A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, março 12, 2012

Do nascimento à morte o que mais conta é a classe social



Em Washington D.C. entre o mais rico dos habitantes e o mais pobre há 18 anos de diferença na esperança média de vida
Em Washington D.C. entre o mais rico dos habitantes e o mais pobre há 18 anos de diferença na esperança média de vida (Scott Olson/AFP)


Saúde
04.03.2012 - 18:02 Por Catarina Gomes


 Michael Marmot veio ao Portugal em crise relembrar que por cada 1% na subida da taxa de desemprego, os suicídios crescem 0,8%. A boa notícia é que descem as mortes por acidentes de viação, ironiza. Viagem ao mundo das desigualdades na saúde com muito humor negro

Já não soa a surpreendente dizer que a esperança média de vida de uma mulher no Zimbabwe é de 42 anos e a de uma japonesa é de 80 anos, uma diferença de 38 anos, portanto. Ou que um queniano morre em média aos 47 anos e um sueco pode chegar contar aos 82, enuncia Michael Marmot, professor catedrático em Epidemiologia e Saúde Pública e director do Instituto Internacional para a Sociedade e Saúde na University College de Londres.


Mas e se o universo de que falamos for antes uma das zonas mais ricas de Londres, Westminster? Isso mesmo, o sítio onde fica o Parlamento britânico "e onde vivem muitos políticos e pessoas ricas". Pois nesta área geográfica, a diferença entre o mais rico e o mais pobre dos habitantes é de 17 anos. Não é preciso, por isso, apanhar um avião para África. "Eu faço este percurso de bicicleta em cerca de 25 minutos", disse o inglês Michael Marmot, na semana passada, perante uma plateia de profissionais de saúde no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em Lisboa. 

"É um mito pensar que a Europa é uma região rica e não tem estes problemas. Há grandes desigualdades entre as pessoas, dentro dos países". E esta não é uma particularidade de Inglaterra, é possível encontrar o mesmo fenómeno, por exemplo, numa simples viagem de metro na capital norte americana, continua. Em Washington D.C. entre o mais rico dos seus habitantes e o mais pobre distam 18 anos de diferença em esperança média de vida, explicita o académico. Este tipo de desigualdades sociais que se reflectem na mortalidade e no estado de saúde das pessoas são tão transversais e tão permanentes que "até na igualitária Suécia há um estudo que mostra que há diferenças entre um detentor de um doutoramento e o de um mestrado, o doutorado tem maior esperança de vida". 

A ideia de que o grupo social a que se pertence é determinante em termos de saúde é uma verdade que Michael Marmot foi encontrar no mais insuspeito dos grupos: os funcionários públicos britânicos, numa investigação que ficou famosa em Inglaterra, publicada na revista científica Lancet em 1991. Falando ao PÚBLICO após a conferência, disse que "não estamos aqui a falar de pobreza, todos eles têm emprego, casa, uma vida com alguma dignidade". Mas ainda assim encontrou maiores taxas de mortalidade entre os funcionários públicos do final da escala comparados com os do topo. 

O que este estudo veio desmentir foi a ideia de senso comum de que as funções de maior responsabilidade trazem consigo mais stress e por isso mais doença cardiovascular, por exemplo, explicou. Pelo contrário, o que se constata é que é determinante o grau de autonomia que se tem no trabalho. 

Nas investigações deste tipo chega-se à conclusão de que "o exemplo típico do trabalho com os níveis mais altos de stress é aquele em que a pessoa tem que fazer sempre as mesmas coisas da mesma forma e não tem qualquer controlo sobre o que faz, só tem que o fazer", ou seja, há mais stress, por exemplo num operário de uma fábrica, "que tem que pedir para ir à casa de banho, só tem que se fazer o que lhe é dito, não tem qualquer controlo sobre o seu trabalho", do que num administrador público de topo. Este "sabe que o que está a fazer é importante, há realização profissional. É um trabalho exigente mas tem mais controlo sobre o seu trabalho".

Marmot, que também esteve na Universidade do Algarve, tem dedicado o seu trabalho de pesquisa dos últimos 35 anos ao tema das desigualdades em saúde. E o que fez perante este auditório cheio de pessoas ligadas à saúde foi transportá-los ao longo de uma espécie de viagem ao mundo das desigualdades na saúde, que começa desde o nascimento e só termina até na morte. Com muito humor negro à mistura.

