A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, dezembro 27, 2010

Algarve: Câmaras de Loulé e Olhão abrem refeitórios no Natal

Victor Nogueira
Cavaco, Sócrates, Passes de Coelho, Merckl, Berlusconi e Sarkovski e respectivos mandantes também andarão na fila para a sopa dos pobres ?
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Alunos pedem mais comida

João, aluno do 6º ano de uma escola básica de Loulé, comia ontem, com notória avidez, a sopa de hortaliça e a carne assada com batatas, refeição confeccionada por Mirita, cozinheira da Escola Básica nº 3 de Loulé. Timidamente, o jovem confessava ser a sua primeira e única refeição do dia e, a medo, pedia para repetir o prato, o que lhe foi concedido de pronto.
  • 23 Dezembro 2010 - Correio da Manhã
Por:Teixeira Marques


Apesar de não haver aulas, cerca de centena e meia dos 6500 alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino do concelho de Loulé usufruem de almoços grátis. "É um dinheiro bem gasto. Reduziram os gastos nas iluminações e nos fogos-de-artifício e fornecem estas refeições, que, para muitos, é a única refeição quente do dia", realça Manuel Alves, presidente do Agrupamento de Escolas Padre Cabanita, escolhido para fornecer estas refeições na sede do concelho. Habituado a ver crianças com fome na escola, o docente sabe lidar com a situação. "A meio da manhã, começam a queixar-se de dores na cabeça. Só melhoram quando lhes damos o suplemento alimentar", diz Manuel Alves, que refere haver um agudizar da situação no Inverno, quando a sazonalidade despede muitos chefes de família.
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Também a Câmara de Olhão optou por manter nas férias as cantinas do 1º ciclo abertas, fornecendo, diariamente, cerca de meio milhar de almoços grátis.
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quinta-feira, outubro 14, 2010

ONU: exploração sexual atinge 2 milhões de jovens em todo mundo

Geral

Vermelho - 13 de Outubro de 2010 - 13h04 

Uma em cada três mulheres no mundo já foi forçada a manter relações sexuais ou sofreu algum tipo de agressão e abuso íntimo. A constatação é da vice-presidente do Comitê das Nações Unidas sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher, Xiaoqaio Zou. Segundo ela, a estimativa é que cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes com menos de 15 anos viram alvos de exploração sexual todos os anos.
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As informações foram divulgadas pela agência de notícias da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com Xiaoqaio Zou, é fundamental ampliar o sistema de vigilância e monitoramento no setor. “As mulheres continuam a ser violadas impunemente e sujeitas a outras formas de violência sexual em todo o mundo”, disse. Ela alertou que há casos em que as mulheres não denunciam a violência por vergonha e medo.

O relatório da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, de 1979, contou com o apoio de 186 países, inclusive do Brasil. Mas, de acordo com Xiaoqaio, a preocupação é que há “poucos exemplos de governos que de fato implementaram medidas” para ajudar as mulheres. Estados Unidos, Irã e Sudão estão entre os países que ainda não assinaram a convenção.

Brasil é exemplo no combate a abusos contra crianças

A relatora especial das Nações Unidas (ONU) sobre a venda de crianças, prostituição e pornografia infantil, Najat Maalla M’jid, apresentará nesta quarta (13) em Nova York (EUA) um relatório sobre abusos constatados em todo o planeta e as ações dos diferentes governos contra esses episódios.

De acordo com o Itamaraty, a missão brasileira na ONU teve acesso ao documento que é elogioso em relação ao Brasil. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), o Brasil se tornou uma referência internacional por causa do serviço de denúncia Disque 100 e pela organização do 3º Congresso Mundial da Criança (2008).

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) prepara até o final do ano o Plano Decenal e a Política Nacional de Promoção dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Para os próximos anos, a SDH se preocupa com a realização da Copa de 2014, já que há uma relação histórica entre turismo e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Pouco empenho

Najat M'jid deverá assinalar que as ações governamentais em diversos países contra a exploração sexual são muito fragmentadas, pouco eficazes e que, em muitos casos, se desconhece a magnitude do problema. Essas críticas foram antecipadas pela relatora na Conferência Internacional sobre Movimentos Migratórios Infantis, ocorrida em Barcelona no último dia 5.

Na passagem pelos Estados Unidos, a relatora da ONU percorrerá abrigos e centros de ajuda em seis cidades norte-americanas e recolherá informações sobre a venda, exploração e o comércio sexual de crianças e adolescentes naquele país.

Com informações da Agência Brasil
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quarta-feira, julho 14, 2010

Cavaco entre o lar “euromilhões” e a escola-refeitório

Segurança Social

13.07.2010 - 18:02 Por Nuno Sá Lourenço
O segundo dia de roteiro presidencial revelou os dois extremos do sistema de segurança social. Uma residência para idosos onde a estes nada falta, e uma escola que se vê forçada a permanecer aberta todos os dias para que as crianças tenham o que comer.
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“Emergência social”. Foi este o mote do último dia do roteiro presidencial sobre comunidades locais inovadoras. Cavaco Silva aproveitou a sua passagem pelos dormitórios da capital para “dar visibilidade” a “bons exemplos” e assim exigir mais do Governo, comunidades e encarregados de educação.

A passagem pelo agrupamento de escolas de Serra das Minas, Sintra, serviu para o Presidente pedir às famílias mais apoio à escola e ao Governo mais liberdade para os responsáveis educativos.

