A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, dezembro 25, 2009

e.conomia - Notícias 2009.12.21

Negócios, muitos negócios de fim de ano
21 Dezembro 2009

O ano foi de depressão, mas as duas últimas semanas prometem ser de pressão. Sobre a OPA à Cimpor, lançada pelos brasileiros da CSN, parece haver poucas dúvidas de que os 5,75 euros por acção são para subir, como se depreende de um “research” do BPI divulgado hoje pelo Negócios e parece ser confirmado pelo mercado.
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O Diário Económico salienta a posição da administração da Cimpor que considera que a proposta é hostil e desfavorável.
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Entretanto Isabel dos Santos continua a dar cartas em Portugal. A compra de 10% da Zon servirá para “dar a mão” à empresa portuguesa, numa estratégia de internacionalização no continente africano, diz o Negócios . O desempenho em bolsa da empresa coloca-a em destaque no panorama europeu
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Ainda a animar o sector empresarial português está a entrada na Galp no negócio do Gás Natural em Espanha, num investimento de 50 milhões de euros, escreveu ontem o Público
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Mais um passo na reforma da Saúde de Obama
O Senado norte-americano votou por 60 votos contra 40 a proposta de alteração à forma de funcionamento do sistema de saúde, naquela que foi a primeira de quatro votações esta semana. O objectivo é conseguir uma versão final até à quinta-feira, véspera de Natal, escreve o NYT

O The Guardian escreve que 30 milhões de norte-americanos vão passar a receber assistência de Saúde.
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A grande desilusão de Copenhaga
Stiglitz juntou a sua voz à dos que classificam a cimeira de Copenhaga com uma desilusão, escreve o Negócios citando a Bloomberg
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O diário de economia tem um caderno especial sobre a Cimeira e os passos que se seguem no próximo ano até à próxima Cimeira marcada para final de 2010.
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O The Guardian escreve que a única noticia que sai da Cimeira é um reconhecimento do Ocidente de que terá de negociar com o resto do mundo.
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O NYT escreve que o trabalho a sério só agora começou.
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Recuperação?
Sobre recuperação, Stiglitz diz que, pelo menos aos EUA, deveriam estar preparados para implementarem um segundo pacote de estímulo orçamental em 2010, escreve a Bloomberg
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Entretanto o BCE deixa mais avisos à Grécia, escreve o Público enquanto hoje, a Comissão Europeia, divulga o relatório trimestral de avaliação económica da Zona Euro, onde dá conta do fim da recessão no terceiro trimestre.
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No VOX dois economistas do Banco Central Europeu e um da Universidade de Bona analisam a reacção à crise dos “spreads” das obrigações da Zona Euro. Concluem que as obrigações alemãs ganharam um estatuto de “título refúgio” que não tinham antes e discordam dos que defendem a necessidade de se criarem uma obrigação europeia
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— e.conomia.info
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e.conomia - Notícias 2009.12.22

Moody's corta rating, mas ajuda Grécia
22 Dezembro 2009

Como se esperava, a Moody’s também decidiu cortar o rating atribuído à Grécia, mas a verdade é que a decisão tomada até acabou pro trazer um grande alívio às autoridades de Atenas e aos bancos do país. Como assinala a Bloomberg a descida do rating realizada foi apenas de A1 para A2, não se concretizando o cenário mais pessimista de retirada do nível A à Grécia, tal como já tinham feito a Standard & Poor´s e a Fitch. Se tal tivesse acontecido, a Grécia corria o risco de, caso o BCE retomasse no final de 2010, as suas habituais regras de aceitação de colaterais, ver as suas obrigações do Tesouro não serem aceites pelo BCE como garantia para os seus empréstimos. Para reforçar esta ideia, a Moody’s defende ainda no seu relatório que acha muito improvável que o BCE endureça as suas exigências de colateral, pelo que os bancos gregos não deverão ter problemas em obter financiamento por essa via.
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OCDE diz que subidas de impostos são inevitáveis
O novo economista chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan, diz, em entrevista ao Le Figaro, que as subidas de impostos nos países da OCDE “são inevitáveis”, defendendo ainda que “a zona euro, no seu todo, sairá da crise com os mesmos problemas com que entrou, ao contrário dos EUA”.
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Debate: Portugal está mesmo em risco de bancarrota?
Ricardo Reis escreveu ontem no jornal i sobre a ameaça de entrada de Portugal na bancarrota, assinalando que o risco deixou de ser zero. Carlos Santos e Pedro Lains responderam, relativizando o problema. Ricardo Reis não se ficou e deu nova resposta no blogue da Sedes.
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Carry-trade pode estar sob ameaça
O carry-trade com o dólar – uma prática corrente dos investidores que aproveitaram este ano para contrair empréstimos a taxas baixas nos EUA, investindo os fundos em locais com taxas mais elevadas – pode ser mais arriscada durante o próximo ano, revela um artigo publicado hoje pela Reuters.
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— e.conomia.info
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domingo, novembro 29, 2009

e,conomia 2009.11.23



Em poucos anos, EUA vão pagar, por ano, um montante de juros da dívida equivalente ao plano anticrise
23 Novembro 2009

