A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, agosto 01, 2013

Serafim Lobato - EUA: O APRENDIZ DE HITLER TANTO PODE SER BRANCO COMO NEGRO

tabanca de ganturé


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

EUA: O APRENDIZ DE HITLER TANTO PODE SER BRANCO COMO NEGRO



1 – Um professor catedrático da importante universidade norte-americana de Yale, de nome Amitai Etzioni, escreveu,  nos princípios de Julho, na revista daquela instituição (Yale Journal of International Affairs), um artigo denunciando que o seu governo autorizouum plano para lançar uma guerra nuclear “preventiva” contra a China.

A notícia teve divulgação mundial, mas foi menosprezada, mesmo assim, pelos grandes meios de comunicação dos Estados Unidos, o que a limitou.

Foram políticos e especialistas civis das questões militares que deram relevo à gravidade do passo tomado na vigência da…administração Obama.

Washington não teve sequer a ousadia de desmentir a notícia divulgada.

Para se efectuar este plano teve de existir uma sintonia acordada entre o executivo, as Forças Armadas e, pelo menos, o poderoso complexo industrial militar, ponta de lança de todo o militarismo que enferma o sistema capitalista norte-americano e demonstra que as orientações nazis estão a dominar todo o sistema político do país.

Não é por acaso que um ex-Presidente dos EUA Jimmy Carter, ele próprio no seu tempo apologista – forçado ou não – das intervenções imperialistas norte-americanas em países que lhe não eram subservientes, como o Irão, reconhece agora – e fê-lo curiosamente durante uma recente viagem à Europa  -  que os Estados Unidos “já não funcionam como democracia”.

O aparecimento deste artigo no jornal de Yale surge já depois da Rússia e a China terem realizado, pela primeira vez, grandes manobras aero-navais no Oceano Pacífico, e, particularmente, numa altura em que um importante destacamento castrense russo efectuou um grande exercício no Extremo-Oriente.

 
Foram, aliás, os maiores exercícios militares russos, desde o desaparecimento da URSS.

Vladimir Putin, como Chefe de Estado e comandante-em-chefe das Forças Armadas fez questão de estar presente.

Neles participaram unidades, em número elevado, da Marinha de Guerra, Aviação estratégica (um certo número de aviões transportando armas nucleares foram colocados em estado de prontidão máxima),  tropas do Exército da defesa anti-mísseis,  de cavalaria blindada e de infantaria motorizada.

2 – A fascização em curso nos Estados Unidos da América não é uma frase militante que eu uso. É uma realidade.

Para o efeito, além da declaração de Carter já citada, vou dar-vos a opinião sobre essa evolução política de um antigo governante norte-americano, não muito antigo no tempo, pois pertenceu à Administração Clinton. Logo uma personalidade da própria elite dirigente do país.

Chama-se Paul Craig Roberts e exerceu o cargo de Secretário Adjunto do Tesouro.

Entre outros cargos, foi editor do “Wall Street Journal”, o órgão de comunicação do sistema financeiro norte-americano.

A tradução, minha, provem do castelhano.

Foi retirada da revista “CounterPunch”.

O título do artigo é “Planificação da guerra nuclear?”, com um antetítulo “Duas falsas democracias que ameaçam o mundo”.

”Amitai Etzioni (o catedrático supracitado) colocou uma importante pergunta:  *Quem autorizou os preparativos de uma guerra contra a China?*

Etzioni disse que o plano de guerra não é o tipo de plano de contigência que pode estar disponível para um acontecimento improvável.

Etzioni também informa que o plano de guerra não foi ordenado, nem passou pelo crivo da revisão das autoridades civis norte-americanas.

Vemo-nos confrontados com militares norte-americanos fora de controlo, influenciados pelos neoconservadores que colocam em perigo os norte-americanos e o resto do mundo.

Etzioni tem razão quando diz que é uma decisão crucial de alguns militares influenciados pelos neoconservadores.

É obvio que a China sabe que Washington se está a preparar para uma guerra contra ela.
Se o Yale Journal  sabe, a China também está ciente do processo.

Se o governo chinês é realista, sabe que Washington planifica um ataque nuclear preventivo contra a China.

Nenhum outro tipo de guerra tem sentido do ponto de vista de Washington.

A *superpotência* nunca conseguiu ocupar Bagdad, e, depois de 11 anos de guerra sai derrotada do Afeganistão por uns milhares de talibãs, com armamento ligeiro.

Envolver-se numa guerra convencional com a China seria o fim de Washington.

