A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, maio 26, 2011

Apelo aos estudantes de Coimbra (a propósito das manobras provocatórias a pretexto da defesa do património da Universidade)


por Ângelo Alves a Quarta-feira, 25 de Maio de 2011 às 16:58
Que os estudantes de Coimbra - as duas dezenas de milhar de estudantes que não foram ontem à escadas monumentais protagonizar um triste espectáculo de arruaça e provocação política, e mesmo os que foram, pensando que estavam bem intencionados - reflictam sobre este acontecimento, sobre o que ele significa, sobre a História da Academia e sobre o papel da Associação Académica que é suposto representá-los.

É que é a primeira vez que o Presidente da AAC se envolve e objectivamente alimenta uma provocação político-partidária e interfere directa e publicamente numa campanha eleitoral, tudo em nome de uma suposta defesa de património da Universidade.

Como antigo estudante de Coimbra, ex-dirigente da AAC e activista em defesa da Universidade e do Ensino Superior Público, sinto profunda tristeza e vergonha por ver estas três letras e essa grande instituição - que tanto dizem a tanta gente e que tantas vidas marcaram -  envolvidas numa tão baixa manobra partidária dirigida a partir dos gabinetes daqueles que ao longo dos anos têm dado machadadas atrás de machadadas no ensino superior público, têm condenado a Universidade de Coimbra ao constante aperto de cinto e têm tratado os estudantes de Coimbra como uns mariolas que só sabem gastar dinheiro aos pais e ir para as ruas fazer barulho.

Esses são os mesmos que não lutaram contra o fascismo, tendo alguns mesmo apoiado a ditadura. Esses são os mesmos que não sabem o que é receber a notícia que um companheiro de luta morreu ou foi preso porque decidiu lutar pela liberdade e também pela Universidade como espaço de criação e resistência. Esses são os mesmos que não sabem o que foram as reuniões e encontros clandestinos na baixinha de Coimbra para organizar e dar força ao movimento estudantil contra o fascismo. Esses são os que não conviveram bem com o movimento das repúblicas e que hoje, apesar dos discursos, as continuam a olhar com desconfiança. Esses são os mesmos que não estavam na sala 17 de Abril, que calaram ou fugiram quando os cavalos da GNR subiram à alta.
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Esses são os mesmos que não foram às manifestações em defesa do ensino superior público, que não sabem o que foi organizar a primeira manifestação em Coimbra contra as propinas contra a opinião da DG/AAC da altura. Esses são os que nunca souberam o que é apanhar da polícia apenas por defender o direito às bolsas e às residências, que não sabem o que é dar horas e forças da nossa vida a dinamizar secções da AAC e a discutir como arranjar dinheiro para pagar bolsas atrasadas ou salários aos funcionários da AAC. Esses são os mesmos que não sabem o que é passar noites em claro a produzir comunicados e panfletos e depois, de manhã, ir para o cimo das Escadas monumentais fazer distribuições e falar com milhares de estudantes.

Esses são aqueles que não sabem o que é passar dias inteiros a ir falar às turmas explicando o que era, e que mal fazia, a lei de financiamento do PSD (primeiro) e do PS (anos depois). São os mesmos que nunca sentiram o coração a palpitar numa Assembleia Magna, que nunca sentiram o orgulho e a alegria de ver, na Estação de Santa Apolónia, sair de dois grandes comboios uma imensa mole humana de estudantes vestidos de negro – sim o mesmo traje que foi usado ontem – gritando “Académica!”.

Esses nunca saberão a emoção que ainda hoje se sente quando se pronuncia a frase “estudantes unidos jamais serão vencidos!”
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Não venham falar de respeito pela Universidade!!! Respeito pela Universidade é lutar por ela, é dar parte da nossa vida a ela, é defender o seu património todo, o seu coração – as pessoas e os princípios - e a sua história de luta! Pintando as escadas monumentais sim senhor! como tantas vezes se fez, e fazendo tantas outras coisas e tão bonitas, como um concerto de música clássica no pátio da universidade para comemorar o aniversário da AAC ou como uma invasão pacifica da “Cabra” para dizer que estávamos em luta!

Respeito pela Universidade é conhecer a sua História, os seus corredores, os seus problemas, as suas dores, e também as suas alegrias, conquistas, belezas e potencialidades, e não apenas umas escadas que, despidas da história de resistência de que foram palco, são apenas pedras mandadas colocar por Salazar que, fique sabendo-se, destruíram outras que ali existiram antes – as Escadas do liceu.

