A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Ahmadinejad: sanções promoveram autossuficiência em muitas áreas

Mundo

Vermelho - 16 de Fevereiro de 2011 - 9h07
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Há oito meses sob sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã nega que as restrições prejudiquem a economia do país. Em pronunciamento em rede nacional de televisão, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que a economia do Irã é “florescente”. As restrições foram impostas em reação ao programa nuclear desenvolvido no país.
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Ahmadinejad reiterou, porém, que os produtos iranianos são tão competitivos quanto os fabricados em outros locais do mundo. Segundo ele, as “medidas punitivas são inúteis”. De acordo com o presidente, a tendência é que com o passar do tempo os efeitos das sanções sejam reduzidos. As informações são da rede estatal de televisão, a PressTV.

O presidente iraniano afirmou ainda que as sanções poderão eventualmente beneficiar a economia nacional. Segundo ele, esse processo pode ocorrer porque o Irã alcançou a autossuficiência em muitas áreas.

Sanções

Em junho de 2010, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas impôs as restrições, que atingem principalmente as áreas econômica, comercial e militar. Há proibições para operações em instituições bancárias e vetos à circulação de navios de bandeira iraniana, por exemplo.

O governo do Irã nega as acusações de que há produção de armas atômicas no país. Segundo Ahmadinejad e as autoridades iranianas, o programa nuclear desenvolvido tem fins pacíficos. Recentemente, o Irã divulgou o avanço das obras em usinas nucleares. Os iranianos se defendem, afirmando que têm direito ao acesso à tecnologia nuclear.

Cooperação

O presidente iraniano afirmou também, em seu pronunciamento, que há avanços nas conversas entre o Irã e o grupo P5+1 (Grã-Bretanha, China, França, Rússia, Estados Unidos e Alemanha). Segundo ele, o desejo de cooperação é mútuo, mas não detalhou os avanços. "Não é realista esperar resultados concretos a curto prazo, pois a questão é muito complicada e exige mais tempo e negociações."


Fonte: Agência Brasil
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segunda-feira, maio 03, 2010

Delegações viram costas a discurso de Ahmadinejad na ONU Presidente do Irão pede expulsão dos EUA da AIEA 03.05.2010 - 17:47 Por Agências



Delegações viram costas a discurso de Ahmadinejad na ONU

Público - 03.05.2010 - 17:47 Por Agências
Várias delegações ocidentais, incluindo dos Estados Unidos, França e Reino Unido, deixaram a sala da conferência contra a proliferação nuclear, da ONU, durante o discurso do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
O Presidente iraniano acusou os EUA de ameaçar usar o arsenal 
atómico 
O Presidente iraniano acusou os EUA de ameaçar usar o arsenal atómico (Chip East/Reuters)

Os delegados e diplomatas retiraram-se depois do responsável iraniano ter acusado os países com arsenal nuclear, nomeadamente os EUA, de “ameaçar” com armas atómicas os Estados que não as possuem. E apelou a que estes países sejam castigados. Trata-se de uma referência à nova estratégia nuclear apresentada no mês passado por Washington, refere a Reuters.

Na reunião que junta os 189 signatários do TNP, adoptado em 1970, o Presidente apelou para que “se considere qualquer ameaça de usar uma arma nuclear ou ataque contra instalações nucleares com uso pacífico como uma violação à paz e segurança internacional”. Ahmadinejad pediu ainda que os EUA sejam suspensos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o organismo da ONU para o nuclear.

A conferência procura fortalecer o Tratado de Não Proliferação (TNP), que leva já 40 anos. O encontro foi aberto pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que apelou ao Irão que colabore com os esforços da comunidade internacional para deter o seu programa.

Hoje, a AIEA declarou não ter dados para confirmar ou desmentir o carácter pacífico do programa iraniano, que Teerão assegura ter fins exclusivamente civis. O seu director, Yukiya Amano, disse no encontro de Nova Iorque que “no caso do Irão, a agência continua a proceder a controles para se assegurar que os materiais declarados não são desviados”, cita a AFP. Mas a AIEA “continua incapaz de confirmar que todos os materiais nucleares são usados de forma pacífica, porque o Irão não colabora como devia”.

