A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, dezembro 09, 2012

"Pedofilia é pior que o crime de fotocopiar", diz Gianluigi Nuzzi

JN

o às 00.19

NUNO MIGUEL ROPIO

Há um ano, Gianluigi Nuzzi revelou, no seu programa de televisão, uma carta secreta do núncio apostólico Carlo Viganò ao Papa. Nos meses seguintes, bombardeou o mundo com cartas e documentos confidenciais de Bento XVI, expondo um Vaticano de traições, guerras de poder e influência de máfias. Nunca revelou as suas fontes, mas presos na Santa Sé estão já Paolo Gabriele, mordomo do Papa, que alegadamente fotocopiou tudo, e o informático Claudio Sciarpelletti. Na apresentação do seu livro "Sua Santidade", em Portugal, Nuzzi acusou o Vaticano de só ter agido contra os denunciadores.
foto REINALDO RODRIGUES/GLOBAL IMAGENS
"Pedofilia é pior que o crime de fotocopiar", diz Gianluigi Nuzzi
Gianluigi Nuzzi
Refere no prefácio: "Não esperava que o Vaticano chegasse a prender alguém por suspeita de passar informações aos jornalistas". Mas prendeu. Vamos ficar por aqui?
A detenção de Paolo Gabriele é um gesto muito exagerado. Se um facto análogo ocorresse num outros país europeu democrático haveria pessoas na rua a protestarem. É indecente que alguém que passe fotocópias seja preso. A detenção das fontes de um jornalista é um sinal muito mau.
Choca-o Gabriele estar preso?
(Silêncio) Gabriele é católico. Uma pessoa que Wojtyla [João Paulo II] chamava carinhosamente de Paulus. Alguém que serviu Ratzinger [Bento XVI] durante muitos anos, fazendo chegar-lhe notícias de violações e outras situações que, de uma outra forma, não chegariam ao Papa. Creio que o perdão do Papa já foi assinado, mas haverá alguém que não quer que seja libertado, com medo que ele fale, porque não é um sujeito controlável. Fazer o Paolo Gabriele passar o Natal na prisão, privando a sua filha do pai, num momento tão importante para a vida de qualquer católico, faz a Igreja recuar séculos, a um período obscurantista.
Esta investigação irá atingir mais alguém?
Acho que este processo está encerrado. Quer o Gabriele, quer o Claudio (Sciarpelletti), têm recursos em curso. Não creio que haja uma continuação desta perseguição. Considero mais grave o crime de pedofilia do que o crime de fotocopiar.
O porta-voz do Vaticano afirmou que a investigação sobre o caso de fuga de documentos confidenciais do Papa vai continuar.
Vamos ver. Aceito apostas. O que é mais grave aqui: que o Paolo Gabriele tenha dado informação dos crimes ou quem cometeu esses crimes? Quem faz mal à Igreja? O Paolo?
Porque só são acusados os informadores?
Há uma vontade de deslocar o foco da informação para o informador. Quando leio notícias, não quero saber quem foi a fonte, mas se a informação é verdadeira. O que salta à vista é que todos os cardeais envolvidos são italianos. O livro testemunha a crise muito forte da Cúria Romana. O dogmatismo de Bento XVI tem de ser premiado pela purificação da Igreja, mas não soube escolher as pessoas que o rodeiam.
Algumas ligadas a máfias?
Até há poucos anos atrás o Vaticano era um paraíso fiscal. O crime de lavagem de dinheiro só foi introduzido em 2010. O IOR [Instituto das Obras Religiosas - Banco do Vaticano], nas décadas de 80 e 90, "lavou" dinheiro da máfia. É algo que vem escrito nas sentenças que os juízes emitiram após a morte do presidente do IOR [Roberto Calvi], encontrado morto, em Londres, em 1982. Na década de 90, o IOR "lavou" dinheiro da corrupção política. Era um banco offshore da Europa. Só depois do 11 de setembro [de 2001], com as políticas de transparência exigidas pelos americanos e o Banco Mundial, que motivaram os governos europeus e o Banco Central Europeu, o IOR começou a atuar de acordo com as regras financeiras, para evitar que o pusessem numa lista negra, que o excluiria de qualquer atividade financeira com os países mais importantes.
A máfia que refere é a italiana ou de outros países?
Quando os juízes no caso Calvi aludem à máfia, referem-se à "Cosa Nostra". Mas nos anos 80 e 90 [do século XX] havia notas do FBI que apontavam o Banco Ambrosiano [cujo o Banco do Vaticano era o principal acionista], de Roberto Calvi, como a ligação entre a finança e o Cartel de Medellín [rede de traficantes de droga colombianos]. Quando estive em Buenos Aires [Argentina], entrevistei a Ayda Levy, mulher do Roberto Suárez [boliviano considerado o rei da cocaína na América], que referiu que o marido tinha um amigo na Europa chamado Calvi. E que, seis meses antes de morrer, Calvi tinha pedido ajuda ao marido, porque Pablo Escobar [o traficante mais rico do mundo] queria recuperar o dinheiro que tinha depositado no Banco Ambrosiano. Estes são factos que voltam a surgir após alguns anos. Mas o julgamento em Roma, contra Calvi, acabou com imensas absolvições. Decorre agora um julgamento contra quatro indivíduos, cuja a identidade é desconhecida.
Ninguém na Justiça italiana pegou nesta obra? Porque só o Vaticano a usou para prender as fontes.
Este livro tem como ponto fulcral o Vaticano, um Estado que não colabora habitualmente com as autoridades italianas. Todos os pedidos de assistência judicial não recebem respostas ou recebem respostas genéricas. Não existe em Itália um único juiz satisfeito com as respostas obtidas do Vaticano. Por isso, imagino este livro como um aprofundamento para a grande família da Igreja, mais do que um instrumento para a Justiça italiana.
Ainda que o Vaticano não atue, a Itália tem neste livro alguns cidadãos como atores principais. A Justiça não agiu nestes seis meses porquê?
Com que hipótese e a quais crimes se esta a referir?
Não conheço o sistema judicial italiano. Mas, vejamos: tráfico de influências, fuga de capitais, formação de cartéis...
Talvez no Vaticano não. Com o meu outro livro, "Vaticano SA", os magistrados italianos apreenderam todo o meu arquivo para as suas investigações sobre casos de corrupção decorridos em Itália. Mas isto aconteceu muitos meses depois do livro sair.
Não acha invulgar que perante tais denúncias de corrupção, apenas o mordomo esteja na cadeia?
Este livro denuncia indivíduos com responsabilidades morais. Também mostra como as lógicas, dentro do Vaticano e do Vaticano com outros estados, são mais fortes que pensamos. Mostra a lógica, sistemas e mecanismos da corrupção. Veja, nenhuma das pessoas que, ao longo de anos, reparou que Gabriele fotocopiava papeis foi atingida, perseguida, despedida ou transferida. Porém, aqui temos um mordomo do Papa que, desde 2006, andou a fotocopiar papeis e ninguém reparou nisso? O responsável da segurança, Domenico Giani, ex-agente secreto, foi confirmado nessa função. O secretário pessoal do Papa, monsenhor Georg Gänswein, que atribuía funções de secretaria ao Paolo Gabriele, foi promovido a arcebispo. O único que continua na prisão é Gabriele.
Qual foi a sensação quando chegou às suas mãos tal documentação?
Para o primeiro livro, "Vaticano SA", juntei 4000 documentos. Quando os vi pela primeira vez fiquei atónito, porque nunca tinha visto documentos do IOR. Quando li os extratos do Giulio Andreotti [sete vezes primeiro-ministro de Itália, entre 1972 e 1992], com valores de 30 milhões de euros, fiquei estupefacto. Então liguei-lhe e perguntei-lhe porque tinha tal conta num banco offshore. Não sei qual é o respeito que os políticos portugueses têm para com os jornalistas, mas Andreotti respondeu-me, através da secretária, que não se lembrava de ter essa conta. 30 milhões de euros! Isto, em Itália, diz-se que é "gozar na cara de alguém".
Mas, em relação a esta obra?
Quando vi a primeira assinatura de Bento XVI, com uma letra muito pequena, tive uma emoção muito forte. Porque essa caligrafia, tão pequenina, demonstra o poder desse homem, mas também a sua solidão. Paolo Gabriele disse em julgamento que Ratzinger não era informado do que se passava como deveria. Nos últimos meses tentaram silenciar Gabriele.
Qual foi a imagem do Vaticano que começou a construir na sua mente, com o desenvolvimento desta investigação?
Imagine que o Vaticano é como o mar, profundo, profundo. Onde não se consegue conhecer a maioria das espécies marinhas, porque estão a uma profundidade tal, que não somos capazes de chegar lá.
O Vaticano mudou com este livro?
Ainda é cedo. Este livro abre um precedente, permitindo às pessoas que estão fora do sistema saber o que está debaixo do tapete, os fatos desconhecidos e os fatos graves. Pela primeira vez na história tivemos informação do Vaticano, o único país da Europa com um só jornal diário.
O Vaticano não gosta de jornalistas?
(Risos) Veja o que eles fizeram recentemente: um julgamento com jornalistas selecionados. Não sei se sabe que grande parte dos orçamentos de entidades e organismos que compõem o Vaticano são completamente privados. O temor dos seus colegas correspondentes estrangeiros é que lhes retirem a acreditação e não possam entrar nas salas do Vaticano.
A contratação do jornalista americano Greg Burke para assessor do Vaticano alterou alguma coisa?
Um jornalista da Opus Dei?
O correspondente da Fox News em Roma.
(Agita a cabeça)
Que sinal é esse?
Que quer que comente? Essa nomeação...
Nada mudou, é isso?
Eles mostraram as celas onde Paolo esteve detido?
Como são essas celas?
O Paolo disse que a primeira cela em que esteve era tão pequena, que não conseguia abrir os braços. Será que foi torturado ? Porque não chamam jornalistas de Londres para ver estas salas. Qual é o medo da transparência?
Pensou colocar os documentos num site, como o WikiLeaks?
Não. Aliás, quem falou em "VatiLeaks" foi Lombardi [Federico, porta-voz do Vaticano]. Entre o "WikiLeaks" e esta história há um abismo. Assange [Julian, jornalista australiano] recebeu documentos sobre a segurança militar dos Estados Unidos e encontrou apoio no movimento contra o imperialismo americano. Sou jornalista, tive acesso a documentos, fiz entrevistas, fiz viagens, investigações e criei um livro. Se fosse algo sobre a segurança do Vaticano não publicaria.
Uma das principais personagens do livro é o cardeal Tarcisio Bertone [secretário de Estado do Vaticano]. Que me pode dizer sobre ele?
Qual é a outra pergunta?
E sobre Joseph Ratzinger?
Esse já é melhor. (Pausa) É um pastor revolucionário. Um pastor que defendeu que as questões de pedofilia deveriam ser resolvidas pelos tribunais civis. Deixa uma obra de purificação impensável no mundo latino, que encontrou muitas resistências. Penso que é um ancião e está cansado. Não pode mudar o seu secretário de Estado [Bertone], mesmo que queira, porque teria um eco muito forte. Significaria colocar uma hipoteca sobre o pontificado. O próximo Papa não pode ser italiano.
Porquê?
Porque há cardeais melhores em todo o mundo.
Falamos de vícios?
A riqueza da Igreja reside no fato de ser de todos. Há uma região na Itália, que se chama Ligúria, muito pequena, que tem cinco cardeais. Entende? O Vaticano não pode ser "italiano cêntrico". O eixo deve deslocar-se. Imagine um papa chinês, filipino ou brasileiro.
Tem um discurso generoso para com Bento XVI, o homem dogmático atrás de João Paulo II.
Mas era outra época. Uma outra Europa. Havia outros limites. No Vaticano ainda hoje sobrevive uma parte dessa mentalidade, onde uma critica é vivida como um ataque.
É a mesma personagem que se manteve nos bastidores e agora está na liderança, a quem não é desconhecida a realidade retratada pelo seu livro.
Não perdoo ninguém porque não é esse o meu papel.
É jornalista. Esta é a sua obra. E, no final da leitura estamos perante alguém que não tem um comportamento tão criticável? Apenas alguém que não consegue controlar uma máquina.
É o juízo que faz depois de ler o livro. Que eu ate posso partilhar. Seguramente acho mais criticável as atitudes de outras pessoas que rodeiam o Papa.
Esta obra está a cumprir o seu desígnio?
Sim, porque ela dá-nos a oportunidade de, através documentos privados, dar a volta ao mundo católico, observando as contradições, os jogos de poder e, sobretudo, a hipocrisia de quem apresenta uma cruz sem ver quem está crucificado nela.
Crê que haverá consequências?
Acredito que a informação acelera os processos de mudança. A informação não é a mudança. Posso garantir que o meu primeiro livro, "Vaticano SA", conseguiu acelerar os processos de transformação do sistema financeiro do Vaticano. Isso é uma satisfação. Compreendo que este livro testemunhe a violação da confiança do papa. Mas a informação é nosso dever. Não podemos guardar a notícia na gaveta, senão faríamos outro trabalho.
Sente-se perseguido?
Nunca me armei em vítima e não o farei agora.
É católico?
Sou cristão e batizado.
Depois desta obra, com as consequências que teve, é menos religioso?
A fé é um património pessoal. Entre a Igreja de todos e a Igreja do Vaticano vai uma grande distancia.
Até porque este livro não é sobre fé!
É um livro sobre pessoas que têm uma fé mal depositada.
E os efeitos deste livro são os que esperava?
Em que aspeto?
De certeza que não o queria para enfeitar uma prateleira, certo? Sucesso não lhe falta...
Até trabalho mais.
Os negativos também posso referir: uma alegada fonte sua está hoje presa...
Sofro pelo Gabriele estar preso. Estava consciente dos riscos. Mas acho uma profunda injustiça. (Silêncio) Estou convicto que quando Gabriele sair da prisão virá mais forte, porque é uma pessoa sã e honesta. Vou-lhe dizer algo que nunca contei a ninguém. Quando visitei o Gabriele, transmiti algo à minha mulher - algo que nunca fazia: "Valentina, hoje conheci uma pessoa que tem luz nos olhos". Depois, é claro, sei que nunca irei trabalhar para a televisão pública italiana [RAI], que não dedicou um minuto a este livro. Nunca me entrevistaram. Dão-me pena aqueles jornalistas que baixam a cabeça. Eu posso olhar no espelho todas as manhas, já eles não sei.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Ratzinger e os Nazistas: as mentiras do Papa sobre o ateísmo de Hitler

