A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, agosto 23, 2012

Jorge Messias - A cavalgada «triunfal» do capitalismo…


Avante!
  • Jorge Messias


A cavalgada «triunfal» do capitalismo…
«Opomo-nos a uma conspiração monolítica e impiedosa ao redor do mundo, que se baseie principalmente na forma encoberta de que se serve para expandir a sua influência: infiltrações em vez de invasão, subversão em vez de eleições, intimidação em vez de livre escolha, guerrilhas durante a noite, em vez de exércitos à luz do dia...» (John F. Kennedy, presidente dos EUA, “Alocução sobre sociedades secretas”, 27.4.61).

«Em 27.11.83, João Paulo II promulgou uma bula que legalizou a participação dos católicos nas sociedades secretas. João Paulo II costumava algumas vezes mostrar-se em público com o ceptro de metal de ponta vergada, esculpido com uma imagem desvirtuada de Cristo, um símbolo sinistro usado pelos satanistas do século VI que foi novamente colocado em uso pelo Concílio Vaticano II… Os illuminati, aMaçonaria e o Vaticano actuam conjuntamente para implementarem a Nova Ordem Mundial capitalista» (René Chendelle, “Os illuminati e a grande conspiração mundial”, Edições Estampa).

«A estatística permite ver a rapidez com que cresce a espessa malha que abarca todo o país, centraliza todos os capitais e receitas monetárias, converte milhares e milhares de empresas numa só empresa capitalista – nacional, a princípio; e, depois, mundial» (V. I. Lenine, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, 1917).

dolce vita, a recordar as loucuras de 1929, quando a Bolsa de Nova Iorque «estoirou», resistiu uns anos mas pouco tempo durou nesta nova crise do capitalismo. Antes, a decadência financeira do sistema tinha-se ocultado do grande público através de histórias da carochinha bem montadas mas, em 2008, a verdade veio implacavelmente à superfície. Os estados capitalistas tinham acumulado dívidas públicas brutais. E não fora o pequeno despesismo dos cidadãos que conduzira as nações a tal situação de desespero. Nem sequer o fatalismo daglobalização ou do euro tinha tido aceitação popular. O grande culpado destas vergonhas era o CapitalismoE assim continua a ser.

Em Portugal e em Espanha, a crise é real e produz o desemprego, a pobreza, o desespero e um enorme fosso que não cessa de crescer entre ricos e pobres, filhos e afilhados. Mas torna-se evidente que à crise real se junta secretamente um plano destinado a permitir a ocupação do poder pelas grandes fortunas politicamente organizadas. Na Península Ibérica e em todo o mundo desenha-se os cenários de uma fase suprema da luta de classes.

Para tentarmos retomar a linha de exposição da última semana, no Avante!, observemos que as grandes linhas de expansão e concentração de capitais da Igreja já se encontravam em fase avançada nos princípios de 1960, há mais de cinquenta anos. Ogrupo do Opus Dei (e havia vários outros, católicos, no mercado) estava já então presente nos serviços, seguros, construção civil, publicidade, equipamentos e financiamentos privados, sector editorial e da comunicação, cinema, audiovisual, indústrias metalúrgicas, químicas, cimenteiras, mineiras, farmacêuticas, etc., etc.

Esta «ponta de lança» funcionava como as actuais troikas:infiltrava-se, subvertia, e alimentava «guerrilhas durante a noite, em vez de exércitos à luz do dia».

As ligações ibéricas entre a cruz e o cifrão eram notórias.

Desde a década de 60 que a primeira figura do Opus Dei, umilluminati, era o prof. de Coimbra, Gregório Ortega Prado. Todo o mercado português parecia então dominado pelo grupo CUF. O que não era totalmente verdade. Em parte, a CUF era uma fachada por trás da qual dominavam os bancos espanhóis liderados pelo Opus Dei, empresa-mãe do Vaticano, pelaCofisa e pelo Banco Hispano-Americano, todos ligados à Sociedade Portuguesa-Americana de Fomento Industrial, o mais importante financiador do Estado fascista português nas guerras coloniais.

