A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
Mostrar mensagens com a etiqueta Honduras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Honduras. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 10, 2010

Honduras depois do golpe: o “paraíso” dos narcotraficantes


América Latina

Vermelho - 8 de Setembro de 2010 - 9h15
 

Decretada há três anos a guerra contra o narcotráfico com a chegada de Felipe Calderón à Presidência, a preocupação na região é por os narcotraficantes mexicanos estarem estendendo as suas redes de tráfico e consumo à América Central e lavarem aí o seu rasto de corrupção, violência e morte.

Marco Antonio Martínez García *

A dita presença será o prelúdio da transferência de uma estratégia semelhante à mexicana, militarizada e com constantes queixas de violações dos direitos humanos ao território da América Central, como já alertaram vários presidentes da região.

A violência já está presente na região e está relacionada com o narcotráfico. A Organização das Nações Unidas no seu Relatório Mundial sobre Drogas 2010 disse que em Salvador, Honduras, Guatemala e Belice as taxas de homicídio são três a cinco vezes mais altas que no México.

Em Honduras foi registrado em 2008 a mais alta taxa de homicídios da região. Por cada 100 mil habitantes cometeram-se 60, 9 crimes; Salvador registrou 51,8 homicídios e a Guatemala 49, enquanto no México se registraram 11,6 neste mesmo ano.

“A região mais afetada hoje em dia é o Triângulo Norte da América Central: Guatemala, Honduras, e Salvador. Aí, a intensa violência gerada pelas drogas colocou um grave problema ao governo”, alerta o resume executivo do mesmo documento da ONU.

Os antecedentes

Se bem que a presença dos narcotraficantes na América Central seja de décadas, já que desde os anos oitenta do século passado era usada como rota de transferência, agora registra mais tráfico e maior presença dos narcotraficantes mexicanos.

Desde a época do capo colombiano Pablo Escobar, nos anos oitenta do século passado a América Central começou a ser usada para o transporte de drogas. Os cartéis colombianos enviavam de maneira direta a mercadoria, ou empregavam narcotraficantes mexicanos, para fazer chegar aos Estados Unidos, então o principal mercado de cocaína.

Situada entre a América do Sul e a do Norte, a América Central ficava na passagem entre a Colômbia e os Estados Unidos. Porém, nessa época os colombianos preferiam o Caribe para transportar a sua mercadoria, e só com o crescimento dos narcotraficantes nos anos noventa a América Central começou a ser usada majoritariamente, segundo o relatório Crime e desenvolvimento na América Central, do Departamento contra o Crime e o Delito da ONU, publicado em 2007.

Os colombianos chegaram a usar aeroportos centro-americanos, quer civis quer militares, para transportar cocaína. Honduras foi frequentemente utilizada, de acordo com várias fontes. O especialista colombiano Eduardo Correa assegura a “El Programa de las Américas” que a base militar de Palmerola [1], em Honduras, foi usada para esses fins nos tempos de Pablo Escobar, durante os anos oitenta.

Alberto Santana no seu livro O Narcotráfico na América Latina, diz que nas décadas de setenta e oitenta (entre 1978 e 1982 este país da América Central foi governado por militares) Honduras converteu-se num aliado dos Estados Unidos contra o comunismo na região. Assevera que os EUA toleraram o narcotráfico, fomentado desde a cúpula militar que governava Honduras. O autor cita o relatório ‘O Narcotráfico nas Honduras 1982-1988’ do Centro de Documentação das Honduras, segundo o qual entre 1982 e 1987 o narcotráfico mobilizou um bilhão de dólares no país.

Por esta mesma situação de colaborar com o narcotráfico na América Central, o único governo investigado e sujeito a juízo por cumplicidade foi o encabeçado pelo ex-presidente do Panamá Manuel António Noriega, que foi julgado em França [2]. De acordo com a informação publicada em 29 de junho no diário Reforma, o general acordou nos anos oitenta com o cartel de Medellin, encabeçado por Escobar, que aviões carregados de droga voassem pelo Canadá sem dificuldades. Em 7 de junho deste ano a justiça francesa condenou o general a sete anos de prisão por lavagem de dinheiro, informou o mesmo diário.

Com o desmantelamento das grandes organizações colombianas nos anos noventa do século passado, um maior controle do espaço aéreo das rotas usadas pelos colombianos rumo aos Estados Unidos e o começo de uma cada vez maior participação dos narcotraficantes mexicanos no tráfico e venda de droga, as formas de transporte e as rotas alteraram-se. A droga começou a ser também transportada por mar e terra.
.
De acordo com o documento Crime e desenvolvimento no Centro América, em 1999, os fluxos através da América Central/México eram de 54%, enquanto as remessas pelo Caribe eram de 43% e unicamente 3% chegou diretamente da América do Sul.

Um ano depois as remessas pela América Central subiram para 66% e as do Caribe desceram para 33%. Em 2003 o tráfico aumentou para 77% pela via América Central e 22% pela via Caribe.

Nos últimos anos, a América Central não só é usada para o transporte, mas também é vista pelos narcotraficantes mexicanos como zona de descanso e que evita a perseguição das autoridades mexicanas que lhes declararam guerra em 2006. Além disso, os capos mexicanos procuram a América Central para expansão a novas redes de tráfico e consumo. É o caso das Honduras.

A “Chapo” agrada-lhe Honduras

Um dos países assinalados com a presença de narcotraficantes mexicanos é Honduras, em cujo território se viu um dos mais famosos do mundo.
.
Fontes oficiais advertiram sobre a presença do capo mais procurado do México, Joaquín “El Chapo” Guzman, chefe do cartel de Sinaloa, que em 2001 fugiu da prisão de alta segurança de Puente Grande, no Estado mexicano de Jalisco, não mais tendo voltado a ser preso.

Em 23 de fevereiro deste ano o ministro da Segurança do país centro-americano, Oscar Álvarez, disse numa entrevista radiofônica à Rádio Fórmula que tinha sido detectada a presença do narcotraficante mexicano.

O político hondurenho confirmou a presença do chefe do cartel de Sinaloa no país, dizendo que a sua estadia era intermitente, para descansar, e que dias antes tinha estado numa festa numa zona conhecida como ‘El paraíso’, onde tinha organizado uma abrilhantada por grupos musicais mexicanos.

Álvarez negou a permanência de Guzman no seu país. No entanto, na sua qualidade de ex-ministro que ocupou o cargo entre 2002 e 2006, no mandato de Ricardo Maduro, advertiu que desde então já tinham sido detectadas visitas de narcotraficantes mexicanos e colombianos ao seu país.

A presença de ‘el Chapo’ e o assassíno do czar antidrogas das Honduras, Julián Arístides, registaram-se depois do golpe de Estado contra Manuel Zelaya, deposto por militares em junho do ano passado. Em 8 de dezembro de 2009, Arístide foi baleado a partir de uma motocicleta, quando estava em seu carro.

