tabanca de ganturé
terça-feira, 25 de setembro de 2012
ATAQUES CONCENTRADOS MUNDIAIS À LIBERDADE DE INFORMAÇÃO

"e como que a experiência é a madre das cousas, por ela soubemos radicalmente a verdade" (Duarte Pacheco Pereira)

A utilização da comunicação social por parte das classes dominantes (…) é uma constante |
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Outros Títulos: • Três convites no 6 e no 8 de Março | . | . |
| Cenas de guerra: torturar pode, divulgar fotos não Posted: 11 Aug 2009 11:04 PM PDT . Informa o site Aporrea que o governo Obama pediu à Suprema Corte dos Estados Unidos que impeça a publicação de fotos em que aparecem seus militares torturando prisioneiros no Iraque e Afeganistão. O governo dos EUA argumenta que a medida é para evitar que corram perigo os civis e militares estadunidenses que estão nestes países, como ocupantes. . Na ilustação abaixo, Bush, Cherney e Codi protegem a "América" Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com . . |
Muitos dentre nós esperaram que o governo Obama nos presenteasse com um renascimento da velha república tão brutalmente apagada há poucos anos por aquela gangue de detonadores do sistema judicial, Bush & Gonzales, que levou, por sua vez, a um recente incidente em Cambridge, Massachussets [1], o qual provocou em muitos norte-americanos certo grau de alarme.
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Por Gore Vidal*, no Blog Truthdig – Reports
Mas a evidência realmente alarmante é que nem o presidente nem um "estúpido" policial local parecem estar entendendo as novas regras de comportamento dos novos EUA, onde nos sentimos, nós mesmos, tanto como náufragos abandonados em ilha deserta, quanto guardados (será esse o verbo?) por guardas armados instruídos para agirem como se fossem, uma vez armados, a própria lei; e para não aceitarem crítica nem verbal nem de qualquer tipo; e os quais, com certeza, não são obrigados a respeitar qualquer limite imposto por quem eles prendam ou metam-se a atormentar quando lhes dê na telha.
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É muito pior do que qualquer previsão. Mas, verdade seja dita, os sinais já apareciam bem claros há alguns anos: os EUA são hoje nação proto-fascista e, parece, sem volta; e não se viu nem se vê, a verdade é essa, nenhum sinal de que nossa imprensa sempre alerta esteja vendo alguma coisa. Perdõem-me se a ironia lhes parecer pesada demais, mas cansei, de vez, dessa conversa de "a maior nação do país", como dizia Spiro Agnew.
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Percebi os primeiros sinais do que estava por vir, em 1946. Mancava eu pela cidade de New York, em uniforme do Exército, e vi que a polícia local (detestada por todos) já começava a agir com selvageria, possivelmente porque quase todos os jovens fisicamente capazes, como eu, por exemplo, passáramos anos longe, em terra estrangeira, servindo o Exército. Lembro que havia algum tipo de desfile, e o que parecia ser uns mil, dois mil cidadãos tentavam sem sucesso atravessar a 5ª Avenida.
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Esperei durante uma hora, fardado, parado numa esquina, manco –, porque voltei manco, da guerra. Depois de quase uma hora de espera, parei um policial que andava para lá e para cá, e perguntei-lhe, polidamente, quando eu poderia atravessar a 5ª Avenida. Ele zurrou "Pergunte p'rô prefeito!" Respondi que "Oh, sim, sim, vou perguntar." Eu conhecia o prefeito. Mas dificilmente o localizaria, naquele feriado. Limitei-me a protestar como veterano de guerra ferido em combate e com sequelas que me acompanhariam para sempre, mas nada disso comoveu o policial; ele riu de mim. Foi minha primeira experiência com os policiais nazistóides da Polícia de Nova York, cidade que sempre foi a minha cidade, desde criança.
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Os anos passaram, e muitas e muitas vezes soube de amigos meus espancados em calçadas de bares chamados "de viados". Ao mesmo tempo, a Polícia jamais parou de repetir lamúrias sobre os terríveis perigos aos quais está exposta enquanto galantemente protege nossa grande cidade, sempre sem receber nem os salários nem os elogios que policiais supõem merecer. Eu pensava, desde então, que o bando inteiro deveria ser mandado para Camp Lejeune. Para verificar se sobreviveriam ao treinamento básico dos marinheiros do Marine Corps.
