A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, março 09, 2013

Violência contra mulheres e fosso salarial são desigualdades que mais preocupam portugueses

Resultados do Eurobarómetro

A violência contra as mulheres, o fosso salarial e as dificuldades em conciliar vida privada e actividade profissional são as desigualdades de género que mais preocupam os portugueses, segundo dados do Eurobarómetro divulgados nesta sexta-feira.
 
Os dados foram revelados em Lisboa pela directora adjunta do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, num debate subordinado ao tema “O impacto da crise na vida das mulheres. Que respostas”, que contou com a presença das eurodeputadas Ana Gomes e Marisa Matias e assinalou as comemorações do Dia Internacional da Mulher.
 
A violência contra as mulheres constitui preocupação para 45% dos inquiridos, enquanto no conjunto da União Europeia (UE) soma apenas 23%. Seguem-se a disparidade salarial entre homens e mulheres e as dificuldades das mulheres em conciliar vida privada e profissional, com 30% para cada item nos inquiridos em Portugal, a mesma percentagem registada para o conjunto dos países da UE, referiu Ana Antunes Vieira.
 
Estes dados resultam de entrevistas realizadas por telefone a 25.556 pessoas dos 27 países da UE – 1.000 pessoas em Portugal –, no dia 4 de Fevereiro.
 
No que respeita ao impacto da crise, a entrada tardia dos jovens licenciados é o que mais preocupa as inquiridas em Portugal (67%), contra os 47% registados em relação ao aumento do trabalho precário e ao facto de algumas pessoas trabalharem em empregos que não correspondem ao seu nível de qualificação (43%).
 
Já no que respeita aos critérios de recrutamento caso tivessem de recrutar uma mulher, 41% dos portugueses que responderam ao inquérito invocaram o facto de ter filhos, 35% a flexibilidade em termos de horas de trabalho e 33% a aparência física.
 
Já no conjunto dos países da UE, e caso tivessem de recrutar uma mulher, 49% dos inquiridos apontaram a existência de filhos, 35% a flexibilidade de horário de trabalho e 33% a aparência física.
O debate, que decorreu na sede do gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, contou ainda com a participação de representantes de Organizações Não Governamentais que a partir de agora passam a constar da base de dados daquele gabinete, dando origem a uma rede de organizações de mulheres em contacto com aquele gabinete, referiu ainda no debate Ana Antunes Vieira.

sexta-feira, março 11, 2011

A Justiça e a violência doméstica




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Ao Fim e ao Cabo

O poder divino

Uma juíza de Santa Maria da Feira mandou em liberdade uma exemplar criatura que se atirou a uma patrulha da GNR e, muito pior, anda há anos a bater na mulher.
  • 10 Março 2011
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Por:Manuel Catarino, Subdirector


A benevolência – para não dizer outra coisa – com que certa gente é tratada pelos tribunais parece ser prática cada vez mais usual. A senhora juíza que assim decidiu devia saber que o estimável arguido foi detido na sequência de desacatos em casa da ex-mulher – que, apesar de separada, é obrigada a recebê-lo na cama sempre que a ele lhe apetece. 
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A vítima leva uma vida de medo: "Não posso viver mais assim. Só vou aguentando por causa dos meus filhos, mas isto vai ter de acabar. Só queria que ele me deixasse em paz. Sei que um dia ele pode matar-me. Já fiz queixa na GNR, mas depois retirei-a, porque, além do medo, não quero que os meninos me culpem se o pai for para a cadeia." 
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Esta mulher é uma dupla vítima – do ex-marido e desta Justiça, fraca, negligente e incapaz, que não a defende. E se amanhã ele voltar a espancá-la – ou se a matar? A senhora juíza, muito provavelmente, continuará a julgar. Os juízes não estão ungidos de um qualquer poder divino – mas, entre nós, dá a ideia que sim. 
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  • Comentário feito por:1904
  • 10 Março 2011
É o resultado de uma vida segura, entre 4 paredes, que começou nos estudos e acabou num gabinete arejado, com direito a protecção. Não conhecem a vida real, desconhecem o que se passa nas ruas. Interessa é o salário
  • Comentário feito por:Zeferino Zacarias
  • 10 Março 2011
Bem haja por se preocupar e dar a conhecer.Acabo de constatar,no site da UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta, q, desde 2005 até final de 2010 foram assassinadas 255 mulheres em Portugal! Uma vergonha nacional!
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  • Comentário feito por: Anónimo
  • 10 Março 2011
Tem razão.As leis benevolentes não explicam, só por si, o descalabro da justiça. Há que repensar o recrutamento e formação dos magistrados, sobretudo dos juízes.O modelo CEJ fracassou...
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sexta-feira, agosto 07, 2009