Esta fase terminou ingloriamente para a Igreja, com um fenomenal desfalque e a fuga de Ortega Prado para a Venezuela… A verdade, porém, é que muitas raízes essenciais tinham sido lançadas à terra. Centralizou-se os bancos. Modernizou-se os circuitos financeiros. Instalou-se a noção deformação em rede. Progrediu o conceito de globalização, já então existente nas mentes de uma élite.


Foi nesta fase que a Igreja consolidou uma frente interna destinada a apoiar o mito de que a religião não é o ópio do povo. Posição absurda e insensata.

(continua)

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Jorge Messias ~ No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )

Avante!
N.º 1991 
26.Janeiro.2012

  • Jorge Messias


No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )
«Amamos e estimamos os religiosos mas nós não o somos e nenhuma autoridade no mundo – nem mesmo na Igreja – poderá obrigar-nos a sê-lo... (P. Escrivá de Balaguer, citado por Vittorio Messori in “Opus Dei”).



«O Opus Dei é acusado de ter como objectivo fundamental o controlo das esferas do poder. Mas a sua influência na sociedade é muito difícil de dimensionar, uma vez que os responsáveis afirmam não dispor de estatísticas sobre a condição sócio-profissional dos seus membros para poder classificá-los. Nas diferentes situações reais que a Obra enfrenta, utiliza-se uma terminologia corrente noutras instituições: professores, académicos, funcionários, etc...» (idemidem, Vittorio Messori).



«Como o Estado nasceu da necessidade de refrear antagonismos de classes, resulta que ele é sempre o agente da classe mais poderosa e economicamente dominante a qual, como consequência da sua riqueza, se transforma na classe politicamente dominante e adquire, assim, novos meios para oprimir e dominar as classes dominadas» (F. Engels, prefácio à “Crítica do Programa de Gotha”).



Se a História não se repete, não menos é certo que os dados de sistemas históricos tidos como destruídos tendem a reagrupar-se. É assim que entendemos os sinais dos acontecimentos que precederam o pesadelo nazi-fascista e vamos agora reencontrar no actual panorama político, económico e social: o desastre financeiro, a subida galopante dos preços, o Estado saqueador, a prosperidade das grandes fortunas, o desemprego e a luta pelo domínio capitalista de novos mercados; o desabar das políticas, o retorno da ideia de imperialismo como solução, a multiplicação dos conflitos locais, o imparável crescimento das indústrias bélicas e a preparação de nova guerra a nível mundial; a derrocada dos valores éticos ocidentais, a imposição de uma Igreja corrupta minada pelos escândalos, pelo materialismo e pelos negócios «sujos», as chorudas trapaças que se escondem por detrás das imagens da Filantropia e da Caridade e… muitíssimo mais.
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Assim, globalização é repetição. Nada há de novo debaixo do solMas para os tecnocratas continua a existir uma saída para a crise. E persistem na ideia de que o Estado capitalista é democrático. São cegos que conduzem outros cegos. Porque a globalização vai polarizar ao extremo a luta de classes.
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A hierarquia da Igreja, como sempre, continua de pedra e cal. Lucra com os grandes negócios e sempre que necessário lança na fornalha os mitos que destilam o ópio do povo. Agora, por exemplo, decorre uma intriga talhada à imagem dos soldados-catequistas de Loiola. Não insistiremos nesse episódio da luta pelo poder que opõe de vez em quando Maçonaria e Opus Dei mas também não o ignoraremos. Porque, na verdade, nesta fase de passagem ao imperialismo dos monopólios, as sociedades secretas nas suas diferentes formas (grupos de pressão, lóbis, seitas, fundações, agência militares e paramilitares…) transformaram-se nas verdadeiras detentoras do Poder. Nessa dimensão global devem ser olhadas. Pode ilustrar-se esta afirmação com uma imagem extraída do xadrez político português. A Igreja, à qual incumbe desinformar o povo, pegou no discurso anti-maçónico e deu nova demão às esbatidas tintas da diabolização. Sob reserva ficaram por esclarecer duas dúvidas antigas – que significa ao certo sociedade secreta equantas sociedades secretas funcionam em Portugal – a fim de que todos os males da conspiração capitalista fossem atribuídas à Maçonaria.
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Choveram mentiras e falsidades assinadas por bispos e cardeais «situacionistas»: a Igreja apenas trata de assuntos da fé e é alheia a este enredo; os grupos de pressão do sector empresarial são meras entidades consultivas; a economia portuguesa apenas obedece às «leis de mercado»; Portugal é uma democracia cujas instituições representativas respeitam a Constituição da República; só um deputado é do OD, etc.
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Lembremos ao episcopado que em Portugal conspiram livremente (como a Igreja bem sabe) agentes das mais diferentes sociedades secretas, directa ou indirectamente ligadas ao Vaticano: Opus Dei, Clube de Bilderberg, Trilateral, Rosacruzes, Caveira e Ossos, Clube de Roma, Greenpeace, Foreign Council, Fundação Rockefellker, organizações dos Templários e dos Jesuítas, etc., etc. São eles que fazem e desfazem as leis.
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Acima de todos, no topo da pirâmide, moram os «illuminati»…
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A seguir, iremos tentar esboçar o perfil destes «iluminados»

