A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, março 13, 2011

O poder da internet: fatos x versões - Venício Lima




DEBATE ABERTO

Embora seja mais fácil e simpático estabelecer, sem mais, uma relação de causalidade direta entre as novas TICs e a derrubada, por exemplo, do velho ditador egípcio, talvez seja prudente não precipitar conclusões.

Os últimos acontecimentos políticos no norte da África constituem ocasião singular para observação do papel da mídia no mundo contemporâneo. Da nova e da velha mídia.
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Embora seja mais fácil e simpático estabelecer, sem mais, uma relação de causalidade direta entre as novas TICs e a derrubada, por exemplo, do velho ditador egípcio, talvez seja prudente não precipitar conclusões.
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A palavra do especialista
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Quando esteve no Brasil, a convite do Centro Ruth Cardoso, aquele que muitos consideram a maior autoridade mundial da chamada “sociedade-rede”, Manuel Castells, em entrevista à Folha de São Paulo conduzida dentro do controvertido enquadramento de “decepção com o papel da internet no processo eleitoral brasileiro”, declarou às vésperas do primeiro turno das eleições de 2010:
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“O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperam subsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do país melhorou consideravelmente. (...) A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança, e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve para amplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essa sociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude” [grifo meu; cf. http://www1.folha.uol.com.br/poder/801906-se-um-pais-nao-quer-mudar-nao-e-a-internet-que-ira-muda-lo-diz-sociologo-espanhol.shtml].
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Recentemente, diante das manifestações populares na Tunísia e no Egypto, perguntado se estava surpreso pela mobilização social, Castells respondeu:
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“Na verdade não. No meu livro ‘Comunicação e Poder’, dediquei muitas paginas para explicar, a partir de uma base empírica, como a transformação das tecnologias de comunicação cria novas possibilidades para a auto-organização e a auto-mobilização da sociedade, superando as barreiras da censura e repressão impostas pelo Estado. Claro que não depende apenas da tecnologia. A internet é uma condição necessária, mas não suficiente. As raízes da rebelião estão na exploração, opressão e humilhação. Entretanto, a possibilidade de rebelar-se sem ser esmagado de imediato dependeu da densidade e rapidez da mobilização e isto relaciona se com a capacidade criada pelas tecnologias do que chamei de “auto-comunicação de massas” [grifo meu; cf. http://www.outraspalavras.net/2011/03/01/castells-sobre-internet-e-insurreicao-e-so-o-comeco/ ].
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Embora se referindo a situações radicalmente distintas, Castells indica que as TICs – redes sociais, celulares e outros – não causam os movimentos sociais mas funcionam como “condição necessária” para a ampliação e articulação deles. E, por óbvio, é necessário que as TICs estejam suficientemente (?) difundidas na sociedade em questão, seja ela o Brasil ou a Tunísia.
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A velha mídia
Por outro lado, comentando depoimento da Secretaria de Estado Hillary Clinton no Comitê de Política Externa do Senado dos Estados Unidos, no dia 2 de março, no qual ela afirmou que os EUA estavam perdendo a “guerra da informação” (sic) para a rede Al Jazeera, o jornalista político escocês-estadunidense Alexander Cockburn, um dos editores do jornal CounterPunch, lembrou:
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“(...) há uma florescente pequena indústria da internet que afirma que a derrubada de Mubarak ocorreu por cortesia do comando Twitter-Facebook dos EUA. O New York Times publicou numerosos artigos sobre o papel do Twitter e do Facebook enquanto ignora ou vilipendia ao mesmo tempo Julian Assange e Wikileaks. Por certo, em qualquer discussão sobre o papel da internet na convocação dos levantes no Oriente Médio, deveria se dar o maior crédito ao Wikileaks. Mas Wikileaks, junto com Twitter e Facebook, tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera. Milhões de árabes não podem tuitar e não estão familiarizados com o Facebook. Mas a maioria vê televisão, o que significa que todos assistem à Al Jazeera, a qual detonou o “artefato explosivo improvisado” que estourou sob a Autoridade Palestina, a saber, o conjunto de documentos conhecidos como Palestine Papers” [cf. http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17511 ].
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Para Hillary e para Cockburn a “guerra da informação” continua sendo travada e disputada, de fato, no território da velha televisão.
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Ainda Gramsci
Todas essas considerações são apenas para repetir a cautela que tenho reiterado em relação às interpretações que atribuem, sem mais, poderes mágicos e revolucionários às novas TICs.
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Nos “Cadernos de Cárcere” quando Antonio Gramsci (1891-1937) comenta sobre a "crise de autoridade" (Selections of the Prison Notebooks; International Publishers, New York, 1971; págs. 275-276), embora, por óbvio, as circunstâncias fossem outras e seja necessária uma pequena adaptação no texto, penso que se aplica ao nosso momento histórico a idéia de que "o velho está morrendo e o novo apenas acaba de nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece" (a frase original correta é: "A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece").
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Um pouco de cautela talvez não nos leve a conclusões precipitadas sobre o real poder das novas TICs. E, mais importante, evite erros graves na avaliação e na formulação de políticas públicas para as comunicações.
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Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.
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http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4988
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quinta-feira, julho 16, 2009

