A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, julho 24, 2009

Manchetismo




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por João Guilherme Vargas Netto*
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Na sexta-feira, dia 17, os jornalões noticiaram, nas capas ou em manchetes da página de economia, a criação de empregos formais em junho e o saldo total no primeiro semestre de 2009 de acordo com o Caged.

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Os números, secos, seriam: 119,5 mil novas vagas no mês e 300 mil no acumulado do primeiro semestre (em ambos os casos os números referem-se aos saldos entre contratações e demissões).

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Mas, vejam as manchetes!

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O Globo (Economia): “Crise faz criação de empregos formais no país despencar 78% no semestre” e “Foram criadas 299 mil vagas com carteira, pior resultado da última década.”

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O Estado de S. Paulo (Economia): “Emprego com carteira assinada tem o pior junho desde 2001” e “Caged mostra que País criou 119,5 mil novas vagas no mês, 9% menos do que em maio.”

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Folha de S. Paulo (Capa e Economia): “Brasil deixa de criar 1 milhão de postos formais” e “País deixa de criar 1 milhão de vagas no ano- De janeiro a junho foram gerados 300 mil postos de trabalho formais, ante 1,36 milhão no mesmo período de 2008.”

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Todo esse manchetismo nos jornalões era contrastado pela informação estratégica na capa do Valor Econômico, bem ao gosto dos empresários que muito além da política e da gritaria, precisam de verdade: “Metade dos empregos estão de volta” (Referindo-se à recuperação de 50% dos postos de trabalho perdidos durante a crise).

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O manchetismo confirma o ditado sobre a tortura interesseira dos números: há varias maneiras de mentir, uma delas é a estatística.




*João Guilherme Vargas Netto, É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in Vermelho - 24 DE JULHO DE 2009 - 16h25
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quinta-feira, julho 16, 2009

Redução da jornada: defesa do trabalhador


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por João Guilherme Vargas Netto*

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Se analisarmos de um ângulo realista, a luta pela redução constitucional da jornada de trabalho semanal para 40 horas é uma luta defensiva.

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Em primeiro lugar, porque a tendência atual, após anos de neoliberalismo desenfreado tem sido o alargamento das jornadas de trabalho, no mundo inteiro e no Brasil. Aqui entre nós as horas extras praticadas e as burlas à legislação acrescentam-se à jornada legal de tal maneira que para uma grande maioria de trabalhadores as jornadas semanais ultrapassam as 48 horas (muito além do limite constitucional de 44 e alterando para mais as reduções legais e negociadas).

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Em segundo lugar a redução constitucional da jornada é uma compensação imediata ao aumento da produtividade e ao incremento da intensidade do trabalho. Isso precisa de mais explicações.

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Ao longo da história do capitalismo, superada a fase selvagem com jornadas infinitas, o capital se acumulou e se concentrou produzindo um suporte técnico (máquinas, equipamentos, organização da mão de obra, planejamento empresarial e enquadramento dos trabalhadores) que determina – muito além da vontade da cada um – o ritmo e a intensidade do trabalho praticado. Este ritmo cria uma situação profundamente agressiva para quem trabalha manual ou mentalmente; o capitalismo, como o cigarro, faz mal à saúde.

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Ao longo da história e periodicamente, dependendo da correlação de forças sociais e do próprio avanço tecnológico, os trabalhadores organizados e unidos, procuram, reduzindo legalmente a jornada, reduzir o desgaste a que são submetidos. Acontece então, uma fase de aceitação social da redução. É o que ocorre hoje no Brasil.

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A luta pela redução da jornada, vitoriosa, reduz o tempo de trabalho e reduzindo-o reduz a carga física e emocional suportada pelos trabalhadores. É uma defesa da qualidade de vida de milhões de pessoas.




*João Guilherme Vargas Netto, É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in Vermelho -14 DE JULHO DE 2009 - 19h58
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