A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, setembro 23, 2010

Workers World: Crescem os lucros e as demissões nos EUA

Economia

Vermelho - 21 de Setembro de 2010 - 14h03
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"Às vezes há quem fale com franqueza: 'a única surpresa é que ninguém se surpreende pela falta de contratos de trabalho no setor privado. Só no mundo da propaganda da Câmara de Comércio é que as empresas existem para criar postos de trabalho. No mundo real, as empresas existem para criar lucros para os acionistas e não empregos. Por isso é que se chama capitalismo e não empregadorismo".


Por Fred Goldstein, no Workers World

Os lucros das empresas estão a crescer, o bojo corporativo acumula, o comércio incrementa-se. Mas os empregos não vão regressar tão cedo para milhões de desempregados.

Este é o tema recorrente dos noticiários capitalistas. Demonstra a grande ansiedade face à nova etapa da economia capitalista e a forma como "a recuperação sem empregos" se apresenta.

Enquanto 30 milhões de trabalhadores continuam desempregados ou sub-empregados, os lucros das empresas aumentaram a uma taxa anual de 1,2 bilhões de dólares – mais altas que no apogeu da bolha. Grande parte deste dinheiro provém do despedimento de trabalhadores e do aumento da produtividade dos que restaram.

"É o resultado", escreveu Steven Pearlstein, no Washington Post de 30 de julho, "de as empresas terem encontrado formas de produzir tanto como sempre, mas com menos trabalhadores". Em consequência disso, o ano passado a produtividade por hora aumentou mais de 6%, ainda que os lucros médios por hora tenham aumentado menos de 2 por cento. O resto do aumento da produtividade foi diretamente para as empresas, criando uma massa recorde de dinheiro para as empresas.

"Parte do dinheiro foi usado para pagar dívidas ou recuperar ações", continua o artigo, "mas até agora uma coisa que as empresas não fizeram foi recontratar os empregados a tempo inteiro, preferindo contratar trabalhadores temporários ou aumentar as horas de trabalham dos trabalhadores que já têm".

Depois, Pearlstein fez uma observação muito sincera à imprensa: "a única surpresa é que ninguém se surpreende pela falta de contratos de trabalho no setor privado. Só no mundo da propaganda da Câmara de Comércio é que as empresas existem para criar postos de trabalho. No mundo real, as empresas existem para criar lucros para os acionistas e não empregos. Por isso é que se chama capitalismo e não empregadorismo".

Quando um porta-voz empresarial como o Washington Post permite este comentário anticapitalista é sinal da profunda preocupação sobre a permanência deste sistema econômico.

Em 26 de julho, o The New York Times descreveu a mesma tendência num artigo intitulado "Empresas estadunidenses obtém enormes lucros com a diminuição dos empregos". O título diz tudo.

O Times optou por se centrar na Harley Davidson, cujas vendas caíram nos últimos três anos. Mas apesar dessa seca", observou o Times, "os lucros da Harley estão a aumentar". De fato, dispararam. Há semanas, a Harley anunciou lucros de US$ 71 milhões no segundo trimestre, mais do triplo do que ganhou há um ano.

"Esta aparente contradição – queda de vendas com aumento dos lucros – é uma das razões por que em Wall Street há muito mais alegria que nas casas dos trabalhadores, onde o pessimismo é profundo e o desemprego mostra pouco sinais para diminuir".

Um futuro de contração econômica e demissões

De fato, o Times informa que a Harley demitiu 2.000 trabalhadores – um quinto da sua força de trabalho – e prevê demitir mais 1.400 a 1.600 até ao final do próximo ano. A Harley advertiu os seus empregados sindicalizados na sua fábrica de Millwaukee que mudaria a produção para outro lugar dos EUA se não aceitassem regras mais flexíveis de trabalho e muitas outras medidas de "poupança".

"A evolução da Harley é parte de uma mudança a longo prazo na indústria manufatureira", disse Rod Lache, analista do Deutsche Bank num artigo do Times. "Estas empresas decifraram a chave de uma alteração industrial vitoriosa. Estão a diminuir o negócio até um tamanho que é defensável, e a renascer a partir dessa pequena base".