O pobre burro fica burro

Comece-se então nos primeiros anos de vida. Um estudo britânico de 2003 avaliou o desenvolvimento cognitivo de crianças dos 22 meses aos 10 anos, acompanhando o percurso de quatro tipos de crianças. Imaginemos que estamos a falar apenas de quatro crianças, para que se perceba: há duas que aos 22 meses pontuaram baixo na escala de desenvolvimento cognitivo, uma destas era originária de uma família de baixo estatuto socioeconómico e outra de um alto; e outras duas crianças que, no início de vida, estão nos valores mais altos do desenvolvimento cognitivo, mas uma é de um baixo estrato social e outra de alto. O que acontece a estas quatro crianças quando crescem? A criança com baixo desenvolvimento cognitivo de uma família rica recupera esse atraso, já aquela que tinha tido o mesmo baixo ponto de partida mantém-se ao mesmo nível. Nos dois meninos a quem foi identificado alto nível cognitivo, o da família pobre desce de desempenho intelectual à medida que avança na idade, o que cresceu num lar rico mantém o seu desempenho alto. O professor resume da seguinte forma este estudo: "Se se for pobre e burro fica-se burro, se se for burro e rico recupera-se. É a prova de que os genes não definem o destino e que a envolvência social é determinante e que o social potencia o biológico".Tomando depois como referência apenas dois elementos que afectam o desenvolvimento infantil sai reforçada a ideia da desigualdade social, continuou o académico. Logo à nascença, as crianças que nascem em famílias mais desfavorecidas têm maior probabilidade de terem mães com depressão pós-parto (cerca de 20%), número que não chega aos 10% no caso de famílias de estrato social mais elevado, revelam dados britânicos oficiais do Departamento da Criança, Escolas e Famílias de 2003-04 que citou. Um pouco mais velhinhos, aos três anos, cerca de 75% dos pais de famílias com estatuto socioeconómico mais alto lêem aos seus filhos todos os dias, uma prática que as estimula em termos cognitivos, número que desce para os cerca de 40% nos lares mais desfavorecidos. 

E se estivermos a falar já da vida activa? E aqui Marmot mostrou um gráfico com uma escala que relaciona o grau de saúde mental com o tipo de vínculo laboral que se tem - dos que trabalhavam sem contrato, aos que têm trabalho temporário, aos que têm contrato e termo e os que estão integrados nos quadros. O estado de saúde mental é muito pior entre os que têm formas de trabalho mais precárias e alcança os melhores níveis entre os trabalhadores com estabilidade laboral. A leitura óbvia será a de que a precariedade laboral é causa de piores níveis de saúde mental, verdade?. "Sabem como é que um grupo de economistas a quem mostrei este gráfico o leram? Disseram que era prova que as pessoas com pior saúde mental estavam a entrar para trabalhos mais precários". E neste momento, como em tantos outros, arrancou gargalhadas à plateia.

Ao Portugal em crise, Marmot veio relembrar que "está provado que o aumento em 1% da taxa de desemprego faz subir em 0,8% a taxa de suicídios e 0,8% a de homicídios. O desemprego leva ao suicídio e a matar outras pessoas". Mas, também é verdade, continuou, que as mortes por acidentes de viação descem 1,4%," circula-se menos porque há menos dinheiro para a gasolina", ironizou. "Se fizermos as contas e quisermos ser cínicos podemos chegar à conclusão que a coisa fica quase ela por ela", concluiu Marmot.

Fumar mata

O professor não se limita a trazer números. O seu tom vai além do académico, assume na sua conferência o papel de porta-voz da uma mensagem que quer fazer passar: "Ouve-se os ministros das finanças dizerem que este é o preço para manter a inflação baixa". "E se a frase fosse antes "o preço de manter a inflação baixa é matar pessoas"- "isto devia ser o mais importante do debate, não é só olhar para alguns números". Para Michael Marmot "devíamos avaliar todas as políticas pelo impacto que estas terão na saúde" porque, ao fim ao cabo,"o que é que pode ser mais importante do que a vida que se pode ter?".E na saúde tudo tem a ver com expectativas, disse ao PÚBLICO. Tomemos como exemplo os fumadores. As maiores taxas de fumadores encontram-se entre os mais pobres e esta é uma causa objectiva que está na origem de maior doença, o cancro do pulmão, por exemplo. "Temos que lidar não apenas com as causas da doença, mas com as causas das causas". Por que é que quanto menos educação mais se tende a fumar"? As razões dá-as em forma de um estudo que pensa ser exemplar. "Houve um estudo britânico que foi estudar mães solteiras, viviam em situações de pobreza e quase todas fumavam". A conclusão subjacente ao estudo era a de que "fumar era a única coisa que faziam para si mesmas. Os miúdos gritavam, faziam barulho, o que é que elas faziam? Acendiam um cigarro, era uma estratégia de lidar com a situação".

