A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Autoritarismo do PS de Sócrates ultrapassa "centralismo democrático" de Lenine, segundo Ana Benavente

 
Ana Benavente integrou a direcção política do PS com Ferro Rodrigues  
Ana Benavente integrou a direcção política do PS com Ferro Rodrigues 
(Foto: Manuel Roberto)

Ana Benavente tece violentas críticas a seis anos de governação

Autoritarismo do PS de Sócrates ultrapassa "centralismo democrático" de Lenine

07.02.2011 - 08:54 Por Nuno Simas
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Ana Benavente é cáustica com os anos de governação do primeiro-ministro. E aponta tiques de autoritarismo, de distribuir "lugares e privilégios" e render-se ao neoliberalismo.

É um retrato arrasador do PS, do Governo e de José Sócrates. A ponto de Ana Benavente, secretária de Estado da Educação de António Guterres (1995-2001), dizer que jamais pertenceria a um Governo de José Sócrates com uma pasta idêntica. "Porque, se o fosse, já teria apresentado a minha demissão." A confissão da ex-dirigente socialista é feita numa entrevista à Revista Lusófona de Educação.

O tema é a educação na luta contra a exclusão e pela democracia, mas a conversa vai até à política pura e dura e o actual estado do Governo do PS e da liderança de José Sócrates. Aí, mais uma vez, Benavente é dura. Muito dura. O PS tornou-se "neoliberal" - "fazer do capital financeiro o dono e árbitro do desenvolvimento económico é uma capitulação face ao neoliberalismo que não é digna de um partido socialista". Mas há mais. No PS, há falta de debate interno e Ana Benavente critica "o autoritarismo da actual liderança". "Tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o "centralismo democrático" de Lenine. Alimentando promiscuidades que recuso", lê-se na entrevista.

Cinco teses para reconstruir

Na conversa publicada ao longo de 15 páginas, é pedido à antiga governante que aponte "sete pecados mortais" do PS. Ana Benavente fá-lo (ver texto em baixo) e, entre eles, aponta a "falta de ética democrática e republicana".

Na lista de divergências de Benavente registem-se mais umas quantas. Por exemplo, a acusação de o PS de Sócrates ter assumido "políticas de direita" - termo muito usado pelo PCP ou pelo Bloco - através das privatizações ou das reduções drásticas no sector público. Ou ainda de o PS ter abdicado "da defesa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos".

O Orçamento do Estado de 2011, aprovado depois de uma negociação com o PSD, é "o revelador máximo" das divergências: "Estado abusador, castigo para os pobres, poupanças nas políticas sociais".

O futuro é encarado com algum cepticismo pela ex-dirigente nacional do PS, que integrou o secretariado quando Ferro Rodrigues foi líder.

E de pouco valeria, perante estes "pecados", "a confissão e a absolvição com mais ou menos "castigos" e rezas". O problema é "mais grave".

"O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente."

O caminho passa, para Benavente, por o PS partir do seu "papel histórico" de conseguir um "reforço dos direitos dos trabalhadores, desenvolvimento dos direitos de cidadania e do consumidor, reforço da assistência pública, mudança do paradigma energético, desenvolver um sistema de saúde solidário e alargar o sector público". "Novas vagas de democracia" serão exigidas por todos os que, "assustados pelo eventual desemprego, comprados por um hiperconsumo esmagador e com medo da anunciada recessão", vão "querer respirar livremente e reconstruir a paz".

Na área da Educação, a ex-governante acusa Sócrates e o Governo de, nos últimos seis anos, terem "maltratado" a escola pública com políticas educativas "marcadas pela centralização" ou pelo "questionamento da qualidade" dos professores através do sistema de avaliação ou da publicação de rankings de escolas.

Os sete pecados mortais do PS, segundo Ana Benavente

1. Adoptou "políticas neoliberais e, portanto, abandonou a matriz ideológica socialista";

2. "Autoritarismo interno e ausência de debate, empobrecendo o papel do PS no país";

3. "Imposição de medidas governativas como inevitáveis e sem alternativa, o que traduz dependências nacionais e internacionais não assumidas nem clarificadas para o presente e o futuro";

4. "Marketing político banal e constante, de par com uma superficialidade nas bandeiras de modernização da sociedade portuguesa";

5. "Falta de ética democrática e republicana na vida pública e na governação";

6. "Sacrifício de políticas sociais construídas pelo próprio PS em fases anteriores";

7. "Falta de credibilidade, quer por incompetência quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências".

O que eles dizem

"[A liderança de Sócrates] tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o 'centralismo democrático' de Lenine que tanto criticámos. Alimentando promiscuidades que recuso."

"Sócrates e os seus amigos serviram-se de uma ideologia incompatível com a essência do socialismo democrático."

