A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

There's blood on those Valentine's Day roses

People's World
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It's not what you think about when you buy flowers, but your Valentine could end up with a bouquet picked by sexually harassed women or child laborers and then sprayed, rinsed and dipped in lethal chemicals.
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In the weeks leading up to Valentine's Day, which accounts for 40 percent of  the annual fresh flower sales in the United States, thousands of women in Colombia and Ecuador are forced to work 80-hour weeks with no overtime pay.
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The group Fairness in Flowers  reports that at flower farms in Colombia and Ecuador - where most of the flowers now sold in the U.S. originate, two-thirds of the workers are women.
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"These women are routinely subjected to harassment and even rape from their male supervisors. They suffer eye infections and miscarriages from consistent contact with dangerous pesticides," said a Feb. 8 release put out by Change.org
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Finding retailers that carry fair trade flowers isn't easy. Flower buyers are warned to stay away from companies that use a certifying agency called Florverde, which the companies claim ensures that its flower farms adhere to certain environmental standards. In reality, Florverde is a front for the Association of Colombian Flower Exporters which has almost no labor standards. Florverde certifies flowers even if forced labor is used and never considers, before certifying flowers, issues like low wages and suppression of workers' rights.The buyer should beware then when he or she makes a purchase from 1-800-flowers, the largest florist in the world. The company uses Florverde to "certify" its flowers.
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A study by the International Labor Rights Forum found that in Ecuador 55 percent of the workers have been victims of sexual harassment, 25 percent of the workers had been forced to have sex with a coworker or superior and 10 percent had been sexually attacked. Many women said they had been asked out by their bosses or supervisors, who offered to improve their working conditions in exchange for sexual favors.
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Many women were required to take pregnancy tests or show proof of sterilization as a condition for hiring by employers apparently aware of the dangers of chemical pesticides to their potential workers who might become pregnant.
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Insect pests breed rapidly in the tropical climate that drew U.S. flower growers to Colombia and nearby Ecuador. That, coupled with competition from flower growers in Africa and China, helped contribute to unprecedented use of pesticides and fungicides and spiraling cancer rates and neurological disorders among workers.
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The World Health Organization noted back in a 2005 report that chemicals used by Florverde farms, the ones that are supposedly "regulated," are among the most highly toxic chemicals that can possibly be used in insecticides.
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Only 16.7 percent of the 84 farms studied respected pesticide manufacturer recommendations to prevent workers from re-entering greenhouses sprayed with the pesticides for at least 24 hours.
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Carmen Orjuela told an AP reporter recently that she began suffering dizzy spells and repeated falls in 1997, while working at a flower farm outside Bogotá. During the peak season before Valentine's Day, she said her employer forced workers to enter greenhouses only a half-hour after they were fumigated.
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"Those who refused were told they could leave - that 20 people were outside waiting to take their job."
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On Nov. 25, 2003, more than 200 workers at Flores Aposentos, outside Bogotá, were hospitalized after fainting and developing sores inside their mouths. Authorities determined the mass poisoning was caused by pesticide-handling violations, but fined the company just $5,770.
The Harvard School of Public Health examined 72 children ages 7-8 whose mothers were exposed to pesticides during pregnancy in the flower-growing region of Ecuador and found they had developmental delays of up to four years on aptitude tests.
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So when buying flowers, if they're imported look for legitimately certified fair trade flowers, not Florverde. If they're domestically grown, try to find certified organic flowers picked and shipped by organized workers.
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terça-feira, abril 06, 2010

União Europeia: strawberry fields forever

vmagoverbalis


vergonha…



chaga

“Os homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres. Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção. Inscrevem-se, são chamadas  e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil. A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de  alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.É assim durante meses, seis meses máximo,  ao abrigo do que a Europa farta e  saciada que vimos reunida em Lisboa chama  Programa de Trabalhadores  Convidados. São  convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos,  porque  essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em  Espanha,  escolheram-nas  porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás.  Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos  físicos dos escravos  africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar,  quem dá mais, é considerado pioneiro e  chamam-lhe programa de ‘emigração ética’.Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam  a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as  irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizara responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos  homens,desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.Que esta história se passe o século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb ‘emigração ética’. Damos às mulheres ‘uma oportunidade’, dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas  ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil,uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios  levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam  a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá,  blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma  democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito  bem de si mesmas e muito   mal dos outros, apesar de querem exportar o  modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.  Como é possível fazermos isto às   mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e  inválidas?Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.”

