A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Paul Krugman: Secas, inundações e alimentos

Economia

Vermelho - 16 de Fevereiro de 2011 - 9h46
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Estamos em meio a uma crise mundial de alimentos -- a segunda em três anos. Os preços mundiais dos alimentos bateram recordes em janeiro, propelidos pelas fortes altas nos preços do trigo, milho, açúcar e óleos.


Por Paul Krugman*, na Folha de S.Paulo

Essa disparada de preços exerceu efeito apenas modesto sobre a inflação dos Estados Unidos, que continua baixa sob os padrões históricos, mas tem impacto brutal sobre os pobres do planeta, que gastam a maior parte de, se não toda, sua renda na compra de alimentos básicos.

As consequências desse crise alimentar vão bem além da economia. Afinal, a grande questão sobre os levantes contra regimes corruptos e opressivos do Oriente Médio não é tanto que eles estejam acontecendo, mas por que estão acontecendo agora. E não resta muita dúvida de que os preços extremamente altos da comida foram um dos gatilhos importantes para que a raiva do povo fosse deflagrada.

Assim, o que está por trás do salto nos preços? Os direitistas dos Estados Unidos (e os chineses) imputam a culpa à política monetária frouxa do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), e pelo menos um comentarista declarou que "Ben Bernanke tem sangue nas mãos". Enquanto isso, o presidente francês Nicolas Sarkozy atribui a culpa aos especuladores, acusando-os de "extorsão e pilhagem".

Mas as provas apontam para uma história diferente e muito mais ameaçadora. Embora diversos fatores tenham contribuído para a disparada nos preços dos alimentos, o que realmente se destaca é até que ponto eventos climáticos severos prejudicam a produção agrícola. E esses eventos climáticos severos são exatamente a espécie de coisa que devemos esperar com as mudanças que a concentração cada vez maior de gases causadores do efeito-estufa causa em nosso clima -- o que significa que a atual disparada no preço dos alimentos pode ser apenas o começo.

É preciso considerar que, em certa medida, a disparada nos preços dos alimentos é parte de um "boom" geral no preços das commodities: os preços de muitas matérias-primas, do alumínio ao zinco, vêm crescendo rapidamente desde o começo de 2009, em larga medida devido ao crescimento industrial rápido dos mercados emergentes.

Mas a conexão entre crescimento industrial e demanda é muito mais clara para, digamos, o cobre do que para os alimentos. Exceto nos países muito pobres, a alta na renda não exerce grande efeito na maneira de comer das pessoas.

É fato que o crescimento em países emergentes como a China leva a um consumo maior de carne bovina e portanto a uma demanda mais elevada por ração animal. Também é fato que as matérias-primas agrícolas, especialmente o algodão, disputam terras e outros recursos com as safras alimentícias -- e o mesmo pode ser afirmado sobre a produção subsidiada de álcool combustível, que consome muito milho. Com isso, tanto o crescimento econômico quanto políticas de energia incorretas exerceram certa influência sobre a alta nos preços dos alimentos.

Ainda assim, eles se mantiveram mais baixos que os preços de outras commodities até a metade do ano passado. E então o tempo começou a piorar.

Considere o caso do trigo, cujos preços quase dobraram desde a metade do ano passado. A causa imediata do salto nos preços do trigo é evidente: a produção mundial do cereal caiu acentuadamente. E a maior parte dessa perda de produção, de acordo com dados do Departamento da Agricultura norte-americano, ocorreu nos países da antiga União Soviética. E sabemos o motivo: uma onda recorde de calor e seca, que levou as temperaturas de Moscou acima dos 38 graus pela primeira vez na história.

O calor na Rússia foi apenas um dos muitos eventos climáticos extremos registrados recentemente, da seca no Brasil a inundações de proporções bíblicas na Austrália, e todos eles prejudicaram a produção mundial de alimentos.

A questão passa a ser, portanto, o que explica esse clima extremo.

Em certa medida, estamos diante dos resultados de um fenômeno natural, "La Niña" -- um evento periódico que surge quando as águas do Oceano Pacífico ficam abaixo de sua temperatura normal. E eventos "La Niña" estão historicamente associados a crises mundiais de alimentos, entre as quais a de 2007--2008.

