A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, setembro 27, 2010

OCDE diz que Governo português deve estar pronto para aumentar mais os impostos

Relatório sobre Portugal divulgado hoje
27.09.2010 - 11:00 Por Ana Rita Faria
O esforço de consolidação orçamental de que a economia nacional necessita é considerável e, por isso, o Governo português deve estar pronto para aumentar impostos, defende a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
 
(Foto: Miguel Manso)

No Economic Survey of Portugal 2010, que será hoje divulgado, a organização considera que é sempre preferível uma consolidação orçamental pela via da redução da despesa, mas sublinha que, “como a magnitude do ajustamento orçamental de que Portugal necessita é considerável, o Governo deverá estar pronto para aumentar ainda mais os impostos”.

Para a OCDE, uma nova subida de impostos deveria concentrar-se naqueles que menos prejudicariam o crescimento, como os impostos sobre o consumo (IVA) e património (IMT e IMI), e não no IRS ou no IRC.

A OCDE diz que “é importante manter um consenso político forte para a consolidação orçamental” e salienta que, “se a pressão dos mercados voltar a aumentar, ameaçando a sustentabilidade da dívida e o fornecimento de crédito à economia, poderá ser necessário contemplar medidas adicionais de consolidação”.

Salários públicos congelados até 2013

A organização considera também que Portugal tem de prosseguir no esforço de redução do défice externo mas, para isso, é necessário restaurar a competitividade da economia portuguesa mediante um aumento da produtividade e uma transferência do consumo para as exportações como motor do crescimento.

De acordo com a OCDE, este ajustamento pode ser acelerado de duas maneiras. Uma delas é manter baixos os salários da função pública para conseguir um ajustamento generalizado dos ordenados. Neste sentido, a organização defende mesmo que o Executivo português deve prolongar o congelamento dos salários dos funcionários públicos até 2013.

Por outro lado, a OCDE propõe uma reforma tributária “mais amiga” do crescimento, que diminua o peso dos impostos ligados ao trabalho (IRS e IRC) e aumente o peso de impostos sobre o consumo e o património.
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domingo, junho 06, 2010

Encerramento de escolas e péssima escolaridade

2500 escolas já encerradas


Sócrates considerou que seria “criminoso” não encerrar escolas com menos de 20 alunos

05.06.2010 - 16:55 Por Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, assegurou hoje que o Governo vai continuar com o encerramento de escolas para combater o insucesso escolar e considerou que teria sido “criminoso” não ter avançado com o processo.
Sócrates disse estar em causa o interesse pedagógico  
Sócrates disse estar em causa o interesse pedagógico (PÚBLICO (arquivo))

“Era criminoso para o nosso sistema público de ensino não ter feito nada para encerrar as escolas com menos de 20 alunos [e] é por isso que vamos continuar com esse esforço”, declarou José Sócrates em Trancoso, onde hoje recebeu a medalha de honra do município e inaugurou uma nova escola básica integrada.

No seu discurso, José Sócrates, que esteve acompanhado pela ministra da Educação, Isabel Alçada, apontou que o Ministério da Educação já encerrou cerca de 2500 escolas. E acrescentou: “Agora encerramos as outras, em negociação com as autarquias”.

Disse que o Governo não podia deixar “tudo como está”, mas reconheceu que “há sempre críticas às reformas”. Contudo, frisou que “o pior que há na educação é não fazer nada”.

Segundo o primeiro-ministro, irão encerrar mais escolas com menos de 20 alunos porque, com esta medida, o Governo pretende “combater o insucesso escolar”.

“Ao longo destes últimos anos o insucesso escolar nas escolas com menos de 20 alunos sempre foi muito superior ao insucesso escolar verificado nas outras escolas com mais alunos”, apontou.

Tendo em conta este cenário, admitiu que manter escolas com 20 alunos significaria “condenar essas crianças à exclusão, ao abandono e ao insucesso escolar”.