O New York Times tem uma análise impressionante sobre o andamento das contas públicas nos EUA. Com uma dívida de cerca de 12 biliões de dólares, o Estado norte-americano paga agora, por ano, cerca de 202 mil milhões de euros em juros. Em 2019 serão 700 mil milhões, mesmo com reduções drásticas do défice orçamental, ou seja, mais ou menos um plano anticrise de Obama por ano. Estes são números conservadores diz o jornal.
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A pressão não é apenas de médio longo prazo. A curto prazo começaram já a sentir-se pressões significativas: os juros vão começar a subir e o Estado tem quantidades significativas de dívida a vencer no nos próximos meses.
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Paul Krugman comenta o artigo e insere-o numa lógica de histeria de défices.
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A Grécia a caminho de uma dívida pública de 150% do PIB
A situação na Grécia não está fácil. Depois do anúncio de que o défice orçamental deveria aumentar para 12,5% do PIB este ano, os mercados demoraram mas começaram a reagir levando os spreads a aumentar. Segundo o jornal Kathimerini o aumento de “spreads” custará cerca de 2,5 pontos de PIB por ano. Em 2014 a Grécia poderá ter um nível de dívida pública de 150% do PIB.
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Teixeira dos Santos diz que se Portugal não consolidar vai ser penalizado
No Negócios o ministro das Finanças defende a necessidade de pedir mais endividamento para este ano e justifica o acordo que estabeleceu com Bruxelas de redução do défice orçamental para 3% do PIB até 2013. “Se não acompanharmos o ajustamento orçamental internacional “acabaremos por ser penalizados”, acrescentando que “tendo [Portugal] sido já submetido a dois procedimentos por défice excessivo, o escrutínio a que vai estar sujeito será mais rigoroso”, escreve o jornal.
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Mercados nervosos com dívida dos países ricos
Sobre dívida pública dos países ricos, o Financial Times tem um artigo muito interessante. Os volumes de transacções de CDS (seguros de crédito) dos EUA, Japão e Reino Unido duplicaram no último ano, enquanto os do Brasil, Ucrânia e Indonésia estabilizaram. Os mercados estão a apostar mais nos “defaults” dos ricos.
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Bancos festejam antes das novas regras de regulação
Dominique Strauss Kahn, o director geral do FMI, deixou uma visão singular sobre o quê está a acontecer nos mercados. Para Kahn, as perspectivas de novas regras de regulação mais apertadas está a gerar um espírito de festa em antecipação junto das instituições financeiras.
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A economia não percebe a realidade que pretende retratar
Axel Leijonhufvud, professor nas universidades de Trento e UCLA, defende que há um problema profundo com o estudo da economia: os modelos têm como ponto de partida que a economia funciona num enquadramento de estabilidade afectada por fricções. Ora, Leijonhufvud diz que o mundo não é assim: “Falta à economia um conhecimento ancorado da natureza da realidade que é suposto iluminar”, escreve, acrescentando que “a instabilidade da alavancagem, a conectividade, e ainstabilidade potencial do nível de preços foram negligenciadas na teoria de estabilidade-com-fricções”. E assim sendo: “os governos não estão preparados para uma nova crise”.
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No outro artigo, também no VOX, Paul De Grauwe escreve sobre as deficiências dos modelos macroeconómicos que assume racionalidade quase perfeita dos agentes. Sugere um novo tipo de abordagem que permitira aos modelos levar em conta os exageros e os problemas de cognição dos agentes económicos, introduzindo as crenças (optimismo e pessimismo) dos agentes e assim replicando os “animal spirits” de Keynes.
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— e.conomia.info

quinta-feira, novembro 26, 2009

e.conomia -- notícias 2009.11.26

Dubai lança mercado financeiro numa nova crise
26 Novembro 2009

E, de repente, o Mundo enfronta uma nova ameaça de crise no mercado de crédito. Duas grandes empresas do Dubai pediram um adiamento e a reestruturação das suas emissões de dívida, colocando no ar a hipótese de um default na Cidade Estado onde se verificaram todos os excessos imobiliários. John Gapper, no seu blogue no FT, compara a situação que se vive actualmente no Dubai à da Flórida. Com uma diferença: o Dubai não tem o apoio do Governo dos EUA. No Guardian recorda-se o impacto que a crise financeira internacional teve num território que ambicionava ser o maior centro de negócios do Globo.
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Feldstein diz que a continuidade da zona euro está ameaçada
Martin Feldstein, ex presidente do NBER, escreve sobre a retoma na Europa e defende que países como a Grécia, Espanha, Irlanda e Portugal podem, nos próximos tempos, sentir fortes pressões para saírem da zona euro.
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A dívida pública dos EUA é ou não preocupante?
Paul Krugman tem dito que não. James Hamilton responde que sim e aposta que nos próximos cinco anos, o Tesouro norte-americano vai eventualmente fazer uma emissão de dívida que não encontre procura suficiente no mercado.
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Os ricos que paguem a crise
João Rodrigues, no Ladrão de Bicicletas, tenta dar conteúdo ao slogan “Os ricos que paguem a crise”. Aumento do escalão mais alto do IRS, mais medidas de combate à fraude fiscal e mais regulação no sistema bancário são algumas das propostas lançadas.
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— e.conomia.info
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