Mais de seis meses depois do homicídio, em 16 de Junho, Álvarez esclareceu o caso e informou que por trás da morte do Procurador da República estava o narcotraficante hondurenho Héctor Amador Portillo, alcunhado de ‘el Gato Negro’. O móbil do crime foi o descobrimento de Arístides de uma pista clandestina dirigida por Portillo em Olancho, acrescentou Álvarez, de acordo com o diário La Tribuna.

Sicários à ordem do narcotraficante hondurenho e contratados pelos seus parceiros mexicanos do cartel de Sinaloa foram os que tiraram a vida ao Procurador da República, acrescentou Álvarez.

O criminoso já não pôde responder às acusações de Álvarez: ‘el Gato Negro’ foi encontrado morto em abril passado, com sinais de ter sido torturado, tal como sete membros do seu grupo.

Álvarez disse que ‘el gato negro’ tinha sido contatado por ‘Chapo’ Guzman e deu mais informações sobre as atividades do cartel mexicano no seu país.
.
“Eles (o cartel de Sinaloa) não se limitam a transportar drogas para os Estados Unidos, mas também a organizar redes de distribuição na Guatemala, Salvador, Honduras e outros países da América Central”, disse o ministro da Segurança hondurenho.

De fato, segundo a agência Notimex, citada pelo jornal mexicano Él Financiero, Alvarez disse que “Chapo” Guzman tinha entrado e saído das Honduras em diversas ocasiões, via Guatemala.

Apesar de Honduras registrar significativamente menos prisões de narcotraficantes que o México – o país centro-americano atinge as seis por cada 100 mil habitantes, enquanto o México chega às 22 – os hondurenhos estão, no entanto acima da Guatemala, registra duas prisões, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2010.

As “narco-avionetas”

Sobre o tráfico de drogas, o próprio ministro da Segurança das Honduras disse que as autoridades do país têm dados das apreensões de avionetas que sobrevoavam o seu território em direção ao México, para abastecer tanto o cartel de Sinaloa, de Guzman, como o do Golfo, comandado por Ezequiel Cardenas Guillén e recentemente separado do grupo armado dos Zetas.

O registro de avionetas que transportavam drogas aumentou consideravelmente desde há cinco anos. Em 2005 não se registraram casos nas Honduras , em 2006 um só, e em 2007 e 2008 quatro “narco-avionetas” em cada ano, informou El Heraldo. Álvarez afirma que “Aumentou a transferência de droga no nosso país, em 2009 voaram muitas avionetas com mais de 100 toneladas de cocaína da América do Sul para os EUA…”, número também citado pelo comissário dos Direitos Humanos, Ramón Custodio.

De acordo com relatórios anuais do Ministério Público, em 2005 apreenderam-se 55 quilogramas, 2.714 em 2006, 1.704 em 2007, 6.764 em 2008 e em 2009 contabilizaram-se 6.655 quilogramas. Mais do que êxitos dos agentes antinarcóticos, as apreensões aconteceram porque as avionetas explodiram ou estatelaram-se em solo hondurenho, disse o diário, ainda que sem citar fontes.

Em 22 de julho de 2010 detectou-se outra aeronave em Brus Laguna, departamento de Gracias a Dios, informou o diário La Tribuna de Honduras, que afirmou ter caído, em três anos, 30 narco-avionetas em diferentes pontos do Atlântico, o que denota que os dados são contraditórios entre as diferentes fontes.

Segundo o relatório mundial sobre Drogas de 2010, o fato de Honduras ter a mais alta taxa de assassinatos na região, pode estar relacionado com a crescente utilização do território hondurenho por aviões carregados de droga.

Consumo em alta

O Relatório Mundial diz que outro problema é o aumento de consumidores de droga na América Central, num número que oscila entre os 120 mil e os 140 mil. O documento informa que até 2005 nas Honduras, 15% da população consumia opiáceos, 9% cocaína, 8% cannabis e a mesma percentagem anfetaminas.

A presença dos narcóticos converteu-se numa ameaça de tal grandeza na América Central que a ONU fez uma chamada de atenção. Em 26 de junho, numa mensagem difundida a propósito do Dia Internacional da Luta contra o Uso Indevido e o Tráfico de Drogas, a Organização das Nações Unidas expressou num boletim a sua preocupação porque em certas zonas da África Ocidental e América Central “o tráfico de drogas pode ameaçar a segurança dos Estados e inclusive a sua soberania”.

Afundada numa crise de legitimidade, sem o reconhecimento diplomático de muitos países da região, e frente a um aumento notável da presença do narcotráfico, Honduras não está excluída da advertência.

Nota do tradutor:

[1] Foi igualmente na base Palmerola, sede do Comando da Força Aérea hondurenha, que se instalou o comando do golpe de Estado nas Honduras que afastou o presidente Manuel Zelaya, executando a decisão tomada em reuniões na embaixada dos EUA em Tegucigalpa, entre os golpistas e o embaixador norte-americano Hugo Llorens.

[2] O general panamenho Manuel António Noriega foi um protegido de Washington até reivindicar para o Panamá a soberania do canal, que estava sob jurisdição norte-americana. Então, tornou-se público o que há muito se sabia, a ligação do general ao narcotráfico, e Noriega foi capturado e levado para os EUA, onde foi condenado a vários anos de cadeia. Recentemente foi libertado nos EUA e enviado para França para cumprir pena por lavagem de dinheiro.

* Marco Antonio Martínez García é jornalista e colaborador habitual do Programa de las Américas

Este texto foi traduzido por José Carlos Gascão e publicado em odiário.info
.
.

