A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, maio 29, 2009

A Coreia de Relance - outro ponto de vista

02 Setembro 2007

A COREIA DE RELANCE

A impressão, muito difundida, que a Coreia é uma espécie de pigmeu que está entalado entre os dois gigantes do Extremo Oriente (China e Japão) está essencialmente errada. A China – de quem os coreanos não gostam – é, de facto, em termos de área (9.600.000 Km²) e de população (1.322 milhões de habitantes) um dos dois colossos do continente, só comparável à Índia, mas a distância que medeia entre as dimensões do Japão – de quem os coreanos ainda gostam menos… – com uma área de 378.000 Km² e 127 milhões de habitantes, e as de uma hipotética Coreia unificada (220.000 Km² e 72 milhões de habitantes*) são muito mais pequenas e transformariam os dois vizinhos em rivais.
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A divisão da península em dois estados gémeos, as Coreias do Norte (120.000 Km² e 23 milhões de habitantes) e do Sul (100.000 Km² e 49 milhões de habitantes), resultado directo das repartições entre potências (Estados Unidos e União Soviética) efectuadas em 1945, também pode ser enganadora: repare-se que, embora a área dos dois estados seja sensivelmente a mesma, a Coreia do Sul tem – quase sempre teve – mais do dobro da população do que o Norte. As diferenças de potencial económico** entre os dois países ainda são superiores às demográficas. Apesar da escassez de dados fiáveis, uma fotografia nocturna da península vista do espaço dará uma boa ideia da diferença dos dois níveis de vida…
São as suas forças armadas (1.100.000 efectivos – 4º lugar mundial!) e o programa militar nuclear que permite à Coreia do Norte equilibrar um pouco o potencial estratégico quando em comparação com o estado vizinho e irmão do Sul (com apenas 700.000 efectivos). Em muitos dos aspectos culturais, as opiniões são quase unânimes em considerar que existe uma grande homogeneidade e semelhança entre a população dos dois estados, apesar da separação política que já dura há mais de 60 anos: antes disso a história foi comum, o idioma é idêntico, apesar das normais variantes dialécticas num país daquela dimensão e o alfabeto, que é específico do idioma coreano, é idêntico dos dois lados da fronteira.
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O desígnio nacional da reunificação, que se podia proclamar em voz alta quando era impossível de se concretizar durante a Guerra-Fria, passou a ser abordado com muito mais cautela quando a reunificação passou a ser exequível depois do fim da mesma. A história das reunificações recentes (a da Alemanha, mas também a muitas vezes esquecida do Vietname) têm demonstrado como, mesmo existindo os factores estruturais que costumam aproximar a população dos dois lados, existem muitos outros factores menores, que são frequentemente acessórios, mas que produzem um enorme atrito na fluidez dessas relações. Um exemplo disso poderá ser o crescimento recente do cristianismo na Coreia do Sul.
Em termos religiosos, as duas Coreias têm evoluído de maneira diversa. A repressão às actividades religiosas no Norte é a expectável num regime que ainda suscita as dúvidas sobre o seu carácter democrático em Bernardino Soares… A sociedade no Sul parece ter-se ocidentalizado: a maioria da população (45%) não professa qualquer religião, mas o cristianismo (que era quase residual em 1945 e se concentrava paradoxalmente no Norte) é seguido por 28% dos coreanos, ultrapassando aqueles que seguem as religiões asiáticas tradicionais como o budismo (22%). O que estas percentagens não mostram é o zelo missionário dos cristãos coreanos, que se pôde ver com o episódio recente dos reféns capturados no Afeganistão
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Esta tendência recente parece ser mais um daqueles episódios em que uma nação parece querer reforçar os seus traços de identidade adoptando uma religião que a distinga ainda mais dos seus vizinhos: na Ásia, isso aconteceu recentemente em Timor. Só que, ao fazê-lo, também se acentuam as diferenças entre Sul e Norte… Afinal, parecem ser factores de formação e comportamento que fazem com que actualmente, 16 anos passados sobre a reunificação da Alemanha, ainda faça algum sentido empregar as designações Wessis e Ossis… O exemplo alemão tem estado a ser muito bem aproveitado pelos dirigentes coreanos para resistir a decisões emocionais, estas coisas das reunificações levam sempre tempo e custam muito dinheiro…
Afinal, antecipando a dimensão dos sacrifícios que os dirigentes sul-coreanos terão de pedir às suas populações, atente-se que a República Federal da Alemanha original era maior e mais rica do que a Coreia do Sul, a República Democrática Alemã era menor do que a Coreia do Norte e que as diferenças de desenvolvimento económico dos dois lados da fronteira parecem ser, apesar de tudo, muito mais acentuadas no caso asiático. Será cínico, mas a boa decisão no curto e médio prazo para quem dirija a Coreia do Sul será a de proclamar as melhores expectativas e intenções na reunificação futura da península, enquanto se apoia e se fazem genuínos votos de longa vida para o Querido Líder, Kim Jong-Il...
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* Numa escala europeia, apenas a Rússia e a Alemanha (unificada) são maiores que essa Coreia reunificada.
** A economia sul-coreana é a 12ª ou 13ª mundial e a 3ª ou 4ª asiática depois do Japão, da China e, eventualmente, da Índia. O que representa a economia norte-coreana só se pode conjecturar...
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'Duplifalar', agora, sobre a Coreia do Norte


