A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, julho 12, 2010

Crise financeira: Governo deve "nacionalizar tudo e começar tudo de novo" - Joe Berardo

11 de Julho de 2010, 09:10
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Funchal, 11 jul (Lusa) - O empresário Joe Berardo defendeu hoje, em entrevista à Agência Lusa, que uma das soluções para Portugal sair da atual crise financeira passa pelo Governo "nacionalizar tudo e começar tudo de novo".
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Numa entrevista à agência Lusa, o comendador considerou que se perspetiva "um problema dramático nos próximos cinco anos" para a economia nacional.
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"Estamos a brincar com o lume. Portugal está completamente endividado, ao nível do Governo, das empresas e privados", opinou, acrescentando que o país "não se pode dar ao luxo" de fazer exigências.
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O Joe Berardo, ao defender a nacionalização completa da econonomia nacional em tempos de neo-liberalismo encartado em súcialistas e súciais-demo-cratas ou centros demo-cráticos súciais deve estar a perder alguns milhões e talvez pretenda que  o Estado lave os prejuízos e depois entregue a carne a ele e comandita, continuando o Povo a pagar-lhes a limpeza e eles a arrecadar em milhões. Terá alguma coisa a ver com o boato da intervenção no BCP, essa jóia da gestão privada em que 80% do crédito depende de .... dez devedores, dos quais dois accionistas, incluindo ele? É que também consta que o BCP  teve para ter o destino do BPN e do BPP - falência, com as «artes» do Jardim e perdões de milhões ao filho !
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Não esquecer que o homem é perito em preservação do património classificado edificado - betonizou a Quinta da Bacalhoa em Vila Fresca de Azeitão e destruiu os vinhedos, - para não esquecer o negócio do Museu de Arte Contemporânea que instalou no Centro Cultural de Belém  com manutenção paga pelo Estado, com participações anuais dele para a sua manutenção e conservação não em dinheiro mas em espécie - obras de arte por ele avaliadas e no final é ele que fixa o valor da colecção, caso o Estado pretenda ficar com ela. Negócios da China, em que ele sai sempre a ganhar e o povo a pagar !
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No primeiro caso parece-me que o Instituto de Preservação do Património teve de vergar-se ao peso do Homem e que no segundo a então Ministra da Cultura foi desautorizada pelo então 1º Ministro .(Victor Nogueira)
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ver também aqui no Kant_O_XimPi.

Moody's corta rating de oito bancos portugueses.

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sexta-feira, março 12, 2010

Alguns dos mais ricos de Portugal

 

 

sexta-feira, 12 de Março de 2010


Somos bons! Somos mesmo “munta” bons!



Américo Amorim e Belmiro de Azevedo estão na lista dos multimilionários da “Forbes”. Amorim na 212ª posição, com três mil milhões de euros e Belmiro na 665ª posição, com uns magros mil e cem milhões de euros. É muito bom que a revista continue a publicar esta lista, de efeitos tão pedagógicos, positivos e “enriquecedores”.
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Na verdade, há sempre pacóvios a quem o futebol não anda a fornecer o nível e qualidade de alegrias de que necessitam, ou para quem os estaladões que dão “na mulher” já não têm o sabor dos primeiros anos... portanto esta lista é uma boa oportunidade para levantar os espíritos. «Tás a ver, pá? Também lá temos dois dos nossos portuguesinhos! Toma e vai buscar!!!»
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Amorim mantém-se, Belmiro regressa... mas o comendador Joe Berardo, esse saiu da lista. Fico inconsolável, mas não rendido. Vou imediatamente iniciar uma petição na internet e abrir uma "conta bancária solidária" para todos podermos ajudar o comendador Berardo a voltar para a lista. Qualquer um vos dirá que isso é muito bom para Portugal.
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Américo Amorim e Belmiro de Azevedo 

entre os mais ricos do mundo

Mais recente lista dos mil mais ricos do mundo, divulgada hoje pela "Forbes", integra Américo Amorim e Belmiro de Azevedo. Joe Berardo ficou de fora.