(Texto de Clara Ferreira Alves no “Expresso” de 22-12-2007 na sua habitual crónica “Pluma Caprichosa”)
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Escrito por imagoverbalis
Fevereiro 4, 2009 em 5:47 pm
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terça-feira, janeiro 19, 2010

Discriminação restringe trabalho para mulheres árabes em Israel


Mundo

Vermelho - 9 de Dezembro de 2009 - 19h19

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Na semana passada, o Ministro das Finanças de Israel foi acusado de tentar desviar as atenções das políticas discriminatórias que mantêm muitas das famílias árabes do país na pobreza, colocando a culpa dos seus problemas econômicos naquilo que descreveu como a oposição da sociedade árabe ao trabalho feminino.

Por Jonathan Cook

Um relatório recente produzido pelo Instituto Nacional de Segurança de Israel mostrou que metade das famílias árabes em Israel são consideradas pobres comparadas com apenas 14 % das famílias judias.
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Yuval Steinitz, Ministro das Finanças israelense, disse durante uma conferência sobre a discriminação no emprego, realizada este mês, que o fracasso das mulheres árabes em se tornarem parte da força de trabalho tinha um impacto negativo na economia israelense. Só dezoito por cento das mulheres árabes estão empregadas, e dessas, apenas metade em tempo integral, enquanto que pelo menos 55 % das mulheres judias trabalha.
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O ministro atribuiu a baixa taxa de emprego a "obstáculos culturais, estruturas tradicionais e à crença de que as mulheres árabes devem permanecer nas suas cidades de origem", acrescentando que estas restrições eram características de todas as sociedades árabes.
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Contudo, investigadores e associações de mulheres apontaram que o emprego de mulheres árabes em Israel é mais baixo do que em quase todos os outros países do mundo árabe, incluído aqueles onde os números do emprego feminino são uma mancha, como sucede na Arábia Saudita e em Omã.
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"A maior parte das mulheres árabes quer trabalhar, incluindo um grande número de licenciadas, mas o governo tem recusado abordar os vários e grandes obstáculos que têm sido colocados no seu caminho", disse Sawsan Shukhra, da associação Mulheres contra a Violência, uma associação com sede em Nazaré.
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Esta afirmação é confirmada por um inquérito realizado este mês e que revela que 83 % dos homens de negócios israelenses nas principais profissões – incluindo publicidade, direito, banca, contabilidade e media – admitiram ser contrários à contratação de licenciados árabes, sejam homens ou mulheres.
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Yousef Jabareen, um urbanista da Universidade Técnica de Technion em Haifa, que realizou um dos maiores inquéritos sobre o emprego das mulheres árabes em Israel, disse que os problemas que as mulheres árabes enfrentam são únicos.
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"Em Israel, elas enfrentam uma dupla discriminação, por serem mulheres e por serem árabes", disse.
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"A média [de emprego feminino] no mundo árabe é cerca de 40 %. Só as mulheres em Gaza, na Cisjordânia e no Iraque – onde existem circunstâncias excepcionais –, têm taxas de emprego mais baixas do que as mulheres árabes em Israel. Esse fosso necessita de explicações e as respostas não serão encontradas onde o ministro está a procurar".
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Jabareen afirmou que uma série de fatores funcionam como obstáculos para as mulheres árabes, entre os quais políticas discriminatórias aplicadas por sucessivos governos para prevenir que a minoria árabe de 1,3 milhões, que compreende cerca de um quinto da população de Israel, usufrua do desenvolvimento econômico.
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Estas medidas incluem discriminação generalizada nas políticas de contratação quer no setor privado quer no público; uma fracasso de longa data em localizar zonas industriais e fábricas perto das comunidades árabes; falta de serviço público de apoio às crianças, quando comparado com aquele que é providenciado às comunidades judias; falta de transportes públicos nas áreas árabes que impedem as mulheres de se deslocar a lugares onde há trabalho; e falta de cursos direcionados para as mulheres árabes.
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De acordo com um estudo efetuado pela associação Mulheres contra a Violência, 40 por cento das mulheres árabes detentoras de um grau acadêmico não conseguem arranjar emprego.
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Na ocasião da entrevista, Jabareen disse que 78% das mulheres desempregadas culpam a falta de oportunidades de emprego pela sua situação.
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Maali Abu Roumi, de 24 anos, da cidade de Tamra no norte de Israel, tem procurado emprego como assistente social desde que acabou o curso há dois anos.