"Em maior escala", continua o artigo, o faturamento da Ford reduziu-se US$ 20 bilhões desde 2005. Mas este ano, em vez de perda, espera anunciar um lucro de US$ 5 bilhões, em grande parte devido ao fato de "a Ford ter reduzido a sua força de trabalho na América do Norte em quase 50%, só nos últimos cinco anos".

"Quando a Alcoa anunciou uma recuperação dos lucros em agosto e um aumento de 22% dos proventos", acrescenta o Times, o seu presidente financeiro, Charles D. Mclane, assegurou aos investidores que não estava ansioso por recuperar os 37.000 trabalhadores demitidos desde finais de 2008. "Estamos estritamente centralizados sobre os gastos à medida que aumenta a atividade do mercado, operando com maior eficácia e minimizando recontratações tanto quanto possível", disse. Não só estamos sustentando os níveis de trabalhadores, como também estamos a executar a reestruturação deste trimestre de forma a terem lugar novas reduções".

Um porta-voz da Alcoa disse que a empresa "teve que ser redimensionada para se adaptar às realidades da crise".

Indústrias inteiras estão a ter com menos vendas mais lucros que nunca. Menos vendas refletem menor produção. E esta é uma condição permanente que surge da atual crise econômica.

Novos pedidos de seguro por desemprego e a recuperação

Desde finais de 2007 que estes chefes demitiram mais de 8 milhões de trabalhadores, na pior crise desde a Grande Depressão. A este número somam-se os 7 milhões já desempregados antes de a crise rebentar. Mais alguns milhões passaram a trabalhar a tempo parcial, sofreram demissões temporários obrigatórios, ou foram obrigados a trabalhar com redução dos seus salários e sob duras condições e aceleração do ritmo de produção.

Estima-se que são necessários 150.000 novos postos de trabalho só para contratar os jovens que chegam anualmente ao mercado de trabalho. Agora, muitos destes jovens não conseguem entrar no mercado de trabalho e nem sequer aparecem nas estatísticas.

A maioria dos demissões é definitiva. Os empregos não regressarão, apesar de, oficialmente, já estarmos no quarto trimestre consecutivo da chamada "recuperação".

As novas solicitações de acionamento do seguro de desemprego mantêm-se á volta das 450.000 por mês durante os oito meses de "recuperação". O mais recente relatório das novas solicitações de seguro de desemprego diminuiu cerca de 4.500 em quatro semanas. Esta descida representa uma baixa de 1% em quatro semanas. Esta descida representa uma baixa de 1%, o que é estatística e socialmente irrelevante para o quase meio milhão de trabalhadores que o solicitaram.

Que tipo de "recuperação" é esta quando o desemprego oficial se mantém nos 9,5%? Não há qualquer mistério na crise de desemprego. Foram os capitalistas que a provocaram. E agora, esses milionários e multimilionários agarram-se aos seus lucros e às suas reservas de dinheiro em vez de aliviarem o sofrimento massivo que causaram.

Empresas não financeiras estão sentadas em cima de US$ 1,8 bilhões de dólares em reservas em efetivo, aproximadamente mais 25% do no início da recessão. No entanto, recusam recontratar trabalhadores a tempo integral em número significativo, apesar da desesperada crise de emprego. As pessoas estão a perder as suas casas, estão a viver nos carros, duas e três famílias por casa, perdem o seu seguro de saúde e a dignidade humana, enquanto os ricaços que manejam o sistema de lucros procuram formas de reduzir ainda mais a força de trabalho.

Uma abordagem marxista da crise

Nós, marxistas, temos tanto uma análise da crise como uma estratégia de luta.

Do ponto de vista analítico, é evidente que o próprio capitalismo está num beco sem saída. O sistema não pode reiniciar de novo e já chegou a um ponto de crise histórico. Toda a tecnologia, todo o aumento da velocidade de produção de bens, a grande subida da produtividade – um outro nome para o enorme aumento da taxa de exploração da classe trabalhadora – trouxeram consigo as contradições do capitalismo para um novo nível.