Em Outubro, a AIEA propôs a Teerão que entregue 70 por cento do seu urânio fracamente enriquecido para o transformar, primeiro na Rússia e depois em França, em combustível enriquecido a 20 por cento – que o regime diz necessitar para um reactor de investigação médica.

“Falta de confiança”

Invocando uma “falta de confiança”, o Governo iraniano rejeitou a proposta e sugeriu uma troca de combustível no seu território e em mais pequenas quantidades, o que foi rejeitado pelos países Ocidentais.

Está previsto que hoje os EUA revelem a composição detalhada do seu arsenal nuclear, uma informação que tem permanecido até agora confidencial, avança a AFP. A tarefa deverá caber à secretária de Estado, Hillary Clinton, também na sede da ONU. “Desclassificar as informações tidas até aqui como secretas é um passo significativo”, comentou o porta-voz da Defesa, coronel Dave Lapan, sem adiantar mais detalhes.

O diário "Washington Post", que no sábado revelou os planos de Washington, comentava que este será um passo para evitar que Ahmadinejad repita as suas exigências de mais controlo sobre os arsenais das nações nucleares.

A decisão segue-se, explica ainda o diário, a meses de debate sobre as vantagens e inconvenientes da divulgação dos números. A favor está o fortalecimento da posição de Washington nestas negociações do Tratado de Não Proliferação, mostrando quanto é que os EUA fizeram diminuir o seu arsenal desde a Guerra Fria. As objecções vêm sobretudo dos serviços secretos, que temem que a divulgação dos números dê dados a organizações terroristas para saberem quanto plutónio é necessário para fazer uma bomba.

Grupos de controlo de armas estimam que o arsenal norte-americano tenha 9 mil armas, com cerca de 5 mil activas e o restante em espera para desmantelamento.

Na última conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação – segundo o qual os países signatários com armas se comprometem a reduzi-las e os que têm programas civis prometem não construir uma bomba – terminou em falhanço: muitos acusaram a Administração Bush de diminuir as suas obrigações de desarmamento.

Notícia actualizada às 18h16
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quinta-feira, julho 09, 2009

Terrorista de Israel e silêncio da mídia




por Altamiro Borges*
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Nos meses de abril e maio passado, a mídia hegemônica fez um baita escândalo contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava agendada há meses para assinar vários acordos comerciais de interesse dos dois países.
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A TV Globo chegou a dar destaque a um reduzido protesto da comunidade israelense no Rio Janeiro. Alegando compromissos eleitorais, o governo iraniano cancelou a viagem na última hora, o que foi comemorado como “uma vitória dos direitos humanos” pela mídia colonizada, ventríloqua dos interesses imperiais dos EUA.

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Logo na seqüência, em junho, a mesma “grande imprensa” fez o maior escarcéu com o resultado das eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Ahmadinejad. Ela amplificou a mentira de que a eleição fora fraudada. Nem o alerta de um diretor da “informada” CIA, confirmando a legitimidade do pleito, serviu para acalmar os ânimos colonizados dos barões da mídia. Eles não disfarçaram o temor com a rebeldia crescente do Irã, que coloca em risco os “valores ocidentais” e desafia o decadente imperialismo. Nos mesmos dias, o assassinato de dezenas de indígenas no Peru, um país vizinho, foi ofuscado pelas manchetes contra a “fraude” no Irã. Haja engodo!

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Rechaçar a visita do ministro-terrorista

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Agora, esta mesma mídia manipuladora silencia sobre a visita ao Brasil, em julho, de um dos maiores carniceiros da Israel, o ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Neste caso, não há dúvidas ou suspeitas: Lieberman é um racista assumido, que prega descaradamente ações terroristas. O jornal Água Verde, publicado no Paraná, preparou um dossiê sobre esse asqueroso personagem que, evidentemente, não será reproduzido pela chamada “grande imprensa”. Vale à pena conhecer sua história, até para organizar, desde já, protestos contra a sua indesejada visita.