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Um relatório elaborado pela Sikkuy, uma organização que promove a igualdade cívica em Israel, revelou este mês que a população árabe de Israel recebe 70% menos de ajuda governamental para serviços sociais do que a população judia, e que os técnicos de serviço social árabes – numa profissão mal paga e que atrai majoritariamente mulheres – tinham uma carga de trabalho superior em 50%.
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Abu Roumi acrescentou que, para além disso, escolas árabes com falta de dinheiro, ao contrário das escolas judias, não podem empregar um trabalhador social, e que a minoria árabe de Israel não usufruía do equivalente às instituições e fundações de assistência social financiadas por judeus de outros países que ofereciam trabalho a muitos técnicos sociais judeus.
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"A maior parte dos judeus com quem estudei encontraram emprego, enquanto que muito poucos dos árabes do meu curso têm estado empregados", disse ela. "Quando um trabalho aparece, é geralmente temporário e há dezenas de concorrentes".
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O Centro de Planificação Alternativa, uma organização árabe que estuda o uso da terra em Israel, informou que em 2007 apenas 3,5 por centro das zonas industriais do país estavam localizadas em comunidades árabes. A maior parte atraía pequenos negócios como oficinas mecânicas ou marcenarias, que oferecem poucas oportunidade às mulheres.
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"O setor privado de Israel está quase totalmente fechado às mulheres árabes devido a práticas discriminatórias dos empregadores que preferem dar emprego a judeus", disse Jabareen. Acrescentou que o governo fracassou em dar o exemplo: entre os trabalhadores governamentais, menos de 2% são mulheres árabes, apesar de pedidos repetidos de vários ministros de aumentar o recrutamento de árabes.
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Sukha afirmou: "O serviço público é um grande empregador, mas muitos desses trabalhos ficam no centro do país, em Telavive ou Jerusalém, muito longe do norte, onde vive a maioria dos cidadãos árabes".
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Apontou que não havia ônibus regulares de Nazaré, a maior cidade árabe no país, para Jerusalém. "A situação dos transportes é ainda pior nas povoações onde a maioria das mulheres árabes vive".
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Para além disso, disse ela, a maior parte não pode viajar longas distâncias para encontrar trabalho devido à escassez no fornecimento de serviços de apoio às crianças. De 1.600 centros pré-escolares públicos existentes em todo o país, só 25 estão junto das comunidades árabes. Shukha também critica o ministério do Comércio e da Indústria, dizendo que, apesar de este investir muito na educação das mulheres judias, só 6% das mulheres árabes frequentam cursos, e sobretudo os de costura e secretariado.
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Jabareen disse que, de acordo com este inquérito, 56% das mulheres árabes desempregadas queria trabalhar imediatamente.
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"Desde 1948 que os governos israelenses culpam as “barreiras culturais” que impedem as mulheres árabes de trabalhar pela pobreza, mas todas as investigações mostram que o argumento é absurdo", comentou. "Há centenas de mulheres árabes que competem pelos trabalhos que aparecem no mercado".
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Afirmou que os homens árabes também enfrentam discriminação em massa, mas encontram trabalho porque preenchem a necessidade de trabalho manual pesado que a maior parte dos judeus recusa fazer, viajando frequentemente longas distâncias para os locais das obras.
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"As mulheres simplesmente não têm essa opção", afirmou. "Não podem fazer esse tipo de trabalho e precisam de ficar perto das suas comunidades porque têm responsabilidades no lar".
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Jabareen acrescentou que em média as mulheres árabes em Israel têm mais anos de escolarização do que as dos países árabes e do terceiro mundo. Há até ligeiramente mais mulheres árabes do que homens árabes nas universidades israelenses.
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"Toda a investigação mostra que quanto mais educada é a população, mais fácil deveria ser encontrar emprego. O caso das mulheres árabes em Israel quebra a tendência. Constituem um caso único".
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Um estudo realizado pelo Banco de Israel publicado este mês sugere razões adicionais para os altos níveis de pobreza entre as famílias árabes. Mostra que os homens árabes são tipicamente forçados a reformar-se por volta dos 40 anos, pelo menos uma década antes dos trabalhadores judeus de Israel e dos trabalhadores na Europa e nos Estados Unidos.
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Os investigadores atribuem o desemprego tardio dos homens árabes ao fato de que a maioria está limitada a trabalhos físicos exigentes, e porque estão rapidamente a ser substituídos por trabalhadores oriundos do terceiro mundo, que recebem menos do que o salário mínimo.