Os trabalhadores devem ter empregos para viverem sob o sistema capitalista. Para que tenham empregos, a produção deve expandir-se constantemente. Para que a produção se expanda, os mercados devem expandir-se, sem o que os capitalistas não podem obter lucros na venda dos seus produtos. Mas os patrões estão a aumentar os seus lucros cortando os salários, deitindo permanentemente trabalhadores e diminuindo os horários de trabalho e a correspondente remuneração. Ao fazê-lo estão a destruir o poder de compra, de consumo dos trabalhadores.

A atual crise com sua "recuperação sem empregos", mostra que o capitalismo para a classe trabalhadora só reservou miséria, particularmente para os afro-americanos, os latinos, os imigrantes sem documentos, os jovens, as mulheres e todos os trabalhadores oprimidos que sofrem uma taxa maior de desemprego e recebem salários mais baixos. Os capitalistas estão a instalar uma tecnologia que há já três décadas destroi empregos até chegar a um momento crucial: O sistema é já tão produtivo que tem de reduzir a produção para continuar rentável.

Este é o ciclo vicioso do capitalismo que se agravará continuamente enquanto o sistema persistir.

Exigir um novo programa de emprego

Enquanto esta é uma análise marxista da situação, a resposta marxista de luta é contra os patrões que estão em greve de criação de empregos. Os trabalhadores devem lutar da forma que puderem para conseguir empregos. Devem lutar pela recriação dos postos de trabalho. Os trabalhadores demitidos devem lutar para voltar aos seus postos de trabalho entretanto extintos. Não há outra forma dos trabalhadores viverem em capitalismo. – a redução do direito ao trabalho reduz o direito á vida.

Os patrões têm US$ 1,8 bilhões de dólares em efetivo que podem usar para recontratar os demitidos se a isso forem forçados por uma mobilização massiva da classe trabalhadora e das suas comunidades em todo o país.

Mas para além dessas batalhas diretas com o patronato, o governo capitalista deve ser forçado a "dar a cada trabalhador que o necessite um salário digno e com direitos sociais. Na Depressão dos anos 30, a pressão de manifestações massivas obrigou a administração Roosevelt a lançar o programa da Administração de Progresso de Trabalho (WPA). Esse programa criou emprego para 8 milhões de trabalhadores.

A questão do emprego está a converter-se numa questão política utilizada pela direita para atacar os trabalhadores sem documentos e a administração Obama. Esta campanha tem o propósito de dividir a classe trabalhadora e envenenar o ambiente com racismo para impedir que os trabalhadores se unam contra o seu verdadeiro inimigo: os patrões e os banqueiros que brutalmente os lançam nas fileiras do desemprego e os despojam das suas casas.

O ataque da direita não exclui a exigência de um programa de empregos para todos. Mas o movimento dos trabalhadores, o movimento sindical e todas as organizações de massas devem unir-se à volta de um programa prático que tire os trilhões de dólares dos cofres dos bancos e das corporações, as centenas de bilhões de dólares dados ao Pentágono, os trilhões em baixas de impostos para os ricos, e usar esse dinheiro para empregar todos os trabalhadores.

A administração Obama fez muitas concessões e resgatou bancos e corporações, mas não é a responsável pela crise econômica. O responsável pela crise é o próprio capitalismo e a classe capitalista que procura sempre e apenas os seus lucros.

Este pequeno grupo de multimilionários é o dono e é quem controla a economia e a enorme riqueza criada pela classe trabalhadora, São eles quem controla o sistema global de produção de lucros. Em última instância, a economia deve ser retirada das suas mãos e entregue aos trabalhadores para que a produção possa ser planejada para solucionar as necessidades da maioria, e não para os lucros de uns poucos.

*Fred Goldstein é membro do secretariado do Comitê Central do Partido Worker’s World. Texto publicado no jornal Workers World (www.workers.org). Tradução de José Paulo Gascão para O Diário.Info.
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segunda-feira, junho 29, 2009

Workers World: Cuba, Coreia e o belicismo dos EUA


"Com a eleição de Obama muitos foram os que, nos EUA e no Mundo, foram levados a acreditar, pela esmagadora campanha conduzida pela mídia, que o imperialismo renunciaria à sua natureza. Apesar da curta vida da administração Barack Obama, os fatos encarregam-se de desiludir as, afinal, infundadas esperanças. Como seria normal esperar, se a razão dominasse a emoção", comenta o editorial do jornal americano Workers World, de 28 de junho.