Pobres e ricos em Glasgow

Marmot fala de outro estudo que diz que na saúde tudo tem a ver com a forma como se olha para o futuro. "Quem valoriza está disposto a fazer sacrifícios para ganhos futuros. Se não se acha que se tem futuro há menos incentivo a fazer sacrifícios hoje para um futuro que não se sabe se tem". Querem outro exemplo? Michael Marmot providencia. Na parte mais pobre da cidade escocesa de Glasgow há uma diferença de esperança de vida de 28 anos entre os homens, comparando os habitantes das partes mais ricas em relação às mais pobres, "a esperança média de vida entre os homens mais pobres é de 54 anos, é menos oito anos do que a média indiana para homens, que é 62".

"Num encontro onde apresentei estes dados veio uma pessoa ter comigo e disse que vivia na parte mais rica de Glasgow mas que tinha um amigo que vivia na parte pobre que lhe tinha dito que não fez absolutamente nada para vir a ter reforma". Porquê? "Porque achava que não ia chegar lá. Porque as pessoas perceberam que vão ter vidas duras por que é que hão-de se chatear com a ideia de deixar de fumar? As expectativas que temos na vida têm impacto na saúde".

Agora que já sabemos tudo isto, que pesam na balança da saúde e da morte as circunstâncias em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, que temos provas científicas que dão conta destas diferenças por que falta "vontade política"? Em 2008, no relatório encomendado pelo Governo Trabalhista que ficou conhecido como Marmot Review, deixou as áreas principais que podem e devem ser objecto de acção política tendentes a esbater estas diferenças: o desenvolvimento infantil; a educação e formação ao longo da vida; as condições de emprego; o rendimento; a existência de locais saudáveis e sustentáveis na comunidade; e factores como o tabagismo, o consumo de álcool, a obesidade ou o exercício físico. Em Lisboa, Marmot foi ouvido por um auditório cheio de pessoas ligadas à saúde que o aplaudiram de pé. E a sua mensagem foi: "O que é que pode ser mais importante do que a saúde das pessoas?"

Notícia corrigida às 11h02, de 5.03.2012. No primeiro parágrafo "42" foi substituído por "38"

quarta-feira, abril 30, 2008

Missão cumprida?



No dia 1 de Maio de 2003 – o homem escolhe bem as datas – George (War) Bush “gravou”, num show mediático a bordo do USS Abraham Lincoln, aquela coisa da “missão cumprida”, que os media repetiram urbi et orbi até ao enjoo. A história não demorou muito em demonstrar que era mais uma intrujice, tão aldrabona como aquela outra das “armas de destruição maciça” e das “ligações” de Saddam com a Al Qaeda.
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Recentemente, uma vez mais, documentos desclassificados negaram qualquer evidência dessa “ligação”. E as tais armas de “destruição maciça” não apareceram em lado nenhum, nem mesmo “plantadas” pelos invasores. Foi isto uma revelação para Bush? Em absoluto.
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O esquizóide de Washington sabia que estava a enfiar o barrete a meio mundo. Alinharam com ele Blair, Aznar e o trânsfuga Durão Barroso, anfitrião dos Açores, ex-esquerdalho, e agora “politicamento correcto” e da total confiança das direitas, porque nem sempre é certo o que disse o general romano de que “Roma não paga a traidores”. Isto foi o que ouviram Audaz, Ditalco e Minuro, depois de assassinarem Viriato quando foram pedir a Servílio Cipião umas “massas” como recompensa pela traição. Claro, tal aconteceu nos tempos “bárbaros” da Europa de 139 A.C. Na Europa do mercado de hoje, a (in)decência é outra!
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Quanto à “missão cumprida” não se sabe muito bem o que quis dizer o usurpador da Casa Branca. Em Novembro do ano passado calculava-se que 96 por cento das baixas entre os invasores e os invadidos tinham acontecido depois da fanfarronice dita no USS Abraham Lincoln. Neste momento os mortos norte-americanos – coisas da vida: muitos deles afrodescendentes e latinos à procura de uma nacionalidade póstuma – já passam dos 4 mil.
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Os mutilados e feridos somam várias dezenas de milhar e o The New York Times – que por vezes não tem outra hipótese senão dizer alguma verdade – informa, apoiando-se num estudo da insuspeita Rand Corporation, que perto de 300 mil soldados regressados do Iraque e do Afeganistão apresentam sintomas de distúrbios mentais, dos quais metade não recebe qualquer tipo de tratamento! Este número equivale a 18,5 por cento do milhão e meio de soldados que já passaram pelas duas regiões de guerra, uma delas, o Afeganistão, campeã do mundo na produção de ópio... sob o olhar atento da NATO!
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O estudo da Rand Corporation – que refere igualmente outros 320 mil soldados com “possíveis” traumas – é um calhamaço de 500 páginas que, sob o título de «Feridas Invisíveis da Guerra» (Invisible Wounds of War), se pode ler completo na Internet[1]. O estudo foi “bem recebido” pelas autoridades militares, e Loree Sutton, directora do Centro da Defesa para a Excelência em Saúde Psicológica – nome bonito não é? –, lamentou que só metade dos afectados tivesse recebido um tratamento “minimamente adequado”. Neste momento, o exército anda à caça de 275 profissionais civis especializados em doenças mentais, mas ao que parece não está a ser fácil encontrá-los.
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Negócio das arábias

