A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, abril 28, 2011

Políticos - Paula Teixeira da Cruz

Da vida real

Políticos

Entrou no discurso diário e todos os dias ouvimos, a tantos, que os políticos "são todos iguais e trouxeram o País a esta situação". Todos sem excepção! A consequência imediata é a afirmação de que não irão votar. Tanto faz: são todos igualmente maus.

  • 28 Abril 2011
Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada


Quando analisamos, de forma sumária, a história do nosso País, velho de séculos, notamos que várias vicissitudes nos fizeram perder, desde há cerca de 600 anos, valiosos elementos: uns partiram para a Índia, o Brasil, a África. Ao contrário, a maior parte da nobreza e senhores feudais deixaram as terras e foram viver para as Cortes, perto do Rei, já nessa altura preferindo a facilidade da mesa do orçamento às tarefas árduas e menos rentáveis. 
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Segue-se a expulsão dos Judeus, a instalação da inquisição em Portugal, com a perseguição e morte de pessoas livres e qualificadas. Vem a ocupação por Castela durante 60 anos, com a delapidação da nossa economia, terminando com a destruição dos nossos navios, obrigados a integrar a Armada Invencível, destroçada na Guerra com a Inglaterra. E depois as invasões francesas, com a fuga do Rei e da Corte para o Brasil, que a seguir se torna independente com D. Pedro, que foi o primeiro no Brasil, o quarto de Portugal. Uma guerra fratricida destrói o País anos depois. 
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A 1ª República. As suas convulsões sociais. A 1ª Guerra Mundial, com os nossos mortos e estropiados. Salazar: a ditadura, a miséria para muitos, a fome para outros. A emigração principalmente para a França e a Alemanha. A Guerra Colonial. 
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O 25 de Abril: a Liberdade. Poucos anos depois, uma fase de desenvolvimento, logo seguida de uma outra de delapidação de recursos a partir de 1995. A não concretização das promessas sociais. Agora Sócrates: hoje a cereja em cima do bolo, prova evidente de que há políticos que não servem. O "são todos iguais" ganha força. Para quê votar? Se a abstenção aumentar, fácil é perceber que José Sócrates tem mais hipóteses de manter o Poder e pelas piores razões. Explicando-me: quanto pior for a governação, mais hipóteses tem de ficar quem conduziu o País ao estado em que se encontra, pela simples razão de que a sua clientela e amigos, esses que vivem à custa do Orçamento do Estado, vão seguramente votar nele.
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Grande parte dos outros abstêm-se "porque são todos iguais" (e não são, não). Assim se perpetua a incompetência, a má gestão e o saque do País. A abstenção é, pois, a maior aliada de Sócrates e da sua incompetência, e quem não votar terá de assumir essa responsabilidade.

sábado, julho 31, 2010

A Náusea Ideológica segundo Paula Teixeira da Cruz


Da Vida Real

A Náusea ideológica

Atreve-se José Sócrates a falar de ideologia. Só se for para provocar a mais profunda náusea ideológica.
  • 29 Julho 2010 - Correio da Manhã
Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada
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Ler ou ouvir Sócrates e o PS sobre o Estado Social não pode provocar mais do que uma enorme náusea ideológica (para quem teime em manter ideologia, ao contrário dos referidos). A propaganda é tanta, a mistificação é tal, que apenas peço ao leitor que se inquira sobre os factos e que tire as suas conclusões. Sobre o emprego, que nunca o número de desempregados foi tão elevado, não sofre contestação. O número de novos pobres aumentou exponencialmente. Por sua vez, o número de empresas que encerra por trimestre é aterrador. A classe média afunda.
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Na Saúde, há cerca de um milhão de pessoas sem médico de família e o número de famílias a ter seguro de saúde subiu para 10%, demonstrando, claramente que, quem pode, recorre ao pagamento do seu bolso, numa "abdicação" forçada do que o Estado lhe oferece. Milhares de Portugueses têm subsistemas de saúde, como a ADSE, por exemplo. E a ADSE é um bom exemplo, porque quem tem ADSE tem liberdade de escolha e o Estado paga; a mesma liberdade de escolha que é negada à maioria dos Portugueses. O resto espera, espera, espera. Na Educação, a diminuição da qualidade de ensino é patente. O encerramento de escolas empobrece as regiões mais desfavorecidas e afasta os alunos das famílias. Os nossos melhores alunos procuram outros Países e muitos neles ficam.
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Na Justiça, estamos falados: do aumento dos custos à conflitualidade com os Magistrados, sendo evidente a tentativa de politização constante (de forma directa ou indirecta), ao experimentalismo que gera insegurança e atraso na aplicação do Direito, para não falar na aberração que é a acção executiva... e a falta de especializações. Na Agricultura, olhem-se os campos, tantos que jazem abandonados, tendo nós de importar praticamente tudo o que consumimos. Nas Pescas, com a costa que temos, maltratam-se os pescadores e desperdiça-se a riqueza marítima e, claro, também aqui importamos.
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No mercado das obras públicas, as empresas nacionais "competem" com empresas externas subsidiadas, sem que o Estado Português faça o que quer que seja.
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Os impostos aumentam sem que, por contraponto, as despesas do Estado e os gastos sumptuários deixem de crescer… crescer… crescer. Como persiste esta muito pouco saudável convivência entre negócios públicos e privados. E atreve-se Sócrates a falar de ideologia. Só se for para provocar a mais profunda náusea ideológica, mas, repito, para quem ainda tem ideologia.
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  • Comentário feito por:Antonio
  • 12h36
Ó Sr. Madeira, durante o tempo do Cavaco, o défice como a corrupção cresceu mas houve TAMBÉM CRESIMENTO ECONÓMICO, isto entortou a partir de Guterres QUE FUGIU! RECORDA-SE ou é mesmo só tendencioso?
  • Comentário feito por:fernando moreira
  • 29 Julho 2010
quem disse que o (partido socialista é socialista, é a mesma coisa que chamar mulher a uma coisa que faz amor com outra, parece mas nâo é, o mesmo se passa psd ,de democra nada tem.os que os torna iguais é o roubo ao pov
  • Comentário feito por:manny lifumba
  • 29 Julho 2010
a verdade é q a situação e global,mesmo na china.Mas vamos falar um pouco por favor de tudo que desapareceu desde 74 com a revolução e tudo que se não fez e se abusou.tem coragem para isso? Sem ovos n há omoletes
  • Comentário feito por:Eduardo Santos
  • 29 Julho 2010
tenha é vergonha d escrever o q escreve,dizer-s jornalista e ainda aparecer,volta e meia(e meia volta tmb),na TV a comentar o q é "obrigada" a comentar.Vc é GRD parte d GRD problemas cm "manipulação da opinião pública".
  • Comentário feito por:J. Madeira
  • 29 Julho 2010
A drª.Paula anda a ver a situação sem ajustar os óculos, ou desconhece a história recente do País!As responsabilidades pela actual situação cabem a um sr.Cavaco Silva e à obra feita nos seus mandatos como P.Ministro!