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Cheguei a propor essa solução para o problema que ainda nos aflige, não só na 5ª Avenida, mas também em Harvard Yard, onde um jovem policial destacou-se do batalhão ao responder com grosseria ao presidente, dizendo, naquele tom lamuriento de fala de policial, que ele e o presidente teriam dificuldades semelhantes, mas a imprensa só fala mal do policial; de fato, disse que "bem-vindo ao clube", ao presidente. E depois, já que eram parceiros de dificuldades, o que os tornaria, do ponto de vista do policial, parceiros de grosseria, o policial deixou falar alto a inveja: "O gramado dele é maior que o meu" – o que comprova que muitos acalentam o sonho de chegar à presidência; questão de aumentar o tamanho do gramado.
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A verdade é que o verdadeiro significado da confusão em Cambridge não foi noticiado; foi, isso sim, cuidadosamente ocultado por uma imprensa que jamais cuida de noticiar o verdadeiro significado de coisa alguma, desde que possa, com espalhafato, falar e escrever sobre qualquer coisa que jamais aconteceu. Agora, então, já temos definido um elenco de personagens: o próprio presidente, um intelectual conhecido e um jovem policial sem qualquer noção de sua função pública e que, ao ser perguntado por um repórter de rádio por que agira de modo tão agressivo contra o "velho" professor, respondeu: "porque o velho xingou minha mãe". Eu não ouvia essa, desde o jardim de infância no St. Alban, em 1935!
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Um dos efeitos daquele trágico negócio em Cambridge – dêem-me licença, leitores; é trágico – foi que o presidente foi obrigado, de repente, a falar por voz própria, pessoal, sua melhor voz, sem poder refugiar-se na autoridade do cargo; falou simplesmente, como cidadão, num comentário adequado, sobre um policial joão-ninguém. Sim.
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Escrevi "joão-ninguém", e é "joão-ninguém", literalmente –, embora eu saiba que os seres humanos, quando acontece de nascerem norte-americanos, têm sempre ser louvados, de fato, têm de ser cultuados, como os mais maravilhosamente perfeitos bons sujeitos do mundo. Digo-o com ironia, sim, como parece, e é. Afinal de contas, por que o policial estava armado? Evidentemente, porque é cidadão de qualidade excelsa, eleito por outros excelsos iguais para guiar o rebanho na luta contra turbas de delinquentes. O policial não andaria armado se não fosse comprovadamente homem hiper virtuoso, a ponto de poder andar legalmente armado... a tal ponto que só a arma basta para elevar o policial acima de nós, resto da humanidade.
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Mas o presidente só disse que o negócio todo foi estúpido. Não berrou "Como você se atreveu a atacar um velho de 58 anos e um dos mais importantes intelectuais do país? Está pensando que se safará dessa, assim, de cara limpa, sossegado?" Desgraçadamente, essa resposta parece jamais ter passado pela mente presidencial, nessa crise para a qual se espera que a mesma mente presidencial encontre alguma saída.
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Eu sei que a porção que coube ao presidente está dura de mastigar, como se diz, mas ante o que aconteceu em Cambridge, deveríamos reunir uma comissão de especialistas e envolver todas as regiões do país. Em todas as cidades, das maiores às menores, os prefeitos reclamam da violência policial, da selvageria. E ninguém faz nada?
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E nossos líderes armam-se até os dentes e parecem mais rápidos ao disparar contra nós do que contra os bandidos. Não conheço nenhum país civilizado que admita tal coisa. Qualquer pessoa que tenha a cabeça no lugar baterá o olho nesses brucutus 'guardiões da paz' e proibirá que andem armados: nem um estilingue, um bodoque, nada, nenhuma arma.
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Assim aconteceu que nos tornamos cidadania monstruosamente militarizada governada pelos piores elementos que há nos EUA; estamos a ponto de explodir e voar pelos ares, nós também – sensação que me acompanha sempre, nos últimos tempos.
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Em minhas andanças pelos EUA, converso com americanos sem dinheiro, sem poder, meros eleitores comuns, tanto quanto, ultimamente, também tenho conversado com mutilados pela guerra, pelo tempo, pela própria vida, por tantas violências, e estou convencido cada vez mais de que somos um país perverso, no qual a polícia é livre para atormentar a vida de pessoas normais, sem prestar contas a ninguém, motivo pelo qual, de tempos em tempos, policiais assassinos são absolvidos. Agora, aconteceu apenas que alguém percebeu que há rugas na face considerada perfeitamente lisa e homogênea de nossos atormentados EUA. É raro que policiais sejam julgados por seus crimes; só muito raramente são, pelo menos, considerados responsáveis pelo que fazem – perturbar a paz da vida e infernizar o dia-a-dia de cidadãos ordeiros.