segunda-feira, agosto 30, 2010

World Notes: UN, Pakistan, Iran, Honduras, South Africa, Cuba

assets/Uploads/_resampled/CroppedImage6060-TomWhitneyCROP.jpg

ForRealJobs
.
United Nations: Labor group reports bad news on young workers
.
The International Labor Organization issued a report August 12 indicating that at the end of 2009 81 million people between 15 and 24 years of age were unemployed, up from 11.9 percent in 2007 to 13 percent last year. The report highlights the social risk of unemployed youth, a "lost generation" who, discouraged during a time of economic crisis, have abandoned the labor market. In these circumstances, young people in underdeveloped countries are seen as particularly vulnerable to underemployment and poverty. In 2008, young workers constituted 24 percent of the world's working poor and 18.1 percent of the world total of unemployed people. The report, accessible at www.ilo.org, shows young females experiencing more difficulties in finding work than young men.  
.
Pakistan: U.S. base is protected at people's expense
.
The Asian Human Rights Commission issued a statement August 20 condemning U.S. and Pakistani officials deemed as responsible for destroying a water bypass seven days earlier in Sindh Province. Pakistan's Army put Sports Minister Ejaz Jakhrani, elected from the area, in charge of the operation aimed at protecting the US - operated Shahbaz airbase from flooding. Water thus diverted inundated Jacobabad district, destroying hundreds of homes, drowning the town of Dera Allahyar, and forcing the dislocation of 800,000 people. It is alleged also that the base has been closed to relief agencies. With other airfields beneath water, that prohibition has hindered medical rescue missions and food supply flights from reaching areas of need. The statement is accessible at: www.ahrchk.net/
.
Iran: Nuclear power plant is fueled
.
On August 21, after decades of delay, the Russian - built Bushehr nuclear power plant began taking on fuel. International Atomic Energy Agency inspectors were on hand, although observers agreed the $1 billion plant poses no proliferation risk, especially as return of spent plutonium-containing fuel to Russia was written into the agreement. In June, Russia backed UN sanctions against uranium enrichment by Iran. Yet Iranian spokespersons claim enrichment would be aimed at producing fuel for electricity generation thereby removing dependency on Russian fuel. The Moscow Times reported the CEO of the Rosatom Corporation, builder of the power plant, as stressing international participation in the project. Supplies were "made from more than 10 countries," said Sergei Kirivenko.
.
Honduras: Land dispute pits rich versus poor
.
In July, soldiers harassed residents of Zacata Grande Island on behalf of Miguel Facusse. Thugs returned to the island in mid August, reinforcing demands that inhabitants leave. According to Rebelion.org, the real estate magnate, agribusiness mogul, and food manufacturer was targeting the ADEPZA cooperative, champion of land rights for families arriving on the sparsely populated island decades ago. Promising to build a school and deliver land to poor people, Facusse, whose ownership claims may be tenuous, promotes the island's exclusive Coyolito Club. Protests erupted in April following the killing in Colon of a peasant protesting Facusse's alleged illegal ownership of an African palm farm. Earlier he had suggested that confrontations reflect badly on "the image that Honduras projects to the world of the investors."
.
South Africa: Massive strike portends future divisions 
.
According to www.iol.co.za, it was "South Africa's worst industrial action." One million public sector unions affiliated with the COSATU labor federation launched an indefinite strike on August 19 when governmental offers of a seven percent wage increase and a $90 monthly housing allowance were rejected. Unions are demanding an 8.6 percent wage hike and a $130 housing allowance. Violence spread, security forces were mobilized, hospitals were barricaded, and criminal courts moved into high gear. Labor support for the Jacob Zuma presidency has plummeted. Strikers condemn government spending on World Cup facilities and on infrastructure projects, reports Al Jazeera. With government debt rising, inflation is at 4.2 percent and one million jobs have been lost since 2008, when joblessness was already 25 percent. A labor court on August 21 banned essential services workers from striking.
.
Cuba: American Ballet Theater will visit 
.
"We believe in the power of the arts to connect people and transform lives," said American Ballet Theater executive director Rachel Moore. She recently announced plans for the company to perform at Havana's International Ballet Festival in early November at the Karl Marx Theater. Later principal dancers will be offering additional performances. This, the U.S. troupe's first visit to the island in fifty years, comes two months after Alicia Alonso, Cuba's famous ballerina and director of its national ballet company, was honored in New York. AFP news speculates that the U.S. government will soon expand other educational and cultural contacts between the two nations subjected to a prolonged U.S. economic blockade.  
.
Photo: Youth Fight For Jobs demonstration in the United Kingdom. (CC)
.
.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Total de 53 milhões de pessoas passará fome na A.Latina em 2009, diz FAO

14/10 - 14:17 - EFE

EFE - v1


Santiago do Chile, 14 out (EFE).- Um total de 53 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe passará fome em 2009, devido à alta dos preços dos alimentos e à crise financeira global, segundo um relatório publicado hoje pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).

.

O documento aponta que a crise de acesso aos alimentos "persiste e se aprofundou" nos últimos três anos. Em 2009, 6 milhões de pessoas a mais passarão fome na região, em comparação com 2008.
.

"Éramos a única região do mundo que estava progredindo na redução da fome até 2005 (...)", disse o diretor da FAO para a América Latina e o Caribe, o brasileiro José Graziano, que esclareceu que a região não sofre de escassez em alimentos, mas que as oportunidades de acesso a eles são restritas.
.

Segundo Graziano, de 2006 a 2008, o número de pessoas desnutridas aumentou de 45 para 47 milhões, devido a um "aumento rapidíssimo" dos preços dos alimentos, que afetou, principalmente, a população mais pobre.
.

Durante o último ano, auge dos efeitos da crise econômica, a quantidade de desnutridos seguiu aumentando na região, sobretudo devido à alta do desemprego e à ausência de programas sociais para enfrentar o problema.
.

Apesar dos números negativos, Graziano se mostrou convencido de que a fome poderá ser erradicada na América Latina e no mundo dentro de um prazo que vai até 2025, embora seja necessário incorporar a luta contra a desnutrição nas políticas públicas dos países. EFE gs/pd



quarta-feira, setembro 30, 2009

WSWS News - 29 September 2009

Perspective

The political significance of the Balmoral Estate Action Committee

The courageous step taken by tea plantation workers on the Balmoral Estate in Sri Lanka in establishing their own action committee, independent of the trade unions, has broad political significance for workers throughout the island and internationally.


News & Analysis

German election: The collapse of the Social Democratic Party

The most important feature of Germany's Bundestag (federal parliament) elections last Sunday was the dramatic loss of votes by the Social Democratic Party.

Three months after coup: Honduran regime imposes state of siege

US, NATO reach "consensus" to sanction rigged election in Afghanistan

Australian government lawyers demand Guantánamo compensation case be stopped to protect US alliance

Severe dust storm hits Australian coastal cities

US Army abandons effort to court-martial Iraq war resister

Political Statements

Once again, on the ex-left and Iran

Book Review

What does reality require from fiction?: Aravind Adiga and Indian society

Arts Review

A dramatic account of the death of Jean Charles de Menezes: Stockwell, by Kieron Barry

Socialist Equality Party

Public meeting---70 years since World War II: Origins & consequences of a historical catastrophe

Sri Lankan SEP to hold election meeting in Galle

Workers Struggles

Workers Struggles: The Americas

Correspondence

Letters from our readers

Read more at wsws.org


.
.

quarta-feira, julho 29, 2009

O Golpe de Honduras e as matérias pestilentas da Folha

.


,

.
Honduras - Desistir jamais


.
Em nome da 'democracia', os EUA invadiram o Iraque e o Afeganistão, iniciando uma guerra contra o terror (e não contra suas causas), matando milhões de pessoas, a maioria inocentes.