Mais brilhante que mil sóis ou Livro Negro ?





Kant_O_XimPi: Crimes contra a Humanidade (1) - Hiroshima e Nagasaki

Kant_O_XimPi: Crimes contra a Humanidade (3) - Hiroshima e Nagasaki

Galeria & Photomaton: 1945: Testada a primeira bomba atômica

Kant_O_XimPi: Paul Tibbets . Morreu piloto que lançou bomba atómica

É Justo ... ?

RE: Este é o respeito do Islão pelas mulheres...

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terça-feira, junho 16, 2009

Violência contra os idosos

Idosos: Abusos estão "no armário" e precisam fazer o mesmo caminho da violência contra mulheres - especialistas

Lisboa, 15 Jun (Lusa) - A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.

19:53 Segunda-feira, 15 de Jun de 2009

Lisboa, 15 Jun (Lusa) - A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.

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No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.

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Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos.

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A jurista Paula Guimarães, coordenadora de um grupo de trabalho constituído pela Direcção-Geral de Saúde, disse à Agência Lusa que está em preparação uma campanha para "democratizar o acesso à informação e fazer um alerta à sociedade" para as formas de violência contra idosos.

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A apropriação de dinheiro e a colocação sem consentimento em lares - que configura muitas vezes um crime de sequestro - são algumas das formas de violência que "não são qualificadas como tal" na sociedade portuguesa, referiu.

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Paula Guimarães, que indicou a violência sobre idosos como "problema de saúde público", referiu que se conhece apenas a "ponta do icebergue", sem números fiáveis quanto à ocorrência de casos de abuso.

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Pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, José Félix afirmou que no caso da violência doméstica sobre as mulheres foram precisos "dez anos de alertas" para que o fenómeno seja hoje reconhecido e combatido.

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No caso da violência contra idosos, será preciso o mesmo investimento na "reconfiguração do enquadramento cultural" que ponha em destaque "a dignidade, o poder e o papel" dos idosos, para que deixem de ser vistos como "empecilhos".

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José Ferreira Alves, psicólogo da Universidade do Minho, indicou alguns "sinais vermelhos" na identificação de situações.

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No caso das vítimas verificam-se tendências suicidas, recorrência de ferimentos "acidentais", sintomas depressivos, queixas vagas e alterações de comportamento, enquanto no caso dos agressores há uma atenção "exagerada" dada à vítima, controlo das suas actividades ou presença constante, precisou José Ferreira Alves.

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Quanto ao perfil do abusador, Maria Vacas, da APAV, referiu que é comum ter um "historial de consumo de álcool ou drogas", apontando também circunstâncias que podem levar alguém que está no papel de "cuidador" de um idoso a tornar-se abusivo: o stresse de ter que lhe dedicar tempo, com prejuízo da sua vida pessoal, ou a necessidade de tarefas repetitivas.

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Fora do circuito da assistência social, da psicologia ou da saúde, a jornalista Ana Catarina Santos, autora de uma reportagem radiofónica premiada pela Assistência Médica Internacional (AMI), destacou a necessidade de os técnicos se "abrirem para o exterior" como forma de o problema se tornar mais visível, o que muitas vezes não acontece em nome da protecção da "privacidade" ou por "desconfiança" em relação ao jornalista e receio de que a comunicação social "vampirize" as situações.

