A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
Mostrar mensagens com a etiqueta Caso Freeport. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caso Freeport. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Hackers revelam dados sigilosos do Freeport e submarinos


06.12.2011 - 09:44 Por José Bento Amaro
Foram revelados passos da investigação de casos como o do <i>Freeport</i>
Foram revelados passos da investigação de casos como o doFreeport (Pedro Cunha)
 O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) é o último alvo conhecido que foi atacado por um grupo de piratas informáticos intitulado LulzSec Portugal. No domingo foi divulgado um documento confidencial, assinado pela directora, Cândida Almeida, sob o título Mediatização de processos da competência do DCIAP. Neste documento dão-se conta dos passos dados pela investigação em processos como o Freeport ou os submarinos.

O documento que terá sido retirado do sistema informático da Procuradoria-Geral da República foi enviado para alguns órgãos de comunicação social na noite de domingo. Terá sido redigido por Cândida de Almeida e enviado, no último dia de Agosto do ano passado, para o procurador-geral Fernando Pinto Monteiro.

No que se reporta ao processo Freeport são feitas algumas revelações surpreendentes. Diz Cândida Almeida que é "de registar que do processo constava um projecto de formação de equipa conjunta de polícias portuguesa e inglesa, com absoluto desconhecimento do Ministério Público".

Outras passagens referem inúmeros outros passos da investigação, desde cartas rogatórias (para França, Mónaco, Grécia e Ilhas de Jersey, Mann, Caimão) até reuniões com o embaixador do Reino Unido em Lisboa. Diz-se que se realizou uma perícia financeira cujos resultados foram guardados num relatório com 262 volumes e um CD e que, após a inquirição e interrogatório de cerca de 90 pessoas, sete delas vieram a ser constituídas arguidas neste processo de corrupção onde, entre outros, era visado o então primeiro-ministro, José Sócrates.

Sobre o processo da aquisição à Alemanha de dois submarinos, Cândida Almeida dizia, em Agosto do ano passado, que ainda se investigava a eventual prática de crimes de corrupção activa e passiva, tráfico de influências e branqueamento de capitais. "Porém, no decurso daquela investigação foram recolhidos indícios da prática de crimes associados à celebração e execução do contrato de contrapartidas, nomeadamente de burla qualificada e de falsificação de documentos", refere ainda a propósito do caso onde aparece referenciado como um dos principais intervenientes o então ministro da Defesa Paulo Portas.

Sobre este caso, Cândida Almeida diz que foram revelados pormenores, nomeadamente acerca da vida pessoal dos procuradores envolvidos, que visaram a "descredibilização da investigação, do carácter, honorabilidade e profissionalismo dos magistrados e departamentos que investigam o crime organizado".

Os ataques informáticos aos sistemas de diversas instituições estatais e também particulares (PSP, SIS, Portal das Finanças, PS, PSD, CDS, Hospital da Cruz Vermelha, etc.) têm vindo a ser revelados desde a manifestação de 24 do mês passado, em frente ao Parlamento. Esse protesto ficou assinalado por algumas escaramuças entre a polícia e os manifestantes. Desde então, o SIS terá identificado duas pessoas que poderão estar por trás da divulgação de dados informáticos (crime que pode ser punido com pena até dez anos de prisão).

segunda-feira, agosto 02, 2010

Dia a dia Ao serviço da Pátria

Vai aceso o debate sobre o caso Freeport. Polícias e magistrados do Ministério Público andam a sacudir a água do capote, e a partir de agora vale tudo.
  • 01 Agosto 2010 - Correio da Manhã
Por:António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter
.
Acusações, denúncias, fontes anónimas, perguntas para o primeiro-ministro que ficaram no papel, a já célebre falta de tempo para concluir as investigações e, qual cereja em cima do bolo, o inquérito mandado instaurar pelo procurador--geral da República com a pompa e a circunstância do costume. É caso para rir ou para chorar convulsivamente. O resultado desta imensa palhaçada é igual a zero. Vai ficar tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. Já se sabe que em Portugal há muita corrupção, mas nunca há políticos corruptos. Isto é, a corrupção chega às autarquias e parou. 
.
Ministros e secretários de Estado, sejam do PS, PSD ou CDS, nunca foram acusados, julgados e condenados por corrupção. Já se sabe que em Portugal polícias e magistrados do Ministério Público tremem de medo sempre que lhes cai no colo um qualquer processo que envolva gente do poder. É por isso que não vale a pena andarem por aí a perder tempo com pacotes contra a corrupção. Bastava decretarem que ministros e secretários de Estado podem encher os bolsos à vontade. Que diabo! Os homens são mal pagos e estão a prestar um enorme serviço à Pátria.
.
.