.
Rechaçaram a invasão do Kuwait promovida pelo Iraque, e em apenas um dia de batalha tecnológica restituíram a paz nquele país. Vivam os EUA! Os guardiãs da democracia... Mas, esperem. Por que ainda não tomaram um providência contra o golpe na democracia de Honduras?
,
Um golpe de estado acontece às barbas do Tio Sam, ameaçando a paz na América-Latina, e os EUA se calam. Será que democracia tem sentidos diferentes quando fogem dos seus interesse?
.
E a mídia espúria, que sempre defendeu os gorilas de fardas, se comporta de acordo com o pensamento dos EUA. E o pensamento deles é que não houve golpe militar em Honduras, o povo não está sendo massacrado pelo exército hondurenho e Zelaya é o único culpado pelo golpe porque, pasmem, queria fazer uma consulta popular. "Que isto sirva de lição" - disse o porta-voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley.
.
Vejam no segundo parágrafo da matéria sobre Honduras o que diz a Folha sobre Zelaya, e tirem suas conclusões se vale a pena continuar lendo porcarias, contribuindo para o seu empobrecimento intelectual e com o desmatamento das florestas.
.
(...) "O hondurenho, que ganhou apoio internacional, rejeitou negociar com o governo interino e acusou os Estados Unidos de afrouxarem sua retórica contra o golpe de Estado que o derrubou, em 28 de junho passado". Link para o esgoto aqui.
.
A Folha vale um pau de fósforo? E você sabe quantas árvores são derrubadas para imprimir esse lixo?
.
Não existe governo interino, existe golpistas fascistas e não se negocia com eles. É o que reza a cartilha sobre defesa da democracia imposta pelos EUA. Barack Obama, cadê tu, macho réi???!!! Desça de cima do muro!!!
.
.
in Bodega Cultural - Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

segunda-feira, julho 27, 2009

Na Flórida, deposição de Zelaya vira exemplo anticomunista



.
Se em Washington e no restante mundo a condenação ao golpe de Estado em Honduras é unânime, no sul da Flórida a saída dos tanques às ruas em Tegucigalpa e a expulsão do presidente Manuel Zelaya são vistos como “um golpe democrático”. É o que pensa José Lagos, presidente de uma organização ultradireitista de imigrantes hondurenhos.

.

“O presidente Zelaya queria levar o país para o comunismo, entregá-lo a [Hugo] Chávez e por isso as Forças Armadas tiveram de dar um golpe democrático”, afirma Lagos. Sua entidade, não por acaso, tem sede em Miami — a única cidade do mundo onde, em 2003, foi realizada uma manifestação de apoio à guerra no Iraque.

.

Logo após o golpe, Lagos, que estava internado em um hospital convalescente de uma operação, saiu à rua e organizou a primeira coletiva de imprensa do presidente inconstitucional, Roberto Micheletti. Uma vez convocada a imprensa local de Miami, ele pegou o celular, telefonou para o presidente golpista e o pôs em contato com os jornalistas. “Você é um bom patriota”, elogiou Micheletti.

.

A entrevista foi repetida até a exaustão pelas rádios e televisões da cidade. A situação chegou a tal ponto que até o diretor do jornal The Miami Herald, Anders Gyllenhaall, escreveu em seu Twitter: “Estas coisas só acontecem em Miami. Deputado dá golpe em Honduras e telefona para Miami para dar explicações”.

.

“Nós, os cubanos livres, estamos orgulhosos do presidente hondurenho, que deu um exemplo ao mundo de ideais democráticos e responsabilidade cívica”, acrescentou o líder de Vigília Mambisa, Miguel Savedra, referindo-se a Micheletti. Savedra é um exilado cubano conhecido na cidade por, “em tempos de crise política”, aparecer sempre no principal café da Pequena Havana, o Versailles, onde se concentram os jornalistas em busca de opiniões pitorescas.

.

Foi neste ambiente que Rodolfo Frómeta, o “comandante-chefe” da Comandos F-4 anunciou que tinha “enviado para Honduras 230 soldados” para ajudar o Exército desse país a combater “a penetração cubano-chavista”. A Comandos F-4 é possivelmente a única organização anticastrista que reivindica uma oposição “bélica” contra o governo da ilha,

.

Da Redação, com informações do Operamundi.net

.

.

in Vermelho - 25 DE JULHO DE 2009 - 20h01

.

.

sexta-feira, julho 24, 2009

O vergonhoso papel da Igreja em Honduras



.

O golpe militar em Honduras relembra o triste papel da Igreja Católica na defesa dos privilégios dos ricaços na América Latina. Nas décadas de 1960/1970, a sua alta hierarquia organizou as marchas com “Deus, pela família e pela propriedade”, preparando o clima para a derrubada de presidentes nacionalistas. Com seu discurso anticomunista, ela deu apoio ostensivo a sanguinárias ditaduras. No Chile, ela abençoou o fascista Pinochet; na Argentina, alguns “religiosos” participaram até de sessões de tortura. Esta ligação carnal com os poderosos rachou a Igreja, com o florescimento da Teologia de Libertação e das Comunidades Eclesiais de Base, ligadas aos anseios populares.

.
Por Altamiro Borges, em seu Blog*

.

.

Este setor progressista cresceu e jogou papel de destaque na luta pela democracia e por reformas profundas no continente. Mas com a ascensão do cardeal polonês Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, houve nova guinada direitista no Vaticano, que investiu para dizimar os religiosos mais engajados nas lutas dos povos “pelo reino de Deus na Terra”. A hierarquia ligada aos poderosos retomou a ofensiva e voltou a cometer atrocidades, como no frustrado golpe na Venezuela de abril de 2002, no apoio aos separatistas da Bolívia ou nas ações de desestabilização do governo de Cristina Kirchner na Argentina. Agora, ela novamente mostra sua fase horrenda em Honduras.

.
Papável com as mãos sujas de sangue

.
Logo após o golpe de 28 de junho, a Conferência Episcopal de Honduras divulgou nota de apoio aos militares e condenou o presidente Manuel Zelaya por “traição à pátria, abuso de autoridade e usurpação de funções”. Já o cardeal Oscar Rodriguez Madariaga, que chegou a ser cotado para substituir o reacionário Wojtyla no Vaticano, implorou na TV que Zelaya não retornasse ao país. Agora, num habilidoso jogo de poder, a Igreja Católica tenta se cacifar politicamente. “Depois da clara aprovação do golpe, a máxima hierarquia eclesiástica reproduz, numa linguagem melosa e hipócrita, os convites ao diálogo, ao consenso e a reconciliação”, critica o filósofo Rubén Dri.

.
A alta hierarquia católica está temerosa com a onda de revolta da população. “O nosso país vive um caos. Não sabemos o que vai acontecer. Nas ruas, as manifestações ocorrem num ambiente de grande incerteza. As manifestações a favor do ex-presidente são muito agressivas, no sentido de que sujam tudo, e ocorreram vários atos de vandalismo em defesa de Zelaya”, apavora-se o elitista Carlos Nuñez, secretário particular do cardeal Maradiaga. A Igreja Católica de Honduras, bastante distanciada do povo, tem perdido prestígio no país. Em 2006, por exemplo, 15 paróquias foram assaltadas e 35 imagens sacras sumiram. No começo deste ano, ela solicitou proteção para os seus templos. Com o apoio ao truculento golpe militar, a tendência é a descrença aumente.