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Sugiro que o presidente, se quiser ser realmente útil – o que poucos presidentes algum dia desejaram ser, como ensina a minha longa experiência –, institua uma comissão para ouvir os cidadãos de todas as principais vilas e cidades nos EUA que tenham o que reclamar sobre ação das forças policiais que já não obedecem a qualquer tipo de controle.
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Ninguém parece ter coragem para reagir, porque todos sabem que os policiais dirão: "Reclamam da polícia porque algo tem a esconder. Somos bons cidadãos. Os policiais salvam gatinhos presos em árvores altas e somos amados por todos os homens e mulheres honestas e decentes do mundo."
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O que a polícia, em sua ignorância, ainda não entendeu é que todas as polícias perderam toda a confiabilidade e a credibilidade, desde o fim da II Guerra Mundial. São espécie que parasita as franjas da sociedade, sem prestar nenhum bom serviço a quem quer que seja, exceto talvez aos próprios policiais e seus amigos. Claro que haverá reclamações.
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Não há como os policiais para reclamarem de o quanto são injustiçados, quando acham que alguém os desafia ou tenta passar-lhes a perna! Para eles, é como se toda a humanidade lhes devesse a vida; como se o policial fosse sempre o melhor e mais valente dentre todos os que andam pelo quarteirão (qualquer quarteirão; todos os quarteirões).
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Um dos aspectos do que houve em Cambridge é que o presidente poderia ter sido mas não foi brilhantíssimo nesse assunto, como foi em tantos outros assuntos associados a mandar cidadãos à guerra (é presidente útil, como outros, nesse sentido); e a mídia, sempre condicionada a não mostrar o que importa, tratou logo de fugir do que interessava no caso de Cambridge! Não falaram da violência policial. Falaram – adivinhem! – de RAÇA!
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Bem... a raça pode ser responsabilizada por várias coisas, por erro nas Santas Escrituras, pelas marés e o movimento lunar e tal e tal e tudo; pode-se dizer que a raça seria causa de qualquer coisa. Mas é coincidência, puro acaso, que o presidente e o professor preso sejam ambos negros, hoje. Essa coincidência enlouqueceu a mídia. Que o presidente e o professor sejam negros nada significa.
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Mas era o que havia, e a mídia agarrou-se à raça, porque a raça nada tinha a ver com aquele policialeco irado que andava entediado e achou por bem divertir-se um pouco à custa de um velho sem meios físicos para se defender. O trabalho de policial é tédio só. Claro. O policial estava armado. Podia matar quem quisesse e dificilmente seria condenado. Ah! Que tentação!
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O caso é que o presidente não fez o que deveria ter feito: lembrar os EUA que a Inglaterra – nação muito mais amigável, para viver, do que os EUA, permitam que eu diga, que conheço bem lá e cá – desarmou seus policiais. Não há mais sujeitos zangados andando de lá para cá nas calçadas, carregando armas engatilhadas nos coldres. É lição que os EUA deveriam aprender. Mas já armamos praticamente até as granjas de criar galinhas dos EUA, porque por todos os lados há policiais armados, loucos para puxar briga com alguém.
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Chega a ser engraçado um dos adjetivos que nossos novos mestres usam para descrever os cidadãos pervertidos que deliberadamente fazem pouco caso da Polícia, como o professor Gates e eu na 5ª Avenida e, talvez, também o presidente, se o presidente não andasse sempre cercado por aqueles agentes do Serviço Secreto, inabordável e inalcançável pelos policiais de rua. Para a Polícia de New York, paisano que critique policial sempre é "arrogante". Arrogante é a Polícia de New York, pai e mãe da arrogância, arrogantes, maus cidadãos, mal-intencionados.
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Encaremos, então, os fatos que saltam aí, aos nossos olhos: é evidente que os EUA já não são república. Já não somos governados por leis. Somos governados por homens armados, somos governados pela violência e pela força. Voltamos aos tempos de Billy the Kid. Autoridade é qualquer homem uniformizado e armado em qualquer beco. Assim chegamos ao ponto em que estamos.