Mas isso não explica tudo. Não se deixe enganar pela neve: 2010 empatou com 2005 como o ano mais quente de todos os tempos, ainda que tenhamos passado por um mínimo solar e "La Niña" tenha sido um fator de refrigeração na segunda metade do ano. Recordes de temperatura foram batidos não apenas na Rússia como em 19 outros países, que respondem por um quinto da área terrestre do planeta. E tanto secas quanto inundações são consequências naturais de um mundo em aquecimento: as secas surgem porque a temperatura está mais alta, e as inundações porque os oceanos aquecidos liberam mais vapor de água.

Como sempre, não se pode atribuir diretamente um evento climático aos gases do efeito-estufa. Mas o padrão que temos visto, com altas extremas e clima extremo se tornando mais comuns de modo generalizado, é exatamente o que se poderia esperar em uma situação de mudança climática.

Os suspeitos usuais, é claro, enlouquecem diante de quaisquer sugestões de que o aquecimento global tenha relação com a crise dos alimentos; aqueles que insistem em que Ben Bernanke tem sangue nas mãos tendem a ser mais ou menos as mesmas pessoas que insistem em que o consenso científico sobre o clima representa uma vasta conspiração de esquerda.

Mas os indícios de fato sugerem que o que estamos vendo agora é o primeiro sinal das perturbações econômicas e políticas que teremos de enfrentar em um planeta em aquecimento. E porque não conseguimos agir para limitar os gases causadores do efeito-estufa, esse tipo de coisa acontecerá com muito mais frequência, e com muito mais gravidade, no futuro.

* Paul Krugman é prêmio Nobel de Economia (2008), colunista do "The New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA). Um dos mais renomados economistas da atualidade, é autor ou editor de 20 livros.

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domingo, dezembro 12, 2010

Evo Morales: "Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra

Mundo

Vermelho  - 9 de Dezembro de 2010 - 19h12

Evo Morales, presidente da Bolívia, fez um enérgico discurso contra o capitalismo nesta quinta-feira (9), durante a 16ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-16), que está sendo realizada em Cancún, no México.

Depois de discursar no espaço reservado aos chefes de Estado e ministros pedindo para que a natureza não seja transformada em mercadoria, o líder boliviano repetiu seu discurso aos jornalistas, em entrevista coletiva.

"Nós aprendemos a gritar 'pátria ou morte'. Agora já não se trata disso. É 'planeta ou morte'. Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra", disse. Morales disse que as "potências" precisam "abandonar sua arrogância, sua soberba". "Temos que abandonar o luxo do mercado, enquanto não o abandonarmos, certamente milhões vão continuar pagando pelo luxo de alguns".

O presidente classificou a crise climática como uma das crises do capitalismo e destacou que o aquecimento global afeta a produção de alimentos. Em Cancún, Evo defendeu a prorrogação do Protocolo de Quioto e disse que a falta de acordo entre os países pode significar um "ecocídio", um "atentado à humanidade". Para ele, o mais importante é que os governos sigam a vontade dos povos. "Vamos praticar a democracia mundial".

Protocolo de Quioto

"Se mandarmos para o lixo a partir de agora o protocolo de Quioto, seremos responsáveis por um economicídio, um ecocídio, portanto, um genocídio, porque estamos atentando contra a humanidade em seu conjunto", disse também Morales.

Aplaudido pela plenária da conferência da ONU, que reúne mais de 190 países em Cancún em busca de acordos para enfrentar as mudanças climáticas do planeta, Morales afirmou que os desastres do clima já tiram 300 mil vidas anualmente e que em poucos anos o número chegará a um milhão.

"Cada um de nós, especialmente presidentes, chefes de delegações, governos, coloquem-se à altura das milhões e milhões de famílias que são vítimas do aquecimento global, das mudanças climáticas", acrescentou Morales ao pedir compromissos e eforços claros dos países.

Os países em desenvolvimento se enquadraram nesta conferência nesta reivindicação de uma extensão para além de 2012 do Protocolo de Quioto. Este é um dos grandes obstáculos das negociações, uma vez que o Japão disse que não renovará o protocolo sob a alegação de que Estados Unidos e China, os maiores emissores do planeta, estão fora do mesmo.