sábado, julho 31, 2010

Metáforas assassinas, segundo João Pereira Coutino


A voz da razão

Metáforas assassinas

É a piada do momento: os procuradores do caso Freeport não tiveram tempo para questionar o primeiro-ministro.
  • 0h30 2010 07 31 Correio da Manhã
Por:João Pereira Coutinho, Colunista
.
Este lamentável lapso tem sido glosado por comentadores avulsos, nas televisões ou nos jornais. Em ano e meio não tiveram tempo? A risota é geral. Infelizmente, nada disto dá vontade de rir. Porque ‘falta de tempo’, no contexto do despacho, pode ser lida como uma metáfora assassina.
.
Quando os responsáveis pelo processo afirmam que não tiveram tempo, é legítimo concluir duas coisas. Em primeiro lugar, que as suspeitas sobre o primeiro--ministro no caso permanecem intactas. E, tal mais grave, que essas suspeitas só não foram investigadas a fundo porque a cúpula do Ministério Público não deixou. 
.
Pior: o Ministério Público teria assim actuado para proteger indevidamente José Sócrates, amputando a investigação. Será isto verdade? Será isto mentira? Mistério. Mas, a ser verdade, não me lembro de uma acusação tão grave ao sistema judicial, vinda do interior desse sistema, desde o 25 de Abril. Cuidado, povo. Os regimes democráticos começam a ruir assim.
.
.
 