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"Quando se tornou claro que os países da Organização dos Estados Americanos, com uma excepção, iriam votar a 3 de Junho a readmissão de Cuba como membro, a Secretária de Estado americana, representante da excepção, abandonou a sala.


Cuba aplaudiu os esforços dos países membros para finalmente inverterem a sua expulsão da OEA, engendrada por Washington em 1962 depois do fracasso da invasão de Cuba. Contudo, Havana disse “não, obrigado” à reentrada na OEA, que durante meio século foi impedida por Washington.

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A justificação que Clinton deu para ter saído foi ser a OEA uma organização de estados “democráticos” e Cuba "não ser democrática".

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Este argumento não vale um tostão furado para a América Latina atual. É do conhecimento geral que Washington tem tentado minar os governos democraticamente eleitos da Venezuela, da Bolívia e do Equador. A razão é evidente: combatem na defesa dos interesses dos seus povos as empresas transnacionais sediadas principalmente nos EUA.

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Há também história que chegue para desmascarar o argumento “democrático” de Hillary Clinton. Apenas um exemplo: em 1973 um golpe militar de direita conduzido no Chile pelo general Augusto Pinochet depôs o governo progressista do presidente Salvador Allende, dando início a um regime de terror. Milhares de pessoas de esquerda foram caçadas e mortas, outras torturadas e “desaparecidas”. Mais tarde, um grande leque de forças políticas condenaram os métodos fascistas de Pinochet e da sua ditadura.

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No entanto, a OEA nunca suspendeu o Chile.

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De fato, em junho de 1976 o então Secretário de Estado Henry Kissinger fez uma viagem especial a Santiago, no Chile, para uma reunião da Assembleia Geral da OEA. Num encontro confidencial com Pinochet a 8 de Junho, Kissinger garantiu ao ditador chileno que, embora o representante dos EUA tivesse que publicamente dizer algumas palavras sobre “direitos humanos” no seu discurso à OEA, Pinochet não tinha que se preocupar.

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“O discurso não está dirigido contra o Chile,” disse Kissinger a Pinochet. “As minhas declarações e a nossa posição estão pensadas de modo a permitir-nos dizer ao Congresso que estamos em conversações com o governo chileno e que portanto o Congresso não precisa de intervir.” Se o projeto de lei pendente no Congresso contra Pinochet fosse derrotado, prometeu que o Chile teria um fornecimento de aviões de combate F-5E.

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Para garantir que Pinochet percebia bem, Kissinger frisou “Agradou-nos a derrubada do governo pró-comunista daqui. (…) Não vamos enfraquecer a sua posição.”

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Uma nota interna do Departamento de Estado que descreve esta conversa foi finalmente desclassificada em 1998. Kissinger, como é óbvio, não foi ainda pronunciado pelos seus muitos crimes.

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Um dia apenas após a derrota de Washington na OEA, o Departamento de Justiça anunciou a prisão de um antigo funcionário do departamento de Estado e sua mulher sob a acusação de espionagem a favor de Cuba, não por dinheiro, mas por convicção pelas mudanças lá acontecidas.

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Na sua coluna de 8 de junho no jornal cubano Granma, Fidel Castro apontou a “estranha” oportunidade das prisões, dado que ambos com setenta anos estão agora reformados e, se as alegações contra eles fossem verdadeiras, teriam podido ser presos há muito tempo. Acrescentou que “Talvez a prisão tenha sido determinada não só pelo tremendo desaire sofrido em San Pedro Sula [local da reunião da OEA – WW], como também pelas notícias segundo as quais houve contatos entre os governos dos Estados Unidos e de Cuba sobre importantes questões de interesse comum.”

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Muita gente esperou que Washington aliviasse o implacável bloqueio a Cuba depois do fim da guerra-fria. Não aconteceu. Depois, a eleição de Barack Obama como presidente e o regresso do Partido Democrático ao controle do governo animaram nova especulação de que a política americana iria mudar. No entanto, se alguma coisa está a levar o governo a ensaiar mudanças nas relações com Cuba será o esmagador apoio que a ilha socialista tem conseguido por parte dos povos do mundo, especialmente da América Latina, da África e do Caribe.

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Washington está totalmente isolada na sua hostilidade aberta contra Cuba.