Fiquem sabendo aqueles que consideram as escadas monumentais o “símbolo” da Universidade que a concentração de edifícios na alta universitária mandada erigir por Salazar foi-o com um objectivo: restringir a circulação dos estudantes àquele espaço. E fiquem sabendo esses mesmos que a construção desses “símbolos” implicou a destruição de parte considerável do centro histórico de Coimbra, nomeadamente edifícios como a antiga sede da AAC, o Governo Civil, a Biblioteca Geral, igrejas e parte da muralha medieval da cidade.

Não venham invocar o respeito pela Universidade! Respeito pela Universidade é não atacar e não provocar aqueles que a defendem, mesmo que esses não partilhem a nossa ideologia. Respeito pela Universidade é saber o que significa de facto o conceito da unidade. É saber (como os comunistas souberam e sabem) trabalhar lado a lado com gente muito diferente, defendendo o direito à educação, respeitando as tradições da Academia (mesmo não concordando muitas vezes com todas elas) e trabalhando para que a Universidade continue a ser um espaço de profunda democracia, de irreverência plena de conteúdo, de participação, de partilha de saberes e experiencias, de solidariedade, fraternidade, amizade e amor a causas.

Respeito pela Universidade não é dizer que aquelas escadas são da AAC ou da Universidade, como pobre e tristemente afirmou o estudante que hoje assume o cargo de Presidente da AAC. Como muitos sempre defenderam, e como tantas vezes a DG/AAC soube interpretar sabiamente, a Universidade é dos estudantes, da academia e da cidade, é de todos, e não de alguns! Ninguém é dono dela!
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Aqueles que invocando UNESCO's e afins querem divorciar a Universidade de Coimbra da cidade saibam que estão a matar a Academia aos poucos! A Universidade e os seus edifícios não são museus, são pedras com vida e com história, são aquilo que em cada momento os estudantes e as gentes de Coimbra quiserem que ela seja! Aquelas escadas não são um monumento, são umas escadas! Mas umas escadas especiais, muito especiais, porque nelas e através delas, já se lutou muito pela democracia, pela liberdade, pela justiça e pela Universidade.
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Sou Comunista. Os comunistas sempre estiveram ao lado dos estudantes de Coimbra, temos um património e uma acção presente da qual muito nos orgulhamos. Somos respeitados por isso e temos grandes amizades junto daqueles que connosco aprenderam, lutaram e trabalharam pela AAC e pela Academia, e com os quais aprendemos tanto também! Esses sabem que pintar as escadas monumentais é tudo menos um acto leviano, de desrespeito para com quem quer que seja.

É natural que alguns dos que estiveram ontem envolvidos na provocação à CDU não saibam a história toda daquelas escadas e da luta estudantil em Coimbra (antes e depois do 25 de Abril, antes e depois das lutas das propinas). Mas faço um apelo, que se informem e concluam que pintar as escadas monumentais com slogans que defendem os estudantes e o ensino superior público gratuito e de qualidade foi um profundo acto de respeito! Não para com as escadas, que são pedras, mas para com aquilo que de melhor já lá se passou, para com a Universidade, para com os estudantes, para com a Academia e para com a cidade de Coimbra. Foi um acto de propaganda legítima, mas também uma homenagem!

E foi também um grito de alerta para chamar a atenção que a política não passa apenas na televisão, como uma qualquer novela. Que a política é criatividade, é esforço pessoal, é generosidade e pode e deve ser feita por todos!

Aos estudantes e às gentes de Coimbra fica o apelo: reflictam… reflictam se vale a pena tentar calar aqueles que não se resignam à política espectáculo, à política “plástica” desprovida de ideias, ideais e sonhos.
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Reflictam se é nos que insistem – como a CDU - num método de propaganda legal e legítimo, que está referenciado nos anais da História da Universidade de Coimbra e que inclusive faz parte do acervo que agora é candidato a património mundial, que está o perigo de destruição do património da Universidade, dos Estudantes, da AAC e da bonita cidade de Coimbra.


Ângelo Alves - 25.05.2011
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A Crise Académica de Coimbra, 1969, inspirações e aspirações.




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A Crise Académica de Coimbra, 1969, inspirações e aspirações.