Considerando que a “missão cumprida” não será uma referência ao que acabamos de mencionar, assume-se que George (War) Bush tinha outra ideia clara na cabecinha. Provavelmente bailava-lhe na mioleira o mais de um milhão de mortos iraquianos, a destruição do país, ou os grandes negócios de reconstrução do Iraque, da qual se estão a ocupar várias companhias de amigalhaços e compinchas, como a Halliburton, só para citar o exemplo mais cotado.
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Neste aspecto a ideia foi brilhante: a gente vai até lá, arrasa o país, depois emprestamos-lhe uma montanha de dólares que regressam às nossas algibeiras via reconstrução do mesmo, e entretanto deixamos o país hipotecado a nós mesmos, hipoteca essa que pagarão com o petróleo que necessitamos. Está ou não está cumprida a missão?
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A horas tais, que pensam os norte-americanos do “estado da nação”? Para que não digam que isto são invencionices dos comunistas, uma vez mais deitamos uma olhadela ao The New York Times, agora na sua edição de 4 de Abril. Uma sondagem do NYT/CBS mostra que os norte-americanos têm o mais baixo nível de satisfação com a administração desde 1990; e que 81 por cento diz mesmo que as coisas vão por mau caminho. Esta é uma tendência crescente: no ano passado, este valor era de 69 por cento, e em 2002 de 35 por cento.
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Por outro lado, cerca de 75 por cento diz que o país está pior que há cinco anos. Mas há uns 4 por cento – suspeitamos quem sejam – que diz que tudo corre bem e o país está melhor.
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Sobre a crise do sector financeiro, 68 por cento dos entrevistados afirma que as culpas devem recair sobre os funcionários responsáveis pela fiscalização e sobre os banqueiros.
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E acabou-se, que a “ditadura” do espaço do jornal não dá para mais!
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[1] Visitar http://rand.org/pubs/monographs/MG720
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in Avante 2008.04.24
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sábado, abril 19, 2008

300 mil soldados dos EUA sofrem problemas mentais

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Cerca de 300 mil soldados americanos que participaram nas guerras do Iraque e do Afeganistão sofrem de sintomas de estresse pós-traumático ou depressão, e cerca da metade não recebe cuidados médicos pela doença, informou nesta sexta-feira (18) o jornal espanhol La Republica.


Um estudo independente realizado pela empresa Rand Corp. também calculou que outros 320 mil soldados receberam danos possivelmente traumáticos em seu cérebro durante as missões, mas os pesquisadores não podem dizer quantos destes casos são sérios ou requerem tratamento.

Catalogado como a primeira pesquisa não governamental de grande porte em seu tipo, o estudo revela que as desordens de estresse e a depressão afetam a 18,5% dos mais de 1,5 milhão de efetivos militares americanos que participaram de missões nessas duas zonas de guerra. Os resultados são semelhantes a outros estudos realizados sobre este tema.


Em fevereiro passado, uma avaliação do Exército americano mostrou que 17,9% dos soldados no Iraque e no Afeganistão sofriam de estresse agudo, depressão ou ansiedade em 2007, contra o índice de 19,1% registrado em 2006.


Contudo, o estudo de 500 páginas da Rand, que foi baseado em parte em entrevistas a mais de 1.900 soldados, marinheiros e Marines, também revela que só a metade dos efetivos que sofrem algum tipo de debilidade recebem atenção. E, na metade desses casos, o cuidado é somente o mínimo adequado.


