
.A ação, aprovada em 2008 pelas autoridades locais e colocada em prática na última semana, é o último capítulo da crescente tensão entre os habitantes da localidade e os ciganos. Os habitantes de Ostrovany os acusam de roubar frutas dos jardins privados. Episódios violentos foram registrados, como a morte de um fazendeiro por membros da comunidade cigana e manifestações de grupos de extrema-direita para qualificar o que chamam de “terror cigano”.
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O prefeito de Ostrovany, Cyril Revákl, afirmou ao diário eslovaco SME que a medida não é racista. “Sei que há muita gente decente vivendo entre os ciganos, mas ninguém deve passar pelo inferno diário de enfrentamentos”.Já a secretaria que representa a comunidade cigana anunciou que investigará a construção do muro. O responsável, Ludovít Galbavý, classificou a construção como “discriminatória”.
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Israel e Palestina
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Um dos mais emblemáticos e polêmicos muros atuais é o que separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Uma pequena parte dele (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.
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A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com a justificativa de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional a declarou ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinas e isola cerca de 450 mil pessoas.De acordo com dados de abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir. Veja o mapa atual.
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Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinos derrubaram na sexta-feira (6) uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelenses com bombas de gás lacrimogêneo (foto abaixo). “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.
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Para o analista israelense Michael Warschawski, diretor do Centro de Informação Alternativa, o muro tem um impacto duplo: “Primeiro, porque condena os palestinos a viverem em um gueto forçado. Segundo, porque reflete a política distorcida de isolamento de Israel, que prefere resolver seus problemas pela separação.”
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De acordo com Warschawski, a ineficácia da construção, que chega a dividir cidades inteiras, é comprovada. “O muro não interrompe completamente a circulação de pessoas. Para cruzar os territórios, existem alternativas”.
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EUA e México
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Com o propósito de impedir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos, os Estados Unidos ergueram um muro de 3.141 quilômetros na fronteira, que abrange os estados do Texas, Califórnia, Novo México e Arizona.
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Desde 1994, quando a muralha começou a ser construída na gestão do ex-presidente Bill Clinton, mais de 5,6 mil pessoas morreram tentando atravessar para o lado norte-americano, segundo um relatório do escritório de contabilidade da Casa Branca (GAO, na sigla em inglês). Além disso, as causas das mortes mudaram. Antes eram provocadas por acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora, acontecem por hipotermia no deserto ou afogamentos no rio Grande.
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O documento também apontou que os custos são igualmente altos. Cada vez que surge um buraco, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México deverá custar 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.
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“É um desperdício de recursos e criatividade”, avaliou Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês), à agência EFE. “Nosso dinheiro pago em impostos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”.
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Neste site, é possível acompanhar pequenas histórias de imigração ao longo da fronteira. Neste filme, os diretores mostram o trabalho do grupo Beta na cidade de Nogales (foto abaixo), que busca convencer os mexicanos a não cruzarem para o lado norte-americano.
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Brasil
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O Rio de Janeiro também tem seu muro, construído com o argumento de evitar que construções precárias em favelas destruam trechos da vegetação da Mata Atlântica. No entanto, ONGs e movimentos sociais alegam ser na verdade uma forma de separar as partes mais ricas da sociedade das mais humildes.
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"Não há discriminação. Pelo contrário, nós estamos construindo casas para eles em todos os lugares e melhorando suas vidas", disse Tania Lazzoli, porta-voz da Secretaria de Obras Públicas do governo.
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Em março, o escritor português José Saramago criticou a ação em seu blog: “Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o Muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral”.
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No morro Santa Marta, já foram construídos mais de 600 metros de muro, enquanto na Rocinha o governo concordou em limitá-lo às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.
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Fonte: Opera Mundi. Título do Vermelho
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20 anos depois da queda do muro, 'livre mercado' é repudiado
Mundo
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Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, que simbolizou o fim do chamado "socialismo real" no leste da Europa, é geral a insatisfação com o capitalismo no mundo, indica uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (9), divulgada pela BBC.
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Só 11% dos entrevistados em 27 países considera que a economia capitalista funciona corretamente e 51% acha necessária mais regulação e reformas para a corrigir.
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Apenas em dois países — Estados Unidos (25%) e Paquistão (21% ) — mais de 20% acham que o capitalismo funciona bem na sua forma atual. A sondagem, realizada entre 19 de junho e 13 de outubro junto a 29.033 pessoas, foi publicada no dia do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, num momento em que o mundo enfrenta a pior crise econômica e financeira desde 1929.
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"Parece que a queda do Muro de Berlim em 1989 não terá sido uma vitória esmagadora do capitalismo de mercado livre, contrariamente às aparências da época, em particular depois dos acontecimentos dos últimos doze meses", comentou Doug Miller, presidente do instituto de sondagens GlobeScan, que realizou o estudo.