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"Obama conclama o mundo a enfrentar a Coreia do Norte" – diz a manchete. Os EUA, disse Obama, estariam firmes "para defender a paz e a segurança do mundo". Palavras de 'duplifalar', de 'duplipensar', à moda de 1984.


Por Paul Craig Roberts, para o Counterpunch


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A Coreia do Norte é país muito pequeno e pobre. A China, sozinha, pode varrer do mapa a Coreia do Norte, em minutos. E o presidente dos EUA acha que precisa do mundo inteiro para enfrentar a Coreia do Norte?

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Estamos assistindo a mais uma operação dos gângsters de Washington, inventando ameaça nova, como Slobodan Milosevic, Osama bin Laden, Saddam Hussein, John Walker Lindh, Hamdi, Padilla, Sami Al-Arian, o Hamás, o presidente Máhmude Ahmadinejad e os desgraçados prisioneiros demonizados por Rumsfeld como "os 700 mais perigosos terroristas da face da Terra", que foram torturados durante seis anos na prisão de Guantanamo, para, afinal, serem libertados... sem jamais terem sido julgados. Epa! Sorry, foi um engano.

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O complexo militar/de segurança que governa os EUA, associado ao Lobby israelense e ao lobby das finanças, sempre precisa ter longa lista de inimigos perigosos, para que o dinheiro dos contribuintes não pare de correr para seus cofres.

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O lobby da segurança interna depende de haver infindáveis 'ameaças' para convencer os americanos a ceder suas liberdades civis em troca de qualquer segurança que o lobby deseje vender.

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A questão importante é: quem enfrentará o governo dos EUA e de Israel?

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Quem protegerá os cidadãos norte-americanos e israelenses, sobretudo os israelenses que se opõem ao atual governo e os cidadãos israelenses árabes?

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Quem protegerá os palestinos, os iraqueanos, os afegãos, os libaneses, os sírios, contra a ameaça dos EUA e de Israel?

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Não Obama, nem os camisa-verde-oliva-caqui que governam Israel.

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A ideia de Obama, de 'conclamar' o mundo a "enfrentar" a Coreia do Norte é insana, mas essa ideia insana empalidece, se comparada à 'garantia' de que os EUA podem garantir "a paz e a segurança do mundo".

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São os mesmos EUA que bombardearam a Sérvia, inclusive a embaixada chinesa e trens de passageiros; que entregaram a Sérvia a uma gang de traficantes muçulmanos, emprestando-lhes soldados da Otan para proteger a 'operação'... do tráfico?

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São os mesmos EUA responsáveis pela morte de um milhão de iraqueanos, e que deixam órfãos e viúvas onde quer que apareçam, e que converteram em refugiados 1/5 da população do Iraque?