.
Rejeição nas bases católicas

.
A ação golpista do papável Oscar Rodrigues não foi consensual nas bases da igreja hondurenha. O bispo Luis Affonso, da Diocese de Copán, repudiou “a substância, a forma e o estilo com que se impôs ao povo um novo chefe do Poder Executivo”. Já a Rádio Progresso, ligada aos jesuítas e que se opôs ao golpe, foi invadida por 25 militares, que ordenaram o cancelamento “de maneira absoluta da programação” e agrediram os trabalhadores. Ela também gerou críticas do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), que condenou o golpe, e causou mal-estar até no Vaticano.

.
Segundo o correspondente do jornal Clarín em Roma, caiu a máscara do cardeal. “Considerado um papável no conclave de abril de 2005, que elegeu Bento 16, com seu gesto lamentável ele perdeu todas as chances que ainda tinha de ser o eventual sucessor do atual pontífice. Maradiaga, um dos mais conhecidos cardeais latino-americanos, com vastos contatos em todos os níveis da Cúria de Roma, fez mais do que apoiar o golpe. Sua Eminência é um inspirador dos golpistas. Ele os brindou com uma cobertura que os reforça e contribui ainda mais para ferir a causa democrática na America Latina, onde os golpes de Estado pareciam um anacronismo superado."

.
O golpismo da Conferência Episcopal de Honduras confirma as opiniões do escritor uruguaio Jorge Majfud. “Na América Latina, o papel da Igreja Católica quase sempre foi o dos fariseus e dos mestres da lei que condenaram Jesus na defesa das classes dominantes. Não houve ditadura militar, de origem oligárquica, que não recebesse a benção de bispos e de sacerdotes influentes, legitimando a censura, a opressão e o assassinato em massa dos supostos pecadores... Agora, no século 21, o método e os discursos se repetem em Honduras como uma chibatada no passado”.

.
* Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/

.

.

in Vermelho - 23 DE JULHO DE 2009 - 20h39

.

.


Eva Gollinger: EUA dizem que não houve golpe em Honduras




.

Após três semanas de um discurso ambíguo por parte de Washington sobre o golpe de Estado em Honduras, finalmente a diplomacia norte americana declarou que não considera o que se passou naquele país como um golpe de Estado. Foi o que disse o porta voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley, numa conferência de imprensa em Washington., no último dia 20. Um jornalista perguntou se o governo norteamericano considerava os acontecimentos em Honduras como um “golpe de Estado”, ao que o porta voz respondeu com rotundo “Não”.

.
Por Eva Gollinger


.

Nas últimas semanas, desde que se deu o nefasto golpe de Estado em 28 de junho, o Departamento de Estado se negou a responder com clareza sobre o que pensa da situação. Desde o primeiro dia, a Secretária de Estado Hillary Clinton não reconheceu os acontecimentos como sendo um “golpe” e nem exigiu claramente a restituição do presidente Zelaya ao poder. Em todas as suas declarações a respeito sempre se refere às “duas partes do conflito”, legitimando assim aos golpistas e tornando responsável ao presidente Zelaya.

.
Desde então, apesar das diversas referências ao “golpe” de Honduras, o Departamento de Estado se negou a qualificar de golpe de Estado, o que o obrigaria a suspender toda classe de apoio econômico, diplomático e militar ao país. Em 1º de julho, os porta vozes do Departamento de Estado explicaram desta maneira: “Em referência ao próprio golpe, o melhor seria dizer que foi um esforço coordenado entre os militares e alguns grupos civis.”

.
De início, os porta vozes do Departamento de Estado disseram que seus advogados estavam “analisando” os fatos para chegarem a uma conclusão sobre se o que realmente havia ocorrido em Honduras era um golpe de Estado. Contudo, após a reunião entre a Secretária Hillary Clinton e o presidente Manuel Zelaya, no dia 7 de julho, a diplomacia norte americana se negou a opinar sobre o assunto para não “influir” no processo de “negociação” posto em marcha por Washington.

.
Entretanto, a segunda-feira, 20 de julho, foi um dia esclarecedor. Admitiu-se perante o mundo que Washington não considerava que havia ocorrido um golpe de Estado em Honduras. Assumindo esta postura, o governo dos Estados Unidos se junta ao regime golpista de Honduras e seus aliados, a maioria dos quais é composta por antigos golpistas ou agentes da inteligência estadunidense.

.
A União Européia, as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos e todos os países da América Latina rejeitaram os acontecimentos em Honduras e disseram tratar-se de um golpe de Estado. A administração de Obama se isola com os golpistas ao negar o golpe, legitimando – .desta maneira – o afastamento do presidente Zelaya.


Que isto sirva de lição a Zelaya e aos demais

.
Durante a mesma conferência de imprensa do dia 20 de julho, o porta voz Phillip Crowley disse ainda algo mais revelador sobre a posição de Washington diante dos fatos ocorridos em Honduras. Perguntado sobre uma suposta ruptura entre o governo venezuelano e o presidente Zelaya a propósito do processo de negociação na Costa Rica, Crowley disse o seguinte: “Acreditamos que se tivéssemos que eleger um modelo de governo e um líder na região para que os demais países o seguissem, a atual liderança da Venezuela não seria o modelo indicado. Se esta é a lição que o presidente Zelaya aprendeu com esse episódio, então terá sido uma boa lição.”

.
Essa declaração de Washington confirma que o golpe de Honduras é um esforço para acabar com a ALBA e o bolivarianismo que cresce e se amplia em toda a região. Crowley também afirma que o golpe contra Zelaya é uma mensagem a outros governantes da América Latina que estão estreitando seus vínculos com a Venezuela. É como dizer a esses governantes: “se vocês se aproximam da Venezuela, poderão ser derrotados por um golpe de Estado ou outro tipo de agressão”, que seria respaldada por Washington e justificada como uma medida para livrar a região da “ameaça chavista”

.
Um jornalista insistiu no assunto e perguntou ao porta voz do Departamento de Estado:

.
“Quando disse que o governo venezuelano não deve servir de exemplo de governo para outros líderes...” Cinicamente Crowley interrompeu o resto da pergunta e acrescentou: “Creio que me expressei com muita clareza...”

.
Devido às implicações da resposta, o jornalista insistiu: “Pode repetir?... É como justificar o golpe de Estado, porque o senhor está dizendo que se algum governo tentar seguir o modelo socialista de governo da Venezuela, seria justo derrubar esse governo? Pode explicar sua declaração sobre a Venezuela?

.
Crowley respondeu à pergunta do jornalista com um silêncio de cumplicidade. Em seguida, aproveitou o momento para agredir a Venezuela: “Temos preocupações sobre o governo do presidente Chávez, não somente sobre o que tem feito em seu próprio país – perseguir a imprensa, por exemplo – e os passos que tem dado para limitar a participação e o debate dentro do seu próprio país. Também estamos preocupados com os passos que ele tem dado em relação a alguns de seus vizinhos... e a intervenção que temos visto por parte da Venezuela em relação a outros países, Honduras por um lado e a Colômbia por outro. E quando temos diferenças com o presidente Chávez, somos muito claros a respeito.”

.
Sem dúvida, estas últimas declarações de Washington confirmam seu apoio ao golpe de Estado em Honduras e sua motivação por trás dos acontecimentos. A lição que está dando Washington com este golpe é uma declaração de guerra à Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA) e em especial contra a Venezuela.