"Esses homens e mulheres que serviram nosso país no Iraque e no Afeganistão enfrentam uma grande crise de saúde", afirma Terri Tanielian, uma investigadora da Rand que ajudou a desenvolver o estudo. "A menos que recebam um tratamento apropriado e efetivo para estas condições mentais, haverá conseqüências de longo prazo para eles e para o país", adverte.


O estudo assinala que muitos membros em serviço não procuram um tratamento porque temem o estigma de serem associados a portadores de problemas psicológicos, o que poderia afetar suas carreiras.


A desordem de estresse pós-traumático pode ser o resultado de traumas em tempos de guerra, como receber ferimentos ou ser testemunha de danos físicos ocasionados a terceiros. Os sintomas incluem irritabilidade, explosões de raiva, dificuldade para dormir, problemas de concentração e uma resposta exagerada a situações surpreendentes. Alguns podem inclusive levar ao suicídio.


A Rand recomendou ao pentágono que crie uma forma para que os efetivos militares ativos recebam um serviço de saúde mental confidencial e faça a monitoração da qualidade do tratamento.

Fonte: La Republica

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in Vermelho - 18 DE ABRIL DE 2008 - 11h37

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segunda-feira, novembro 12, 2007

Efeitos da Crise em Portugal


- Quinta-feira, 1 Novembro 2007 - 00:00 Rendas sobem 3,75% As rendas vão aumentar em Lisboa e no Porto entre os 3,75 e os 2,5 por cento. Nos restantes municípios do País o aumento foi fixado nos 2,5 por cento, de acordo com uma portaria publicada ontem em Diário da República e que entra em vigor no próximo ano.
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- Quinta-feira, 1 Novembro 2007 - 00:00 Visitas aos cemitérios em queda Os portugueses estão a alterar os seus hábitos de recordar familiares e amigos já falecidos. Reza a tradição que entre hoje e amanhã é altura de visitar os cemitérios para junto das sepulturas saciar a saudade daqueles quer já partiram. Contudo, a opção cada vez mais frequente de recurso ao crematório para transformar em cinzas os restos mortais e o aperto nas carteiras levam a que cada vez menos coloquem flores nas campas.
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- Quinta-feira, 1 Novembro 2007 - 00:00 Linha única de combate a suicídios O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou ontem que pretende criar uma linha telefónica comum à PSP e GNR, que permita identificar situações de risco que possam conduzir ao suicídio. Além disso, ambas as forças de segurança querem apostar na descentralização dos gabinetes de apoio psicológico, nomeadamente na criação de unidades móveis que permitam levar apoio a vários pontos do País.
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Quinta-feira, 1 Novembro 2007 - 00:00 Costa dispensa 127 por carta Cento e vinte e sete dos 1038 trabalhadores precários da Câmara de Lisboa estão a receber desde o início da semana uma carta da Direcção de Recursos Humanos onde lhes é dado conta de que o município prescinde dos seus serviços no final do ano.
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- Quinta-feira, 1 Novembro 2007 - 00:00 Os novos pobres Um dos mais prestigiados pensadores dos nossos tempos, George Steiner, disse há dias na Gulbenkian que não compreendia porque é que os pobres de todo o Mundo não se revoltam.
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Sexta-feira, 2 Novembro 2007 - 13:00 GNR vai fechar 108 postos A GNR prepara-se para abandonar 108 postos que compõem o seu efectivo territorial. Oitenta e uma localidades vão deixar de ser policiadas pelos militares da GNR, com os respectivos postos a fecharem portas, enquanto os restantes 27 que saem da jurisdição da Guarda, serão entregues à PSP.
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- Sexta-feira, 2 Novembro 2007 - 00:06 Consultas: Mais de 380 mil à espera Mais de 380 mil doentes aguardam uma primeira consulta nos hospitais públicos – noticiou ontem a TVI no ‘Jornal Nacional’.
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- Sexta-feira, 2 Novembro 2007 - 00:00 Fiéis não esquecem Santinho A 1 de Novembro as campas do Cemitério de Benfica, em Lisboa, enchem-se de flores e de gente que procura junto dos familiares e amigos falecidos combater a saudade de uma vida em comum. Entre os milhares de túmulos existentes, o jazigo do padre Cruz sobressai pela quantidade de pessoas presentes e de flores depositadas.
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domingo, novembro 11, 2007

Stress agrava doença de Alzheimer

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Uma equipa de investigadores, que inclui portugueses, descobriu que o stress contribui directamente para o desenvolvimento da doença de Alzheimer e que um corticóide usado para tratar os pacientes poderá agravar a doença.
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in Correio da Manhã 2007.11.01

quinta-feira, novembro 01, 2007

Assim vai o Mundo


Alastra a pobreza



Assinalou-se ontem o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. A este propósito, o Instituto Nacional de Estatística anunciou prever que, em 2050, o número de idosos em Portugal seja superior a 3 milhões sendo, actualmente, 1,8 milhões. Só em Lisboa há, oficialmente, 34 mil idosos a vierem completamente sozinhos em casa. Mais de 120 mil residem na capital sendo que 37 por cento deles são considerados muito pobres e totalmente dependentes da ajuda de organizações humanitárias e de algumas comunidades.





