A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, julho 26, 2009

A nova Influenza



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por Eduardo Bomfim*

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No momento em que escrevo este artigo o número de óbitos provocados pela nova gripe A (H1N1) é de 24 pessoas, o que deverá aumentar em escala progressiva devido ao seu caráter epidêmico, muito embora o seu grau de virulência seja inferior ao previsto, dizem as autoridades sanitárias mundiais e brasileiras.
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Mas algumas questões consideradas sérias já foram levantadas desde as epidemias de Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) e gripe Aviária lá mais ou menos por 2003.

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Uma dessas observações diz respeito ao risco de disseminação de pandemias provocada pelos métodos industriais da criação ultraconfinada de aves e suínos, em todo o mundo, ocasionando graves problemas sanitários e, afirmam os cientistas, condições propícias à proliferação de agentes infecciosos.

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Outra causa das epidemias que rapidamente se espalham pelo planeta é que o mundo ficou pequeno devido ao extraordinário encurtamento das distâncias através dos atuais meios de transportes.

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No entanto, essa não é a explicação ideal e ela pode muito bem servir como cortina de fumaça para encobrir as causas fundamentais desse problema cada vez mais sério e com intervalos entre uma e outra manifestação mundial cada vez mais curtos.

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Além das referidas técnicas internacionais de criação intensamente confinada de aves e suínos, com preocupações sanitárias e epidemiológicas em iguais proporções, o historiador e cientista norte-americano Mike Davis da Universidade da Califórnia alerta para outras razões também muito sérias.

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Ele afirma, baseado em pesquisas, que a maioria da humanidade não tem acesso às vacinas e aos fármacos antigripais e que os remédios de salvação para pandemias deveriam ser um direito humano global, mas a Organização Mundial de Saúde não obteve consenso nenhum sobre esse aspecto entre os países do primeiro mundo.

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Não há consenso e não se impediu o monopólio, a sede irrefreável por lucros fabulosos, auferidos pela grande maioria das poderosas indústrias farmacêuticas multinacionais que detêm as patentes dos principais antibióticos e antigripais.

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E finalmente declara que se a Terra transformou-se em uma aldeia global o mesmo pode-se dizer sobre a atual tragédia mundial dos sistemas de saúde pública, inclusive no Brasil.

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*Eduardo Bomfim, Advogado



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.

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in Vermelho -
25 DE JULHO DE 2009 - 20h09
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sábado, julho 04, 2009

Honduras - Ópera Bufa


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por Eduardo Bomfim*
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O recente golpe de Estado em Honduras é um fato que deve ser repelido por todos os segmentos políticos e sociais, principalmente das Américas, independente de convicções ideológicas, bastando para isso que se professe a democracia como valor irrevogável.

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Principalmente quando os acontecimentos revelam a existência de uma quartelada conduzida por oligarquias daquele País que se sentiram ameaçadas em seus privilégios com a eleição democrática do presidente Zelaya, apeado do poder essa semana.

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O que se percebe é que os golpistas analisaram muito mal a atual conjuntura da sua nação e principalmente a situação internacional e apostaram na tradição de sucessivas intervenções caudilhescas que definiram os rumos da sofrida América Central durante os últimos cem anos.

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Tradição essa que se espalhou em muitos períodos pela América do Sul, sem falar em outros continentes como a África que continua penando até os dias atuais com regimes autoritários em diversos países, quando governantes corruptos, marionetes de interesses estrangeiros, ainda transformam a bela e excepcional África em um continente manchado de sangue.

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Esse mesmo continente que os especialistas internacionais definem como o grande celeiro do mundo no futuro bem próximo, porque ele reúne todas as condições para o cultivo diversificado de várias espécies de alimentos em larga escala, sob condições climáticas e de solo extremamente favoráveis.

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Isso sem falar em seu potencial de industrialização, sustentado em excepcionais reservas de matérias primas, além da produção de petróleo, diamantes e outros produtos de primeiríssima grandeza. Mas isso é outro assunto.

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Quanto à América Central e especificamente Honduras, o erro de cálculo dos golpistas foi eles próprios acreditarem no fato de que a proximidade com os EUA, portanto uma região geopoliticamente estratégica, poderia favorecer um movimento reacionário de essência corrupta.

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A indignação internacional foi imediata. Os governos latino-americanos foram consequentes, o presidente dos EUA, Barack Obama, posicionou-se com firmeza e a ONU condenou os golpistas.

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Trata-se de uma ópera bufa odiosa que nos atormentou, os latino- americanos, durante todo o século vinte e deve ser duramente condenada.


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*Eduardo Bomfim, Advogado



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in Vermelho - 4 DE JULHO DE 2009 - 18h24
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segunda-feira, março 24, 2008

A Crise do Capitalismo:


Momentos decisivos


por Eduardo Bomfim*

Os presidentes dos Bancos Centrais de várias nações, concluíram que a resultante da atual grande crise econômica só é superada pela catástrofe de 1929 a 1930, quando miliardários transformaram-se em falidos totais, da noite para o dia.


