A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Jorge Messias - A Ordem dos «illuminati» (5)

Avante!**
N.º 1992 
2.Fevereiro.2012
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  • Jorge Messias


A Ordem dos «illuminati» (5)
«Nós temos nesta Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso… o Papa não é somente o representante de Cristo mas é o próprio Jesus Cristosob um manto de carne»
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 Leão XIII, carta-encíclica de 1894).

«Em 1952 foi formada uma aliança que juntou, pela primeira vez na história, as Famílias Negras (nobreza europeia que historicamente pratica o Espiritismo e o Ocultismo), osIluminatti, o Vaticano e a Maçonaria. O objectivo era trabalharem em comum na instalação de uma Nova Ordem Mundial» (Milton William Cooper, escritor norte-americano in «Behold a Pale Horse»)
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«Acredito que o branco que vejo é preto se a hierarquia da Igreja o tiver declarado...» (Exercícios Espirituais, «Inácio de Loiola»).
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«Motivados pelo amor de Cristo, assumimos a obediência como um dom dado por Deus à Companhia por intermédio do seu Fundador... Ela une-nos à vontade salvífica de Deus e, simultaneamente, constitui o vínculo da nossa união em Cristo
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Deste modo, o voto de obediência converte a Companhia num instrumento mais eficaz de Cristo na Igreja, para auxílio das almas e maior glória de Deus» (Inácio de Loiola,«Constituições da Companhia de Jesus»).
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No sentido que tradicionalmente lhe é dado pelos manuais escolares, «iluminado» tem um significado eminentemente cultural e exprime o avanço que as classes «cultas» alcançaram sobre o despotismo político, sobretudo ao longo do século XVIII. Na actualidade, os conteúdos dessa mesma expressão são muito diferentes. Trata-se agora de um estrato ligado a um projecto secreto de mudança da sociedade, de sentido maximamente reaccionário. O «iluminatti» deverá corresponder, neste caso, a um misto de autómato jesuítico, de esbirro capitalista e de agente activo da tecnocracia neoliberal.
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Os modernos «illuminati» nasceram no seio da Igreja católica, no século XVIII, a partir de um grupo carismático presidido pelo padre jesuíta Adam Weishaupt, o qual adoptou para o novo movimento o nome de Antigos e Iluminados Profetas da Baviera, comunidade hoje conhecida como Ordem dos Iluminatti. Que objectivos eram esses que os motivaram e continuam a motivar?
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Pouco antes das grandes insurreições da Revolução Francesa, em 1789, registava-se em toda a Europa católica um forte descontentamento em relação à hierarquia da Igreja. Esta, como sempre, permanecia ferozmente conservadora, enquanto a sociedade laica evoluía a olhos vistos e se acumulava aceleradamente os novos conhecimentos científicos que mudavam a face do mundo. Os povos tomavam consciência da existência de «classes» desiguais perante o Estado e da urgência em serem formadas novas dinâmicas verdadeiramente laicas e mesmo opostas ao poder civil e eclesiástico. Em paralelo com a constituição dosIluminatti da Baviera, surgiram assim outros grupos semi-secretos tais como os Irmãos do Livre Espírito, os Rosacruzes, os Alumbrados, os Martinistas, o Palladium, os Filadélfios, etc. Não eram ainda partidos políticos, na actual acepção do termo. Representavam, sobretudo, «clubes de reflexão» com natureza de classe. Contestavam o poder absoluto e a hierarquia religiosa mas mantinham os cultos e, sobretudo, continuavam a abraçar os mitos. Por isso, a sua ligação permanente a forças ocultistas. Propunham também uma sociedade política fortemente hierarquizada, nos moldes das Constituições adoptadas pela Companhia de Jesus e dotada com um governo mundial único.
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O Vaticano reagiu violentamente. Em 1798, os iluminatti foram reprimidos e extintos. Na realidade, refugiaram-se na Maçonaria, nos quadros da qual continuaram o seu incessante processo de expansão. O Vaticano excomungara-os.
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A partir de João Paulo II, a atitude da Igreja em relação às sociedades secretas (Bula de 27/11/1983) mudou substancialmente. Independentemente do habitual «jogo às escondidas» dos desmentidos oficiais é inegável que o Vaticano passou a tolerar a participação de católicos em sociedades secretas. Paralelamente, a Maçonaria abriu de par em par as suas portas aos praticantes e sacerdotes católicos, ainda que desempenhando altos cargos como bispos e cardeais.
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Naturalmente que num panorama tão altamente complicado como é o actual, os ilustratti teriam de reaparecer em lugar de destaque. São eles que agora tecem e ligam os elos convergentes dos poderes imperiais da banca, das sociedades secretas, dos grupos fascistas com ou sem expressão legal e da Igreja.
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Continuaremos a tentar trazer os iluminatti para a luz do dia.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Jorge Messias ~ No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )

Avante!
N.º 1991 
26.Janeiro.2012

  • Jorge Messias


No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )
«Amamos e estimamos os religiosos mas nós não o somos e nenhuma autoridade no mundo – nem mesmo na Igreja – poderá obrigar-nos a sê-lo... (P. Escrivá de Balaguer, citado por Vittorio Messori in “Opus Dei”).



«O Opus Dei é acusado de ter como objectivo fundamental o controlo das esferas do poder. Mas a sua influência na sociedade é muito difícil de dimensionar, uma vez que os responsáveis afirmam não dispor de estatísticas sobre a condição sócio-profissional dos seus membros para poder classificá-los. Nas diferentes situações reais que a Obra enfrenta, utiliza-se uma terminologia corrente noutras instituições: professores, académicos, funcionários, etc...» (idem, idem, Vittorio Messori).



«Como o Estado nasceu da necessidade de refrear antagonismos de classes, resulta que ele é sempre o agente da classe mais poderosa e economicamente dominante a qual, como consequência da sua riqueza, se transforma na classe politicamente dominante e adquire, assim, novos meios para oprimir e dominar as classes dominadas» (F. Engels, prefácio à “Crítica do Programa de Gotha”).



Se a História não se repete, não menos é certo que os dados de sistemas históricos tidos como destruídos tendem a reagrupar-se. É assim que entendemos os sinais dos acontecimentos que precederam o pesadelo nazi-fascista e vamos agora reencontrar no actual panorama político, económico e social: o desastre financeiro, a subida galopante dos preços, o Estado saqueador, a prosperidade das grandes fortunas, o desemprego e a luta pelo domínio capitalista de novos mercados; o desabar das políticas, o retorno da ideia de imperialismo como solução, a multiplicação dos conflitos locais, o imparável crescimento das indústrias bélicas e a preparação de nova guerra a nível mundial; a derrocada dos valores éticos ocidentais, a imposição de uma Igreja corrupta minada pelos escândalos, pelo materialismo e pelos negócios «sujos», as chorudas trapaças que se escondem por detrás das imagens da Filantropia e da Caridade e… muitíssimo mais.
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Assim, globalização é repetição. Nada há de novo debaixo do sol. Mas para os tecnocratas continua a existir uma saída para a crise. E persistem na ideia de que o Estado capitalista é democrático. São cegos que conduzem outros cegos. Porque a globalização vai polarizar ao extremo a luta de classes.
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A hierarquia da Igreja, como sempre, continua de pedra e cal. Lucra com os grandes negócios e sempre que necessário lança na fornalha os mitos que destilam o ópio do povo. Agora, por exemplo, decorre uma intriga talhada à imagem dos soldados-catequistas de Loiola. Não insistiremos nesse episódio da luta pelo poder que opõe de vez em quando Maçonaria e Opus Dei mas também não o ignoraremos. Porque, na verdade, nesta fase de passagem ao imperialismo dos monopólios, as sociedades secretas nas suas diferentes formas (grupos de pressão, lóbis, seitas, fundações, agência militares e paramilitares…) transformaram-se nas verdadeiras detentoras do Poder. Nessa dimensão global devem ser olhadas. Pode ilustrar-se esta afirmação com uma imagem extraída do xadrez político português. A Igreja, à qual incumbe desinformar o povo, pegou no discurso anti-maçónico e deu nova demão às esbatidas tintas da diabolização. Sob reserva ficaram por esclarecer duas dúvidas antigas – que significa ao certo sociedade secreta equantas sociedades secretas funcionam em Portugal – a fim de que todos os males da conspiração capitalista fossem atribuídas à Maçonaria.
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Choveram mentiras e falsidades assinadas por bispos e cardeais «situacionistas»: a Igreja apenas trata de assuntos da fé e é alheia a este enredo; os grupos de pressão do sector empresarial são meras entidades consultivas; a economia portuguesa apenas obedece às «leis de mercado»; Portugal é uma democracia cujas instituições representativas respeitam a Constituição da República; só um deputado é do OD, etc.
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Lembremos ao episcopado que em Portugal conspiram livremente (como a Igreja bem sabe) agentes das mais diferentes sociedades secretas, directa ou indirectamente ligadas ao Vaticano: Opus Dei, Clube de Bilderberg, Trilateral, Rosacruzes, Caveira e Ossos, Clube de Roma, Greenpeace, Foreign Council, Fundação Rockefellker, organizações dos Templários e dos Jesuítas, etc., etc. São eles que fazem e desfazem as leis.
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Acima de todos, no topo da pirâmide, moram os «illuminati»…
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A seguir, iremos tentar esboçar o perfil destes «iluminados»