Quando a China era um primitivo país do Terceiro Mundo, combateu os EUA na Coreia e da refrega chegou-se a um ponto morto.

Hoje, a China é a segunda economia do mundo e supera, rapidamente, a débil economia dos EUA, destruída pela deslocalização de postos de trabalho, fraude nos *bansteres* e a traição corporativa e do Congresso.

O plano de guerra do Pentágono contra a China denomina-se *Batalha Ar-Mar*.

É desenvolvido com a utilização de *forças aéreas e navais inter-operativas que podem executar ataques em profundidade em rede, integrados, para danificar, destruir e desmoronar capacidades inimigas contra o acesso de capacidades de negação de área”.

Sim, *mas o que significa  isso?* Significa muitos milhares de milhões de dólares de benefícios adicionais para o complexo militar/securitário, enquanto que os restantes 99 % sofrem pisados pelas botas castrenses.

Também é óbvio que essa aventura insensata não pode derrotar um grande exército chinês.

Mas, este tipo de ruídos de terçar espadas pode conduzir à guerra, e se os cretinos de Washington iniciam uma guerra, a única maneira em que o poder político norte-americano se poderá impor é com a utilização de armas nucleares.

A radiação, claro, também matará norte-americanos.

A guerra nuclear está, pois, na agenda de Washington.

A ascensão dos nazis neoconservadores levou a que fossem negados os acordos de desarmamento nuclear de Reagan e Gorbachov.

O extraordinário livro publicado em 2012, na sua maior parte verdadeiro, *About the Untold History of the United States*, de Oliver Stone e Peter Kuznick, descreve a orientação post Reagan, segundo a qual o ataque nuclear preventivo é a primeira opção de Washington.

Durante a guerra fria, as armas nucleares tinham um efeito defensivo.

O propósito era impedir a guerra nuclear porque os EUA e a URSS mantinham um suficiente poder de retaliação para garantir a *destruição mútua*.

MAD, como lhe chamavam, significa que as armas nucleares não ofereciam uma vantagem ofensiva a qualquer dos lados.

O colapso soviético e a concentração da China na sua economia, em lugar de fortalecer as suas forças armadas, tiveram como consequência que Washington adquirisse vantagem no armamento nuclear que, segundo duas personagens norte-americanas do  textoDr. Insolito, Keir Lieber e Daryl Press, dá à administração dos Estados Unidos a capacidade do primeiro ataque.

Lieber e Press escrevem que a *precipitada decadência do arsenal da Rússia e o ritmo glacial da modernização das forças nucleares da China* criaram uma situação em que aqueles dois países não poderiam responder a um primeiro ataque de Washington.

O plano *Batalha Ar-Mar* do Pentágono e o artigo de Lieber e Press na revista *Foreign Affairs* tornaram a China e a Rússia cientes que Washington está a considerar a possibilidade de ataques nucleares contra os dois países.

Para assegurar que a Rússia será incapaz de retaliar, Washington está a colocar misséis anti-balísticos nas fronteiras russas, numa violação do acordo EUA-URSS.

Devido ao facto de que a imprensa norte-americana se transformou num corrupto Ministério da Propaganda governamental, o povo dos EUA não tem a menor ideia de que Washington, influenciado pelos neoconservadores, está a planear uma guerra nuclear.

Os Estados Unidos não estão conscientes do que está a suceder, tal como ignoram a recente declaração do ex-Presidente Jimy Carter, que foi produzida na Alemanha, segundo a qual os EUA já não são uma democracia.

A possibilidade de pôr em marcha uma guerra nuclear surgiu, precisamente, há 11 anos quando o Presidente George W. Bush, por intercepção do vice-Presidente Dick Cheney e dos neoconservadores que dominavam a sua administração, aprovou a uma lei que chamou de *Revisão da Orientação Nuclear 2002*.

Este documento neoconservador, aprovado pelo Presidente mais cretino dos EUA, provocou consternação e condenação no resto do Mundo e fez com que se iniciasse uma nova corrida aos armamentos.

O Presidente russo, Vlamidir Putin, anunciou, de imediato, que a Rússia gastaria todo o dinheiro que fosse necessário para manter a sua capacidade de retaliação nuclear.

Os chineses conseguiram em pouco tempo desenvolver tecnologia que lhe permitiu destruir um satélite em órbita com um míssil.

O Presidente da Câmara de Hiroshina, a cidade japonesa vítima de um enorme crime de guerra norte-americano, declarou: *O Tratado de Não Proliferação Nuclear, o acordo internacional central que guia a eliminação das armas nucleares, está à beira do colapso.