"O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente."
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quarta-feira, novembro 24, 2010

EUA tinham planos para invadir os Açores em 1975

Documento histórico revela

22.11.2010 - 16:27 Por Nuno Simas
A suspeita existia há anos entre os historiadores e era um dos aspectos obscuros do papel dos Estados Unidos durante a Revolução portuguesa (1974-76). Teriam os Estados Unidos pensado invadir os Açores, onde tinham e têm uma base nas Lajes? Finalmente, há uma resposta. E é sim: o Departamento de Defesa tinha planos para “ocupar” as ilhas se o país caísse sob controlo dos comunistas ou da esquerda radical.
 Kissinger foi um dos intervenientes que mais pressão fez sobre a diplomacia portuguesa para que o país não caísse numa democracia directa após a revolução 
Kissinger foi um dos intervenientes que mais pressão fez sobre a diplomacia portuguesa para que o país não caísse numa democracia directa após a revolução (Kieran Doherty/Reuters)

A existência dos planos é revelada num memorando de conversação entre o secretário de Estado, Henry Kissinger, e o secretário da Defesa, James Schlesinger, em Janeiro de 1975.

Esse documento histórico foi desclassificado, publicado pelo National Security Archive e resulta de uma investigação do historiador William Burr, autor de um livro The Kissinger Transcripts, sobre as negociações do chefe da diplomacia norte-america com a URSS e China, nos anos 70.

A 22 de Janeiro de 1975, num pequeno-almoço na Casa Branca entre Kissinger e Schlesinger, Portugal era o primeiro tema de conversa, escassos dez meses passados sobre a Revolução dos Cravos que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano.

Kissinger comentou que era necessário ter “um programa” para Portugal. Razão: “Há 50 por cento de hipóteses de perder” o país. Perder Portugal para os comunistas, entenda-se.

É então que o secretário da Defesa afirma que os Estados Unidos “têm um plano de contingência para ocupar os Açores”. Apesar de isso “estimular a independência dos Açores” – por essa altura a posição formal de Washington era de “neutralidade” quanto aos independentistas dos Açores.

A transcrição, breve, da conversa é feita por William Burr no blogue do National Security Archive, com sede em Washington, associada à George Washington University, e que se dedica à desclassificação e divulgação de investigação histórica da História dos Estados Unidos.

Segundo Burr, os planos de contingência não são conhecidos e estarão arquivados no Pentágono.

O historiador norte-americano conclui que os receios de Henry Kissinger, que comparou Mário Soares, fundador e líder histórico do PS, a Kerensky, provaram ser exagerados. Depois de meses de revolução nas ruas, de golpes e contragolpes, Portugal tornou-se uma democracia representativa. Em 1976, o PS ganhou as eleições legislativas. 
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sexta-feira, abril 16, 2010

Parlamento “Manso é a tua tia, pá!”, diz Sócrates a Louçã


Público - 16.04.2010 - 18:07 Por Sofia Rodrigues, Nuno Simas
As conversas entre José Sócrates e Francisco Louçã azedam frequentemente nos debates quinzenais. Há alguns debates que isso não acontecia. Aconteceu hoje.
Os debates quinzenais têm sempre acesas discussões entre Louçã e 
Sócrates 
Os debates quinzenais têm sempre acesas discussões entre Louçã e Sócrates (Daniel Rocha)

O deputado bloquista questionava o chefe do executivo sobre o caso das remunerações e prémios dos gestores públicos e as sucessivas explicações dadas sobre o assunto ao longo da manhã, à medida que ia respondendo aos vários partidos.

Disse Louçã. “De intervenção em intervenção vai ficando um pouco mais manso”, afirmou o deputado bloquista.

Com microfone desligado, José Sócrates comenta: “Manso é a tua tia, pá!” o som não se ouve nas imagens da AR TV, mas as câmaras da SIC captaram a imagem e é perceptível a frase. A SIC-Notícias fez uma peça, disponível também no site Parlamento Global.

Depois, na resposta a José Sócrates, Francisco Louçã afirmou: “Não baixe o nível no Parlamento!”

notícia actualizada às 20h55
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Hoje na Assembleia da República

Num estilo patético, arrogante e abjecto, não próprio de um Primeiro Ministro, mas sim de um qualquer bandalho - Sócrates acusou de desonestidade intelectual o deputado Louçã, por se ter referido aos valores recebidos por Mexia e aos elogios que este obtivera do próprio 1º Ministro. 
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Tão ou mais lamentável, foi o comportamento seguidista e bajulento de quase toda a bancada do PS. Pelo facto deixo-lhes este mimo assinado no blog causa-nossa pela deputada do PS no Parlamento Europeu, Srª Ana Gomes.
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Mexia - remexe connosco!
" Que estarrecedora insensilbilidade a do Primeiro Ministro, hoje ao lado de Mexia, todo elogios ao gestor, nem uma palavra de admoestação a pedir contenção, semelhante à que pede ao povo. Para aqueles a quem se impõem sacrificios, é juntar ofensa à ferida."
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quarta-feira, março 10, 2010

Governo: Soma e segue ataque aos trabalhadores e reformados

PS espera que PSD se abstenha na resolução sobre PEC

Púb lico - 09.03.2010 17:47 Nuno Simas
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O PS espera a abstenção do PSD no seu projecto de resolução, que acompanhará o debate do PEC em Março. É essa a convicção de deputados da direcção da bancada socialista ouvidos pelo PÚBLICO.