Da redação, com agências
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terça-feira, dezembro 22, 2009

Ambiente: Conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas

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Correio da Manhã
Larry Downing/Reuters 
19 Dezembro 2009 - 00h30

Acordo entre EUA e China deixa Europa de fora

Mesmo que se chegue a um acordo na Conferência Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, a cimeira de Copenhaga será sempre recordada por ter ficado aquém das expectativas. Isto apesar de os maiores poluidores, Estados Unidos, China, África do Sul e Índia, terem chegado a um acordo entre si – excluiu a União Europeia – que prevê uma listagem das medidas de combate às alterações climáticas.
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Este acordo de partes, porém, é considerado insuficiente, pois não tem carácter vinculativo, e até ao fecho da presente edição não havia garantias de ser aceite pela cimeira. Uma nota indicadora do fracasso deste encontro foi o facto de Barack Obama ter abandonado Copenhaga antes da votação final do acordo, alegando o agravamento das condições meteorológicas.
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Durante todo o dia, o presidente dos Estados Unidos envolveu-se em múltiplas reuniões com vários chefes de Estado. No entanto, foi o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e os primeiros-ministros da China e Índia, respectivamente, Wen Jiabao e Manmohan Singh, que veio dar algum andamento ao último dia da cimeira.
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No final do encontro, Barack Obama assumiu que "não é o melhor acordo mas o possível". "Devemos caminhar para medidas que sejam obrigatórias mas neste momento não foi possível. Quero ter a certeza de que o que vamos acordar será cumprido", acrescentou, numa declaração áudio transmitida pelo site da Casa Branca. Antes, um elemento da delegação norte-americana anunciara que "nenhum país está satisfeito mas é um passo histórico no combate às alterações climáticas".
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As negociações entre todos os países da Convenção Quadro das Nações Unidas continuaram no Bella Center, em Copenhaga, na Dinamarca. Em cima da mesa já estava o terceiro esboço de acordo, que, entre outras medidas, prevê a redução da emissão de gases com efeito de estufa em cerca de 80% até 2050.
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PORMENORES
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"VIM PARA AGIR"
"Vim a Copenhaga não para falar mas sim para agir", foi a frase mais marcante do discurso de Barack Obama.
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FOTO NÃO FEITA
Deveria ter sido feita uma foto histórica com 130 chefes de Estado mas nem para isso se chegou a um acordo e não houve ‘boneco’.
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LÍDERES PARTIRAM
Ainda as negociações estavam por concluir e já muitos governantes tinham deixado Copenhaga, como Obama, Medvedev e Lula.
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CHÁVEZ RECUSA
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou Barack Obama e aliados de negociarem à porta-fechada. "Os EUA continuam a cheirar a enxofre", disse, reeditando uma frase que dirigiu a George W. Bush em 2006.
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'MANIF' COM 1500
Cerca de 1500 pessoas manifestaram-se ontem em Copenhaga, indiferentes ao frio, exigindo a libertação de 19 detidos em anteriores protestos.
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LULA DA SILVA SURPREENDEU COM DISCURSO FORTE E EMOTIVO
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"Adoraria sair daqui com o documento mais perfeito do Mundo assinado mas se até agora não conseguimos fazer esse acordo não sei se algum anjo ou algum sábio descerá a este plenário para colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora." Foi esta esperança num "milagre" que marcou o discurso do presidente brasileiro, Lula da Silva, ontem, quando já reinava um ambiente de desilusão em Copenhaga.
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"Para existir um mau acordo, mais vale não haver acordo", considerou Lula da Silva, para quem não é com meias-palavras que se resolve os problemas levantados pela mudança climática induzida pela actividade humana. "O dinheiro não é esmola, é o pagamento por dois séculos de emissão de gases com efeito de estufa por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro", sublinhou, lembrando que, em 2003, quando foi eleito, quis que todos os brasileiros pudessem alimentar-se três vezes por dia – "uma coisa do passado que na América Latina e na África é uma coisa do futuro". "Não discutimos o clima e o ambiente mas o desenvolvimento e as oportunidades para todos", enfatizou.
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THOM YORKE INFILTRADO
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O vocalista dos Radiohead, Thom Yorke, fez-se passar por jornalista e marcou presença na cimeira de Copenhaga. O músico, conhecido pelo seu envolvimento em questões ambientais, foi bastante crítico com o desenrolar das negociações: "Fiquei irritado com a forma como o governo americano tentou reduzir as propostas que estavam sobre a mesa. São um bando de homens reprimidos de meia-idade que só dão valor aos seus interesses pessoais."
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DISCURSO DIRECTO
"NÃO GARANTE OBJECTIVOS MÍNIMOS", Francisco Ferreira, Vice-presidente da Quercus
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CM – O que significa este acordo entre EUA, China, Índia e África do Sul?
Francisco Ferreira – É um acordo entre eles. Ainda não sabemos se é um acordo para a cimeira ou se é só algum entendimento entre esses países.
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– Quais as implicações no futuro?
– Há um aspecto complicado, pois não garante, se for aceite pela cimeira, os objectivos mínimos no combate às alterações climáticas
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– Qual é agora o papel da União Europeia?
– Vamos aguardar pela reacção da União Europeia. À partida, conforme o que foi anunciado, parece ser um acordo paralelo que deixa a UE e a ONU de fora.