A causa principal é a política nuclear dos EUA que, ao sustentar, abertamente, que pode efectuar um primeiro ataque nuclear preventivo e ao relançar um programa de investigação de mini-bombas nucleares e outras, denominadas `armas nucleares utilizáveis`parece adorar tal tipo de armamento como se fosse um Deus*.

As sondagens em todo o mundo mostram, claramente, que Israel e os EUA surgem como as maiores ameaças à paz e à vida no planeta.

Todavia, estes dois governos, que se tornam em tudo ilegais, pavoneiam-se, auto-declarando-se *as maiores democracias do mundo*.

Nenhum deles aceita qualquer responsabilidade perante o direito internacional, os direitos humanos, as Convenções de Genebra ou mesmo perante o seu próprio direito constitucional.

EUA e Israel são governos canalhas, em retrocesso à era de Hitler e Stálin.

As guerras posteriores à II Grande Guerra Mundial tiveram como centro Washington e Israel.

Nenhum outro país apresenta tais ambições imperiais expansionistas.

O governo chinês não ocupou Taiwan, mas poderia fazê-lo se quisesse.

O governo russo não ocupou, até agora, antigos territórios constitutivos da própria Rússia como a Geórgia, a qual sob a pressão de Washington lançou um ataque sobre o país de Putin, que foi, instantaneamente, jugulado pelo Exército russo.

Putin poderia ter afastado o títere georgiano de Washingtom e incorporar a Geórgia na Federação Russa, da qual fez parte durante vários séculos e que muitos consideram com pertença daquele Estado.

Durante os últimos 68 anos, a maioria das agressões militares foram originadas pelos Estados Unidos e Israel.
Contudo, esse dois provocadores de guerra armam-se em vítimas de agressão.
Israel tem um arsenal nuclear ilegal, não reconhecido e sobre o qual não presta contas à comunidade internacional.
Washington já elaborou um plano de guerra baseado no primeiro ataque nuclear.

O resto do Mundo tem razão em considerar que esses dois irresponsáveis governos canalhas são ameaças directas à vida na terra”.

 

domingo, abril 08, 2012

Escritor Günter Grass considerado ‘persona non grata’ por Israel



Polémica


08.04.2012 - 15:44 Por Lusa
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Günter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclearGünter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear (Miguel Manso)
 Israel declarou neste domingo o escritor alemão e Nobel da literatura Günter Grass "persona non grata" devido a um poema que escreveu na semana passada, no qual advertia que o Estado judaico era uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear.
“Os poemas de Grass alimentam as chamas do ódio contra Israel e o povo de Israel, e são uma tentativa de fomentar a ideia que este assumiu publicamente quando vestiu a farda das SS (polícia nazi)”, afirmou hoje o ministro do Interior, Eli Yishai, para justificar esta decisão. 

Um porta-voz do ministro afirmou ao diário Ha’aretz que, de acordo com as leis da imigração e de entrada em Israel, o escritor tinha sido declarado ‘persona non grata’ e, por conseguinte, não será lhe permitido o acesso ao país. 

“Se Grass quer continuar a divulgar a sua criação disforme e enganosa, sugiro-lhe que o faça no Irão, aí encontrará ouvintes”, disse o ministro, numa alusão a uma comparação feita pelo Nobel entre os dois países. 

Já na sexta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, reagiu ao poema de Grass e assegurou que “é o Irão, e não Israel, quem representa uma ameaça para a paz mundial”. 

“A vergonhosa comparação que [Günter Grass] fez entre Israel e o Irão, um regime que nega o holocausto e apela para a destruição de Israel, diz muito pouco sobre Israel e muito sobre o próprio Grass”, afirmou então o chefe do Governo israelita, em comunicado. 

O escritor, de 84 anos, denunciou o programa nuclear de Israel num texto intitulado “Was gesagt werden muss” (“O que há para dizer”), publicado simultaneamente pelo diário de referência alemão Süddeutsche Zeitung, pelo espanhol El País, pelo norte-americano The New York Times e pelo italiano La Repubblica

O poema foi conotado de antissemita pela comunidade judaica alemã e por Israel e foi criticado por um vasto leque de políticos alemães. 

domingo, setembro 12, 2010

Cuba insiste na eliminação de armas nucleares


América Latina

Vermelho - 10 de Setembro de 2010 - 11h48

Cuba propôs nesta quinta (09) que a metade dos atuais gastos militares, incluídos os relativos às armas nucleares, seja destinada ao desenvolvimento econômico e social através de um fundo dirigido pelas Nações Unidas. Também chamou a adotar um plano de ação que permita alcançar a eliminação total e a proibição completa deste tipo de armamento em um prazo no máximo de 15 anos.