2,5 milhões de deprimidos



A depressão já afecta dois milhões e meio, um quarto do total da população portuguesa, segundo dados divulgados dia 10, na passagem do Dia Mundial da Saúde Mental pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.


Segundo o presidente da sociedade citado no Diário de Notícias, Adriano Serra, os tratamentos destas patologias são feitos de forma muito lenta e são altamente incapacitantes, tanto no plano profissional como familiar. Começam por se manifestar através de sensações de cansaço fácil e perda de energia.

Trata-se de um quadro clínico que só se resolve com apoio médico embora, ainda segundo Adriano Serra, o Serviço Nacional de Saúde não dê resposta suficiente nem atempada ao problema, particularmente no que respeita à rede de cuidados primários. A detecção precoce e eficaz da doença evita o seu agravamento para ideias de suicídio motivadas pelo «desespero em que muitos doentes de vêem», afirmou, lembrando que, anualmente, 800 mil pessoas suicidam-se em todo o mundo, na maioria devido a distúrbios mentais decorrentes de depressões psicológicas.





Al Gore arrefece



Dois dias antes de ter sido premiado com o Prémio Nobel da Paz e depois de ter recebido um Óscar de Hollywood para o melhor filme-documentário do ano passado, subordinado aos problemas do aquecimento global, «Uma verdade inconveniente», o ex-candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Al Gore, viu, dia 11, o Supremo Tribunal Britânico sentenciá-lo por considerar que o filme contém, pelo menos, nove passagens alarmistas.

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O processo foi movido pelo director de uma escola da região de Kent, Stewart Dimmmock, que pretendia ver proibida a exibição do filme nas escolas britânicas.

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Sobre a possibilidade de o mar poder vir a subir 7 metros devido ao degelo da Gronelândia, desalojando milhões de pessoas, como consta do documentário, o tribunal, corroborado por especialistas do Governo britânico, concluiu que essa hipótese só poderá ocorrer daqui a milhares de anos. Quanto à ideia de haver ursos polares a afogar-se devido ao degelo no Ártico, o tribunal mencionou um estudo segundo o qual os quatro ursos referidos no filme morreram, mas sim devido a uma tempestade e não ao degelo.

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O Supremo também não acatou os fundamentos segundo os quais o derretimento das neves do monte Kilimanjaro ou a seca no Lago Chade, em África, sejam motivados pelo aquecimento global. O uso de imagens do furacão Katrina, que assolou os Estados Unidos, foi também considerado exagerado, uma vez que a catástrofe não se deveu unicamente ao ciclone ou a alterações climáticas mas também a negligências na manutenção de estruturas que deviam ter contido as águas.

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O juiz concluiu que o filme tem um conteúdo mais político do que científico e que adoptá-lo nos estabelecimentos de ensino seria uma flagrante violação das leis educacionais britânicas. Por isso, só poderá ser exibido se os professores salientarem estas questões e apresentarem outros pontos de vista sobre o problema.





IVG: o fim do pesadelo



Desde que há 3 meses a interrupção voluntária da gravidez foi despenalizada, 3 mil mulheres portuguesas recorreram legalmente ao aborto e, a cada mês que passa, são cada vez mais as solicitações, revelou a Direcção-Geral da Saúde. A maioria das IVGs é feita através de medicamentos e não por intervenção cirúrgica. Nos primeiros dois meses tinham sido praticados 1435, antes das 10 semanas. Dos 51 hospitais públicos, 36 praticam a IVG nos serviços de ginecologia e obstetrícia. Até ao fim deste ano, 4 centros de saúde começarão também a assistir pacientes por via medicamentosa. A DGS considera que a aplicação da IVG tem decorrido com toda a normalidade.