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São os mesmos EUA que impedem o mundo de condenar Israel pelo ataque assassino contra civis libaneses em 2006 e contra civis em Gaza em 2009, os mesmos EUA que dão cobertura ao assalto israelense contra a Palestina, que já dura mais de 60 anos, assalto e roubo que já produziu quatro milhões de refugiados palestinos, arrancados de suas casas, vilas, cidades, pelo terror e pela violência de Israel?

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Os mesmos EUA que fazem hoje manobras militares em repúblicas ex-soviéticas e estão cercando a Rússia com um anel de bases de mísseis?

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Os mesmos EUA que bombardearam o Afeganistão até converter o país num amontoado de ruínas, com milhares de civis mortos?

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Os mesmos EUA que criaram um ano novo infernal no Paquistão, ataque que, só nos primeiros dias, produziu um milhão de refugiados?

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“Paz e segurança do mundo”? Mundo de quem?

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Ao retornar de consulta com Obama em Washington, o ministro camisa-verde-oliva-caqui de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que seria "responsabilidade" de Israel "eliminar" a "ameaça nuclear" iraniana.

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Que ameaça nuclear? Todas as agências de inteligência dos EUA concluíram, unanimemente, que o Iran não tem qualquer programa nuclear militar desde 2003. Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica já relataram que não viram nem sinal de bombas atômicas no Iran.

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Quem está sendo bombardeado pelo Iran? Quantos refugiados vagam pelo mundo, tentando salvar a própria vida, por ataque comandado pelo Iran?

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Quem está sendo bombardeado pela Coreia do Norte?

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Os dois países que mais matam e que mais refugiados geram no mundo hoje são EUA e Israel. EUA e Israel, mais que qualquer outro país no mundo, já mataram e expulsaram milhões de pessoas que jamais foram ameaças a alguém e jamais atacaram alguém.

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Não há país no mundo que rivalize com EUA e Israel, na prática corriqueira da violência assassina mais bárbara.

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Mas Obama garante que os EUA protegerão "a paz e a segurança do mundo". E Netanyahu, armado com bombas atômicas, garante que Israel salvará o mundo da "ameaça iraniana".

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Onde está a mídia? Por que os que lêem jornais não estão rolando de rir?

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Paul Craig Roberts foi secretário-assistente do Tesouro no governo Reagan. É co-autor de The Tyranny of Good Intentions. Tradução de Caia Fittipaldi a partir do original em http://www.counterpunch.org/roberts05272009.html

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in Vermelho - 28 DE MAIO DE 2009 - 13h38
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quinta-feira, outubro 11, 2007

Cimeira histórica em Pyongyang - Coreias concordam avançar para a paz

Os líderes das duas Coreias terminaram a cimeira histórica realizada em Pyongyang com o compromisso de avançarem com conversações com a China e os EUA para formalizar a assinatura de um tratado de paz e acabar com o actual regime de armistício que vigora desde a guerra de 1950-53.
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“A Coreia do Sul e a Coreia do Norte acordaram impulsionar uma reunião entre líderes dos países directamente implicados na Península com o objectivo de acabar com o armistício e substitui-lo por um sistema de paz”, refere a declaração assinada no final da cimeira realizada na capital norte-coreana.
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O presidente da Coreia do Sul, Roh Moo-hyun, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, assinaram uma declaração de oito pontos para o desenvolvimento das relações entre as duas Coreias, nomeadamente acabar com as relações de hostilidade militar, garantir a redução da tensão, criar a paz na península e promover a cooperação económica.
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As duas Coreias estão tecnicamente em guerra desde 1953, já que o conflito armado de 1950-53 terminou com um armistício e não com a assinatura de um tratado de paz. Washington fez saber que aceita falar sobre um tratado de paz quando Pyongyang abandonar o seu programa nuclear militar.
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30-09-2007 - 14:44:00 Acordo provisório sobre nuclear
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Para saber mais ver:
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Coréia: Quem dividiu? - HISTORIANET, a nossa história
EUA apontam para a Coreia do Norte , por Gregory Elich