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Nem os simples mortais nem o presidente dos EUA fizeram qualquer esforço para pôr os pingos nos ii, no caso de Cambridge. E, se algum dia a mídia decidir noticiar eventos e fatos, terá de começar por dar fim à eterna repetição de que tudo que aconteça de ruim, nas ruas dos EUA, em espaço público ou privado, explicar-se-á, sempre, pelo ódio racial.
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Claro que há aspectos raciais em vários conflitos e que houve também, nesse caso. É verdade que há aspectos raciais em vários conflitos; mas não houve, no caso de Cambridge. É importante corrigir o policial armado: o que ele diz é ouvido e será como lição ensinada a outros como ele, para que continuem a agredir gente desarmada; em seguida, bastará 'explicar' que a coisa teve motivação racial... 'porque' o presidente e o professor são negros. Estou sendo claro? Tratar o problema de haver policiais armados pelas ruas como se fosse 'questão racial' é erro grave e perigoso, em país como os EUA.
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Ouvindo o que se dizia sobre esses terríveis eventos, ocorreu-me que seja boa hora para a mídia auto-reformar-se e começar a dedicar-se a eventos realmente ocorridos e a notícias verdadeiras; é claro que a questão não será sempre "racial", cada vez que houver um bate boca entre 'notáveis', ou entre policiais e 'notáveis'. Seria ótimo que a mídia percebesse o quanto pode haver de perigo grave cada vez que se inventam motivos ou falsificam-se motivos que – sejamos claros – nenhuma mídia tem autoridade nem para inventar, menos ainda para falsificar.
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Cada vez que um negro se mete em briga, seja que briga for, sempre seria reação a atitude racista; ou, se um branco enlouquece, teria sido movido por sentimentos racistas. Não há interpretação que mais vezes esteja errada, do que essa (nos dois casos). É pista falsa, coisa inventada que, não se entende por quê, nunca desaparece das páginas e noticiários policiais.
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Tratemos então, afinal, da questão de que realmente interessa tratar: o caso de Cambridge é questão de classe.
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Nos EUA, a distância entre os muito ricos e os muito pobres é a maior de todo o planeta, maior que na França. Essa divisão só aumentou, depois dos desastres das altas finanças que se abateram sobre nós. Os EUA já mal se sustentavam sobre as pernas antes de o mundo vir abaixo, há um ou dois anos. Temos de reconhecer que o que sempre se fez por aqui, atos jamais muito decentes ou recomendáveis, passou de repente a ser tratado como pecado mortal; e a polícia parece ter resolvido que, ela sozinha e armada, vingará todos os pobres, contra um professor de Harvard e o salário que recebe (insultantemente alto, do ponto de vista do policial).
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Os dias de ganância e cobiça pelos quais passamos só nos fizeram mal, nada nos ensinaram, mas é impossível sobreviver para sempre com tantas divisões, que, na opinião de alguém que, como eu, observa de fora os EUA, já nos transformaram em uma nação de mentirosos absolutos.
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Todos mentem. A televisão mente. Os candidatos mentem. E todos repetem que "É, mas... sempre foi assim!" Essa desculpa é um espanto! É claro que nem sempre foi assim! Muitas vezes acontece de mentir demais, para muitos, ser erro muito grave. Verdade, sob o sol, só conheço uma: os ricos mentem sempre, a qualquer custo, quando se trata de não pagar impostos.
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Recentemente tive oportunidade de ver o que me parece que seja o fundo do poço. Aconteceu quando eu passeava pelo bosque que há no campus, junto ao prédio principal da Duke University, e vi uma ponte semidemolida, sobre um pequeno córrego. Dei uns passos em direção ao que me pareceu que fosse um fazendeiro da região, que percebera que eu olhava, desconfiado, a enorme pilha de materiais de construção, sacos de cimento etc., porque ele já explicava antes mesmo de eu perguntar: "Vão construir outra ponte – farão outra, muito, muito, muito maior. Enorme" – disse ele. "Mas para quê, aqui, no meio do bosque? Pois se aqui não há estradas" – disse eu. "É", ele concordou, "Estradas não há. Só uma trilha." E eu: "Mas então? Para que uma ponte enorme, se viveram felizes por tanto tempo com a ponte pequena?" Ele explicou: "O que nos disseram é que os Federais temem que aconteçam insurreições civis. Querem estar preparados para o caso de levante popular. Precisam de uma ponte maior, para cruzar o córrego, em caso de emergência."