O encontro com 30 directores de escolas e agrupamentos serviu para o chefe de Estado concluir que a “realidade educativa do concelho era muito complexa”, com 51 mil alunos, 13 por cento dos quais estrangeiros e 38 por cento são crianças carenciadas.

Exigiu por isso, ao Governo mais para as escolas e aos pais mais atenção: “Precisamos de mais poderes, precisamos de mais autonomia, eles fazem milagres, mas os pais não podem entregar a criança de manhã na escola deixá-la lá até às sete da tarde e dizer resolvam tudo”, advertiu Cavaco Silva, considerando que Portugal precisa de “ir buscar o exemplo àqueles países em que a escola é assumida com orgulho por toda a comunidade”.

O destaque dado a Serra das Minas tinha que ver com a resposta que a escola se via forçada a dar às crianças. De acordo Com Fernando Seara, autarca de Sintra, a escola está a fornecer aos seus alunos uma refeição quente 365 dias por ano. Mesmo durante as férias, a escola mantém o refeitório mantém-se aberto para que as crianças tenham o que comer.

Uma resposta à altura das necessidades em Sintra, contra uma resposta acima das necessidades em Oeiras. Na câmara liderada por Isaltino Morais, Cavaco Silva visitou unidade residencial para idosos que ia muito além dos habituais serviços prestados. A inovação estava principalmente na unidade de residência assistida. Um piso da residência, com capacidade para 23 pessoas aí se instalarem provisoriamente. “Para quando as famílias vão de férias, por exemplo, podem deixar aqui os seus idosos durante algum tempo”, exemplificou Manuel Gerardo, presidente da Associação Apoio, responsável por parte da gestão do edifício.

“Saiu-me o euromilhões”, reconheceu uma idosa cumprimentada pelo Presidente e utente das instalações. Os idosos têm acesso àquelas instalações pagando uma mensalidade de acordo com os seus recursos. O que quer dizer que há quem pague seis euros como há quem pague 96 para viver ali.

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Comentários 1 a 10 de 13




  1. Karluz . 14.07.2010 08:46
    Via PÚBLICO

    É de ir...

    Será que El-Rei já foi a Bora-Bora? Ele que aproveite que agora pagamos nós.



  2. ze paulo , lisboa. 14.07.2010 14:50

    Isto não faz sentido.

    O primeiro ministro que mais tempo esteve no poder,que mais meios teve,que praticou enquanto tal uma política neoliberal,que como tal foi um que mais contribuiu para a crise actual,que continua como PR a preconizar as mesmas receitas que levaram o país à pobreza,que achava há dias que pela "cooperação estratégica" Portugal "está no bom caminho",cujo seu séquito acha que os salários devem ser reduzidos 20% ( João Salgueiro) tem um mínimo de seriedade para dizer o que diz?



  3. Ricardo , Braga. 14.07.2010 12:52

    qdb

    A responsabilidade dos pobres é dos ricos?? Claro que sim, aliás, toda a gente tem imensa vontade de trabalhar, de dar o máximo, de fazer alguma coisa para sair da miséria. A culpa é sempre dos outros, dos que têm muito. Esse racíocinio pode aplicar-se a alguns, mas grande parte daqueels que vemos a passar o dia no café a beber imperiais, a ver os programas da tarde, porque o subsídio dá menos trabalho que ter que acordar cedo e ir dar no duro. Mas claro, a culpa, é do patrão... Por mais medíocre que seja o nível médio de chefias neste país, o nível dos trabalhadores e vontade destes de trabalhar, está no mesmo patamar...



    • c.morais , v.n.gaia. 14.07.2010

      RE: qdb

      A Pobreza, amigo Ricardo é muito mais do que esse grupo de gente que o indigna a si e todos os que, como eu, trabalham há mais de 3 décadas por um salário que alguns ganham em ... 5 minutos de elevador antes de chegarem ao gabinete (os gestores de topo - chamam-se eles a eles mesmos!!) é nessa Pobreza que os "ricos" têm a quase total responsabilidade e, por isso, os devemos responsabilizar e pedir contas! Não vire a sua ira para os ditos "rendimentos mínimos".... essa gente leva migalhas em comparação com os milhões de Oliveiras e Costas, Dias Loureiros, e outros .... quer mais 100 nomes, só de gente conhecida?



  4. jorge leitao , aveiro. 14.07.2010 08:26

    A justiça no seu melhor

    E quando voltar a recorrer vão ser retirados os 2 anos de prisão e o dito politico ainda vai pedir uma indemnização por toda esta trapalhada.Lá dizia o tal deputado socialista da assembleia Aveirense, neste país só vai preso quem roubar um pão, quer ele dizer que só o desgraçado, o pobre que não tem meios para se defender é que vai preso.



  5. qdb , Nenhures. 14.07.2010 07:53

    Há melhor a fazer

    O Presidente em vez de lamentar os pobres, o que não resolve nada, devia ocupar-se dos ricos que, êsses, estão na origem dos pobres. Mas para isto seria necessária uma outra envergadura.



  6. Maria Atenta , Planalto Central. 14.07.2010 06:01

    Isaltino Morais - O Melhor Autarca do País

    O trabalho que Isaltino Morais tem feito em Oeiras devia servir de exemplo para a maioria dos autarcas do País! Os autarcas deviam fazer nas suas autarquias o mesmo que Isaltino faz em Oeiras. Parabéns Isaltino Morais. Não sou votante em Oeiras, mas cada vez mais aprecio o trabalho exemplar que Isaltino Morais fez e faz em Oeiras. Deve ser o melhor autarca do País e com obra feita.