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Jorge Messias - Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )

Avante!
N.º 1990 
19.Janeiro.2012 

  • Jorge Messias


Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )
«Os illuminati organizam-se em pirâmide de 13 famílias com existência real. Até certa altura, essas famílias dividiam entre si o poder; actualmente, uma só delas lidera o grupo, visto ser aquela que detém uma fortuna no valor de metade de todo o dinheiro existente no mundo» (Sérgio P. Couto,«As 13 famílias iluminadas, sociedades secretas da eugenia», Google, Internet).
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«Qualquer país que fizer um ataque directo a outro país para o destruir vê o seu poder triplicado. Assim, se for bem sucedido, o país atacante recebe imediatamente uma Carta-Plano e nova ficha de acção. Se falhar, o atacante é destruído; o prémio irá para o jogador que, nas circunstâncias, se defendeu e ganhou» (Steve Jackson, «Os jogos de guerra dos illuminati»).
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«Tenho vindo a abordar o tema de políticos na Maçonaria, no grupo Bilderberg e no governo de Barroso. A composição deste último e a crise económica e social dão para perceber que Portugal está sendo conduzido por um “governo oculto mundial”. Entre outras coisas, assim teremos em breve implantada aqui uma Nova Ordem que já se faz sentir em toda a Europa» (António Guterres, Opus Dei, ex-primeiro ministro PS, intervenção pública na Casa-Museu de João Soares, ano 2000).

