A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Vladimir Safatle: Chamar de "muro" um muro



9 DE FEVEREIRO DE 2012 - 12H17 


Página Inicial

Recebi a informação de que um jornalista, o senhor João Pereira Coutinho, acusou-me de falar do conflito palestino como um turista que vai a campo e deslumbra-se com o que vê rapidamente. Um "turista ocidental", como diz o referido jornalista com sua impressionante ironia.


No entanto, se este senhor conhecesse ao menos um pouco da imprensa brasileira saberia que escrevo sobre este assunto e sobre questões ligadas à política no mundo árabe há mais de dez anos nos principais jornais do Brasil (Folha, "Valor Econômico", "Correio Braziliense").

Podem-se criticar frontalmente minhas interpretações, mas desqualificá-las como exercício de diletantismo é um expediente fácil de quem sabe apenas se isolar em uma visão de mundo preconcebida e imune a qualquer confrontação com os fatos.

Não por outra razão, suas colocações beiram a comédia involuntária. Primeiro, tenta apagar o muro que Israel levantou na Cisjordânia dizendo que não se trata exatamente de um muro mas de uma: "barreira de segurança".

Ok, talvez em Portugal "muro" deva significar outra coisa. Por isso, gostaria de lembrá-lo que, no Brasil, chamamos de "muro" um muro, o que talvez este senhor não saiba. Este é um exercício saudável que alguns deveriam fazer: chamar as coisas pelos seus nomes.

Por exemplo, ninguém que eu saiba procurou apagar o Muro de Berlim chamando-o de "barreira de segurança de Berlim". Talvez o senhor Coutinho gostasse de iniciar esta modalidade de novilíngua. Bem, a princípio, posso garantir que vi um muro, por sinal muito parecido com o que vi em Berlin quando este ainda existia.

Mas sei que há pessoas que, mesmo diante de um muro, continuarão a dizer que ele não existe. Os psiquiatras costumam chamar isto de "alucinação negativa".

Como se não bastasse, ao falar de sua "barreira de segurança", o senhor Coutinho afirma que ela foi erguida para proteger Israel de ataques terrorista, o que justificaria tudo. De maneira desonesta, ele "esquece" que Israel foi condenado por tribunais internacionais por levantar um Muro que anexava de facto áreas internacionalmente reconhecidas como pertencentes ao futuro Estado da Palestina.

Ou seja, o governo de Israel poderia construir quantas "barreiras de segurança" quisesse, desde que em seu território. O problema não diz respeito apenas a sua segurança, mas também a sua inaceitável conquista territorial.

Depois, este senhor afirma (isto eu tenho que citar na íntegra senão alguns acharão que inventei): "a existência de um estado autônomo e respeitoso das fronteiras de 1967 tem sido sucessivamente proposto pelas lideranças israelenses desde 1967".

Mas, se este é o caso, alguém poderia me explicar por que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse claramente, no próprio Congresso norte-americano sob aplausos dos republicanos, que nunca aceitaria a proposta enunciada por Obama de criar um Estado palestino nas fronteiras de 67?

Por sinal, em minha tosca ingenuidade, quem propõe respeitar as fronteiras de 67, não coloca, como fez o governo de Israel nos últimos vinte anos, centenas de milhares de colonos na área que procura "respeitar".

Se este senhor realmente se interessa pelo conflito palestino sugiro, inclusive, que leia a carta programa do Likud, partido do atual primeiro-ministro.

Lá ele descobrirá que sua carta de 1999 diz com todas as letras : "O governo de Israel rejeita o estabelecimento de um estado árabe palestino a oeste do Rio Jordão". Mas talvez, assim como o Muro que não existe, o senhor Coutinho baterá o pé e dirá que tais palavras nunca foram escritas, que o que vemos diante de nossos olhos é uma ilusão resultante de algum complô maquiavélico de esquerdistas amigos de terroristas e defensores da destruição dos valores ocidentais de liberdade e democracia.

Sobre a questão dos refugiados, creio ter deixado claro que a posição de Arafat na negociação com o antigo primeiro-ministro de Israel Ehud Barak foi, a meu ver, um equívoco. Apenas lembrei que não há nada "perverso" em exigir o reconhecimento de um direito internacionalmente aceito e aplicado em vários outros casos.

Ninguém imagina que 4 milhões de refugiados voltariam, mas nada impedia que uma solução de compromisso fosse encontrada, como absorção de uma parte e compensação financeira para os demais. Se os israelenses tem dúvida a respeito palestino do desejo de negociação, sugiro que recoloquem a mesma proposta na mesa. Vejamos o que acontecerá.

Por fim, da mesma forma como o senhor Coutinho faz questão de não ver certas coisas, ele consegue ver o que não existe. Em momento algum afirmei que "existe um apartheid de facto no interior de Israel entre israelenses e árabes-israelenses". Mas ler atentamente o que se critica talvez seja pedir demais.

Toda esta discussão lamentável apenas demonstra o nível raso do debate que temos sobre um assunto tão importante.

Em momento algum, o jornalista em questão reconheceu minimamente o sofrimento do povo palestino. Para ele, isto não conta, disto nem vale a pena falar. Melhor tratá-los como uma horda de terroristas potenciais que merecem o tratamento que tem. Mostrar indignação com o sofrimento palestino é capitular, deve pensar o referido jornalista.

Como se fosse impossível afirmar, ao mesmo tempo: "não aceitamos ataques terroristas contra o povo israelense" e "não aceitamos a humilhação cotidiana, a destruição moral do povo palestino, assim como a anexação de seu território". Pois se Israel quer se livrar do fantasma do Hamas, nada melhor do que mostrar aos palestinos que a via da diplomacia traz frutos concretos. Que tal começar parando de bloquear o reconhecimento do Estado da Palestina no Conselho de Segurança do ONU?

A criação do Estado de Israel foi uma necessidade histórica inquestionável. Tratava-se de procurar terminar com um dos processos mais vergonhosos de perseguição e destruição ao qual um povo foi submetido (diga-se de passagem, principalmente na Europa esclarecida, com seus pogroms, campos, numerus clausus para a admissão de judeus no sistema escolar).