Carlos Afonso Monteiro (www.expresso.pt)
16:23 Quinta-feira, 11 de Mar de 2010
Américo Amorim continua a ser o
 mais rico dos portugueses, com uma fortuna avaliada em cerca de €3 mil 
milhões
Américo Amorim continua a ser o mais rico dos portugueses, com uma fortuna avaliada em cerca de €3 mil milhões
Rui Ochôa
Não é novidade que bolhas, crises e outras conjunturas económicas negativas são, apesar de tudo, uma oportunidade de aumentar grandes fortunas. Por pior que esteja a economia o dinheiro não desaparece, apenas muda de mãos.
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A nova lista dos milionários da "Forbes", hoje dada a conhecer, chocou o mundo quando anunciou que o mexicano Carlos Slim havia ultrapassado Bill Gates. Menos surpreendente é o facto de dois empresários portugueses, Américo Amorim e Belmiro Azevedo, integrarem o rol de mil nomes de homens mais ricos do mundo.

Os Tycoons portugueses

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Com esta distinção, Américo Amorim e Belmiro de Azevedo podem realmente ser considerados os Tycoons portugueses. Tycoon é uma expressão inglesa usada para descrever grandes líderes de negócio, cuja influência e poder é equiparável a chefes de Estado.
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A palavra é de origem japonesa e baseia-se na expressão chinesa "grande príncipe". Era usada no Japão feudal para descrever os shoguns (que traduzido significa algo como grande general), os líderes militares que detinham o poder executivo do país e uma influência tão grande ou maior que a dos imperadores da sua época.

Amorim mantém-se, Belmiro regressa e Berardo cai

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Américo Amorim, empresário ligado especialmente ao negócio da cortiça, ocupa a 212ª posição da lista da "Forbes". É o mais rico dos portugueses e conta com uma fortuna avaliada em cerca de €3 mil milhões. Já em anos recentes Américo Amorim tinha sido uma presença na lista da "Forbes".
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Quanto a Belmiro Azevedo, líder da Sonae, que anteriormente ocupou a 1ª posição no ranking português, ocupa o 665.º lugar da lista da "Forbes", com uma fortuna que ronda os €1,1 mil milhões. Belmiro de Azevedo, apesar de ser uma presença frequente nesta lista, não tinha figurado na mesma o ano passado.
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Já Joe Berardo perdeu fôlego e caiu da lista. Em 2009, figurava na 701ª posição, com uma fortuna avaliada em mil milhões de euros.
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quinta-feira, julho 09, 2009

Berardo oferece emprego a Manuel Pinho

A polémica do ministro

Berardo oferece emprego a Manuel Pinho

Joe Berardo convidou ex-ministro da Economia para cargo de administrador da sua fundação. Empresário «admira» Pinho

Aljustrel: atraso do Governo trava emprego

Teixeira dos Santos atento a contas públicas

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in Diário Digital - seg 06-07-2009 02:41

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segunda-feira, julho 02, 2007




