A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, agosto 07, 2012

67 anos pós-Hiroshima, ameaça nuclear ainda paira sobre o mundo


6 DE AGOSTO DE 2012 - 12H05 

Página Inicial


Há 67 anos, na manhã do dia 6 de agosto de 1945, o mundo assombrava-se ao conhecer o poder arrasador de um bomba atômica. A cidade de Hiroshima, no Japão, era alvo da primeira agressão nuclear da história. O ataque partiu dos Estados Unidos e matou cerca de 140 mil pessoas. Tanto tempo depois, o responsável por aquele momento de horror não foi punido e a ameaça nuclear ainda paira sobre a humanidade. 


Hiroshima, 6 de agosto de 1945 / Foto: Museu Memorial da Paz/Efe

"O que houve em Hiroshima não pode jamais ser esquecido. Foi um crime contra a humanidade, que deixou uma cidade inteira destruída. As pessoas foram derretidas, outras sentem efeitos da radiação até hoje. E os Estados Unidos nunca foram punidos por esse crime", critica a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes. 

Ela destaca que os EUA continuam com o controle sobre um arsenal atômico e se recusam a renunciar à possibilidade de lançar outra bomba. O CMP denuncia que os países detentores de armas atômicas as utilizam para chantagear povos e nações. Por outro lado, buscam impedir que outros países desenvolvam a tecnologia nuclear com fins pacíficos, concentrando, assim, o conhecimento e o lucro vindo desta atividade. 

"Eles tentam impedir, de forma hipócrita, que outros países usem esta tecnologia para fins pacíficos, como na medicina ou na produção de energia elétrica. Querem ter lucro com essa indústria nuclear pacífica. É uma tecnologia de ponta, que desejam dominar sozinhos. Por isso usam o discurso da ameaça de bomba atômica em nações onde isso não existe, como no caso do Irã", diz Socorro.

Para o CMP, a eliminação das armas nucleares é uma prioridade. Tanto que, em assembleia geral realizada no mês passado no Nepal, o Conselho decidiu dar novo impulso à campanha pelo desarmamento, uma bandeira antiga mas ainda atual. "Na década de 1950 ainda, o movimento mundial pela paz lançou o 'Apelo de Estocolmo', que dizia que deveria ser proibido o uso e a fabricação de armas nucleares. Usar a bomba seria então considerado crime contra a humanidade. A iniciativa recolheu 600 milhões de assinaturas, o que demonstra a grande vontade no mundo de eliminar tais armas", conta Socorro.

"O único país que já usou uma bomba nuclear foram os Estados Unidos. De lá para cá, a luta dos povos tem ajudado o combate a esse tipo de armamento. Foram criados protocolos, há hoje a agência internacional de energia atômica. Mas a questão não pode ser apenas barrar a proliferação das armas atômicas, é preciso acabar com aquelas que já existem", defende. 

Segundo ela, esse propósito ainda não foi alcançado por causa de uma "política de terror e guerra" utilizada pelas potências mundiais. "Há um sistema de governança que é imperialista, em que as potências buscam impor o seu poder através do medo. Os Estados Unidos não buscam dialogar, mas uma forma de dominar povos e nações. Para isso, utilizam armas cada vez mais sofisticadas, como drones, escudos antimísseis, armas cibernéticas. Não estão pensando em se desarmar", lamenta.

A ativista ainda destaca a solidariedade do movimento pela paz com a dor dos japoneses. "É um sofrimento que inclusive não acabou. Por isso fazemos um chamado a todos os defensores da paz para que continuem lutando contra todas as armas de destruição em massa", concluiu.

História

Hiroshima, 6 de agosto de 1945 / Foto: Museu Memorial da Paz/Efe

Naquela segunda-feira de agosto de 1945, muitas pessoas morreram instantaneamente. Outras seriam afetadas pela radiação, que provocou alterações sanguíneas, perturbou as funções da medula óssea e afetou órgãos internos, como fígado e pulmões, ao longo dos anos. 

Ruas, residências, escolas e hospitais – quase uma cidade inteira – desapareceram do mapa. Antes da bomba, havia cerca de 90 mil construções em Hiroshima; somente 28 mil permaneceram de pé após o ataque. 

Três dias depois, em 9 de agosto de 1945, outra bomba atômica era lançada sobre o Japão, desta vez na cidade de Nagasaki. Outras 80 mil pessoas foram pulverizadas naquele momento. 

As explosões foram ordenadas pelo então presidente norte-americano Harry S. Truman, supostamente para pôr fim à 2ª Guerra Mundial, que estava em curso desde 1939. Ele havia sido alertado das consequências pelos cientistas, mesmo assim decidiu pelo bombardeio. 

O fato é que a guerra no Pacífico já vivia seus momentos derradeiros e, um mês antes dos ataques, o Japão já planejava a rendição. O país estava cercado e destruído. Apesar do discurso construído de que as bombas apressaram o fim do conflito, o preço pago foi considerado alto demais e desnecessário.

"Naquela altura, o Japão já estava praticamente derrotado, a guerra estava decidida. A bomba serviu, na verdade, como uma demonstração de força dos Estados Unidos, para marcar o que seria o pós-guerra. Era uma exibição da hegemonia norte-americana no mundo", ressalta Ricardo Alemão Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB.

Alemão reitera as denúncias do CMP. "O que houve desde então foi o controle da tecnologia nuclear por alguns, que tentam evitar que outros países tenham acesso a esse conhecimento. As armas proliferaram entre aqueles países que eram de interesse das potências, como é o caso de Israel. Foi algo como 'podem ter armas nucleares os amigos, não os inimigos'. E estas armas têm sido usadas como instrumento de opressão e para reafirmar o poderio norte-americano", afirma.

Após o desastre, Hiroshima construiu museus e memoriais para honrar as vítimas. O local do epicentro da explosão abriga hoje o Parque Memorial da Paz, idealizado pelo renomado arquiteto japonês Kenzo Tange. O local tornou-se patrimônio mundial da Unesco, em 1996. Nesta segunda-feira, aquela tragédia sem precedentes na história da humanidade está sendo lembrada no Japão, à sombra do acidente nuclear de Fukushima, no ano passado.

As várias manifestações que acontecem no país para lembrar a bomba atômica têm como pano de fundo a crescente contestação à energia nuclear. Cerca de 50 mil pessoas participaram na cerimônia oficial e milhares de outras espalharam-se por numerosos atos, concertos e palestras organizados em Hiroshima. 

As atividades reuniram sobreviventes de Hiroshima, hoje com mais de 70 anos, e habitantes do entorno da central nuclear de Fukushima, que foi evacuada depois do desastre de 11 de março de 2011.

A maioria dos sobrevientes da bomba, conhecidos pelo nome de hibakusha, também opõe-se firmemente a toda e qualquer utilização da energia atômica. “Queremos trabalhar com as pessoas de Fukushima. Juntar as nossas vozes para que o nuclear nunca mais faça vítimas”, disse Toshiyuki Mimaki, aos 70 anos – um sobrevivente do horror.

Da Redação,
Joana Rozowykwiat, com agências.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Rússia reafirma que não há provas de que o Irã fabricará bomba

Mundo

Vermelho - 23 de Setembro de 2010 - 20h23

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou nesta quinta-feira (23) que não existem provas de que o Irã deseja fabricar uma arma nuclear, mas para que as sanções possam ser desativadas o país deve confirmar que seu projeto nuclear é de caráter exclusivamente pacífico.

"Hoje não existem provas de que Teerã está fabricando uma bomba nuclear. Moscou está convencida que o Irã só deseja ter o ciclo completo de combustível nuclear e o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares não é proibitivo. Mas o programa nuclear do irã suscita suspeitas e o país deve dissipá-las com a ajuda do grupo dos seis países mediadores", disse Lavrov em uma entrevista à cadeia estadunidense PBS.

Os programas espaciais, nucleares e de mísseis que o Irã desenvolve são usados como pretexto das suspeitas pelos EUA e aliados. Esses países acusam o Irã de desenvolver armamento nuclear sob a cobertura de seu programa civil de energia atômica.

O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções ao Irã, exigindo que renuncie ao enriquecimento de urânio. Teerã está decidida a continuar seu programa nuclear que, conforme afirma, tem apenas fins pacíficos.

O grupo dos seis países mediadores para o problema nuclear iraniano é composto justamente pelas nações que mais pressionam o país contra seu programa, como EUA, Reino Unido, França e Alemanha. Além destes quatro países, China e Rússia participam do grupo.

"As sanções impostas a Teerã serão levantadas assim que o país prove que seu programa nuclear tem fins pacíficos", destacou o ministro russo.