O País dos anjos - segundo José Eduardo Moniz



Avaliação contínua

O País dos anjos

O caso Freeport vai ficar para a História como um exemplo do descrédito em que caiu a Justiça em Portugal.
  • 0h30
Por:José Eduardo Moniz (jemoniz@cmjornal.pt)
.
Querem fazer-nos crer que nada se passou e tudo se resume, afinal, a crimes de tentativa de extorsão e fraude fiscal por parte de dois dos intervenientes no processo. A sensação é a de que ficou quase tudo por apurar e que à volta do primeiro--ministro se ergueu uma teia protectora que o impermeabiliza a tudo. 
.
Por que razão o cidadão José Sócrates não foi ouvido pelo MP e as suas contas objecto de perícias financeiras, como proposto pela PJ de Setúbal? Que circunstâncias ponderosas impediram os magistrados de confrontar Sócrates com as 27 perguntas que constam do documento final como sendo importante fazer-lhe? Ninguém percebe. Defendem-se os magistrados com um despacho do vice-procurador (por sinal, um que até já deveria ter terminado funções por limite de idade mas que se mantém mercê de um decreto-lei repleto de oportunidade) a impor o dia 25 de Julho como data-limite para a conclusão do processo. 
.
Não é aceitável nem admissível tanto atraso, demora, inoperância e inabilidade para seguir o rasto do dinheiro. Tudo é estranho neste dossier e soa a gigantesca protecção a um político, mesmo que, porventura, assim não seja. A verdade é que, se alguém queria pôr fim às suspeitas sobre Sócrates, acabou, tacanhamente, por deixá-lo ficar para sempre acompanhado por elas, como se fossem lapas.
.
Quando não há transparência é o que acontece. Ainda bem que o procurador João Palma, do Sindicato, voltou, desassombradamente, a lembrar que sempre manifestou reservas sobre a gestão e coordenação do DCIAP e não se coibiu de classificar o actual momento como "o de maior crise de sempre" para o Ministério Público. Lá se vai a tese dos que querem vender-nos a ideia de Portugal como o P aís dos anjos... 
.
NADA POR ACASO
Como não acredito muito em coincidências, registo, com um sorriso, o sentido de oportunidade da ERC, ao divulgar a sua análise sobre o que se passou com a morte do ‘Jornal Nacional de Sexta’, da TVI. Claro que o Governo nada teve a ver com o assunto nem pressionou para tal. Que aleivosia!
.
Foram só mesmo os administradores da empresa que decidiram acabar com o noticiário, à revelia do director de Informação. Vá lá, reconhece a servil, obediente e sempre às ordens ERC, tal atitude deveu-se "ao peso e impacto das reacções públicas de crítica" de dirigentes do PS, nomeadamente do primeiro-ministro, com o objectivo de "normalizar as relações com o Governo". Ao menos, um facto se conseguiu apurar: o imaculado dirigente da PRISA e insigne defensor da liberdade do jornalismo Juan Luis Cebrián foi apanhado em flagrante nas actas do Conselho de Administração da Media Capital a exigir que a postura editorial da TVI fosse resolvida, fixando mesmo um prazo para tal. Tudo claro como água, mesmo que não fique preto-no-branco na resolução da Entidade Reguladora...
.
SOLTAS
.
A BEM DO PAÍS
São aos milhares as escolas que este Governo já fechou ou se propõe ainda encerrar. É a ‘batalha da Educação’ ao seu melhor nível, forçando a desertificação de zonas do País, e emoldurada pelo sorriso plástico da ministra. De tanto centralizar e inchar, o ministério ainda acaba por explodir. A bem do País.
.
NÃO CHEGÁMOS À COREIA
Se a Federação não quer continuar com Carlos Queiroz, rescinda o contrato e indemnize-o. É assim que age gente de bem. Não é sério nem digno denegrir a imagem do seleccionador que, por vontade própria, contratou. Soa a estratégia para não pagar... ou pagar menos. Ainda não chegámos à Coreia...
.
ANTÓNIO FEIO
Desapareceu um grande actor e excelente encenador. Tive oportunidade de trabalhar com ele em algumas ocasiões, ainda que poucas. Falar do seu talento, criatividade e capacidade de luta é ser redundante e pouco original. Fica apenas a nota de que é daqueles de quem todos teremos saudades.
.
NOTAS (Escala de 0 a 20)
15 - DOMINGOS PACIÊNCIA
Brilhante o resultado do Braga frente ao Celtic. Passo de gigante no esforço de qualificação para a Champions. Trabalho, mérito, ambição e persistência são as armas para o sucesso.
14 - DAVID CAMERON
Corajoso o seu posicionamento desalinhado em relação a Was-hington, ao sugerir que o Paquistão "promove a exportação do terrorismo". A previsível tempestade diplomática não o inibiu.
8 - AZEREDO LOPES
A ERC já não desilude apenas porque há muito deixou de merecer credibilidade. A decisão sobre o Jornal Nacional de Sexta é um mimo de malabarismo, hipocrisia, servilismo e inutilidade.
6 - PINTO MONTEIRO
Não há volta a dar. Começa a ter lugar cativo na coluna dos negativos. O caso Freeport reforça a inoperância, a confusão, a desconfiança e a crise que se instalaram no Ministério Público.
.
.

O dia a dia de Armando Esteves Pereira



Dia a dia

A vítima do Freeport

A credibilidade do Ministério Público acabou por ser a maior vítima deste processo de investigação do Freeport.
  • 0h30 Correio da Manhã 2010 07 31
Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto 
.
Os estrangulamentos da Justiça não são novidade, nem as dificuldades em apanhar e punir os crimes de ‘colarinho branco’. Mas a triste novela do Freeport, especialmente as falhas e omissões, leva os cidadãos a duvidar da eficácia da instituição liderada por Pinto Monteiro e a gestão de Cândida Almeida no DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal). Aliás, o outro processo com interesse mediático da responsabilidade deste departamento, o ‘Furacão’, não passou de uma suave brisa, que teve apenas eficácia na receita fiscal. Mas as bagatelas fiscais, por muitos milhões de euros que rendam, não podem ser o mais importante resultado de um departamento de elite do Ministério Público. 
.
É evidente que, nos grandes casos de corrupção, a investigação é, por vezes, limitada por leis inócuas e pela sofisticação dos crimes. Mas o DCIAP tem a obrigação de produzir melhores resultados, sob pena de os cidadãos pensarem que, no acrónimo, o A de DCIAP significa Arquivamento em vez de Acção. 
.
Ontem, o PGR esclareceu que não há motivo para que a investigação ao Freeport seja reaberta. Mas o País agradecia que fosse feita uma verdadeira investigação à investigação do caso. E com consequências.
.
.