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APN

Lusa/fim

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in Expresso -

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sexta-feira, maio 02, 2008

Crianças são principais vítimas da violência doméstica



Os pais são os principais agressores contra crianças e adolescentes. A constatação pode ser vista na página da internet que mantém atualizadas as denúncias dos Conselhos Tutelares de todo o país, enviadas ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia). São 186.415 registros, de 1999 até hoje.

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Os pais são os principais agressores contra crianças e adolescentes. A constatação pode ser vista na página da internet que mantém atualizadas as denúncias dos Conselhos Tutelares de todo o país, enviadas ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia). São 186.415 registros, de 1999 até hoje.

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Também constata-se que os números de agressões contra crianças e adolescentes são altos pelo Disque 100, sistema que permite que qualquer um faça denúncias, inclusive anônimas. Em números absolutos, os casos de agressão por negligência ou agressão física e psicológica são 54.889 dos 111.807 registros. Isso representa 67,40% do total. Entre os registros, 242 são denúncias de violência com morte da criança ou do adolescente.

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Diante do índice, especialistas em questões da infância, consideram que episódios como o da menina Isabella Nardoni, que morreu aos 5 anos, causando comoção por ter causas ainda desconhecidas, são mostras de um país ainda tolerante com a agressão contra crianças e adolescentes.

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Para o integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro Alves, os dados revelam que a violência contra a infância é generalizada no Brasil e que há muita tolerância para com ela – o que faz com que as pessoas se sintam menos à vontade para denunciar.

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“Devemos tratar do caso da menina Isabella e, a partir dele, refletir com toda a sociedade brasileira. Os números mostram que a violência contra a infância e a juventude é generalizada e, muitas vezes, a violência ocorre exatamente nos locais em que elas deveriam receber proteção, que são os lares, escolas e creches”, disse.

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A coordenadora do Programa de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva, concorda com o conselheiro do Conanda. Para ela, o que contribui para a manutenção deste quadro é a falta de iniciativa de quem observa a violência, mas não denuncia.

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“Existe um pensamento no imaginário popular de que não devemos interceder em problemas que ocorrem no âmbito familiar, o que é um equívoco. Mas, ao mesmo tempo, eu penso que o aumento dos registros no Disque 100 é pelo fato dele garantir o anonimato e a distância das pessoas”, analisou a coordenadora.

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Ariel Alves, do Conanda, retoma a questão do papel da sociedade: “Não é só a família a responsável por garantir os direitos da infância e juventude, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que é um dever de todos: da família, do Estado e de toda a sociedade brasileira.”

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A média de utilização do Disque 100, desde que foi implantado em 2003 até hoje, é crescente. Começou com 12 relatos por dia, passou para 38 em 2006 e chegou a 69 em 2007. Até março deste ano, foram contabilizados em torno de 93 casos diariamente.


Os dois especialistas atribuem o crescimento do número de denúncias à sensibilização de todos da importância em não se calar diante dos casos de agressão a crianças e a adolescentes. Para ambos, não se trata de aumento dos casos de agressão.

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Alves citou estudo da Universidade de São Paulo sobre o tema: “Uma pesquisa do Laboratório de Estudos da Criança da USP, feito entre 1996 e 2007, diagnosticou a existência de 159.754 casos de violência doméstica. E também concluiu que aproximadamente 10% dos casos de abusos e violência contra crianças e adolescentes são denunciados.”

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Fonte: Agência Brasil

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in Vermelho - 27 DE ABRIL DE 2008 - 11h26

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terça-feira, abril 08, 2008

Portugal - 132 mil casos de violência doméstica

Simulação CM


* Ana Luísa Nascimento



Justiça: Relatório de segurança interna

As denúncias de violência doméstica estão a aumentar a um ritmo de 12 por cento por ano e em 2007 conheceram um novo recorde com 21 907 casos registados. Segundo o Relatório de Segurança Interna (RSI), entre 2000 e o ano passado as forças de segurança tiveram conhecimento de 131 556 ocorrências.

Em oito anos, as denúncias sobre este tipo de crime – autonomizado na última revisão do Código Penal, em Setembro – quase duplicaram, passando de 11 162 casos conhecidos no ano 2000 para 21 908 em 2007, o que corresponde a um aumento de 6,4 por cento em relação ao ano anterior.