Ambas iniciativas foram apresentadas nesta quinta-feira pelo representante suplente permanente de Cuba na ONU, Rodolfo Benítez, ao falar em uma sessão solene da Assembleia Geral pelo Dia Internacional contra os Testes Nucleares.

O diplomata disse que a simples existência destes artefatos constitui uma grave ameaça para a paz e segurança, e recordou que hoje existem armas suficientes para aniquilar várias vezes a vida sobre a Terra e toda a obra da civilização.

Ele também considerou urgente avançar até a proibição e eliminação total destes instrumentos nucleares.

"Com os recursos que hoje se dedicam aos armamentos, incluindo a modernização das armas nucleares, se poderia alimentar aos 1 bilhão e 200 milhões de famintos existentes no mundo e garantir uma moradia adequada a mais de 640 milhões de crianças que necessitam dela", apontou.

Ele também afirmou que estes gastos ocorrem quando quatro quintos da humanidade vivem no subdesenvolvimento e na pobreza, 800 milhões de adultos não sabem ler e 17 mil crianças morrem de fome a cada dia.

"O desarmamento nuclear não pode seguir sendo um objetivo continuamente adiado e condicionado. É momento de adotar ações concretas e imediatas", insistiu o representante cubano.

A sessão da Assembleia Geral desta quinta-feira foi a primeira celebração do Dia Internacional contra os Testes Nucleares, proclamado no ano passado para ser lembrado a cada 29 de agosto.

Fonte: Prensa Latina.
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sexta-feira, setembro 10, 2010

Niko Schvarz: A única verdadeira vitória é conquistar a paz


Mundo

Vermelho - 8 de Setembro de 2010 - 6h00

O discurso de Fidel Castro na sexta-feira passada (3 de setembro) na escadaria da Universidade na qual ingressou há 65 anos merece ser difundia por toda a parte como uma contribuição efetiva à paz mundial, para criar consciência universal sobre a necessidade de mobilizar-se para alertar sobre o gravíssimo perigo de uma guerra nuclear.


Por Niko Schvarz*

Há pouco o mundo recordou também os 65 anos do holocausto de Hiroshima e Nagasaki (o maior e mais desnecessário crime de guerra da história) e agora a situação se reproduz, agravada. E mais ainda: entramos na contagem regressiva. Com efeito: a data para começar a aplicar as sanções decretadas pela maioria do Conselho de Segurança contra o Irã (com o rechaço do Brasil e da Turquia e a abstenção do Líbano) seria o dia 9 de setembro, ou inclusive o dia 7 segundo outra versão; e a tentativa de inspecionar os navios que cheguem ao Irã, o que este país rejeita,poderia ser a chispa de um incêndio nuclear de imprevisível extensão.

O líder cubano, cuja voz adquiriu ressonância universal nestes meses por sua prédica persistente a favor da paz, recordou suas origens na Universidade, valorizou a obra da revolução cubana (na qual se entrelaçou a luta pela libertação nacional com o esforço tenaz dos trabalhadores por sua libertação social) e se concentrou de cheio no objetivo de preservar a paz mundial. Em suas palavras: “A pretensão de domínio econômico e militar dos primeiros em utilizar esses aterradores instrumentos de destruição e morte (em Hiroshima e Nagasaki conduziram a humanidade à possibilidade real de perecer que hoje ela enfrenta. O problema dos povos hoje em dia é impedir que tal tragédia ocorra”.

Como prova da crescente consciência que se vai gerando em torno desse tema crucial, citou uma das centenas de mensagens por ele recebidas, na qual uma análise justa da atual situação crítica se condensa na frase que adotei para o título deste artigo: “A única verdadeira vitória é conquistar a paz”. Que se complementa com esta outra, que modificando uma difundida e contraditória divisa, expressa: “Se queres a paz, prepara-te para mudar tua consciência”.