Opinião
Coisas do dinheiro
Lucros fabulosos da guerra no BCP

* Armando Esteves Pereira
Não se sabe quem ganhará a guerra, mas todos os accionistas já ganharam cerca de 50% com os títulos.
Há uma guerra aberta e declarada entre accionistas do BCP. Quando Jardim Gonçalves retirou as propostas polémicas na última assembleia geral sobre o reforço da blindagem e o seu papel enquanto presidente do conselho de supervisão não conseguiu tréguas. Agora os seus adversários juntam-se e, tal como no filme dos sete samurais, os sete milionários que lideram a contestação ao histórico fundador do maior banco português atacam, apresentando propostas para a próxima reunião magna que, a serem aprovadas, significarão uma verdadeira revolução.
A extinção do conselho de supervisão significa a tentativa de tirar do poder do banco a tutela de Jorge Jardim Gonçalves. O aligeiramento da blindagem e a diminuição do salário dos administradores, os mais bem pagos em Portugal, são outras propostas deste grupo que conta com o inevitável Joe Berardo e com novos aliados de peso como João Pereira Coutinho, Filipe de Botton, Diogo Vaz Guedes, Bernardo Moniz da Maia, Vasco Pessanha e Manuel Fino, ilustres figuras que representam uma quota assinalável do PIB português. Não se sabe quem ganhará a guerra, mas entretanto todos os accionistas já ganharam cerca de 50% com a valorização dos títulos, desde 1 de Janeiro.
Cada um dos sete samurais já ganhou milhões. O banco é mesmo a instituição financeira europeia que mais se valorizou este ano, ganhando mais de cinco mil milhões de euros.
ANTI-JARDIM
Quando em meados de 80 Américo Amorim convidou o engenheiro que liderava o então BPA, o segundo maior banco do Estado, o banqueiro que Mário Soares tinha ido buscar a Espanha, onde se refugiara para evitar os contratempos do PREC de 1974 e 1975, não se mostrou particularmente entusiasmado com o projecto de liderar um novo e pequeno banco. Mas depois da insistência do rei da cortiça, [Engº ] Jardim acabou por aceitar o desafio e lançou um dos primeiros bancos comerciais privados.
Com muitos dos quadros que recrutou no BPA e outros que se juntaram construiu um núcleo coeso de um banco inovador e agressivo, que rapidamente conquistou mercado e que depois se tornou capaz de comprar outras instituições, para se transformar no maior banco português. E com este núcleo uma boa relação com os parceiros internacionais, Jardim criou um banco onde, apesar de haver accionistas, ele era o verdadeiro patrão. O próprio Amorim sai nos primeiros anos da década de 90 em conflito com o engenheiro, um líder carismático, duro e corajoso, como já revelara na guerra colonial onde enfrentou um dos teatros mais difíceis do conflito, em Angola.
Mesmo com o crescimento com as aquisições, Jardim conseguiu impor uma cultura única de direcção do banco. Entretanto as coisas mudaram. Jardim saiu da liderança executiva e ficou no conselho superior e de supervisão. Paulo Teixeira Pinto, o delfim que escolheu, já mostrou que agora é o presidente do conselho de administração. O BCP já foi o banco de Jardim. Resta saber o que será no futuro.
ONDE FICA MALTA?
O 19.º país europeu em riqueza por habitante inicia hoje a presidência da UE. O Eurostat acaba de revelar que fomos ultrapassados por Malta no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) por habitante. Já estamos habituados: gregos, eslovenos, cipriotas e checos fizeram o mesmo.
Qualquer dia será a vez de polacos, húngaros e bálticos conseguirem idêntico feito. E o pior é que ninguém parece realmente muito preocupado com isso.

in Correio da Manhã 2007-07-01

Sublinhados a azul de VN
Fundação
Berardo no lugar de Mega

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Joe Berardo vai assumir a presidência do Conselho de Fundadores da Fundação com o seu nome, em substituição de António Mega Ferreira, que se demitiu terça-feira, comentando que a ruptura “é inconciliável".
No final de uma conversa com o público sobre a sua colecção, o comendador reiterou à Lusa que Mega nada fez pelo Museu Berardo “e só criou dificuldades à sua instalação” no CCB.

in Correio da Manhã 2007-07-01



‘Recuperar a glória do passado’
OPA para ajudar Benfica
Joe Berardo, que lançou uma Oferta de Aquisição Pública (OPA) sobre a Benfica Futebol SAD, garante que o fez “para ajudar” o clube “a ser campeão europeu e recuperar a glória do passado”.
“Temos que descobrir um novo Eusébio, temos que descobrir um novo Rui Costa, temos que descobrir um novo Águas”, disse o empresário madeirense em entrevista à rádio ‘Antena 1’.
Esta referência a Rui Costa foi feita depois de ter voltado a pedir desculpa ao jogador, de 35 anos. Berardo reafirmou que não quis “pôr em causa a dignidade do homem” e insistiu na necessidade de o Benfica ter jogadores mais jovens. Quanto à questão lançada pelo médio, sobre onde estavam os “homens providenciais” em 1994, quando se transferiu para a Fiorentina, Berardo respondeu: “Era outra altura. O Benfica não era como hoje, que tem a SAD e tem de declarar coisas”.
O empresário reconheceu ainda que foi “infeliz” nas declarações sobre Rui Costa. No entanto, para o clube da Luz ser campeão europeu necessita de “apostar em jogadores jovens talentosos que sejam uma mais-valia no futuro”. A permanência de Simão Sabrosa no Benfica foi enaltecida pelo empresário, aplaudindo a Direcção.
“Mas isso não implica que no futuro não tenhamos que mudar a equipa”, reconheceu.
in Correio da Manhã 2007.06.23
Gravura - Achille Deveria - 1840's