De acordo com o Relatório, 'os valores de 2007 estão em linha com o crescimento acentuado' das participações de violência doméstica e são justificados com uma subida da taxa de queixa por parte das vítimas, mas também com um 'aumento de capacidade de atendimento e acompanhamento' das instituições policiais.


'No campo da violência doméstica continuam a ser adoptadas medidas para um combate mais eficaz a este fenómeno', lê-se no documento, onde se explica que já há no País 249 salas de apoio à vítima e que a PSP dispõe de 300 agentes nas equipas de proximidade de apoio.


Os dados mostram ainda que por cada dez mil habitantes são reportados 21 casos de violência doméstica, 81 por cento das quais entre cônjuges, sobretudo homens contra mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 64.


No âmbito deste crime prevalecem as ofensas corporais e maus tratos, mais de 80 por cento do total, seguidos dos crimes contra a liberdade pessoal, principalmente ameaças e coacções.


Já o recurso a armas, em 2007, foi 'minoritário', apenas em nove por cento dos casos, mas as autoridades alertam que não pode ser desvalorizado. 'Não se deverá considerar irrelevante porque corresponde a mais de dois mil casos', lê--se no Relatório de Segurança Interna onde se explica que nestes casos as armas brancas e de caça são as mais utilizadas.


Quanto à incidência do fenómeno nas diferentes regiões do País, regista-se um maior número de ocorrências nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e também na Madeira e nos Açores.


ALTERAÇÃO PENAL PEDIDA POR MULHERES


A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas enviou ao Parlamento um pedido de alteração de dois artigos do novo Código de Processo Penal (CPP) que estão a impedir a polícia de deter agressores no contexto de violência doméstica – mesmo quando estes são apanhados em flagrante delito.


Em causa estão os artigos 257.º e 385.º do CPP relativos a detenção fora de flagrante delito e libertação do arguido. De acordo com as novas leis penais, em vigor desde 15 de Setembro de 2007, a detenção de um suspeito só é permitida quando houver fundadas razões para recear que o mesmo não se apresente espontaneamente perante autoridade judiciária. Esta alteração, que tem apenas em conta o perigo de fuga e não a continuação da actividade criminosa, não evita que a vítima, num contexto de violência doméstica, continue exposta ao agressor.


DISCURSO DIRECTO: 'DEVE HAVER UM AGENTE ANJO-DA-GUARDA': Carlos Figueira, procurador


Correio da Manhã – Que medidas defende para agilizar os inquéritos de violência doméstica?

Carlos Figueira – Os casos considerados muito graves devem ter natureza urgente e passar à frente dos outros. Após uma rápida recolha de prova, que deve demorar entre três a quatro dias, o MP deve emitir mandados de detenção, caso o possa fazer, para primeiro interrogatório.


– E se o agressor ficar em liberdade?

– Enquanto não forem instituídos os meios de controlo electrónico há que implementar medidas policiais de monitorização e responsabilização, através de um agente, a que poderemos chamar anjo-da--guarda.


– Como é que isso funciona?

– À semelhança do que acontece com os agentes de liberdade condicional noutros países, este polícia, com sede nas proximidades da residência da vítima e com o telemóvel dela, ficaria acessível para qualquer emergência e registaria todos os incumprimentos por parte do agressor.


– Defende a especialização de magistrados para estas investigações?

– O que é necessário é a uniformização de procedimentos na investigação e articulação com instituições de solidariedade porque nenhuma mulher promove o afastamento do agressor se souber que vai ficar sem casa e sem dinheiro.


APONTAMENTOS

EQUIPA EM SINTRA

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa decidiu especializar a investigação dos casos de violência doméstica na comarca de Sintra, depois de concluir, através de uma análise da criminalidade na zona, que a violência no seio da família 'assume particular significado'.

21 MORTAS EM 2007

Morreram 21 mulheres por violência doméstica em 2007, divulgou a União de Mulheres Alternativa e Resposta, com base em casos noticiados. O número pode ser mais elevado, a exemplo de 2006, em que a Amnistia Internacional divulgou 39 mortes e três crimes não foram noticiados.