Fonte: Todos por Gaza

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sexta-feira, julho 03, 2009

Crise interrompeu "feminização" do mercado de trabalho

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Houve uma interrupção da feminização do mercado de trabalho no Brasil, com redução nos postos ocupados por mulheres de 3,1% contra 1,6% dos homens, e aumento da inatividade feminina no período de setembro de 2008 a abril de 2009, caracterizado pela crise econômica. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) no Boletim Mulher e Trabalho: A crise econômica internacional e os (possíveis) impactos sobre a vida das mulheres.

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Segundo a pesquisa, a atual crise, desencadeada em 2008 nos Estados Unidos, vem fazendo sentir seus efeitos nos últimos meses no Brasil. Apesar de um contexto interno que reduz esses efeitos em comparação a outros países, os movimentos de expansão do emprego e de formalização que vinham ocorrendo desde o ano de 2004 no mercado de trabalho foram refreados.

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A preocupação do estudo é que os efeitos da crise não atinjam principalmente as mulheres, comprometendo as vitórias obtidas no sentido da promoção da igualdade e da diminuição das injustificáveis discriminações vivenciadas pelas mulheres brasileiras no mundo do trabalho.

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De 2004 para cá, o mercado de trabalho formal passou por um processo de feminização. As mulheres foram mais empregadas no comércio (88,8%) e nos serviços (78,3%). No entanto, os dados demonstram que existe precarização neste setor: os salários de contratação das mulheres foram sempre inferiores aos dos homens no período analisado, ou seja, parece haver substituição de salários mais altos por mais baixos. Este fenômeno acontece inclusive entre os trabalhadores de maior escolaridade, com as mulheres sendo admitidas com salários que equivalem a 65% dos masculinos.

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O objetivo do estudo é analisar os dados recentes sob a perspectiva das relações de gênero. Se homens e mulheres têm inserções diferenciadas no mundo do trabalho, serão diferentemente atingidos pela crise. A hipótese foi confirmada com o exame dos dados das pesquisas mensais de emprego e do cadastro de desligamentos e admissões do Ministério do Trabalho. O processo de feminização do mercado de trabalho, observado nos últimos anos, foi refreado.

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Precarização como reação

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Apesar de os homens terem perdido mais empregos que as mulheres no setor formal –- 24,1% para os homens contra 11,2% das mulheres - as mulheres, em geral, se retiraram mais do mercado de trabalho. O desemprego atingiu mais os homens por que os setores de atividade econômica mais atingidos, indústria da transformação e construção civil, são tradicionalmente de ocupação masculina.

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As informações disponíveis sugerem que pode estar havendo uma precarização geral do emprego como reação à crise, que se manifesta na elevação da inatividade e também no aumento de mulheres em postos mais precários, como trabalho sem remuneração e trabalho sem carteira assinada.

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Por outro lado, há evidências de uma “feminização” do mercado de trabalho formal, o que é positivo, mas também expressa uma estratégia do empresariado em contratar de forma mais precária.