Aumento da idade da reforma na função pública antecipado “dois ou três anos”

Público - 09.03.2010 15:43 Raquel Martins
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A idade de reforma dos funcionários públicos vai aumentar para os 65 anos já em 2012 ou em 2013 e não em 2015 como estava inicialmente previsto. O anúncio foi feito hoje pelo ministro das Finanças.
 
Programa de Estabilidade e Crescimento

Governo estuda privatizar TAP, CTT, EDP, Galp, REN e seguradoras da CGD

Público - 08.03.2010 - 19:09 Por Lusa

A venda de parte das participações detidas na EDP, na Galp e na REN, bem como a privatização da TAP, dos CTT e da área seguradora da CGD está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o ministro Teixeira dos Santos.
<p>As medidas foram hoje apresentadas por Teixeira dos 
Santos como uma hipótese</p>
As medidas foram hoje apresentadas por Teixeira dos Santos como uma hipótese
 (Nuno Ferreira Santos)
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A novidade foi hoje avançada pelo governante numa entrevista telefónica concedida à agência de informação financeira Bloomberg, no mesmo dia em que o Executivo apresentou as linhas mestras do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) até 2013.
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O Governo conta arrecadar 6 mil milhões de euros com as privatizações previstas no PEC, contando com essas receitas para “curvar” o crescimento da dívida pública, que deverá superar os 90 por cento em 2012.
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O Estado detém posições de 20 por cento na Energias de Portugal (EDP) - mais cinco por cento detidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) -, 49 por cento da Rede Eléctrica Nacional (REN), e sete por cento na petrolífera Galp Energia - mais um por cento detidos pela CGD.
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Já a companhia aérea TAP e os Correios de Portugal (CTT) são detidos a 100 por cento pelo Estado, tal como a área seguradora da CGD.
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Teixeira dos Santos afirmou esta manhã que o Governo espera levar a cabo “um conjunto significativo de privatizações”, que irá apresentar quando levar o programa à Assembleia da República.
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“Prevemos, no conjunto das privatizações equacionadas, uma receita global de 6 mil milhões de euros. Isso vai nos permitir controlar o andamento de dívida pública”, afirmou o governante.
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“De acordo com as nossas projecções, a dívida pública irá subir gradualmente, por efeito ainda do défice elevado que teremos nos próximos anos, até ao nível da ordem dos 90,1 por cento do PIB em 2012, mas baixara já em 2013 para 89,3 por cento do PIB. Isto graças ao impacto que a receita das privatizações terá”, garantiu.
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O Governo que já havia anunciado que iria prosseguir com o plano de privatizações interrompido antes da crise, prevê ainda receber um valor mais 5 mil milhões de euros com privatizações acrescentadas a esse mesmo plano, que previa uma receita na ordem dos 960 milhões de euros.
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domingo, julho 12, 2009

Sá Fernandes vai integrar listas do PS

António Costa falhou acordo de última hora com PCP e Bloco
para a Câmara de Lisboa
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Nuno Simas
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António Costa assinou ontem um acordo com o vereador José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda (BE), e apresenta amanhã a sua candidatura à Câmara de Lisboa. Mas o autarca lisboeta ainda fez uma tentativa de última hora para conseguir um acordo do PS com PCP e BE para o município da capital.
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O PÚBLICO apurou que um dos derradeiros esforços foram feitos com o BE, já depois das eleições europeias, em que o PSD venceu e os socialistas saíram derrotados. Com o PCP, os contactos são mais antigos.
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Em ambos os casos, tudo acabou em nada, a exemplo do que já tinha acontecido antes. Até porque tanto os comunistas, com Ruben de Carvalho, como os bloquistas, com Luís Fazenda, já tinham lançado os seus candidatos à maior câmara do país.
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Hoje, depois da assinatura do acordo que permitirá a Sá Fernandes um lugar elegível nas listas do PS, António Costa deixou em aberto a hipótese de novos entendimentos para “o alargamento da base de apoio” da sua candidatura, mas não disse com quem. No limite, “com os lisboetas”.
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Contente com os apoios recebidos nos últimos dias — entre eles o do escritor comunista e Nobel da Literatura José Saramago —, Costa anunciou também que o seu mandatário financeiro será António Pina Pereira, que tivera a mesma função na candidatura presidencial de Manuel Alegre.
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Já José Sá Fernandes, com uma agenda verde, garantiu que continuará a “virar a página” da política ambiental sem pensar muito na transferência dos votos do partido que o elegeu, o BE, para o PS. “Ninguém é dono dos votos de ninguém”, afirmou, parafraseando Alegre.
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in Público - 12.07.2009 - 22h16
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