domingo, julho 01, 2007




Dinheiro
JBs, os mecenas do Benfica
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À primeira vista, entre Jorge de Brito e Joe Berardo, apesar da mesma origem modesta, pouco ou nada haveria em comum.
O primeiro era um homem discreto e reservado, que detestava o espalhafato, ou sequer dar nas vistas. Nasceu em Queluz e considerava-se um lisboeta da gema. No fundo, tinha um certo desprezo pelo dinheiro. Joe Berardo é um superactivo, extravagante, indiscreto, que adora os grandes gestos e fala pelos cotovelos (dizem alguns que em ‘berardês’), tanto é capaz de uma magnanimidade, como de uma impiedosa crueldade. Nasceu na Madeira e adora o dinheiro não tendo o menor rebuço em o proclamar. Mas as diferenças ficam-se por aqui e as parecenças são quase perturbadoras para quem conheceu os dois homens mais de perto.
Anotem:
a) Ambos se sentiram atraídos pelas artes e se fizeram grandes coleccionadores;
b) Ambos fizeram do Benfica uma paixão e investiram no clube (ou vão investir, no caso de Berardo) vultuosas somas em dinheiro;
c) Ambos sentiram desde muito novos uma atracção irresistível pelo sector financeiro;
d) Ambos se fizeram grandes empresários, Brito criando uma grande empresa de auto-estradas, a Brisa, e fundando o Banco Intercontinental Português (BIP), Berardo várias empresas, com a Metalgest como ‘holding’ de um já poderoso grupo e já anda a falar na criação de um Banco;
e) Ambos emigraram para África enquanto jovens, à procura de um ‘el-dourado’;
f) Ambos são (foi, no caso de Brito) especuladores na Bolsa;
g) Ambos sentiram, e investiram na comunicação social, Jorge de Brito comprando o saudoso ‘O Século’, Berardo o ‘Record’ e outras publicações e mais uma quota de 24,99% da SIC;
h) Ambos foram dirigentes desportivos, Brito vice-presidente e presidente do Benfica, Berardo presidente da Assembleia Geral do Marítimo;
i) Ambos são ‘self-made men’, Brito mais culto e recatado, Berardo mais prático e realista.
POR CAMINHOS DIFERENTES
Mau grado todas estas afinidades, os dois JB’s seguiram na vida caminhos bastante diferentes.
Jorge de Brito começou a trabalhar cedo e aos 18 anos era empregado de balcão do Banco Espírito Santo. Não por muito tempo, pois partiu para Angola, mais concretamente para Cabinda, onde pensava poder fazer fortuna. Umas complicações amorosas com a mulher de um oficial do Exército fê-lo regressar pouco depois a Lisboa, onde acabou por ir trabalhar para uma fábrica de refractários, onde conheceu uma sobrinha do proprietário, Isabel Henriques, com quem casou e teve seis filhos. Mas não perdia uma ocasião de ganhar dinheiro. Ainda na década de 50, passa pelo Algarve e, em dias apenas, compra o hotel em que ficara, com o apoio do BES, e quando volta a Lisboa pouco depois, vende-o com mais de mil contos (naquele tempo ) de lucro.
Põe-se a trabalhar por sua conta, intermedeia grandes negócios (BPA, Cervejas Estrela, etc), mete-se, por fim, numa casa bancária. Com o advento do Marcelismo e a protecção de Marcelo Caetano consegue, em 1972, perante o espanto do País, ser autorizado a transformar a sua pequena casa bancária no Banco Intercontinental Português.
Era o grande empresário da era marcelista, o mais conhecido e admirado Mecenas, pois nunca deixou de comprar arte. Com o 25 de Abril a sua estrela começou a empalidecer, o banco foi nacionalizado e Jorge de Brito é preso e metido em Caxias.
Que fazia, entretanto, Joe Berardo? Depois de emigrar para a África do Sul, com cerca de 18 anos e um conto de réis na algibeira, corre a via sacra dos emigrantes sem uma profissão, desde empregado de mercearia a ajudante de pedreiro. A história da sua rápida fortuna conhece diversas versões na África do Sul do ouro e do ‘apartheid’, que ele nunca se preocupou muito em esclarecer. A que é sugerida a quem tenta de algum modo desvendar o mistério é a da recuperação dos grandes montes de entulho e terra, que podem ver do ar, em redor de Joanesburgo, todos os que já viajaram de avião para a África do Sul. São os resíduos da exploração de milhares de minas de ouro. Um velho mineiro japonês que Berardo conhecia inventou uma forma de recuperar, desses montes de pedra e terra julgados sem valor, uma porção significativamente comercial daquele precioso metal.
A história conhece a partir daqui diversas pistas. Uma coisa é certa, quando voltou a Portugal, de livre vontade ou, ao que alguns dizem, pressionado pelas autoridades sul-africanas, Joe Berardo já era um homem rico. De então para cá, ele só fez por multiplicar exponencialmente a sua fortuna – e esse é um mérito que ninguém lhe pode tirar. De algum modo, a sua vida lembra aqueles filmes sem epílogo, que deixam à imaginação de cada um a liberdade de escolher o desfecho que mais lhe agradar. (...)
Joe Berardo, que foi proprietário de uma espampanante moradia na Quinta da Marinha, com duas piscinas, um imenso relvado, etc (que acabaria por vender ao ex-presidente do Benfica Manuel Damásio por 700 mil contos), tem a mania das casas. Tem cerca de 15, espalhadas pelo Mundo: em África, na América, no Canadá, no Funchal, em Lisboa, onde tem várias. A maior parte do tempo está agora na Av. Infante Santo.
- Pouca gente sabe, mas José Berardo, o 9.º homem mais rico do País, aos 12 anos, como os filhos de quase todas as famílias pobres, andou no seminário, com seu irmão Jorge Berardo, fingindo, como os rapazes da sua época que tentaram por aí umas habilitações literárias, que tinha vocação para padre. Como se vê hoje, esteve lá pouco tempo (...)
in Correio da Manhã 2007.06.30