Enquanto a Igreja ainda está marcada por numerosos escândalos – dos sexuais aos financeiros - Bento XVI tenta mandar para canto essas questões. Lança acusações ao extremismo secular e ao ateísmo. E fala dos nazistas. Que não eram tão ateus como isso.
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Durante a última visita à Grã-Bretanha, o Papa Bento XVI começou a admitir uma certa responsabilidade, ainda que mínima - pelo menos moral - de seu magistério, sobre o silêncio doentio por tantos escândalos a começar com os abusos sexuais de crianças - que tiveram nos últimos anos por protagonistas muitos homens da Igreja. O Papa reconheceu publicamente que a Igreja Católica não agiu "rapidamente" nos casos de abusos. Um primeiro ato de sincero arrependimento e contrição cristã?
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Talvez sim, mas provavelmente não. Na verdade, o próprio Ratzinger também tentou mudar o assunto lembrando que os verdadeiros inimigos da Igreja hoje são o secularismo e o ateísmo. Evidentemente, muito mais que certos prelados com o "viciozito" da pedofilia. O Papa falou do "extremismo secular" e, em seguida, para ficar seguro de não falhar o golpe, inscreveu no rol dos “sem Deus” o partido nazista de Adolf Hitler. Um raciocínio que se baseia no seguinte paradoxo trivial: os nazistas eram ateus, ergo os ateus e os leigos são todos nazistas.
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"Recebemos novos uniformes e marchamos para Traunstein cantando canções de guerra, talvez para mostrar à população  que o Führer dispunha ainda de soldados jovens e recentemente  treinados..."                                       
(Joseph Ratzinger, La mia vita, edizioni San Paolo, pag.34-35).