Autoridade Palestina fecha escritório da al-Jazira


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A Autoridade Nacional Palestina (ANP) suspendeu nesta quarta-feira (15) as operações da emissora de televisão catariana al-Jazira na Faixa de Gaza, alegando que a emissora teria veiculado notícias falsas.


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O Ministério da Informação da ANP, em nota divulgada nesta quarta-feira, disse que levará a emissora aos tribunais, por causa de uma reportagem exibida na terça-feira.

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A suspensão do trabalho da emissora catariana deverá acontecer durante o período que o processo for considerado pela justiça local.

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O ministério acusou a rede de "dedicar partes significativas de suas transmissões para incitar sentimentos contra a Organização para a Libertação da Palestina e a Autoridade Nacional Palestina.

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A medida foi tomada depois que a rede transmitiu uma entrevista com Farouk Kaddoumi, um dos líderes da OLP, na qual ele criticava Mahmoud Abbas, presidente palestino.

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Kaddoumi afirma que líderes da ANP, dentre eles Abbas e o conselheiro Mohammed Dahlan, são suspeitos de colaborar com os israelenses na morte de Iasser Arafat. Arafat morreu em 11 de novembro de 2004 em um hospital francês.

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A emissora catariana, em seu site, nega as acusações da ANP e defende seu "padrão jornalístico". De sua sede em Doha, a direção da empresa disse estar "transtornada" com a decisão de suspender as transmissões e de tomar decisões legais contra ela.

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O governo palestino, chefiado pelo partido Fatá, também acusa a emissora do Catar de privilegiar a visão de seus rivais políticos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Na Faixa de Gaza, o Hamas criticou a suspensão da al-Jazira.

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O mistério que cerca a causa da morte de Arafat ainda está presente e alguns líderes palestinos se mostram convencidos de que seu chefe foi morto em um complô, provavelmente envenenado por Israel que, por sua vez, desmente a ilação.

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Da redação, com agências
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in Vermelho - 15 DE JULHO DE 2009 - 18h23

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sexta-feira, julho 10, 2009

Problemas no Xinjiang fazem Hu Jintao deixar reunião do G8




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O presidente da China, Hu Jintao, deixou nesta quarta-feira (8) a reunião do G8 na Itália, retornando às pressas para Pequim por causa da cada vez maior tensão étnica separatista na região de Xinjiang, que provocou até o momento 156 mortes.


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A agência Xinhua disse que Hu, que estava em uma visita de estado na Itália para participar da reunião do grupo dos oito países mais ricos, que teve início nesta quarta-feira, teve de cortar a viagem, devido ''à situação'' em Xinjiang.

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O conselheiro do Estado, Dai Bingguo, estará presente à reunião do G8, representando Hu.

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Seu retorno apressado coincide com a elevação da tensão étnica na cidade de Urumqi, a capital da região. Victor Gao, diretor da Associação Nacional de Estudos Internacionais da China, disse que o returno de Hu é ''bastante extraordinário''.