Da redação, com RIA Novosti
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quarta-feira, agosto 11, 2010

Fidel Castro: Israel não atacará primeiro

Mundo

Vermelho - 11 de Agosto de 2010 - 9h39 



Num texto curto, o líder da Revolução cubana volta a chamar a atenção para os riscos embutidos na Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que sanciona o Irã.

Por Fidel Castro, em Prensa Latina

Os ex-oficiais da CIA Phil Giraldi e Larry Johnson; W. Patrick Lang, das Forças Especiais da Agência de Inteligência da Defensa; Ray McGovern, da Agência de Inteligencia da Armada e da CIA, e outros ex-altos oficiais com longos anos de serviço, têm razão quando advertem Obama de que o primeiro-ministro de Israel projetou um ataque surpresa com a ideia de obrigar os Estados Unidos à guerra contra o Irã. Mas, com a Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Israel conseguiu que os Estados Unidos se comprometesse a ser o primeiro a atacar.

Depois disso, Netanyahu não se atreveria a ser o primeiro a fazê-lo, já que uma ação deste tipo o confrontaria com todas as potências nucleares e ele não é estúpido. Entre todos os inimigos do Irã criaram uma situação absurda. A Obama no restaria outra alternativa do que ordenar a morte de centenas de milhões de pessoas inocentes, os tripulantes de suas embarcações de guerra nas proximidades do Irã seriam os primeiros a morrer e ele não é um assassino.

É o que penso sem medo de estar enganado.

O pior que poderia ocorrer é que alguém cometesse um erro funesto que precipitasse os acontecimentos antes que vença o prazo do Conselho de Segurança para inspecionar o primeiro navio mercante iraniano. Mas não há razão para ser tão pessimista.

Fidel Castro Ruz

10 de agosto de 2010
19h 30 
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segunda-feira, agosto 09, 2010

65 anos depois de Hiroshima: a Cimeira da Nato em Lisboa, novos perigos para a paz

Conferência de Imprensa, Ângelo Alves, da Comissão Política do CC e da Secção Internacional do PCP

65 anos depois de Hiroshima: a Cimeira da Nato em Lisboa, novos perigos para a paz

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Há 65 anos o mundo testemunhou um dos mais hediondos crimes contra Humanidade. 6 e 9 de Agosto - os dias em que Hirsohima e Nagasaki foram reduzidas a cinzas após o lançamento, pela primeira vez na História, de duas bombas atómicas - são duas das mais negras páginas da História Mundial que não devem nem podem ser esquecidas. 
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O bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki não foi uma obra do acaso, e muito menos uma necessária estratégia militar para garantir a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial. O lançamento de duas bombas atómicas sobre populações civis foi uma premeditada e criminosa decisão do imperialismo norte-americano visando a demente afirmação da sua supremacia militar e tecnológica e a sinalização da sua política de crescente confrontação com a então União Soviética e de início da chamada “guerra fria”.
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O acto de relembrar o crime de terrorismo de Estado cometido pelos EUA contra as populações mártir de Hiroshima e Nagasaki não é, para o PCP, um simples tributo às vítimas do horror nuclear. Para o PCP, relembrar Hiroshima e Nagasaki é acima de tudo manter viva a memória do holocausto nuclear - para que dele se retirem todas as lições - e reafirmar a importância crucial da luta contra o militarismo, o imperialismo e a guerra, pela paz, o desarmamento, a resolução pacífica dos conflitos e a cooperação entre os povos.
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Hiroshima e Nagasaki foram uma trágica demonstração de quão longe pode ir o imperialismo na utilização do militarismo e da guerra como parte da sua estratégia de dominação económica e geoestratégica. 
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Hoje, passados 65 anos, num quadro internacional marcado pelo aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, pelo brutal aprofundamento da exploração dos trabalhadores e dos povos, por sérias derivas anti-democráticas, pela ingerência externa e ataques à soberania dos povos, por crescentes rivalidades inter-imperialistas e por complexos processos de rearrumação de forças no plano internacional, a realidade demonstra que infelizmente o militarismo, a guerra e a agressão, continuam a ser instrumentos centrais da estratégia imperialista.
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A ofensiva militarista protagonizada pelas principais potências mundiais e pela NATO assume hoje um carácter global e multifacetado. Desmentindo a propaganda e as palavras fáceis da “mudança”, do “diálogo”, da “contenção” e da “diplomacia” que marcaram a eleição de Barack Obama e a atribuição ao Presidente norte-americano do prémio Nobel da Paz, a actualidade internacional é marcada pela intensificação das guerras imperialistas, nomeadamente no Iraque e no Afeganistão; pelo escandaloso aumento das despesas militares - segundo os últimos dados disponíveis a despesa militar aumentou em plena crise económica internacional 6% entre 2008 e 2009 e 49% entre 2000 e 2009, atingindo o valor recorde de 1,5 Biliões de Dólares –, pela consolidação e aprofundamento de blocos-político militares agressivos como a NATO, pela militarização acelerada de blocos como a União Europeia e por uma perigosa teia de acções estratégico-militares visando vários países e povos. 
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O PCP acompanha com extrema preocupação os diversos focos de tensão que caracterizam a actual situação internacional e que são indissociáveis da política de ingerência e militarismo dos EUA e da NATO: No extremo oriente com as recentes manobras militares sul coreanas e dos EUA nos mares Amarelo e do Japão e com as reiteradas afrontas à China, como com a venda de armamento a Taiwan; na América Latina com as recentes provocações à Venezuela, a reactivação da IV Esquadra dos EUA, a instalação de inúmeras bases militares norte-americanas na Colômbia e outros países da região e com as ocupações militares de facto do Haiti e da Costa Rica e o golpe de Estado nas Honduras; e, muito especialmente, no Médio Oriente, com as recentes provocações israelitas na linha azul entre o Líbano e Israel (que provocaram a morte a vários soldados libaneses e a um jornalista membro do Partido Comunista Libanês a quem o PCP presta sentida homenagem), com a actuação impune de Israel prosseguindo a sua política de terrorismo de Estado contra o povo palestiniano e contra aqueles que com eles se solidarizam, ou ainda com a extremamente perigosa escalada contra o Irão a pretexto do alegado perigo nuclear, ignorando-se recentes e importantes passos da diplomacia como o acordo de troca de combustível nuclear entre Irão, Turquia e Brasil. 
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As acções e crimes dos EUA e NATO em toda a zona do Médio Oriente e Ásia Central, alguns das quais recentemente confirmados com a divulgação de documentos militares norte-americanos, configuram um perigosíssimo quadro numa das mais tensas regiões do Mundo, e desmascaram por completo as campanhas de reabilitação da imagem do imperialismo norte-americano e da NATO dos últimos dois anos. Não é com a profusão de matanças de civis e outros crimes de guerra, com o continuado apoio e fornecimento militar a vários países da região, Israel incluído, com a manutenção da ocupação do Iraque e a utilização de armas proibidas nesta guerra de agressão, com a intensificação da guerra no Afeganistão, com as crescentes ameaças ao Irão e agora ao Paquistão, com o descarado apoio à política de terrorismo de Estado e de provocação internacional de Israel, com o silêncio cúmplice face ao mais que provado arsenal nuclear israelita, que se pode contribuir para a paz na região.
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Se os EUA e NATO estivessem de facto interessados numa real política de desarmamento não usariam o artifício da instrumentalização do Tratado de Não Proliferação – cuja conferência de revisão se saldou por muita propaganda dos EUA mas por decisões muito limitadas – para servir a sua estratégia de pressões e ingerências contra países da região como o Irão e a Síria. Se EUA e NATO estivessem de facto interessados no desarmamento nuclear não insistiriam - como está previsto no que se conhece dos elementos centrais do novo conceito estratégico da NATO a ser aprovado na cimeira de Lisboa em Novembro - na manutenção de um poderosíssimo arsenal nuclear (num total combinado de mais de 10.000 ogivas nucleares) passível de ser utilizado em ataques militares, não insistiriam no estacionamento de armas nucleares norte-americanas em diversos países da Europa - numa acção que contraria frontalmente um dos três pilares do TNP – e não avançariam para decisões, como a recentemente tomada pelo Reino Unido, de vender tecnologia nuclear à Índia, País não signatário do Tratado de Não Proliferação. 
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Se por parte dos EUA e da NATO houvesse um real desígnio de desarmamento nuclear teriam então de começar por reduzir significativamente o seu próprio poderio nuclear, teriam que pôr fim às ocupações e às guerras de agressão numa das zonas mais instáveis do Mundo, teriam de garantir ao povo palestiniano o direito à sua pátria livre e independente e teriam que pressionar Israel a declarar e eliminar o seu arsenal nuclear, condição primeira e essencial para uma desejada, e há muito defendida pelas forças progressistas de todo o Mundo, Zona Livre de Armas Nucleares no Médio Oriente. 
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Mas tal não está a acontecer. E não acontece porque a questão nuclear, como o provou Hiroshima e Nagasaki não é separável da situação internacional e das opções de fundo do imperialismo. Não acontece porque, num período de intensa crise e de perda de peso relativo das principais potências capitalistas mundiais, o militarismo continua a afirmar-se como a outra face da globalização económica capitalista e a NATO confirma-se como a polícia de choque das principais potências capitalistas mundiais. Não acontece porque os EUA e a NATO instrumentalizam o direito internacional e usam as instituições internacionais como a ONU e o seu Conselho de Segurança, não para consertar posições, alcançar consensos e contribuir para o desanuviamento internacional, mas para impor os seus interesses e estratégia.
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É num quadro extremamente complexo e perigoso para os povos do Mundo e para a Humanidade que se realizará em Portugal a Cimeira da NATO. Prevista para Novembro deste ano, ela terá três objectivos essenciais: Amarrar os seus membros ao atoleiro militar em que se transformou a guerra do Afeganistão e à decisão de incrementar ainda mais os gastos militares com esta e outras guerras; Aprovar um novo conceito estratégico abertamente agressivo, de intervenção global da NATO sob qualquer pretexto, conferindo-lhe um leque de missões e objectivos que apontam para a sua sobreposição em relação à própria ONU, elevando-se assim este bloco Político-Militar a um novo patamar como instrumento de ingerência e de agressão a nível mundial; e por último envolver os membros da NATO no projecto de instalação de sistemas antimíssil na Europa, decisão que a ser concretizada representaria o fim do equilíbrio estratégico nuclear ainda existente entre as duas principais potências nucleares mundiais.
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E é neste quadro e tendo em conta o perigo que os objectivos da cimeira da NATO representam para os povos do Mundo que o PCP está fortemente empenhado em desenvolver, por ocasião desta cimeira em Portugal, um forte movimento popular de luta pela paz e contra a política militarista e agressiva da NATO. Política que infelizmente, e numa acção contrária ao sinal da Constituição da República Portuguesa, o Governo português apoia, como o demonstra aliás a decisão de receber mais uma cimeira da guerra no nosso País.
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65 anos depois de Hiroshima e Nagasaki, O PCP apela a todos os amantes da paz, aos trabalhadores, aos democratas, à juventude e ao povo português em geral que se mobilizem em torno da Campanha “Paz Sim, Nato Não” que congrega mais de 100 organizações e que face ao conclave do militarismo e da guerra em Portugal elevem bem a voz em defesa da paz, do desarmamento, da cooperação e da amizade entre os povos. Será a luta dos povos que melhor garantirá o sucesso da conhecida frase “para que nunca mais aconteça”.
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Fidel volta a alertar para o perigo de guerra nuclear