Como é fácil imaginar-se, a partir do conhecimento de que as 400 famílias mais ricas do mundo dão suporte político e financeiro ao Vaticano, o poder de intervenção da Igreja na área económica é enorme. A partir dele, o papado pode fazer e desfazer governos e nações, gerir câmbios e mercados e, sobretudo, tem sempre a última palavra assegurada nas decisões finais dos estados capitalistas. Mesmo quando estes decidem a Paz ou a Guerra, a fome e a abundância, a miséria ou a riqueza. Ainda que, por tácticas e estratégias amadurecidas ao longo de milénios, as hierarquias religiosas permaneçam na sombra.
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.Aliás, o Vaticano conserva outros trunfos na manga. Associedades secretas constituem inegavelmente uma destas cartadas principais. As suas origens vêm dos confins da memória e a sua história é anterior às noções de Estado e da própria Igreja. Mas possuem os mesmos ingredientes das grandes religiões: os ocultos mistérios, a rigidez da disciplina, os impulsos imperialistas e a noção permanente do sobrenatural aliado à perspectiva do lucro.
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As sociedades secretas nasceram entre as classes pobres mas logo foram perfilhadas pelo poder dos ricos. No Ocidente, a Igreja primitiva cujos núcleos centrais tinham também um carácter secreto, cedo se apercebeu deste potencial.
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Seria interessante pesquisar-se esse passado mas não há aqui espaço para tanto. Retenhamos que a história da Igreja e o historial das «secretas» caminharam sempre em paralelo. Mesmo quando marcados por lutas que não eram de extermínio, como aparentavam, mas de absorção de poderes e de riquezas.
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 Nos nossos dias, ainda que o número de seitas e de bandos se continue a multiplicar, a tendência dominante é de centralização das sociedades secretas. No Ocidente, Maçonaria e Opus Dei são gigantescos blocos centrais do poder oculto altamente ramificado. Identificam-se nos objectivos a alcançar mas ambas procuram a hegemonia na Nova Ordem em construção. Uma e outra têm estruturas rígidas, escalões separados, dogmas e tabus, obediências rigorosas à «subsidiaridade» (um escalão obedece automaticamente ao escalão superior) e cultivam o transcendente, o aparentemente insondável, o mito e a infiltração nos interesses estabelecidos. Constituem, na realidade, dois ramos religiosos convergentes que se revezam no comando do mesmo pelotão capitalista. São eles os «iluminados». Aqueles que Deus ou o Ser Supremo «iluminou».  
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Recentes desenvolvimentos parecem apontar para mais uma tentativa de absorção de um dos grandes blocos pelo outro bloco. Nada disso é evidente mas convém estar atento. A concentração financeira e política assim alcançada seria catastrófica. Se os dois já estão em toda a parte, uma unificação seria bem pior.
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Neste momento, os mercados comandam os poderes dos estados. As religiões são paraísos onde florescem monopólios. Teremos de estar atentos às manobras estratégicas de ocupação das áreas sociais, territórios básicos das conquistas democráticas.
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Vigiemos pois estas escaramuças entre oficiais do mesmo ofício. Das «secretas» muito fica ainda por dizer...

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Jorge Messias - Bem aventurados os mais ricos da Terra! (1)



Avante!