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André Pereira.
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Pesadelo no túnel da Mancha

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Andt Rain/Epa  Milhares de afectados numa das alturas mais movimentadas do ano

Milhares de afectados numa das alturas mais movimentadas do ano
Correio da Manhã - 20 Dezembro 2009 - 00h30

Mau Tempo: Milhares de pessoas encurraladas


Uma verdadeira noite de pesadelo foi o que viveram na madrugada de ontem cerca de uas mil pessoas, presas em quatro comboios Eurostar imobilizados no túnel da Mancha, que liga a França ao Reino Unido. Na origem da avaria que causou a imobilização das composições esteve o mau tempo que assola grande parte da Europa.
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"Foi muito assustador para as crianças e para as pessoas mais velhas. Havia mulheres grávidas e pessoas em cadeiras de rodas, pessoas com ataques de asma e outras a desmaiar. Foi um completo pandemónio", descreveu um dos passageiros vítimas da paragem.
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A avaria, de origem eléctrica, afectou quatro composições que partiram de Paris para Londres ao final da tarde de sexta-feira, e terá sido causada pela brusca diferença de temperatura entre o exterior – a temperatura no Norte de França tem rondado os dez graus negativos – e o interior do túnel, onde a temperatura era bastante mais quente. O súbito choque térmico causou problemas nos motores eléctricos das composições, que acabaram por se imobilizar no interior do túnel, sem iluminação e ar condicionado. As poucas reservas de água e comida esgotaram-se num ápice, e muitos passageiros acabaram por passar a noite no chão, às escuras e num calor sufocante, sem qualquer explicação por parte dos funcionários da Eurostar. Muitos só foram resgatados ao fim de mais de dez horas.
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O incidente no Eurotúnel foi uma das consequências mais graves da onda de frio que assola a Europa, e que levou os termómetros aos vinte graus negativos em países como Espanha, França, Itália e Alemanha, com fortes nevões a cortarem estradas e a causarem o caos no trânsito. O mau tempo levou ainda ao encerramento de vários aeroportos europeus numa das alturas mais congestionadas do ano.
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PORMENORES
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PELO MENOS 7 MORTOS
O frio e os acidente causados pelo mau tempo fizeram pelo menos sete vítimas mortais: cinco na Alemanha, uma na Rússia e uma na Bósnia.
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"PARECÍAMOS ANIMAIS"
A Eurostar, operadora da ligação ferroviária do túnel da Mancha, pediu desculpa aos passageiros, que se sentiram tratados "como animais", e ofereceu a devolução do preço do bilhete.
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RECUPERAÇÃO LENTA
A circulação no Eurotúnel será retomada parcialmente hoje, mas apenas amanhã deveráficar normalizada.
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EMERGÊNCIA EM WASHINGTON
Uma forte tempestade de neve que assola toda a costa leste dos EUA levou as autoridades a decretarem ontem o estado de emergência no estado de Washington.
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Milhares de pessoas estão sem electricidade na Virgínia e na Carolina do Norte, e para hoje são esperados trinta centímetros de neve em Nova Iorque.