Hoje, a criação do Estado da Palestina (e não um conjunto medonho de bantustãs) é uma necessidade histórica da mesma ordem. Quem não tem coragem de afirmar isto com todas as letras, mente quando diz preocupar-se com direitos humanos.

Melhor seria se estes aprendessem algo a respeito de juízos universais e incondicionais. Pois há situações inaceitáveis sob quaisquer circunstâncias. Ataques terroristas a população civil é um dos casos. Destruição moral de populações inteiras é outro.

Fonte: Folha.com

terça-feira, setembro 14, 2010

José Reinaldo: Os sionistas mentem quando dizem querer a paz

Brasil14 de Setembro de 2010 - 11h12




José Reinaldo: Os sionistas mentem quando dizem querer a paz

A candidata Dilma Rousseff à Presidência da República pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, da qual fazem parte os comunistas, visitou na última segunda-feira a Confederação Israelita do Brasil, onde voltou a defender a política externa brasileira e ratificou as posições do governo do presidente Lula sobre o Irã.



Por José Reinaldo Carvalho*



Dilma afirmou que a relação com o país persa “é em busca da paz”. E num recado às forças imperialistas asseverou: “Qualquer um que abrir mão da paz está defendendo que o método correto é a guerra. E não é. As experiências no Iraque e no Afeganistão são dramáticas”. Ao mesmo tempo, a candidata demarcou-se daqueles que eventualmente neguem o holocausto: “É um fato histórico. As provas são contundentes, por isso mesmo, dramáticas”, pontuou.



São muitas as controvérsias quanto à interpretação de opiniões de líderes árabes e iranianos sobre o Holocausto. Negar sua negação é importante para não se cair na trampa de ser acusado de anti-judeu ou anti-semita. Rigorosamente, quem enxovalha a própria história do povo judeu são os sionistas no poder em Israel, porquanto cometem contra os árabes e especialmente os palestinos crimes semelhantes aos que Hitler praticou.



As declarações de Dilma apontam na direção correta. Também no que diz respeito à política externa, ela indica que dará continuidade à obra do governo Lula, conduzida durante os dois mandatos pelo Itamaraty, sob a gestão do ministro Celso Amorim, com eficiência, competência e visão estratégica correta quanto aos grandes problemas da geopolítica.



Particularmente em relação ao Oriente Médio o governo Lula fez algo comparável aos 12 trabalhos de Hércules.



Passe a expressão, por ser exata: Nunca antes na história da República o chefe de Estado havia visitado a região. Foram incontáveis as iniciativas brasileiras para fomentar as relações com os países árabes, das quais destacamos cinco, pelo seu significado.



A condenação brasileira à guerra de agressão dos EUA ao Iraque, dois meses depois da posse de Lula; a Primeira Conferência América Latina – Países Árabes, no primeiro mandato, realizada em Brasília, a ação solidária do Brasil com o Líbano, quando o país do cedro foi bombardeado em 2006 durante mais de um mês pela aviação israelense, a visita presidencial à Palestina ocupada e o acordo tripartite Brasil-Turquia-Irã em torno da questão nuclear, seguido pelo voto NÃO brasileiro no Conselho de Segurança das Nações Unidas às sanções propostas pelo imperialismo estadunidense.



Um rico acervo de realizações. Como se vê, há lógica, consistência e coerência na orientação brasileira em face da questão do Oriente Médio. Somos otimistas quanto à sua permanência. O Brasil pode e deve continuar desempenhando papel construtivo na criação de um ambiente propício à paz.



Durante o encontro com Dilma Rousseff, os dirigentes da Confederação Israelita entregaram-lhe um documento em defesa da democracia (!), pela preservação das liberdades políticas e a mobilização da sociedade na luta contra a pobreza (!) e reivindicando que o Brasil reafirme sua tradicional posição “em favor do direito de todos os povos do Oriente Médio à autodeterminação.” (sic).



Até aqui palavras, nada mais do que palavras, todas vazias de conteúdo, meras abstrações ou platitudes, lançadas no papel para iludir. Os sionistas mentem quando dizem querer a paz.



O verdadeiro objetivo do libelo sionista foi, entretanto, revelado em outro parágrafo do texto entregue a Dilma: “Todas as nações da região devem ter o direito de existir em paz e em segurança. Esse princípio é essencial para a solução de conflitos regionais”, sustenta o texto divulgado pela Confederação Israelita do Brasil, organização dedicada ao lobby sionista no país, à defesa dos interesses do Estado israelense, à difusão da sua ideologia racista e à estigmatização dos que se opõem aos crimes desse estado como anti-semitas e defensores do Holocausto.



O busílis da questão para o sionismo e que se encontra no substrato de toda a política de guerra e agressão de Israel contra os árabes em geral, os palestinos em particular e o Irã é a concepção, que vem da fundação do seu Estado em 1948, de que esses povos constituem uma ameaça à sua paz e segurança, com o que pretende justificar a sua própria natureza de Estado terrorista, genocida e a serviço da política imperialista estadunidense de domínio estratégico da região.



Há uma simbiose entre Israel e os Estados Unidos em função dos interesses que ambos defendem. Israel quer a sua expansão e, se possível, o extermínio dos palestinos. O imperialismo estadunidense quer seguir dominando o mundo, objetivo para o qual a conquista do Oriente Médio é fundamental.



A causa dos conflitos no Oriente Médio é a política agressiva e expansionista do Estado sionista israelense contra os povos árabes, em particular o povo palestino. E a política de domínio estratégico exercida pelo imperialismo norte-americano, que não se detém diante de nenhum crime, como atestam a guerra ao Iraque e o invariável apoio financeiro e militar aos agressores israelenses.



Defender a paz, na visão das forças antiimperialistas é também tomar partido do que é justo, é praticar a solidariedade com as vítimas do genocídio e da barbárie contidos nas guerras de agressão desencadeadas pelos sionistas e os imperialistas.