“Nós não queremos isso, só pensamos no interesse das crianças, é um interesse meramente pedagógico, quando pensamos em encerrar essas escolas”, disse, em declarações aos jornalistas.

A Câmara de Trancoso entregou hoje a medalha de honra do concelho a José Sócrates pela decisão de ter avançado com a construção do Itinerário Principal 2 (IP2), com perfil de auto-estrada entre Celorico da Beira e Trancoso.

O autarca Júlio Sarmento considerou que a decisão tomada pelo Governo de José Sócrates “representa o mais importante investimento público de sempre no concelho de Trancoso”.

“Com esta homenagem também queremos desactualizar a teoria corrente da ingratidão política”, disse o social-democrata Júlio Sarmento.

José Sócrates mostrou-se “profundamente honrado” e disse que estava em Trancoso para agradecer a distinção concedida e o gesto da autarquia que “tem nobreza e elevação”.

“Como a política em Portugal está a precisar de elevação e de nobreza”, comentou o primeiro-ministro.

Afirmou que o IP 2 é uma obra “justa e necessária” para a região e que o Governo avançou com a sua construção por razões económicas, de justiça e de solidariedade para com uma região do interior do país que não dispõe de boas acessibilidades rodoviárias.
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Medida contribui para afastar pessoas das terras afectadas

PCP: fecho de escolas é uma “visão meramente economicista” que prejudica o interior

05.06.2010 - 19:23 Por Lusa
O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje em Alpiarça que “será um crime” encerrar escolas com vinte alunos num “anúncio que consubstancia uma visão meramente economicista” e que “atinge particularmente as populações do interior”.

Segundo disse à agência Lusa Jerónimo de Sousa, este “anúncio tem uma visão meramente economicista que atinge particularmente as populações do interior e as suas crianças”, acrescentando que, “além das assimetrias regionais, vão também agora ser penalizados com mais assimetrias sociais”.

“Sem verdadeiras alternativas”, continuou, “será um crime fechar escolas com vinte alunos, que permitem que nessas terras se mantenham pólos de desenvolvimento e fixação da juventude e jovens casais”.

“É uma medida inaceitável porque meramente economicista e não tem nada a ver com o desenvolvimento do interior do país”, enfatizou.

Noutro registo, e perante cerca de 300 pessoas que o esperavam em Alpiarça, Jerónimo de Sousa desvalorizou as afirmações de José Sócrates, que assegurou que as actuais as medidas de austeridade deverão ser suficientes para enfrentar a crise, tendo afirmado que “vindo de quem vêm, e tendo em conta promessas anteriores, não estamos descansados nem garantidos”.

“Se o povo e os trabalhadores não manifestarem o seu protesto, a sua indignação e se não combaterem as medidas anunciadas, o governo, ‘se achar mole, carrega’”.

“Não estamos descansados nem garantidos que estas más e inaceitáveis medidas se fiquem por aqui” afirmou o responsável comunista, tendo apelado a um “combate” a medidas que considerou de “grande injustiça”, porque “livram os responsáveis pela crise de pagar por ela e os que não são responsáveis é que a estão a pagar”.

Segundo disse Jerónimo de Sousa, “não existe uma ideia, estratégia ou programa para sair da crise, não há uma politica de valorização do aparelho produtivo e, como tal, não há desenvolvimento nem crescimento da produção nacional”.

“A única ideia que existe é atirar dinheiro para cima do sector financeiro, como se isso resolvesse os problemas do país”, acrescentou.

O secretário-geral do PCP, que já havia discursado para 170 pessoas em Penhascoso, no concelho de Mação, defendeu ainda que o Estado português “deve continuar a ter na mão os instrumentos fundamentais que permitam desenvolvimento”, referindo-se ao interesse da Telefónica na participação da PT na Vivo.