América Latina

Vermelho - 7 de Agosto de 2010 - 19h00


O líder da revolução cubana, Fidel Castro, alertou neste sábado (7) os deputados cubanos sobre o perigo de uma guerra nuclear, que considera evitável se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, for persuadido a modificar sua política em relação ao Irã.

De pé na tribuna da Assembleia Nacional (Parlamento), no tradicional uniforme verde-oliva, Castro leu uma breve mensagem sobre o conflito nuclear que, em sua opinião, explodiria se os Estados Unidos e Israel atacassem o Irã.

Obama

Ele está convencido de que Obama pode evitar a catástrofe. "Um homem terá que tomar sozinho a decisão: o presidente dos Estados Unidos. Com certeza, por suas múltiplas ocupações, não se deu conta, no entanto (do risco de uma guerra nuclear). Mas seus assessores começam a compreendê-lo".

"No mesmo instante em que (Obama) desse a ordem”, ponderou, “estaria ordenando a morte instantânea não apenas de centenas de milhões de pessoas, entre elas um incalculável número de sua própria pátria, assim como os tripulantes de todos os navios da frota dos EUA nos mares em torno ao Irã. Simultaneamente, a conflagração explodiria em todo o Oriente e em toda a Eurásia".

Esforço dissuasivo


"Quis o acaso”, complementou o ex-presidente de Cuba, “que neste instante preciso, o presidente dos Estados Unidos seja um descendente de africano e de branco, de maometano e cristão. Não dará (a ordem) se tomar consciência disso. É o que estamos fazendo aqui" (...) "Estamos dando uma contribuição a esse esforço dissuasivo".

Em suas últimas reflexões, Fidel tem reiterado a convicção de que a conjuntura de crescente agressividade do imperialismo contra o Irã pode precipitar uma guerra nuclear. Confira outros pensamentos que ele externou na mensagem ao Parlamento cubano:
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"A vantagem de Obama é que não é Nixon, Nixon era um cínico".

"Não demorei muito em me dar conta de que havia uma esperança e muito profunda, certamente. Se a oportunidade se perdesse, o desastre adquiriria a pior das consequências. A espécie humana não teria então salvação possível.

"O que importa é o que vão fazer agora, se é que estão realmente decididos a lutar para impedir a guerra. E me parece muito bem isso" (em relação à China, Rússia e União Europeia).

"A ordem atual estabelecida no planeta (depois de um eventual conflito nuclear) não poderá perdurar e inevitavelmente será derrubada, de imediato. As chamadas divisas conversíveis perderão seu valor como instrumento do sistema que impôs um aporte de riquezas, de suor e sacrifícios sem limites aos povos".

"Nunca na história houve situação como esta".

Com agências
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sexta-feira, agosto 06, 2010

Socorro Gomes: "65 anos nos separam de uma marcante tragédia"

Mundo

Vermelho - 5 de Agosto de 2010 - 8h03


A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, encontra-se no Japão, onde participa da Conferência Mundial contra as Armas Nucleares, na cidade de Hiroxima, e dos atos oficiais organizados por ocasião do 65º aniversário da explosão da bomba atômica, que transcorre em 6 de agosto. Nesta quinta (5), Socorro discursou em Hiroxima.

Leia abaixo a íntegra do discurso, na ocasião do transcurso dos 65 anos dos bombardeios nucleares pelos Estados Unidos da América (EUA) contra o povo japonês:

"Hoje, quando 65 anos nos separam de uma marcante e inesquecível tragédia para a humanidade, algumas simbólicas reminiscências brilham em nossa memória sob os céus da cidade de Hiroxima. Acompanha-nos, em sonora e solene circunstância, uma composição musical do ex-embaixador e poeta brasileiro Vinícius de Moraes, já falecido, ao lado de outro patrício, Gerson Conrad, sob o título “Rosa de Hiroxima”:


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

O dramático apelo, que ganha substância nos versos do poeta tornou-se emblemático em inúmeros países. E também ofereceu sua singela contribuição, entre as muitas manifestações do espírito humano ofendido pelo genocídio atômico, para que se criasse uma consciência universal em oposição ao uso destrutivo da energia nuclear e ao seu monopólio pelas potências armadas, hegemonizadas pelos Estados Unidos da América.

E foi essa crescente consciência universal que conduziu a luta dos povos, ao longo de décadas, pela paz mundial, em oposição às guerras imperialistas promovidas em todos os continentes e movidas, sobretudo pelos interesses econômicos hegemonistas dos EUA. Isso foi marcante na segunda metade do século passado e cresceu, numa frequência amiúde, na primeira década do atual século 21, sobretudo com as invasões de países como o Afeganistão e o Iraque.

Em todos esses momentos, a chantagem nuclear teve seus desdobramentos, desde os ataques massivos genocidas sobre Hiroxima e Nagasaki. Em resposta a essa arrogância, também cresceu no mundo o clamor pelo desarmamento nuclear. O Conselho Mundial da Paz e todas as organizações que o integram estão engajados neste clamor e nesta luta.

Temos a convicção de que é possível dar passos concretos no sentido do desarmamento. O CMP tem atuado nesse sentido, tendo organizado importantes atividades e participado de outras, organizadas por diferentes movimentos, e de eventos oficiais no quadro das Nações Unidas.

Nosso propósito, ao promover e participar dessas atividades, consiste em ampliar a discussão sobre o assunto com a sociedade e conquistá-la para as atuais e futuras batalhas.

Vive em nossa memória o Apelo de Estocolmo, lançado pelo Conselho Mundial da Paz há 60 anos, quando ocorreu uma expressiva mobilização do movimento pacifista e alcançou-se 600 milhões de assinaturas. Hoje, consideramos que não é factível a não-proliferação sem desarmamento, visto que já existem os instrumentos para a não-proliferação sem que se tenham afirmado as medidas para o desarmamento.