Como vem fazendo ao longo destes três meses, Fidel Castro analisa de forma minuciosa todas as informações e novos elementos de juízo que confirmam sua tese do aumentado perigo de guerra nuclear. Entre eles, um artigo publicado nos últimos dias por George Friedman, diretor executivo do prestigioso centro Stradford, que conta com antigos analistas da CIA entre seus colaboradores, assinala: “Uma nova onda de vazamentos sobre um ataque contra os objetivos nucleares do Irã que Israel está preparando junto com os Estados Unidos desta vez parece ter um fundamento real". (Recordamos por nossa parte – Veja-se a nota de 9 de agosto sob o título “Ex-oficiais da CIA advertem que Israel planeja bombardear o Irã” – que ex-oficiais dos serviços secretos agrupados no “Veteran Profesionals for Sanity” (VPS) notificaram Obama através de memorando que o governo de Netanyahu projetava um ataque surpresa ao Irã em data próxima, com a ideia de obrigar os EUA a proporcionar um apoio total de seu exército à campanha militar).

Voltando à análise de Friedman, este adverte que outra grave consequênc ia de um ataque contra o Irã seria que este país bloquearia o Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o que levaria ao colapso 45% do fornecimento mundial de petróleo, fazendo com que disparasse seu preço e dificultando a recuperação da economia mundial depois da recessão. 
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Cita-se também uma opinião de Tony Blair, formulada na terça-feira da semana passada, 1º de setembro, em entrevista à BBC por ocasião da apresentação do seu livro de Memórias, no sentido de que a comunidade internacional poderia não ter outra alternativa do que a opção militar se o Irã desenvolver armas nucleares (do que o estão acusando falsamente, mas seria o pretexto para a agressão).

Em tal caso, deve considerar-se que há no mundo cerca de 25 mil armas nucleares, sem contar as armas convencionais em enorme proporção. UM ataque desse tipo já se produziu em 1981 contra um centro de pesquisa nuclear iraquiano e o mesmo se fez em 2007 contra um centro de pesquisas sírio, ainda que este último, por misteriosas razões nunca foi publicitado. A conclusão de Fidel é a seguinte: “Não abrigo a menor dúvida de que a capacidade de resposta convencional do Irã provocaria uma guerra feroz, cujo controle escaparia das mãos das partes beligerantes e a mesma se tornaria irremediavelmente um conflito nuclear global”.

Consigna-se também uma recente opinião do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, que (apesar de que seu país votou as sanções contra o Irã no Conselho de Segurança) afirmou que as mesmas não levarão a nenhum lugar e que o problema iraniano não deve ser resolvido por nenhum método de força.

A opinião da Rússia não pode ser ignorada, estima Fidel. Também entra em cena a China, já que de acordo com um recente despacho noticioso examinado, a União Europeia, através de sua responsável de política externa, Catherine Ashton, está pressionando a China para que suas empresas não ocupem o lugar deixado por outras companhias que abandonaram o Irã devido às sanções.

O que se deve reter particularmente é o chamamento final de Fidel Castro a intensificar a ação pela paz na medida em que nos aproximamos da data que pode se tornar fatídica. Faltam muito poucos dias. Seu chamamento se dirige aos estudantes universitários, mas na realidade vale para qualquer pessoa honesta, como ele as chama, em qualquer lugar do mundo: “Exorto-os a não deixar de batalhar nessa direção de luta pela paz. Nesta, como em muitas lutas do passado, é possível vencer”.

*Jornalista e escritor uruguaio, membro da direção da Frente Ampla e do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo
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Publicado no jornal La República em 5 de setembro de 2010. 
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terça-feira, agosto 17, 2010

Fidel Castro: A ONU, a impunidade e a guerra

Mundo

Vermelho - 16 de Agosto de 2010 - 9h09

O comandante da Revolução cubana volta a alertar, em Reflexão publicada nesta segunda-feira (16)na imprensa cubana,  para o perigo de guerra e desmascara a ação dos grandes grupos monopolistas do capital financeiro e dos meios de comunicação, mancomunados com as esferas de poder.

A Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 9 de junho de 2010 selou o destino do imperialismo.

Não sei quantos se deram conta de que entre outras coisas absurdas, o secretário geral dessa instituição, Ban Ki-moon, cumprindo ordens superiores, incorreu no disparate de nomear Álvaro Uribe - quando este estava a ponto de concluir seu mandato – vice-presidente da comissão encarregada de investigar o ataque israelense à flotilha humanitária que transportava alimentos essenciais para a população sitiada na Faixa de Gaza. O ataque se produziu em águas internacionais a considerável distância da costa.

Tal decisão outorgava a Uribe, acusado por crimes de guerra, total impunidade, como se um país cheio de fossas comuns com cadáveres de pessoas assassinadas, algumas até com duas mil vítimas, e sete bases militares yanques, mais o resto das bases militares colombianas a seu serviço, não tivesse nada a ver com o terrorismo e o genocídio.