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''Sem precedentes''

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''Por causa da escala sem precedentes e a severidade da situação em Xinjiang'', disse Gao à agência catariana de notícias al-Jazira, Hu teve de tomar ''a medida inédita de deixar a reunião do G8 antes de seu início, retornando à China para exercer sua liderança no papel de acalmar a situação em Xinjiang''.

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A rede al-Jazira relata que a situação em Urumqi é de nova elevação da tensão, após uma manhã de quarta-feira com calma, depois do toque de recolher dado na terça-feira à noite.

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Chineses da etnia Han tomaram as ruas, armados de porretes e tentando ocupar os bairros da etnia Uigur, que se espalham ao redor da capital regional, a despeito da polícia de Choque ter bloqueado as ruas principais com veículos blindados e patrulhar as ruas com centenas de policiais.

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Na terça-feira, milhares de Han foram às ruas da cidade procurando vingar-se do ataque realizado pelos uigures, que provocaram centenas de mortes em ataques no fim da segunda-feira (6) a membros da etnia Han.

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Grupos de uigures também tomaram as ruas e as forças do governo dispararam contra eles gás lacrimogêneo, além de impor um toque de recolher na tentativa de manter o controle da cidade.

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''Justo e efetivo''

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De acordo com autoridades da China, pelo menos 156 pessoas de ambas as etinias foram mortas nos conflitos de domingo, que se iniciaram durante um violento protesto de rua conduzido por uigures.

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O conflito foi um dos mais mortais do país em várias décadas. Os uigures foram às ruas alegando protestar contra a suposta morte de dois trabalhadores da etinia em uma fábrica de brinquedos.

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A polícia chinesa revelou que prendeu mais de 1.400 pessoas durante a ação, que Wang Lequan, chefe do Partido Comunista da região de Xinjiang, alertou como uma ''luta contra o separatismo, que está longe de terminar''.

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Opinando sobre a forma como o governo age nesta crise, Victor Gao, que trabalhou como tradutor para o falecido líder chinês Deng Xiaoping, disse que o governo precisa ser ''muito justo e efetivo'' no tratamento da situação.

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''É muito fácil traçar uma linha entre os grupos étnicos, entretanto, isso é uma tentação à qual precisamos resistir'', afirmou isso.

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''Acredito que é melhor focar nas atividades criminais, sem considerar a qual grupo étnico pertencem, não importa se são chineses da etnia uigur ou han'', considera.

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Grande vergonha

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Perguntado se Pequim deveria reconsiderar sua política de migração para o Oeste em relação à etnia han, Gao diz que a China ''não deve desviar da situação geral, apesar do que está acontecendo em Urumqi neste momento''.

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''É um incidente grave, uma grande vergonha para nós, chineses, mas eu acho que precisamos continuar porque sem a estabilidade, está fora de questão a melhoria nas condições de vida da população de Xinjiang, inclusive uigures''.

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Segundo o governo da região, a briga na fábrica foi utilizada como ''desculpa'' para justificar os enfrentamentos em Urumqi.

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Pequim responsabiliza os exilados separatistas uigures pela sublevação, apontando contra Rebiya Kadeer, uma empresária uigur nos Estados Unidos, que antes de exilar-se nos EUA esteve presa por vários anos, acusada de sedição. Ela é chefe, hoje, do Congresso Mundial Uigur, uma organização separatista que promove o terror na região, de acordo com o governo local.

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Naturalmente, Kadeer, de 62 anos, rejeita as acusações, a partir de sua base em Washington. Presa em 1999, foi colocada em liberdade após pagar uma fiança, em 17 de março de 2005, para realizar tratamento médico nos Estados Unidos.

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Ela alega que o conflito “foi iniciado” pela polícia chinesa, que teria “investido” contra o ''pacífico'' protesto, convocado após a suposta morte de dois trabalhadores uiugures de uma fábrica de brinquedos, supostamente mortos por membros da etnia han.

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No entanto, os conflitos iniciados no domingo passado em Urumqi, ''não foram um protesto pacífico, mas sim assassinatos, incêndios e saques'', afirmou na terça-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang.

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''Qualquer pessoa que se refira a esses atos violentos como um protesto pacífico está alterando a verdade, com o propósito de enganar o público'', assinalou Qin em uma entrevista coletiva em Pequim.