Palavras como paz e democracia não combinam com a conduta racista e belicista do movimento sionista espalhado pelo mundo.



A luta das forças antiimperialistas é política, nada tem a ver com reinterpretação de fatos históricos, com nacionalismo estreito e vulgar, muito menos com anti-semitismo. É uma luta pelo direito internacional, pela justiça, contra o militarismo e a guerra. Uma luta pela paz.



*Editor do Vermelho

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quinta-feira, junho 03, 2010

Fidel: O império e a guerra

América Latina

Vermelho  - 2 de Junho de 2010 - 16h00

Fidel: O império e a guerra

Há dois dias, em breves palavras, eu disse que o imperialismo não podia resolver o gravíssimo problema do consumo de drogas que assolam a população do mundo. Hoje desejo abordar outro tema, a meu juízo, de grande transcendência.

Por Fidel Castro

O atual perigo de que a Coreia do Norte seja atacada pelos Estados Unidos, a partir do recente incidente que teve lugar nas águas desse país, talvez possa ser evitado se o presidente da República Popular da China decidir utilizar o direito de veto, prerrogativa que este país não gostaria absolutamente de exercer nos acordos que se discutem no Conselho de Segurança da ONU.

Existe um segundo e mais grave problema para o qual os EUA não têm resposta possível: o conflito criado em torno do Irã. É algo que se via aproximar-se claramente desde que o presidente Barack Obama pronunciou seu discurso no dia 4 de junho de 2009, na Universidade Islâmica de Al-Azhar, no Cairo.

Em uma Reflexão que escrevi então, quatro dias mais tarde, quando dispus de uma cópia oficial do discurso, utilizei numerosas citações para analisar a importância do mesmo. Destacarei um número delas.

“Nos congregamos em um momento de tensão entre os Estados Unidos e muçulmanos ao redor do mundo…”

“… o colonialismo negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, … a Guerra Fria frequentemente utilizava os países de maioria muçulmana como agentes, sem ter em conta suas aspirações próprias.”

Impressionavam realmente esse e outros raciocínios na boca de um presidente afroamericano, que pareciam verdades evidentes como as contidas na Declaração da Filadélfia, no dia 4 de julho de 1776.

“Vim aqui buscar um novo começo para os Estados Unidos e os muçulmanos ao redor do mundo, que se baseie em interesses mútuos e no respeito mútuo…”

“Como nos disse o Sagrado Alcorão, ‘tenham consciência de Deus e digam sempre a verdade.’”

“… é parte de minha responsabilidade como Presidente dos Estados Unidos lutar contra os estereótipos negativos do Islã onde quer que surjam.”

Continuou, assim, bombardeando temas escabrosos do universo de contradições insolúveis que envolvem a política dos Estados Unidos.

“Em meio à Guerra Fria, os Estados Unidos desempenharam um papel na derrocada de um governo iraniano eleito democraticamente.”

“Desde a Revolução Islâmica, o Irã desempenhou um papel nos sequestros e atos de violência contra militares e civis estadunidenses.”

“Os estreitos vínculos dos Estados Unidos com Israel são muito conhecidos. Este vínculo é indissolúvel.”

“Muitos esperam, em acampamentos para refugiados na Cisjordânia, Gaza e terras circundantes, uma vida de paz e segurança que nunca tiveram.”

Hoje sabemos que sobre a população de Gaza cai, com frequência, uma chuva de fósforo vivo e outros componentes desumanos e cruéis, lançados sobre a Faixa, com fúria verdadeiramente nazi-fascista. Não obstante, as afirmações de Obama pareciam vibrantes e, em ocasiões, sinceras, tanto que as ia repetindo uma e outra vez, em meio de um corre-corre febril pelo mundo, onde quer que, a sua hora programada, chegasse o avião número um da Força Aérea dos Estados Unidos.

No dia 31 de maio, a comunidade internacional foi comovida com o assalto, em águas internacionais, a dezenas de quilômetros da costa de Gaza, de quase uma centena de soldados das forças especiais de Israel, que desceram de helicopteros durante a madrugada, disparando freneticamente contra centenas de pessoas, pacifistas de diversas nacionalidades, causando, segundo a imprensa, não menos de 20 mortos e dezenas de feridos. Entre as pessoas atacadas, que transportavam mercadorias para os palestinos sitiados em sua própria Pátria, havia cidadãos norte-americanos.

Quando Obama falou na Universidade Islâmica de Al-Azha da “derrocada de um governo iraniano eleito democraticamente’ e imediatamente acrescentou que “Desde a Revolução Islâmica, o Irã desempenhou um papel nos sequestros e atos de violência contra militares e civis…”, se referia ao movimento revolucionário promovido pelo Aiatolá Ruhollah Komeini, que, de Paris, sem uma só arma, esmagou as Forças Armadas do mais poderoso gendarme com que os Estados Unidos contavam no Sul da Ásia. Era muito difícil que a mais poderosa potência do mundo resistisse à tentação de instalar ali uma de suas bases militares, ao Sul da URSS.

Há mais de cinco décadas, os Estados Unidos haviam esmagado outra Revolução absolutamente democrática, quando derrotou o governo iraniano de Mohammad Mossadegh. Este foi eleito primeiro-ministro do Irã no dia 24 de abril de 1951. O senado aprovou a nacionalização do petróleo, que havia sido sua bandeira de luta, no dia 1 de maio deste mesmo ano. “Nossos largos anos de negociações com países estrangeiros – declarou – não deram resultado até agora.”

É óbvio que estava se referindo às grandes potências capitalistas, que controlam a economia mundial. O Irã tomou posse das instalações ante a intransigência da British Petroleum, que então se chamava Anglo-Iranian Oil Company.