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O olho de Hillary Clinton está também treinado para o outro lado do mundo. A Secretária de Estado, ao aparecer no programa This Week da ABC, em 7 de junho, fez novas ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), outro país que seguiu o caminho socialista. Disse que o governo procurava maneira de "interditar" navios e aviões suspeitos de transporte de armas ou tecnologia nuclear para a RPDC.

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Pondo as coisas claramente, os EUA procuram cometer um ato de guerra contra a Coreia. Trata-se de ato de guerra interceptar ou apreender um navio de outro país.

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Hillary Clinton disse também que o governo procura uma maneira de inverter a decisão tomada por George W. Bush no ano passado de tirar a RPDC da lista de "apoiadores do terrorismo." Mais belicosa do que Bush? Aparentemente, sim.


É que, de fato, o Partido Democrata é responsável pela maior parte das guerras imperialistas dos EUA nos últimos 70 anos".

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Texto publicado no jornal americano Workers World (www.workers.org). Traduzido por Jorge Vasconcelos, para o Diário.info

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O Diário.info
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in Vermelho - 29 DE JUNHO DE 2009 - 14h20
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quarta-feira, abril 30, 2008

Justiça para Abu-Jamal

Tommie Smith (center) and John Carlos (right) showing the raised fist in the 1968 Summer Olympics while Silver medalist Peter Norman (left) wears an Olympic Project for Human Rights badge to show his support for the two Americans.
Tommie Smith (center) and John Carlos (right) showing the raised fist in the 1968 Summer Olympics while Silver medalist Peter Norman (left) wears an Olympic Project for Human Rights badge to show his support for the two Americans.
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Protesto em Filadélfia


Mais de um milhar de pessoas exigiram, no passado sábado, 19 de Abril, que Mumia Abu-Jamal seja ouvido num novo julgamento. Os manifestantes consideram que os tribunais fazem parte de um sistema injusto e determinado em manter no cárcere para o resto da sua vida o activista norte-americano.
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Acções de solidariedade também se realizaram noutros países, mas foi em Filadélfia que os protestos se concentraram, aglutinando militantes vindos de Boston, Nova Iorque, do Estado da Califórnia e de França.
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Abu-Jamal é provavelmente o mais conhecido prisioneiro político dos EUA, juntamente com o líder nativo-americano Leonard Peltier e os cinco patriotas cubanos condenados por “terrorismo”. Jamal é cidadão honorário de Paris, cidade que lhe dedicou o nome de uma rua no subúrbio de St. Denis.
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Julgamento justo negado
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No passado dia 27 de Março, um painel de três juízes indeferiu o apelo apresentado por Abu-Jamal, a 17 de Maio de 2007, baseado em provas que indicam, entre outras, condutas racistas na escolha dos jurados que o condenaram, e práticas persecutórias por parte das autoridades.
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No caso do primeiro argumento sustentado pela defesa, um dos três magistrados, Thomas Ambro, pronunciou-se favorável a Abu-Jamal, considerando haver indícios de violação dos seus direitos constitucionais.
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Por outro lado, o painel confirmou a decisão do juiz William Yohn, que em 2001 reverteu a sentença de morte neste caso, mas confirmou a culpa do ex-jornalista no homicídio de Daniel Faulkner, facto que gerou a revolta entre os amigos e apoiantes de Jamal porque, explicaram, caso a acusação decida não recorrer da sentença, fica barrada a possibilidade de realização de um novo julgamento para determinar a inocência do preso político, e a pena é comutada automaticamente para prisão perpétua.
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O advogado de Jamal, Robert Bryan, vai agora apelar para todo o Terceiro Circuito de Apelação e, se necessário for, levará o caso ao Supremo Tribunal dos EUA.
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Abu Jamal, antigo militante do Partido Panteras Negras, encontra-se no corredor da morte numa prisão da Pensilvânia por alegadamente ter assassinado um polícia, em 1981.
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Em 1999, Arnold Beverly confessou ter sido contratado pela máfia para matar Faulkner, envolvido em investigações relacionadas com o crime organizado.
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HJ com Betsey Piette, do Workers World
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in Avante 2008.04.24
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Fotos retiradas de
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zapatistablock/mumia
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1968 Olympics Black Power Salute
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ver também
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pt.wikipedia - Panteras_Negras

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en.wikipedia - Black_Panther_Party

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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Mumia Abu-Jamal: a idéia de um presidente negro

Mumia Abu-Jamal
All Out for Mumia Abu-Jamal!