  • Comentário feito por:José Leitão
  • 19h48
Ministério Público? Em Portugal? Isso existe?!As trapalhadas destes fiéis servidores da "Xustiça" (MP,PGR e DCIAP a par do sTJ), têm, no entanto, uma virtude : estamos todos completamente esclarecidos em relação ao PM !
.
.

Coisas do Circo, segundo Emídio Rangel



Coisas do Circo

Caluniar não compensa...

E claro, volto ao assunto. Os canalhas que andaram nove anos a insinuar e a caluniar o Primeiro-Ministro, com a acusação de que teria recebido dinheiro pelo licenciamento do ‘outlet’ Freeport, estão calados como ratos, depois de ter sido anunciado que os investigadores ilibaram José Sócrates de qualquer envolvimento no caso.
  • 0h30 - Correio da Manhã 2007.07.31
Por:Emídio Rangel, Jornalista
.
É um imperativo de consciência voltar ao assunto agora que o processo chegou ao fim, porque é preciso dizer ‘urbi et orbi’, a todos os portugueses, que os ínvios caminhos da política jogaram no ‘assassinato’ de Sócrates, sem contemplações, mas os serenos terrenos da Justiça, embora muito tarde, repuseram a verdade dos factos. Sócrates está inocente – mas a decisão do MP e da PJ jamais conseguirá apagar os efeitos desastrosos desta campanha, impulsionada em particular pelo PSD, sem nenhum pudor nem compaixão. 
.
Nove anos a desmentir as atoardas. Nove anos a ser questionado pelos jornalistas, e a explicar que "nada tinha que ver com o assunto". Nove anos a sentir a família mais próxima a ser beliscada de forma indecente, como se fossem cúmplices de um crime. Nove anos a fazer política e a governar Portugal com uma sombra demoníaca colada ao corpo e um rótulo ‘Freeport’. Nove anos a debater na AR os problemas do País e a ouvir tiradas soezes de deputados sem escrúpulos. Todos os cidadãos têm direito ao bom-nome. Têm direito à presunção de inocência. Sócrates também devia ter tido. 
.
Mas todos sabem que foi julgado na praça pública, antes de o MP e a PJ desenvolverem as suas investigações. Os caluniadores deviam agora ser julgados pelos tribunais. O que disseram e o que escrevam sem nunca provar nada não merece desculpa. É preciso levar esses prevaricadores à presença de um juiz, porque não sabem viver numa democracia e mandam às urtigas todos os princípios civilizacionais em vigor. É preciso, para que não repitam a façanha. Depois do Freeport, quando a campanha diminui de intensidade, outras cabalas foram levantadas para acelerar o desgaste do Primeiro-Ministro: lembremo--nos do que se passou no caso do inquérito PT/TVI, em que nenhum dos inquiridos chamados a testemunhar acusou Sócrates mas o resultado final, por força de uma maioria da oposição, foi ‘nim’. Queriam afastar Sócrates e têm usado todos os métodos. 
.
Politicamente, ele é um adversário temível. Mas Sócrates resistiu, e mostrou que o património da política não pode ser erguido nos terrenos lamacentos da injúria e da desonra.
.
.
socrates está inocente quanto a nossa justiça e o senhor deve ter um amor louco pelo socrates e o amor é cego, contenha-se um pouco nos seus comentários o PM é como um Deus está em todo o lado como diz o anormal A Santos
  • Comentário feito por:alblopes
  • 17h14
A linguagem deste energúmeno a apelidar de "canalhas"as pessoas sérias que não se revêem no corrupto-mor é de bradar aos céus.Só que este abencerragem não viu os últimos desenvolvimentos,senão estaria calado!Lacaio!
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 16h37
Então acha que este caso é claro? Não passa de um lacaio.
.
.