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Jorge Messias - Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )

Avante!
N.º 1990 
19.Janeiro.2012 

  • Jorge Messias


Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )
«Os illuminati organizam-se em pirâmide de 13 famílias com existência real. Até certa altura, essas famílias dividiam entre si o poder; actualmente, uma só delas lidera o grupo, visto ser aquela que detém uma fortuna no valor de metade de todo o dinheiro existente no mundo» (Sérgio P. Couto,«As 13 famílias iluminadas, sociedades secretas da eugenia», Google, Internet).
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«Qualquer país que fizer um ataque directo a outro país para o destruir vê o seu poder triplicado. Assim, se for bem sucedido, o país atacante recebe imediatamente uma Carta-Plano e nova ficha de acção. Se falhar, o atacante é destruído; o prémio irá para o jogador que, nas circunstâncias, se defendeu e ganhou» (Steve Jackson, «Os jogos de guerra dos illuminati»).
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«Tenho vindo a abordar o tema de políticos na Maçonaria, no grupo Bilderberg e no governo de Barroso. A composição deste último e a crise económica e social dão para perceber que Portugal está sendo conduzido por um “governo oculto mundial”. Entre outras coisas, assim teremos em breve implantada aqui uma Nova Ordem que já se faz sentir em toda a Europa» (António Guterres, Opus Dei, ex-primeiro ministro PS, intervenção pública na Casa-Museu de João Soares, ano 2000).