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sábado, outubro 27, 2007

UE - Da vida real - A grande farsa


* Paula Teixeira da Cruz
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Em Portugal, PS e PSD prometeram um referendo sobre o projecto europeu e o pior que podem fazer é faltar ao prometido.
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A Democracia não vive sem a participação dos cidadãos e a transparência de actuação das instituições, sejam públicas ou privadas. É por isso que o afastamento dos cidadãos – por demissão ou inibição de intervenção – e fenómenos de perversão das instituições, como a corrupção, o tráfico de influências, o favorecimento, a fragilização sistemática das instituições ou a ‘marketização’ da política, criam um regime que da natureza democrática só guarda o nome e as comemorações.

Vem isto a propósitos vários. Comecemos pelo chamado Tratado de Lisboa, o novo nome que a Constituição Europeia adoptou, quem sabe se para melhor esconder a sua identidade. É sabido que o cidadão comum se interroga para que serve hoje a Europa: dela conhece vagamente a existência de fundos comunitários (e nem sempre pelas melhores razões) ou a hiperburocracia que a caracteriza. Sentindo-se da União Europeia tão longe como de Marte, o Cidadão comum retribui, ora com indiferença ora com desconfiança, a distância a que a União Europeia se votou. É pena: a Europa Comunitária da Cidadania pode (podia) ter um papel essencial no Mundo, quer na vertente política quer na vertente económica e seria até desejável que assim fosse, bem estribada na defesa dos direitos fundamentais (cuja defesa no novo Tratado também ficou pelo meio).

Subtrair ao escrutínio dos cidadãos projectos políticos fundamentais, ainda para mais quando se trata de projectos que foram inicialmente recusados em vários países, soa a truque, a deslegitimação e a menosprezo pela Cidadania: condena-os ao fracasso.

Em Portugal, PS e PSD prometeram um referendo sobre o projecto Europeu e o pior que podem fazer é faltar ao prometido, tanto mais que a transmutação de Constituição Europeia em Tratado de Lisboa não lhe alterou o conteúdo essencial e é por isso urgente respeitar a promessa feita de consulta às populações.

É bom não perder de vista que quando a voz da rua se vê obrigada a olhar as questões políticas com um ‘isso é lá coisa deles’, o divórcio está à vista e a farsa também. A grande farsa. Ninguém gosta de se sentir enganado.

Por falar em engano(s), em duas semanas o PSD alterou o discurso em questões estruturais (referendo, não à regionalização, impostos ); a liderança tornou-se bicéfala, deu-se início a protectorados dos que são próximos e assistiu-se à entrega de um discurso político e de uma agenda partidária a uma agência de comunicação. Soa a espectáculo e a farsa. A grande farsa. Com coisas sérias.