 
    Para que possamos introduzir este subcapítulo, optamos por gizar um pequeno comentário em relação ao nome que lhe atribuímos à hora de abordar o caso português.
    Nesta alínea do trabalho, iremos defender a ideia de que o processo de contestação juvenil, que Portugal conheceu durante os anos 60, mais concretamente em 1969, com a crise académica de Coimbra, foi beber muitas das suas características ao que já havia acontecido na Europa, em que os estudantes portugueses ter-se-ão inspirado.
    Paris, Maio de ’68. Coimbra, Abril de ’69. A distância de um ano não anulou o alinhamento dos processos, sendo estes bastante semelhantes. Tal como o caso de França, estas contestações não surgiram espontaneamente, foram sim, uma herança de outras manifestações de esquerda, em que clamaram e reivindicaram incessantemente. Rock (ié-ié, nome que os estudantes portugueses atribuíram à adaptação do rock bem presente no pais durante esta década), rebeldia, afronto às autoridades, foram algumas das características que marcaram esta crise académica, tal como os movimentos de França.
    Tal como podemos ver, este episódio da história de Portugal viveu muito da contestação feita a partir de cartazes, e para que melhor possamos sustentar a ideia que é enunciada a partir do “mote” que o título anuncia, iremos fazer, através dos muitos cartazes a que tivemos acesso a um pequeno descritivo do que foi a crise académica de ’69.
    Com a entrada nos anos 60, os jovens começaram a ser uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa. Queria preparar-se as gerações adultas para a vida profissional, melhorando a educação, e desse modo, no ano de 1964, Salazar decreta que a escolaridade obrigatória seria alargada, passando de 4 para 6 anos. No ponto de vista actual muitas pessoas não entenderão a diferença, mas naquela época era algo importante. Era um meio de fazer com que os estudantes prolongassem os seus estudos, permitindo-lhes chegar a uma universidade, e desse meio aumentar o número de jovens licenciados (e no fundo um meio para escapar da Guerra Colonial, visto que muitos jovens fora da escolaridade eram recrutados à força). Graças a isso, o número de licenciados disparou para o dobro entre os anos 60 e 70. Mas aconteceu algo que o governo salazarista não esperava: as universidades e academias abriram portas a quase todos os tipos de jovens, desde grupos de alunos excluídos de escolas superiores a jovens de classe média, e estes eram normalmente mais radicais e mais descontentes.
    Ainda havia dificuldades para os académicos. Durante vários anos não houve uma associação de estudantes para organizar ou apoiar os jovens, a polícia e a PIDE reprimia e expulsava qualquer acto de revolta entre os académicos (sendo muitos deles detidos) e havia relatos de uso das universidades para contexto político.
    Os académicos portugueses recebiam influências da cultura francesa desde os anos 50, sendo muitos deles fiéis às tendências musicais daí vindas. Mas com a chegada dos anos 60, e o aparecimento da beatlemania e da geração hippy, os jovens viraram-se para os anglicanismos muitas vezes longe dos olhares dos professores, adultos ou outros que os reprimissem. No entanto não era estranho ver jovens com trajes considerados berrantes, ou aparecimento de bandas de ié-ié (rock) nas academias. Não demorou muito até começarem a aparecer iniciativas culturais, sessões musicais de “música-protesto” (copiando as tendências hippies) e manifestações.
    Em 1968, dois meses após Marcelo Caetano subir ao poder, os académicos têm uma surpresa quando o ano lectivo começou (a Novembro desse ano). As associações de estudantes voltam a ser legais, normalizando a vida académica. Infelizmente não foi duradouro. No mês seguinte o Instituto Superior Técnico de Lisboa é fechado por ser considerado um centro subversivo, tudo por causa da produção e transmissão de panfletos com exigências dos estudantes. A Janeiro de 1969, a Faculdade de Direito de Lisboa e a Academia do Porto são também encerrados por situações idênticas.
    O acréscimo da contestação juvenil no início do ano de ‘69 não foi um caso originário de Portugal. Os estudantes portugueses basearam-se no movimento francês do Maio de ’68, seguindo muito dos ideais revolucionários que os jovens franceses usaram para conseguir o seu objectivo. Eram jovens cultos e, apesar de censura, sabiam o que se passava “lá fora”.