    • casefaz , Lisboa. 14.07.2010

      RE: Isaltino Morais - O Melhor Autarca do País

      Sim, mas porque acha que o sr. Isaltino fez tão bom trabalho, foi pelos seus lindos olhos? É um traste como muitos outros, que deve ir preso como sentenciou o Tribunal. Mas não há mais...que nos enganam com palavrinhas mansas.



  7. Manuel Crúzio , Coimbra - Portugal. 14.07.2010 01:06

    Emergência Social e 2 notas sobre o artigo

    1- Agrupamento de escolas de Serra das Minas, Sintra - 51.000 alunos, 13% estrangeiros, (6.630) e 38% carenciados, (19.380). Entregar a criança de manhã na escola deixá-la lá até às sete é um atentado, diz o Sr. PR. Fernando Seara, autarca de Sintra, diz fornecer aos seus alunos uma refeição quente 365 dias por ano. 2 - Na Autarquia de Isaltino Morais, Cavaco Silva visitou unidade residencial para idosos de elite. Os idosos têm acesso àquelas instalações pagando uma mensalidade de acordo com os seus recursos. O que quer dizer que há quem pague seis euros como há quem pague 96 para viver ali. Quanto à nota 1 - Os Agr. Escolas continuam a engordar, obrigando ao afastamento dos alunos do seu agregado familiar e, ao apertar dos seus orçamentos. F. Seara, tem o dever moral de os colmatar com a tal refeição quente que era tomada em casa. A criança não pode ser entregue na Escola de manhã pelos pais e deixá-la lá até às sete, mas o Sr. PR sabe, que muitas crianças vão sozinhas, porque os pais não usam os mesmos transportes para o trabalho. A (escola a tempo inteiro) é do governo, com assinatura da PR. Nota 2 - Será um crime prender I.M., porque, os idosos de António Costa, precisam dele.



  8. Carlos , Brisbane Austrália. 14.07.2010 00:31

    A campanha continua

    Assim é fácil. Com o dinheiro de todos nós o PR já anda numa roda viva. É só visitas e roteiros para a comunicação social dar cobertura, e poder ir recolhendo os votos dos parolos. Durante estes anos de presidência o que fez para impedir que o País esteja como está? Estou farto de conversa. Quero é ver acções. Ainda por cima é no minimo lirico. Que alternativas têm os pais, que são ambos obrigados a trabalhar fora de casa, senão a depositar os filhos nas escolas. É que estes pais não têm duplas e triplas reformas, nem podem pôr os filhos na católica.



  9. Luis , Porto. 14.07.2010 00:21

    Pacóvio....

    Este cavaco é mesmo um pobretanas ( apesar de nos ficar por 21Milhões/ano) com este calorzinho podia fazer uma visita de estado às Seychelles.


  10. Anónimo , .. 13.07.2010 22:59

    A pobreza crónica

    Pobre país em que uma escola tem que manter o refeitório aberto todo o ano para que as crianças possam comer alguma coisa!... Somos o retrato chapado de um país do Terceiro Mundo na Europa! Viva a democracia da miséria, com os Governos do PS e do PSD no comando.
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    Segurança Social

    Cavaco entre o lar “euromilhões” e a escola-refeitório

    13.07.2010 - 18:02 Por Nuno Sá Lourenço
    O segundo dia de roteiro presidencial revelou os dois extremos do sistema de segurança social. Uma residência para idosos onde a estes nada falta, e uma escola que se vê forçada a permanecer aberta todos os dias para que as crianças tenham o que comer.
    “Emergência social”. Foi este o mote do último dia do roteiro presidencial sobre comunidades locais inovadoras. Cavaco Silva aproveitou a sua passagem pelos dormitórios da capital para “dar visibilidade” a “bons exemplos” e assim exigir mais do Governo, comunidades e encarregados de educação.

    A passagem pelo agrupamento de escolas de Serra das Minas, Sintra, serviu para o Presidente pedir às famílias mais apoio à escola e ao Governo mais liberdade para os responsáveis educativos.

    O encontro com 30 directores de escolas e agrupamentos serviu para o chefe de Estado concluir que a “realidade educativa do concelho era muito complexa”, com 51 mil alunos, 13 por cento dos quais estrangeiros e 38 por cento são crianças carenciadas.

    Exigiu por isso, ao Governo mais para as escolas e aos pais mais atenção: “Precisamos de mais poderes, precisamos de mais autonomia, eles fazem milagres, mas os pais não podem entregar a criança de manhã na escola deixá-la lá até às sete da tarde e dizer resolvam tudo”, advertiu Cavaco Silva, considerando que Portugal precisa de “ir buscar o exemplo àqueles países em que a escola é assumida com orgulho por toda a comunidade”.

    O destaque dado a Serra das Minas tinha que ver com a resposta que a escola se via forçada a dar às crianças. De acordo Com Fernando Seara, autarca de Sintra, a escola está a fornecer aos seus alunos uma refeição quente 365 dias por ano. Mesmo durante as férias, a escola mantém o refeitório mantém-se aberto para que as crianças tenham o que comer.