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“Virá ao Brasil no final deste mês de julho o racista e terrorista israelense Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, com a única tarefa de pressionar o governo brasileiro a romper relações com o Irã, país com o qual o Brasil tem ótimas relações comerciais. Em todo o país estão sendo organizadas manifestações de repúdio à vinda de Lieberman, um judeu sionista (racista) nascido na Moldávia.

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Lieberman participou da quadrilha liderada por Ariel Sharon e responde a processos na Justiça por envolvimento com o crime organizado (Máfia Russa), incluindo tráfico de drogas. Ele é fundador do partido de extrema direita Yisrael Beitenu (“Israel é nossa casa”), que apoiou o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em troca de cargos no governo. Entre as declarações racistas e criminosas do terrorista Lieberman destacamos as seguintes:

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“Transformar o Irã num aterro”

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- Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã;

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- Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região;

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- Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Lieberman: “As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos”.

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- Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte;

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- Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa;

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- Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”

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- Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região;

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- Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz;

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- Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.

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*Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)

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* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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in Vermelho - 8 DE JULHO DE 2009 - 20h13
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quarta-feira, julho 01, 2009

Avante!: Irã acusa imperialistas de ingerência


O Conselho dos Guardiões rejeitou anular as presidenciais iranianas das quais resultou a reeleição do atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, com quase dois terços dos votos, contra pouco mais de um terço do seu principal opositor, Mir-Hossein Mousavi.

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De acordo com informações fornecidas pela máxima autoridade constitucional iraniana, as irregularidades registadas no sufrágio do passado dia 12 não são suficientes para anular a consulta em que participaram mais de 40 milhões de pessoas.

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Apesar de em 50 dos mais de 360 distritos eleitorais iranianos terem sido registados mais votos que votantes, num total de aproximadamente três milhões, o Conselho sublinha que o resultado não se altera a favor de Mousavi, uma vez que este foi derrotado nas urnas por mais de 11 milhões de votos de diferença, explica.

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Acresce que a maioria das queixas da oposição refere-se a alegadas irregularidades anteriores à realização da consulta, diz ainda o Conselho.

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Simultaneamente, continuam nas ruas do Irã os confrontos envolvendo as autoridades, partidários de Mousavi e apoiantes de Ahmadinejad. Apenas estes últimos acatam a proibição dos protestos decretada pelo governo para evitar tumultos.

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Segundo dados oficiais divulgados pela imprensa iraniana, citados pela Prensa Latina, em mais de uma semana de crise política morreram 19 pessoas, mil foram feridas, entre as quais 400 polícias, e 457 foram presas.

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O governo iraniano diz que os detidos são agitadores a serviço de potências estrangeiras e, face à colossal mobilização de meios contra o regime (milhões de dólares investidos pela CIA, manipulação de informação, instrumentalização de plataformas de comunicação para difundir uma situação de aparente caos e mobilizar setores da população com base em boatos), acusa o imperialismo de ingerência nos assuntos internos do país.

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EUA, Alemanha, França e Reino Unido estão apostados numa campanha para derrubar o governo do Irã, que depois de convocar vários embaixadores estrangeiros acreditados em Teerã para os esclarecer sobre a situação, equaciona rever as relações com as três potências europeias.

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Jornal Avante!
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in Vermelho - 24 DE JUNHO DE 2009 - 16h49
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segunda-feira, junho 15, 2009

Irão: Reeleito, Ahmadinejad acusa imprensa internacional de complô

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, endossou neste domingo (14) o resultado das eleições que reconduziram o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad ao cargo, praticamente enterrando qualquer esperança do candidato derrotado Mir Hossein Moussavi, que mais cedo havia pedido a anulação do pleito. Ao mesmo tempo, as autoridades iranianas criticam imprensa internacional por fomentarem protestos no país ao alimentar denúncias sobre fraude no processo eleitoral.

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Em conferência de imprensa neste domingo (14), o presidente reeleito do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou a imprensa internacional de lançar uma ''guerra psicológica'' contra o Irã. Segundo ele, a imprensa internacional reflete uma imagem negativa e equivocada do Irã e se intromete nos assuntos internos do país.

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''As eleições iranianas criaram uma guerra psicológica na imprensa (internacional), que não aprendeu as lições do passado'', disse Ahmadinejad, reeleito com 64% dos votos nas eleições presidenciais de sexta-feira passada.