“Tudo o que for feito para impedir a perda de soberania nas comunicações, será pouco”, afirmou o dirigente comunista tendo acrescentado que vai “aguardar para ver” qual será a posição do governo sobre a matéria.
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Oposição acusa Governo 

de encerrar escolas de forma “unilateral”

02.06.2010 - 17:16 Por Sofia Rodrigues
Foi uma oposição em coro que hoje lançou fortes críticas ao anunciado encerramento de escolas do ensino básico, sobretudo, à forma como vai ser feito: de forma cega e sem o envolvimento das comunidades locais. A bancada do PS e o Governo argumentam que a medida permitirá repor a desigualdade entre crianças em escolas sem condições e estabelecimentos com mais recursos.
 Ministério da Educação estima que já no próximo ano letivo 
estejam encerradas cerca de 500 escolas do 1.º ciclo  
Ministério da Educação estima que já no próximo ano letivo estejam encerradas cerca de 500 escolas do 1.º ciclo (Ana Maria Coleho (arquivo))
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decreto”, sem consultar os municípios, pais e professores: “A fúria do encerramento das escolas está orientada por critérios financeiros de curto prazo, não levando em conta o ordenamento do território nem as implicações que isto pode ter nas crianças”.

O carácter “unilateral” da medida também foi sublinhado por Pedro Duarte, do PSD: “Não é aceitável que se encerre escolas sem que estejam envolvidas as comunidades locais e quando não representam a melhoria de condições para os alunos”.

Miguel Tiago, do PCP, considera que a medida é tomada “à revelia da Lei de Bases do Sistema Educativo”. “Poupa-se dinheiro, desertifica-se o interior, que não interessa, não é, senhor ministro?”, ironizou o deputado comunista.

Pelo PS, o deputado Bravo Nico argumentou que a probabilidade de insucesso escolar é maior em escolas sem bibliotecas, sem centros de recursos, sem refeitórios adequados. “Há crianças nas mesmas escolas dos pais, ainda a escrever nas ardósias dos seus pais e com as suas réguas”, referiu. Na mesma linha, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, sustentou que a medida “contribui para a qualidade pedagógica das escolas” e que apenas abrange “três ou quatro por cento dos alunos do ensino básico”.

Para a deputada do BE, Ana Drago, até o timming do anúncio tem uma “ironia”: “Foi no dia da Criança que o ministério da Educação resolve dizer a dez mil crianças que as suas escolas não têm viabilidade educativa”.
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Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE

30.05.2010 - 13:51 Por Clara Viana
Transmissão intergeracional está a prejudicar performance portuguesa, mas a qualidade do ensino pode também não estar a ajudar

Em 50 anos, os portugueses mais do que duplicaram o seu tempo médio de permanência na escola, mas apesar deste salto Portugal continua a estar em penúltimo lugar entre os países da OCDE, mantendo assim a mesma posição relativa que ocupava em 1960, segundo confirmam dados da OCDE respeitantes a 2010 a que o PÚBLICO teve acesso.

A escolaridade média dos portugueses entre os 15 e os 64 anos que já não frequentavam a escola era, em 1960, de 3,15 anos. Na OCDE só a Turquia estava então pior. À semelhança de Portugal, também não conseguiu descolar desta posição: é a mesma que ocupa em 2010, apesar de a escolaridade média ter subido para 6,89 anos. Em Portugal, situa-se agora em 7,89.

O mesmo já não aconteceu, por exemplo, com a República da Coreia. Passou de 4,98 anos de escolaridade média em 1960 para 13,34 em 2010. Era o país com a quarta pior escolaridade média da OCDE. Agora está entre os dois melhores, disputando o primeiro lugar com o Reino Unido.

No seu relatório da Primavera, o Banco de Portugal (BP) confirmou o atraso português: apesar de a "alteração significativa" observada a partir dos anos 80 do século passado, "Portugal nunca conseguiu acompanhar os seus parceiros europeus no aumento do nível de qualificações da população activa". Isto sucede apesar da despesa em educação, em percentagem do Produto Interno Bruto, se situar, em 2006, em 5,6 por cento, muito próximo da média da OCDE que era de 5,7 por cento.