O país não tinha possibilidade de formar técnicos. A Grã-Bretanha havia retirado seu pessoal qualificado, e respondido com bloqueio de peças e mercados. Enviou sua frota de guerra em ação de combate ao país. Como resultado, a produção petroleira do Irã diminuiu de 241,4 milhões de barris em 1952, a 10,6 em 1953. Nessas condições favoráveis, a CIA organizou o golpe de Estado que derrubou Mossadegh, até sua morte que teve lugar três anos depois. A monarquia foi restabelecida e um poderoso aliado dos Estados Unidos ascendeu ao poder no Irã.

Os Estados Unidos não fizeram outra coisa com os demais países que não seja isto; desde que se criou esta nação nos solos mais ricos do planeta, não respeitou nunca os direitos dos povos indígenas, que ali viveram durante milênios, e de negros, que foram importados como escravos pelos colonizadores ingleses.

Estou seguro, entretanto, de que milhões de norte-americanos inteligentes e honestos compreendem estas verdades.

O presidente Obama pode pronunciar centenas de discursos, tratando de conciliar contradições que são inconciliáveis em detrimento da verdade, sonhar com a magia de suas frases bem articuladas, enquanto faz concessões a personalidades e grupos totalmente carentes de ética, e desenhar mundos de fantasias que só cabem em sua cabeça e que assessores sem escrúpulos, conhecendo suas tendências, plantam em sua mente.

Duas perguntas obrigatórias: poderá Obama desfrutar as emoções de uma segunda eleição presidencial sem que o Pentágono ou o Estado de Israel, que em seu comportamento não acata de forma alguma as decisões dos Estados Unidos, utilizem suas armas nucleares no Irã? Como será a vida em nosso planeta depois disso?

Fonte: Cuba Debate 
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domingo, fevereiro 07, 2010

Premiê italiano fará visita ao Brasil em fevereiro e provoca reações ao apoiar os crimes de guerra


 

Mundo

Vermelho - 4 de Fevereiro de 2010 - 19h35

Celso Lungaretti: Berlusconi vem aísupostamente cometidos por Israel na agressão à Faixa de Gaza em 2009. "Berlusconi, que já escapou pela tangente de ser punido pela cobertura política que dava à Máfia siciliana nos anos 90, aspira à impunidade sem inocência também nos processos de fraude fiscal e suborno dos quais é reu", comenta o jornalista Celso Lungaretti em seu blog. Leia a íntegra do artigo a seguir.

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Três notícias da semana sobre o premiê italiano Silvio Berlusconi, que estará chegando ao Brasil ainda neste mês de fevereiro: em visita oficial a Israel, qualificou de "injusto" o Relatório Goldstone, já aprovado pela ONU, segundo o qual o estado judeu "cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade", no início do ano passado, quando de seus ataques devastadores na faixa de Gaza. Para Berlusconi, Israel tinha "direito de se defender dos foguetes lançados contra seu país".
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Também somou sua voz à dos que pregam uma intervenção estrangeira no Irã, além de cometer o exagero de comparar Ahmadinejad a Hitler ("O problema de segurança é fundamental para Israel. Agora ainda mais, porque há um Estado que prepara uma bomba atômica para usá-la contra alguém. Um Estado com um líder que nos recorda personagens nefastos do passado").
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Enquanto isto, na Itália, sua bancada na Câmara dos Deputados conseguiu fazer aprovar um projeto de lei que, caso obtenha também a anuência do Senado, lhe permitirá driblar eternamente a Justiça, pois bastará alegar compromissos oficiais para não ser obrigado a atender as convocações judiciais.
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É chocante que num país do 1º mundo, em pleno século 21, sejam sequer tentados tais casuísmos descarados.
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Berlusconi, que já escapou pela tangente de ser punido pela cobertura política que dava à Máfia siciliana nos anos 90, aspira à impunidade sem inocência também nos processos de fraude fiscal e suborno dos quais é reu.
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Abusando vergonhosamente de sua condição de primeiro-ministro, tenta escapar da Justiça mudando as regras do jogo, ao impulsionar a introdução de leis que o beneficiam.
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Caso do projeto para que seja reduzido o prazo de prescrição de processos judiciais cujas penas totalizem menos de dez anos, à espera de votação na Câmara. Se transformado em lei, por coincidência, fará com que os processos contra Berlusconi prescrevam imediatamente.
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A primeira tentativa que o Executivo e o Legislativo italianos fizeram para atar as mãos do Judiciário foi a promulgação de uma lei conferindo imunidade penal aos ocupantes dos quatro cargos mais altos da administração pública do país.
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Isto mantinha Berlusconi a salvo dos processos judiciais até 2013, quando findará seu patético mandato. Mas, o Tribunal Constitucional, instância suprema do Judiciário do país, varreu essa imundície -- que, entretanto, também estão tentando retirar da lixeira...
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Celso Lungaretti é jornalista e escritor e mantém os blogues
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http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

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segunda-feira, novembro 23, 2009

Solidariedade com a Palestina

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Ver Fotos - Colóquio
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terça-feira, agosto 04, 2009

WORLDNOTES: European Union, South Korea, Occupied Territories, South Africa, Venezuela, Cuba