.
Seus ataques se intensificam tanto contra a Venezuela e também contra o Equador e a Bolívia. Com o recente acordo entre o presidente Obama e o presidente Uribe da Colômbia, para o aumento da presença militar estadunidense na América Latina, a nova administração de Washington reafirma que a batalha entre a paz e a guerra continua e que a luta pela libertação dos povos latino americanos da brutal mão do império está apenas começando.

.
Eva Gollinger é advogada e pesquisadora com cidadania venezuelana e americana. Publicado originalmente do Rebelión.org. Traduzido por Izaías Almada e reproduzido do site Escrevinhador, do jornalista Rodrigo Vianna (http://www.rodrigovianna.com.br/)


.
in Vermelho - 23 DE JULHO DE 2009 - 15h55
.
.

quinta-feira, julho 23, 2009

Golpe nas Honduras

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

.

EUA: Nada mudou, a não ser os cabelos



Golpe em Honduras
.
Lembram de uma propaganda antiga de um produto para cabelos, onde depois de muitos anos duas amigas se encontram e uma diz para a outra: Olha como você mudou! E aí conclui: Mas os seus cabelos continuam os mesmos! – em seguida, dão um close nos cabelos e mostram o produto milagroso?


.
Pois é, nos EUA, com a posse de Obama, a única coisa que mudou foram os cabelos, o presidente do império é negro, mas de resto continua na mesma. [...]
.
O “ditador” Hugo Chàvez, como os jornalões conservadores costumam se referir ao presidente da Venezuela, disse que os EUA não estavam mostrando na pratica o que diziam em seu discurso, sobre o golpe militar de Honduras.
.
E passou-se a desconfiar, inclusive, se eles não estariam efetivamente envolvidos com o golpe que depôs o presidente Zelaya.
.
O que acho mais estranho e esdrúxulo em tudo isso é o motivo que os gorilas fascistas encontraram para perpetrar o golpe: um plebiscito. Há algo mais democrático no mundo do que uma consulta popular? Então, os motivos são outros. Os EUA querem novamente o comando da America Latina através do medo e da subserviência, e para isto usam os serviçais de Micheletti.
.
Para completar e corroborar com as desconfianças de Hugo Chávez, a farsa dos norteamericanos caiu.
.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley, a diplomacia americana não considera como golpe o que aconteceu em Honduras e conclui: “espero que o “episódio” sirva de “lição” para Zelaya e outros que seguem o padrão venezuelano”, seguno o site do Azenha.
.
Pronto! Como falamos aqui, os ratos estão querendo dar uma lição na América Latina e o recado é este: ou vocês se comportam de acordo com as nossas vontades ou mais golpes virão, como aconteceu na década de 60.
.
Não há nada o que se negociar com golpistas, apesar de eu ser pacifista e defender o diálogo. Se estes bandidos não restituírem a democracia em Honduras e não permitirem que 'MEL' volte ao seu posto e conclua o referendo, deve-se tomar o poder com uma revolução armada e Micheletii enforcado em praça pública.
.
E concluindo, Barack Obama talvez seja pior que Bush. Aguardem!.
.
.
in Bodega Cultural -
.
.

terça-feira, julho 21, 2009

Massacre em Honduras não existe nas TVs



.

Em junho passado, a mídia mundial deu enorme destaque para os protestos contra as eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Mahmoud Ahmadinejad. Mesmo criticando a “censura”, as redes de TV inundaram o planeta com cenas das “explosões espontâneas contrárias à ditadura islâmica”. A morte de uma jovem em Teerã teve overdose de exposição nas telinhas.

.

Por Altamiro Borges, em seu blog

.

O curioso é que o mesmo empenho na cobertura jornalística não se observa em Honduras, palco de um golpe militar que já causou dezenas de mortes. Dados oficiais da Cruz Vermelha contabilizam mais de 50 hondurenhos assassinados e cerca de mil lideranças oposicionistas presas e desaparecidas.

.

O repórter Laerte Braga, que mantém contatos com a resistência hondurenha, está indignado com o silêncio da mídia. Ele garante que já são mais de 150 executados no país. “Pessoas são mortas nas ruas de Tegucigalpa, muitas são conduzidas às prisões e os postos de saúde controlados pelos golpistas negam atendimento aos feridos”.

.

Militares e esquadrões da morte invadem residências, saqueiam, estupram as mulheres e torturam. “Setores da resistência falam em banho de sangue, tamanha a selvageria dos militares. Porta-vozes da Cruz Vermelha se mostram horrorizados com a violência... Traficantes de drogas e quadrilhas com base em Miami estão em Honduras dando respaldo ao golpe e ocupam o Ministério da Justiça através de membros do esquadrão da morte”.

.

Mídia servil aos interesses do império

.

Para Laerte Braga, “há uma ação concentrada dos embaixadores dos EUA na região, em conluio com o governo paralelo dos EUA, para desestabilizar toda a área, provocar uma guerra e, assim, derrubar governos contrários aos interesses norte-americanos. Obama é um boneco, um objeto de decoração envolvido nas tramas golpistas... O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou os golpistas de tentarem forçar uma situação de guerra para justificar uma intervenção militar norte-americana, mesmo que disfarçada com a presença de tropas de outros países, como já ocorre no Haiti”. O seu governo e o de El Salvador já reforçaram a presença de tropas nas fronteiras.

.

Com a mesma convicção, o jornalista Juan Gelman, do diário argentino Página 12, afirma que “a Casa Branca conhecia há meses o golpe que se preparava em Honduras, embora seus porta-vozes finjam agora sua inocência”. Ele lembra que o atual embaixador em Tegucigalpa, Hugo Llorens, privilegiou as relações com o general golpista Romero Vásquez desde a sua chegada ao país, em setembro passado.

.

Cita ainda as declarações de Hillary Clinton contra o referendo convocado por Manuel Zelaya. “É difícil supor que os chefes militares de Honduras, armados pelo Pentágono e formados na Escola das Américas, tenham se movido sem a autorização de seus mentores”.

.

Golpistas corruptos e assassinos

.

Diante dos interesses imperiais dos EUA e do temor das elites locais com o avanço dos governos progressistas no continente, a mídia hegemônica evita mostrar as cenas de violência. Ela também ofusca os protestos diários e crescentes contra o golpe.

.

As televisões privadas sequer denunciam que os “gorilas” são fascistas assumidos e corruptos processados. O general Romero Vásquez, autor do seqüestro do presidente Zelaya, foi preso em 1993, acusado de roubar 200 automóveis de luxo. Já o “ministro” Billy Joya foi chefe da divisão tática do Batalhão B3-16, o esquadrão da morte hondurenho que torturou e seqüestrou inúmeras pessoas nos anos 1980.

.