Para os autores do estudo do BP, o fraco nível educacional dos agregados familiares e as prioridades estabelecidas por estes poderão ajudar a explicar o fenómeno. Os filhos "têm um trajecto escolar fortemente influenciado pela experiência educativa dos pais. Portugal é um dos países da OCDE em que esta transmissão intergeracional é particularmente marcada", escrevem. Mas a qualidade do ensino e da formação de professores também deve ser equacionada entre as pistas de explicação para o fenómeno, adiantou Luísa Ferreira, conselheira do Banco Europeu de Investimento, numa conferência recentemente realizada em Lisboa.
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quarta-feira, março 03, 2010

Os mitos da educação por Pedro Lomba






Os mitos da educação

Por Pedro Lomba

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Segundo um estudo da OCDE ontem comentado nos jornais, a mobilidade social em Portugal está num nível de lástima. Na Europa os portugueses estão no fim da tabela no que respeita à ascensão de classe. Isso significa que a condição de pobre ou remediado é por cá persistente, senão imutável. Só à custa de um acaso é que uma pessoa acaba por se libertar do meio onde nasceu. 
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.O contexto económico e cultural das famílias é decisivo e tende a perpetuar-se. Quem herda um estatuto dificilmente o perde. Portugueses filhos de pais com baixos índices de escolaridade não chegam à universidade. Pior: o mercado de trabalho reflecte o mesmo padrão. Certamente por causa do seu menor "poder" social ou do seu espírito menos reivindicativo, os filhos de pais menos instruídos também auferem salários substancialmente mais baixos do que os outros.
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A educação continua a ser o recurso mais eficaz para os pobres e a classe média-baixa atingirem uma relativa mobilidade social. Aqui, convém dizer que o peso da educação supera inclusive a rigidez do mercado laboral (embora também ajude perceber que Portugal tem das leis do trabalho mais protectoras dos países da OCDE). Porque o nosso problema começa antes, logo na frequência da escola. Mesmo na hipótese de o mercado de trabalho ser liberalizado, se os filhos da classe pobre e média-baixa nem sequer chegam à universidade e se abandonam prematuramente a escola, nem com mercados liberalizados podemos ter ascensão social.
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A inflexibilidade das nossas leis laborais afecta em especial aqueles que estão fora do mercado de trabalho mas passaram pela escola pública e chegaram à universidade. Esses sim formam os outsiders de um mercado laboral fechado. A par deles, existem outros outsiders cuja situação é ainda mais drástica: o mercado penaliza-os simplesmente porque não estudaram, nem têm forma de se encaixar nos mercados de trabalho disponíveis.
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Tudo isto sugere que a cultura da imobilidade existente na sociedade portuguesa tem de ser combatida primeiramente através de uma ruptura na educação. Nada que não soubéssemos já, nem que não nos tivesse sido dito centenas de vezes. O que não nos disseram ainda é que temos ser capazes de quebrar alguns mitos que têm alimentado o nosso sistema de ensino. O projecto da mobilidade social requer uma educação mais diferenciadora, responsabilizadora e aberta.
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São três esses mitos perniciosos. Ao primeiro podemos chamar-lhe o mito da uniformização. Na ausência de regras que permitam às famílias escolher as escolas dos filhos e de programas que assegurem uma maior diversidade classista dentro das escolas, o resultado acaba por ser uma escola que agrava as desigualdades familiares preexistentes.
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O segundo mito está no igualitarismo. Faço notar que igualitarismo não é o mesmo que igualdade. A escola, por natureza, é uma instituição igualitária. Acontece que a nossa educação está empenhada num programa igualitarista, uma vez que rejeita fazer quaisquer distinções entre escolas. Na Holanda, por exemplo, as escolas são todas cooperativas de direito privado que têm que concorrer todos os cinco anos a financiamento pelo Estado. Se quiserem manter o emprego e o financiamento, têm que mostrar resultados. Devíamos caminhar para um sistema semelhante.
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O terceiro mito é o da irresponsabilidade. Sem autonomia, sem descentralização, sem poder para adaptar os seus projectos educativos às suas necessidades, toda a responsabilidade fica concentrada nas mãos do ministério e não nas escolas. Nada disso favorece um ensino orientado para a mobilidade social. Jurista
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domingo, fevereiro 07, 2010

Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo A nova era da escravidão



Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo
A nova era da escravidão

Os ângulos de abordagem usados pelos comentadores para a análise e explicação das causas da actual crise do capitalismo global raras vezes têm colocado a hipótese de se poder estar em presença de um plano sofisticado arquitectado pelos próprios detentores do grande capital. Mas não é possível deixar passar em claro que aspectos decisivos marcam a diferença que existe entre a forma como a presente crise surgiu e se desenvolveu e a génese das outras crises cíclicas do capitalismo.

Existe uma gestão da actual crise. Esta tese foi desenvolvida e densamente fundamentada num trabalho de Daniel Estulin cujo título original é bem descritivo – The Road to Tyranny: Total Enslavement. Na tradução portuguesa intitula-se Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo.
O livro de Estulin contém revelações sensacionais. Se nas sociedades ocidentais tudo se encobre com o manto da democracia, a realidade política e social é bem diferente. Nunca o produto do trabalho foi tão mal repartido. Nunca, depois de Hitler e de Mussolini, as áreas do poder se aproximaram tanto dos modelos concentracionários da Nova Ordem Mundial que o nazi-fascismo se propôs concretizar. Sabe-se agora que a História não faz este desvio por acaso. Existe um governo central invisível que procura controlar o mundo e fazer recuar o processo histórico de libertação do homem.
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A escalada do poder totalitário
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Em última instância, a Nova Ordem da globalização pretende inverter, na medida dos interesses dos mais ricos, todas as leis sociais que consagram a emancipação dos povos. Importa que o grande capital se apodere do poder e abra caminho, custe o que custar, à instalação de um só governo global dispondo de um só exército mundial, de um só mercado único e de um só Banco Mundial regulador da economia e das finanças, ao serviço da globalização. Todas as armas do arsenal capitalista devem ser usadas nesse sentido vital: os sindicatos serão desmontados, as identidades nacionais subvertidas, a comunicação social transformar-se-á num poderoso meio de controlo das mentes, as guerras, as epidemias, as fomes, os assassinatos políticos, serão bem-vindos desde que contribuam para concentrar a riqueza nas mãos de uma elite financeira cada vez mais restrita. «Na Nova Ordem Mundial» – diz Estulin – «não haverá classe média, apenas pobres e ricos». Para atingir este objectivo com segurança, a globalização neoliberal envolveu igualmente as religiões e as igrejas. Uma só Igreja Universal terá espaço para se afirmar e canalizar a crença religiosa das massas no sentido da sujeição dos pobres aos ricos e à escravidão do terror. Todas as outras confissões serão aniquiladas. É por isso que constantemente vemos eclodirem guerras de destruição em países onde predominam religiões não católicas.
Este megalómano plano da loucura e do crime passa também pela abertura de crises económicas e financeiras devidamente controladas à escala planetária. Em tudo aparentada com a Nova Ordem Nazi, a globalização exige a destruição dos sistemas económicos tradicionais, numa fase intercalar de «sociedades pós-industriais de crescimento zero». Áreas estratégicas serão congeladas, nomeadamente no sector da energia. Serão bloqueadas todas as tentativas nacionais de industrialização e as principais unidades fabris que servem os países ricos serão transferidas para os países pobres onde a mão-de-obra escrava é barata. Em contrapartida, constituir-se-á uma casta de tecnocratas bem pagos, à imagem da classe aristocrática dos senhores feudais. Neste aspecto, a crise económica mundial desempenha um papel insubstituível: só ela pode «cilindrar» os países pobres, banir os seres inúteis e estabelecer em definitivo o modelo de organização social baseado na sujeição dos explorados aos exploradores. O futuro das sociedades será portanto elitista e esclavagista. A repressão dos povos com veleidades de resistência tornar-se-á pois empresa fácil para os exploradores. As epidemias graves tornar-se-ão também no futuro uma excelente forma de simplificação dos problemas sociais. O «governo invisível» pensa ser possível exterminar deste modo, até ao ano de 2050, quatro mil milhões de «comedores inúteis» (segundo os irónicos comentários de Rockefeller e de Kissinger, membros do Clube Bilderberg). «Dos restantes 2 mil milhões de pessoas, 500 milhões serão formadas por raças chinesas e japonesas, escolhidas porque são povos que foram subordinados a uma disciplina rígida, durante séculos, e estão habituados a obedecer à autoridade sem a questionar».