    A gota de água foi a 17 de Abril de 1969. Durante a inauguração do edifício da matemática da Academia de Coimbra, Alberto Martins, presidente da AAC (Associação Académica de Coimbra) pede a palavra ao presidente Américo Tomás, que tinha comparecido para fazer a inauguração. Alberto Martins deseja falar pelos alunos, mas o seu pedido é negado, e a cerimónia de inauguração é abruptamente encerrada. Nessa mesma noite, Alberto Martins é detido à porta da AAC. Com ele são também alvos de perseguição da polícia e da PIDE centenas de alunos que ficaram do seu lado. Nos dias seguintes dão-se episódios de luta entre estudantes e a PSP, à mistura de actos de solidariedade e de unidade entre alunos.
    A 30 de Abril desse ano o ministro da educação nacional, José Hermano Saraiva, através de um comunicado televisivo, acusa os estudantes de desrespeito e insultos ao chefe de estado. Nesse contexto cerca de 4000 alunos juntaram-se numa assembleia magna a 1 de Maio para reafirmarem a convicção em criar uma universidade nova. No mês seguinte faz-se a maior assembleia magna da história da Academia de Coimbra, onde 6000 alunos se juntam e decretam a abstenção aos exames (a que 85% dos universitários aderiram). É também organizada a “Operação Balão” e a “Operação Flor”, com o objectivo de distribuir flores e balões em forma de protesto contra a detenção e suspensão de alunos e professores, exigindo também que não fossem marcadas faltas durante o protesto e o luto académico.
    Houve um grande choque a 22 de Junho quando, na final do campeonato com jogo entre Benfica e Académica, os jogadores do Académica entraram em jogo com a capa académica, mostrando o seu luto. Durante este acto foram distribuídos 35 mil comunicados à sociedade civil, onde estavam expostas as razões para a luta estudantil. O jogo não foi transmitido na televisão. No mês seguinte a lei de adiamento militar foi revista e alterada de maneira a que os estudantes detidos fossem chamados a serviço militar obrigatório.
    Em Agosto de 1969 o Governo encerra a AAC e demite todos os seus corpos gerentes, e em Setembro do mesmo ano uma assembleia magna é proibida, sendo depois dispersa com violência a manifestação que lhe seguiu. Quase meia centena dos membros do movimento são chamados para serviço militar obrigatório e são enviados para África.
    Nos anos que se seguiram a ’69 a agitação juvenil radicalizou-se (exemplo disso foi a ocupação do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras por estudantes, onde foram administrados “cursos livres” e onde se editavam anti-sebentas com teses marxistas e outros textos proibidos). Desde que se deu o eclodir da crise de ‘69 registou-se um agravar da situação em que os estudantes continuavam a lutar pelos direitos que exigiam, protestando cada vez mais intensamente. A falta de uma solução imediatapara a resolução deste problema por parte de José Hermano Saraiva, levou a que este fosse substituído por Veiga Simão, a 15 de Janeiro de 1970.
    As lutas estudantis eram organizadas em torno da autonomia universitária, do direito à livre associação, da reforma do ensino (no ano de 1970, Portugal só tinha 2% de PNB gastos na educação. Era muito baixo, mesmo em comparação com outros países, como por exemplo, a Grécia, que tinha 2,2% de PNB), e claro, do descontentamento geral dos alunos, que era pretexto para iniciar muitas vezes movimentos estudantis. Deste modo as universidades formaram tanta oposição como quadros, onde participaram milhares de estudantes, dezenas destes foram detidos, outros exilados e outros enviados para África para participarem na Guerra Colonial (mas neste ponto final, foram os estudantes que levaram os soldados portugueses a perguntarem-se qual era realmente o objectivo da luta armada com as colónias).
    Em suma, podemos afirmar que Portugal não foi um caso isolado, mas que aconteceu como uma repercussão dos acontecimentos na Europa, com o aparecimento dos jovens como classe contestatária. A música, as formas de reacção rebelde contra as autoridades, os reitores, são alguns dos exemplos que podemos levantar. Temos, claro de ter em conta que todos os movimentos que se deram durante esta crise foram de alguma forma inspirados no Maio de ’68 e em parte da Primavera de Praga, (onde os jovens foram buscar inspiração.)
    Enquanto em processos como o Vietname a liberdade de imprensa e o jornal são parte grande integrante do processo, no caso Português, a censura não permitiu que o movimento juvenil contaminasse tanto quanto desejaria o resto da sociedade Portuguesa. Os estudantes compreenderam bem. Por isso foram ao estádio (mas o jogo foi proibido de ser transmitido) mas a emissão televisiva foi cortada. Na sequência da greve universitária souberam distribuir flores à população numa operação de charme em tempos de Guerra.
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http://grupo68.webnode.com/a%20crise%20academica%20de%20coimbra,%201969,%20inspira%C3%A7%C3%B5es%20e%20aspira%C3%A7%C3%B5es-/