Os EUA, com a pretensão hegemonista que consiste em estabelecer draconianas regras apenas para os demais países do planeta, se afirmam como o maior entrave ao desarmamento. Ao tempo que vedam a outros países os avanços tecnológicos, elevam seu orçamento militar para manter e modernizar suas armas nucleares.

A humanidade terá sempre as tragédias de Hiroxima e Nagasaki como espadas cravadas em seu espírito e na espinha dorsal do processo civilizatório, nos únicos ataques onde se utilizou armas nucleares. Prevalece a consciência de que, naquele momento, os povos foram abalados pela eclosão sem paralelos da destruição em massa. Historicamente, não se apresentou, até a atualidade, nenhum episódio que, de longe, fosse comparável a tanto terror. As estimativas do total de pessoas executadas em massa ultrapassam em muito as avaliações de 140 mil em Hiroxima e 80 mil em Nagasaki — em sua maioria, civis. São consideravelmente mais elevadas, essas estimativas, quando se contabiliza as mortes e mutilações congênitas posteriores, devidas à exposição à radiação.

Entretanto, ao longo das décadas que nos separam das tragédias assinaladas de Hiroxima e Nagasaki, os EUA demonstraram — do Vietnã ao Iraque e Afeganistão, entre as inúmeras guerras que engendrou de modo mais ou menos ostensivo e devastador — que não houve nação mais agressiva e desumana ao longo do processo do desenvolvimento histórico. Suas vítimas no mundo inteiro se contam aos milhões. Cresce também sua capacidade em criminalizar as nações vitimadas, desde as versões fantasiosas e caluniosas sobre “ameaças” que se inspiram no seu próprio terrorismo de Estado, a exemplo do que ocorre hoje em relação ao Irã.

Considerando a necessidade de desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos, da não proliferação das armas nucleares e do desarmamento, compartilhamos a opinião que os países não devem assinar o Protocolo Adicional ao TNP.

Os países não podem se submeter às pressões, ameaças ou chantagens que acenam com a possibilidade de uso da arma atômica contra quem não for signatário do tratado de não-proliferação em função de sua cláusula adicional. E devem se pronunciar criticamente quanto ao anúncio das novas orientações dos EUA sobre sua política nuclear. No TNP, o desarmamento é declaratório e, no caso da não-proliferação é mandatório, realçando desequilíbrio quanto aos interesses do conjunto dos 172 Estados-Parte.

O ambiente em que vivemos hoje esclarece nitidamente que as potências nucleares não se voltam para a proteção da humanidade, mas para a defesa dos seus interesses próprios quando anunciam — no caso dos Estados Unidos e Rússia — um acordo de redução dos arsenais nucleares. E são crescentes as evidências de que os tratados acerca das armas nucleares alcançam tão somente um desequilíbrio destinado a preservar a posição dos possuidores de poderosos arsenais, à frente os EUA, capazes de destruir a humanidade, tornando a vida mais vulnerável e o mundo mais perigoso e inseguro.

E isso apenas coonesta a tendência destrutiva predominante na história dos grandes impérios, indisfarçavelmente mais ameaçadores em defesa de sua hegemonia, em especial nos momentos de maiores dificuldades e crises, tornando-se mais ofensivos e beligerantes.

A manutenção dos grandiosos arsenais nucleares representa igualmente imensas despesas voltadas para a miniaturização, a alta precisão e a produção de cargas variáveis dessas armas para que sejam operacionais em guerras localizadas — único tipo de guerra imaginável desde a perversa destruição de Hiroxima e Nagasaki.

Os países — a esmagadora maioria dos Estados-Parte da ONU — prejudicados pela ação excludente do hegemonismo imperialista, devem buscar a ampliação do espaço da energia nuclear para fins pacíficos nas mesas de negociações, devidamente informados de que esta posição contraria os países armados, que se recusam a partilhar decisões quando o assunto é segurança.

Pois, sabemos que, nos bastidores dessas negociações, predominam formidáveis e fortíssimos interesses econômicos que se ocultam sob o tema da não-proliferação de armas nucleares para barrar o evento de novos pretendentes ao protagonismo no cenário econômico internacional.

A 8ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares – TNP revelou que há muitas resistências à agenda das potências armadas contra a humanidade, mas os estados nucleares membros da Otan (EUA, Reino Unido, França), com o apoio ocasional da Rússia, reafirmaram, de modo arrogante, que a dissuasão nuclear persiste como especial estratégia de defesa das grandes potências.

Não obstante a reafirmação da política hegemonista na 8ª Conferência de Revisão do TNP, destacamos quatro aspectos sensíveis da resistência mundial entre as suas decisões, que, ainda acanhadas, exigem maior atenção:

  1. O debate do desarmamento nuclear persistirá, nos termos da correlação já desenhada, na Comissão de Desarmamento da ONU.
  2. A elaboração, ainda em perspectiva, de um instrumento juridicamente vinculante de garantias do não-uso ou ameaça de uso de armas nucleares contra os países desprovidos dessas armas.
  3. Uma resolução que convoca a realização de uma conferência, postergada para 2012, destinada a debater a implementação de uma Zona Livre de Armas Nucleares no Oriente Médio.
  4. Uma ainda tímida e insuficiente demanda para que Israel — o maior obstáculo à construção da paz na região, que chegou a vender armas nucleares ao regime do apartheid da África do Sul — se incorpore ao TNP e coloque seus arsenais sob vigilância da AIEA.
Neste concerto da resistência mundial, consideramos, enfim, que deve persistir a luta pelo direito inalienável de cada Estado-Parte de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos e em defesa da completa eliminação dos arsenais nucleares.

Companheiras e companheiros, senhoras e senhores, vivemos em um mundo mergulhado em profundas crises econômicas e sociais, que geram grandes conflitos. As contradições interimperialistas e de classes podem redundar em maiores tensões e conflitos armados. O imperialismo norte-americano e seus aliados da Otan preparam desenfreadamente planos de intervenções e guerras nas diversas regiões do mundo que podem ter efeitos trágicos para as soberanias nacionais e aos direitos dos povos e ameaçar a própria sobrevivência da humanidade.

A aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, e a imposição de sanções unilaterais adicionais pelos EUA e pela União Européia, visam à manutenção do atual sistema de poder mundial, caracterizado pela hegemonia dos EUA,

As estratégias militar e de segurança nacional dos EUA mantêm seu caráter agressivo e contrariam a retórica de cooperação e multilateralismo. Essas estratégias consistem em planos para impor principalmente pela força e se necessário pela guerra os interesses hegemônicos dos EUA. Segundo essas novas estratégias, os EUA, alegando a prioridade para a prevenção da proliferação nuclear, autorizam a si mesmos, em nome dos seus “interesses vitais” ou de seus aliados, como Israel, a realizar um ataque com armas nucleares, em condições “extremas”, contra qualquer país. Na verdade, é a continuidade da política de “guerra preventiva” e de “guerra infinita” de George Bush. Em outras palavras, manter o poder dos EUA pela força militar, custe o que custar à humanidade.

Os EUA investirão em 2011, 780 bilhões de dólares em suas forças armadas, orçamento recorde desde o final da Segunda Guerra que supera em 49% o orçamento de 2000, e que é maior que os gastos militares somados de todos os demais países do mundo. Os EUA insistem em manter bases militares por todo o globo terrestre, em todos os mares e oceanos. Ultimamente têm intensificado a instalação de tais bases na América Latina, na África, no Oceano Índico e na Ásia Central.

Os EUA e a Otan se capacitam para o que chamam de “Ataque Global Imediato Convencional”. Com a nova estratégia da Otan, que passará a atuar em todos os continentes e mares, até as Ilhas Malvinas e outros territórios próximos da América do Sul, são reais ou potenciais bases militares da aliança agressiva. As forças especiais dos EUA, especializadas em ações clandestinas de guerra, em missões de inteligência, subversão e “desestabilização”, já operam em 75 países, sendo que há um ano estavam em 60 países. “O mundo é o campo de batalha”, disse um alto oficial das forças especiais estadunidenses.

A preparação da agressão ao Irã se intensifica. Para o imperialismo é preciso conter o Irã, reforçar o poderio de Israel a fim de não comprometer o seu controle na região do Oriente Médio e da Ásia Central. EUA e Israel se preparam para uma possível intervenção militar, deslocando forças navais através do Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico, próximo às costas marítimas iranianas. Negociam com a Arábia Saudita o uso do espaço aéreo em eventuais bombardeios.

O roteiro dos EUA é similar ao da guerra contra o Iraque, com pressões diplomáticas, medidas cerceadoras na ONU, campanha midiática com base em falsidades, a alegação de eventual descumprimento das sanções, e o acionar do plano de intervenção militar, direta ou através de Israel. Muitas lideranças políticas, intelectuais e especialistas no tema militar, inclusive nos EUA, levantam a possibilidade da guerra contra o Irã ser “a guerra de Obama”, assim como a guerra do Afeganistão e do Iraque foram as guerras de Bush, que Obama continua.