    Uma resposta à altura das necessidades em Sintra, contra uma resposta acima das necessidades em Oeiras. Na câmara liderada por Isaltino Morais, Cavaco Silva visitou unidade residencial para idosos que ia muito além dos habituais serviços prestados. A inovação estava principalmente na unidade de residência assistida. Um piso da residência, com capacidade para 23 pessoas aí se instalarem provisoriamente. “Para quando as famílias vão de férias, por exemplo, podem deixar aqui os seus idosos durante algum tempo”, exemplificou Manuel Gerardo, presidente da Associação Apoio, responsável por parte da gestão do edifício.

    “Saiu-me o euromilhões”, reconheceu uma idosa cumprimentada pelo Presidente e utente das instalações. Os idosos têm acesso àquelas instalações pagando uma mensalidade de acordo com os seus recursos. O que quer dizer que há quem pague seis euros como há quem pague 96 para viver ali.

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    Isto não faz sentido.

    O primeiro ministro que mais tempo esteve no poder,que mais meios teve,que praticou enquanto tal ...
    ze paulo

    Comentários 11 a 13 de 13




    1. Pierre , Oásis laranja e rosa. 13.07.2010 22:56

      Apoio às criancinhas e aos velhinhos.

      Quem semeia sempre colhe.



    2. miguuel Bernardo Lima da Fonseca , Bagança. 13.07.2010 22:08

      comentário pateta...

      Que patetice "amigo" de Braga....................................................................



    3. Anónimo , Braga. 13.07.2010 18:56

      Cavaco para o LAR

      Acho que o presidente em vez de se recandidatar podia ficar já no LAR com 70 anos e só a dizer banalidades e evidências está numa optima idade para a reforma, deveria ser proibido os candidatos terem mais de 65 anos. Já recebem reformas e ainda ocupam lugares que pelo mundo de hoje já não estão devidamente preparados.



      • carlos txra , Porto. 14.07.2010

        RE: Cavaco para o LAR

        Este nunca esteve preparado para o lugar em que está. O seu ingresso como salvador da Pátria, deveu-se unicamente,á rodagem que teve que fazer ao carro novo(será que o estourou ?)e que o levou na altura á Figueira da Foz......


      • Vítor , Lisboa. 13.07.2010

        RE: Cavaco para o LAR

        O problema não é a idade...
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domingo, julho 11, 2010

80 milhões de crianças vivem em situação de pobreza

América Latina

Vermelho - 10 de Julho de 2010 - 13h40

Um estudo realizado em conjunto pela Comissão Econômica para América Latina (Cepal) e a Unicef traça o mapa da pobreza na América Latina. Os dados indicam que cerca de 80 milhões de crianças vivem em situação de pobreza na região. Desse total, 17,9% (32 milhões) vivem em condições de pobreza extrema. Os índices mais graves de pobreza infantil aparecem em El Salvador, Guatemala e Bolívia. Cuba não foi avaliada no informe das agências da ONU.

Entre os 18 países da região, a Argentina ocupa o terceiro lugar em qualidade de vida das crianças pobres, atrás do Uruguai e da Costa Rica. Em seguida aparecem Colômbia, Brasil, México, Perú, Bolívia e Honduras, entre outros. O critério utilizado não é só a renda, mas também as possibilidades de acesso aos serviços básicos como educação, saúde, água potável, alimentação e informação.

“Os governos que melhoraram muito foram o Uruguai, a Costa Rica e a Argentina. Nossos indicadores dão conta de políticas de longo prazo. Se as crianças têm um acesso melhor à saúde, se adoecem menos, se poderão alimentar-se melhor e se terão mais oportunidades de aprender na sua passagem pela escola” disse Enrique Delamónica, assessor de política social e econômica da Unicef.

Em 2005 a Unicef estabeleceu uma definição de pobreza: “As crianças pobres são aquelas que sofrem uma privação de recursos materiais, espirituais e emocionais necessários para sobreviver, desenvolverem-se e prosperarem”. Esta abordagem da pobreza infantil permite entender o fenômeno de maneira integral, não só limitado à questão da renda.

A Cepal e a Unicef elaboraram o informe: “A pobreza infantil: um desafio prioritário” - cujo resultado final será publicado em aproximadamente dois meses -, que mediu os níveis de pobreza das crianças da América Latina. Os melhores colocados foram Costa Rica, com 20,5% de sua população infantil na pobreza; o Uruguai (23,9%) e em terceiro, a Argentina (28,7). Embora os números sejam altos, contrastam com os resultados de outros países da região. Encabeçando os piores resultados estão: El Salvador (86,8%), Guatemala (79,7%), Bolivia (77%), Perú (73%), México (40%) e Colômbia (38,5%). Cuba não aparece no informe.

O trabalho pretende oferecer ferramentas para que os países possam medir a pobreza corretamente. Por isso, destacam que não se pode levar em conta apenas os indicadores salariais, os dados da inflação e o custo da cesta básica.

“Os pais podem ter renda abaixo da linha da pobreza, mas graças às políticas públicas voltadas à educação, saúde, alimentação, as crianças não sofrem uma condição de pobreza infantil, entendida como a perda de direitos essenciais”, explicou Delamónica.

Os dados para o informe foram recolhidos entre 2006 e 2007. Apesar de aparentemente desatualizados, técnicos da Unicef e da Cepal explicaram que as pesquisas que tomam serviços básicos como indicadores mudam em períodos maiores que três anos, enquanto que os indicadores que tomam somente a renda são atualizados mensalmente. Esta não é uma diferença menor, sobretudo num país onde as estatísticas públicas estão sob suspeita e qualquer consultoria diz ter a capacidade de medir níveis reais de pobreza.