quinta-feira, novembro 25, 2010

Estudantes protestam na Itália contra cortes na educação

Mundo

Vermelho - 25 de Novembro de 2010 - 19h46

Dezenas de milhares de estudantes na Itália tomaram parte nesta quinta-feira (25) de demonstrações em todo o país contra os planos do governo de cortar despesas com a educação no país.

No segundo dia de protestos nacionais, estudantes marcharam nas ruas das cidades e ocuparam universidades em várias cidades. Também ocuparam a torre inclinada de Pisa e o Coliseu de Roma.

Como parte das propostas de "austeridade" impostas pelo governo italiano, a ministra da Educação do país, Mariastella Gelmini apresentou uma controversa reforma, que se encontra em discussão na casa baixa do parlamento.

Mariastella alega que a reforma criaria um sistema supostamente baseado "no mérito".

Entretanto, os manifestantes denunciam que as universidades apresentarão no próximo ano um deficit de 1,35 bilhão de euros e os cortes propostos afundarão ainda mais em dívidas o já combalido sistema educacional italiano.

Enquanto as manifestações se desenvolviam amplamente de forma pacífica, em Florença um estudante foi severamente ferido durante repressão imposta a uma manifestação pelas forças policiais da cidade.

Na quarta-feira, estudantes tentaram entrar no Parlamento, mas foram duramente reprimidos pela polícia anti-motins.

No mesmo dia, forças de segurança afastaram da região do Senado a custo de gás lacrimogênio e cassetetes cerca da 3 mil manifestantes que pretendiam entrar na casa legislativa.

O enfraquecido governo do premiê Silvio Berlusconi luta contra um deficit no orçamento cada vez maior e não tem mais a maioria na casa baixa do parlamento, por ter perdido aliados importantes nos últimos meses.

Quatro ministros renunciaram e, seguindo o ex-porta-voz do Parlamento, Gianfranco Fini, criaram um novo partido, que não apoia Berlusconi.

Com informações da Press TV

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terça-feira, dezembro 18, 2007

«A educação não é um negócio!»



A luta dos jovens por uma sociedade melhor tem sido imparável. No dia 20 de Novembro, cerca de 200 alunos da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) manifestaram-se em frente ao Instituto Politécnico do Porto, contra o encerramento do bar e da cantina da ESMAE, relacionada com o aumento dos preços e da falta de Acção Social Escolar. Protestaram também contra a falta de organização e ausência de estruturas de apoio aos estudantes.
Na manifestação esteve ainda presente a indignação em relação ao processo de Bolonha e também quanto à elevada carga horária, que chega a atingir 12 horas diárias.
Oito dias depois, no dia 28, realizou-se uma concentração de estudantes do Ensino Superior do Porto, na Praça dos Leões, em frente à Reitoria da Universidade do Porto. Os estudantes exigiram uma educação «pública», «gratuita» e de «qualidade» para todos, manifestando-se contra o processo de Bolonha, as propinas e as fundações.
No protesto ouviram-se palavras de ordem como «Acção Social faz falta a Portugal», «Propinas e Bolonha – é tudo uma vergonha», denunciando os ataques do Governo PS ao ensino superior público.
Nesta iniciativa, convocada com o lema «A educação não é um negócio é um direito!», ficou ainda claro que é preciso contactar os estudantes e explicar-lhes o que está em causa e que «a luta vai continuar e intensificar-se».
No dia 1 de Dezembro, a Organização do Ensino Secundário do Porto da JCP realizou um debate, em que participaram 25 camaradas e amigos, sobre «A história da luta dos estudantes». Esta iniciativa contou com a presença de Hugo Garrido, do Secretariado da Direcção Nacional da JCP.
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in Avante 2007.12.14

sábado, julho 08, 2006


1974 - Campanhas de Alfabetização

* Victor Nogueira

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra!!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler! (1974.11.17)

sexta-feira, julho 07, 2006