>Archive - Daily Online

Author: W. T. Whitney Jr.
People's Weekly World Newspaper, 07/30/09 16:48


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European Union: Youth unemployment skyrockets
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The EU statistical agency Eurostat last week reported a first quarter hike in young worker unemployment to 18.3 percent, up 3.7 percent. In all, 5 million workers in 27 EU nations aged 15-24 are without work.
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Total unemployment rose 1.5 percent to 8.2 percent. Youth unemployment rose from 11 percent to 28.2 percent in Latvia, from 7.6 percent to 24.1 percent in Estonia and from 9.5 percent to 23.6 percent in Lithuania.
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Discrepancies between unemployed youth and total joblessness were greatest in Italy with 24.9 percent and 7.4 percent respectively and in Spain where comparable figures were 33.6 percent, Europe’s highest and 16.5 percent. Spain’s 789,000 unemployed youth and Great Britain’s 851,000 were tops in Europe.
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South Korea: Workers strike over news control
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The National Union of Media Workers launched a strike July 21 protesting legislation introduced by the ruling party six months ago that would facilitate newspaper corporations moving into television broadcasting.
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Critics say the rightwing government, under pretexts of job creation and market diversification, is working to keep news reporting in “safe” hands. Presently, they note, the evening television news often provides an antidote to the conservative offerings of morning newspapers. The opposition Democratic Party sees cross-ownership as potentially blocking its progressive agenda, reports Hankyoreh News.
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The Korean Confederation of Trade Unions initiated a strike on July 22 in solidarity with media workers and in support of workers at Ssangyong Motors, two months into a plant occupation.
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Occupied Territories: UN leader issues plea
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Referring to Israeli West Bank settlements, UN Secretary General Ban Ki-moon last week urged “Israel to commit fully to its obligations, including to freeze settlement activity and natural growth.” Press TV noted Palestinian determination to reject peace talks while settlement activities continue.
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New reports surfaced recently of Palestinian suffering at Israeli hands. On July 20, West Bank settlers burned down 350 olive trees near Burin in retaliation, according to the French news agency AFP, for removal of a “wildcat settlement.” The next day, the Israeli human rights group B’Tselem released a report verifying that most wastewater from Israeli West Bank and Jerusalem settlements goes untreated, threatening human health and the environment. B’Tselem cited “the rights of Palestinians to (clean) water and sanitation.”
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South Africa: President confronts disappointed hopes
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Protests have multiplied against lack of clean water and decent township housing. Police using rubber bullets arrested over 100 demonstrators recently. The BBC alluded to the impatience of a million people living in shacks, most without electricity or water.
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“We will have to wait a little longer for a significant increase in new job creation,” new President Jacob Zuma declared last week. Yet the gap between rich and poor has widened during 15 years of African National Congress rule.
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Business Day said Zuma would meet with teams working on “crisis response programs” and “take action against all who break the law.”
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The ANC Youth League called for governmental response to the protests and for leaders “to visit affected communities.”
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Venezuela: Poverty is down
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The National Statistics Institute (INE) reported recently that poverty declined between 2002 and 2008. “Extreme poverty,” represented by 752,649 Venezuelans without income or adequate housing, fell to 11.8 percent, down from 20.2 percent. Those poor because of sporadic income fell from 43 percent to 27.5 percent. Structural poverty, marked by lack of income or adequate housing, but not both, dropped from 30.6 percent in 2002 to 23.2 percent in 2008.
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INE director Elías Eljuri characterized the methodology his agency used as rigorous. Suggesting that social programs had contributed to the favorable trends, the report on Popular Tribune’s web site cited as an example children receiving meals at school, up from 300,000 a decade ago to 4.5 million children now.
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Cuba: Friendshipment arrives
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At a July 24 press conference in Havana, Rev. Lucius Walker, leader of the 20th Pastors for Peace Friendshipment Caravan, declared that most U.S. citizens oppose the U.S. blockade against Cuba. Accompanying Walker were 130 “solidarity ambassadors” who, according to the Granma newspaper, had worked to send 115 tons of U.S. humanitarian aid to Cuba. They purposefully defied U.S. regulations by not seeking permission to donate supplies or travel to Cuba.
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Walker called upon President Obama to apply his “concept of change” to normalizing U.S.-Cuba relations, returning the Guantanamo naval base to Cuba and liberating the jailed Cuban Five prisoners.
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En route to Cuba, the visitors had collected donated material at solidarity meetings in 140 U.S. cities.
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World Notes are compiled by W.T. Whitney Jr. (atwhit@roadrunner.com)

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in People's Weekly World

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quinta-feira, julho 16, 2009

Autoridade Palestina fecha escritório da al-Jazira


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A Autoridade Nacional Palestina (ANP) suspendeu nesta quarta-feira (15) as operações da emissora de televisão catariana al-Jazira na Faixa de Gaza, alegando que a emissora teria veiculado notícias falsas.


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O Ministério da Informação da ANP, em nota divulgada nesta quarta-feira, disse que levará a emissora aos tribunais, por causa de uma reportagem exibida na terça-feira.

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A suspensão do trabalho da emissora catariana deverá acontecer durante o período que o processo for considerado pela justiça local.

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O ministério acusou a rede de "dedicar partes significativas de suas transmissões para incitar sentimentos contra a Organização para a Libertação da Palestina e a Autoridade Nacional Palestina.

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A medida foi tomada depois que a rede transmitiu uma entrevista com Farouk Kaddoumi, um dos líderes da OLP, na qual ele criticava Mahmoud Abbas, presidente palestino.

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Kaddoumi afirma que líderes da ANP, dentre eles Abbas e o conselheiro Mohammed Dahlan, são suspeitos de colaborar com os israelenses na morte de Iasser Arafat. Arafat morreu em 11 de novembro de 2004 em um hospital francês.

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A emissora catariana, em seu site, nega as acusações da ANP e defende seu "padrão jornalístico". De sua sede em Doha, a direção da empresa disse estar "transtornada" com a decisão de suspender as transmissões e de tomar decisões legais contra ela.

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O governo palestino, chefiado pelo partido Fatá, também acusa a emissora do Catar de privilegiar a visão de seus rivais políticos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Na Faixa de Gaza, o Hamas criticou a suspensão da al-Jazira.

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O mistério que cerca a causa da morte de Arafat ainda está presente e alguns líderes palestinos se mostram convencidos de que seu chefe foi morto em um complô, provavelmente envenenado por Israel que, por sua vez, desmente a ilação.

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Da redação, com agências
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in Vermelho - 15 DE JULHO DE 2009 - 18h23

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quinta-feira, julho 09, 2009

Que realmente aconteceu nas eleições libanesas?





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A pergunta real agora é se o novo governo, ao ter a maioria no parlamento, pressionará para desarmar o Hezbolá, dando assim satisfação a seus patronos. Desde que foram celebradas as eleições parlamentares no Líbano, em 7 de junho, as mídias dominantes têm declarado que os resultados dessas eleições mostram claramente que o Hezbolá e seus aliados de coalizão sofreram "uma derrota acachapante".