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''Mas o povo iraniano demonstrou que está mais unido que antes e mais comprometido com o Imame e os princípios da revolução'', afirmou Ahmadinejad, em uma declaração anterior à entrevista coletiva concedida neste domingo.

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O presidente iraniano assegurou que isto não é nenhuma novidade. É uma estratégia da imprensa que se repete desde o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979, que tirou o último Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, do poder.

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''A imprensa fez o mesmo (nas eleições passadas) e durante 30 anos. Não querem uma democracia que não esteja ligada a seus interesses'', disse.

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''Eles dizem que tudo está ruim (no país), porque não era o que eles esperavam. São eles que estão mal. Os 40 milhões de pessoas que votaram são contra essa intromissão internacional'', acrescentou o presidente iraniano.

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Ahmadinejad acusou a mídia estrangeira de transmitir uma imagem negativa do Irã, cheia de erros, e que depois é passada para seus Governos, que também criam uma idéia errada sobre o país.

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''Estão errados e fazem relatórios equivocados que são entregues a seus Governos, o que gera mais erros. Essa visão tem que ser mudada. Os erros do passado não podem se repetir, já que 40 milhões de pessoas votaram e apóiam o Governo'', afirmou.

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A imprensa internacional deu destaque para as denúncias de fraude apresentadas pela oposição reformista depois das eleições.

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A suposta fraude foi denunciada oficialmente pelo candidato derrotado, o reformista Mir Hussein Mousavi, através de uma carta ao Conselho dos Guardiães - divulgada em seu site, que logo depois foi censurado.

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Segundo as autoridades iranianas, a manipulação midiática sobre o processo eleitoral obrigou que se tomassem medidas para controlar o fluxo de informações que parte de fontes ocidentais, enquanto manifestantes contrários ao governo realizaram protestos pelo segundo dia neste domingo.

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Máquina de propaganda sionista

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Para o palestino radicado no Brasil, Mahmud Hassam, ''a despeito do que temos recebido de notícias das fontes ocidentais interessadas no enfraquecimento da posição iraniana, frente a 'guerra fria'' que está em pleno curso, precisamos ter cuidado com o ''bombardeio' de informações que interessa à frente judeu-sionista formada por Israel, EUA e UE sobre supostas 'fraudes' na reeleição de Mahmud Ahmadnejad''.

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Em carta divulgada na internet, Hassam avalia que ''nossa mídia está comprometida com os planos sionistas, uma vez que obtêm como fonte internacional, através de contratos, a BBC, EFE, Reuters, UPI, France Express e GLOBO International. As informações são distorcidas, os protestos contra o resultado são inexpressivos e mercenários''.

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Milhares participam de comício

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Rechaçando os protestos dos opositores, dezenas de milhares de pessoas participaram neste domingo, em Teerã, de um comício para comemorar a reeleição de Ahmadinejad.A multidão se concentrou ao longo da rua Vali Asr, uma das áreas mais centrais da cidade.

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Em seu discurso, Ahmadinejad negou acusações de irregularidades na votação e disse que o povo escolheu livremente seu candidato.''Algumas pessoas querem democracia apenas para seu próprio bem'', disse ele, referindo-se a seus opositores dentro de fora do Irã.

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''Eles querem eleições, liberdade, mas apenas os reconhecem se o resultado lhes favorece'', disse.

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O líder iraniano disse que o povo do Irã está unido, mas reconheceu que com a ida de 40 milhões de eleitores às urnas, é natural que alguns estejam decepcionados.

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O assessor da presidência do Brasil pra Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse neste domingo que o resultado do pleito no Irã foi um ''sintoma de democracia''. ''Houve uma reação na sociedade muito grande. A eleição mesma foi um sintoma já de vida democrática no país, debates, manifestações de rua, isso é ótimo. Isso é bom'', afirmou. ''Eu acho que o fundamental é isso, foi uma eleição na qual houve uma participação muito grande da sociedade. Veja bem, mais de 70% votaram, o que não era uma tradição'', disse Garcia, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Genebra, na Suíça.

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Da redação,
com agências

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in Vermelho - 15 DE JUNHO DE 2009 - 02h24

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