Por outro lado, em 10 de junho de 2010, o jornalista cubano Randy Alonso, que dirige o programa "Mesa Redonda" da televisão nacional, escreveu no sítio Web CubaDebate um artigo intitulado: "O chamado governo mundial se reuniu em Barcelona”, em que assinala:

"Chegaram ao prazeroso hotel Dolce em carros de luxo com vidros escuros ou em helicópteros”.

"Eram os mais de cem hierarcas da economia, das finanças, da política e dos meios de comunicação da América do Norte e da Europa, que vieram a este lugar para a reunião anual do Clube de Bildeberg, uma espécie de governo mundial na sombra”.

Outros articulistas honestos estavam acompanhando como ele as notícias que puderam ser filtradas do estranho encontro. Alguém muito mais informado do que eles estava seguindo a pista desses eventos desde há muitos anos.

"O excluisvo Clube que se reuniu em Sitges nasceu em 1954. Surgiu da idéia do conselheiro e analista político Joseph Retinger. Seus impulsionadores iniciais foram o magnata norte-americano David Rockefeller, o príncipe Bernardo da Holanda e o primeiro-ministro belga, Paul Van Zeeland . Seus propósitos fundacionais eram combater o crescente ‘anti-norteamericanismo’ que havia na Europa da época e enfrentar a União Soviética e o comunismo que cobrava força no Velho Continente”.

"Sua primeira reunião se realizou no Hotel Bilderberg, en Osterbeck, Holanda, a 29 e 30 de maio de 1954. Dali saiu o nome do grupo, que desde então se reuniu anualmente, exceto em 1976”.

"Há um núcleo de filiados permanentes que são os 39 membros do Steering Comittee (Comitê de Direção), o resto são convidados."

"A ‘organização’ exige que ninguém conceda entrevistas nem revele nada do que um participante individual tenha dito. É requisito imprescindível o domínio excelente da língua inglesa (...) não há tradutores presentes”.

"Não se sabe com exatidão os alcances reais do grupo. Os estudiosos dessa entidade dizem que não é por acaso que se reúnam sempre um pouco antes que o G-8 (antigo G-7) e que busquem uma nova ordem mundial de governo, exército, economia e ideologia única”.

"David Rockefeller disse em uma reportagem na revista ‘Newsweek’: ‘Algo deve substituir os governos e o poder privado me parece a entidade adequada para fazê-lo’”.

" O banqueiro James P. Warburg afirmou: ‘Goste-se ou não, teremos um governo mundial. A única questão é se será por concessão ou por imposição’”.

"Eles conheciam dez meses antes a data exata da invasão do Iraque; também conheciam o que ia acontecer com a bolha imobiliária. Com informação como essa se pode fazer muito dinheiro em todo tipo de mercados. Estamos falando de clubes de poder e de saber?”

"Para os estudiosos, um dos temas que mais preocupam o Clube é a ‘ameaça econômica’, o que significa China e sua repercussão nas sociedades norte-americanas e europeias”.

"Sua influência na elite é demonstrada com o fato de que Margaret Thatcher, Bill Clinton, Anthony Blair e Barack Obama estvieram entre os convidados ao Clube antes de que fossem eleitos ao mais alto cargo governamental na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. Obama compareceu à reunião de junho de 2008 na Virgínia, EUA, cinco meses antes de seu triunfo eleitoral e sua vitória já era prognosticada desde a reunião de 2007”.

"Em meio a tanto sigilo, a imprensa foi sacando nomes por aqui e por ali. Entre os que chegaram a Sitges estavam importantes empresários como os presidentes da Fiat, Coca-Cola, France Telecom, Telefônica da Espanha, Suez, Siemens, Shell, Novartis e Airbus.”

"Também se reuniram gurus das finanças e da economia como o famoso especulador George Soros,os assessores econômicos de Obama, Paul Volcker y Larry Summers, o flamante secretário do Tesouro britânico, George Osborne, o ex-presidente do Goldman Sachs e da British Petroleum, Peter Shilton (...), o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellic, o diretor general do FMI, Dominique Strauss-Kahn, o diretor da la Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, o presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet, o presidente do Banco Europeu de Investimentos, Philippe Maystad."

Os nossos leitores sabem alguma coisa sobre isso? Algum órgão importante dos meios de comunicação radiofônicos, televisivos ou impressos disseram alguma palavra? É essa a liberdade de imprensa que tanto apregoam no ocidente? Pode algum deles negar que estas reuniões sistemáticas dos mais poderosos financistas do mundo são realizadas todos os anos, à exceção do ano citado?