Nada disto aparece nas telinhas da televisão. O tratamento da mídia venal é totalmente diferente do exibido durante as “explosões espontâneas” no Irã. Manuel Zelaya era um obstáculo para os interesses do império na região. Ele rompeu o tratado de “livre comércio” com os EUA, firmou o acordo com a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas) e aliou-se a Hugo Chávez, tão odiado e estigmatizado pela mídia imperial.

.

Daí a cobertura tendenciosa. Sua linha editorial é evidente. Seguindo as ordens da Casa Branca, ela aposta na solução “negociada”, que inviabilize o retorno de Zelaya ao poder e legitime um “governo de conciliação nacional”. Tanto que vários veículos de comunicação já têm tratado o governo golpista como “interino”.


.
.
in Vermelho - 20 DE JULHO DE 2009 - 17h21
.
.

quinta-feira, julho 16, 2009

Honduras - A coup is a coup is a coup is a coup

COMMENTARY

>Archive - Daily Online

Author: Emile Schepers
People's Weekly World Newspaper, 07/07/09 21:16


.

The pre-Neanderthal characters who have taken control, at gunpoint, of the government of Honduras are telling us that this was not a coup d’etat, but an orderly legal proceeding against a president who had violated the constitution: A normal constitutional succession, as they are telling us.
.
This is nonsense. It was a coup, as indicated by the following and many other things.
.
The removal of Zelaya by a squad of troops and his expulsion from his country is the way coups are done in Latin America, not the way elected officials are normally removed for malfeasance.
.
The arrest of members of Zelaya’s cabinet, without any kind of due process or legal bill of particulars, and effectuated by the military also, shows that this is a coup.
.
Likewise, the arrest and harassment of pro-Zelaya labor, community and political figures is something that is done in military coups, not in “constitutional successions”.
.
The physical attack against the ambassadors of Nicaragua, Cuba and Venezuela, who were trying to protect the foreign minister from injury, shows that this is a coup.
.
The closing down of all media that supported Zelaya or just reported the news accurately, via military squads bashing down the doors of their offices, are hallmarks of a coup.
.
The removal of elected officials in smaller cities and towns around their country, and their replacement by military officers, is something that would only happen in a coup.
.
The actions of the military in going through towns and villages to grab military age men and force them into the army, is something that no democratic government would do, and is another hallmark of a coup.
.
The act of the military firing on a crowd of tens of thousands of extremely peaceful and disciplined demonstrators, resulting in the death of several people, is behavior typical of regimes installed by coups.
.
Every time there was a military coup d’etat in Latin America in the past century, the army brass would always find some judges, senators and other civilian politicians to invent some pseudo-legalistic claptrap to give it the appearance of legality. Many of the worst dictators in Latin American history ran their countries from behind the façade of a civilian leadership.
.
We are not fooled. The world is not fooled.

.
.

Evo Morales acusa participação dos EUA no golpe de Honduras


.

O presidente boliviano Evo Morales assegurou que o Comando Sul da Armada dos Estados Unidos interveio no golpe de Estado de Honduras, que derrubou o presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho.

.

"Existe a informação de que o império do Estados Unidos, mediante seu Comando Sul, é responsável pelo golpe de Estado em Honduras. Portanto, é o império contra o povo, e o povo historicamente derrotou os diferentes impérios", declarou Morales, em uma entrevista coletiva que concedeu na noite dessa segunda-feira em Montevidéu, capital do Uruguai.

.
O mandatário disse que a suposta participação de Washington na deposição do presidente Zelaya configura uma "agressão e provocação". "O golpe que poderia ter ocorrido na Bolívia no ano passado está acontecendo agora em Honduras", acrescentou.

.
Evo preferiu não acusar diretamente o presidente norte-americano, Barack Obama. "Talvez ele (Obama) não saiba disto, mas a estrutura do império continua em vigor. É uma agressão, uma provocação", disse.

.
Morales e o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, divulgaram ontem um comunicado conjunto no qual manifestaram repúdio ao golpe em Honduras e reafirmaram que não reconhecerão o governo de facto do país, encabeçado por Roberto Micheletti, nomeado presidente pelo Congresso.

.
"Após o ocorrido, temos a obrigação de fazer uma profunda reflexão sobre como se vive em uma ditadura, já que as novas gerações talvez não saibam", enfatizou o boliviano.
.
Durante uma visita de nove horas ao Uruguai, a primeira que fez como presidente, Morales discutiu a possibilidade de obter uma saída para o Oceano Atlântico e a venda de gás boliviano. Também houve conversas sobre temas ligados à educação, à saúde e à integração regional.
.
O mandatário revelou que, além de se reunir com Vázquez, pôde ainda conversar com o candidato à presidência uruguaia pela coalizão governista Frente Ampla, José Mujica, e com o escritor Eduardo Galeano.
.
Mediação da Costa Rica continua sábado
.
O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, anunciou ter convidado as novas autoridades Honduras e as depostas mediante o golpe de Estado de 20 de junho a se retomarem o diálogo no próximo sábado. O presidente derrubado pelos militares, Manuel Zelaya, que ontem deu um ultimato para que os golpistas abandonem o poder, se encontra na Guatemala, à espera da próxima etapa da mediação costa-riquenha para solucionar a crise política de Honduras.
.
O encontro representará uma nova tentativa de prosseguir com as conversas iniciadas na semana passada. Arias anunciou que a reunião com as partes será realizada no próximo sábado, mas pode se estender até o domingo, caso não seja alcançado um acordo.
.
O encontro será realizado novamente na residência oficial de Arias, em San José, capital da Costa Rica. As delegações do governo golpista e do governo deposto também participarão da reunião.
.
Com agência

.

.

in Vermelho - 14 DE JULHO DE 2009 - 17h52

.

.

domingo, julho 12, 2009

Honduras: uma pequena história da intervenção dos EUA

.

Não seria irônico se a primeira intervenção militar do governo Obama ocorresse logo em Honduras? Eu admito que isto seria improvável, mas não impossível. Jovens presidentes democratas com pouca experiência em política externa geralmente sentem uma necessidade de demonstrar a sua disposição de usar a força. Pensem em John F. Kennedy e na Baía dos Porcos. Ou, para usar um exemplo mais pertinente, lembrem-se de Bill Clinton e o Haiti. Em 1994, Clinton enviou tropas àquele país para recolocar o presidente Jean-Bertrande Aristide no poder depois que este foi derrubado por um golpe militar.

Por Max Boot*, para o The New York Times

.

Isso soa familiar?

.

No Haiti a nossa intervenção não funcionou tão bem. Aristide, embora eleito, não se revelou nem um democrata nem um déspota esclarecido. O país continuou tornando-se mais pobre e caótico. Ele acabou sendo derrubado em um outro golpe em 2004. E dessa vez o presidente Bush foi suficientemente esperto para dar uma carona ao presidente para fora do país - em vez de forçar a sua volta ao poder.

.

Esperemos que Barack Obama veja nisso tudo uma lição sobre os perigos da intervenção dos Estados Unidos nas questões internas de uma outra nação - algo do qual ele está bem consciente em se tratando do Irã. Mas ele parece bem menos reticente quanto a interferir nas questões internas de Israel ou Honduras.

