A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, agosto 14, 2007

Museu do Linho fica na Cadeia

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Ribeira de Pena: Antigos calabouços mostram arte secular
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* Cristina Meireles
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O edifício do antigo estabelecimento prisional de Ribeira de Pena é agora um espaço moderno, funcional e atractivo e tem instalado na área dos antigos calabouços o primeiro Museu e Centro Interpretativo do Linho do País.
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Para além de ser a primeira unidade museológica do género no País, este museu resulta de uma iniciativa da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, que pretende valorizar o linho como “elemento fulcral da economia e do turismo da região” e torna realidade um sonho que já tem mais de um quarto de século. O novo museu situa-se em Venda Nova, freguesia que fica a cerca de dois quilómetros da sede da vila. No seu interior os visitantes vão encontrar artefactos tradicionais ligados ao cultivo, produção e transformação artesanal do linho.
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Este espaço tem características únicas atendendo à antiguidade de muitas das peças expostas, algumas quase centenárias e recolhidas no concelho de Ribeira de Pena e em municípios vizinhos. Entre as raridades conta--se uma espadela, um maço e um ripo, todo eles com mais de oitenta anos. O visitante encontrará também catalogado todo o espólio ligado à actividade do linho, que inclui entre outras peças, a roca, o fuso, o sarilho, a dobadoira e teares em madeira, ao mesmo tempo que terá oportunidade de conhecer o ‘Ciclo do Linho’, que os antigos denominam como “tomentos do linho”.
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O Museu do Linho será no futuro um pólo de atracção turística importante na região do Tâmega. O edifício em granito é imponente, ao estilo “senhorial “, foi construído há mais de um século e, para além de cadeia, chegou a ser escola primária e até serviu de sede aos Paços do Concelho até 1932.“É um espaço de memória dos usos e costumes ligados à arte ancestral do cultivo do linho, que deve ser preservada e estimulada” disse o Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto. Mas o autarca vai mais longe e assegura que o Município “pretende que este equipamento seja também um espaço com vida, e local interactivo com os visitantes e que esteja sempre aberto à comunidade escolar, por forma a dar a conhecer aos mais novos as nossas tradições”.
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Além da recuperação do imóvel, foram feitos trabalhos de requalificação dos seus espaços envolventes. Intervenção orçada em cerca de vinte mil euros. A abertura do Museu e Centro Interpretativo do Linho coincidiu com a IX Feira do Linho, que termina precisamente este domingo e que começou na sexta com uma espadelada à moda antiga.
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in Correio da Manhã 3007.08.12
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Fotografia - Cristina Meireles
(Uma espadelada à moda antiga abriu a Feira do Linho de Ribeira de Pena)

terça-feira, julho 24, 2007


Património: Máquina a vapor de via estreita
Locomotiva antiga enferruja na Régua
* Cristina Meireles
Assim, os quase duzentos mil euros, que foi quando custou a recuperação da locomotiva a vapor “Enschel E 214”, nas oficinas de Guifões, não estão a ser devidamente rentabilizados.
É que a “pérola” das locomotivas, cobiçada por empresas e coleccionadores de todo o Mundo, sobretudo da Suíça, França e Bélgica, está queda, muda e a ganhar ferrugem junto à estação da Régua. Trata-se de um investimento perdido e uma expectativa gorada na revitalização do comboio histórico a vapor na linha do Corgo.
A velha locomotiva, construída em 1923, foi a última das máquinas a vapor a sair da circulação ferroviária em Portugal e é considerada uma raridade, pois é articulada e, na altura, era das mais potentes na Linha métrica do Corgo. Esta máquina foi recuperada nas oficinas da EMEF Guifões (Maia), em 2001, mas está parada há dois anos.
Atrás de si, e provavelmente a selar o mesmo destino, três carruagens históricas CEYF. Uma delas, de 48 lugares, de 1926, tem a particularidade de ter transportado operários alemães para as oficinas onde reparavam as máquinas utilizadas na 2.ª Guerra Mundial, tendo depois circulado na Linha do Sabor. As outras duas são uma francesa de 1908, que andou na via férrea do Vouga, e outra portuguesa de 1913, que serviu a Linha do Corgo.
Ao que o CM apurou, a causa da imobilidade da histórica máquina prende-se com a não existência de infra-estruturas de abastecimento de água para a locomotiva, já que os velhos depósitos das estações estão degradados. Por outro lado, há o problema dos fogos. É que alguns especialistas consideraram que, em 2003, a velha máquina, foi a causa de alguns incêndios junto à linha.
Foto Cristina Meireles - A locomotiva 'Enschel E 214' de 1923 está a ganhar ferrugem -