"O poder militar enviou alguns de seus falcões - continúa Randy. O ex-secretário da Defesa de Bush, Donald Rumsfeld, seu subalterno, Paul Wolfowitz, o secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen e seu antecessor no cargo, Jaap de Hoop Scheffer."

"O magnata da era digital, Bill Gates, foi o único participante que falou algo à imprensa antes do encontro. ‘Sou um dos que estará presente, disse, e anunciou: ‘Sobre a mesa haverá muitos debates financeiros’" .

"Os especuladores da notícia falam que o poder na sombra analisou o futuro do Euro e as estratégias para salvá-lo, a situação da economia europeia e o rumo da crise. Sob a religião do mercado e o auxílio dos drásticos cortes salariais se quer continuar prolongando a vida do enfermo”.

"O coordenador da Esquerda Unida, Cayo Lara, definiu com clareza o mundo que os Bildeberg nos impõem: ‘Estamos em um mundo ao contrário; as democracias controladas, tuteladas e pressionadas pelas ditaduras dos poderes financeiros’".

"O mais perigoso, que foi publicado no jornal espanhol ‘Público’, é o consenso majoritário dos membros do Clube a favor de um ataque norte-americano ao Irã (...) Recordar que os membros do Clube sabiam a data exata da invasão ao Iraque de 2003, dez meses antes que ocorresse”.

Acaso é uma invenção caprichosa a ideia, quando isto se soma a todas as evidências expostas nas últimas Reflexões? A guerra contra o Irã já está decidida nos altos círculos do império, e somente um esforço extraordinário da opinião mundial poderia impedir que estoure em prazo muito breve. Quem oculta a verdade? Quem engana? Quem mente? Algo do que se afirma aqui pode ser desmentido?

Fidel Castro Ruz

15 de agosto de 2010

Fonte: Prensa Latina
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quarta-feira, agosto 11, 2010

Fidel Castro: Israel não atacará primeiro

Mundo

Vermelho - 11 de Agosto de 2010 - 9h39 



Num texto curto, o líder da Revolução cubana volta a chamar a atenção para os riscos embutidos na Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que sanciona o Irã.

Por Fidel Castro, em Prensa Latina

Os ex-oficiais da CIA Phil Giraldi e Larry Johnson; W. Patrick Lang, das Forças Especiais da Agência de Inteligência da Defensa; Ray McGovern, da Agência de Inteligencia da Armada e da CIA, e outros ex-altos oficiais com longos anos de serviço, têm razão quando advertem Obama de que o primeiro-ministro de Israel projetou um ataque surpresa com a ideia de obrigar os Estados Unidos à guerra contra o Irã. Mas, com a Resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Israel conseguiu que os Estados Unidos se comprometesse a ser o primeiro a atacar.

Depois disso, Netanyahu não se atreveria a ser o primeiro a fazê-lo, já que uma ação deste tipo o confrontaria com todas as potências nucleares e ele não é estúpido. Entre todos os inimigos do Irã criaram uma situação absurda. A Obama no restaria outra alternativa do que ordenar a morte de centenas de milhões de pessoas inocentes, os tripulantes de suas embarcações de guerra nas proximidades do Irã seriam os primeiros a morrer e ele não é um assassino.

É o que penso sem medo de estar enganado.

O pior que poderia ocorrer é que alguém cometesse um erro funesto que precipitasse os acontecimentos antes que vença o prazo do Conselho de Segurança para inspecionar o primeiro navio mercante iraniano. Mas não há razão para ser tão pessimista.

Fidel Castro Ruz

10 de agosto de 2010
19h 30 
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segunda-feira, agosto 09, 2010

Fidel volta a alertar para o perigo de guerra nuclear

América Latina

Vermelho - 7 de Agosto de 2010 - 19h00


O líder da revolução cubana, Fidel Castro, alertou neste sábado (7) os deputados cubanos sobre o perigo de uma guerra nuclear, que considera evitável se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, for persuadido a modificar sua política em relação ao Irã.

De pé na tribuna da Assembleia Nacional (Parlamento), no tradicional uniforme verde-oliva, Castro leu uma breve mensagem sobre o conflito nuclear que, em sua opinião, explodiria se os Estados Unidos e Israel atacassem o Irã.

Obama

Ele está convencido de que Obama pode evitar a catástrofe. "Um homem terá que tomar sozinho a decisão: o presidente dos Estados Unidos. Com certeza, por suas múltiplas ocupações, não se deu conta, no entanto (do risco de uma guerra nuclear). Mas seus assessores começam a compreendê-lo".