Na Ásia Central e no Oriente Médio, região estratégica para o domínio imperialista global, os EUA e seus aliados da Otan aumentam seus efetivos militares no Afeganistão, prolongam a guerra e prorrogam a ocupação militar no Iraque e adotam medidas para instalar bases militares na Ásia Central.

Os EUA e Israel ameaçam a Síria e as forças patrióticas no Líbano, sustentam a ocupação na Palestina e o bloqueio criminoso contra a Faixa de Gaza, que a flotilha humanitária, covardemente atacada pelos militares israelenses, tão bem denunciou.

No leste da Ásia os EUA realizaram recentemente, em conjunto com a Coreia do Sul, manobras militares de grande porte na Península Coreana. Em seguida acusaram o governo norte-coreano de afundar um navio de guerra sul-coreano, quando surgem fortes suspeitas de que as próprias forças militares e de inteligência ianques teriam colocado uma mina na embarcação para criar artificialmente uma tensão com a República Popular Democrática da Coreia e tentar isolá-la internacionalmente. Há duas semanas, acentuaram-se os traços agressivos da ação estadunidense na região, com a realização de novas manobras militares na Península e a adoção de novas sanções contra a Coreia do Norte.

Além desses objetivos, os EUA, depois de fortes pressões, conseguiu a manutenção das bases militares em território japonês, em especial a base de Okinawa.

Um pacto entre os governos da Índia e dos Estados Unidos para, nas palavras deles, "conter o terrorismo" foi assinado em 23 de julho em Nova Delhi.

Segundo o pacto, os serviços de segurança e inteligência dos dois países serão compartilhados, em áreas como a segurança marítima, grandes eventos e na "luta conjunta em bases globais contra um inimigo comum, o terrorismo". Esta é mais uma demonstração do intervencionismo norte-americano e da preparação de medidas antidemocráticas em nome da “luta contra o terrorismo”.

Na América Latina recrudescem as pressões contra a Revolução Cubana, a Revolução Bolivariana da Venezuela e os processos democráticos, populares e antiimperialistas em toda a região. Após a reativação da 4ª Frota, os EUA instalam novas bases militares, como em Honduras, onde ajudaram a promover um golpe de estado. A pretexto de ajuda humanitária ao Haiti, após o terremoto no início deste ano, forças militares estadunidenses com mais de 15 mil soldados desembarcaram no país.

Nos últimos dias mais de sete mil soldados, 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos e helicópteros dos EUA instalaram-se em bases na Costa Rica, supostamente para combater o narcotráfico. O governo colombiano que fez um pacto militar com os Estados Unidos e mantêm em seu território sete bases militares em convênio com Washington, segue a linha traçada pelos EUA de tornar o país uma Israel da América Latina e do Caribe.

A resistência dos povos e países oprimidos está impondo derrotas ao imperialismo, no Oriente Médio, na Ásia Central e em outros cantos da Terra. Na América Latina, continuam a florescer as forças populares, democráticas e antiimperialistas.

As recentes provocações do governo colombiano contra a Venezuela obedecem a um plano ardiloso e sinistro de Washington. Os Estados Unidos têm interesse na guerra e buscam criar as condições para uma conflagração na região.

O mundo, e em especial a América Latina, vivem um momento de transição e mudança. Na América Latina foram eleitos vários governos progressistas que, embora em graus diferenciados, contestam a hegemonia norte-americana e buscam abrir caminho para um desenvolvimento soberano e a integração política e econômica da região.

Com a economia em frangalhos e num processo histórico de decadência, os EUA recorrem ao poder militar, terreno em que sua superioridade é incontestável, como último recurso para manter o domínio sobre o mundo. A guerra é, hoje, o principal instrumento do imperialismo. Isto explica um orçamento militar que corresponde à metade dos gastos bélicos do resto do mundo e foi ampliado apesar da crise (agravando os desequilíbrios financeiros e o déficit do governo imperial), bem como a crescente agressividade contra os povos.

Não devemos subestimar o que está ocorrendo na América Latina e no mundo. São graves as ameaças à paz.

Ao mesmo tempo, há razões para o otimismo histórico. Em todas as partes,os povos se movimentam e lutam, opõem-se às tendências de atirar sobre os ombros dos trabalhadores os efeitos da crise, resistem aos golpes e ameaças de guerra, rechaçam as políticas intervencionistas do imperialismo e em muitos casos, avançam na obtenção de conquistas democráticas e patrióticas. Espraia-se a convicção de que é necessário lutar por um novo ordenamento político e econômico mundial. Cada vez mais, o espírito da época é o da luta antiimperialista, da união de amplas forças da democracia, do progresso, da independência nacional e da paz.

A fraternal presença do CMP no Japão, no transcurso do 65º aniversário dos bombardeios nucleares é uma manifestação de solidariedade com o povo japonês e da unidade do movimento pela paz no mundo. É uma ocasião propícia à reflexão e à organização da luta antiimperialista e pela paz. Renovamos a esperança de que conquistaremos, no presente, o futuro da paz, harmonia e prosperidade social no Japão e em todo o mundo.

A paz mundial, a soberania nacional e o progresso social nunca foram tão necessários à humanidade.

Muito obrigada,
Socorro Gomes,
Presidente do Conselho Mundial da Paz
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Hiroshima e Nagasaki relembram 65 anos de ataque dos EUA

Mundo

Vermelho - 5 de Agosto de 2010 - 8h04

Em 2010 se comemora o 65º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, um feito de luta e de resistência aos povos que pôs um fim a um período de terror que marcou a história recente da humanidade. Esse aniversário também está associado, mas não por boas razões, ao primeiro bombardeio atômico de duas cidades. As japonesas Hiroshima e Nagasaki foram as primeiras vítimas da nova arma.

Por Humberto Alencar

Na manhã de 6 de agosto de 1945, Hiroshima foi a primeira cidade do mundo arrasada por um ataque nuclear: 140 mil pessoas foram mortas instantaneamente e dezenas de milhares morreram ao longo dos anos em consequência da ação letal da radiação deixada pela explosão.

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Três dia depois seria a vez de Nagasaki presenciar o desfecho de um dos crimes mais hediondos cometidos contra a Humanidade. Mais de 80 mil pessoas foram desintegradas pela explosão atômica de imediato. Os Estados Unidos haviam arrasado completamente duas cidades japonesas sem importância estratégica militar que justificasse um ataque.

A guerra no Pacífico já se encontrava em seus momentos finais. Em julho daquele ano o governo japonês já estudava as condições para a rendição, já que o país se encontrava praticamente cercado, desabastecido e destruído por sucessivos ataques aliados.

O Projeto Manhattan, que planejou e concretizou a nova arma, tinha sido concebido originariamente como um contra-ataque ao programa da bomba atômica da Alemanha nazista. Com a derrota da Alemanha, vários cientistas que trabalhavam no projeto consideraram que os EUA não deveriam ser os primeiros a usar tais armas. Um dos críticos proeminentes dos bombardeios foi Albert Einstein.

Com extrema hipocrisia, o imperialismo justifica o seu crime afirmando que poupou vidas que seriam perdidas com uma eventual invasão do Japão. O processo de revisão da História, em curso atualmente, investe na diminuição do significado e do impacto desse ato terrorista, omitindo o nome dos seus autores e diluindo os motivos reais que levaram à execução do crime.

A verdade de Hiroshima e Nagasaki tem a sua raiz na manifestação demente de poderio militar dos Estados Unidos diante do mundo, em particular diante da União Soviética, potência aliada vencedora da Segunda Guerra Mundial, procurando desta forma submeter o mundo e os povos, através da chantagem nuclear, às suas pretensões hegemônicas.

Antes de deflagrar o ataque, vários cientistas defendiam que o poder destrutivo da bomba poderia ser demonstrado sem causar mortes. Esses cientistas não foram ouvidos. A situação militar e estratégica do Japão era tão frágil que até mesmo setores do exército americano reconheciam, em um estudo, que a explosão das duas bombas foi desnecessária.

O United States Strategic Bombing Survey escreveu, após ter entrevistado centenas de japoneses civis e líderes militares, depois da rendição do Japão: "Baseado numa investigação detalhada de todos os fatos e apoiados pelo testemunho dos sobreviventes líderes japoneses envolvidos, é a opinião da Survey que, certamente antes de 31 de dezembro de 1945, e, em todas as probabilidades, antes de 1.º de novembro de 1945, o Japão ter-se-ia rendido mesmo se as bombas atômicas não tivessem sido lançadas, mesmo se a Rússia não tivesse entrado na guerra e mesmo se a invasão não tivesse sido planejada."