 


Pelos vistos o homem anda falho de memória!
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domingo, dezembro 12, 2010

WikiLeaks: Vaticano se negou a ajudar investigação de pedofilia

Geral

Vermelho - 11 de Dezembro de 2010 - 9h41

O Vaticano não permitiu que seus funcionários testemunhassem e se negou a cooperar com uma comissão criada na Irlanda para investigar as denúncias de abusos sexuais contra crianças por sacerdotes de Dublin - no que se transformou em um dos maiores escândalos da Igreja Católica nos últimos anos

Segundo documento diplomático dos Estados Unidos, revelado pelo site WikiLeaks, o Vaticano argumentou que o requerimento para os depoimentos não foi feito pelos canais oficiais.

Quando a Comissão Murphy solicitou informações, em 2009, "o Vaticano se ofendeu muito [...] porque viu isso como uma afronta à soberania pontifícia", afirma um documento da Embaixada dos Estados Unidos em Roma, de 26 de fevereiro deste ano.

As descobertas da comissão Murphy, publicadas em novembro de 2009, causaram comoção na Irlanda e na comunidade católica mundial, ao detalhar como as autoridades da Igreja de Dublin acobertaram sacerdotes pedófilos por três décadas.

Elaborado pela juíza Yvonne Murphy, o documento, que possui mais de 700 páginas, contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais encobriram agressões cometidas por padres e freiras de instituições católicas irlandesas entre 1975 e 2004. Ao todo, 46 padres estão sendo investigados por denúncias de 320 vítimas.

O escândalo forçou o papa Bento 16 a convocar, em abril deste ano, os bispos da Irlanda para discutir maneiras de voltar a inspirar a confiança dos fieis.

O telegrama intitulado "Escândalos de abuso sexual afetam relações Irlanda-Vaticano, atinge a igreja irlandesa e impõe desafios para a Santa Sé" registra as observações da diplomata americana em Roma, Julieta Noyes. Ele foi publicado pelo jornal britânico "Guardian", uma das cinco publicações que obtiveram acesso antecipado aos mais de 250 mil documentos americanos vazados pelo WikiLeaks.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, escreveu à Embaixada da Irlanda e exigiu que qualquer requerimento relacionado à investigação passasse pelos canais diplomáticos.

No telegrama, Noel Fahey, embaixador irlandês no Vaticano, disse a Noyes que o escândalo de pedofilia na igreja foi a crise mais difícil com a qual lidou. O governo irlandês queria "ser visto como cooperativo com a investigação" porque seu próprio Departamento de Educação estava implicado, mas os políticos estavam relutantes em pressionar funcionários do Vaticano para participarem dos interrogatórios.

Segundo a vice de Fahey, Helena Keleher, o governo acabou cedendo à pressão do Vaticano e deu aos seus membros imunidade do testemunho - o que ela considera ter deixado as coisas piores.

Com agências
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  • wikileaks desnuda vaticano caduco...

    11/12/2010 15h22
    Falar de uma instituição milenar é objeto de discussão sim, sobretudo agora que um conservador está à frente não denigre a imagem dos homens e mulheres de bem que está à frente dela. A carcomida doutrina que a sustenta ainda cria, abriga, projeta e prolonga fossos doentios mundo afora. Na redoma de uma indumentária n esta um santo que se mistura ao povao falando em nome Deus, como se Deus passasse procuração, chancelado por uma entidade terrena! Ah, doidivana e leviana presunção! Dá nisso né, bispados e arcebispados escamoteando a verdade. Ainda bem que a Verdade está além dos altares! Dizei "Sim, sim; não, nao". E se não fosse a pressão popular do jornalismo democrático e dos verdadeiros homens de bem o reacionário Bento XVI nao teria convocado para uma reunião dos bispos Irlandeses... vejam: "bispos irlandeses". Lobos cobertos de batina; mesa farta; bem abrigados; carros e mídias à disposição custeados pelo povo... È ou não é heresia? Viva a crença do povo!Viva a Verdade que liberta
    Fernandes
    sao luis de montes belos - GO
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segunda-feira, setembro 06, 2010

Casa Pia - Vítimas temem pelas suas vidas depois da sentença

 

por FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSAHoje
Vítimas temem pelas suas vidas depois da sentença
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As palavras de Manuel Abrantes e de Carlos Cruz estão a deixar alguns dos ex-casapianos com medo. O ex-provedor adjunto diz que vai fazer uma verdadeira "caça ao homem".
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As vítimas do processo Casa Pia - que sexta-feira ouviram a sentença com muito "alegria" - temem agora pelas suas vidas e pela sua integridade física. A garantia é dada ao DN pelo advogado e ex- -casapiano Pedro Namora. "Os jovens estão com medo de serem vítimas de agressão por parte dos arguidos", diz o advogado. Isto logo a seguir às palavras ditas por alguns arguidos - nomeadamente Manuel Abrantes - depois da leitura do acórdão, entendidas pelos jovens como "ameaças". "As palavras de alguns arguidos e a reacção às condenações, como a de Carlos Cruz, está a assustá-los", diz Pedro Namora.
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Contactado pelo DN, Álvaro de Carvalho, o psicólogo que trabalhou na Casa Pia de Lisboa (CPL ) até há dois anos e que sempre acompanhou a maioria das vítimas deste processo, defendeu que há, de facto, jovens que "me deixam preocupado e cuja estabilidade emocional não é semelhante a outros". Um deles - que esteve presente na sessão de julgamento -, mas na assistência, encontra- -se "numa fase muito difícil". 
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Logo após a leitura da decisão final por parte de Ana Peres, alguns arguidos - revoltados com o que consideraram penas pesadas - ameaçaram que, a partir de agora, a sua atitude ia ser outra. O mais duro, Manuel Abrantes, ex-provedor adjunto da Casa Pia de Lisboa, condenado a cinco anos e nove meses de prisão efectiva, defendeu que, "a partir de agora, a minha atitude vai ser outra. Sempre me comportei muito bem com este tribunal, agora vou deixar de o fazer", disse à saída do Campus de Justiça. "E alertou: vou agora fazer uma verdadeira caça ao homem a quem destruiu a minha vida." Os jornalistas ainda insistiriam com o ex-provedor adjunto que concretizasse melhor as suas palavras, mas mais não disse.
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O psicólogo Álvaro de Carvalho, em declarações ao DN, defendeu que tem acompanhado os jovens e que chegou a falar com dois deles este fim-de-semana. Lida a sentença, a reacção dos jovens foi de uma "completa serenidade e tranquilidade". 
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Diz que a hipótese do suicídio - referida há uns meses e durante o processo pelo próprio médico - de alguns deles está praticamente posta de lado. Mas explica que estes "são jovens frágeis e a sua estabilidade emocional não é linear". Nas últimas 48 horas, o psicólogo diz que tem estado a avaliar como está a vida de cada um e a sua organização. 
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"Ontem o que falei, por exemplo, com Francisco Guerra foi precisamente isso. Ele vai agora escrever um livro e está mais sereno, mais calmo, mais determinado", diz o médico, "o que é bom". Na sessão de julgamento, as sete vítimas de abusos sexuais presentes na sala do 3.º andar do Campus de Justiça deram as mãos no momento em que a juíza presidente lia a decisão final. Os rostos ficaram logo com uma expressão de triunfo e alegria. 
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Francisco Guerra, 25 anos, uma das vítimas que ao longo destes anos manteve o anonimato e ficou conhecido como o braço direito de Carlos Silvino, deu a cara pela primeira vez. Ontem, revelava que chegou a ser ameaçado por alguns dos condenados e que lhe ofereceram dinheiro para sair do País. O jovem - que hoje tem trabalho fixo - sempre teve o sonho de ser motorista. Há dois anos perdeu quase todo o dinheiro da indemnização que recebera do processo numa licença de táxi falsa. "Vejam bem aquele rapaz já vestido assim", dizia entredentes Carlos Cruz, na última sessão de julgamento "a esta altura já deve ser motorista de algum ministro", dizia em tom irónico.
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sábado, setembro 04, 2010