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Por Esam Al-Amin, para o site Counter Punch


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Alguns, encabeçados pelo The New York Times e algumas agências , foram ainda mais longe, sugerindo que o discurso de Barack Obama na cidade do Cairo foi o que marcou a diferença, inclinando as eleições a favor da coalizão pró-Ocidental governante.

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Isso é pura fantasia e revela uma total incompreensão da natureza da política libanesa e uma ignorancia das realidades da política local.

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Para começar, vamos esclarecer algumas coisas. No parlamento anterior, o Hezbolá e seus aliados tinham 58 deputados, diante de 70 da coalizão governista, em um parlamento de 128 vagas. A coalizão governista dirigida por Saad Hariri, filho de Rafiq Hariri, o bilinário ex-primeiro ministro assassinado, se nutre fundamentalmente de uma série de partidos e grupos que considera bem dispostos em relação ao ocidente e a governos árabes pró-ocidentais, como o da Arábia Saudita.

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Esta coalizão inclui também os tradicionais partidos maronitas cristãos, apoiados pela igreja maronita, tais como as Falanges e as Forças Libanesas. Por outro lado, a coalizão da oposição está dirigida por partidos islâmicos, principalmente xiitas, Hezbolá e Amal, em aliança com um importante partido maronita, o Movimento Patriótico Livre, que é dirigido pelo ex-general Michel Aoun. Na rivalidade regional entre EUA, Israel e outros governos árabes "moderados", por uma parte, e Irã, Síria e os movimentos pró-resistência, por outra, esta coalizão da oposição claramente apoia os segundos.

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Uma das principais disputas do parlamento anterior foi a insistência da coalizão ocidental em exigir que o movimento de resistência — Hezbolá — se desarmasse, a partir do momento que Israel fracassou ao tentar desmantelar a infraestrutura do grupo na guerra do verão de 2006.

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Portanto, os grupos pró-ocidentais trataram de tentar conseguir politicamente o que Israel não conseguiu pela via militar. As pressões aplicadas pelos Estados Unidos durante a administração Bush para conseguir esse mesmo objetivo foram incessantes, provocando um confronto que durou cerca de um ano e que culminou nas recentes eleições.

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A política eleitoral no Líbano está em desacordo com os princípios democráticos porque se baseia em políticas sectárias. Cada um dos grupos religiosos importantes tem garantido um certo número de vagas no parlamento, baseando-se não na população, mas sim em um acordo anterior acertado em 1989, para colocar fim a uma guerra civil de 15 anos.

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Por exemplo, na recente eleição, os xiitas e os sunitas obtiveram os votos de cerca de 873 mil e 842 mil eleitores registrados, respectivamente, mas a cada grupo couberam 27 assentos. Por outro lado, os cristãos maronitas e os drusos tiveram 697 mil e 186 mil votos cada um, obtendo com esses votos 34 e 8 deputados respectivamente, muito mais do que as cifras de votos em si lhes dariam direito. Além disso, o clã Hariri pagou a mais de 120 mil expatriados libaneses para que voassem de regresso ao Líbano e votassem. Se estima que mais de 75% deles votou pela coalizão governante.

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Nestas circunstâncias, em quem votaram agora os libaneses?

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Com uma porcentagem de eleitores de cerca de 52% dos três milhões de eleitores registrados, a oposição dirigida pela coalizão do Hezbolá recebeu 55% dos votos (840 mil), mas só elegeu 45% dos deputados (57). O próprio Hezbolá apresentou somente 11 candidatos, em deferência a seus aliados de coalizão, o mesmo número que tinha no parlamento anterior.

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Todos os onze candidatos foram eleitos de forma avassaladora. Por outro lado, a coalizão governista recebeu 45% dos votos (692 mil) e 55% das vagas no parlamento. Em resumo, a coalizão governante obteve 68 vagas, enquanto que os independentes obtiveram 3 assentos, unindo-se posteriormente à coalizão governista, totalizando assim os 71 deputados pró-Hariri.

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Isto é, a composição do atual parlamento mudou somente em um deputado em relação à anterior, e isso só aconteceu depois de levarem para seu campo os três independentes. Além disso, a surpresa autêntica foi que o partido do general Aoun, o aliado da coalizão do Hezbolá recebeu, segundo os resultados anunciados pelo ministro do interior libanês, 52% do voto cristão, embora tenha obtido menos deputados que seus rivais cristãos.

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Só em um mundo de ficção científica poderia se declarar que esses números são "um claro repúdio ao programa da coalizão do Hezbolá", maneira as mídias dominantes determinam claramente como os leitores devem ler, como fez Thomas Friedman no The New York Times.

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Por isso, a história autêntica das eleições é que não se conseguiu fazer triunfar a vontade do povo libanês e que tão pouco se respeitou o princípio do governo da maioria. A coalizão dirigida pelo Hezbolá havia, de fato, obtido mais votos que a coalizão pró-ocidental, pela considerável margem de 10%. Quando o presidente americano Obama recebeu 53% dos votos populares, diante dos 47% de John McCain em novembro passado, as mídias e os analistas declararam que era uma derrota acachapante para os republicanos e um mandato de mudança real.

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A política libanesa é imprevisível. O aliado de hoje pode ser o antagonista de amanhã. Por exemplo, o líder druso Walid Jumblatt foi durante muitos anos aliado da Síria no Líbano, mas se voltou contra ela há poucos anos, devido à mudança política registrada no país. Entretanto, recentemente começou a fazer movimentos de aproximação à oposição. Como tem o mandato de 8 deputados, se mudar de lado, coisa muito improvável na cena política atual, a composição do parlamento passaria então a ser de 65 a 63 deputados a favor da atual oposição.