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Pouco mais de metade dos entrevistados (54%) aprova o desmantelamento da União Soviética enquanto que 22% o classifica como uma "coisa má" e 24% não se pronuncia.
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Os estadunidenses (81%) são os que se mostram mais favoráveis, à frente dos polacos (80%), alemães (79%), britânicos (76%) e franceses (74%). No leste, os tchecos são menos afirmativos em relação a esta questão (63%), enquanto que os russos (61%) e os ucranianos (54%) acham lamentável o desaparecimento da URSS.
.
Uma maioria dos inquiridos em 17 dos 27 países defende uma maior regulação do mundo financeiro, sendo os brasileiros os mais favoráveis (87%), à frente dos chilenos (84%), franceses (76%), espanhóis (73%) e chineses (71%).
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Em média, 23% dos inquiridos considera que o capitalismo tem defeitos irremediáveis e que é indispensável um novo modelo, sendo os franceses os que mais pensam assim (43%), seguidos pelos mexicanos (38%) e brasileiros (35%).
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Brasil
.
Dos entrevistados brasileiros (835 pessoas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). A sondagem revelou que 64% defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país e 87% defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios locais, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
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Fonte: Revista Fórum
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Apenas em dois países — Estados Unidos (25%) e Paquistão (21% ) — mais de 20% acham que o capitalismo funciona bem na sua forma atual. A sondagem, realizada entre 19 de junho e 13 de outubro junto a 29.033 pessoas, foi publicada no dia do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, num momento em que o mundo enfrenta a pior crise econômica e financeira desde 1929.
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"Parece que a queda do Muro de Berlim em 1989 não terá sido uma vitória esmagadora do capitalismo de mercado livre, contrariamente às aparências da época, em particular depois dos acontecimentos dos últimos doze meses", comentou Doug Miller, presidente do instituto de sondagens GlobeScan, que realizou o estudo.
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Pouco mais de metade dos entrevistados (54%) aprova o desmantelamento da União Soviética enquanto que 22% o classifica como uma "coisa má" e 24% não se pronuncia.
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Os estadunidenses (81%) são os que se mostram mais favoráveis, à frente dos polacos (80%), alemães (79%), britânicos (76%) e franceses (74%). No leste, os tchecos são menos afirmativos em relação a esta questão (63%), enquanto que os russos (61%) e os ucranianos (54%) acham lamentável o desaparecimento da URSS.
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Uma maioria dos inquiridos em 17 dos 27 países defende uma maior regulação do mundo financeiro, sendo os brasileiros os mais favoráveis (87%), à frente dos chilenos (84%), franceses (76%), espanhóis (73%) e chineses (71%).
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Em média, 23% dos inquiridos considera que o capitalismo tem defeitos irremediáveis e que é indispensável um novo modelo, sendo os franceses os que mais pensam assim (43%), seguidos pelos mexicanos (38%) e brasileiros (35%).
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Brasil
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Dos entrevistados brasileiros (835 pessoas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). A sondagem revelou que 64% defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país e 87% defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios locais, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
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Fonte: Revista Fórum
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Especialistas fazem balanço do feminismo alemão 20 anos após Muro
Mundo
Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA), gozavam de igualdade de direitos. Podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista –a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos.
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O Estado lhes permitia combinar família e trabalho. As crianças frequentavam escola de tempo integral e para os mais novos havia jardins-de-infância e creches.
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No decorrer da década de 80, já antes da queda do Muro, a imagem da camarada emancipada começou a apresentar falhas, como constatou a socióloga Hildegard Maria Nickel em seus estudos.
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As mulheres estavam cada vez mais descontentes, pois, depois do trabalho, ainda tinham que dar conta de todas as tarefas domésticas. Além disso, em geral, funções políticas e cargos governamentais continuavam fora de seu alcance.
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Nesse ponto, a vida feminina na Alemanha Oriental assemelhava à do lado ocidental, onde poucas mulheres participavam do Parlamento. nos anos 1980. Uma legislação que garantisse maior justiça e igualdade, como a exigência de uma quota de participação feminina, ainda era incipiente.
.
O lugar da alemã ocidental era ao lado do seu marido. Como mulher, ela devia se dedicar exclusivamente às crianças, ao marido e aos afazeres domésticos.
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Nickel se ocupou de estudos de gênero na Universidade Humboldt, ainda na antiga Berlim Oriental. Renovação na RDA? Dizia-se que somente com a ajuda de quotas de participação seria possível uma participação apropriada em posições de liderança e competência.
.