N.º 1987 
29.Dezembro.2011

  • Jorge Messias

Bem aventurados os mais ricos da Terra! (1)
«Dinheiro é poder. O poder enlaçou-se com a política. A partir deste ponto, os problemas políticos fundem-se com a influência financeira do Vaticano na administração monetária» (Estebam Torres/Internet)
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«A Igreja está a tornar-se para muitos no principal obstáculo à fé. Nela não conseguem ver mais que a ambição humana pelo poder... » (Joseph Ratzinger, 1977, como Prefeito do ex-Tribunal do Santo Ofício), antes de ser papa
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«A constituição de uma Autoridade Pública Mundial ao serviço do bem comum é o único horizonte compatível com as realidades globais… dando vida a alguma forma de controlo monetário para gerir o mercado financeiro… mesmo que à custa da transferência gradual e equilibrada de uma parte das atribuições (de soberania) nacionais» («Nota sobre a reforma do sistema financeiro e monetário mundial»,Comissão Pontifícia Justiça e Paz, Outubro 2011)
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O Vaticano abandonou o seu silêncio «de chumbo» para mostrar como está atento à crise geral do capitalismo e como se empenha em salvar o sistema. Não é sem razão de ser que isto acontece. A Igreja católica é actualmente o mais poderoso grupo financeiro mundial. Embora seja impossível dar sequer uma ideia aproximada das dimensões reais do seu poderio – sobretudo político, económico e financeiro – façamos no entanto uma incursão no que é praticamente desconhecido.
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Temos visto pelos jornais como o preço dos metais preciosos, nomeadamente o oiro, tem crescido em flecha nos recentes tempos da crise. Pois a Igreja mundial, reconhecida como a mais importante detentora de metais preciosos, tem recolhido a maior parte dos lucros destas oscilações cambiais. Nos anos 80 do século vinte, antes da galopada dos preços começar, calculava-se que em todo o mundo o Vaticano detivesse nos seus cofres lingotes num valor superior a 6 mil milhões de dólares. Isso, só em «oiro sólido» (oiro em barras, com exclusão de outros metais preciosos trabalhados ou não (pepitas, objectos de oiro, moedas, peças incrustadas em altares, etc.).
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Também, tanto quanto se sabe, por alturas dos finais do século XX e só nos bancos suíços e ingleses o Vaticano detinha em acções, pedras preciosas, objectos de arte, etc., etc., reservas superiores a 11 biliões de dólares. Os poucos dados conhecidos permitem, igualmente, calcular que os bens eclesiásticos num só país – os EUA – considerado espelho da prosperidade capitalista, a Igreja administrava valores em bens imobiliários, acções, depósitos financeiros e outros investimentos que excediam a soma dos capitais sociais dos dez principais grupos económicos norte-americanos.
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Na declaração da «Comissão Pontifícia Justiça e Paz» a que à margem deste texto se alude, reconhece-se que actualmente, em todo o mundo, um trilião de seres humanos sobrevive com um rendimento de 1 dólar por dia. Por outro lado, admite-se que uma tal situação resulta de deficiências da gestão política e da prática de um liberalismo «tecnocrático». Mas não se fala no papel activo que o Vaticano tem desempenhado na construção deste quadro político e social.
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A complexa rede financeira dirigida pela Santa Sé depende directamente do Papa, da Cúria Romana e do IOR – Instituto para Obras Religiosas, correntemente conhecido comoBanco do Vaticano. Aparentemente, desempenha as funções que são comuns a qualquer banco. Na realidade, a rede vai muito mais além e é a sede da mais importante central financeira mundial. Giram na sua órbita bancos extremamente poderosos como o Pax, o J.P. Morgan ou oDeutsch Bank. Domina extensos impérios bancários, através da compra directa de grandes lotes de acções. Domina, por intervenção de terceiros, interesses que determinam as orientações dos verdadeiros centros de decisão mundial, tais como o G20, o Clube de Bilderberg,o Foreign Council norte-americano ou os Illuminati. Desenvolve constantes actividades criminosas, nomeadamente as lavagens de dinheiros, os desfalques, o contrabando e a corrupção, como está demonstrado pelos permanentes escândalos que envolvem o IOR (Ambrosiano, P2, falsas fundações, IPSS ou Fundos de Caridade, desvio de subsídios do Estado, operação «Mãos Limpas», etc., etc.).
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Em Itália, como em Portugal, aos responsáveis por estes crimes nada acontece.
.Estão protegidos pelos escudos invisíveis das «Concordatas».
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É o princípio de uma longa história. Mas, por hoje, temos de ficar por aqui.

domingo, fevereiro 07, 2010

Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo A nova era da escravidão



Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo
A nova era da escravidão

Os ângulos de abordagem usados pelos comentadores para a análise e explicação das causas da actual crise do capitalismo global raras vezes têm colocado a hipótese de se poder estar em presença de um plano sofisticado arquitectado pelos próprios detentores do grande capital. Mas não é possível deixar passar em claro que aspectos decisivos marcam a diferença que existe entre a forma como a presente crise surgiu e se desenvolveu e a génese das outras crises cíclicas do capitalismo.