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A pergunta real agora é se o novo governo, ao ter a maioria no parlamento, pressionará no sentido de desarmar o Hezbolá, para satisfazer seus patrões. Se essa perspectiva se concretizar, de imediato se desencadeiria uma crise e a maioria dos libaneses, como mostrado no dia das eleições, sairão às ruas para protestar e exigir que a vontade real do povo seja respeitada, refletida nas urnas no dia das eleições;

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Original publicado em http://www.counterpunch.org/amin06122009.html

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Rebelión (em espanhol): www.rebelion.org
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in Vermelho - 16 DE JUNHO DE 2009 - 17h55
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Terrorista de Israel e silêncio da mídia




por Altamiro Borges*
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Nos meses de abril e maio passado, a mídia hegemônica fez um baita escândalo contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava agendada há meses para assinar vários acordos comerciais de interesse dos dois países.
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A TV Globo chegou a dar destaque a um reduzido protesto da comunidade israelense no Rio Janeiro. Alegando compromissos eleitorais, o governo iraniano cancelou a viagem na última hora, o que foi comemorado como “uma vitória dos direitos humanos” pela mídia colonizada, ventríloqua dos interesses imperiais dos EUA.

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Logo na seqüência, em junho, a mesma “grande imprensa” fez o maior escarcéu com o resultado das eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Ahmadinejad. Ela amplificou a mentira de que a eleição fora fraudada. Nem o alerta de um diretor da “informada” CIA, confirmando a legitimidade do pleito, serviu para acalmar os ânimos colonizados dos barões da mídia. Eles não disfarçaram o temor com a rebeldia crescente do Irã, que coloca em risco os “valores ocidentais” e desafia o decadente imperialismo. Nos mesmos dias, o assassinato de dezenas de indígenas no Peru, um país vizinho, foi ofuscado pelas manchetes contra a “fraude” no Irã. Haja engodo!

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Rechaçar a visita do ministro-terrorista

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Agora, esta mesma mídia manipuladora silencia sobre a visita ao Brasil, em julho, de um dos maiores carniceiros da Israel, o ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Neste caso, não há dúvidas ou suspeitas: Lieberman é um racista assumido, que prega descaradamente ações terroristas. O jornal Água Verde, publicado no Paraná, preparou um dossiê sobre esse asqueroso personagem que, evidentemente, não será reproduzido pela chamada “grande imprensa”. Vale à pena conhecer sua história, até para organizar, desde já, protestos contra a sua indesejada visita.

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“Virá ao Brasil no final deste mês de julho o racista e terrorista israelense Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, com a única tarefa de pressionar o governo brasileiro a romper relações com o Irã, país com o qual o Brasil tem ótimas relações comerciais. Em todo o país estão sendo organizadas manifestações de repúdio à vinda de Lieberman, um judeu sionista (racista) nascido na Moldávia.

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Lieberman participou da quadrilha liderada por Ariel Sharon e responde a processos na Justiça por envolvimento com o crime organizado (Máfia Russa), incluindo tráfico de drogas. Ele é fundador do partido de extrema direita Yisrael Beitenu (“Israel é nossa casa”), que apoiou o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em troca de cargos no governo. Entre as declarações racistas e criminosas do terrorista Lieberman destacamos as seguintes:

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“Transformar o Irã num aterro”

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- Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã;

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- Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região;

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- Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Lieberman: “As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos”.

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- Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte;

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- Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa;

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- Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”

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- Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região;

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- Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz;

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- Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.

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*Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)

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* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in Vermelho - 8 DE JULHO DE 2009 - 20h13
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segunda-feira, junho 29, 2009

Conflito Israelo-Árabe - história

Conflito Israelo-palestino

Agosto 7, 2008 by joanamargarida
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A partir de 1897, depois de fundado o movimento sionista (movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado Judaico), alguns judeus começaram a migrar para a região da Palestina. De 1918 até 1939 o protetorado ficou para os britânicos, após o fim do Império Otomano na região, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial mais judeus voltam a Palestina.

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Em 1947, a ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre judeus e árabes baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da região, sendo que destes percentual 60% era constituída pelo deserto do Neguev. A população nativa árabe, por não aceitar a criação de um Estado não árabe na região rejeitaram a partilha.

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Em 1948, os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel. É a partir daqui que o conflito se amplia. Egipto, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam a região do Estado de Israel para conquistar algum espaço. O Egipto consegue a região da Faixa de Gaza e a Jordânia consegue as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental e os árabes palestinos acabam sem território.

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Em 1964, os Palestinos criam a OLP.

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Em 1967, o Egipto bloqueia o canal de Suez aos navios israelenses e inicia manobras militares na península do Sinai próximo à fronteira israelense ao mesmo tempo que a Jordânia e Síria mobilizavam seu exércitos na fronteira com Israel. Prevendo um ataque eminente destas nações, Israel inicia a Guerra dos Seis Dias na qual Israel conquista as regiões da Faixa de Gaza, Monte Sinai, Colinas de Golã, Cisjordânia e Jerusalém oriental.

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Em 1973, começa a Guerra do Yom Kippur e, entre 1977 a 1979, Israel e Egipto fazem um acordo de paz e a região de Sinai é devolvida para o Egipto.

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Em 1982, Israel invade o Líbano numa tentativa de neutralizar os ataques realizados pela OLP a partir deste país. Em 1987, explode a Intifada. Em 1988, o Conselho Palestino renuncia a Intifada e aceita o Plano de Partilha da ONU.

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Em 1993, com o Acordo de Paz de Oslo foi criada a Autoridade Palestina com o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos pelos palestinos.

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A partir de 2000, iniciou-se o segundo levante da Intifada. Em 2001, Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro do Estado de Israel, onde ocupa territórios Palestinos e dá o início da construção da cerca da Cisjordânia, para dificultar os atentados dos terroristas homens-bombas palestinos. Em 2004, Yasser Arafat morre e deixa o cargo da Autoridade Palestina para o eleito Mahmud Abbas e Israel destrói assentamentos judaicos na Faixa de Gaza e Cisjordânia, mas o terrorismo palestino continua.