É também vital «manter as pessoas num estado perpétuo de desequilíbrio – físico, mental e emocional – através de crises pré-fabricadas e sucessivas. Isso impedi-las-á de decidirem o seu próprio destino, confundindo e desmoralizando assim as populações a ponto de que, quando confrontadas com escolhas difíceis, se gere uma apatia geral em grande escala» (John Coleman in Conspirator's Hierarchy: The story of the Committee of 300).
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Os ocultos alçapões
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Levar à prática esta política de «terra queimada», destruir e simultaneamente substituir «criativamente», exige uma direcção central com poderes transcendentes. Este «governo sombra» já existe e está devidamente identificado. Dá pelo nome de «CFR-Council on Foreing Relations» (Conselho das Relações Externas). A sua natureza e o seu poderio não devem ser entendidos como sinais de uma simples sociedade secreta. O CFR é a cabeça do comando de centenas de sociedades secretas ou semi-secretas. Toma decisões, sem direito a recurso, da mais alta gravidade. Dita orientações inapeláveis ao FMI, ao Banco Mundial, à OCDE, aos países do G8, à ONU, à NATO, a tudo quanto traduza, no mundo capitalista, governo, poder e dinheiro. Por isso é cegamente obedecido pelos centros de decisão do grande capital, como é o caso do Clube de Bilderberg ou do poderoso Grupo de Davos. Ninguém penetra nos círculos do CFR sem ser convidado. E a decisão de convidar alguém só pode ser tomada pelo próprio CFR. Mesmo no caso das figuras de maior destaque político e financeiro. Por exemplo, o actual Papa, Joseph Ratzinger, faz parte do «Clube de Bilderberg» e é membro de grau 33 da Maçonaria. Foi um dos convidados do CFR. A revelação é feita por Estulin neste seu livro. A obra refere ainda, como fundador do Bilderberg (1954), o príncipe Bernhard da Holanda, 100 nomes dos detentores das principais fortunas mundiais e todos aqueles que desempenharam papéis de direcção de relevo e ainda estão vivos, nos países mais ricos e desenvolvidos, tais como os de Margaret Thatcher, Giscard d'Estaing, Bill Clinton, Tony Blair, Donald Rumsfeld, etc., etc. O CFR é também a instância suprema de uma pirâmide de «cachos» de grupos secretos e semi-secretos, tais como o Clube de Roma, a Trilateral, a Maçonaria, o Opus Dei, a Távola Redonda, a Sociedade dos Jesuítas Aristóteles e de muitos outros tentáculos do «polvo» capitalista.
É nas reuniões periódicas e ultra secretas do Clube Bilderberg, do grupo de Davos e do CFR, que se decidem guerras e destruições maciças, como as do Iraque, das Malvinas, dos bombardeamentos da Chechénia, das operações no Kosovo ou das atrocidades cometidas no Congo e no Sudão. «Quase todos os generais, almirantes, vice-almirantes, coronéis e capitães do Estado-Maior Conjunto (o grupo de experimentados veteranos de guerra que são a base das decisões dos presidentes dos EUA em todas as iniciativas bélicas) estão nas mãos e sob o controlo da organização irmã de Bilderberg – o temível Council on Foreign Relations» - esclarece Daniel Estulin.
Aliás, este seu trabalho está recheado de dados concretos inesperados. Num desses passos e a propósito da importância das decisões que são tomadas nas reuniões do Clube de Bilderberg, Estulin refere-se a Portugal.
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A jogada portuguesa