Sócrates imune à investigação

Manuel Moreira
Sócrates foi várias vezes referido ao longo do processo

Polémica

Sócrates imune à investigação

Na reunião de Haia, com as autoridades inglesas, foi recusada a possibilidade de a investigação visar o primeiro-ministro. Equipas mistas rejeitadas.
  • 0h30 Correio da Manhã 2010.07.30
Saiba mais pormenores sobre o processo do Freeport na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'.
.
.

O Cronista Indelicado - Sua Santidade Sócrates ascende aos altares



Quando SSS (Sua Santidade Sócrates) apareceu terça-feira na sua residência oficial a congratular-se com o fim da investigação ao caso Freeport, afirmou – e cito – que assim se demonstrava não haver "razão para acusar quem quer que fosse de financiamento ilegal a partidos, corrupção ou tráfico de influência".
  • 0h30 - 2010 07 30 Correio da Manhã
Por:João Miguel Tavares (jmtavares@cmjornal.pt)
.
Depois virou as costas e foi-se embora, porque não há nada como uma boa proclamação de inocência sem direito a perguntas – actividade que o primeiro-ministro muito aprecia, seja em declarações à imprensa, seja em entrevistas à RTP.
.
Infelizmente, SSS mais uma vez confunde – outra das suas actividades favoritas – o não haver "razão para" com o não haver "provas de". Isto já para não falar da diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal, uma subtileza demasiado subtil para a sua cabecinha. O caso Freeport fede, fedeu e continuará a feder por todos os lados, e lá por a polícia e o Ministério Público não terem sido capazes de descobrir os responsáveis pelo mau cheiro, não significa que ele não exista. Aparentemente há provas de que Manuel Pedro e Charles Smith pediram muito dinheiro ao Freeport e que o Freeport lhes entregou esse dinheiro – e o elo quebra-se aí. Mas tenho cá para mim que os dois senhores não hão-de ter agarrado nas notas para fazer barquinhos e lançar ao Tejo. Desconfio de que as entregaram a alguém – até porque o Freeport acabou miraculosamente aprovado nas vésperas de o PS sair do governo.
.
Ora, a esta pergunta José Sócrates nunca respondeu: porque é que o empreendimento foi aprovado nas vésperas de o PS sair do governo? O nosso SSS fez declarações, deu um par de entrevistas, mas esta singelíssima questão continua envolta no mais profundo mistério. E – aposto – assim continuará, até porque a linha que separa a verdade da mentira há muito se eclipsou da sua confusa memória.
~.
.
  • Comentário feito por:joão américo oliveira ramos
  • 18h00
Se a Polícia investigou e o Ministério Público não encontrou provas para indiciar os acusados, não há como continuar a novela. É necessário que se respeite os poderes constituídos.
  • Comentário feito por:Pedro Rosinha
  • 17h01
Deve ser a mamã e a tia que aplaudem " bem escrito João" " Nota 20 João"..
  • Comentário feito por:helena r.
  • 12h56
Mais uma vez, João Miguel Tavares apresentou uma excelente crónica. sobre o nosso Querido Líder e mais uma vez, assertivo e de fino humor. Parabéns! Gostei!
  • Comentário feito por:Eunice
  • 12h10
O JOGO DE PALAVRAS E DE INTERESSES,SÃO BEM INTERESSANTES...SE A JUSTIÇA RESOLVE A SEU CONTENTO,TUDO BEM...SENÃO...NÃO PRESTA. RIDÍCULA ESTA GENTE Q QUER SABER MAIS Q OS JUÍZES, MAS VINDO DESTE CRONISTA,NADA ME SURPREENDE
  • Comentário feito por:Francisco Luiz
  • 11h50
Nota 20 para este Texto e mais 20 pela originalidade. Se alguém for acusado, seja do que for, não basta que o próprio e os amigos da justiça dizerem que é inocente. Sem retórica.
.