quinta-feira, junho 28, 2007




Joe Berardo está em todo o lado... Ora há-de estar na Opa à P.T, na Opa ao Benfica, no Banco do Benfica, no estudo para o novo aeroporto de Lisboa, na inauguração do seu museu... Deve ser muito fatigante, mesmo para um dEUS ! Perdão, um Comendador !...

(Enervante e enjoativa a atenção que a comunicação social lhe dispensa !)

Ilustração - pormenor da Capela Sistina - Michelangello

quarta-feira, junho 27, 2007


Museu Berardo:
Comendador força saída de Mega Ferreira
Ele sabia que eu tinha razão
* Sofia Canelas de Castro / Rui Arala Chaves
Depois da festa de anteontem à noite no Centro Cultural de Belém (CCB), Joe Berardo acordou ontem o País a pedir a demissão de António Mega Ferreira da presidência do Conselho de Fundadores do Museu, em declarações à Antena 1.

Mega Ferreira reagiu através de uma carta endereçada a Berardo, com data da véspera, e apresentou a demissão. O comendador pensa agora na sucessão e admite até ocupar o cargo do qual prescindiu ao convidar Mega Ferreira.
“Ele sabe que eu tinha razão. Não esperava que fizesse outra coisa”, declarou Joe Berardo ao CM. Razões? Mega Ferreira “não faz nada pela Fundação Berardo”, enquanto ele, comendador, já arranjou 20 personalidades que vão contribuir, cada uma, com 100 mil euros. Além do mais, Berardo ficou enfurecido por as bandeiras do Museu não terem sido hasteadas na inauguração. “Ele é intelectual, tem sangue azul, eu sou de origem humilde”, ironizou.
E mais: “Ele desobedeceu à ministra”, frisou, referindo um telefonema do Ministério da Cultura para que Mega Ferreira colocasse as referidas bandeiras na noite de inauguração.
Por agora, o comendador aguarda uma reunião com Isabel Pires de Lima para decidir os destinos da presidência do Conselho de Fundadores do Museu, que pode passar por ele mesmo: “O meu problema é que não tenho tempo. Mas quero alguém que perceba do assunto.”

Governo deu demasiado poder a Berardo?