* Mumia Abu-Jamal


Para uma grande parte da população americana, a idéia de ter um presidente negro é algo tão novo, tão original, que força muita gente a pensar como se fosse apenas possível, como se fosse coisa de ficção, ao invés de ser uma verdadeira possibilidade.


Por Mumia Abu-Jamal, desde o corredor da morte na State Correctional Institution Greene, em Waynesburg, Pensilvânia.



A ficção, há tempo, tem sido o reino desta idéia, como nas películas cinematográficas e séries de televisão, onde atores desempenharam o papel, mas isso, supostamente, existiu somente na televisão e no cinema.


O tempo dirá se isso é mais que uma imaginação, mas para milhões de pessoas que compartilham esse território enorma que chamamos de América do Norte, a idéia não é nova nem inovadora.


Isso porque existem cerca de 100 milhões de pessoas que vivem no México, e esse país já teve um presidente negro (embora por um período breve) há 173 anos.


Foi durante sua guerra de independência da Espanha, quando surgiu um guerrilheiro, um indígena negro que se chamava Vicente Guerrero.

Em sua primeira batalha, foi alçado ao posto de capitão. Enquanto permaneceu lutando, muitos líderes revolucionários foram mortos ou capturados. Guerrero continuou lutando, liderando cerca de 2 mil homens, que foram para as montanhas de Sierra Madre para continuar a luta.


No ano de 1821 os mexicanos estavam triunfando sobre os espanhóis e Guerrero foi aclamado como lutador independentista incorruptível. Em 1829 chegou à presidência do México e como o erudito William Loren Katz escreve em seu livro "Indígenas negros" ("Black Indians") de 1986:


"Ele iniciou um programa de reformas de largo alcance, abolindo a pena de morte e iniciando a construção de escolas e bibliotecas para os pobres. Ele acabou com o regime de escravidão no México, entretanto, devido à cor de sua pele, à falta de educação e suas maneiras rústicas, foi desprezado pelas classes dominantes da Cidade do México. Este presidente, que tinha, de acordo com o historiador americano M. H. Bancroft, "uma gentileza e um magnetismo que inspiravam amor entre seus aderentes", era todavia um "forasteiro de três sangues".


O historiador negro J. A. Rogers resumiu os relevantes feitos de Guerrero ao apelidá-lo de "George Washington e Abraham Lincoln do México." Guerrero, que em sua juventude era um reles analfabeto, uma vez picado pelo mosquito da independência mexicana chegou ao cargo mais alto de sua terra.


Ele aprendeu a ler ao redor dos 40 anos de idade, e ajudou a criar a Constituição Mexicana, para a qual ele escreveu a seguinte disposição: "Todos os habitantes, sejam brancos, africanos ou indígenas, estão capacitados para ocupar postos no governo". Ele escreveu isto em 1824, mais de 30 anos antes da infame decisão da Corte Suprema dos EUA de Dred Scott, a qual anunciou de forma enfática que "um homem negro não tem direito algum que um homem branco esteja comprometido a respeitar" e que "as pessoas negras não eram nem poderiam ser cidadãs dos Estados Unidos".


Nessa época de revolução e transformação social, um homem negro se fez presidente do segundo maior Estado da América do Norte. Hoje, 178 anos mais tarde, nos perguntamos todavia se tal coisa é possível. Que diz isso os Estados Unidos?


Mumia Abu-Jamal é um premiado jornalista que escreve sobre a condição humana. É prisioneiro político nos Estados Unidos há 25 anos, em uma cela do corredor da morte da prisão ... na Pensilvânia. Escrevendo a partir de sua solitária, publicou livros que já venderam mais de 150 mil cópias e que já foram traduzidos para nove línguas. O seu julgamento e subsequente condenação à morte em 1982 tem sido assunto de enorme debate na justiça e nos movimentos sociais dos EUA.


Workers World

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in VERMELHO -
14 DE FEVEREIRO DE 2008 - 17h12