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Desnecessário dizer que fiquei sem palavras. Mas ele parecia querer conversar, e eu perguntei "E antes, o que havia aqui?" E ele: "Uma ponte pequena, para um caminhão pequeno que circula aqui." E eu: "Mas quem falou a vocês, sobre 'levante popular'? E ele: "Bom... todos falaram. Explicaram o tamanho da ponte e o pessoal aqui concordou que melhor uma ponte grande que nenhuma ponte. Agora, o material está aí. É isso."
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Voltei para continuar a palestra que eu fazia na Duke University, e conversei com várias pessoas sobre o bosque, a ponte. Ninguém pareceu interessado, nem haviam visto ponte alguma. Perguntei a um professor politicamente engajado, e ele disse que "É, é um problema. Há alguma coisa no ar. O governo está se preparando para alguma coisa; não sabemos o que seja, mas não há dúvidas de que há alguma coisa martelando a cabeça deles." E eu: "O quê? Digamos, talvez... a revolução?" "Oh, não", ele riu. "Aqui é a Carolina do Norte. Nenhuma revolução jamais acontecerá na Carolina do Norte, não se preocupe. Mas, seja o que for, já gastaram muito dinheiro nessa ponte."
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Dois anos depois, voltei ao mesmo bosque. Lá está a ponte, enorme, de cimento, já completamente pronta. Encontrei outro cavalheiro da floresta e perguntei-lhe "O senhor vê alguma utilidade para essa ponte, tão cara e enorme?" E ele: "Cara, sim. Ponte cara, mesmo." Tinha o ar satisfeito de alguém para quem a despesa gerara benefícios. Conversamos mais um pouco sobre o governo, sobre o que andariam fazendo, e havia um certo mal-estar, algum não-dito, na nossa conversa. Os dois parecíamos intrigados; algo inesperado e surpreendente acontecera, algo realmente além de qualquer imaginação –, como se uma construção enorme ali estivesse erguida, contra iminentes horrores. Ainda perguntei um pouco, insisti, coisa ou outra. Não arranquei dele nem mais uma sílaba.
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* Sobre o autor, ver http://en.wikipedia.org/wiki/Gore_Vidal
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[1] Um professor universitário negro foi preso por desacato, por um policial branco do comissariado de Cambridge, Massachussetts.
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O artigo original pode ser lido em: http://www.truthdig.com/report/item/20090728_america_the_great_police_state/
| Leis Hadopi2 e Alfano Big Brother na Europa |
| Depois do Conselho Constitucional francês ter chumbado a primeira versão da lei de Criação e Internet, conhecida como lei Hadopi, por considerar o acesso à Web um direito fundamental, o governo de Nicolás Sarkozy voltou à carga e fez aprovar no Senado, nas últimas semanas, uma nova versão do diploma, o Hadopi2. . A discussão na câmara alta gaulesa foi realizada num tempo recorde, com os eleitos a dispor de escassos minutos para apresentarem os seus argumentos. Quase todas as propostas de emenda indicadas pela oposição foram rejeitadas (na qual, ao contrário de Outubro passado, se incluíam também os senadores do Partido Socialista Francês), com uma excepção, a possibilidade dos acusados de partilharem ficheiros protegidos por direitos de autor poderem solicitar uma audiência e fazer-se representar por um defensor legal, embora, importa frisar, o executivo de Sarkozy tenha igualmente em projecto acelerar a decisão judicial nestes casos, que podem ascender a centenas de milhares, em menos de uma hora. . Acresce que a actual versão da norma, que se esperava que fosse votada anteontem, dia 21, na Assembleia Nacional, difere da primeira apenas porque transfere a competência de interrupção do fornecimento de Internet de uma autoridade administrativa para um tribunal, mas, ao invés, inclui no texto o termo «comunicações electrónicas», o que faz temer que a correspondência via e-mail possa vir a ser vasculhada pelas autoridades. . Comentários punidos . Mas não só na França se aperta a malha aos internautas. Também na Itália, o projecto-lei Alfano visa restringir a liberdade de expressão na rede. . De acordo com informações divulgadas pelo rebelion.org, o diploma pretende universalizar o direito de réplica estendendo-o aos blogs e às páginas pessoais, com a agravante de que os multados, num valor que pode chegar aos 12 mil euros, tanto quanto contempla a lei transalpina a respeito da difamação em órgãos de comunicação social, não terão que ser condenados por uma autoridade judicial antes que seja executada a punição. . Em protesto contra a lei Alfano, sábado, milhares de bloggers italianos abstiveram-se de publicar qualquer conteúdo. Uma concentração foi ainda realizada na Piazza Navona, em Roma. . . in Avante 2009.07.23 . . |
Em junho passado, a mídia mundial deu enorme destaque para os protestos contra as eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Mahmoud Ahmadinejad. Mesmo criticando a “censura”, as redes de TV inundaram o planeta com cenas das “explosões espontâneas contrárias à ditadura islâmica”. A morte de uma jovem em Teerã teve overdose de exposição nas telinhas.