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O encontro anual dos Bilderbergs realizou-se, em 2004, num hotel em Stresa, em Itália. Da agenda da reunião, agora conhecida, constavam alíneas importantes nomeadamente, a ampliação da zona de Comércio Livre, o projecto de criação de três moedas universais, a harmonização tributária, o petróleo e o Médio Oriente, etc. Tudo isto são aspectos relacionados com as finanças e a economia, discutidos em vésperas do reconhecimento oficial da actual crise financeira. Refere Estulin: «Segundo uma fonte bem informada, presente na reunião, a jogada portuguesa de 2004 – isto é, a promoção em bloco dos bilderbergs portugueses – foi encenada em Stresa. Pedro Santana Lopes, o pouco conhecido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da República; José Manuel Durão Barroso, anterior primeiro-ministro, é agora presidente da Comissão Europeia; e José Sócrates, deputado, foi eleito líder do Partido Socialista, depois de Eduardo Ferro Rodrigues se demitir do cargo, em plena crise social e política (fontes próximas da investigação confirmam que essa crise também foi montada nos bastidores de Stresa, pelos bilderbergs)». Para além dos nomes já referidos, estiveram presentes outras entidades portuguesas, como Pinto Balsemão, António Guterres, Morais Sarmento e outros.
As reuniões anuais do Clube Bilderberg geram infalivelmente alterações profundas no panorama político mundial. Por si só, esta constatação seria suficiente para provar que estamos em presença de um «Governo Mundial Único». Outro facto indesmentível é a evidência de que todas as políticas dos ministérios de Sócrates são decalcadas nas instruções de Bilderberg. Ponto por ponto, como uma cartilha. Das grandes linhas gerais da acção governativa aos mais pequenos detalhes do comércio de computadores, da implantação de «chips», do alarmismo das falsas pandemias, das energias alternativas, das «lutas contra a pobreza» que não produzem resultados, das torrentes de dinheiro para os bancos falidos, das falácias em torno dos défices públicos e... tudo o mais.
Péssimo serviço prestaria ao povo quem tentasse ignorar que os riscos do momento que atravessamos são enormes e que é gigantesco o poder acumulado nas mãos dos representantes do grande capital. Mas o povo, os trabalhadores, os intelectuais, os explorados em geral, têm todas as razões para continuarem a lutar por um mundo melhor e mais justo. Importa que se ergam na denúncia da injustiça, que se organizem e lutem. Estulin encerra o seu livro com essas conclusões optimistas e positivas.
Os caminhos da globalização não são maré de rosas. O capitalismo global, para avançar depressa, queimou etapas. Atirou as finanças contra a economia. Faz a guerra pela globalização total, procura esmagar as nacionalidades e debate-se com o terrorismo. Pratica a estratégia da «terra queimada». Desperta os ódios das classes médias e a ira dos trabalhadores. Tentou a quadratura do círculo, não foi capaz, perdeu o pé e está na iminência de regressar ao fascismo puro e duro, sua matriz principal. Mas os capitalistas terão de aprender à sua custa que «a história de toda a sociedade até agora existente é a história da luta de classes». Daniel Estulin entende deste modo a situação presente e reforça a confiança que devemos ter no futuro e na nossa capacidade de lutar.
O capitalismo promete a paz e faz a guerra. Invoca a democracia e tece as malhas de uma sociedade concentracionária. Diz-se campeão do sucesso e da prosperidade e trata os pobres como se fossem gado. Faz aquilo que sabe não dever fazer: lançar na miséria mesmo aqueles a que tem chamado seus pares e proletariza as classes médias. O capitalismo global está cada vez mais isolado. Não consegue atingir o essencial das suas metas.
Não conseguiu fundir, como se propunha, os mercados europeus, norte-americanos e orientais. Não conseguiu instalar uma só Religião Universal. Não conseguiu confundir os povos e as nações, transformando-as em simples Regiões da Terra. Não conseguiu esvaziar de conteúdo o sentimento nacional dos povos. Não conseguiu extinguir as lutas de classes. Não conseguiu ocultar as suas relações com o terrorismo. Não conseguiu despovoar as grandes cidades. Lançou guerras punitivas, lançou a fome e o sofrimento. Mesmo assim não conseguiu exterminar os povos pobres até ao ano 2000, tal como a administração Bush pretendia. Não conseguiu fundir num só exército as forças armadas norte-americanas e russas. Não conseguiu alcançar a hegemonia absoluta nos sistemas da saúde e da educação em todos os países. Não conseguiu resolver os problemas internos do capitalismo.
A globalização é um falso mito. Construiu um monstro que a há-de devorar. O capitalismo morrerá afogado em oiro. Mas deixará atrás de si uma terra em ruínas que os pobres irão habitar.
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Avante Nº 1888
04.Fevereiro.2010
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sexta-feira, dezembro 25, 2009