O informe destaca ainda que “A existência de privações severas ou moderadas que afetem à população infantil são superáveis a partir de uma maior intervenção direta dos Estados – em saúde e educação – e indireta, mediante o aumento da renda das famílias, seja pela criação de emprego ou por políticas de transferência de renda. O investimento social e o gasto público para a infância não só devem incrementar-se para melhorar as condições de vida das crianças, mas também para promover um desenvolvimento mais igualitário”.


Agencia Carta Maior

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domingo, maio 09, 2010

Trabalho infantil alastra em África devido à pobreza


 

01h07m - 2010.05.09


EDUARDA FERREIRA
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No Mundo há 215 milhões de crianças sujeitas a tarefas laborais. Quase metade corre mesmo perigo físico.
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A anterior avaliação foi "optimita". Agora, o relatório quadrienal da Organização Mundial do Trabalho (OIT) vem reconhecer que em muito pouco (3%) foi reduzido o número de crianças que trabalham. Pior: 115 milhões estão mesmo expostas a tarefas perigosas. 
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Há, por todo o Mundo, 215 milhões de crianças que trabalham, muitas delas sujeitas a condições em que a sua vida e saúde está em risco (estas são 115 milhões). A OIT divulga agora o seu relatório e lança um alerta que também soa a autocrítica. É que "houve um abrandamento no decréscimo" do fenómeno face às realidades detectadas quatro anos antes. "Isto pede uma campanha mais enérgica", admitem os tutores da campanha mundial lançada em 1992 e que estipulava o ano de 2016 como a meta em que "as formas mais graves de trabalho infantil sejam eliminadas". Em 2010, o documento da OIT admite que tal objectivo possa estar comprometido. Os números dizem respeito ao quadriénio 2004-08, em cujo começo havia 222 milhões de crianças "activas economicamente". No ano 2000, elas eram 245,5 milhões. 
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Na região da Ásia-Pacífico é onde mais crianças trabalham (113,6 milhões). No entanto, aí, na América Latina e nas Caraíbas, a tendência tem sido a de recuo na exploração da mão-de-obra infantil. O mesmo não está a acontecer na África a Sul do Sara, que registou um aumento em números relativos e absolutos. Na região equatorial desse continente uma em cada quatro crianças trabalha e há mesmo um dos países, o Mali, em que metade das crianças estão sujeitas a tarefas "profissionais". 
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Agricultura é terreno fértil
É nas actividades agrícolas que predomina o recurso a trabalho infantil, confirma o relatório da OIT. Essa realidade corresponde a 60% dos casos detectados em todo o Mundo. A maior parte dessas crianças trabalha para a família, devido à situação de pobreza em que esta vive. "Temos de ir ao encontro das formas escondidas do trabalho infantil", alerta a OIT, confirmando que muitas destas situações "estão enraizadas na pobreza". 
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Apenas uma em cada cinco é paga pelo que faz, no caso da agricultura. Os serviços também exploram essa mão-de-obra em 25,6% dos casos. Segue-se a indústria (7%). Segundo o relatório, a crise económica mundial estará a contribuir para que o trabalho infantil não decresça a ritmo mais acelerado, sobretudo nas formas mais pesadas. Mas, de acordo com o director-geral da OIT, "a desacelaração económica não pode ser desculpa". Muitas das crianças visadas no relatório trabalham à noite, em condições insalubres, com exposição a químicos, em alturas perigosas, debaixo de terra ou de água e sujeitas a maus-tratos. 
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segunda-feira, abril 19, 2010

Igreja/Pedofilia: Esther Mucznik recusa comparação com antissemitismo

 

Igreja/Pedofilia: Esther Mucznik recusa comparação com antissemitismo, mas condena ataque à Igreja como um todo

Lisboa, 03 abr (Lusa) - A vice-presidente da comunidade israelita, Esther Mucznik, considerou hoje "completamente descabida" a comparação entre as críticas ao Papa pelos casos de pedofilia e o antissemitismo, mas criticou igualmente que a Igreja Católica seja atacada como um todo pelos abusos.

Lusa
13:55 Sábado, 3 de Abril de 2010

Lisboa, 03 abr (Lusa) - A vice-presidente da comunidade israelita, Esther Mucznik, considerou hoje "completamente descabida" a comparação entre as críticas ao Papa pelos casos de pedofilia e o antissemitismo, mas criticou igualmente que a Igreja Católica seja atacada como um todo pelos abusos.
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"É um erro crasso comparar-se com algo que durou milénios, que perseguiu e chacinou pessoas totalmente inocentes simplesmente por serem quem eram, judias", afirmou à Lusa a vice-presidente da comunidade israelita de Lisboa, sublinhando "o antissemitismo nunca foi algo que se ficou pela teoria". 
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Esther Mucznik referiu ainda que "não deixa de ser uma ironia da História que um representante da Igreja Católica estar a fazer essa comparação, quando a Igreja Católica foi responsável por longos séculos de antijudaísmo cristão".
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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Falta alimento para uma em cada quatro crianças nos EUA

Economia

Vermelho - 7 de Dezembro de 2009 - 14h03

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A crise econômica nos EUA é particularmente sentida e dolorosa para 50 milhões de norte-americanos, os quais — por mais que isso pareça estranho — encontraram-se, ano passado, em situação de insegurança para garantir os indispensáveis alimentos básicos. Entre eles, uma em cada quatro crianças, declara em seu primeiro relatório-analíse a secretaria de Agricultura dos EUA.