Ingleses sem dentistas



Devido à falta de dentistas no serviço nacional de saúde britânico, 6 por cento dos ingleses arrancam os próprios dentes em casa e fazem limpezas recorrendo, em alguns casos, a uma chave de fendas, revelou um estudo feito junto de 5212 residentes na Inglaterra que tinha, reconhecidamente, até há pouco tempo, um dos melhores serviços de saúde pública do mundo ocidental.



in Avante Nº 1768 - 18 Outubro.2007

segunda-feira, outubro 15, 2007

Depressão afecta 25% dos portugueses - Número de casos tende a aumentar


A depressão afecta actualmente cerca de 25 por cento dos portugueses e o número de casos desta doença mental regista uma tendência para aumentar durante este século, ultrapassando mesmo os números da gripe.
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A conclusão foi apresentada esta terça-feira pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), Adriano Vaz Serra, que falava aos jornalistas à margem do debate “A Saúde Mental um Mundo em Mudança: O Impacto da Cultura e da Diversidade”, a decorrer no Porto no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental.
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Adriano Vaz Serra afirmou que, embora passe muitas vezes desapercebida, a depressão é “recorrente e incapacitante”, afectando desta forma a vida pessoal, familiar e profissional dos doentes. "É provavel que a depressão venha a ultrapassar a gripe no século XXI", disse o presidente da SPPSM, acrescentando que actualmente já se reconhece mais facilmente os indícios desta doença. Adriano Vaz Serra salientou que a depressão é recorrente e apresenta uma longevidade cada vez maior, tendo tendência a aumentar.
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Aquele responsável destacou os transtornos mentais serem uma das causas mais proeminentes no suicídio, referindo que "cerca de 800 mil pessoas por ano, no Mundo, suicidam-se".
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Na sua opinião, uma doença psíquica não é localizada, pois é um transtorno do próprio cérebro que impede o funcionamento normal das pessoas, devendo caber aos responsáveis pelos cuidados primários de saúde detectá-las. "A identificação de uma doença mental, em especial da depressão, deve ser feita por um clínico, embora haja muitas depressões que passam desapercebidas, acabando a pessoa por não receber qualquer tipo de tratamento", salientou.
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in Correio da Manhã 2007.10.10
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Quadro de Van Gogh - Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão
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Para saber mais ver:
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quarta-feira, setembro 05, 2007