Como é fácil imaginar-se, a partir do conhecimento de que as 400 famílias mais ricas do mundo dão suporte político e financeiro ao Vaticano, o poder de intervenção da Igreja na área económica é enorme. A partir dele, o papado pode fazer e desfazer governos e nações, gerir câmbios e mercados e, sobretudo, tem sempre a última palavra assegurada nas decisões finais dos estados capitalistas. Mesmo quando estes decidem a Paz ou a Guerra, a fome e a abundância, a miséria ou a riqueza. Ainda que, por tácticas e estratégias amadurecidas ao longo de milénios, as hierarquias religiosas permaneçam na sombra.
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.Aliás, o Vaticano conserva outros trunfos na manga. Associedades secretas constituem inegavelmente uma destas cartadas principais. As suas origens vêm dos confins da memória e a sua história é anterior às noções de Estado e da própria Igreja. Mas possuem os mesmos ingredientes das grandes religiões: os ocultos mistérios, a rigidez da disciplina, os impulsos imperialistas e a noção permanente do sobrenatural aliado à perspectiva do lucro.
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As sociedades secretas nasceram entre as classes pobres mas logo foram perfilhadas pelo poder dos ricos. No Ocidente, a Igreja primitiva cujos núcleos centrais tinham também um carácter secreto, cedo se apercebeu deste potencial.
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Seria interessante pesquisar-se esse passado mas não há aqui espaço para tanto. Retenhamos que a história da Igreja e o historial das «secretas» caminharam sempre em paralelo. Mesmo quando marcados por lutas que não eram de extermínio, como aparentavam, mas de absorção de poderes e de riquezas.
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 Nos nossos dias, ainda que o número de seitas e de bandos se continue a multiplicar, a tendência dominante é de centralização das sociedades secretas. No Ocidente, Maçonaria Opus Dei são gigantescos blocos centrais do poder oculto altamente ramificado. Identificam-se nos objectivos a alcançar mas ambas procuram a hegemonia na Nova Ordem em construção. Uma e outra têm estruturas rígidas, escalões separados, dogmas e tabus, obediências rigorosas à «subsidiaridade» (um escalão obedece automaticamente ao escalão superior) e cultivam o transcendente, o aparentemente insondável, o mito e a infiltração nos interesses estabelecidos. Constituem, na realidade, dois ramos religiosos convergentes que se revezam no comando do mesmo pelotão capitalista. São eles os «iluminados». Aqueles que Deus ou o Ser Supremo «iluminou».  
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Recentes desenvolvimentos parecem apontar para mais uma tentativa de absorção de um dos grandes blocos pelo outro bloco. Nada disso é evidente mas convém estar atento. A concentração financeira e política assim alcançada seria catastrófica. Se os dois já estão em toda a parte, uma unificação seria bem pior.
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Neste momento, os mercados comandam os poderes dos estados. As religiões são paraísos onde florescem monopólios. Teremos de estar atentos às manobras estratégicas de ocupação das áreas sociais, territórios básicos das conquistas democráticas.
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Vigiemos pois estas escaramuças entre oficiais do mesmo ofício. Das «secretas» muito fica ainda por dizer...

domingo, fevereiro 07, 2010

Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo A nova era da escravidão



Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo
A nova era da escravidão

Os ângulos de abordagem usados pelos comentadores para a análise e explicação das causas da actual crise do capitalismo global raras vezes têm colocado a hipótese de se poder estar em presença de um plano sofisticado arquitectado pelos próprios detentores do grande capital. Mas não é possível deixar passar em claro que aspectos decisivos marcam a diferença que existe entre a forma como a presente crise surgiu e se desenvolveu e a génese das outras crises cíclicas do capitalismo.