A Justiça Portuguesa segundo António Ribeiro Ferreira e Eduardo Dâmaso


Dia a dia

Uma década pedófila

A sentença do processo Casa Pia será lida hoje. Cinco anos e dez meses depois do início do julgamento.
  • 03 Setembro 2010 - Correio da Manhã
    Por:António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter
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    É evidente que o caso não termina aqui. A via--sacra dos recursos vai ocupar durante muito tempo os tribunais superiores e a atenção da opinião pública. Mas a primeira década do século XXI fica indiscutivelmente ligada à pedofilia. Da justiça à política, nada escapou a este vendaval que chegou a Portugal no dia 25 de Novembro de 2002 com as primeiras denúncias de abusos praticados numa instituição do Estado. Diga-se, em abono da verdade, que nem tudo foi mau. 
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    O abuso sexual de crianças deixou de ser um assunto tabu e as queixas, processos e condenações tiveram um aumento exponencial. Mas há decisões gravíssimas que marcam de forma indelével a classe política portuguesa. Uma delas, talvez a pior, foi a revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal feita à pressa, em cima do joelho, com dois objectivos bem claros: proteger os pedófilos, com a história de o crime continuado ser aplicado aos abusos sexuais de menores, e limitar seriamente a liberdade de imprensa, com a proibição de divulgação de escutas sem o consentimento dos escutados. Uma página negra, uma vergonha que mancha os seus autores e os seus cúmplices. Uma lei criminosa feita por e para criminosos. Que veio para ficar.
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    Casa Pia

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    A sentença do processo Casa Pia não é um ponto final porque ainda há recursos. Todavia, o passo dado ontem pela justiça da primeira instância foi histórico.
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    • 0h30 - Correio da Manhã 2010.09.04
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    Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
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    Foi ali materializada a verdade que o tribunal apurou e aplicada a justiça. Os arguidos não ficaram satisfeitos mas têm os recursos como garantia de defesa. O poder judicial sai reforçado de um processo que poderia ter sido o seu naufrágio.
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    Passados sete anos, algumas coisas podem ser dadas por adquiridas com este caso. Desde logo, constata-se que a tentação de usar as revisões legislativas como técnica de garantia prévia de impunidade é um atentado ao Estado de Direito. Se há normas que a revisão das leis penais de 2007 mudou bem, como as garantias de defesa que deu no primeiro interrogatório de arguido, há outras que são uma iniquidade. 
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    Basta que nos lembremos da alteração do crime continuado, da desvalorização de uma das vertentes do crime de lenocínio e a proibição de divulgação de escutas sem o consentimento do próprio. A investigação criminal em matéria de abusos sexuais, pelo seu lado, registou progressos. A própria sociedade e a sua relação com a protecção de menores mudou. O direito de família conhece uma enorme expansão neste domínio, e isso é muito positivo. Foi materialmente incorporado o princípio da protecção de menores em risco. Muito para lá da lei. Só por isso já teria valido a pena este processo da Casa Pia.
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    quinta-feira, agosto 05, 2010

    Casa Pia: Julgamento em risco de ser considerado nulo




    Novo imbróglio no processo
    Os advogados de defesa dos arguidos da Casa Pia Carlos Cruz e Manuel Abrantes exigem que o acórdão seja lido até à próxima segunda-feira, dia 9 de Agosto. Caso isso não se venha a verificar, irão requerer a nulidade do processo.
    • 13h22 - Correio da Manhã 2010 08 05
    Na sessão desta manhã, marcada apenas para cumprir calendário, a juíza Ana Peres apresentou novos documentos que deveriam ser usados como prova, apesar de o tribunal ter já encerrado o julgamento do processo Casa Pia na sessão anterior.
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    O advogado de Manuel Abrantes insurgiu-se contra os novos elementos, alegando que estes não podem ser usados para produção de prova, dado o encerramento do processo. "Todos os documentos abertos em audiência pelo tribunal constavam à longa data dos autos", disse Paulo Sá e Cunha. A posição foi acompanhada pelos restantes advogados, em particular por Ricardo Sá Fernandes.
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    "A defesa de Carlos Cruz subscreve integralmente o requerimento apresentado, arguindo as mesmas irregularidades e com a mesma fundamentação. Estamos no quadro de um imbróglio jurídico muito complexo que pode afectar a validade deste julgamento", declarou o advogado de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, à saída do tribunal.
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    Recorde-se que a leitura da acórdão esteve marcada para o dia de hoje, mas a juíza Ana Peres pediu o adiamento para 3 de Setembro, alegando falta de tempo para concluir a decisão.
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    A última sessão do processo ocorreu a 9 de Julho, o que leva os advogados de defesa a lembrarem que a leitura tem de ocorrer até 30 dias depois, o que acontece segunda-feira.
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    Ricardo Sá Fernandes entende os motivos do adiamento, mas considera que o tribunal "pode proceder apenas à leitura de uma súmula", caso a sentença seja muito extensa.
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    A sessão desta manhã foi interrompida e prossegue no Campus da Justiça, no Parque das Nações, a partir das 14h30.
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    • Comentário feito por:fernando moreira
    • 20h21
    ainda existe em portugal alguem da classe de( 1 + A) que seja sério existe? eu povo direi que nâo,entâo estamos à espera de quê so se morre uma vez mas que seja com honrra. viva a revoluçâo popular
    • Comentário feito por: Anónimo
    • 19h52
    Se eu já tinha vergonha de ser português, agora tenho mais. Viva a justiça onde os ricos e corruptos saem impunes. As vitimas e que ficam mal,foram expostas e agora ficam pior. Mas estamos em Portugal,país corrupto.
    • Comentário feito por:Nanda
    • 19h32
    Uma vergonha estes advogados, uma vergonha!!Dra Juiza,avance com as condenações!!
    • Comentário feito por:LDUARTE
    • 17h51
    talvez va por agua abaixo todo este processo porque,nunca teve muita logica se lerem o processo nao tem pes nem cabeça nao a logica no que se diz,mais uma vez a nossa justiça pos o pe na possa
    • Comentário feito por:amelia
    • 17h31
    Isto foi tudo uma grande palhaçada desde o inicio. As vitimas não vão ver a justiça ser feita e os 'graúdos' como sempre vão ficar safos. E nós ainda vamos pagar as indemnizações, vão ver !
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    • Comentário feito por:amelia
    • 17h31
    Isto foi tudo uma grande palhaçada desde o inicio. As vitimas não vão ver a justiça ser feita e os 'graúdos' como sempre vão ficar safos. E nós ainda vamos pagar as indemnizações, vão ver !
    • Comentário feito por:José Xavier
    • 17h01
    Estive na Casa Pia de 1966 a 1971 e vivi ao vivo e a cores o que agora querem branquear.Tenho 55 anos e já não tenho medo,nem vergonha daquilo que fiz.Era criança.O medo,a vergonha,que caiam sobre aqueles "honrados"...
    • Comentário feito por:Maria Antónia
    • 16h02
    SE ISTO ACONTECER, NUNCA MAIS EM LADO NENHUM DIREI QUE SOU PORTUGUESA!
    • Comentário feito por: Anónimo
    • 15h37
    Palhaçada!!
    • Comentário feito por:Jorge Mendes
    • 15h27
    Chamo eu a isto...noticias velhas. Entao mas as pessoas nao sabem ja desde o inicio que isto ia ser assim ? A nossa Justiça so tem capacidade para prender Sucateiros e afins, Peixe graude...esqueçam.
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    • Comentário feito por: Anónimo
    • 14h50
    É uma tristeza, sempre que algum caso envolve gente "importante" nunca se vai a lado nenhum. É esta a razão pela qual não segui advocacia. Defender um criminoso...enfim...
    • Comentário feito por:h.jorge silva
    • 14h12
    O ano passado, disse neste jornal e, neste espaço, que ia tudo ficar em águas de bacalhau (não querendo ofender o bacalhau). Pelos vistos o dinheiro dos contribuintes (mais de 5 anos)podem ir para o brejo.-H.Jorge Silva
    • Comentário feito por: Anónimo
    • 14h10
    gosto mto desta noticia
    • Comentário feito por:Joaquim
    • 14h08
    Ora o 'amigo' Abrantes, a quem a CPL continua, desde 2001 altura em que foi suspenso de funções, a pagar o principesco salario de mais de 3000€ mensais, agora quer a nulidade ... porque será?
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    segunda-feira, abril 19, 2010