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Por Altamiro Borges, em seu blog
O curioso é que o mesmo empenho na cobertura jornalística não se observa em Honduras, palco de um golpe militar que já causou dezenas de mortes. Dados oficiais da Cruz Vermelha contabilizam mais de 50 hondurenhos assassinados e cerca de mil lideranças oposicionistas presas e desaparecidas.
.O repórter Laerte Braga, que mantém contatos com a resistência hondurenha, está indignado com o silêncio da mídia. Ele garante que já são mais de 150 executados no país. “Pessoas são mortas nas ruas de Tegucigalpa, muitas são conduzidas às prisões e os postos de saúde controlados pelos golpistas negam atendimento aos feridos”.
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Militares e esquadrões da morte invadem residências, saqueiam, estupram as mulheres e torturam. “Setores da resistência falam em banho de sangue, tamanha a selvageria dos militares. Porta-vozes da Cruz Vermelha se mostram horrorizados com a violência... Traficantes de drogas e quadrilhas com base em Miami estão em Honduras dando respaldo ao golpe e ocupam o Ministério da Justiça através de membros do esquadrão da morte”.
.Mídia servil aos interesses do império
.Para Laerte Braga, “há uma ação concentrada dos embaixadores dos EUA na região, em conluio com o governo paralelo dos EUA, para desestabilizar toda a área, provocar uma guerra e, assim, derrubar governos contrários aos interesses norte-americanos. Obama é um boneco, um objeto de decoração envolvido nas tramas golpistas... O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou os golpistas de tentarem forçar uma situação de guerra para justificar uma intervenção militar norte-americana, mesmo que disfarçada com a presença de tropas de outros países, como já ocorre no Haiti”. O seu governo e o de El Salvador já reforçaram a presença de tropas nas fronteiras.
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Com a mesma convicção, o jornalista Juan Gelman, do diário argentino Página 12, afirma que “a Casa Branca conhecia há meses o golpe que se preparava em Honduras, embora seus porta-vozes finjam agora sua inocência”. Ele lembra que o atual embaixador em Tegucigalpa, Hugo Llorens, privilegiou as relações com o general golpista Romero Vásquez desde a sua chegada ao país, em setembro passado.
.Cita ainda as declarações de Hillary Clinton contra o referendo convocado por Manuel Zelaya. “É difícil supor que os chefes militares de Honduras, armados pelo Pentágono e formados na Escola das Américas, tenham se movido sem a autorização de seus mentores”.
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Golpistas corruptos e assassinos
.Diante dos interesses imperiais dos EUA e do temor das elites locais com o avanço dos governos progressistas no continente, a mídia hegemônica evita mostrar as cenas de violência. Ela também ofusca os protestos diários e crescentes contra o golpe.
.As televisões privadas sequer denunciam que os “gorilas” são fascistas assumidos e corruptos processados. O general Romero Vásquez, autor do seqüestro do presidente Zelaya, foi preso em 1993, acusado de roubar 200 automóveis de luxo. Já o “ministro” Billy Joya foi chefe da divisão tática do Batalhão B3-16, o esquadrão da morte hondurenho que torturou e seqüestrou inúmeras pessoas nos anos 1980.
.Nada disto aparece nas telinhas da televisão. O tratamento da mídia venal é totalmente diferente do exibido durante as “explosões espontâneas” no Irã. Manuel Zelaya era um obstáculo para os interesses do império na região. Ele rompeu o tratado de “livre comércio” com os EUA, firmou o acordo com a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas) e aliou-se a Hugo Chávez, tão odiado e estigmatizado pela mídia imperial.