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A dimensão da insegurança, assim como a fome que se observa recentemente nos EUA têm assustado até aquele norte-americanos que cresceram esperando em longas filas, diante dos bancos de alimentos ou dos pontos de distribuição de alimentos grátis. Os dados estatísticos do relatório intensificam as pressões sobre a Casa Branca e, diretamente, sobre a pessoa do presidente Barack Obama, o qual havia prometido extinguir a "fome infantil".
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Aliás, o próprio Obama caracterizou o relatório da Secretaria de Agricultura, assinado pelo próprio secretário Tom Vilsack, como "aterrorizante". 
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De acordo com o relatório, ano passado, 17 milhões de crianças nos EUA, ou 22,5% do total viviam em famílias nas quais o alimento não era fundamental. O número aumentou em 4 milhões de crianças em relação ao ano anterior.

O número de crianças que realmente estão passando fome aumentou em 700 mil, totalizando agora 1,1 milhão, e entre os norte-americanos de todas as faixas etárias, 16%, ou 49 milhões de indivíduos enfrentam insegurança alimentar. Ano passado este percentual atingia 12%.
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Comentando o relatório, Obama disse que seu governo "comprometeu-se em derrubar o número dos famintos nos EUA. E a solução será encontrada com a criação de novos postos de trabalho". Por fim, o secretário de Agricultura, Tom Vilsack, declarou que "a falta de alimentos é consequência do desemprego que já superou o índice de 10% da população ativa".
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A informação é do Monitor Mercantil

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sábado, janeiro 16, 2010

200 Milhões de crianças sofrem de desnutrição, alerta Unicef

http://www.fao.org/docrep/005/y7352s/y7352s03.gif

Geral

Vermelho - 11 de Novembro de 2009 - 17h35

Cerca de 200 milhões de crianças menores de cinco anos que vivem em países em desenvolvimento sofrem atraso no crescimento como consequência de desnutrição crônica, alertou nesta quarta-feira o Unicef.

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"A desnutrição tira a vitalidade das crianças e faz com que uma série de doenças contra as quais o organismo poderia se defender em circunstâncias normais sejam muito mais perigosas", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Margaret Veneman, em entrevista coletiva.
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Segundo ela, "mais de um terço das crianças que morrem de pneumonia, diarreia ou outras doenças poderiam sobreviver se não sofressem de desnutrição".
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De acordo com o relatório "Acompanhamento dos progressos na nutrição de crianças e mães", publicado hoje pela entidade, mais de 90% dos menores de cinco anos que sofrem atraso em seu crescimento vivem na África e na Ásia.
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O documento explica que os primeiros mil dias de vida do ser humano são os mais críticos para seu desenvolvimento. Por isso, as deficiências nutritivas sofridas durante este período podem reduzir sua capacidade para combater e sobreviver às doenças, e limitar sua capacidade social e mental.
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"Quem sobrevive à desnutrição severa costuma ter problemas de saúde pelo resto da vida", disse Veneman.
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A diretora-executiva acrescentou ainda que "a desnutrição em idade um pouco mais avançada pode afetar a capacidade cognoscitiva, o que reduz a facilidade de aprendizagem.
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No entanto, "esses problemas podem ser resolvidos se as crianças receberem melhor nutrição e atendimento da saúde durante o resto da infância", diz o relatório.
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Ainda de acordo com o documento, "recentemente houve enormes avanços rumo à solução do problema por meios eficazes e de baixo custo, como a provisão de micronutrientes".
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Por exemplo, a distribuição de sal enriquecido com iodo e suplementos de vitamina A ajudaram significativamente a reduzir as taxas de mortalidade infantil em todo o mundo.
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Além disso, entre 2000 e 2008, a proporção de crianças menores de cinco anos que receberam suplementos de vitamina A mais do que dobrou.
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"A não ser que lutemos hoje contra as causas da desnutrição infantil e materna, amanhã os custos serão consideravelmente mais altos", destacou Veneman.

Fonte: Terra
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domingo, novembro 15, 2009

WSWS - News 2009.11.13


New Today -- 13 November 2009




Perspective

US, British media transform tragedies into war propaganda

On both sides of the Atlantic, the media has been enlisted in a cynical campaign to transform tragedies that are the product of the war in Afghanistan into justifications for the war's escalation.



News & Analysis

US-China tensions overshadow Obama's trip to Asia

US President Barack Obama arrives today in Tokyo at the start of his first trip to Asia. While he will also stop off in South Korea and the APEC summit in Singapore, the central focus of the tour is China and the underlying economic and strategic rivalry between Beijing and Washington.