Felizmente a despropósito, veio-me à memória a ‘Medida dos Sonhos’, um inédito de Nuno Lebreiro – um nome a reter – que merece publicação: “Portanto ”, começou outra vez o António após um ou dois minutos. “ a maior riqueza dos homens é poder pensar Estou de acordo. É a única coisa que permite todas as outras”, concluiu.
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in Correio da Manhã 2007.10.25
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» Comentários no CM on line
Quinta-feira, 25 Outubro

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- Agostinho Mateus Para que serve o referendo se mais de 50% nunca votam nos referendos e dos que votariam mais de 90% não sabem para que serve o Tratado pois nunca o vão ler e dos 2% ou 3% que eventualmente lêem mais de metade não entende. Já quanto aos fundos comunitários, concordo que vão para as clientelas do PS e do PSD e o povo cada vez mais pobre. A nível de pobreza somos sempre os primeiros da UE!
- Isabel Vasconcelos Não sejamos inocentes - nenhum dos partidos arriscaria ver o Tratado, aprovado durante a nossa presidência, ser chumbado por 20 000 portugueses que decidiram ir votar no referendo, por carolice ou, como é hábito, para punir qualquer que seja o governo em funções!

quarta-feira, outubro 24, 2007

Da vida real - O país dos respeitinhos



* Paula Teixeira da Cruz, advogada

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Está certamente por fazer um outro processo que cruza o processo Casa Pia e esse será um processo de regime.
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Revisitar, no actual contexto da vida portuguesa, a afirmação de Konrad Lorenz em ‘A Agressão, uma História Natural do Mal’ de que não existe, numa comunidade moderna, nenhuma saída legítima para o comportamento agressivo, não deixa de saber a ironia. Explico-me: nos últimos anos, muito entre nós se tornou relativo e quase tudo aceitável ou indiferente. Quaisquer que sejam as condutas que estejam ou tenham estado em causa, é uma questão de tempo e/ou de marketing para que se esqueçam.

A exigência de respeito e responsabilidade de uma sociedade perante si própria apaga-se e dilui-se no efeito do minuto mediático para só ficar a espuma ou os que não se ouve porque não têm voz. Tudo se passa como se um gigantesco branqueador tivesse por missão cíclica ocupar-se do País.

Há dois milhões de pobres em Portugal e um terço da população activa, se dependesse apenas do seu trabalho, seria pobre. Esperar-se-ia que o Governo criasse condições para alterar este panorama. Pois bem, com o Orçamento, os reformados e pensionistas sofrem um agravamento fiscal, a actualização das taxas de IRS penaliza os trabalhadores por conta de outrem, o investimento não arranca, mas a despesa do Estado, em 2008, essa vai subir mais de 4% (4,39%)!

No contexto mais lato do processo Casa Pia, as transcrições das escutas publicadas referentes à tentativa de destituição do então procurador-geral da República, Souto Moura, pelo Governo, teriam provocado um terramoto político em qualquer democracia consolidada. Afinal, Souto Moura era incómodo porque cumpria as suas funções. O Governo desmentiu, à época, que quisesse destituir Souto Moura. Está certamente por fazer um outro processo que cruza o Processo Casa Pia e esse será um processo de regime. Em consequência desse(s) outro(s) processo(s), nasceram, ainda que renegadas, quais filhas do acaso, alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal.

Também com alcance para o regime, vai ser importante perceber se a nova direcção do PSD vai alterar a linha anterior de combate à tentativa do Governo se subordinar, politizar o sistema judicial, ou se não vamos ter por aí consensos menos desejáveis (é que o Pacto foi celebrado justamente para travar a politização do sistema e reflectia as tensões óbvias entre as duas linhas de pensamento – PS/PSD). Ainda sobre o PSD, como entra um líder legitimado – tendo-se votado nele ou não – no Congresso e dele sai tão condicionado? Se a ideia é entregar o PSD a Pedro Santana Lopes – o verdadeiro vencedor do Congresso – por que foi Luís Filipe Menezes a directas e não Pedro Santana Lopes? Quando Durão Barroso deixou o Governo e o PSD a Pedro Santana Lopes, o resultado foi o que se viu. Quanto à alegada renovação, não há como não concluir que não aconteceu. Bem ao contrário, ocorre um retrocesso geracional e de género óbvios. Finalmente, em termos de estratégia, empurrar o PSD para a esquerda do PS pode fazer com que Sócrates agradeça e o PCP também.

Uma última palavra para a visita da polícia a um sindicato. E tão difícil de acreditar como é difícil acreditar na rapidez do processo e, ainda mais, na rapidez do arquivamento.

E tudo isto passa, passa, quase sem queixume, como se natural fora.
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Estamos condenados a ser o País dos ‘respeitinhos’, sem respeito por si próprio?
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in Correio da Manhã 2007.10.18
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Cartoon de Henrique Monteiro (Pacto-Justica )
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» Comentários no CM on line
Quinta-feira, 18 Outubro

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- João Ratão "Pergunto ao vento que passa Notícias do meu País. O vento cala a desgraça, O vento nada me diz." Fez ontem 25 anos que morreu quem tão bem soube cantar esta trova. Vamos todos cantá-la de novo, não só para homenagear o Adriano, mas essencialmente para contribuir para que os nossos filhos vivam num País mais digno.
- Rui Ramos Parabéns pelo seu excelente texto. Enquanto libertam os criminosos e os pedófilos, uma juíza da Madeira há dias ameaçou tirar a filhinha de 7 anos à minha mulher pq esta foi assertiva e não pôs os olhos no chão durante a audiência. Isto não é Europa!Lisboa