Nickel conhecia o desgosto de muitas mulheres alemãs orientais de serem honradas somente uma vez ao ano, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
.
A partir daí, não foi possível, no entanto, o desenvolvimento de um movimento político enérgico, já que as mudanças de 1989-90 ocorreram rápido demais.
.
Petra Bläss, política alemã oriental que, após a reunificação alemã, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, afirma que, por ocasião da queda do Muro, as alemãs orientais tinham claras críticas sobre o que a RDA entendia por igualdade de direitos.
.
Bläss afirma que, de repente, o movimento feminista da Alemanha Oriental se viu na situação de ter que defender muito daquilo que anteriormente criticara, tornando-se uma espécie de pioneiro na luta pela preservação das conquistas sociais da RDA.
.
Os meses entre 9 de novembro de 1989 e 18 de março de 1990 são considerados como o apogeu do movimento feminista independente na RDA.
.
Muitas mulheres tomavam a palavra para expressar suas exigências. Manifestos e cartas abertas foram escritos. Foi nesse período que a atual chefe alemã de governo, Angela Merkel, começou a ganhar experiência na política.
.
Retrocesso
.
Após 18 de março de 1990, teve início o retrocesso em termos de igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, tanto no leste como no oeste.
.
Carola von Braun, política liberal que ocupava na época o cargo de responsável por assuntos da mulher em Berlim Ocidental, afirma que “de repente, de um dia para outro, o movimento feminista ocidental foi decepado — não posso expressar a coisa de outra forma”.
.
Segundo ela, a grande questão passou a ser se a reunificação viria ou não. “E se sim, sob que condições? Estes eram os temas absolutamente dominantes na época. E afirmo que não foi somente a política para a mulher e para a igualdade de direitos que sofreram. A partir de 1989, vivenciamos um retrocesso em todas os grandes setores de reforma. Isso deve ser dito bem claro.”
.
Muitas das mulheres alemãs orientais até então emancipadas perderam seus postos de trabalho, perdendo também sua independência econômica. Para elas, a reunificação não foi uma libertação, mas sim um retorno aos antigos padrões de comportamento.
.
Outro retrocesso para elas foram as novas regras sobre o aborto contidas no Parágrafo 218 da legislação. Na RDA o aborto tinha uma regulamentação liberal e era financiado pelo Estado.
.
Na Alemanha reunificada, as mulheres têm que arcar com os custos e, mesmo assim, se submeter a um complicado processo de aprovação.
.
Na opinião de Nickel, isso contribuiu para que muitos — não apenas mulheres —que antes eram politicamente ativos se sentissem frustrados e se retirassem da política.
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No decorrer da década de 80, já antes da queda do Muro, a imagem da camarada emancipada começou a apresentar falhas, como constatou a socióloga Hildegard Maria Nickel em seus estudos.
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As mulheres estavam cada vez mais descontentes, pois, depois do trabalho, ainda tinham que dar conta de todas as tarefas domésticas. Além disso, em geral, funções políticas e cargos governamentais continuavam fora de seu alcance.
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Nesse ponto, a vida feminina na Alemanha Oriental assemelhava à do lado ocidental, onde poucas mulheres participavam do Parlamento. nos anos 1980. Uma legislação que garantisse maior justiça e igualdade, como a exigência de uma quota de participação feminina, ainda era incipiente.
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O lugar da alemã ocidental era ao lado do seu marido. Como mulher, ela devia se dedicar exclusivamente às crianças, ao marido e aos afazeres domésticos.
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Nickel se ocupou de estudos de gênero na Universidade Humboldt, ainda na antiga Berlim Oriental. Renovação na RDA? Dizia-se que somente com a ajuda de quotas de participação seria possível uma participação apropriada em posições de liderança e competência.
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Nickel conhecia o desgosto de muitas mulheres alemãs orientais de serem honradas somente uma vez ao ano, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
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A partir daí, não foi possível, no entanto, o desenvolvimento de um movimento político enérgico, já que as mudanças de 1989-90 ocorreram rápido demais.
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Petra Bläss, política alemã oriental que, após a reunificação alemã, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, afirma que, por ocasião da queda do Muro, as alemãs orientais tinham claras críticas sobre o que a RDA entendia por igualdade de direitos.
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Bläss afirma que, de repente, o movimento feminista da Alemanha Oriental se viu na situação de ter que defender muito daquilo que anteriormente criticara, tornando-se uma espécie de pioneiro na luta pela preservação das conquistas sociais da RDA.
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Os meses entre 9 de novembro de 1989 e 18 de março de 1990 são considerados como o apogeu do movimento feminista independente na RDA.
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Muitas mulheres tomavam a palavra para expressar suas exigências. Manifestos e cartas abertas foram escritos. Foi nesse período que a atual chefe alemã de governo, Angela Merkel, começou a ganhar experiência na política.