Existe uma gestão da actual crise. Esta tese foi desenvolvida e densamente fundamentada num trabalho de Daniel Estulin cujo título original é bem descritivo – The Road to Tyranny: Total Enslavement. Na tradução portuguesa intitula-se Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo.
O livro de Estulin contém revelações sensacionais. Se nas sociedades ocidentais tudo se encobre com o manto da democracia, a realidade política e social é bem diferente. Nunca o produto do trabalho foi tão mal repartido. Nunca, depois de Hitler e de Mussolini, as áreas do poder se aproximaram tanto dos modelos concentracionários da Nova Ordem Mundial que o nazi-fascismo se propôs concretizar. Sabe-se agora que a História não faz este desvio por acaso. Existe um governo central invisível que procura controlar o mundo e fazer recuar o processo histórico de libertação do homem.
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A escalada do poder totalitário
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Em última instância, a Nova Ordem da globalização pretende inverter, na medida dos interesses dos mais ricos, todas as leis sociais que consagram a emancipação dos povos. Importa que o grande capital se apodere do poder e abra caminho, custe o que custar, à instalação de um só governo global dispondo de um só exército mundial, de um só mercado único e de um só Banco Mundial regulador da economia e das finanças, ao serviço da globalização. Todas as armas do arsenal capitalista devem ser usadas nesse sentido vital: os sindicatos serão desmontados, as identidades nacionais subvertidas, a comunicação social transformar-se-á num poderoso meio de controlo das mentes, as guerras, as epidemias, as fomes, os assassinatos políticos, serão bem-vindos desde que contribuam para concentrar a riqueza nas mãos de uma elite financeira cada vez mais restrita. «Na Nova Ordem Mundial» – diz Estulin – «não haverá classe média, apenas pobres e ricos». Para atingir este objectivo com segurança, a globalização neoliberal envolveu igualmente as religiões e as igrejas. Uma só Igreja Universal terá espaço para se afirmar e canalizar a crença religiosa das massas no sentido da sujeição dos pobres aos ricos e à escravidão do terror. Todas as outras confissões serão aniquiladas. É por isso que constantemente vemos eclodirem guerras de destruição em países onde predominam religiões não católicas.
Este megalómano plano da loucura e do crime passa também pela abertura de crises económicas e financeiras devidamente controladas à escala planetária. Em tudo aparentada com a Nova Ordem Nazi, a globalização exige a destruição dos sistemas económicos tradicionais, numa fase intercalar de «sociedades pós-industriais de crescimento zero». Áreas estratégicas serão congeladas, nomeadamente no sector da energia. Serão bloqueadas todas as tentativas nacionais de industrialização e as principais unidades fabris que servem os países ricos serão transferidas para os países pobres onde a mão-de-obra escrava é barata. Em contrapartida, constituir-se-á uma casta de tecnocratas bem pagos, à imagem da classe aristocrática dos senhores feudais. Neste aspecto, a crise económica mundial desempenha um papel insubstituível: só ela pode «cilindrar» os países pobres, banir os seres inúteis e estabelecer em definitivo o modelo de organização social baseado na sujeição dos explorados aos exploradores. O futuro das sociedades será portanto elitista e esclavagista. A repressão dos povos com veleidades de resistência tornar-se-á pois empresa fácil para os exploradores. As epidemias graves tornar-se-ão também no futuro uma excelente forma de simplificação dos problemas sociais. O «governo invisível» pensa ser possível exterminar deste modo, até ao ano de 2050, quatro mil milhões de «comedores inúteis» (segundo os irónicos comentários de Rockefeller e de Kissinger, membros do Clube Bilderberg). «Dos restantes 2 mil milhões de pessoas, 500 milhões serão formadas por raças chinesas e japonesas, escolhidas porque são povos que foram subordinados a uma disciplina rígida, durante séculos, e estão habituados a obedecer à autoridade sem a questionar».
É também vital «manter as pessoas num estado perpétuo de desequilíbrio – físico, mental e emocional – através de crises pré-fabricadas e sucessivas. Isso impedi-las-á de decidirem o seu próprio destino, confundindo e desmoralizando assim as populações a ponto de que, quando confrontadas com escolhas difíceis, se gere uma apatia geral em grande escala» (John Coleman in Conspirator's Hierarchy: The story of the Committee of 300).
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Os ocultos alçapões
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Levar à prática esta política de «terra queimada», destruir e simultaneamente substituir «criativamente», exige uma direcção central com poderes transcendentes. Este «governo sombra» já existe e está devidamente identificado. Dá pelo nome de «CFR-Council on Foreing Relations» (Conselho das Relações Externas). A sua natureza e o seu poderio não devem ser entendidos como sinais de uma simples sociedade secreta. O CFR é a cabeça do comando de centenas de sociedades secretas ou semi-secretas. Toma decisões, sem direito a recurso, da mais alta gravidade. Dita orientações inapeláveis ao FMI, ao Banco Mundial, à OCDE, aos países do G8, à ONU, à NATO, a tudo quanto traduza, no mundo capitalista, governo, poder e dinheiro. Por isso é cegamente obedecido pelos centros de decisão do grande capital, como é o caso do Clube de Bilderberg ou do poderoso Grupo de Davos. Ninguém penetra nos círculos do CFR sem ser convidado. E a decisão de convidar alguém só pode ser tomada pelo próprio CFR. Mesmo no caso das figuras de maior destaque político e financeiro. Por exemplo, o actual Papa, Joseph Ratzinger, faz parte do «Clube de Bilderberg» e é membro de grau 33 da Maçonaria. Foi um dos convidados do CFR. A revelação é feita por Estulin neste seu livro. A obra refere ainda, como fundador do Bilderberg (1954), o príncipe Bernhard da Holanda, 100 nomes dos detentores das principais fortunas mundiais e todos aqueles que desempenharam papéis de direcção de relevo e ainda estão vivos, nos países mais ricos e desenvolvidos, tais como os de Margaret Thatcher, Giscard d'Estaing, Bill Clinton, Tony Blair, Donald Rumsfeld, etc., etc. O CFR é também a instância suprema de uma pirâmide de «cachos» de grupos secretos e semi-secretos, tais como o Clube de Roma, a Trilateral, a Maçonaria, o Opus Dei, a Távola Redonda, a Sociedade dos Jesuítas Aristóteles e de muitos outros tentáculos do «polvo» capitalista.