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» COMENTÁRIOS no CM on line

07 Abril 2008 - 21.09h | POLÍCIA - LEIRIA
sou policia, e estou obrigado a participar todas as chamadas ditas violência doméstica, mas a maior parte é apenas para fazerem pressão sobre os divórcios que estão a decorrer para atribuição dos filhos, pork violência domestica não é só agressões, basta não se fazer a vontade de um ou outro e prontos lá está a PSP a fazer relatório, sobre a violência que não aconteceu. Alguém me desminta.
07 Abril 2008 - 20.44h | ana antunes
As falsas denuncias são reduzidas, se não existirem provas fisicas, não se é condenado. O que preocupa é ver tantas mulheres que não fazem queixa, pois a maioria dos agressores volta para casa, e a vitima? vai para casa depois de ter feito queixa, para ser morta, como tantas? Todos os dias se lêm neste jornal tiros a esposas e familiares! tomem-se medidas mais duras para pensarem 2 vezes antes.Lx
07 Abril 2008 - 18.54h | jonh
na minha opinião a violencia não esta a aumentar, o que esta a aumentar é o numero de denuncias apresentadas pelas vitimas. A legislação existente é demasiado branda com os agressores.
07 Abril 2008 - 13.02h | Portuga da Silva
Um caso que se torna PREMENTE resolver-se, pois tem de algum modo que se acabar, esta atitude de se ser dono de tudo, até da própria companheira(esposa e filhos, se os houver). Deve ser-se marido,pai e amigo...Em minha opinião, evidentemente! Contribuir para uma solução e não para um agravamento.
07 Abril 2008 - 12.49h | Isabel Dias
O meu irmão foi acusado trés vezes de violência domestica. Duas vezes ele conseguiu provar que era tudo mentira. Da terceira sem provas foi condenado. Porque não dizem que estas coisas é quase sempre para ganhar vantagem em divórcio é que eu queria saber.
07 Abril 2008 - 12.23h | any santos
a violência domestica tem de ser tratada com muita firmeza, pois aqui reina a lei do mais forte e falo com experiência como o elo mais fraco. Na minha opinião as vitimas deveriam ter preparação para se saberem defender, então os agressores já se iriam dar mal e se fossem tratados da mesma maneira acabava-se a valentia
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in Correio da Manhã 2008.04.08
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terça-feira, novembro 06, 2007