.Daí a cobertura tendenciosa. Sua linha editorial é evidente. Seguindo as ordens da Casa Branca, ela aposta na solução “negociada”, que inviabilize o retorno de Zelaya ao poder e legitime um “governo de conciliação nacional”. Tanto que vários veículos de comunicação já têm tratado o governo golpista como “interino”.
Em reação aos protestos oposicionistas em várias cidades do país, o governo do Irã impôs nesta terça-feira (16/06) fortes restrições ao trabalho da imprensa internacional. Em comunicado enviado às redações, o Ministério iraniano da Cultura proibiu a presença de jornalistas estrangeiros em "manifestações ilegais", uma referência aos protestos oposicionistas.
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Um representante do Ministério iraniano da Cultura declarou à agência de notícias Reuters que jornalistas estrangeiros não podem mais deixar os escritórios de suas respectivas redações. "Nenhum jornalista tem permissão de fazer reportagens, filmes e fotos na cidade", afirmou. Só é permitido trabalhar dentro das redações, disse o representante.
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As novas dificuldades impostas pelo governo iraniano ao trabalho da imprensa internacional foram condenadas pelo governo da Alemanha, pelo Sindicato dos Jornalistas Alemães (DJV) e pela ONG Repórteres Sem Fronteiras.
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O encarregado do governo alemão para direitos humanos, Günter Nooke, disse que a decisão iraniana é uma afronta às convenções internacionais. "Espero que o Irã respeite os acordos que assinou", disse. O presidente do sindicato DJV, Michael Konken, exigiu que o governo iraniano garanta a plena liberdade para o trabalho dos jornalistas.
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Os protestos da oposição continuaram nesta terça-feira no norte de Teerã. Na segunda-feira, ao menos sete pessoas morreram em manifestações no país. Os oposicionistas afirmam que houve fraude nas eleições que asseguraram mais quatro anos de poder ao presidente Mahmud Ahmadinejad.
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Censura à mídia local
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Ainda na segunda-feira, o governo alemão conclamara Teerã a respeitar a liberdade de imprensa. Segundo estimativa da ONG Repórteres sem Fronteiras, a situação da liberdade de imprensa no Irã é catastrófica. No ranking que engloba 173 países, o país ocupa o 166° lugar, uma posição antes da China.
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A televisão estatal iraniana mantém um monopólio de sete canais de televisão, que antes da eleição foram usados, sobretudo, para divulgar a imagem de Ahmadinejad: em viagens pelo interior, diante de multidões jubilosas, em visitas a desprivilegiados.
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Com a censura à mídia local, a internet e a telefonia celular tornaram-se, mais do que em qualquer outra eleição anterior no Irã, instrumentos de campanha eleitoral e de propagação de notícias, utilizados principalmente pela oposição.
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Todavia, no contexto das eleições e da atual crise, nem mesmo a internet e os serviços de mensagens via celular escaparam da censura local, que passou a afetar também transmissões provenientes de emissoras estrangeiras.
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Mídia de financiamento estatal
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De fato, um terço dos iranianos tem acesso à TV estrangeira via satélite. Mais de 3 mil canais – ao menos 30 dos quais em persa – estão à sua disposição através de antenas parabólicas. Após a controversa eleição presidencial, todavia, o governo iraniano tenta fechar, ao menos parcialmente, também esse canal de informação critica. Segundo a emissora britânica BBC, seus serviços de rádio e televisão sofreram interferência proveniente de fontes situadas claramente no Irã.
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Assim como em rádio e televisão, o cenário da mídia impressa iraniana também é marcado pelo financiamento estatal, que permanece ao lado do governo. Assim como, no contexto das eleições presidenciais, foi forte representante das posições de Ahmadinejad, pouco relatou sobre os protestos e passeatas após o pleito.
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Existe também um pequeno número de jornais independentes que sofrem constantemente com a censura e o fechamento por parte do governo. Há cerca de um mês, por exemplo, o candidato presidencial Mir Hussein Mussavi fundou seu jornal Kalameh Sabs (palavra verde, em persa). Como outros jornais independentes, o jornal de Mussavi foi proibido após as eleições.
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Controle da imprensa
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O interesse na informação livre de censura é grande. O acesso ao serviço em língua persa da Deutsche Welle na internet duplicou nos últimos dias. No entanto, uma redatora do jornal independente Etemad Melli (confiança nacional, em persa), comentou sobre obstruções técnicas. "Temos internet de acesso rápido na redação, mas no momento não podemos abrir nem mesmo o site do e-mail do Google", explicou.