Uma tragédia, narrada pela literatura e pelos manuais da economia, que provocou cenas dantescas como suicídios de grandes executivos, de altos edifícios, símbolos da aparente solidez do modo capitalista internacional da época.


Além disso, jogou na fome, no desespero, no desemprego generalizado, centenas de milhões de famílias nos EUA e por todo o mundo. É verdade que o sistema capitalista tirou ensinamentos dessa hecatombe econômica e desenvolveu mecanismos de controle e regulação sobre as intempéries cíclicas da economia global.


Mas, é impossível evitar o surgimento das chamadas crises sistêmicas do capital, visto que a lógica do modelo é essencialmente anárquica, impelida através da ganância do lucro, da ambição desmedida.


É assim que funciona o espírito do regime. Tanto na vitalidade comprovada, quanto em seus efeitos trágicos junto aos povos, às nações, aos assalariados, em especial aos operários, produtores, em última instância, das riquezas materiais.


O dramático, nesse contexto atual, é que o centro e a profunda instabilidade na economia internacional encontram-se, de novo, na maior potência capitalista do mundo. Começou pela chamada “bolha do sistema imobiliário”, e alastrou-se por vários segmentos produtivos e especulativos.


Demonstrando sinais de recessão, queda no consumo, aumento do desemprego, falências, tendências inflacionárias. Aumenta a tensão com a crise de confiança nos fundamentos macroeconômicos, que começam a abalar grandes bancos globais dos EUA.


O Banco Central dos EUA, o FED, intervém na “livre iniciativa”, reduz fortemente os juros, abaixo da inflação. São os juros negativos. Procuram, em choques, recuperar a dinâmica do sistema.


Os grandes emergentes, China, Índia, Rússia e Brasil, ancorados na multipolaridade da atual realidade econômica, resistem à convulsão e vão crescendo no desconcerto.

Mas, a crise ainda não chegou ao fundo do poço. E ela poderá ser jogada sobre os nossos ombros. As próximas medidas econômicas do governo, serão decisivas à economia e à soberania nacional.





*Eduardo Bomfim, Advogado


* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in VERMELHO - 22 DE MARÇO DE 2008 - 20h35
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quinta-feira, dezembro 20, 2007

A Rosa de Alexandria e o Caso Maddie (20)


A Rosa de Alexandria


por Eduardo Bomfim*



Vivemos num tempo em que o Capital atingiu um ritmo ao mesmo tempo voraz e autofágico. Cria invenções fabulosas em todas as áreas das ciências, mas incontinênti nega os seus benefícios à grande maioria da humanidade, que poderiam minimizar as dores, físicas e espirituais, de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
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Babilônico, incentiva a desagregação de valores caros ao ser humano, pasteuriza culturas de nações, desenvolvidas por gerações e gerações, na busca da maximização do lucro e minimização dos custos em todas as latitudes. Não existe medida que sacie a ganância desenfreada.
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As guerras, sucedem-se umas às outras, todos os anos, quando não em meses. Nesse início do terceiro milênio, aconteceram uma série de conflitos regionais, onde Estados desintegraram-se em lutas intestinas, fratricidas mesmo, ou foram vítimas de intervenções sangrentas em nome da democracia, supostamente pela liberdade, contra a paranóia do terrorismo, saído do ovo da serpente, que se diz “a grande maçã”.
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É bastante ilustrativa a morte de um brasileiro, no metrô de Londres, confundido pela polícia britânica como um terrorista. Até hoje, o governo brasileiro, organizações sociais e políticas inglesas, a família do morto, aguardam uma retratação do governo inglês.
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A punição aos culpados de um assassinato tenebroso, porque cometido pelo Estado de Sua Majestade, nas condições em que a vítima não foi interpelada, não ouviu “mãos ao alto !”, algo que significasse uma voz de prisão. Morreu fuzilado com mais de cinco tiros. Aliás, morreu sem saber que morria, sem a possibilidade de algum medo, um mínimo susto.
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A selvageria provocada pela economia da demência, faz com que proliferem narcotraficantes, terroristas suicidas fundamentalistas, aumento da criminalidade, a banalização da vida, etc. Mas, as maiorias não desistem da esperança.
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Resistem, em busca de outros tempos de festa, trabalho e pão. Não podem dar-se ao luxo de crises existenciais, filosofias céticas. Simplesmente sobrevivem.
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São como a “Rosa de Alexandria”, que mereceu o título de um dos livros do catalão Manuel Vázquez Montalbán, uma flor dizimada pelas lavas do Vesúvio, e que reapareceu em terras de Espanha. Elas são brancas pelo dia, como a paz, e vermelhas à noite, como o sangue dos que constroem cidades e riquezas, e delas não usufruem quase nada.
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*Eduardo Bomfim, Advogado


* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.


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VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::.

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NOTA VN - Comparem este silêncio de «Sua Majestade» com o alarido e apoios milionários no caso «Que sucedeu a Maddie?»