O bombardeio

Na madrugada de 6 de Agosto de 1945 o bombardeiro B-29, pilotado pelo coronel Paul Tibbets, decolou da base aérea de Tinian no Pacífico Ocidental, a aproximadamente 6 horas de voo do Japão. A aeronave chamava-se Enola Gay, nome da mãe do piloto.

A meteorologia determinou a escolha do dia 6. No momento da decolagem, o tempo estava bom. O capitão da Marinha William Parsons armou a bomba durante o voo, desarmada durante a decolagem para minimizar os riscos. O ataque foi executado de acordo com o planejado e a bomba de gravidade, uma arma de fissão de tipo balístico com 60 kg de urânio-235, comportou-se como esperado.

Inicialmente, o alvo seria Quioto, ex-capital e centro religioso do Japão, mas o secretário da Guerra, Henry Stimson, trocou-o por Hiroshima, por ser uma cidade situada entre montanhas, detalhe que amplificaria os efeitos da explosão.

O avião aproximou-se da costa a mais de 8 mil metros de altitude. Cerca das 8h, o operador de radar em Hiroshima concluiu que o número de aviões que se aproximavam era muito pequeno não mais do que três, provavelmente - e o alerta de ataque aéreo foi levantado.

Os três aviões eram o Enola Gay, o The Great Artist (em português, "O Grande Artista") e um terceiro avião que no momento não tinha batismo mas que mais tarde seria chamado de Necessary Evil ("Mal Necessário"). O primeiro transportava a bomba, o segundo tinha como missão gravar e vigiar toda a missão, e o terceiro foi o avião encarregado de fotografar e filmar a explosão.

Às 8h15, o Enola Gay largou a bomba nuclear sobre o centro de Hiroshima. Ela explodiu a cerca de 600 metros do solo, com uma explosão de potência equivalente a 13 mil toneladas de TNT, matando instantêneamente um número estimado de 70.000 a 80.000 pessoas e destruindo mais de 90% das construções da cidade.

Nagasaki foi atingida no dia 9 de agosto, às 11h02 da manhã. Inicialmente o plano era de jogar a bomba sobre Kokura, em Fukuoka. Mas o tempo nublado impediu que o piloto visualizasse a cidade, escolhendo a segunda opção. Os americanos não consideravam Nagasaki "um alvo ideal" porque a cidade é rodeada por montanhas, o que diminuiria a devastação de gente e de edifícios.

A bomba, chamada Fat Boy, era de plutônio 239, com potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT, ou seja, 1,5 vez mais potente que a bomba jogada sobre Hiroshima.

As forças de ocupação dos EUA censuraram as fotos das cidades bombardeadas. Elas foram classificadas como secretas por muitos anos. O governo dos Estados Unidos queria impedir que as imagens do horror fossem vistas pelo mundo.

Símbolo da luta pela paz

O viajante que chega à moderna e povoada cidade de Hiroshima fica maravilhado com os grandes e suntuosos edifícios, hotéis e bem delineadas avenidas por onde passam milhares de veículos.

No entanto, no meio deste turbilhão deslumbrante, o visitante não pode esquecer que se encontra na primeira cidade praticamente volatizada pelo afã dos Estados Unidos de dominar o mundo.

Este impacto é recebido quando se visita e percorre o Parque da Paz, o Museu das Vítimas e a chama eterna adiante do cenotáfio negro que inscreve os nomes das vítimas do genocídio da Casa Branca para chantagear o mundo dia 6 de de agosto de 1945.

A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, que está no Japão participando dos eventos em memória da tragédia, descreve por e-mail enviado à redação do Vermelho a sensação que teve ao visitar o Museu das Vítimas e o Parque da Paz: "O que os EUA fizeram não tem perdão. As pessoas derretiam literalmente. Não é aceitável o imperialismo continuar cometendo crimes contra a humanidade, como fez em Hiroshima e Nagasaki há 65 anos e recentemente em Faluja, no Iraque".

"O uso das armas de destruição em massa, além das mortes instantâneas, faz com que até a terceira geração as pessoas nasçam com mutações genéticas, sem olhos, sem órgãos, outros com cancer generalizado", relatou.

"É incrível que os EUA continuam impunes e falando em combate ao terrorismo! Os maiores terroristas da humanidade são eles! Eu fiquei estarrecida, só de ver as fotos. É inesquecível!" protestou Socorro.
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quinta-feira, agosto 05, 2010

Fidel dá ultimato a Obama para que evite guerra nuclear

América Latina
Vermelho - 4 de Agosto de 2010 - 11h46

O líder da revolução cubana, Fidel Castro, pediu, nesta terça-feira (03), ao chefe de Estado americano, Barack Obama, para que evite a guerra nuclear, em uma nova edição de suas "Reflexões" onde faz o apelo "em nome do povo de Cuba".

"Nesta ocasião, me dirijo pela primeira vez na vida ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: o senhor deve saber que em suas mãos está oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz. Só em uma ocasião poderá o senhor fazer uso de suas prerrogativas ao dar a ordem de atirar", escreve Fidel.
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Em seu artigo, divulgado no site oficial "Cubadebate", Fidel diz que "todos em seu país, inclusive seus piores adversários de esquerda ou de direita, com segurança o agradecerão, e também o povo dos Estados Unidos, que não é em absoluto culpado da situação criada".
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O ex-presidente cubano diz compreender que não se pode esperar uma resposta rápida de Obama, mas pede para que pense bem e consulte seus especialistas, aliados e inclusive adversários internacionais.
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"Não me interessam honras ou glórias. Faça-o! O mundo poderá se libertar realmente das armas nucleares e também das convencionais", acrescenta o líder cubano. Veja abaixo a íntegra:
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Ultimato ao presidente dos Estados Unidos




Por Fidel Castro
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Há vários dias, foi publicado um artigo que continha realmente muitos fatos relacionados com o derramamento de petróleo que ocorreu há 105 dias. O presidente Obama havia autorizado dita perfuração, confiando na capacidade da tecnologia moderna para a produção de petróleo, que ele desejava dispor em abundância e liberar os Estados Unidos da dependência dos fornecimentos exteriores desse vital produto para a civilização atual. Seu excessivo consumo já havia sucitado o protesto enérgico dos ambientalistas.
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Nem sequer George W. Bush havia se atrevido a dar esse passo, dadas as amargas experiências sofridas no Alaska com um petroleiro que transportava petróleo extraído ali.
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O acidente havia sido produzido na busca do produto que se necessita desesperadamente na sociedade consumista, que as novas gerações herdaram das que as precederam, com a diferência de que agora tudo marcha a uma velocidade jamais imaginada.
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Cientistas e defensores do meio ambiente expuseram teorias relacionadas com catástrofes que ocorreram em centenas de milhões de anos com as chamadas enormes bolhas de metano, causadoras de gigantescos tsunamis que varreram grande parte do planeta que, com ventos e ondas que alcançaram duas vezes a velocidade do som e ondas de 1.500 metros de altura, liquidaram os 96% das espécies vivas.
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Expressavam o temor de que, no Golfo do México, que por alguma causa cósmica é a região do planeta onde a rocha calcária nos separa da enorme camada de metano, essa camada seja perfurada na desperada busca de petróleo com os moderníssimos equipamentos de tecnologia que hoje se dispõe.
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Em função do derramamento da British Petroleum, as agências de notícias informam que:
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"...o governo federal [dos EUA] advertiram que se mantenham distantes do epicentro das operações com a ameaça de 40 mil dólares por cada infração e a possibilidade de prisões por delitos maiores.