Mil mulheres são vítimas de violência, só no Algarve



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* Teixeira Marques
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Quase meio milhar de mulheres do Algarve, entre portuguesas e imigrantes, apresentou queixa de violência doméstica, no 1.º semestre deste ano, nos diversos gabinetes que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tem na região. Prevê-se que, até final do ano, este número se aproxime do milhar. Um ligeiro aumento em relação a 2006.
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in Correio da Manhã 2007.10.30
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» Comentários in CM on line
Quarta-feira, 31 Outubro
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- Nuno Ai ai Maria, isso é o que dá escolheres os maridos nas salas de chat da internet Um toxico agressor foi o melhor que arranjaste... a tua cotação tambem não deve ser muito elevada no mercado
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Terça-feira, 30 Outubro
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- Daniel Realmente, os homens que batem em mulheres são uns cobardes, usam as mulheres para descarregar os problemas etc, na maior parte dos casos são as drogas, alcool etc, e tambem os homens que levam das mulheres provavelmente não querem bater de volta e calam-se, porque um homem pode muito bem defender-se, pode é não querer magoar a companheira e fica calado.
- Barbosa - Albufeira E dos Gays ninguém fala ? Eu conheço um casal q 1 vive ás custas de outro e faz chantagem de todo o tipo para não terminarem a relação chegando ao ponto de tentar suicidar-se por fogo á casa etc.. ;e o outro porque trabalha num sitio de renome e para escapar ao escandalo vai sendo ao mesmo tempo vitima e cumplice visto que a pessoa em questão(e isso de fonte fidedigna)nem sexualmente é fiel.
- Fernanda Silva É de mais instituições destas que precisamos em Portugal.Mulheres não se calem nunca, os homens se querem ser ajudados que falem, mas não se armem em vitimas pois são os piores.
- soraia duarte Acho incrível como é que se pode desculpar os actos de violência, com razões absurdas, como por exemplo, o de as mulheres provocarem os homens.Todos aqueles que praticam tão horríveis actos, deviam de ser punidos, e punidos de forma exemplar, porque não estão só a violar claramente os direitos humanos, como reduzem as vítimas psicológicamente a nada.
- Sónia Grande maioria das vitimas de violência doméstica, são mulheres! Os homens se tb o são vitimas, que se queixem e não tenham vergonha!!! Já que são tão fortes, ao menos sejam humildes !!
- Cátia Há mulheres que se sujeitam a ser agredidas, porque não abdicam nem da casa onde vivem nem dos filhos e ainda provocam os maridos. Sim, porque nem todos os agressores agem por serem completos imbecis, há os que reagem a bocas constantes das mulheres... E também conheço mulheres que batem nos maridos. Falem disso também, por eles não falam.
- Fernando Alves So as mulheres são defendidas nestes casos, que justiça é esta? E os filhos? porque quase sempre entregues as mulheres?Autentica palhaçada a nossa justiça.Algarve
- Fernando Alves È claro que a violencia domestica existe mas não é so da parte da mulher, muitas vezes os homens são agredidos e pela vergonha teem que se calar, alem de que na violencia domestica so as mulheres são protegidas, onde estão os direitos iguais??? Algarve
- Lusitano em França E a justiça faz o quê?