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SAIBA MAIS
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TRÊS TÚNEIS
O túnel da Mancha é composto por dois túneis ferroviários (um em cada sentido) com um terceiro túnel de serviço entre ambos.
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50
quilómetros é a extensãodo túnel da Mancha, que liga Calais (França) a Folkestone(Reino Unido).
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1994
foi o ano em que foi inauguradaa travessia subterrânea do Canal da Mancha.
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PESSOAS E VEÍCULOS
Os comboios do Eurotúnel transportam tanto passageiros como veículos.
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PROTECÇÃO CIVIL PÕE TODOS OS DISTRITOS EM ALERTA
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A Autoridade Nacional de Protecção Civil pôs todos os distritos do continente em alerta amarelo, até às 23h59 de amanhã, devido à previsão de chuva forte e à ocorrência de neve.
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De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia, nos próximos dias a vaga de frio irá dar lugar à chuva. O IM prevê para hoje a manutenção da massa de ar seco e muito frio, com a presença praticamente durante todo o dia de céu limpo. Contudo, a partir do início da tarde, primeiro no Algarve e gradualmente em todo o continente, irá surgir uma superfície frontal quente que fará subir a temperatura.
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As nuvens transportadas por esta superfície frontal, que se desloca a partir do Litoral de Marrocos, irão trazer a chuva, numa deslocação de Sul para Norte. Durante a noite, já todo o continente estará coberto de nuvens, com a consequente precipitação. A chuva para esta noite será de neve a uma altura baixa, cerca de 300 metros, pelo que será possível ocorrer nos pontos mais altos do Algarve ou do Alentejo. Amanhã, em consequência da passagem desta superfície frontal quente, as temperaturas irão subir, pelo que a queda de neve só poderá ocorrer acima dos 1400 metros. O tempo ficará marcado pelo vento forte com rajadas de 90 km/h nas terras altas. No Algarve estão previstas ondas de 4,5 metros.
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SEM-ABRIGO ENFRENTAM FRIO
Termina hoje a festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, em que foram servidas refeições durante três dias aos cerca de 2500 sem-abrigo que vivem em Lisboa. Servidas as refeições, pelas 21h00, os sem--abrigo têm contudo de enfrentar o frio que se faz sentir com maior intensidade na rua, perante a ausência de locais públicos abertos.
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ESTRELA: TEMPERATURA DE -6,5º
A serra da Estrela registou ontem, pelas 08h00, uma temperatura mínima negativa de 6,5 graus. Apesar do frio, a neve não tem caído com forteintensidade no ponto mais alto de Portugal
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TRÁS-OS-MONTES: DIA GELADO
Trás-os-Montes é a região em que ontem foram observadas mais localidades com temperaturas abaixo dos 5 negativos. Entre elas, Bragança, Miranda do Douro, Chaves e Mirandela
NATAL: CHUVA E NEVE
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As previsões para o dia de Natal indicam aocorrência de chuva de norte a sul, sob a forma de neve na serra da Estrela e em Bragança.Um alerta para os milhares de automobilistas