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Em 2006, o Hamas, partido político e movimento terrorista palestino e que não reconhece a possibilidade da existência de Israel, obtém maioria dos votos nas eleições para o parlamento palestino, inviabilizando as possibilidades de paz.

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ECLOSAO DO CONFLITO

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por meio de sua Assembleia-Geral no ano de 1947, a criação de um estado judeu e outro árabe ao final do mandato do protectorado britânico (1948) na Palestina. De acordo com este plano, a cidade de Jerusalém seria um território administrado internacionalmente pela própria ONU.

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No entanto, os países árabes não aceitavam a existência de Israel, pretendendo invadir logo após a saída das tropas britânicas.

Além disso, no início do conflito em 1948, aproximadamente 711.000 palestinos deslocaram-se da região, ou fugindo do eminente conflito (68% destes estimulados pelos próprios governos dos países árabes para que os seus exércitos pudessem arrasar mais facilmente ao novo Estado que surgia) ou expulsos por lutarem contra o novo Estado, criando uma grande onda de refugiados que se abrigaram nos países vizinhos, Faixa de Gaza e Cisjordânia. Com o passar do tempo seu número cresceu, e a dúvida é se estes refugiados palestinos algum dia poderão retornar a seus antigos lares, complicando as conversações entre as partes envolvidas.

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Com a não absorção dos árabes palestinos pelos países árabes e a não criação do Estado Palestino, os árabes palestinos se auto-constituíram povo e passaram a exigir o seu retorno a suas antigas casas, apesar de a grande maioria já não ter nascido nas regiões reivindicadas.

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Outro grande entrave para as negociações de paz é a reivindicação de soberania com relação à cidade de Jerusalém. Devido ao seu valor histórico e religioso, Israel reivindica toda a cidade para si, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. A parte Oriental de Jerusalém, território palestino ocupado por Israel desde 1967, é reivindicada pelos palestinos para ali estabelecer sua capital.

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Houve inúmeros períodos de acirramento do conflito, com hostilidades militares de ambos os lados, e vários acordos de paz que acabaram fracassando.

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Havia grandes chances do estado Palestino surgir de fato, pois as bases políticas e institucionais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) são reconhecidas pela comunidade internacional, inclusive estando presente nas Nações Unidas como membro observador. Entretanto, com a eleição de Ariel Sharon, o Estado israelense passou a negar qualquer negociação com os palestinos sem antes a cessação dos frequentes ataques terroristas aos civis israelenses. Mais tarde, a eleição do Hamas para o governo da palestina em 2006, um grupo terrorista que não aceita que Israel exista, inviabiliza qualquer possibilidade de paz entre os dois povos.

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RETIRADA DE OSRAEL DA FAIXA DE GAZA

De acordo com o governo do Primeiro-Ministro Ariel Sharon, a consolidação do cessar-fogo entre as partes beligerantes possibilita a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, concretizando a transferência de soberania e conseqüente materialização da territorialidade, dois fatores fundamentais para a existência de um Estado soberano palestino.

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A transferência, com a saída dos exército e colonos judaicos da Faixa de Gaza em agosto de 2005. Por conta disto, a ANP treinou um efectivo de 5.000 policiais para a manutenção da ordem da região após a retirada israelense. Entretanto, apesar de ter conquistado soberania sobre Gaza, os palestinos entraram num conflito interno que ocasionou a tomada de poder pelo Hamas da faixa de Gaza e o recrudescimento dos ataques com mísseis caseiros contra Israel a partir desta região, paralisando novamente as conversações de paz.

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Palestina

Agosto 7, 2008 by joanamargarida

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Palestina é a denominação dada pelo Império Britânico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as margens do Rio Jordão. O seu estatuto político é disputado acesamente.

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A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria árabo-palestina, deveriam integrar um estado palestiniano-árabe a ser criado – de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas e da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido. Todavia, em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram ocupadas militarmente por Israel, após a Guerra dos Seis Dias.

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Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas passaram a ser administradas pela Autoridade Palestiniana, mas, devido aos inúmeros ataques terroristas que sofre, Israel mantém o controlo das fronteiras e está actualmente a construir um muro de separação que, na prática, anexa porções significativas da Cisjordânia ocidental ao seu território.

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A população palestina dispersa pelos países árabes ou em campos de refugiados, situados nos territórios ocupados por Israel, é estimada em 4.000.000 de pessoas.

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Israel

Agosto 7, 2008 by joanamargarida

O Estado de Israel é um país no Oriente Médio, na extremidade sudeste do Mar Mediterrâneo. É uma república democrática parlamentar fundada em 14 de Maio de 1948. É o único estado judeu em todo o mundo. Faz fronteira com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egipto no sudoeste.

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A capital do país e sede do governo é Jerusalém, que é também a residência do Presidente da nação. A Lei Básica estabelece que “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel” apesar de a Autoridade Palestina ver Jerusalém Oriental como futura capital da Palestina e as Nações Unidas e a maioria dos países não aceitarem a Lei Básica, argumentando que o status final deve esperar futuras negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. A maioria dos países mantêm a sua embaixada em Tel Aviv.

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Israel é o único país no Oriente Médio cujo regime político é considerado uma verdadeira democracia, e seus cidadãos desfrutam de uma extensa gama de direitos políticos e direitos civis. Israel, ainda, é considerado o mais avançado na região em termos de liberdade de imprensa, regulamentações empresariais, competição econômica, liberdade econômica e desenvolvimento humano médio.

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O conflito entre Israel e a Palestina continua a ser uma fonte de tensão dentro e fora de Israel. Em particular, isto causou tensões com os vizinhos árabes de Israel, com alguns dos quais Israel também entrou em conflito. Grupos como a Anistia Internacional e Human Rights Watch têm sido críticos das políticas de Israel, enquanto outras organizações como a Freedom House, o governo dos Estados Unidos e alguns países da Europa geralmente apoiando Israel.

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Segundo as escrituras bíblicas, Israel é a terra prometida por Deus aos hebreus e é o berço da religião e da cultura judaica desde o século XVII a.C..

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