Existe uma gestão da actual crise. Esta tese foi desenvolvida e densamente fundamentada num trabalho de Daniel Estulin cujo título original é bem descritivo – The Road to Tyranny: Total Enslavement. Na tradução portuguesa intitula-se Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo.
O livro de Estulin contém revelações sensacionais. Se nas sociedades ocidentais tudo se encobre com o manto da democracia, a realidade política e social é bem diferente. Nunca o produto do trabalho foi tão mal repartido. Nunca, depois de Hitler e de Mussolini, as áreas do poder se aproximaram tanto dos modelos concentracionários da Nova Ordem Mundial que o nazi-fascismo se propôs concretizar. Sabe-se agora que a História não faz este desvio por acaso. Existe um governo central invisível que procura controlar o mundo e fazer recuar o processo histórico de libertação do homem.
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A escalada do poder totalitário
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Em última instância, a Nova Ordem da globalização pretende inverter, na medida dos interesses dos mais ricos, todas as leis sociais que consagram a emancipação dos povos. Importa que o grande capital se apodere do poder e abra caminho, custe o que custar, à instalação de um só governo global dispondo de um só exército mundial, de um só mercado único e de um só Banco Mundial regulador da economia e das finanças, ao serviço da globalização. Todas as armas do arsenal capitalista devem ser usadas nesse sentido vital: os sindicatos serão desmontados, as identidades nacionais subvertidas, a comunicação social transformar-se-á num poderoso meio de controlo das mentes, as guerras, as epidemias, as fomes, os assassinatos políticos, serão bem-vindos desde que contribuam para concentrar a riqueza nas mãos de uma elite financeira cada vez mais restrita. «Na Nova Ordem Mundial» – diz Estulin – «não haverá classe média, apenas pobres e ricos». Para atingir este objectivo com segurança, a globalização neoliberal envolveu igualmente as religiões e as igrejas. Uma só Igreja Universal terá espaço para se afirmar e canalizar a crença religiosa das massas no sentido da sujeição dos pobres aos ricos e à escravidão do terror. Todas as outras confissões serão aniquiladas. É por isso que constantemente vemos eclodirem guerras de destruição em países onde predominam religiões não católicas.
Este megalómano plano da loucura e do crime passa também pela abertura de crises económicas e financeiras devidamente controladas à escala planetária. Em tudo aparentada com a Nova Ordem Nazi, a globalização exige a destruição dos sistemas económicos tradicionais, numa fase intercalar de «sociedades pós-industriais de crescimento zero». Áreas estratégicas serão congeladas, nomeadamente no sector da energia. Serão bloqueadas todas as tentativas nacionais de industrialização e as principais unidades fabris que servem os países ricos serão transferidas para os países pobres onde a mão-de-obra escrava é barata. Em contrapartida, constituir-se-á uma casta de tecnocratas bem pagos, à imagem da classe aristocrática dos senhores feudais. Neste aspecto, a crise económica mundial desempenha um papel insubstituível: só ela pode «cilindrar» os países pobres, banir os seres inúteis e estabelecer em definitivo o modelo de organização social baseado na sujeição dos explorados aos exploradores. O futuro das sociedades será portanto elitista e esclavagista. A repressão dos povos com veleidades de resistência tornar-se-á pois empresa fácil para os exploradores. As epidemias graves tornar-se-ão também no futuro uma excelente forma de simplificação dos problemas sociais. O «governo invisível» pensa ser possível exterminar deste modo, até ao ano de 2050, quatro mil milhões de «comedores inúteis» (segundo os irónicos comentários de Rockefeller e de Kissinger, membros do Clube Bilderberg). «Dos restantes 2 mil milhões de pessoas, 500 milhões serão formadas por raças chinesas e japonesas, escolhidas porque são povos que foram subordinados a uma disciplina rígida, durante séculos, e estão habituados a obedecer à autoridade sem a questionar».