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''Esses atos violentos foram um crime premeditado e organizado, instigado e dirigido a partir do estrangeiro e realizado por foragidos da justiça no país'', explicou Qin, que assegurou que as provas são irrefutáveis e decisivas.

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Com informações da Xinhua, Diário do Povo Online e al-Jazira

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in Vermelho - 8 DE JULHO DE 2009 - 17h12

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sábado, julho 04, 2009

Marai: com a Al-Jazeera, não há mais informação a esconder


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O chefe de produção do canal de documentários da Al-Jazeera, o palestino Montaser Marai, esteve no Brasil como um dos convidados da 3ª Mostra Imagens do Oriente, do ICArabe. Não parou. Além do colóquio do qual participou ao lado do iraniano Massoud Bakhshi, cruzou a cidade nos cerca de dez dias que ficou em São Paulo iniciando e costurando acordos com instituições brasileiras.

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Por Arturo Hartmann, no site do Instituto de Cultura Árabe (Icarabe)

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Marai: Al-Jazeera é "lugar seguro"
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Para o repórter, sobrou a possibilidade de conversar por email. Ele faz parte de um setor do canal qatar que prima por densidade na informação. “A emissora percebeu a importância de lançar um canal de documentários para dar base e informação aprofundada sobre diferentes questões mundiais".

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Talvez por isso o trabalho dos jornalistas da Al-Jazeera seja difícil. “Não é permitido ao canal trabalhar em muitos países árabes e em Israel. Foi difícil cobrir a guerra de Gaza pelo lado israelense. Também um dos principais prédios foi bombardeado pelo exército de Israel e alguns jornalistas foram mortos durante a guerra de Gaza de 2008/2009 e a do Líbano em 2006".

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Nesta edição, o ICArabe conversa com Marai sobre a mudança que a Al-Jazeera instituiu no jornalismo dos países árabes, mais especificamente na área de documentários.

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Em primeiro lugar, conte um pouco sob.re sua história. Sei que você é palestino. Qual a história de sua família? E como você acabou no jornalismo?

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Minha família vivia na Palestina, Cisjordânia, e saiu de lá para a Jordânia depois da guerra de 1967, época em que o exército israelense ocupou o resto das terras palestinas e completou o que começou em 1948. Da Jordânia, minha família mudou-se para o Kuwait, onde há uma grande comunidade de palestinos que deixaram o país pela mesma razão.

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Lá, nasci em 1975. Gostava de escrever desde jovem e comecei a trabalhar para jornais universitários e como repórter para jornais locais. O ativismo estudantil e o fato de escrever na universidade melhoraram minhas habilidades, já que estávamos livres das amarras do poder do dinheiro e da política. Trabalhei no meu último ano da faculdade para uma TV local e construí meu caminho para ser um jornalista da Al-Jazeera.

Como você define o jornalismo nos países árabes antes da Al-Jazeera?

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Bom, era um jornalismo jovem, digamos assim. E a mídia era dos governos e não do povo. Em países árabes, você podia ler notícias ou assistir a TVs e saberia notícias apenas do presidente! Você não pode tocar ou falar sobre questões sensíveis e não há liberdade de expressão na maioria dos países árabes.

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A Al-Jazeera é um ponto de mudança na mídia e na liberdade de expressão não apenas nos países árabes, mas internacionalmente, já que entrega diferentes visões de diferentes ângulos. Tornou-se a voz do sul, falando de um ponto de vista cultural.

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Uma vez, conversando com uma jornalista egípcia (Mona Anis, entrevista do dia 11/9/2006), ela me disse que a Al-Jazeera era, em primeiro lugar, a criação do emir do Qatar, inclusive bem relacionado com os Estados Unidos. Mas ela disse também que o que fazia a emissora especial e uma boa fonte de jornalismo era o fato de juntar jornalistas de diferentes países árabes cansados da maneira com a qual a informação era produzida. Você concorda? A Al-Jazeera é a soma dessa empresa que quer (e precisa) de dinheiro e lucro, mas com a energia de uma nova geração de jornalistas que querem ser a voz do sul?