"...A EPA [Agência de controle ambiental dos EUA] disse oficialmente que a Plataforma Nº 1 libera metano, benzeno, sulfuro de hidrogênio e outros gases tóxicos. Os trabalhadores sobre o terreno agora usam meios avançados de proteção que incluem máscaras de gás de última tecnologia fornecidas pelos militares."
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Fatos de enorme transcendência estão se produzindo com inusitada frequência.
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O primeiro e mais imediato é o risco de uma guerra nuclear depois do afundamento do sofisticado barco de insígnia Cheonan, que, segundo o governo da Coreia do Sul, deveu-se ao torpedo de um submarino de fatura soviética – ambos fabricados há mais de 50 anos –, enquanto outras fontes comunicam a única causa possível e não detectável: uma mina colocada pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos no casco do Cheonan. De imediato, culpou-se ao Governo da Republica Popular Democrática da Coreia.
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A este estranho episódio somou-se, dias depois, a Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ordenando a inspeção dos barcos mercantis iranianos em um prazo não maior que 90 dias.
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O segundo, que em parte já está produzindo seus efeitos demolidores, foi o progressivo avanço da mudança climática, cujos efeitos são ainda piores, dando lugar à denúncia do documentário "Home", elaborado por Yann Arthus-Bertrand com a participação dos ecologistas mais prestigiados do mundo; e agora, o derramamento petrolífero no Golfo do México, a poucas milhas de nossa Pátria, o que gera todo tipo de preocupações.
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No dia 20 de julho, um informe da agência de notícias EFE refere-se às declarações do já conhecido almirante Thad Allen, coordenador e responsável pela luta contra o derramamento de petróleo no Golfo do México, quem "disse que autorizou a British Petroleum, proprietária do poço e responsável do vazamento, a que continue por mais 24 horas as provas que efetua para determinar a solidez da estrutura 'Macondo', após a instalação há 10 dias de uma nova campanha de contenção".
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"Segundo os dados oficiais, há cerca de 27 mil porços abandonados no leito marinho do Golfo (...) Quando se cumprem 92 dias do acidente na plataforma da BP, a principal preocupação do Governo dos EUA é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e o petróleo se infiltre através das rochas e acabe fluindo em múltiplos pontos do solo marinho."
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É a primeira vez que uma declaração oficial fala do temor de que o petróleo comece a fluir dos poços que já não são produtivos.
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Os leitores que se interessam pelo tema vão percebendo o teor sensacionalista dos dados científicos. Para mim há fatos que não tem explicação satisfatória. Por que o Almirante Allen declarou que "a principal preocupação do Governo é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o petróleo se infiltre através das rochas e acabe fluindo em múltiplos pontos do solo marítimo"? Por que a British Petroleum declarou que não lhe podem culpar pelo petróleo que brotou a 15km do poço acidentado?
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Haveria que esperar outros 15 dias que tardaria em perfurar o poço auxiliar, que tem uma trajetória quase paralela ao que originou o derrame, a uma distância de menos de 5 metros um do outro, segundo opina o grupo cubano que analisa o problema. Enquanto isso, devemos esperar como crianças bem educadas.
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Se se confia tanto no poço paralelo, por que não aplicou-se antes essa medida? Que faremos depois se essa medida fracassar como ocorreu com todas as demais?
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Em um encontro recente que tive com uma pessoa totalmente bem informada dos detalhes do acidente, devido a interesses de seu país, soube que, pelas características e a situação ao redor do poço, não existe ali, nesse caso, o risco de uma fuga do metano.
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No dia 23 de julho não apareceu notícia alguma sobre o problema. No dia 24, a agência DPA afirma que "um eminente cientista estadunidense acusou a petroleira britânica BP de subornar especialistas que investigam a maré negra no Golfo do México para atrasar a publicação de dados, segundo denunciou a cadeia televisiva BBC", mas não relaciona essa imoralidade com dano algum na estrutura do fundo marinho, e as emanações de petróleo e os níveis bruscos de metano.
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No dia 26 de julho, os principais meios da imprensa de Londres – BBC, Sunday Times, Sunday Telegraph e outros – informaram que "em conselho da direção" da British Petroleum "decidiram hoje a saída do presidente executivo" - Tony Hayward - "pelo mal manejo que teve frente ao derrame de petróleo no Golfo do México".
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Por sua vez, Notimex e El Universal, do México, publicam que na British Petroleum "... não foi tomada uma decisão sobre mudanças entre seus executivos, e agrega que uma junta de sua direção está prevista para esta mesma tarde." No dia 27 as agências de notícias informavam que o Presidente Executivo da BP havia sido despedido.
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28 de julho. Doze informes de agências e 14 países, entre eles os Estados Unidos e vários de seus mais importantes aliados, formularam declarações constrangedoras pela divulgação, por parte da organização WikiLeaks, de documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão. Ainda que "Barack Obama admitiu que encontra-se 'preocupado' pelo vazamento, [...] disse que as informações são antigas e não contém nada de novo."
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Foi uma declaração cínica.
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"O fundador do WikiLeaks, Julián Assange, disse que os documentos são evidência de crimes de guerra cometidos pelas forças estadunidenses."
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Tão certeiramente o evidenciaram, que comoveram até os cimentos do sigilo norte-americano. Nelas fala-se de "mortes de civis das quais nunca se informou publicamente". Criou conflitos entre as partes envolvidas nessas atrocidades.
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Sobre os riscos de gás metano emanado dos poços que não estão em produção, silêncio total.
Júlio, dia 29. Um informe da AFP informa o nunca imaginado: Osama Bin Laden era um homem dos serviços de inteligência dos Estados Unidos: "...Osama Bin Laden aparece nos informes secretos publicados pelo WikiLeaks como um agente ativo, presente e bajulado por seus homens na zona afegão-paquistanesa."
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Conhecia-se que, na luta dos afegãos contra a ocupação soviética do Afeganistão, Osama cooperou com os Estados Unidos, mas o mundo supunha que, em sua luta contra a invasão estrangeira, aceitou o apoio dos Estados Unidos e da OTAN como uma necessidade e que, já liberado o país, repudiava a ingerência estrangeira, criando a Al-Qaeda para combater os Estados Unidos.
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Muitos países, Cuba entre eles, condenam seus métodos terroristas que não excluem a morte de incontáveis vítimas inocentes. Qual não seria agora a surpresa da opinião mundial ao conhece que a Al-Qaeda era uma criação do governo desse país.
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Foi a justificativa para a guerra contra os talibãs no Afeganistão e um dos motivos, entre outros, para a posterior invasão e ocupação do Iraque pelas forças militares dos Estados Unidos. Dois países onde morreram milhares de jovens norte-americanos e grande número deles foram mutilados. Entre ambos, mais de 150 mil soldados norte-americanos estão comprometidos por tempo indefinido, e junto a eles, os integrantes das unidades da organização belicista da OTAN, e outros aliados como Austrália e Coreia do Sul.
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No dia 29 publicou-se a foto de um jovem norte-americano de 22 anos, Bradley Manning, analista de inteligência, que vazou ao sítio web WikiLeaks 240 mil documentos secretos. Não se pronunciaram sobre sua culpabilidade ou inocência. Não poderão lhe tocar nem mesmo um pelo. Os integrantes do WikiLeaks juraram fazer o mundo conhecer a verdade.
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No dia 30 de julho, o teólogo brasileiro Frei Betto publicou um artigo intitulado "Grito da terra, clamor dos povos". Dois parágrafos expressam a essência de seu conteúdo. "Os antigos gregos já haviam percebido: Gaia, a Terra, é um organismo vivo. E somos fruto dela, engendrados em 13.7 bilhões de anos de evolução. Entretanto, nos últimos 200 anos, não soubemos cudiar dela, e a convertemos em mercadoria, da que espera-se obter o máximo de lucro."
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"Hoje estão ameaçadas todas as formas de vida no planeta, inclusive a humana (2/3 da população mundial sobrevivem abaixo da linha de pobreza) e a mesma Terra. Evitar a antecipação do Apocalipse exige questionar os mitos da modernidade – como mercado, desenvolvimento, estado uninacional –, todos eles baseados na razão instrumental."
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De sua parte, nesse mesmo dia, a AFP publicou: "A República Popular China 'desaprova as sanções unilaterais' adotadas' pela União Europeia contra o Irã, declarou hoje o porta-voz da chancelaria chinesa, Jiang Yu". Do mesmo modo, a Rússia manifestou com energia a condenação das sanções dessa região estreitamente aliada com os Estados Unidos.
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No dia 30 de julho, uma matéria da AFP informa que o Ministro de Defesa de Israel declarou: "As sanções que a ONU impôs ao Irã [...] não farão suspender suas atividades de enriquecimento de urânio em busca da bomba atômica".
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No dia 1º de agosto, um correspondente da AFP informa que o "Alto chefe militar dos Guardiões da Revolução advertiu hoje os EUA contra um eventual ataque contra o Irã." "Israel não descartou uma ação militar contra o Irã para deter seu programa nuclear."
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"A comunidade internacional, encabeçada por Washington, intensificou recentemente sua pressão sobre o Irã, acusando-o de buscar dotar-se da arma nuclear com um encoberto programa nuclear civil."
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"As afirmações de Javani precederam uma declaração do chefe do Estado Maior Conjunto estadunidense, Michael Mullen, que assegurou neste domingo que um Plano de ataque dos Estados Unidos contra o Irã está previsto para impedir Teerã de dotar-se da arma nuclear."
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No dia 2 de agosto, uma matéria noticiosa da AFP de conteúdo semelhante aos das demais agências de notícias informou: "Tenho que viajar em setembo a Nova York para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas. Estou disposto a me sentar com Obama, cara a cara, de homem para homem, para falar livremente de questões mundiais ante os meios de comunicação para encontrar a melhor solução', afirmou Ahmadinejad durante um discurso difundido pela televisão estatal."
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"Mas o presidente Ahmadinejad advertiu de que o diálogo deverá estar baseado no respeito mútuo".
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"Se acreditam que podem agitar uma vara e dizer-nos que devemos aceitar tudo o que dizem, isto não ocorrerá", acrescentou. As potências ocidentais 'não entendem que as coisas mudaram no mundo', acrescentou."
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"Vocês respaldam um país que conta com centenas de bombas atômicas mas dizem que querem deter o Irã, que poderia eventualmente ter-la um dia..."
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Os iranianos declararam que disparariam cem foguetes contra cada um dos barcos dos Estados Unidos e Israel que bloqueiam o Irã, assim que registre um mercante iraniano. De modo que, quando Obama dê a ordem de cumprir a Resolução do Conselho de Segurança, estará decretando o afundamento de todos os barcos de guerra norte-americanos naquela zona.
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A nenhum Presidente dos Estados Unidos lhe caiu tão dramática decisão. Devia prevê-lo.
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Nesta ocasião, me dirijo pela primeira vez na vida ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: o senhor deve saber que em suas mãos está oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz. Só em uma ocasião poderá fazer uso de suas prerrogativas ao dar a ordem de disparar.
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É possível que depois, a partir desta traumática experiência, encontrem-se soluções que não nos conduzam outra vez a esta apocalíptica situação. Todos em seu país, inclusive seus piores adversários de esquerda ou de direita, com segurança, o agradecerão, e também o povo dos Estados Unidos, que não é de forma alguma culpado pela situação criada.
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Solicito-lhe que se digne a escutar esta apelação que, em nome do povo de Cuba, lhe transmito. Compreendo que não se pode esperar, nem o senhor daria nunca, uma resposta rápida. Pense bem, consulte seus especialistas, peça opinião sobre o assunto aos seus mais poderosos aliados e adversários internacionais.
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Não me interessam honras ou glórias. Faça-o!
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O mundo poderá se liberar realmente das armas nucleares e também das convencionais. A pior de todas as variantes será a guerra nuclear, que é já virtualmente inevitável. Evite-a!
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Fidel Castro
3 de agosto de 2010
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  • a HISTORIA sera implacavel...