É também vital «manter as pessoas num estado perpétuo de desequilíbrio – físico, mental e emocional – através de crises pré-fabricadas e sucessivas. Isso impedi-las-á de decidirem o seu próprio destino, confundindo e desmoralizando assim as populações a ponto de que, quando confrontadas com escolhas difíceis, se gere uma apatia geral em grande escala» (John Coleman in Conspirator's Hierarchy: The story of the Committee of 300).
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Os ocultos alçapões
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Levar à prática esta política de «terra queimada», destruir e simultaneamente substituir «criativamente», exige uma direcção central com poderes transcendentes. Este «governo sombra» já existe e está devidamente identificado. Dá pelo nome de «CFR-Council on Foreing Relations» (Conselho das Relações Externas). A sua natureza e o seu poderio não devem ser entendidos como sinais de uma simples sociedade secreta. O CFR é a cabeça do comando de centenas de sociedades secretas ou semi-secretas. Toma decisões, sem direito a recurso, da mais alta gravidade. Dita orientações inapeláveis ao FMI, ao Banco Mundial, à OCDE, aos países do G8, à ONU, à NATO, a tudo quanto traduza, no mundo capitalista, governo, poder e dinheiro. Por isso é cegamente obedecido pelos centros de decisão do grande capital, como é o caso do Clube de Bilderberg ou do poderoso Grupo de Davos. Ninguém penetra nos círculos do CFR sem ser convidado. E a decisão de convidar alguém só pode ser tomada pelo próprio CFR. Mesmo no caso das figuras de maior destaque político e financeiro. Por exemplo, o actual Papa, Joseph Ratzinger, faz parte do «Clube de Bilderberg» e é membro de grau 33 da Maçonaria. Foi um dos convidados do CFR. A revelação é feita por Estulin neste seu livro. A obra refere ainda, como fundador do Bilderberg (1954), o príncipe Bernhard da Holanda, 100 nomes dos detentores das principais fortunas mundiais e todos aqueles que desempenharam papéis de direcção de relevo e ainda estão vivos, nos países mais ricos e desenvolvidos, tais como os de Margaret Thatcher, Giscard d'Estaing, Bill Clinton, Tony Blair, Donald Rumsfeld, etc., etc. O CFR é também a instância suprema de uma pirâmide de «cachos» de grupos secretos e semi-secretos, tais como o Clube de Roma, a Trilateral, a Maçonaria, o Opus Dei, a Távola Redonda, a Sociedade dos Jesuítas Aristóteles e de muitos outros tentáculos do «polvo» capitalista.
É nas reuniões periódicas e ultra secretas do Clube Bilderberg, do grupo de Davos e do CFR, que se decidem guerras e destruições maciças, como as do Iraque, das Malvinas, dos bombardeamentos da Chechénia, das operações no Kosovo ou das atrocidades cometidas no Congo e no Sudão. «Quase todos os generais, almirantes, vice-almirantes, coronéis e capitães do Estado-Maior Conjunto (o grupo de experimentados veteranos de guerra que são a base das decisões dos presidentes dos EUA em todas as iniciativas bélicas) estão nas mãos e sob o controlo da organização irmã de Bilderberg – o temível Council on Foreign Relations» - esclarece Daniel Estulin.
Aliás, este seu trabalho está recheado de dados concretos inesperados. Num desses passos e a propósito da importância das decisões que são tomadas nas reuniões do Clube de Bilderberg, Estulin refere-se a Portugal.
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A jogada portuguesa
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O encontro anual dos Bilderbergs realizou-se, em 2004, num hotel em Stresa, em Itália. Da agenda da reunião, agora conhecida, constavam alíneas importantes nomeadamente, a ampliação da zona de Comércio Livre, o projecto de criação de três moedas universais, a harmonização tributária, o petróleo e o Médio Oriente, etc. Tudo isto são aspectos relacionados com as finanças e a economia, discutidos em vésperas do reconhecimento oficial da actual crise financeira. Refere Estulin: «Segundo uma fonte bem informada, presente na reunião, a jogada portuguesa de 2004 – isto é, a promoção em bloco dos bilderbergs portugueses – foi encenada em Stresa. Pedro Santana Lopes, o pouco conhecido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da República; José Manuel Durão Barroso, anterior primeiro-ministro, é agora presidente da Comissão Europeia; e José Sócrates, deputado, foi eleito líder do Partido Socialista, depois de Eduardo Ferro Rodrigues se demitir do cargo, em plena crise social e política (fontes próximas da investigação confirmam que essa crise também foi montada nos bastidores de Stresa, pelos bilderbergs)». Para além dos nomes já referidos, estiveram presentes outras entidades portuguesas, como Pinto Balsemão, António Guterres, Morais Sarmento e outros.