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Sim, é verdade. Al-Jazeera foi uma ideia do emir do Qatar, uma ideia muito inteligente. O Qatar sustenta financeiramente a Al-Jazeera, mas a mantém independente e não se envolve em sua política editorial, o que faz o canal muito forte. A diversidade de jornalistas não apenas de países árabes mas de todo o mundo adicionou um grande valor à emissora. Muitos deles não podiam contar a verdade em seus países, mas quando se juntaram à equipe da Al-Jazeera, puderam. Os jornalistas de fato não trabalham apenas por dinheiro, mas realmente sentem que são a voz das pessoas sem voz.

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E o que a emissora mudou no cenário do jornalismo dos países árabes?

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A Al-Jazeera levantou o bloqueio à liberdade de expressão na mídia e permitiu dar força às pessoas que criticavam as ações erradas de seus governos. Também forçou TVs e jornais a contar a verdade, pois se não o fizessem, a Al-Jazeera faria.

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Quais os números de documentários produzidos pelo canal?

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Estamos produzindo cerca de 225 horas este ano e comprando cerca de 800. Isso significa que temos cerca de 1400 filmes ou títulos por ano, e você não pode comparar isso a nenhum outro canal de TV porque a Al-Jazeera Documentários passa 24 horas apenas de documentários.

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Qual a dificuldade de se produzir um documentário em países árabes? Não falo apenas da questão de custos e financiamento, mas de censura política?

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Era difícil produzir, mas agora está ficando melhor. Realizadores podiam tocar em muitas questões sensíveis, mas muitas vezes não encontravam uma forma inteligente, diferente ou indireta para driblar a censura. Você podia fazer um filme sobre qualquer coisa, mas não encontrava o canal de TV que tivesse a coragem de exibi-lo. Nós, na Al-Jazeera, estamos tentando ser um “lugar seguro” para estes tipos de documentários.

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Uma vez um documentarista libanês me disse que há uma nova onda de produções, um novo esforço de realizadores e mesmo jornalistas no Oriente Médio, produzindo documentários de custo baixíssimo, com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. Bastava apenas, por exemplo, andar pela realidade da Palestina ocupada e filmá-la. Indo contra até o que entendemos como o jornalismo tradicional, “ouvir os dois lados”. Você vê esse movimento? E como a Al-Jazeera lida com isso?

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Este é um movimento importante apoiado em novas mídias e novas tecnologias. Agora, muitos realizadores podem pegar uma câmera e apenas andar pelo local a ser coberto. Nós estamos produzindo e comprando muitos documentários dessa forma e apoiando realizadores independentes

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Como você analisa a cobertura da mídia ocidental da realidade do Oriente Médio com a qual você lida diariamente?

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Alguns desses jornalistas estão dizendo a verdade, outros não querem dizer. Alguns querem mas são mal guiados. Alguns têm a imagem errada e simplesmente não querem mudá-la. Há ainda por vezes pressão de governos ocidentais que posam com sua liberdade de expressão no Ocidente, o que é na verdade uma liberdade de expressão seletiva. Dessa forma, você pode perceber o que eles querem da transmissão.

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Durante os ataques à Gaza, muitos americanos não podiam receber qualquer notícia do local. Por quê? Hoje eles têm uma cobertura intensiva sobre os protestos contra o regime no Irã! Não sou a favor ou contra o regime no Irã, mas sou contra dois pesos e duas medidas.

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In Vermelho - 3 DE JULHO DE 2009 - 19h05

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segunda-feira, junho 08, 2009

Direita obtém vitórias na eleição parlamentar europeia

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Partidos de centro-direita e de extrema-direita obtiveram expressivas vitórias na eleição parlamentar da União Européia, realizada no domingo (7), defendendo soluções conservadoras contra a crise do capitalismo e posições anti-imigração.
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As eleições, realizadas de 4 a 7 de junho no bloco de 27 nações, bateram o recorde de abstenção, quando apenas 43 por cento dos 375 milhões de eleitores aptos a votar foram às urnas, para eleger a próxima legislatura do parlamento de 736 assentos.
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As últimas projeções mostram que os partidos de centro-direita tomariam 263 cadeiras, enquanto os partidos de centro-esquerda teriam aproximadamente 163 vagas conquistadas.