SIM
Quando ficaram definidos os termos em que a colecção de arte do empresário madeirense iria colonizar a maior parte do Centro Cultural de Belém tornou-se evidente que quem enfrentasse o dono de obras de Andy Warhol teria menos de 15 minutos de sobrevivência. Mega Ferreira até resistiu muito tempo.
Leonardo Ralha Editor de Sociedade
NÃO
Uma das maiores e melhores colecções de arte moderna do Mundo está disponível para que todos os portugueses a possam apreciar sem sair do seu País. Este ‘luxo’ tem um preço e o Estado decidiu assumir esse preço a bem da cultura nacional, dando à colecção o destaque que merece no Centro Cultural de Belém.
Miguel Alexandre Ganhão Editor Executivo

Bilhete Postal
O mês de Berardo
· Leonor Pinhão
Lisboa oferece desde ontem aos seus cidadãos e aos seus visitantes uma imponente colecção de arte moderna e contemporânea.
Joe Berardo marcou o mês de Junho em todas agendas da comunicação. Primeiro, lançando uma OPA amigável sobre a SAD do Benfica, o que lhe valeu uma notoriedade popular jamais por si alcançada. Agora, a inauguração do Museu Colecção Berardo, no CCB, garante-lhe o respeito dos eruditos. Como se não lhe bastasse, a festa de ontem, em Belém, teve uma forte e reverencial presença da classe política. Ou seja, Berardo está pronto para entrar no mundo do futebol e a sua referência é Jorge de Brito, o banqueiro e coleccionador de arte que foi presidente do Benfica. Arte, já há. Só lhe faltam os golos.
Inauguração:
Museu de arte moderna e contemporânea único no país
Ministros com Berardo
· Dina Gusmão
Joe Berardo recebeu o primeiro-ministro com um sonoro “conseguimos”. José Sócrates foi o último dos governantes a chegar ao Centro Cultural de Belém para a cerimónia oficial de inauguração do museu. Já lá estavam seis ministros.
(…)
À festa da inauguração compareceram em peso membros do Governo. Um convidado não resistiu a fazer um comentário sarcástico: “O Governo está com o Berardo, mas o País, hoje, está sem Governo.” (...). Marcou ainda presença um sem-número de embaixadores e um especial amigo de Berardo – o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
O Museu Berardo resulta de um acordo entre o comendador e o Estado em vigor até 2016, último ano para exercer o direito de opção de compra desta importante colecção de arte moderna e contemporânea avaliada em 316 milhões de euros.
De números não fala Berardo, mas o seu director artístico, Jean-François Chougnet, explica: “O valor das obras oscila com os preços do mercado e, como todos os dias se batem recordes, os valores máximos e mínimos das peças em exposição estão sempre a mudar.

Museu Berardo
Festa de 400 mil euros


· Sofia Canelas de Castro / Dina Gusmão

(…)
SELOS
Os Correios de Portugal emitem esta semana quatro selos (de 45 e 61 cêntimos, um e dois euros) e um bloco filatélico (2,44 euros e uma tiragem de 60 mil exemplares) alusivo ao Museu. O design gráfico é do atelier Acácio Santos/Elisabete Fonseca.
NOTAS
- O Ministério da Cultura contribuiu este ano com três milhões de euros para a Fundação da Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo, para a gestão do Museu.
- O espaço recebe 248 das 862 obras da Colecção Berardo, conjunto este avaliado pela leiloeira Christie’s em 316 milhões de euros, seis vezes mais do que o valor da OPA sobre o Benfica...
- A inauguração, hoje, vai custar cerca de 400 mil euros – segundo o director do espaço –, que incluem despesas de comunicação (campanha publicitária de divulgação do evento).(…)
in Correio da Manhã 2007.06.25/26
Destaques a azul de Victor Nogueira

A vida aventurosa de Joe Berardo em romance de cordel



VIDAS, revista semanal sabática do CORREIO DA MANHÃ
semana de 17 a 23 de Junho 2006 (dois mil e seis)
Colunáveis
a) com direito a capa com «mansão» em fundo: O HERDEIRO DE JOE BERARDO