    04/08/2010 22h07 As advertencias graves nas denuncias de Fidel sao gravissimas pois implicam quatoes eticas , morais e a destruiçao da civilizaçao e até da humanidade.denuncias de ameaças graves contra o emio ambiente da TERRA como um todo e pondo em risco asobrevivencia da propria humanidade.A HISTORIA será implacavel em seu veredito com o Sr. OBAMA. Será qu ele acredita mesmo que representa as "forças do bem cristãs ocidentais contra as forças do mau - muçulmanas!? Mas por que este silencio terrivel frente às palavreas de Fidel?


    Tadeu Colares
    Recife - PE


  • capitalismo senil

    04/08/2010 21h02 Muitos dos que críticam Cuba o fazem por ingenuidade e desinformação (talvez o caso dos leitores Yuri e Paulo, nesta coluna). Mas outros o fazem por pura safadeza e cara de pau, como é o caso da grande mídia, dominada pelos ideólogos do capitalismo. Dizer que Fidel é "autoritário", que socialismo é "ilusão", que as idéias de Marx não correspondem à atualidade e que a exploração do trabalho é muito mais psicológica... dá licença!O que esses "críticos" sabem sinceramente a respeito desses temas? Para criticar o cristianismo é preciso ler a Bíblia, e para criticar o socialismo/comunismo é preciso ler Marx, mas na própria fonte e não mediante intérpretes intelectualmente desonestos.


    adir claudio campos
    uberlândia - MG


  • O grande Fidel e os anões do imperialismo

    04/08/2010 18h17 O Fidel já demonstrou o quanto é profundo o seu pensamento. Os xingamentos dos submissos ao imperialismo não alteral a realidade. Quem quiser que se iluda, mas os perigos para os quais o Fidel alerta são reais.


    Luís Sá
    ´Rio de Janeiro - RJ


  • A paz ou um confronto entre civilizações

    04/08/2010 16h39 Fidel sabe das coisas e, agora como em escritos anteriores, adverte o mundo sobre o perigo. Os USA e seus mercenários de Israel querem por querem a guerra. Esta poderá ser a saída para os USA saírem da crise e avançarem na sua estratégia geopolítica de estrangular a China e a Índia, e por tabela, desmantelar os BRICs. Poderá ser também o fim das pretensões ianques por não suportar a abertura de mais um front e agravar ainda mais a crise que atravessa. Isto poderá redundar em uma conflagração mundial. Quanto a observação do senhor Yuri Seselo é tão simplista que nos faz vislumbrar as suas fontes, as mesmas que afirmavam haver armas de destruição em massa no Iraque.


    Pedro Mendes
    Manaus - AM


  • Fidel já passou do prazo de caducidade

    04/08/2010 16h25 Eu já fiquem um mês em Cuba, adorei a cultura, o povo e até admirei algumas conquistas do governo socialista. Só que não dá mais, o mundo mudou, os pressupostos criados por Marx, Lenin e Fidel não compreendem a realidade dos dias de hoje. O mundo não é mais o mesmo. Sim, ainda existe a exploração do trabalhador pelo capitalista mas hoje ela é muito mais psicológica do que por tempo de trabalho. Temos que evoluir, Lula é um exemplo claro de que é possível fazer um governo com princípios socialistas em uma comunidade capitalista, e este primeiro passo serve para buscarmos novas conquistas, Lula faz mais pelo grupo de teorias sociais do que todo o pensamento comunista.


    Paulo
    Brasília - DF


  • Ordene, comandante do medo!!

    04/08/2010 15h57
    Quando os comunistas perceberão que o "socialismo" em Cuba é uma ilusão e que Fidel é um dirigente extremamente autoritário? Alguns índices sã bons, mas outros já são horríveis. Senso crítico, camaradas! Falar mal dos EUA é fácil. Díficil é fazer diferente no seu próprio país.
    Yuri Soselo
    Altamira - PA
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segunda-feira, agosto 02, 2010

Fidel Castro alerta sobre conflito: "O mundo tem uma esperança"

América Latina

31 de Julho de 2010 - 19h46

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, alertou sobre as possibilidades de um “conflito inevitável”, ainda que, segundo ele, o mundo tenha uma esperança e motivos para continuar a luta.

“Digo que o conflito é inevitável. No entanto, há uma fórmula pela qual devemos lutar e se abre uma esperança. Seria muito triste pensar que estamos lutando sem outra alternativa”, expôs Fidel Castro em reunião nesta sexta-feira (30) com jovens cubanos.

“Estão-se movendo muitas forças – a opinião de intelectuais, gente que pensa, que vê o perigo e que não está pendente de resultados de eleições nem nada disso", afirmou o líder no encontro no Palácio das Convenções. "Confio muito nas forças desse pensamento”, agregou Fidel, segundo o site Cubadebate.

Depois de perguntar-se o que poderia passar em caso de uma guerra nuclear, o ex-presidente cubano assegurou que o homem não pode perder a oportunidade de sobreviver com tudo o que sabe hoje. Fidel também mostrou sua esperança de que se aproveitem todas as grandes realizações da inteligência humana para o bem – e não para extermínio da espécie. Segundo ele, “teria de se repensar tudo ou não valeria a pena lutar agora”.

Por outro lado, Fidel considerou como uma tortura a presença do herói antiterrorista cubano Gerardo Hernández em uma unidade de prisão solitária (conhecida como oco) e manifestou que não há razão alguma para que esteja preso. Segundo Fidel, o encarceramento de Gerardo e de Ramón Labañino, Antonio Guerreiro, Fernando González e René González “está ocorrendo à vista de todo mundo, inclusive à do ilustre presidente dos Estados Unidos, que os pode soltar”.

O líder da Revolução Cubana se referiu ao estado de saúde de Gerardo Hernández ao indicar que está doente, que poderia ter uma bactéria. "É uma pessoa que precisa assistência médica!", alertou. “Enquanto isso, pressionam Cuba para que solte espiões, que jamais estarão em uma prisão dessas, que jamais seriam torturados", enfatiza Fidel.

Ao mencionar a divulgação de mais de 260 mil documentos do Pentágono por parte do soldado Bradley Manning, a quem considerou “valente”, Fidel afirmou que “os tribunais têm documentos para acusar” a Casa Branca “até o Julgamento Final”. O líder cubano também leu uma mensagem aos jovens na qual assegura que eles “nunca se renderão nem permitirão aos Estados Unidos enganarem ao mundo”.

Da Redação, com informações do Prensa Latina
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