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Ricardo Ramos com agências/J.S.
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» COMENTÁRIOS no CM on line
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22 Dezembro 2009 - 08h57  | José Mateus
Foi a cidade de Washington a capital dos EUA que sofreu o forte nevão,não estado de Washington que fica na costa oeste.
21 Dezembro 2009 - 14h26  | orefugiado
admira-me o estado de washington ter passado para a costa leste dos estados unidos.
20 Dezembro 2009 - 10h22  | Pedro Botelho
... Este tipo de acidente deveria ter sido estudado quando da construção do Túnel. É falha do projecto.
20 Dezembro 2009 - 10h18  | Pedro Botelho
Fala-se tanto do mau planeamento das obras portuguesas e afinal, Países altamente industrializados cometem erros destes!
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sábado, dezembro 19, 2009

Copenhaga e a «justiça climática»






No passado sábado, dezenas de milhares de pessoas desfilaram pelas ruas de Copenhaga, percorrendo os pouco mais de quatro quilómetros que separam o parlamento dinamarquês do Bella Center, local onde decorre a 15.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, também conhecida como COP15.
O frio intenso – cerca de 0ºC, contrastando com o «aquecimento global» inscrito em muitos dos cartazes que se erguiam, não tolheu o ânimo dos manifestantes que, de forma pacífica, exigiram que da COP15 saíam compromissos «justos» e «vinculativos».
Gente de diversas idades, proveniências e, seguramente, com convicções e graus de consciência política muito diversos também. Ali estavam, todavia, unidos no sobressalto causado pelos problemas e ameaças com que se confronta o planeta que partilhamos.
É no terreno da intensa luta ideológica que hoje se trava em torno das questões ambientais que se impõe como uma tarefa inadiável o estabelecimento, aos olhos de cada vez mais e mais pessoas, de um vínculo estreito entre estes problemas e ameaças e um sistema económico e social fundado na exploração irrestrita da natureza e dos seus recursos, como do trabalho humano – o capitalismo.
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«Justiça climática»?
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Esta foi uma das palavras de ordem mais ouvidas nas ruas de Copenhaga. A expressão, à primeira vista algo enigmática, refere-se ao facto de serem os países mais pobres aqueles que de forma mais directa e intensa, previsivelmente, sofrerão os efeitos das alterações no clima, não obstante ser muito diminuta (para não dizer nula) a sua contribuição para essas alterações. Daqui decorre que os países industrializados, que têm uma responsabilidade histórica na elevação da concentração atmosférica de gases de efeito de estufa (GEE), deverão financiar – antes de mais, por uma questão de «justiça» – os custos das medidas de mitigação e os esforços de adaptação às alterações climáticas nos países em desenvolvimento.
Com esta finalidade, o Conselho Europeu, reunido na semana passada em Bruxelas, decidiu que a UE e os seus estados-membros estão dispostos a contribuir anualmente com um financiamento, chamado de «arranque rápido», de 2,4 mil milhões de euros por ano, para o período de 2010 a 2012. Para se ter uma ideia da dimensão da «generosidade» europeia, refira-se que o montante proposto é menos de metade do que o próprio Parlamento Europeu considerou ser o mínimo imprescindível para este período (5 a 7 mil milhões). É cerca de 2% do que a própria UE estima virem a ser os custos anuais da mitigação e adaptação, entre 2012 e 2020. E, já agora, para ajudar a uma noção de escala, refira-se que representa menos de 1% do valor da dívida externa do conjunto dos países africanos, em 2006.
Mas não se trata apenas de uma questão do volume financeiro a canalizar para os países em desenvolvimento. Trata-se também da utilização a dar a esses recursos.
Em muitos casos, esta «ajuda» destina-se a financiar «investimentos» com os quais os países «doadores» obtêm créditos de emissões de CO2. É este o princípio do chamado «Mecanismo de Desenvolvimento Limpo», previsto no Protocolo de Quioto. Ou seja, para efeitos de compromissos internacionais de redução de GEE, estes investimentos contam como se de reduções nos países de origem se tratasse.
Ademais, prossegue a pressão para o cultivo de extensas áreas de agrocombustíveis, que satisfaçam as necessidades energéticas «verdes» dos países industrializados. Opção que ameaça a segurança e soberania alimentar dos países mais pobres, agrava a sua dependência e o flagelo da fome.
Com a chamada «transferência de tecnologia», de que tanto se tem falado, a pretexto das alterações climáticas, pretende-se avançar para novas formas de dominação e de neocolonialismo. Exporta-se tecnologia dos países ricos para os países pobres, criando-se novos mercados para as multinacionais e acentuando relações de dependência, aumentando a dívida e amputando crescentemente a soberania aos países em desenvolvimento. No processo, ignora-se a necessidade de incorporação do conhecimento local nas estratégias de adaptação, dificultando assim a sua assimilação e apropriação pelas comunidades locais e não se potenciando a sua capacidade de resposta própria.
A «injustiça climática», tão criticada em Copeganha, não é senão uma das faces do desenvolvimento desigual do capitalismo, na sua fase imperialista. É, antes de mais, uma injustiça económica e social, que urge combater. Rejeitando e denunciando as tentativas de reabilitação do capitalismo, na sua versão «verde»...
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Nº 1881
17.Dezembro.2009 - Avante
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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Diário Digital - News 2009.12.09