Sabem quem é o Joe Berardo? Vidas informa que fez a fortuna «minerando» lá pela África do Sul nos anos 60 do anterior milénio, depois de andar a mondar erva. E porque escolheu a África do Sul, a do Apartheid na altura? Confessa: «Porque senti que era ali que podia fazer as coisas à minha maneira e desenvolver a minha ideia de trabalho.» Ideia tão «fecunda» que o colocou entre os dez mais ricos de Portugal, com uma fortuna avaliada em 527 milhões de euros.
E afirma o rebento do patriarca: «Ser filho de Joe Berardo é confortável. Permite-nos ter sonhos», acrescentando «Estou sempre a rir. O meu pai ensinou-nos a levar a vida com alegria». Deve ser por isso que o clã está a desenvolver um projecto muit’a lôco, bué d’ excêntrico, na Quinta dos Loridos: o maior jardim oriental da Europa, onde nos próximos meses chegarão mais de 2 500 toneladas de estátuas.
E como surgiu esta ideia fabulosa? Ora, duma conversa com “um amigo da família, [que] contou coisas fantásticas sobre o Oriente e onde encontrar esculturas em mármore e granito feitas à mão a preços excepcionais. Duas semanas depois, [o rebento e o patriarca estavam] na China a escolher peças”
Poças, ainda não sabem quem é o Joe? É aquele que adquiriu a Quinta da Bacalhoa, nos arredores de Setúbal, em Azeitão, e logo rebocou as paredes do palácio com cimento e arrancou vinha e arrasou terrenos, apesar da oposição do IPPAR ou lá que é; alguém sabe se o homem cumpriu as determinações e recolocou tudo como estava? Pois, é esse mesmo, o da colecção de arte moderna, que o Sócrates aceitou «armazenar» no Centro Cultural de Belém a troco de nada, salvo erro por dez anos e a expensas do pagode.
Sobre esta «colecção» muitos rios de tinta têm corrido, que a riqueza faz inveja, salvo seja! Na impossibilidade de adquirir o original da Mona Lisa, guardado no Louvre, Joe resolveu investir na «Arte Moderna», mais à mão de semear e mondar.
Mal comparado, faz-me lembrar a história daqueles agrários alentejanos que em Évora, nos anos 60 do século passado, adquiriam na Livraria Nazareth cem metros (sic) de livros para encher as prateleiras acabadinhas de comprar, todos mandados bem encadernar mas cortados pela mesma altura para não destoar.
4 páginas – 4 fotos do comendador [da Ordem do Infante D. Henrique], exibindo em duas a comenda, qual general soviético.
Ah mas todo eu estou orgulhoso, modestamente orgulhoso, orgulhoso à minha minúscula escala: ele também colecciona selos e postais. Uffa! Não se esqueçam e mandem-mos para um dia poder também «ocupar» o Centro Cultural de Belém! Prometo que no átrio figurará em placa de mármore de 1ª o nome dos mais generosos benfeitores
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=205353&idselect=133&idCanal=133&p=22

b) Milionário dá festa de arromba

Mais modesto – só duas páginas – porque avesso a expor-se publicamente, mas também entre os dez mais ricos de Portugal está D. João Pereira Coutinho, doutra cepa, que deu uma festa de arromba com 500 convidados e 50 empregados (estes com fatos feitos de propósito para o evento), na Quinta de S. Gonçalo, ali para os lados de Oeiras. Porquê a festa: pelo 90º aniversário da senhora sua mãe, para lhe agradar. A senhora deve ser rija, mais rija que os vizinhos a quem D. João Pereira Coutinho ofereceu um fim-de-semana num hotel algarvio, para compensá-los da chinfrineira que durou até às 5 da matina. Ah, amigos amigos, simpatias à parte: «Nas várias entradas da propriedade, tinha um forte aparato de segurança.» Que a festa era apenas para a família e amigos mais chegados, como D. Isabel de Heredia e D. Duarte Pio, em foto de paparazzi.

c) Sou discreta, não gosto de me expor
Isabel Carmona Rodrigues, de branco talhada, primeira dama do «mayor» de Lisboa. Por ser avessa aos holofotes, ICR passa despercebida na maior parte dos eventos. Mas ela não se importa, pois a família é a sua prioridade. Daí só ter uma página, ao contrário de madame Capucho, primeira dama do mayor de Cascais, com 4 páginas e port folio familiar. Talvez por isso Cascais e não Lisboa aparece na edição on line de VIDAS. Tal como a inefável tia Cinha Jardim

E assim se fecha o ciclo: do Jardim da Madeira veio o Joe, com a Cinha Jardim se termina.

Victor Nogueira