Saúde: Portugal prepara estudo exaustivo

Problemas mentais afectam 2,3 milhões
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* André Pereira
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Portugal tem 2,3 milhões de pessoas a sofrer com problemas psicológicos, representando cerca de 28 por cento da população, segundo o último inquérito nacional de saúde. Números que assumem “proporções epidémicas”, segundo disse ao CM Francisco George, director-geral da Saúde, para quem “é necessário fazer uma distinção das situações de foro psiquiátrico”.
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No que diz respeito à população mundial, mais de 30 por cento sofre de uma doença mental, refere um relatório, que contou com a contribuição de 39 especialistas internacionais, a ser publicado na prestigiada revista ‘The Lancet’.
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Francisco George reconhece que “os problemas de saúde mental assumem proporções epidémicas”, referindo que as estimativas da Direcção-Geral da Saúde apontam para “que cerca de 20 por cento dos frequentadores dos centros de saúde tenham um problema de foro mental”. .
No entanto, o director-geral alerta para a necessidade de se distinguirem esses problemas “das situações de foro psiquiátrico mais graves”.Uma ideia corroborada por António Leuschner, director do Hospital Magalhães Lemos, no Porto, que revela a realização de um inquérito exaustivo em Portugal sobre saúde mental. “Os números são projecções de estudos feitos numa escala menor que depois são aplicados a Portugal. Talvez no final de 2008 se possa ter um retrato fiel da situação no País”.
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Os artigos da ‘The Lancet’ fazem referência à falta de tratamento de problemas mentais, que se aproxima dos 90 por cento em países desenvolvidos. António Leuschner não se mostrou surpreendido, realçando a importância de aumentar “o acesso e o número de serviços de saúde mental, assim como o auxílio atempado das pessoas que os procuram”.
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in Correio da Manhã 2007.09.04
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Terça-feira, 4 Setembro
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- Graça Afonso Com o desemprego cada vez maior e com o nosso país em crise muito me admiraria se os Portugueses não tivessem problemas psicológicos!
- Donatilia Mendonça Já desconfiava destes números tais são os comportamentos sociais que temos no país. Julgo que a tendência é para agravamento destes números, mas atenção que há por aí muita gente a passar-se por doente, ou com depressões, que se reformam por invalidez ou metem baixa médica mas andam a trabalhar à sucapa...e são doentes! Vai lá...vai...
- Alexandra Somem o número de casos de vítimas de abuso sexual infantil + casos de violência infantil e doméstica + vítimas de violação + vítimas de crimes violentos. Acrescentem o números de pessoas frustradas com a sua imagem física (bulímicas e anoréticas) e realização profissonal. A sociedade excessivamente consumista e materialista e a falta de leis que protegam a classe média contribui para isto.
- Mariposa Há uma falta gritante de psicólogos e psiquiatras, é preciso investir em novas terapias (psico-drama, psicanálise, terapias ocupacionais, etc.) em vez de apenas encher o paciente de calmantes. Olhem para os países europeus, sigam os bons exemplos. A alma colectiva está doente!
- Mariposa Parece "loucura" mas as doenças mentais serão uma das grandes pestes deste século. Porque não estamos num mundo cão, estamos num mundo bosta-de-cão. É mais do que tempo dos governos investirem em força na saúde mental: prevenção, tratamentos, etc. Há necessidade extrema de psicólogos e psiquiatras nos serviços de saúde, escolas, etc.
- A. Fernandes - Bobadela Existem razões de sobra para que os números até sejam superiores, porque quem não fique afectado com o estado do país então é porque tem uma saúde de ferro!
- judite Não é de admirar, os médicos de familia continuam a tratar doentes, com calmantes e coisas do género, quando deveriam ser encaminhados para psicólogos ligados à segurança social, e que tantos há no desemprego, acho mesmo que com esta medida o estado poupava muito mais em medicamentos.
- Marisa Estes nºs são os que realmente sofrem de depressão, mas aqui não contabilizaram os verdadeiro loucos perigosos e causadores de tudo isto... Certos políticos!!!
- Paulinha Eu não sei de quem é a culpa mas como querem que estejamos bem se só ouvimos Aumentos: de gasolina, taxas de juro, electricidade, idade da reforma, desemprego... etc. Passem a ouvir coisas positivas e vão ver que isto de morar em Portugal até não é assim tão mal!
- Leandro Coutinho Anda para aí muita "doença psicológica" que é apenas treta para conseguir "baixa na caixa" e reforma antecipada.. São os tais que afirmam ser "doentes dos nervos".. É teatro, é só conversa.. Vira-se costas e eles começam logo a portar-se normalmente..
- indignado! É incrivel, como para o aborto há dinheiro, mas para uma simples consulta se demora meses a fio e não se resolve as coisas. Se quero uma consulta tenho de pagar 80 euros, o que é uma enormidade, mas para o aborto....
- O observador O que é ser «normal»? A fronteira entre a hipocrisia e a loucura é muito ténue... Há «doentes mentais» com muito mais juízo que muitos pedófilos, homicidas ou violadores que por aí andam à solta!
- Victor C A maioria dos clínicos não sabe tratar destes problemas e limita-se a receitar calmantes e a mandar embora o paciente. Por outro lado, os da especialidade são poucos e tratam dos pacientes como cidadãos de terceira. O Estado gasta mal as verbas na Saúde, no que concerne aos problemas do foro mental.
- carlos Isto explica muita coisa em Portugal: desde fogos flerestais, acidentes de automóvel, divórcios, a nossa tristeza genética e até o nosso atraso económico.
- sc Qual é o problema? Os portugueses ficam malucos com tantas injustiças: subida dos juros da habitaçao, subida dos combustíveis, aumento da idade da reforma, etc. Mas tudo bem, abre-se a porta a imigraçao (de luxo)...
- Xuxu A psicopatia prolifera por todo o lado...No condomínio onde vivo (e somos 16) 20% dos condóminos sofrem de paranóias várias. Entendo que os responsáveis da saúde mental em Portugal, deviam fazer rastreios, mesmo de forma aleatória, ou não?
- Pedro Gomes E desses 2,3 milhões muitos deles são psiquiatras e psicólogos. Os técnicos de saúde mental deste país reflectem a loucura que anda por aí fora. "...detectadas demasiado tarde pelo sistema de saúde." Demasiado tarde... e a prevenção? Ah... isso para eles é um trabalho entediante... Lisboa
- CP E estes números vão aumentar.
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Painting information
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Artist - Bronzino, Angelo
Title Deutsch: Allegorie des Triumphes der Venus, Detail
Year- 1540-1545
TechniqueDeutsch: Öl auf Holz
Current location Deutsch: National Gallery Deutsch: London
Notes - This is only a portion of the entire painting.
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See Image:Angelo Bronzino 001.jpg. NB: This image does not portray "insanity", but "jealousy".
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Se quiser saber mais ver:
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