É nas reuniões periódicas e ultra secretas do Clube Bilderberg, do grupo de Davos e do CFR, que se decidem guerras e destruições maciças, como as do Iraque, das Malvinas, dos bombardeamentos da Chechénia, das operações no Kosovo ou das atrocidades cometidas no Congo e no Sudão. «Quase todos os generais, almirantes, vice-almirantes, coronéis e capitães do Estado-Maior Conjunto (o grupo de experimentados veteranos de guerra que são a base das decisões dos presidentes dos EUA em todas as iniciativas bélicas) estão nas mãos e sob o controlo da organização irmã de Bilderberg – o temível Council on Foreign Relations» - esclarece Daniel Estulin.
Aliás, este seu trabalho está recheado de dados concretos inesperados. Num desses passos e a propósito da importância das decisões que são tomadas nas reuniões do Clube de Bilderberg, Estulin refere-se a Portugal.
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A jogada portuguesa
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O encontro anual dos Bilderbergs realizou-se, em 2004, num hotel em Stresa, em Itália. Da agenda da reunião, agora conhecida, constavam alíneas importantes nomeadamente, a ampliação da zona de Comércio Livre, o projecto de criação de três moedas universais, a harmonização tributária, o petróleo e o Médio Oriente, etc. Tudo isto são aspectos relacionados com as finanças e a economia, discutidos em vésperas do reconhecimento oficial da actual crise financeira. Refere Estulin: «Segundo uma fonte bem informada, presente na reunião, a jogada portuguesa de 2004 – isto é, a promoção em bloco dos bilderbergs portugueses – foi encenada em Stresa. Pedro Santana Lopes, o pouco conhecido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da República; José Manuel Durão Barroso, anterior primeiro-ministro, é agora presidente da Comissão Europeia; e José Sócrates, deputado, foi eleito líder do Partido Socialista, depois de Eduardo Ferro Rodrigues se demitir do cargo, em plena crise social e política (fontes próximas da investigação confirmam que essa crise também foi montada nos bastidores de Stresa, pelos bilderbergs)». Para além dos nomes já referidos, estiveram presentes outras entidades portuguesas, como Pinto Balsemão, António Guterres, Morais Sarmento e outros.
As reuniões anuais do Clube Bilderberg geram infalivelmente alterações profundas no panorama político mundial. Por si só, esta constatação seria suficiente para provar que estamos em presença de um «Governo Mundial Único». Outro facto indesmentível é a evidência de que todas as políticas dos ministérios de Sócrates são decalcadas nas instruções de Bilderberg. Ponto por ponto, como uma cartilha. Das grandes linhas gerais da acção governativa aos mais pequenos detalhes do comércio de computadores, da implantação de «chips», do alarmismo das falsas pandemias, das energias alternativas, das «lutas contra a pobreza» que não produzem resultados, das torrentes de dinheiro para os bancos falidos, das falácias em torno dos défices públicos e... tudo o mais.
Péssimo serviço prestaria ao povo quem tentasse ignorar que os riscos do momento que atravessamos são enormes e que é gigantesco o poder acumulado nas mãos dos representantes do grande capital. Mas o povo, os trabalhadores, os intelectuais, os explorados em geral, têm todas as razões para continuarem a lutar por um mundo melhor e mais justo. Importa que se ergam na denúncia da injustiça, que se organizem e lutem. Estulin encerra o seu livro com essas conclusões optimistas e positivas.
Os caminhos da globalização não são maré de rosas. O capitalismo global, para avançar depressa, queimou etapas. Atirou as finanças contra a economia. Faz a guerra pela globalização total, procura esmagar as nacionalidades e debate-se com o terrorismo. Pratica a estratégia da «terra queimada». Desperta os ódios das classes médias e a ira dos trabalhadores. Tentou a quadratura do círculo, não foi capaz, perdeu o pé e está na iminência de regressar ao fascismo puro e duro, sua matriz principal. Mas os capitalistas terão de aprender à sua custa que «a história de toda a sociedade até agora existente é a história da luta de classes». Daniel Estulin entende deste modo a situação presente e reforça a confiança que devemos ter no futuro e na nossa capacidade de lutar.
O capitalismo promete a paz e faz a guerra. Invoca a democracia e tece as malhas de uma sociedade concentracionária. Diz-se campeão do sucesso e da prosperidade e trata os pobres como se fossem gado. Faz aquilo que sabe não dever fazer: lançar na miséria mesmo aqueles a que tem chamado seus pares e proletariza as classes médias. O capitalismo global está cada vez mais isolado. Não consegue atingir o essencial das suas metas.
Não conseguiu fundir, como se propunha, os mercados europeus, norte-americanos e orientais. Não conseguiu instalar uma só Religião Universal. Não conseguiu confundir os povos e as nações, transformando-as em simples Regiões da Terra. Não conseguiu esvaziar de conteúdo o sentimento nacional dos povos. Não conseguiu extinguir as lutas de classes. Não conseguiu ocultar as suas relações com o terrorismo. Não conseguiu despovoar as grandes cidades. Lançou guerras punitivas, lançou a fome e o sofrimento. Mesmo assim não conseguiu exterminar os povos pobres até ao ano 2000, tal como a administração Bush pretendia. Não conseguiu fundir num só exército as forças armadas norte-americanas e russas. Não conseguiu alcançar a hegemonia absoluta nos sistemas da saúde e da educação em todos os países. Não conseguiu resolver os problemas internos do capitalismo.
A globalização é um falso mito. Construiu um monstro que a há-de devorar. O capitalismo morrerá afogado em oiro. Mas deixará atrás de si uma terra em ruínas que os pobres irão habitar.
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Avante Nº 1888
04.Fevereiro.2010
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segunda-feira, março 24, 2008