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Direitos e desenvolvimento

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O estudo, feito pelo Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, em parceria entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), quer monitorar os impactos da crise econômica sobre homens e mulheres a partir da análise dos indicadores de mercado de trabalho no período.

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Os estudos internacionais concluem que a igualdade entre mulheres e homens é um elemento de consolidação dos direitos da cidadania e de desenvolvimento econômico e social. “Com vistas a promover a igualdade de gênero, é de crucial importância a garantia de oportunidades para o acesso, permanência e ascensão de homens e mulheres no mundo do trabalho”, avaliam as entidades.

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O estudo também destaca “a importância de compreender os efeitos diferenciados da atual crise econômica sobre os distintos grupos populacionais, uma vez que vivemos um cenário em que se colocam sob risco os avanços – uns mais tímidos, outros menos – obtidos ao longo dos últimos anos, no sentido da redução da distância existente entre homens e mulheres.”

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De Brasília
Márcia Xavier
Com informações da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM)


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in Vermelho - 2 DE JULHO DE 2009 - 15h28
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quarta-feira, julho 01, 2009

LCI - La importancia del trabajo revolucionario entre las mujeres



En esta sección de nuestro site, usted podrá encontrar textos importantes sobre la cuestión de la mujer y también conocer nuestras posiciones sobre los grandes temas que involucran la lucha de la mujer por su emancipación. Sus opiniones y sugestiones serán muy bienvenidas.

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En todos los grandes movimientos revolucionarios de la historia, las mujeres siempre tuvieron una participación importante. La gran revolución rusa de octubre de 1917 comenzó con una huelga de las operarias textiles de Petrogrado. Una de las mayores jornadas internacionalistas que los trabajadores ya realizaban fue la lucha por el derecho de voto, que movilizó mujeres de varias partes del mundo, haciendo marchas, discursos en los actos públicos y sufriendo el peso de la represión. Las numerosas luchas por los derechos humanos que ocurrieron en todo el mundo, en diferentes épocas, siempre tuvieron a las mujeres en su primera columna.

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Toda esta historia gloriosa, repleta de actos de coraje y determinación política, hoy prosigue en muchos países, pero la dirección política del movimiento está en las manos de la llamada Marcha Mundial de Mujeres, un aglomerado de ONGs y organizaciones reformistas, burguesas y socialdemócratas, que actúan básicamente bajo la bendición de la ONU. Una dirección que está asociada a los gobiernos de frente popular y que vota todas sus políticas contra los trabajadores. Con la recolonización de nuestros países por el imperialismo, cada vez más las mujeres sólo tienen como alternativa el trabajo precario, sin ningún derecho laboral, o en las maquilas, donde hay trabajo esclavo y las mujeres están muriendo. Las reformas de los gobiernos frentepopulistas, como Lula, eliminaron derechos históricos de las mujeres, como a licencia por maternidad y las guarderías en los lugares de trabajo.

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La lucha por la legalización del aborto, para evitar que millares de mujeres mueran o queden con secuelas graves, es urgente, así como la lucha contra la violencia doméstica y la transformación de la mujer en objeto sexual, en esclava del hogar, en responsable por el trabajo doméstico, que la embrutece y la aparta de la producción social. Las mujeres hoy están más ilusionadas que nunca, pensando que los gobiernos socialdemócratas, al estilo del PT en Brasil, van a resolver sus problemas con las políticas asistencialistas. Es preciso alertar a las mujeres pobres y trabajadoras, de la ciudad y del campo, que el capitalismo, en ningún lugar del mundo, no tiene nada que ofrecerles. Recuperar el marxismo en la lucha de las mujeres en todo o mundo, recuperar la visión de clase de su opresión y explotación y, sobre todo, explicar pacientemente a las mujeres trabajadoras y pobres, de la ciudad y el campo, que sólo la revolución socialista podrá apuntar el camino para su emancipación, es necesario y urgente para intentar recuperar la militancia femenina, para replantear, en los marcos de la revolución socialista, todo el potencial revolucionario de la lucha por la liberación de las mujeres, la mitad más oprimida y explotada de la clase trabajadora mundial.