"No mesmo instante em que (Obama) desse a ordem”, ponderou, “estaria ordenando a morte instantânea não apenas de centenas de milhões de pessoas, entre elas um incalculável número de sua própria pátria, assim como os tripulantes de todos os navios da frota dos EUA nos mares em torno ao Irã. Simultaneamente, a conflagração explodiria em todo o Oriente e em toda a Eurásia".

Esforço dissuasivo


"Quis o acaso”, complementou o ex-presidente de Cuba, “que neste instante preciso, o presidente dos Estados Unidos seja um descendente de africano e de branco, de maometano e cristão. Não dará (a ordem) se tomar consciência disso. É o que estamos fazendo aqui" (...) "Estamos dando uma contribuição a esse esforço dissuasivo".

Em suas últimas reflexões, Fidel tem reiterado a convicção de que a conjuntura de crescente agressividade do imperialismo contra o Irã pode precipitar uma guerra nuclear. Confira outros pensamentos que ele externou na mensagem ao Parlamento cubano:
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"A vantagem de Obama é que não é Nixon, Nixon era um cínico".

"Não demorei muito em me dar conta de que havia uma esperança e muito profunda, certamente. Se a oportunidade se perdesse, o desastre adquiriria a pior das consequências. A espécie humana não teria então salvação possível.

"O que importa é o que vão fazer agora, se é que estão realmente decididos a lutar para impedir a guerra. E me parece muito bem isso" (em relação à China, Rússia e União Europeia).

"A ordem atual estabelecida no planeta (depois de um eventual conflito nuclear) não poderá perdurar e inevitavelmente será derrubada, de imediato. As chamadas divisas conversíveis perderão seu valor como instrumento do sistema que impôs um aporte de riquezas, de suor e sacrifícios sem limites aos povos".

"Nunca na história houve situação como esta".

Com agências
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segunda-feira, agosto 02, 2010

Fidel Castro alerta sobre conflito: "O mundo tem uma esperança"

América Latina

31 de Julho de 2010 - 19h46

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, alertou sobre as possibilidades de um “conflito inevitável”, ainda que, segundo ele, o mundo tenha uma esperança e motivos para continuar a luta.

“Digo que o conflito é inevitável. No entanto, há uma fórmula pela qual devemos lutar e se abre uma esperança. Seria muito triste pensar que estamos lutando sem outra alternativa”, expôs Fidel Castro em reunião nesta sexta-feira (30) com jovens cubanos.

“Estão-se movendo muitas forças – a opinião de intelectuais, gente que pensa, que vê o perigo e que não está pendente de resultados de eleições nem nada disso", afirmou o líder no encontro no Palácio das Convenções. "Confio muito nas forças desse pensamento”, agregou Fidel, segundo o site Cubadebate.

Depois de perguntar-se o que poderia passar em caso de uma guerra nuclear, o ex-presidente cubano assegurou que o homem não pode perder a oportunidade de sobreviver com tudo o que sabe hoje. Fidel também mostrou sua esperança de que se aproveitem todas as grandes realizações da inteligência humana para o bem – e não para extermínio da espécie. Segundo ele, “teria de se repensar tudo ou não valeria a pena lutar agora”.

Por outro lado, Fidel considerou como uma tortura a presença do herói antiterrorista cubano Gerardo Hernández em uma unidade de prisão solitária (conhecida como oco) e manifestou que não há razão alguma para que esteja preso. Segundo Fidel, o encarceramento de Gerardo e de Ramón Labañino, Antonio Guerreiro, Fernando González e René González “está ocorrendo à vista de todo mundo, inclusive à do ilustre presidente dos Estados Unidos, que os pode soltar”.

O líder da Revolução Cubana se referiu ao estado de saúde de Gerardo Hernández ao indicar que está doente, que poderia ter uma bactéria. "É uma pessoa que precisa assistência médica!", alertou. “Enquanto isso, pressionam Cuba para que solte espiões, que jamais estarão em uma prisão dessas, que jamais seriam torturados", enfatiza Fidel.

Ao mencionar a divulgação de mais de 260 mil documentos do Pentágono por parte do soldado Bradley Manning, a quem considerou “valente”, Fidel afirmou que “os tribunais têm documentos para acusar” a Casa Branca “até o Julgamento Final”. O líder cubano também leu uma mensagem aos jovens na qual assegura que eles “nunca se renderão nem permitirão aos Estados Unidos enganarem ao mundo”.

Da Redação, com informações do Prensa Latina
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