e.conomia - Notícias 2009.12.22

Moody's corta rating, mas ajuda Grécia
22 Dezembro 2009

Como se esperava, a Moody’s também decidiu cortar o rating atribuído à Grécia, mas a verdade é que a decisão tomada até acabou pro trazer um grande alívio às autoridades de Atenas e aos bancos do país. Como assinala a Bloomberg a descida do rating realizada foi apenas de A1 para A2, não se concretizando o cenário mais pessimista de retirada do nível A à Grécia, tal como já tinham feito a Standard & Poor´s e a Fitch. Se tal tivesse acontecido, a Grécia corria o risco de, caso o BCE retomasse no final de 2010, as suas habituais regras de aceitação de colaterais, ver as suas obrigações do Tesouro não serem aceites pelo BCE como garantia para os seus empréstimos. Para reforçar esta ideia, a Moody’s defende ainda no seu relatório que acha muito improvável que o BCE endureça as suas exigências de colateral, pelo que os bancos gregos não deverão ter problemas em obter financiamento por essa via.
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OCDE diz que subidas de impostos são inevitáveis
O novo economista chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan, diz, em entrevista ao Le Figaro, que as subidas de impostos nos países da OCDE “são inevitáveis”, defendendo ainda que “a zona euro, no seu todo, sairá da crise com os mesmos problemas com que entrou, ao contrário dos EUA”.
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Debate: Portugal está mesmo em risco de bancarrota?
Ricardo Reis escreveu ontem no jornal i sobre a ameaça de entrada de Portugal na bancarrota, assinalando que o risco deixou de ser zero. Carlos Santos e Pedro Lains responderam, relativizando o problema. Ricardo Reis não se ficou e deu nova resposta no blogue da Sedes.
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Carry-trade pode estar sob ameaça
O carry-trade com o dólar – uma prática corrente dos investidores que aproveitaram este ano para contrair empréstimos a taxas baixas nos EUA, investindo os fundos em locais com taxas mais elevadas – pode ser mais arriscada durante o próximo ano, revela um artigo publicado hoje pela Reuters.
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— e.conomia.info
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