Director: Pedro Curvelo





O Instituto de Meteorologia prevê para hoje uma melhoria do estado do tempo depois de dois dias com chuvas e ventos fortes que causaram algumas inundações no Norte do País, em especial em Vilar de Mouros, Caminha..
O grupo de trabalho candidato a pólo nacional da coligação contra a corrupção Transparency International já arrancou com dois projectos, com financiamento aprovado..
Delegações de 192 países iniciam hoje, em Copenhaga, os trabalhos para tentar chegar acordo sobre as bases de um novo acordo climático que permita reduzir as emissões poluentes, mas são poucos os que parecem acreditar que desta cimeira saiam entendimentos vinculativos..
Pelo menos 15 pessoas foram assassinadas na noite de sábado para domingo na localidade mexicana de Ciudad Juarez, na fronteira com os Estados Unidos, informaram autoridades do Estado de Chihuahua..
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, que foi esmagadoramente reeleito no domingo à primeira volta, com 61 a 63 por cento dos votos e controlo total das duas câmaras do Parlamento, declarou-se no dever de «acelerar a mudança»..
Timor-Leste e a Indonésia iniciam hoje em Bali uma ronda de negociações sobre as delimitações fronteiriças, aproveitando a realização naquela ilha indonésia do Fórum da Democracia, destinado a aprofundar a democracia na Ásia..
A circulação de medicamentos produzidos em contrafacção na União Europeia ultrapassa os piores receios de uma Comissão «extremamente preocupada», disse o comissário para a Indústria, Günter Verheugen, em entrevista hoje publicada no diário alemão Die Welt..
O actor e realizador norte-americano Mel Gibson começa a rodar o seu próximo filme em finais de Janeiro numa prisão que vai ser encerrada no Estado mexicano de Veracruz, anunciaram autoridades da região..


Os futuros do petróleo brent, de referência para Portugal, indiciavam subida no arranque da semana, contrariando a tendência descendente evidenciada pelo barril de crude leve contratado na bolsa Nymex de Nova Iorque..
As principais bolsas da Europa iniciaram a semana com sinal negativo, pressionadas pela banca e títulos ligados aos metais..
Os Prodigy estão de regresso a Lisboa para um concerto no Pavilhão Atlântico, esta segunda-feira..
Os U2 disponibilizaram para download gratuito no seu site oficial um tema inédito..

Pelo menos duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas hoje após a explosão de uma bomba num bairro de Bagdad, capital do Iraque, indicou a polícia local..
A GNR realizou nos últimos dias uma operação de busca no Estabelecimento Prisional de Matosinhos e em algumas residências no Porto, na sequência de uma investigação relacionada com tráfico de droga e extorsão, disse hoje à Lusa fonte da corporação..
A China considerou hoje «injustas» as críticas ao seu compromisso de reduzir a intensidade energética e contra-atacou defendendo que devem ser as nações ricas a cortar as suas emissões já que são as principais culpadas pelas alterações climáticas..
Leonor Cipriano, mãe da menina desaparecida em 2004 na aldeia de Figueira, Portimão, Algarve, é inquirida hoje no Tribunal de Execução de Penas de Évora, por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)..
Sindicatos de professores e Governo voltam hoje a reunir para mais uma ronda negocial sobre a carreira e a avaliação docente, depois de na semana passada a tutela ter garantido que a nova avaliação será centrada na escola..
O secretário de Estado da Saúde garantiu hoje à Lusa que o prazo de pagamento das dívidas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é menos de metade do prazo que os fornecedores dizem que demoram a receber..
A construtora automóvel alemã Volkswagen vai adquirir 20 por cento das acções Suzuki Motor Corp., anunciou hoje a empresa japonesa. .
O MPLA elege hoje José Eduardo dos Santos presidente do partido e o novo Comité Central no terceiro dia do VI Congresso que está a decorrer no centro de conferências de Belas, a sul da capital angolana, Luanda..
O Dia Internacional Contra a Corrupção assinala-se hoje com o processo Face Oculta a dominar a vida política portuguesa e várias iniciativas partidárias em discussão no Parlamento..
O antigo ministro das Finanças Medina Carreira arrasou na noite de terça-feira o programa Novas Oportunidades, classificando-o de «trafulhice» e «aldrabice», defendendo um regime educativo exigente como condição para a integração no mercado de trabalho..
As principais praças europeias iniciaram a sessão desta quarta-feira com comportamentos mistos, embora com variações diminutas..
O preço do petróleo no mercado londrino iniciou a sessão desta quarta-feira em alta..
Hoje em dia a oferta musical é tão grande, a facilidade no acesso a nova música é tão exagerada, que andamos sempre atrás do novo som que nos vai surpreender e mudar a vida. Uma batida, um acorde, uma banda, a procura nunca acaba. E às vezes tudo o que precisamos para termos um concerto que nos satisfaça na plenitude já está encontrado há muitos anos. Por isso é que o concerto dos Prodigy no Atlântico foi de arromba..
O primeiro álbum de Sade em dez anos vai ser editado a 8 de Fevereiro. .
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terça-feira, novembro 24, 2009

DW-World destaques 2009.11.23


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