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Como apuntó Lenin, sin la participación efectiva de las mujeres será imposible hacer la revolución socialista. Conscientes de esto, las direcciones reformistas y burguesas hacen todo lo posible para apartar a las mujeres trabajadoras y pobres de la lucha contra el capitalismo. Se esfuerzan al máximo para sacar el carácter político, el carácter de clase de la lucha de las mujeres, resaltando que es una "cuestión de género", que puede ser resuelta en el capitalismo. Al no apuntar como su enemigo principal al imperialismo y al capitalismo, la dirección mundial de las mujeres hoy trabaja conscientemente para substraer y debilitar las fuerzas revolucionarias. La visión de que la cuestión de la mujer es un "problema de género" es nefasta, porque lleva a las mujeres a una política reformista, policlasista y a confiar en el capitalismo.

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Hoy, infelizmente, sólo los marxistas revolucionarios les decimos con claridad a las mujeres que su opresión está íntimamente ligada a la explotación capitalista, y que sólo la lucha contra la recolonización de nuestros países, la explotación de nuestras riquezas y de nuestra mano de obra podrá resolver su situación. Somos los únicos que mostramos claramente que la miseria, la degradación humana, la barbarie en que viven millones de mujeres en el mundo es la fuente mayor de su opresión, y que las mujeres trabajadoras tienen que luchar de forma independiente de las mujeres burguesas, tienen de llevar sus luchas al seno de la clase trabajadora por el socialismo.

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Lo que más viene movilizando a las mujeres es la lucha contra los efectos del ALCA y los TLCs, y de la recolonización, que se traducen en desempleo, precarización, pérdida de derechos históricos. El desempleo masculino, la superexplotación de los hombres también es fuente de opresión para las mujeres. Eso las coloca al lado de los hombres de la clase trabajadora en la lucha contra el capitalismo y los planos de colonización del imperialismo.

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Las experiencias del trabajo en el ámbito internacional muestran que existe un gran espacio para la agitación y la propaganda revolucionarias entre las mujeres. Muestran también que ellas demoran más para entrar en la lucha, por causa de la opresión, pero son sensibles a los ataques del capital y a los efectos de la barbarie, y cuando deciden luchar son aguerridas y decididas.

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A partir de los años 80 hubo un aumento significativo de la participación de las mujeres en los sindicatos, en las huelgas. Este movimiento dejó claro la importancia de la creación de secretarías de la mujer en los sindicatos, como forma de aglutinar a las compañeras, hacer despuntar una vanguardia y formarse políticamente. Las secretarías también cumplen un papel fundamental en la sistematización del programa de reivindicaciones específicas de las mujeres para ser integrado al programa general de la clase trabajadora.

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Obviamente, este proceso no se da de forma igual en todos los sindicatos y tampoco es un proceso tranquilo. Por el contrario, en general, choca contra el machismo que envenena a la clase trabajadora y que debe ser combatido sin tregua.

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La intervención de la LIT en el sentido de incentivar la discusión y la militancia sobre la problemática de la opresión de la mujer tiene también el propósito de combatir las desviaciones machistas que puedan existir en nuestras filas. Hacemos nuestras las palabras de Lenin: "no se pode llamar revolucionario un militante que tenga preconceptos y actitudes machistas".

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Cecília Toledo
Comisión de Mujeres de la LIT-CI

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sábado, junho 27, 2009

Portugal - Mulheres trabalham mais 16 horas


Segundo o Relatório sobre o Progresso da Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional, apresentado dia 18 no Parlamento, as mulheres trabalham mais 16 horas por semana que os homens em tarefas não pagas, relacionadas com a família. O documento conclui que os homens dedicam em média 43 horas e meia semanais ao trabalho pago e menos de 9 horas e meia ao trabalho não pago. Já o sexo feminino trabalha de forma remunerada 41 horas e seis minutos e não remunerada 25 horas e 24 minutos. Se estes valores forem somados, tendo em consideração o tempo de deslocação para o trabalho e de regresso a casa, os homens trabalham 55 horas e 42 minutos, enquanto as mulheres atingem as 69 horas. A apresentação anual deste relatório é obrigatória por lei desde 2001, mas só foi elaborado um em 2005.
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in Avante 2009.06.25
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