Abbas threatens resignation and collapse of the Palestinian Authority

Former US diplomat Peter Galbraith grabs hundreds of millions in Iraqi oil money

Obama announces fraudulent "jobs" summit

Almost 200 million children undernourished in poor countries

Australia-Sri Lanka deal for joint crackdown on Tamil asylum seekers

Trial by media in Australian terrorism case




Book Review

In The Service of Historical Falsification--A Review of Robert Service's Trotsky: A Biography




Socialist Equality Party

Public Meeting in New York City: Historians in the service of the Big Lie: An examination of Robert Service's new biography of Leon Trotsky

Public Meeting in London: Historians in the service of the Big Lie An examination of Robert Service's new biography of Leon Trotsky




Commentary

Australian Pabloites prepare NPA-style dissolution

The fall of the Berlin Wall




Workers Struggles

Workers Struggles: Europe & Africa




Correspondence

Veterans Day 2009: a letter




This Week in History: November 9-15

This Week in History: November 9-15


sábado, outubro 31, 2009

WSWS - News 2009.1028


World Socialist Web Site

New Today -- 28 October 2009




Perspective

Israel, the United States and international law

Israel has responded to accusations of war crimes during its assault on Gaza by denouncing the United Nations and seeking to overturn existing international law.



News & Analysis

Pakistani army offensive devastates tribal communities

The military offensive into South Waziristan is having a devastating impact on the entire civilian population. Villages and towns are literally being bombed into rubble and tens of thousands of people have been forced to flee for their lives.

October the bloodiest month for US troops since Afghan war began

Germany: A government of social confrontation

Child deaths from abuse and neglect rise in the US

America's crumbling infrastructure

US companies, governments continue to slash jobs and pay

Australian government intensifies crackdown on asylum seekers




Workers Struggles

Mass opposition grows
Ford workers speak out against contract

Sri Lanka: Plantation unions accept wage sell-out

Read more at wsws.org

quinta-feira, outubro 15, 2009

Diarreia mata quase 1,5 milhão de crianças a cada ano, diz Unicef

14/10/09 - 12h58 - Atualizado em 14/10/09 - 13h29


Infeccções propagadas por água suja causaram 18% das mortes.
Doença é a segunda causa de óbitos, atrás da pneumonia.

Da France Presse

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Quase 1,5 milhão de crianças de menos de cinco anos morrem a cada ano de diarreia, segunda causa de mortalidade infantil depois da pneumonia, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado nesta quarta-feira (14).

Segundo Olivier Fontaine, da OMS, os dados, referentes a 2007, mostram tendência de queda. Em 2004, data dos últimos dados recolhidos sobre a questão, o número de mortes causadas pela diarreia entre as crianças chegou a quase 2 milhões de vítimas.

Nos países em desenvolvimento, só 39% das crianças com diarreia recebem os cuidados necessários
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"O que é preocupante é ver que nossas atividades de informação não têm efeito, porque a contribuição relativa da diarreia para a mortalidade total não mudou nos últimos anos", continuou Fontaine. A mortalidade total de crianças menores de cinco anos passou de 10,4 milhões em 2004 para 8,9 milhões em 2007, segundo ele.

No total, as infeccções diarreicas propagadas pelas águas sujas estão na origem de quase 18% das mortes de crianças no mundo, destacou. Além disso, apesar dos esforços realizados pelas organizações humanitárias, a diarreia é a segunda causa de mortes entre os mais jovens.


"Portando, existem tratamentos eficazes e pouco custosos, mas nos países em desenvolvimento, somente 39% das crianças com diarreia recebem os cuidados necessários", lamentou a diretora da Unicef, Ann Veneman, citada em um comunicado.


A OMS calculou em quase 50 milhões o número de crianças salvas graças ao tratamento à base de soro fisiológico e zinco desde sua adoção há 25 anos.

Leia mais notícias de Saúde

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(http://g1.globo.com)

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domingo, agosto 02, 2009

OMS: Amamentação pode salvar 1,3 milhão de crianças por ano

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Ensinar novas mães a amamentarem poderia salvar 1,3 milhão de crianças por ano, mas muitas mulheres não recebem ajuda e desistem, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31).

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Menos de 40 por cento das mães do mundo permitem que seus filhos só se alimentem com leite materno nos seis primeiros meses de vida, conforme recomenda a OMS. Muitas abandonam o aleitamento porque não sabem como fazer o bebê agarrar o seio, ou sentem dor e desconforto.

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"Quando se trata de fazer na prática, elas não têm apoio", disse a especialista da OMS Constanza Vallenas a jornalistas em Genebra, onde fica a sede da agência da ONU.

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O problema, segundo ela, ocorre em países ricos e pobres, e precisa ser combatido a partir de hospitais, clínicas e centros comunitários.

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A OMS recomenda que os bebês comecem a mamar no peito uma hora depois de nascerem, e que consumam apenas o leite materno durante seis meses — o que exclui água, sucos ou alimentos sólidos.

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A amamentação dá à criança nutrientes vitais, além de reforçar seu sistema imunológico, prevenindo contra doenças como diarreia e pneumonia. O leite em pó não fornece a mesma imunidade, e a água das torneiras em muitos lugares do mundo vem contaminada.

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Vallenas disse que, se o índice de aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida chegasse a 90 por cento, seria possível evitar cerca de 13 por cento das 10 milhões de mortes anuais de crianças menores de cinco anos.

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Em nota divulgada a propósito da Semana Mundial da Amamentação, de 1o a 7 de agosto, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse ser importante dar apoio para que mães em zonas de desastres continuem ou recomecem o aleitamento.

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"Durante emergências, doações não-solicitadas ou descontroladas de substitutos do leite materno podem prejudicar a amamentação e devem ser evitadas", disse Chan, argumentando que a interrupção do aleitamento pode agravar os riscos para crianças já vulneráveis. "O foco deve ser na proteção ativa e no apoio à amamentação."