«Opus Dei» quer ser partido!...



Por entre sacrifícios impostos aos mais pobres pelos mais ricos e no labirinto dos medos de uma derrocada económica, erguem-se os fantasmas do passado : o regresso da repressão, a intimidação constante, a recusa do debate sério e a arrogância dos que tudo podem, querem e mandam. O Governo faz gala em exibir o seu despotismo e em zurzir os fracos com o chicote do Poder. De certo modo, surpreende que assim seja: as novas eleições são de aqui a um pouco mais que um ano. Muito dificilmente o povo português repetirá os erros do passado. Que sentido fará, então, esta política de verdadeiro suicídio eleitoral? A resposta plausível será esta: as forças que o Governo verdadeiramente representa contam com importantes alianças ocultas que a seu tempo se revelarão. Nomeadamente, os apoios extremos do grande capital e o manto protector de uma Igreja Católica cúmplice.
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Segundo esperam, Sócrates e os seus acólitos, quando chegar a altura própria, a Trilateral, a banca mundial, as gigantescas centrais capitalistas e o Vaticano, correrão a salvar os arrogantes leigos «socialistas». Para já, impõe-se preparar a operação e dar corpo a um movimento que possa articular entre si os partidos políticos da direita, os mercados, a Igreja e a «sociedade civil», tudo com a cobertura fornecida por uma comunicação social politicamente simpatizante e controlada. O plano em mente não é propriamente original. Já foi ensaiado, por exemplo, em Itália, em Espanha e no Brasil, com o seu folclórico «centrão». Nos bastidores da reacção portuguesa trabalha-se aceleradamente nesse mesmo sentido.