A voz da razão ou Uma pizza portuguesa



Sócrates apareceu nas televisões para dizer que a ‘verdade vem sempre ao de cima’. Bela frase, sem dúvida, embora deslocada no país em questão. Entre nós, os processos judiciais nunca apuram ‘verdades’. Eles começam com dúvidas e terminam com outras dúvidas. Os brasileiros têm uma palavra para isto: pizza.
  • 0h30 - 2010 07 30 Correio da Manhã
Por:João Pereira Coutinho, Colunista
.
De facto. Uma pizza é o que um homem quiser. Tal como o processo Freeport. De um lado, adianta-se que não houve ilícito no licenciamento do mostrengo nem outros crimes (corrupção, tráfico de influências, etc.). Mas, no dia seguinte à nota do Ministério Público, são os próprios procuradores da casa a colocar a ampulheta ao contrário: queriam ter ouvido Sócrates, não conseguiram; queriam mais tempo, não tiveram; e não conseguiram nem tiveram porque a Procuradoria-Geral da República não deixou. Por outras palavras: a justiça portuguesa iliba e levanta dúvidas; diz que está tudo bem e garante que não está tudo bem; fecha casos e reabre casos. E os portugueses? Os portugueses comem esta pizza indigesta e rezam para que a justiça nunca se lembre de lhes deitar as mãos.
.
.

Dia a dia À medida dos clientes


O procurador-geral da República queria manter Mário Gomes Dias como seu vice, apesar de já ter ultrapassado o limite de idade.
  • 0h30 - 2020 07 30 - Correio da Manhã
Por:António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter
.
O Governo disse que sim, e lá saiu um decreto-lei feito à medida. A Polícia Judiciária enviou para o Ministério Público o relatório sobre o Freeport no dia 21 de Junho. No dia 4 saiu um despacho de Mário Gomes Dias a estabelecer o dia 25 de Julho como data-limite para o Ministério Público concluir o processo.
.
Os dois procuradores encarregues da investigação lamentam não ter tido tempo para interrogar o então ministro do Ambiente, José Sócrates, e o seu secretário de Estado, Rui Gonçalves. Tinham 27 perguntas para o actual primeiro-ministro e dez para o segundo. Nada feito. Resta a acusação de extorsão a dois dos arguidos e uma participação por suspeitas de fraude fiscal para os restantes intervenientes do processo.
.
Sem haver, obviamente, qualquer político metido ao barulho. O primeiro-ministro fez uma comunicação ao País e os seus mais directos apoiantes vieram a público zurzir a Comunicação Social por ter andado a denegrir o nome de Sócrates nestes últimos seis anos. Não havia necessidade. Como agora se percebe ao ler o relatório final do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, a Justiça e as leis são feitas à medida dos clientes. E isto anda tudo ligado.
.
.

terça-feira, março 16, 2010

Freeport: Ingleses têm documento que refere Sócrates


 
Investigação

Freeport: Ingleses têm documento que refere Sócrates

por DN.ptOntem
Freeport: Ingleses têm documento que refere Sócrates
Segundo a edição de hoje do 'Correio da Manhã' os investigadores ingleses do caso Freeport têm em sua posse um documento com referências ao pagamento de subornos para licenciamento do 'outlet' de Alcochete que refere, entre outros, o nome do primeiro-ministro José Sócrates.
.
De acordo com o diário 'Correio da Manhã', a equipa de investigação inglesa do caso Freeport tem desde finais de 2009 um documento escrito pelo adjunto de um dos administradores do Freeport, Rick Dattani. 
.
O documento refere o nome do primeiro-ministro José Sócrates, do ministro da Presidência Pedro Silva Pereira e do ex-secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves, e diz respeito ao pagamento de subornos para licenciamento do 'outlet' de Alcochete no valor de 2,2 milhões de euros. O 'Correio da Manhã' diz ainda que Rick Dattani confirmou ser o autor do documento, mas negou que os pagamentos tenham sido feitos. 
.
Se a existência deste documento implicar que sejam realizadas novas diligências na investigação ou que os envolvidos sejam inquiridos formalmente, a conclusão do inquérito ao caso Freeport prevista para o próximo mês – data indicada pela procuradora Cândida Almeida – poderá ficar comprometida.
.
O processo relativo ao Freeport investiga alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento do centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.
.
São arguidos no processo Charles Smith (que esteve envolvido no licenciamento do Freeport), Carlos Guerra (ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza), José Dias Inocêncio (antigo presidente da Câmara de Alcochete), José Manuel Marques (antigo assessor da autarquia), Manuel Pedro (sócio de Charles Smith na empresa Smith & Pedro) e Eduardo Capinha Lopes (responsável pelo projecto de arquitectura).
.