sábado, junho 02, 2007


Violência Doméstica
Porto: Absolvição para mulher de 63 anos que matou marido

Juiz aplaudido na sala


* Joaquim Gomes,

Porto


A mulher que matou o marido para defender as filhas, ao fim de 40 anos de maus tratos, foi absolvida no Tribunal de São João Novo, num clima emocionante que acabou com uma grande salva de palmas para o juiz-presidente.
A arguida, Clementina Pires, de 63 anos, deixou a sala de audiências acompanhada por familiares, tendo afirmado aos jornalistas esperar que “este caso sirva de exemplo para as outras vítimas”, reconhecendo “não ser fácil denunciar estas situações” e “nunca o fiz porque se não era pior”.
O juiz-presidente, João Grilo, da 4.ª Vara Criminal do Porto, afirmou que a mulher “agiu sob forte pressão psicológica” na noite da morte, a 14 de Setembro de 2004, num episódio “tremendamente traumático” com a família, que era “completamente disfuncional”.
O magistrado recordou o último relatório da Amnistia Internacional segundo o qual no ano passado houve 39 vítimas mortais de violência doméstica em Portugal, “todas elas mulheres”, afirmou o presidente do tribunal colectivo, João Grilo.
Antes de anunciar a sua decisão, o juiz resumiu todo o calvário que a mulher e as duas filhas, já adultas, viveram durante 40 anos, até que o marido, Januário Rodrigues, de pistola em punho, entrou na casa de família, desferindo dois pontapés na mulher, enquanto a insultava. Após a entrada na sua residência, obrigou a mulher e as filhas a acompanhá-lo para um local desconhecido, cerca das duas horas da madrugada. Com uma foice e um martelo, ameaçou todas e dirigiu-se contra a esposa, que em desespero de causa se defendeu, com uma machada, na cozinha, tendo-o golpeado, até o inanimar, vindo a falecer cinco dias depois no Hospital de São João.
Acusada de um crime de homicídio na forma privilegiada, por matar o marido numa situação de grande exaltação, porque receava o pior para si e as filhas, Maria Clementina foi absolvida pelo colectivo de juízes, que a aconselharam a “aproveitar o resto da vida”.
De acordo com João Grilo, todos os antecedentes e as circunstâncias da noite do crime são suficientes para justificar a exclusão de ilicitude de Maria Clementina. Daí impor-se a sua absolvição, segundo salientou o presidente do Colectivo, para quem a vítima “vivia numa situação de quase esclavagismo”.
“A única coisa que se fez, durante estes últimos anos, para se combater as situações de violência doméstica foi, em termos legislativos, enquadrar os crimes como públicos e não já como semipúblicos, o que, na prática, vale zero para os tribunais”, acrescentou o juiz-presidente, preconizando uma reavaliação para este tipo de crimes.
Para a absolvição foram decisivas as “agressões gratuitas que vitimaram a família” e em que Maria Clementina era o “bode expiatório”.
“A senhora poderia ter sido a 40.ª vítima de violência doméstica”, disse o juiz-presidente, dirigindo-se para a arguida, que estava vestida de negro e que ouviu atentamente a sentença.
O advogado Luiz Vaz Teixeira, em defesa da arguida, referiu que “se fez a mais elevada justiça, atendendo ao caso dramático desta senhora e toda a família, incluindo duas jovens com problemas psiquiátricos, que foram sempre exploradas como mão-de-obra barata, sempre a favor do falecido”. O Ministério Público não recorrerá da absolvição.
in Correio da Manhã 2007.06.01
Julgamento: Sexagenária matou o marido com machada
Matei para salvar as minhas filhas
* João Carlos Malta
"Estava aterrorizada e ele estava a ameaçar-me a mim e às minhas duas filhas com a foice-machada na mão. Matei para salvar as minhas filhas”, disse Maria Clementina Pires, que ontem começou a ser julgada no Tribunal de S. João Novo, no Porto, por ter morto o marido à machadada. Está acusada de homicídio privilegiado, cuja pena pode ir de um a cinco anos de prisão.
Através de relatos emocionados, Clementina e as duas filhas descreveram os factos da vida de uma família de classe média, que tinha um pequeno negócio ligado a cortinados, até à morte de Januário, numa madrugada de Setembro de 2004. As três descrevem-no como um homem impiedoso, que as espancava quase diariamente pelas mais fúteis razões. Nunca denunciaram os maus tratos por temerem que, se Januário descobrisse, as matasse.
“Ele chegou a casa e começou logo a bater-me e a insultar-me. Disse para ir acordar as minhas filhas para sairmos de carro, sem dizer porquê. Foi para o quarto e começou a ameaçar-me com uma pistola, que depois largou”, afirmou a arguida.
Os acontecimentos precipitaram--se e, já com Januário a empunhar uma foice-machada perante as duas filhas, Clementina pegou numa machada de cozinha e desferiu vários golpes na cabeça do marido.
“Vivíamos num terror permanente, sempre com medo do que podia acontecer ”, disse por seu turno Ana Cristina, filha do casal. O julgamento continua no dia 3 de Maio.
MAUS TRATOS ERAM DIÁRIOS