O casulo da intriga

Foi publicamente anunciado estar a ser constituído um novo partido político «não católico, mas de inspiração cristã», segundo as palavras do seu aparente «testa de ferro», o angélical dr. Rui Marques, homem do Opus Dei e ex-Alto Comissário da Imigração desde a era de Guterres o qual, como se sabe, come à mesa da Companhia de Jesus. O esperançoso partido chamar-se-á MEP-Partido da Esperança e tem um núcleo organizador de 60 elementos, em parte anónimos, mas que se sabe provirem de áreas do Opus Dei, dos jesuítas, dos franciscanos, das ONGS, das IPSS e, de maneira geral, da chamada «sociedade civil». Confessam o objectivo político e ideológico de ocuparem o centro do leque partidário, entre o PS e o PSD. Tal como a doutrina social da Igreja proclama, o MEP considera-se «perito em humanidades». E declaram, tal como dizia Escrivá de Balaguer, o fundador do Opus Dei, «Nós, meus filhos, somos gente da rua...» palavras que Rui Marques repete mudando a forma de expressão e declarando: «somos homens e mulheres comuns, muitos com trabalho social na área das instituições de solidariedade social, em ONGS, nos movimentos para o desenvolvimento, alguns deles ligados à Igreja. E porque não?» Santa simplicidade!...
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É esta inocente candura que leva, depois Rui Marques a desenvolver os seus raciocínios e a deixar-se ir, talvez, longe de mais: «Não é um partido de inspiração cristã. Não é esse o critério. A Igreja Católica em Portugal tem a convicção de que não há partidos católicos. Existem católicos em vários partidos, às vezes em partidos inesperados... Os católicos têm liberdade de filiação política e não há nenhum partido, nem pode haver, que se assuma como partido de católicos. É um projecto aconfessional, sem nenhuma referência religiosa, como deve ser!».
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Todos os dados que vão sendo conhecidos encaixam-se perfeitamente na hipótese de que estamos em presença não só do esboço simples de um novo partido mas de um plano de reforma do mapa político-partidário português, uma exigência dos amigos de Sócrates e da Igreja Católica. Intento megalómano, sem dúvida, mas com a marca evidente dos tecnocratas do Vaticano e equipado com as estratégias conspirativas do Opus Dei. À direita, o MEP deverá funcionar como partido-charneira, fazendo a ponte entre o Governo, a banca, as multinacionais e a Igreja; à esquerda, disfarçando-se com uma leve maquilhagem demagógica e epistolar, o MEP procurará encurralar e cilindrar os comunistas. Toda esta invasão dos acessos ao poder terá de ser faseada, desenvolvida pouco a pouco, grão a grão, como quem faz uma sopa. Mas deverá ser exacta e funcionar a curto prazo. Fácil é já prever que o MEP irá contar com orçamentos ilimitados e absorverá os militantes fugidos ao desabar da direita política convencional, de uma certa esquerda desempregada e revisionista, dos oportunistas políticos e da todo-poderosa doutrina social da Igreja com as suas armas de intervenção, como é por exemplo o caso da Comunidade de Santo Egídio, irmã gémea de Mário Soares ou do voluntariado católico de Vieira da Silva.
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É claro que, neste momento, os factos essenciais não estão ainda consumados. É importante, porém, que observemos com atenção este panorama de intriga, que equacionemos os seus perigos e que saibamos extrair a raiz quadrada àquilo que se prepara.
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in Avante 2008.03.20
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