    Igreja/Pedofilia: Esther Mucznik recusa comparação com antissemitismo

     

    Igreja/Pedofilia: Esther Mucznik recusa comparação com antissemitismo, mas condena ataque à Igreja como um todo

    Lisboa, 03 abr (Lusa) - A vice-presidente da comunidade israelita, Esther Mucznik, considerou hoje "completamente descabida" a comparação entre as críticas ao Papa pelos casos de pedofilia e o antissemitismo, mas criticou igualmente que a Igreja Católica seja atacada como um todo pelos abusos.

    Lusa
    13:55 Sábado, 3 de Abril de 2010

    Lisboa, 03 abr (Lusa) - A vice-presidente da comunidade israelita, Esther Mucznik, considerou hoje "completamente descabida" a comparação entre as críticas ao Papa pelos casos de pedofilia e o antissemitismo, mas criticou igualmente que a Igreja Católica seja atacada como um todo pelos abusos.
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    "É um erro crasso comparar-se com algo que durou milénios, que perseguiu e chacinou pessoas totalmente inocentes simplesmente por serem quem eram, judias", afirmou à Lusa a vice-presidente da comunidade israelita de Lisboa, sublinhando "o antissemitismo nunca foi algo que se ficou pela teoria". 
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    Esther Mucznik referiu ainda que "não deixa de ser uma ironia da História que um representante da Igreja Católica estar a fazer essa comparação, quando a Igreja Católica foi responsável por longos séculos de antijudaísmo cristão".
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    sábado, abril 17, 2010

    Vaticano, pedofilia... e as palavras dos outros

     

    sábado, 17 de Abril de 2010




    O vendaval de escândalo que tem abalado a Igreja Católica, não poupando mesmo o Papa, fez e fará correr rios de tinta. Desatado o nó que as vítimas traziam na garganta, alguns há décadas, soltou-se um caudal de denúncias, que não para de crescer, onde nos são contadas as estórias asquerosas de padres que repetidamente abusaram sexualmente de crianças, nalguns casos não poupando sequer as portadoras de deficiências.

    Do muito que se tem escrito, destaca-se, por um lado, a hipocrisia desavergonhada e fria de alguns representantes da Igreja, na sua defesa formal e desapiedada da instituição, desrespeitando as vítimas, por outro, aqueles que, de boa fé, tentam justificar os silenciamentos, encobrimentos e cumplicidades das hierarquias religiosas, embora estejam contra os crimes... e por fim, aqueles que, libertos de peias e fidelidades religiosas mal dirigidas, denunciam sem meias palavras este fenómeno, como sendo um dos maiores crimes dos nossos dias.

    Estes últimos, não poucas vezes usam o humor – sim, o humor pode ser uma arma – para melhor ilustrar o seu pensamento. Alem disso, talvez o sopro de liberdade que impele os seus textos, os faça escrever melhor. Apenas três exemplos, lidos aqui pela blogosfera, sendo que apenas consigo identificar a proveniência do primeiro.


    1. Pormenor de um texto muito bem escrito, como sempre, no regresso de Rui Vasco Neto ao seu blog, retratando as movimentações do Vaticano: «Um jogo de vergonhas que só ganha quem não tem».



    2. Grande “reflexão”: um blogueiro, até admite a possibilidade da existência de Deus... mas sobre este papa é taxativo. «Não existe!»



    3. Genial adaptação de um velho ditado popular aos nossos tempos:


    «Quem tem boca vaia Roma!»







    O sexo dos anjos
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    Quarta-feira, 14 Abr, 2010
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    Procissão ainda no adro, o assunto 'pedofilia na Igreja Católica' vai fazendo a ordem do dia, dia após dia e todos os dias, na cadência de cada nova revelação, uma e outra a seguir a uma outra sempre mais escabrosa do que a anterior. Sempre mais inacreditável, tanto quanto dolorosamente real.  É todo um mar de podridão que ameaça finalmente romper a barragem de cinismo e hipocrisia que vem suportando as águas até hoje, contido todas as revoltas por conta dos sempiternos mistérios da Fé, num jogo de vergonhas que só ganha quem não tem. E veja-se como são altas as paradas, neste começo: se uns meros salpicos já fazem escorrer tanta reputação de santidade para o esgoto dos vulgares humanos, então não quero nem imaginar a desgraça que se adivinha para o dia em que os telhados se partirem num estrondo de cacos, os diques cederem e a verdade flutuar, finalmente, lado a lado com os corpos inchados dos carrascos, vítimas de si próprios. Mas por ora o tempo é de chocante revelação, apenas. É tempo de digerir, devagar e a custo, aquilo que os nossos olhos sempre viram mas que o nosso coração sempre negou por força do horror inimaginável que implicava uma visão clara e objectiva da realidade. Mas agora, com o espírito atormentado e confuso, a comunidade cristã faz o natural: dobra o joelho e pede contas à Fé, posto ter depositado na alvura papal toda a sua derradeira esperança na santidade possível a um ser humano. Branco mais branco não há, crescemos a aprender. É por isso da boca de Sua Santidade que a Igreja viva aguarda uma palavra de orientação, um sinal de que vê e de como vê toda esta tragédia. Também a História aguarda para ser escrita, que o tempo é de novo capítulo em vários possíveis. Os olhos do mundo inteiro, católico e não católico, estão postos em Bento XVI e em tudo o que faça ou diga. Pois e afinal que diz o Papa a esta comunidade angustiada dos seus fiéis? Pouco, muito pouco. E sobre os casos recentemente denunciados de pedofilia na sua Igreja? Sobre esses diz nada, rigorosamente nada de concreto. Apenas um ou outro recado subtil, muito subtil como o da passada segunda-feira, em Castelgandolfo e durante o Regina Caelis, quando Sua Santidade recordou a todos os sacerdotes que «recebemos a missão de anjos» enquanto mensageiros de Jesus Cristo. A subtileza é inegável, há que convir. E o recado para todos os efeitos ficou dado, na minha modesta opinião. Afinal não tem discussão, o sexo dos anjos, nunca teve. Nem vai ter com este Papa, pelos vistos.
     




    publicado por Rui Vasco Neto

    quarta-feira, abril 14, 2010

    A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos

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     Monumento a João Paulo II - Foto Gaspar de Jesus no Blog Arte Fotográfica

    Análise

    A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos

    Público - 27.03.2010 - 21:03 Por António Marujo

    A Igreja Católica atravessa a mais profunda crise do último século. Para encontrar algo de dimensão semelhante, devemos recuar até ao início do século XX, com o anti-modernismo do Papa Pio X. Ou antes, a 1870 e ao Concílio Vaticano I, com o dogma da infalibilidade papal, o cisma dos velho-católicos e o fim dos Estados Pontifícios. Há uma diferença: esta crise atinge um catolicismo universal, ao contrário do de há um século, quando ainda era uma realidade pouco mais que europeia.
    Será um Papa ferido o que vem a 
Portugal 
    Será um Papa ferido o que vem a Portugal (Tony Gentile/Reuters)
    Há várias questões à volta deste tema que, de repente, coloca um Papa académico perante um dos mais graves problemas pastorais da Igreja. Será ele capaz de afrontar o problema com a coragem necessária?