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Rádio, TV e jornais estão nas mãos do governo iraniano
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A interrupção da internet não afeta somente as redações de jornais. No geral, as autoridades iranianas restringiram bastante as formas de comunicação, também para evitar a organização de protestos por parte da oposição.
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As autoridades iranianas bloquearam não somente o serviço de envio de mensagens de texto pelo celular, mas também o acesso às redes sociais na internet, como Facebook ou Twitter, bastante populares entre os iranianos.
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Novas mídias
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Todos os candidatos utilizaram os serviços de mensagem de texto na campanha eleitoral, mas os correligionários de Mussavi o fizeram de forma mais intensiva, explicou Wahid Aghili, cientista da comunicação de Teerã. "É popular entre os jovens, a quem ele [Mussavi] se dirige. O mesmo vale para páginas de internet e blogs", afirmou.
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O sucesso da campanha de Mussavi reflete o boom de nascimentos no Irã após a revolução de 1979. Cerca de um terço dos 46,2 milhões de eleitores tem menos de 30 anos. O governo dos mulás podem facilmente censurar os jornais reformistas, mas no caso da internet, no entanto, a situação é mais difícil.
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Além das redes sociais, existem no país cerca de 60 mil weblogs ativos. Na blogosfera, o persa é a quarta língua mais representada em todo o mundo. Blogs e redes sociais na internet ganharam tanta influência, que o governo iraniano agora viu-se obrigado a reagir. Hackers, todavia, encontram sempre um caminho de furar o bloqueio.
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CA/AS/dw/dpa/ap
Revisão: Rodrigo Abdelmalack
08.07.2008 - 01h22 - Paulo, Porto |
Uma grande lição de integridade do PCP. Os meus parabéns a esse partido. |
Senhor José Silva o Senhor desconhece que Quem não se conformar com a lei do grande capital é catalogado de terrorista. Não sabia isso? O Senhor desconhece que o Senhor Nelson Mandela há cerca de uma semana é que saiu dessa lista em como era um terrorista?Como poderia o P.C.P. votar uma moção em que os E.U. é que elaboram a lista de quem é terrorista? Mas o Senhor não condena o P.S. que votou contra a moção apresentada pelo P.C.P. para a libertação dos guerrilheiros presos. |
"O comunicado "forçado" do PCP e a sua intervenção na Assembleia República acerca da libertação de Ingrid, só é comparável com a de um imaginado grupo de celerados que, por exemplo e quando da fuga de Peniche de Cunhal e seus companheiros de fuga, em 1960, tivesse optado por condenar o "comando do PCP" que operacionalizou a libertação dos presos (Pires Jorge, Rui Perdigão, Rogério Paulo e outros), chamando-o de "proto-extremista", e se recusasse a subescrever uma palavra de condenação de Salazar e da PIDE que os mantinham prisioneiros, manifestando-lhes, antes, a continuação da solidariedade" "...esta gente (do PCP) continua parada no tempo ideológico e histórico em que apoiaram os crimes de Estaline, as invasões soviética da Hungria, da Checoslováquia..." "Que os eleitores nos livrem deles, por favor". (in Blog "Agua Lisa"). Sem comentários. |
Por motivos que não posso revelar não pude responder a dois comentários que se referiam a um meu comentário.A Senhor Manuel Nogueira de Carcavelos respondo-lhe que sou um modesto operário não sou historiador, mas se a Tchetchenia foi anexada pela força pela Russia tem todo o direito de lutar pela sua independência, mas se fazia parte da Russia não comprendo porque é essa luta. POnto final. Ao Senhor Rubem Pires de Cascais, nem de perto nem de longe tenho simpatia pelos Talibãs, nem por eles nem por a Arabia Saudita ou outros Estados Árabes em que as mulheres têm de trazer a cara tapada, mas não acredito que todos os que combatem as tropas Invasoras sejam Talibãs. Talvez seja mais acertado chamar-lhe resistentes. Vou dar-lhe um exemplo: Na ultima guerra Mundial vários países Europeus estiveram ocupados pela Alemanha, houve quem colaborasse com a Alemanha, mas houve pessoas com ideias diferentes alguns conservadores, outros independentes, outros socialistas, e comunistas, que não hesitaram em se unir e pegar em armas para que a Pátria deles fosse libre, e deve saber que houve tempos em que os E.U. tinham relações previlegiadas com os Talibãs. Ponto final |
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