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Partidos ecologistas e pró-União Europeia até então conquistaram 52 assentos, enquanto a extrema-direita e partidos anti-União Europeia obtiveram ao redor de 40 deputados. Partidos menores dividiram o restante dos assentos.
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Vitórias da extrema-direita

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Joseph Daul, líder do Partido Popular Europeu, o maior abrigo para os partidos de centro-direita nacionais, afirmou que seu bloco deverá apoiar um plano de 27 bilhões de dólares que não distribuirá nenhum dinheiro novo para programas de estímulo econômico.
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Ao contrário, solicitará aos governos europeus que gastem fundos da União Europeia já existentes na criação de novos empregos.

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Outras prioridades para a centro-direita incluem políticas de imigração e energia comuns, para "reduzir" o número de imigrantes sem documentos e estabelecer uma dependência menor da Europa em relação ao gás russo.
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Governos de cunho direitista podem surgir após estas eleições na Alemanha, França, Itália e Bélgica, enquanto partidos conservadores, na oposição, venceram no Reino Unido, Espanha e Bulgária.
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Poul Nyrup Rasmussen, presidente do Partido dos Socialistas Europeus, afirmou que os partidos do grupo "continuam a lutar" por novos rumos na economia.

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"A Europe ainda precisa de uma nova direção. Nós estamos no meio de uma recessão e ela ainda não começou a diminuir", afirmou.
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O Partido Trabalhista, de Gordon Brown, premiê britânico, ficou atrás do Partido da Independência do Reino Unido, uma agremiação anti-europeia.

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O pior resultado do Partido Trabalhista pós-segunda guerra leva mais dúvidas ainda ao futuro de Brown, em seguida a uma série de renúncias de ministros de seu governo.
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Acusações de anti-semitismo
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Grupos de extrema direita obtiveram vitórias no Reino Unido, na Áustria, na Holanda e na Hungria.

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A eleição viu o Partido Britânico Nacional, supremacista branco, conquistar duas cadeiras no parlamento europeu pela primeira vez na história.
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O Partido Britânico Nacional se reunirá a outros bem sucedidos partidos de extrema direita da Holanda, Hungria e Áustria, que manifestam preconceito contra o Islã, contra as minorias e os imigrantes.
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O grande vencedor da Áustria foi o direitista Partido da Liberdade, que mais que duplicou sua força em relação às eleições de 2004, conquistando 13,1% dos votos.

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Na Holanda, o Partido da Liberdade, liderado por Geert Wilders, obteve 17% dos votos no país, baseados em uma aberta campanha anti-islâmica.
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Três dos 22 assentos destinados à Hungria foram para o Partido Jobbik, de extrema direita, que descreve a si próprio como "anti-imigrantes".

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Analistas húngaros apontam que o partido é racista e anti-semita.
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Sucesso de Sarkozy

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Na Alemanha, o Partido Democrata Cristão, no poder, derrotou seu rival, o Partido Social Democrata, a poucos meses da eleição nacaional.
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Volker Kauder, líder do Democrata Cristão afirmou que "somos a força que está agindo de forma correta e segura nesta crise financeira e econômica".

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Nicolas Sarkozy, o presidente francês, conseguiu uma importante vitória sobre o Partido Socialista, enquanto o Partido Verde Ecologista da Europa obteve uma importante terceira colocação.

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Na Itália, a coalizão direitista de Silvio Berlusconi obteve 35% dos votos, a despeito das últimas críticas sofridas pelo premiê.
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Entretanto, o sucesso dos conservadores não é um fenômeno uniforme por toda a União Europeia.
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Eleitores insatisfeitos com o desemprego, com a inflação e com escândalos políticos puniram os partidos direitistas na Grécia, na Hungria e na pequena Ilha de Malta.

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O Partido Pirata sueco ganhou uma cadeira no parlamento europeu, obtendo 7,1% dos votos na Suécia no total de votos de toda a Europa, o suficiente para ganhar um único assento.
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Com informações da Al Jazira:

english.aljazeera.net



in Vermelho - 8 DE JUNHO DE 2009 - 16h21
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Ver

Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

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