Desde que tinha casado com Januário Pires, há quarenta anos, que Maria Clementina descobriu a faceta violenta do marido. “Ele fazia de mim uma escrava. Tinha de lhe fazer tudo, até atacar os sapatos. Se havia alguma coisa que lhe corria mal, batia-me”, contou ao colectivo de juízes a arguida. Poucas semanas antes de ter matado o marido foi espancada na rua.
“Tínhamos ido a um funeral e apanhei boleia com uma pessoa conhecida. Ele viu e bateu-me à frente do irmão dele”, disse. Mas as duas filhas, Ana Cristina e Maria Teresa, também sofreram.
“O meu pai dizia que preferia ver-nos mortas do que casarmos com alguém”, conta Ana Cristina, que hoje exerce advocacia.
in Correio da Manhã 2007.04.27
Julgamento: Sexagenária matou o marido com machada
Matei para salvar as minhas filhas
* João Carlos Malta
As agressões, ameaças e injúrias que Januário não se cansava de repetir dia após dia à mulher e às duas filhas, tornaram a vida de Maria Clementina num inferno. Após uma violenta discussão em Setembro de 2004, quando juntamente com as filhas era ameaçada pelo marido que empunhava uma foice-machada, no meio de uma intensa luta, matou Januário com vários golpes na cabeça.
Maria Clementina Pires, de 63 anos, começa a ser hoje julgada no Tribunal de São João Novo, no Porto, acusada de homicídio privilegiado, cuja pena varia entre um e cinco anos de prisão.
A arguida foi casada com Januário Rodrigues Pires durante quarenta anos, sendo que este desde há bastante tempo que vinha demonstrando um comportamento violento para com Maria Clementina e as duas filhas, Ana Cristina e Maria Teresa. Os maus tratos eram infligidos sem qualquer justificação, e nenhuma das vítimas apresentava queixa à polícia por medo de retaliações. Januário, sem razão aparente, chegava a dizer-lhes que tinha armas em casa e que um dia as mataria. Na noite do dia 13 de Setembro de 2004, Januário saiu de casa dizendo que ia pernoitar a outra casa, propriedade do casal. No entanto, nessa mesma madrugada, regressou à residência em que estavam mulher e filhas e tocou à campainha. Quando a arguida abriu a porta, o marido desferiu-lhe logo dois pontapés nas pernas enquanto a acusava de não lhe levar o leite para tomar os comprimidos. Januário Pires estava cada vez mais nervoso e já no hall de entrada pegou numa foice-machada com a qual ameaçou agredir a mulher e as filhas. Durante as ameaças foi dando pontapés nas três mulheres. Temendo pela sua vida e pela das filhas, Maria Clementina pegou numa machada de cozinha e depois de empurrar Januário para o chão, desferiu-lhe vários golpes na cabeça.Em resultado dos ferimentos provocados, Januário morreu cinco dias depois no hospital.
"AGIU SOB FORTE PERTURBAÇÃO"
Apesar da acusação afirmar que Maria Clementina actuou de forma “voluntária, livre e consciente” desferindo vários golpes em Januário Pires com o propósito de o matar, não deixa de reconhecer algumas atenuantes para a atitude da arguida. É dito que esta “agiu sob forte perturbação psíquica, em estado de exaltação e sob o efeito de dor física” resultante das agressões que Januário Pires se encontrava a infligir à arguida e às duas filhas do casal, e “às iminentes agressões que o mesmo se preparava para consumar” com a utilização da foice-machada. E não esconde “os maus tratos físicos e psicológicos perpetrados por aquele contra mãe e filhas nos últimos anos”. A arguida aguardou o julgamento em liberdade estando obrigada a apresentar-se semanalmente às autoridades. Na sessão de hoje testemunharão as filhas do casal.
APONTAMENTOSHOMICÍDIO PRIVILEGIADO
O Código Penal descreve este tipo de crime como: “Quem matar outra pessoa dominado por compreensível emoção violenta, compaixão, desespero ou motivo de relevante valor social ou moral, que diminuam sensivelmente a sua culpa.”
ARMA DO CRIME
Durante a luta com Januário, a arguida foi buscar uma machada de cozinha, com cabo de madeira e 31 centímetros. Maria Clementina acabou por desferir vários golpes na cabeça do marido, enquanto este continuava a empunhar uma foice-machada.
ATERRORIZADAS
Maria Clementina e as duas filhas, Ana Cristina e Maria Teresa, viviam aterrorizadas. As ameaças e agressões avolumaram-se durante anos.
SOBRINHAS
Juntamente com o casal e as duas filhas, no número 1733 da Rua de São Roque da Lameira, no Porto, viviam duas sobrinhas de Januário e Maria Clementina, as quais alegadamente sofrem de anomalias psíquicas.

in Correio da Manhã 2007.04.26
Quadro - "Between Spaces" By Castaneda Zevallos
NOTA - A violência, qualquer que ela seja, é sempre censurável. embora possa haver atenuantes que levem à sua desculpabilização. Da violência doméstica não são vítimas apenas as mulheres, as crianças e os adolescentes, os idosos ou os portadores de incapacidadade. A violência doméstica é também exercidas pelos filhos sobre os pais e, menos badalada, das mulheres sobre os homens, muitas vezes apenas psicológica e refinada, mas nem por isso menos violenta. Sobre esta última poderia dar múltiplos exemplos, mas neste momento não me apetece falar sobre isso.
Victor Nogueira