    Ratzinger é um teólogo notável no diálogo cultural, mesmo com filósofos não-crentes como Jürgen Habermas ou Paolo Flores d’Arcais (como se pode perceber em Existe Deus?, editado na Pedra Angular). Eleito para um pontificado de transição, cuja marca seria afirmar a importância do facto cristão no diálogo multicultural contemporâneo, Bento XVI tem o desafio de “limpar a Igreja” da sua sujidade, como ele próprio afirmou na Via-Sacra de Sexta-Feira Santa de 2005, poucos dias antes da morte de João Paulo II.

    1. Esta crise, como diz o étimo da palavra, pode ser uma oportunidade de mudança. A começar pela relação entre catolicismo e sexualidade – que o teólogo Hans Küng definiu como uma “relação crispada”. Não para dizer que o celibato é a causa da pedofilia. O celibato como opção voluntária pode ser dedicação extraordinária a uma comunidade. Como disciplina obrigatória (com excepções nas Igrejas Católicas orientais ligadas a Roma e, agora, com os anglicanos que decidiram aderir ao catolicismo), poderá ser revisto.

    É certo que a esmagadora maioria de casos de abusos acontece com pais e familiares próximos das crianças. Como escrevia o Papa na carta aos católicos irlandeses, a pedofilia não é um problema que se restringe aquele país nem à Igreja Católica. Bem pelo contrário. Mas encarar a questão da sexualidade significa afrontar, desde logo, a formação nos seminários, tantas vezes castradora de afectos. E que é uma das causas profundas da pedofilia entre membros do clero.

    A Igreja tem, na sua base bíblica e evangélica, uma fonte harmónica e integral que séculos de moralismo esconderam. Ao contrário do que diz Saramago, a Bíblia não é um manual de maus costumes. Mas, ao contrário do que pensam e dizem muitos católicos, ela tão pouco é um manual de bons costumes. A Bíblia é sobretudo uma proposta de relação – do ser humano com Deus e entre os seres humanos como imagem de Deus.

    Aqui reside uma primeira dificuldade no exercício que a Igreja terá de fazer: muitos responsáveis católicos insistem numa abordagem dualista, legalista e pecaminosa (numa perspectiva greco-romana) da sexualidade. E que tem sido geradora de hipocrisias.

    2. A crispada relação com a sexualidade reflecte-se também no modo como a doutrina católica olha a contracepção – e o preservativo, nomeadamente. Há quatro décadas, a encíclica Humanae Vitae interditou os métodos “artificiais” de planeamento familiar, apenas porque alguns cardeais da Cúria Romana não aceitavam a mudança doutrinal proposta por uma vasta comissão de médicos, teólogos e casais.

    Se o Papa Paulo VI (que encarava a possibilidade de mudar a posição oficial) não tivesse cedido à pressão da Cúria, o preservativo não seria hoje um tabu doutrinal (mesmo se distribuído aos milhares por freiras e padres comprometidos na luta contra a sida, por exemplo). E o catolicismo das últimas décadas teria sido bem diferente.

    Esta relação difícil do catolicismo oficial com a sexualidade tem manifestações visíveis como os abusos sexuais cometidos por padres sobre religiosas, em África, conhecidos há uma década; ou o padre mexicano Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, de quem se sabe que teve filhos de várias mulheres às quais ocultava a sua identidade, foi pedófilo, incestuoso e toxicodependente.

    A instituição por ele fundada é exemplo dos grupos católicos que hoje, na Igreja, insistem na perspectiva moralista e para os quais a vida só importa quando se fala de aborto, preservativo ou homossexualidade.

    Não é de estranhar que mais se condene quem mais moralismo apregoa e acaba por ter tantos pecados (ou crimes) no seu interior. Com uma agravante: as pessoas que confiavam os seus filhos a responsáveis da Igreja eram, em grande parte, membros da própria comunidade cristã. Para elas, o sentimento de terem sido traídas por aqueles em quem confiavam é esmagador.

    3. A acusação de encobrimento atinge agora o próprio Papa. Na carta que escreveu aos irlandeses, há oito dias, Bento XVI acusa vários bispos de terem falhado “por vezes gravemente”. Seria estranho que o Papa tivesse escrito o que escreveu, se tivesse telhados de vidro. De outra forma, estaria agora sob escrutínio e sem autoridade perante os seus “irmãos bispos”.

    Pode haver aqui duas coisas diferentes. Como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), Joseph Ratzinger conhecia, obviamente, vários casos. Mas pode ser forçado dizer que os encobriu. O mais emblemático, noticiado pelo “New York Times” esta semana, revela que nem os poderes públicos agiram sobre o padre que abusou de 200 crianças – tal como aconteceu na Irlanda. E que Ratzinger só conheceu duas décadas depois dos factos.

    O célebre documento de 1962 (que Ratzinger, então um padre com 35 anos, não escreveu, ao contrário do que muita ignorância afirma por aí), que defendia o secretismo, foi depois substituído em 2001, não para prosseguir a mesma orientação, mas para dar um passo em frente: o de obrigar os bispos a comunicar os casos de pedofilia ao Vaticano. Só nessa ocasião Ratzinger e a CDF passam a tomar conta destes casos, quando a questão já era um escândalo nos Estados Unidos (dois anos depois, João Paulo II chamaria vários bispos dos EUA para enfrentar a crise, pela primeira vez, de forma dramática). Só o total esclarecimento do papel do Papa em cada caso poderá aclarar de vez a sua quota-parte de responsabilidade – isso mesmo já foi pedido há dias pelo “National Catholic Repórter”.

    4. O encobrimento e a tolerância social da pedofilia era a atitude normal até há três ou quatro décadas – o caso Polanski reapareceu a recordá-lo.

    Durante séculos, a Igreja Católica entendeu-se como sociedade perfeita, sem necessidade de instâncias civis: tinha os seus tribunais, as suas penas, chegou a ter as suas prisões.

    Também sabemos que a comunicação social é mais severa com a Igreja Católica do que com outros. E desproporcional: dá-se sempre mais dimensão aos escândalos do que aos caminhos de solução ou aos resultados, omite-se que o fenómeno atinge uma pequeníssima minoria do clero (embora bastasse um caso para que fosse grave). Sabe-se que os números aparecidos na Alemanha nas últimas semanas são resultado do trabalho iniciado pela Conferência Episcopal quando surgiram os casos nos Estados Unidos – mas isto também quase não é dito.

    Mas desde 1990 há uma avalanche de casos. O que se passou na Irlanda, que durou até há poucos anos, mostra que não se atalhou o problema logo que ele começou. Em 1993, os bispos do Canadá publicaram um extenso documento com uma reflexão profunda sobre o tema e propostas de solução – que tiveram sucesso. O caminho deveria ter sido seguido em outros países.

    Por isso não se entende a lamentável e infeliz declaração do cardeal Saraiva Martins: a Igreja é pela “tolerância zero”, mas não lava a “roupa suja” em público. Há mais de 60 anos, o Papa Pio XII dizia que a opinião pública é “vital” para a Igreja. Entenda-se, portanto, que a lavagem de “roupa suja” em público mais não é que uma desafortunada expressão para referir o debate interno, que está na matriz genética do cristianismo. E foi pela falta de tolerância zero que se chegou aqui.