.

Ele e a secretária de Estado, Hillary Clinton têm denunciado estridentemente a ilegalidade do recente golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya. No entanto, a questão da legalidade daquilo que ocorreu é nebulosa. O exército alegou que estava simplesmente executando uma ordem no sentido de prender e exilar Zelaya. Teria sido melhor se o presidente tivesse sofrido um impeachment ou sido julgado, de forma que pudesse organizar uma defesa legal, mas o lado anti-Zelaya apresenta bons argumentos quanto à ilegalidade das ações do presidente.

.

Não houve nada de legal quanto às tentativas de Zelaya de organizar um referendo fraudulento que lhe teria permitido continuar no poder, em desrespeito à decisão do Supremo Tribunal de Honduras. Ele estava nitidamente mobilizando-se - no estilo do seu patrocinador, o presidente venezuelano Hugo Chávez - no sentido de aumentar o seu poder por meios truculentos, mantendo desta forma um invólucro de democracia eleitoral de cerne oco.

.

Trata-se de uma situação complexa, e é difícil justificar que os Estados Unidos deveriam empregar o seu poder e prestígio para impor a volta de Zelaya ao poder. Os Estados Unidos deveriam empenhar-se em agir como um mediador honesto para ajudar todos as partes a chegar a um acordo e, mesmo se isto não acontecesse, para fazer com que o processo eleitoral voltasse a ser plenamente funcional.

.

Obama, Clinton e o resto do governo deveriam, sem dúvida, manifestar apoio à democracia - que significa o império da lei, e não simplesmente votações. Golpes militares não são mais a maior ameaça à democracia latina. O perigo agora são os demagogos esquerdistas que reprimem a oposição e acumulam poder em suas próprias mãos após serem eleitos. É este exatamente o perigo que muitos hondurenhos viram baixar sobre o país.

.

*Max Boot é detentor da bolsa Jeane J. Kirkpatrick do Conselho de Relações Exteriores para estudos sobre segurança nacional. Recentemente ele lançou o livro War Made New: Technology, Warfare, and the Course of History, 1500 to Today / A Guerra Renovada: Tecnologia, Beligerância e o Curso da História, de 1500 aos Dias Atuais. Atualmente ele está escrevendo uma história da guerra de guerrilha.

.

Tradução: UOL

.

.

in Vermelho -11 DE JULHO DE 2009 - 23h10


.

.

Fidel Castro: Morre o golpe ou morrem as Constituições





.

O líder revolucionário cubano Fidel Castro prevê, em artigo intitulado Morre o golpe ou morrem as Constituições, divulgado neste sábado (11), que se Manuel Zelaya não retomar a presidência de Honduras, a autoridade dos “governos civis” latino-americanos será abalada e regressarão os golpes militares.

.

“Se o Presidente Manuel Zelaya não for reinvestido nas suas funções”, escreve Fidel no site www.cubadebate.cu, “uma onda de golpes de Estado ameaça varrer muitos governos na América Latina, ou eles estarão à mercê da extrema-direita militar, formada na doutrina de segurança da Escola das Américas, especialista em tortura, guerra psicológica e terror.”

.

Acrescenta Fidel:

.

“A autoridade civil de muitos governos na América do Sul e Central seria enfraquecida. Eles não estão muito longe desse tempo tenebroso. Os militares golpistas nem vão dar atenção à administração civil dos Estados Unidos. Pode ser muito negativo para um Presidente que, como Barack Obama, pretende melhorar a imagem desse país. O Pentágono obedece formalmente ao poder civil. As legiões, como em Roma, ainda não assumiram o comando do império.”

.

Fidel Castro põe em causa a iniciativa de procurar o diálogo directo com o governo de facto de Roberto Micheletti, considerando tratar-se de uma “armadilha” e uma “humilhação” para o Presidente legítimo das Honduras.

.

“Que horrível é ver um Presidente [Oscar Árias, da Costa Rica, anfitrião do encontro] receber um usurpador e tratá-lo da mesma maneira que ao Presidente legítimo”, comentou Chávez.

.

“Zelaya sabe que não é apenas a Constituição das Honduras que está em jogo, mas o direito dos povos da América Latina a escolher os seus dirigentes”, comenta Fidel Castro.

.

“O presidente ilegalmente derrubado não procura o poder, mas defende um princípio e, como disse José Martí [líder da revolução independentista cubana], ‘um princípio justo no fundo de uma cova pode mais do que um exército’”, afirma.

.

Ele disse também que Zelaya foi pressionado para que negociasse um “humilhante perdão” pelas ilegalidades atribuídas a ele, e que esse país está “ocupado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos”.

.

Fidel diz que enquanto o presidente americano, Barack Obama, declarava que o único presidente constitucional de Honduras é Zelaya, “em Washington, a extrema direita e os falcões manobravam para que este negociasse o humilhante perdão”.

.

“Era óbvio que esse ato significaria perante os seus e perante o mundo seu desaparecimento do cenário político”, afirma.

.

“Não seria compreensível que Zelaya admita agora manobras dilatórias que desgastariam as consideráveis forças sociais que o apoiam”, comenta Fidel.

.

Ele afirma que “Honduras é hoje não só um país ocupado pelos golpistas, mas também um país ocupado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos”.

.

Segundo Fidel, a base militar de Soto Cano, a 100 quilômetros de Tegucigalpa, foi utilizada pelo coronel americano Oliver North “quando dirigiu a guerra suja contra a Nicarágua”, e Washington dirigiu dali “ataques contra os revolucionários salvadorenhos e guatemaltecos”.

.

“Ali se encontra a ‘Força de Tarefa Conjunta Bravo’ dos Estados Unidos, composta por elementos das três armas, que ocupa 85% da área da base”, acrescenta.

.

“Soto Cano é igualmente sede da Academia da Aviação de Honduras. Parte dos componentes da força de tarefa militar dos Estados Unidos é integrada por soldados hondurenhos. Qual é o objetivo da base militar, dos aviões, dos helicópteros e da força-tarefa dos EUA em Honduras?”, pergunta Fidel.

.

“Sem dúvida, serve unicamente para utilizá-la na América Central. A luta contra o narcotráfico não requer essas armas”, disse.

.

Fidel adverte que, se Zelaya não voltar a seu cargo, “uma onda de golpes de Estado ameaça varrer muitos Governos da América Latina, ou estes ficarão à mercê dos militares de extrema direita, educados na doutrina de segurança da Escola das Américas”.

.

“A autoridade de muitos governos civis na América do Sul e Central ficaria debilitada. Não estão muito distantes aqueles tempos tenebrosos. Os militares golpistas nem sequer prestariam atenção à administração civil dos Estados Unidos. Pode ser muito negativo para um presidente que, como Barack Obama, quer melhorar a imagem desse país”, adverte Fidel.

.
Blog O Outro Lado da Notícia
.
.
in Vermelho - 11 DE JULHO DE 2009 - 15h37

.
.