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Retrocesso
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Após 18 de março de 1990, teve início o retrocesso em termos de igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, tanto no leste como no oeste.
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Carola von Braun, política liberal que ocupava na época o cargo de responsável por assuntos da mulher em Berlim Ocidental, afirma que “de repente, de um dia para outro, o movimento feminista ocidental foi decepado — não posso expressar a coisa de outra forma”.
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Segundo ela, a grande questão passou a ser se a reunificação viria ou não. “E se sim, sob que condições? Estes eram os temas absolutamente dominantes na época. E afirmo que não foi somente a política para a mulher e para a igualdade de direitos que sofreram. A partir de 1989, vivenciamos um retrocesso em todas os grandes setores de reforma. Isso deve ser dito bem claro.”
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Muitas das mulheres alemãs orientais até então emancipadas perderam seus postos de trabalho, perdendo também sua independência econômica. Para elas, a reunificação não foi uma libertação, mas sim um retorno aos antigos padrões de comportamento.
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Outro retrocesso para elas foram as novas regras sobre o aborto contidas no Parágrafo 218 da legislação. Na RDA o aborto tinha uma regulamentação liberal e era financiado pelo Estado.
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Na Alemanha reunificada, as mulheres têm que arcar com os custos e, mesmo assim, se submeter a um complicado processo de aprovação.
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Na opinião de Nickel, isso contribuiu para que muitos — não apenas mulheres —que antes eram politicamente ativos se sentissem frustrados e se retirassem da política.
Fonte: O Outro Lado da Notícia
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PCP enfrenta debate sobre Muro de Berlim
Mundo
O Partido Comunista Português rejeitou os votos de “congratulação” pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim, apresentados pela Assembleia da República. Para os comunistas o gesto não passa de uma gigantesca tentativa de reescrever a história.
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O tema foi marcado por vários votos de congratulação: os do PSD e CDS-PP foram aprovados, com votos contra do PCP, PEV e BE; já o voto apresentado pelo BE foi rejeitado e o do PS aprovado.
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Considerando que o “triunfalismo comemorativo dos últimos dias, mais do que o fato histórico que se verificou há 20 anos, visa reescrever a história e tentar decretar para o presente e para o futuro a vitória definitiva do sistema capitalista como se do fim da História se tratasse”, o líder parlamentar do PCP defendeu que “o que foi derrotado não foram os ideais e o projecto comunistas, mas o modelo historicamente configurado”.
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Bernardino Soares teve ainda tempo para responder à intervenção do deputado centrista Ribeiro e Castro, que manifestara a intenção de oferecer o livro O arquipélago de Gulag, do "dissidente" soviético Aliexandr Soljienítsin, à deputada comunista Rita Rato, que em entrevista recente confessara não o ter lido.
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“Guarde o livro para a sua bancada porque já sabemos que o Soljienítsin é muito popular na bancada do CDS, mesmo sendo ele o homem que defendeu a invasão de Portugal por potências estrangeiras a seguir ao 25 de Abril e que apoiou o golpe de Pinochet no Chile”, afirmou Soares.
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Fonte: O Outro Lado da Notícia, com informação do site A Bola
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Considerando que o “triunfalismo comemorativo dos últimos dias, mais do que o fato histórico que se verificou há 20 anos, visa reescrever a história e tentar decretar para o presente e para o futuro a vitória definitiva do sistema capitalista como se do fim da História se tratasse”, o líder parlamentar do PCP defendeu que “o que foi derrotado não foram os ideais e o projecto comunistas, mas o modelo historicamente configurado”.
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Bernardino Soares teve ainda tempo para responder à intervenção do deputado centrista Ribeiro e Castro, que manifestara a intenção de oferecer o livro O arquipélago de Gulag, do "dissidente" soviético Aliexandr Soljienítsin, à deputada comunista Rita Rato, que em entrevista recente confessara não o ter lido.
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“Guarde o livro para a sua bancada porque já sabemos que o Soljienítsin é muito popular na bancada do CDS, mesmo sendo ele o homem que defendeu a invasão de Portugal por potências estrangeiras a seguir ao 25 de Abril e que apoiou o golpe de Pinochet no Chile”, afirmou Soares.
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Fonte: O Outro Lado da Notícia, com informação do site A Bola
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Victor Nogueira
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
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A Revolução de Outubro e os direitos sociais das mulheres - Maria José Maurício
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Avante 20009.11.12
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Vinte anos de empobrecimento nos países de Leste, segundo sondagem norte-americana
A maioria desiludida com capitalismo |
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Victor Nogueira
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
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O Futuro pertence ao Comunismo - José Casanova
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