    5. A mês e meio da viagem de Bento XVI a Portugal, percebe-se que a crise continuará a revelar mais casos. Como em todas as histórias, percebe-se que também há interessados em atingir a credibilidade da Igreja. Mas esta tem que ser a primeira a reflectir o porquê dessa aversão e a procurar razões no seu interior – uma atitude própria desta Semana Santa que os cristãos hoje começam a viver. O cerco à volta de Ratzinger também continuará. Será, por isso, um Papa ferido aquele que virá a Portugal. Talvez rodeado por grupos interessados prioritariamente em defender a instituição dos “ataques” – já correm textos nesse sentido na Internet, em blogues, em mails…

    Convém não esquecer que foi a preocupação pela defesa da honra da instituição que levou ao actual estado de coisas. Só uma atitude purificadora e aberta à mudança permitirá à Igreja recuperar a credibilidade perdida nesta crise. Os cristãos chamam a esse acontecimento ressurreição. E celebram-na no próximo domingo.
     

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    Comentário + votado

    A IDOLATRIA E PEDÓFILIA RELIGIOSA É BEIJO DE JUDAS

    FÁTIMA FAZ PARTE DO IMAGINÁRIO HUMANO RELIGIOSO DOUTRINÁRIO CULTURAL, ...

    Comentários 1 a 10 de 40

    1. Nome , CIDADE DU BOCAGE. 30.03.2010 21:51

      A IDOLATRIA E PEDÓFILIA RELIGIOSA É BEIJO DE JUDAS

      FÁTIMA FAZ PARTE DO IMAGINÁRIO HUMANO RELIGIOSO DOUTRINÁRIO CULTURAL, DOGMÁTICO, IDÓLATRA, INQUISIDOR PAPAL TRADICIONAL, DA CONSCIÊNCIA E INTELIGÊNCIA INTELECTUAL E ESPÍRITUAL, QUE NÃO DÁ CERTO EM PORTUGAL, DAÍ TODA A TRAGÉDIA HISTÓRICA NACIONAL DE ATRAZO E ILECTERACIA INTELECTUAL E ESPÍRITUAL EM PORTUGAL, A IGNORÂNCIA BÍBLICA E RFELIGIOSA SOCIAL, DO CATACISMO ROMANO IDÓLATRA PAPAL, DE ALIENAÇÃO E MANIPULAÇÃO RELIGIOSA SOCIAL ACTUAL, COMO EMBUSTE, EMBRUTECIDO E IMPOSTOR PAPAL QUEREMOS A VERDADE BÍBLICA SEM O DOGMA IDÓLATRA PAPAL, O CRISTIANISMO BÍBLICO APOSTÓLICO, COMO DOUTRINA CRISTÂ ESPÍRITUAL. QUEREMOS A CRUZ VAZIA NA IGREJA, COMO A NOSSA PÁSCOA ESPÍRITUAL ACTUAL, PELA RESSURREIÇÃO DE JESUS, PAZ PARA O MUNDO, TOLERÂNCIA, E AMÔR FRATERNAL, SEM O DOGMA PAPAL...É NECESSÁRIO CONHECER A HISTÓRIA BÍBLICA E O INICIO DA DINASTIA DOGMÁTICA E IDÓLATRA DO CATOLOCISMO E CATECISMO ROMANO PAPAL, NA HISTÓRIA DEPORTUGAL;ACTUAL
    2. RAVIREI , SOL. 30.03.2010 16:07

      Salvar as reservas morais!

      A Igreja tem uma História de resistência imensa aos ataques que lhe são dirigidos. Sempre vimos a Igreja resistindo! Porém, não será por ataques que a Igreja cairá! A Igreja cairá pelo abandono,... e isso já está a acontecer. E o abandono da Igreja irá aumentando á medida que as reservas morais da humanidade forem despertando!
    3. ANTONIO , RIO TINTO. 30.03.2010 14:15

      A Pedofilia na IGREJA

      A Pedófilia vai continuar na Igreja. ..Acabará, quando forem autorizados a casar. Quando se vai para padre, por princípio não se gosta de mulheres...Está tudo dito nesta frase. Acabará quando só aceitarem para padres, quem realmente gosta de ""mulheres". Versus casamento. Só com o casamento é que se poderá banir em parte, a podridão Milenar...Sem medos.O Padre é um ser carna,l como qualquer um de nós. Por isso precisa de casamento, e constituir família. Só assim se banirá, em parte a nossa desconfiança.
    4. Emídio Cardoso , Vile. 30.03.2010 13:55

      A realidade da Igreja...

      Uma vez máis a Igreja Católica esta em crise.Ora para todos aqueles que mais ou menos conhecem um pouco da história da Igreja católica,isto nao é surpresa para ninguêm.A Igreja Católica sempre esteve rodeada de escandalos,provocados,pelos defeitos humanos dos seus, dirigentes,ditos ministros.Como é que se pode pregar uma moral e esconder realidades mundanas...totalmente ofensivas a essa moral?As eleiçoes dos papas sempre estiveram marcadas pelos desmedidos interesses pessoais dos candidatos.Pois esses cardeais,pessoas curtidas deveriam mostrar,outros sentimentos,a Deus e aos seus semelhantes.Nao pretendo salientar os escandalos sexuais,nos quais estiveram envolvidos;papas,bispos e padres...pois que o sexo faz parte dos seres vivos e negar-lo é um atentado á criaçao divina.O grande Cisma do ocidente...A Inquisiçao...Alexandre VI...Martinho Lutero...etc.A Igreja Católica sempre tentou tapar o Sol com a peneira,em favor dos seus interesses mundanos,de uma sociedade corrúpta.Nos nossos dias,a sociedade tornou-se materialista,em parte devido a este regabofe histórico desta organizaçao.Porquê esta organizaçao se afastou completamente dos ensinamentos de JESUS?O que é JESUS para a Igreja ...
    5. Albino , Portugal. 30.03.2010 13:01

      Coitadinhos

      Quer dizer, o Papa não presta, e os que dizem tal coisa querem provar que eles próprios é que são bons ?
    6. Nome , Localidade, País. 30.03.2010 12:57

      Título

      Texto
    7. Eduardo Bulhões , Localidade, País. 30.03.2010 12:43

      Até que enfim um texto equlibrado

      Finalmente li um texto que demonstra percepção. Sem dúvida é uma crise, mas a Igreja é essencialmente uma sobrevivente de crises. Desde a quinta feira Santa, quando os apostolos fugiram no Horto, a Igreja já vive em crises.
    8. Mário Santos Lopes , Bombarral. 30.03.2010 11:55

      Os cardeais não gostam do Ratzinger! Porquê será?

      Antigamente - eu lembro-me bem - quando terminava um concílio para eleger um Papa, saiam todos com caras de grande alegria, e fazia-se festa gritando "habemus papa"! No entanto, há pouco, quando foi eleito este último, este Ratzinger, todos saíram de caras muito sérias, sem manifestar nenhuma alegria. Deu-nos a impressão de que os cardeais elegeram este Ratzinger mas não gostaram nada de o eleger! Porquê será?
    9. Antonio , Rio Tinto. 30.03.2010 11:34

      Este Papa não presta.

      Este Papa não presta. Não se recomenda a ninguém. Pelo menos para representar a Igreja. Não tem nada de parecido com S. Pedro. É bom para os fanáticos católicos. E, sou católico Apostólico e Romano.
    10. ATILA , Lisboa, Portugal. 30.03.2010 11:25

      Título

      A Igreja católica ainda não saiu da impunidade do período dos Bórgias. Ouvi a entrevista no programa de Miguel S.Tavares a um dos bispos portugueses mais lúcidos, D. Januário Torgal, e fiquei estarrecido, este senhor afirmou ser contra o casamento dos padres porque assim estes poderíam abusar dos seus filhos !!! e o MST tão crítico e tão opinativo que é, ficou calado! seria do choque...O Pastor Alemão, actual Papa, encobriu o violador de 200 crianças só porque, coitado, estava a morrer... A igreja sempre teve um comportamento mafioso em relação aos seus, são intocáveis para a justiça humana. Quem se lembra do caso de Monsenhor Mancirus aquando do problema com o Banco Ambrosiano o qual meteu assassinatos a boa maneira de Chicago, e o que aconteceu ? S.S. João Paulo II devolveu-a à América longe da justiça europeia....Que aconteceu no Funchal com o célebre padre Frederico, o seu patrono Bispo do Funchal protegeu-o...,etc,.etc.etc. Deu se existe deve estar corado de vergonha com os seus representantes terrenos!!!
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    Excesso de sexo desnuda impotência do papa

    Colunas

    Vermelho - 12 de Abril de 2010 - 0h01


    Carlos Pompe *

    Sucedem-se revelações de novos casos de padres católicos pedófilos. Com a mesma triste insistência, o Vaticano nega conhecimento dos fatos e, quando flagrado em torpe mentira, admite o acobertamento dos celerados e pede desculpa às vítimas – mas não leva os criminosos aos tribunais e nem dá assistência às crianças. Acuado, contra-ataca com declarações desastrosas, das quais depois tem que pedir vênia. Seria uma comédia dos erros, se não fosse uma tragédia em que só as vítimas são punidas.