As reuniões anuais do Clube Bilderberg geram infalivelmente alterações profundas no panorama político mundial. Por si só, esta constatação seria suficiente para provar que estamos em presença de um «Governo Mundial Único». Outro facto indesmentível é a evidência de que todas as políticas dos ministérios de Sócrates são decalcadas nas instruções de Bilderberg. Ponto por ponto, como uma cartilha. Das grandes linhas gerais da acção governativa aos mais pequenos detalhes do comércio de computadores, da implantação de «chips», do alarmismo das falsas pandemias, das energias alternativas, das «lutas contra a pobreza» que não produzem resultados, das torrentes de dinheiro para os bancos falidos, das falácias em torno dos défices públicos e... tudo o mais.
Péssimo serviço prestaria ao povo quem tentasse ignorar que os riscos do momento que atravessamos são enormes e que é gigantesco o poder acumulado nas mãos dos representantes do grande capital. Mas o povo, os trabalhadores, os intelectuais, os explorados em geral, têm todas as razões para continuarem a lutar por um mundo melhor e mais justo. Importa que se ergam na denúncia da injustiça, que se organizem e lutem. Estulin encerra o seu livro com essas conclusões optimistas e positivas.
Os caminhos da globalização não são maré de rosas. O capitalismo global, para avançar depressa, queimou etapas. Atirou as finanças contra a economia. Faz a guerra pela globalização total, procura esmagar as nacionalidades e debate-se com o terrorismo. Pratica a estratégia da «terra queimada». Desperta os ódios das classes médias e a ira dos trabalhadores. Tentou a quadratura do círculo, não foi capaz, perdeu o pé e está na iminência de regressar ao fascismo puro e duro, sua matriz principal. Mas os capitalistas terão de aprender à sua custa que «a história de toda a sociedade até agora existente é a história da luta de classes». Daniel Estulin entende deste modo a situação presente e reforça a confiança que devemos ter no futuro e na nossa capacidade de lutar.
O capitalismo promete a paz e faz a guerra. Invoca a democracia e tece as malhas de uma sociedade concentracionária. Diz-se campeão do sucesso e da prosperidade e trata os pobres como se fossem gado. Faz aquilo que sabe não dever fazer: lançar na miséria mesmo aqueles a que tem chamado seus pares e proletariza as classes médias. O capitalismo global está cada vez mais isolado. Não consegue atingir o essencial das suas metas.
Não conseguiu fundir, como se propunha, os mercados europeus, norte-americanos e orientais. Não conseguiu instalar uma só Religião Universal. Não conseguiu confundir os povos e as nações, transformando-as em simples Regiões da Terra. Não conseguiu esvaziar de conteúdo o sentimento nacional dos povos. Não conseguiu extinguir as lutas de classes. Não conseguiu ocultar as suas relações com o terrorismo. Não conseguiu despovoar as grandes cidades. Lançou guerras punitivas, lançou a fome e o sofrimento. Mesmo assim não conseguiu exterminar os povos pobres até ao ano 2000, tal como a administração Bush pretendia. Não conseguiu fundir num só exército as forças armadas norte-americanas e russas. Não conseguiu alcançar a hegemonia absoluta nos sistemas da saúde e da educação em todos os países. Não conseguiu resolver os problemas internos do capitalismo.
A globalização é um falso mito. Construiu um monstro que a há-de devorar. O capitalismo morrerá afogado em oiro. Mas deixará atrás de si uma terra em ruínas que os pobres irão habitar.
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Avante Nº 1888
04.Fevereiro.2010
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