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UOL
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in Vermelho -
31 DE JULHO DE 2009 - 18h21
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segunda-feira, junho 08, 2009

Trabalho de criança é brincadeira


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por Regina Abrahão*
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Notícias tristemente comuns em nossa mídia, os maus tratos à infância, geralmente se referem aos abusos físicos e sexuais, agressões, abandono. Alguns casos, notadamente quando de requintada violência ou ocorridos no seio das classes média/alta, costumam ganhar destaque em noticiários, que esmiúçam todos os detalhes, com impensável sordidez.


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Ainda hoje rende audiência a morte da menina Isabela Nardoni; Entretanto, quem lembra da pequena índia Guajajara Maria dos Anjos, de 6 anos, assassinada por dois grileiros, no Maranhão, na mesma época? De mesma idade, igual violência, ambas as meninas tiveram suas vidas interrompidas de maneira igualmente brusca e violenta. A diferença? A classe social de ambas, ora.

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Poucos dias atrás a mídia fartou-se com informações a respeito de possíveis problemas da garota contratada pelo SBT, a pequena Maísa. De acordo com as notícias veiculadas, ela estaria com sérios problemas causados pela sobrecarga de trabalho. A ponto de a emissora ter sido condenada a pagar uma multa de um milhão de reais por descumprimento de determinações judiciais, como por exemplo, acompanhamento psicológico e redução da jornada da menina de sete anos.

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A comoção causada pelo estresse da pequena apresentadora de TV e seu excesso de trabalho emocionou uma importante parcela da população. Certo que qualquer referência ao sofrimento infantil deve realmente comover e provocar reações em setores comprometidos com os direitos humanos. Mas e as outras Maísas, os Dionatans, as Suelens, os Pedros, os Gabriéis que anonimamente e sem nenhum glamour ajudam a movimentar a economia brasileira?

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Segundo o IBGE, mais de 5 milhões de jovens entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil. Este número segue crescendo (dados do Pnad 2005), pulando de 11,8% em 2004 para 12,2% em 2005. E certamente este número de crianças e adolescentes não tem seu trabalho fiscalizado, até porque o trabalho, no Brasil, só é permitido a partir dos 16 anos. Antes disto, dos 14 aos 16, existe a figura do aprendiz.

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Tanto quanto a pobreza, o trabalho infantil tem cor no Brasil. Ainda segundo o IBGE 57,8% eram pardos e 37% brancos, e 5,2% negros. Cerca de 60% das crianças que trabalham estão na agropecuária, seguidos pelo comércio, com 12%, e 11% no setor se serviços. Estes são os dados oficiais. Aqui certamente não estão computados os trabalhos ilegais, de pequenos e invisíveis carvoeiros, ambulantes,prostitutas, ?aviões? do tráfico, crianças e jovens empregadas domésticas, todos eles privados de escola, de assistência e infância.

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Estes milhões de pequenos brasileiros que trabalham desde os cinco, seis anos, abortam uma fase importantíssima na construção de sua personalidade. Segundo a mestranda em educação pela UFRGS Alessandra Bohm, o trabalho infantil é uma das maiores causas da evasão escolar. ?A criança que trabalha chega cansada á aula, independente de seu turno. Não tem tempo para as tarefas escolares. A relativa autonomia conquistada pelo pouco dinheiro recebido com seu trabalho traz junto o desinteresse pelo estudo. Crianças que trabalham, como possuem algum dinheiro, são também mais visadas por traficantes.?

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Mesmo quando em condições relativamente salubres, o trabalho infantil interrompe o que deveria ser um ciclo de formação e construção da personalidade da criança/adolescente. O discurso arcaico, que dignifica o trabalho até a exaustão, e justifica o trabalho infantil como uma solução, na verdade é que deve ser visto e entendido como um problema. O velho moralismo ocidental cristão, que condena o lazer e o necessário ócio, que exige dos trabalhadores o máximo empenho. O capitalismo, que não respeita quem constrói sua riqueza, por que respeitaria suas crianças?

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Certamente nos solidarizamos com as crianças que, como a pequena apresentadora do SBT foi submetida ao trabalho infantil desde os três anos de idade. Ela e centenas de outros pequenos trabalhadores do show business, condicionados a uma "vocação" artística desde bebês por quem lhes deveria educar e proteger. São pequenos atores, modelos, ginastas, cantores, realizando os sonhos e projetos de pais e mães, sujeitos a regras disciplinares, dietas e horários rígidos, submetidos a desafios e frustrações, com sua auto-estima em constante questionamento. lemárica é nossa mídia.

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Problemática e insensível nossa mídia. Assim como a pequena índia assassinada não rende manchetes, o trabalho infantil dos anônimos só é notícia quando vinculado ao crime ou de forma sensasionalista. Da mesma forma, as agruras dos pequenos "famosos" raramente chegam às manchetes.

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Sejam eles trabalhadores das emissoras de TV, fogueteiros do tráfico ou catadores de lixões, trabalho de criança é estudar, brincar e guardar seus brinquedos. Não será o trabalho das pequenas mãos que resolverá a fome do mundo, as mazelas do capitalismo nem as crises criadas pela ganância do imperialismo.



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*Regina Abrahão, é do Rio Grande do Sul, funcionária pública estadual, dirigente de políticas sociais do Semapi, da CTB e do PCdoB de Porto Alegre, coordenadora do núcleo Cebrapaz, estuda Ciências Sociais na UFRG.


* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.

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in Vermelho - DE JUNHO DE 2009 - 21h23
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