    Os casos se multiplicam. No dia 6 de abril, a Igreja Católica da Noruega e o Vaticano admitiram que a renúncia ao cargo foi a única punição que o bispo de Trondheim, Georg Mueller, sofreu pelos abusos sexuais que cometeu. Mas mesmo essa reprimenda é rara.
    .
    Ocorreu em 2002, com Juliusz Paetz, arcebispo de Poznan, na Polônia, e em 1995, com o cardeal Hans Hermann, de Viena, ambos também pedófilos. Os inúmeros casos acontecidos nos EUA, Europa, América Latina e outras regiões continuam impunes e, a maioria, abafados.
    .
    No caso de Mueller, o papa Bento XVI ainda encobriu o verdadeiro motivo da repreensão ao molestador de crianças, ao divulgar que ele havia sido “renunciado” pela lei canônica 401/2, que declara que o bispo deve apresentar sua desistência caso se torne "inadequado para o preenchimento do cargo".  Convenhamos: abusar sexualmente de uma criança ou adolescente é mais, muito mais do que ser inadequado a qualquer cargo, mesmo que da hierarquia católica. É caso de cadeia, não de renunciação.
    .
    Outra revelação recente: o padre Joseph Jeyapaul, que violentou dois menores de idade nos Estados Unidos, em vez de punido foi transferido pelo Vaticano para escolas católicas na Índia, mesmo um arcebispo americano tendo informado o fato à Santa Sé. A Congregação para a Doutrina da Fé se limitou a pedir ao arcebispo de Jeyapaul que monitorasse o facínora "para que não constituísse um risco para menores e não gerasse um escândalo entre os fiéis". Numa estranha deturpação do Evangelho, não é oferecida outra face, mas crianças de outra nacionalidade ao agressor.
    .
    Impotente para enfrentar a súcia voluptuosa que encontra na batina o valhacouto para seus vícios, o papa aciona seus pares para injuriar as vítimas dos lascivos.  O decano dos cardeais, monsenhor Angelo Sodano, prestou-se ao serviço de dizer ao “Osservatore Romano”, jornal oficial do Vaticano, que o que está existindo é uma mera “divergência cultural” e que as denúncias e clamor de justiça são "ataques injustos contra o papa” que ocultariam “conceitos da família e da vida contrárias ao Evangelho".
    .
    Já seu irmão de fé, frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, que durante a homilia da missa de Sexta-Feira Santa comparou as reações aos escândalos de pedofilia na Igreja Católica com a perseguição sofrida pelos judeus – e que não contava com a reação judaica ao seu disparate –, foi desautorizado pelos seus superiores e teve que fazer-se de arrependido. Lançado às feras pelos colegas de batina, afirmou que não teve a intenção de "ferir as sensibilidades nem de judeus nem de vítimas de pedofilia." Embora Bento XVI tenha sido comunheiro, com seu silêncio, do despautério quando foi pronunciado, Cantalamessa ainda tentou livrar a honra do Sumo Pontífice: "O papa não inspirou (o sermão) e, como todos os demais, ouvia pela primeira vez as palavras que pronunciei."
    .
    As orgias clericais não são algo de novo sob o Sol. A novidade é a revelação e a exposição massiva da alta hierarquia católica no encobrimento dos episódios. Em 1743, em Lisboa, foi publicado um Romance Católico, anônimo, pois naqueles entonces o Vaticano podia queimar quem o contrariasse. A obra tratava da devassidão de costumes em conventos e seminários. Com as palavras iniciais dessa obra em versos peço a bênção aos leitores e vou cuidar dos meus afazeres.
    .
    Pecadores, que engolfados
    no mar do mundo andais,
    às loucuras ponde termo,
    a Lei Divina observai:
    lástima é, ó humanos,
    que seja alegria tal,
    que em lugar de honrar a Deus,
    tanto assim Deus ofendais?
    Mas ai que chegou a tanto,
    o vosso enorme pecar,
    que até por divertimento
    a vosso Deus tratais mal.
    Santo do Céu suspendei
    o louvor, Anjos pasmai,
    que o que em voz é glória a Deus,
    no mundo é pena infernal:
    atendei para estes homens,
    no seu estilo de cantar,
    chorareis com ânsia amarga,
    o seu delírio, o seu mal!

    Satanizemos no Twitter: http://twitter.com/Carlopo

    .
    * Jornalista e curioso do mundo.
    * Opiniões aqui expressas não refletem necessáriamente as opiniões do site.
    .

    • a cegueira

      12/04/2010 18h43 eu sou catolico mesmo , mas nao sou idiota , como que essas coisas estao acontecendo na nossa frente e ninguem faz nada , inclusive a propria igreja catolica esta acobertando esses criminosos. é muito triste o que esta acontecendo , o proprio papa é o principal a dar cobertura a esses criminosos . a igreja catolica ta tomando um rumo bastante perigoso com esse papa no comando. as pessoas de bem de dentro da igreja ,tem começar a protestar contra esse papa . mas desviando de assunto nao existe pedofilos so na igreja catolica nao ,existe em todo seguimento da sociedade e em todas religioes. nao estou defendo ninguem nao , mas se para atirar que atire em todo mundo. nao pode poupar ninguem.

      mineiro
      belo horizonte - MG

    • PEDÓFILOS NA IGREJA DE MINAS

      12/04/2010 13h13 Em 2008, na paróquia de Carmo da Mata-MG, pertencente ao Bispado de Oliveira_MG, depois de intensas investigações da Polícia Civil, foi preso em flagrante delito, com um garoto de 12 anos em seu apartamento em BH, o Padre Cléber, então pároco da Cidade de Carmo da Mata-MG. As investigações prosseguiram e outros casos vieram à tona. Uma adolescente denunciou o pároco de abuso sexual cometido durante os dois anos anteriores. Testemunhas (donos de hotéis-fazendas da região, onde o Padre mantinha encontro com a adolescente, se dizendo tio dela) confirmaram o fato no inquérito instaurado pela justiça. No ano passado, final de 2009, Padre Cléber foi condenado a 09 anos de prisão. A Igreja não comentou o fato. A imprensa denunciou e Padre Cléber foi transferido, respondendo pelo crime, em liberdade. Hoje não se sabe o seu paradeiro. A única certeza que temos é que ele se encontra sob a proteção da Igreja Católica, e livre para molestar quem quer que seja.

      onipresente
      bh - MG

    • Graças a Deus

      12/04/2010 10h43
      Sim, graças a Deus que me deu inteligência e raciocínio, não me submeto a dízimos e nem ofertas para sustentar aqueles que não percebem que é com o suor do seu rosto que ganharás o pão de cada dia, que dirá daquele que, escondendo-se por traz de uma batina ou terno e gravata, praticam os mais abomináveis atos contra crianças ou adolescentes indefesos. Alertem-se aqueles que não observam o que o próprio Jesus disse: Ai daquele que abusar de um desses pequeninos. Pois é, faço minhas as palavras cantadas por Gil: Quando eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós e seu eu quiser fazer caridade faço diretamente, sem intermediários.
      Antonio de Freitas
      Camaçari - BA
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