A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, setembro 12, 2010

Nove anos do estranho onze de setembro

Mundo

Vermelho - 11 de Setembro de 2010 - 7h25
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É normal que a passagem dos anos traga um pouco de esquecimento a um fato. Também é regra que os humanos se esforcem para compreender os eventos "históricos", insuficientemente esclarecidos. Em resultado disso, novas evidências são trazidas à luz das zonas obscuras de conhecimento dos tais acontecimentos.


Por Manuel E. Yepe, no La República

Não foi assim com o famoso 11 de Setembro de 2001, ato terrorista que há nove anos matou em poucos minutos quase três mil pessoas nos Estados Unidos e foi motivo para que o governo daquele país declarasse uma guerra contra o terrorismo, contra um inimigo incerto, quiçá virtual, e restringisse as liberdades individuais em seu próprio território

Foi uma cruzada na qual o governo dos Estados Unidos envolveu, de uma forma ou de outra, cerca de cinquenta países, cujos povos, em seu conjunto, sofreram milhares de baixas, a maioria delas civis, um grande número delas de menores, mulheres e idosos.

Inicialmente, a guerra estadunidense contra o terrorismo tinha como um inimigo a derrotar um misterioso líder, do qual existiram evidências quando os Estados Unidos se convenceram a ratificá-lo como culpado principal do crime. Se acusava um estranho inimigo, escondido em cavernas do Afeganistão, e uma fantasmagórica organização militar islâmica.

Depois, sem uma explicação clara, a culpa foi deslocada na direção do governo do Iraque que, embora se sabia que não tinha vínculo algum com os supostos ataques terroristas contra Nova York e Washington, a inteligência estadunidense tinha evidências de que esse país acumulava armas de destruição em massa para empregá-las contra os Estados Unidos.

Sem muita resistência armada por parte do pequeno país rico em petróleo mas empobrecido por um bloqueio econômico decretado pelos Estados Unidos alguns anos antes, após atacá-lo militarmente, o Iraque não tinha forças para enfrentar a superpotência.

A acusação americana revelou-se falsa. As armas de destruição em massa não existiam. Mesmo assim, o presidente do Iraque foi derrubado, perseguido, aprisionado e executado pelas forças invasoras lideradas pelos Estados Unidos. Não tendo conseguido consolidar a cruel ocupação do Iraque, sem reconhecer a derrota de seu planos por tal motivo, os Estados Unidos, com a Otan de fachada, também encetavam uma guerra.

Haviam ocupado o Afeganistão, em outubro de 2001, em perseguição a um inimigo não muito bem identificado que, supostamente, desde o interior de suas cavernas, colocou em perigo a segurança nacional da potência militar mais poderosa que a humanidade conheceu em sua existência.

A versão oficial sobre o colapso das torres gêmeas segue questionada por numerosos testemunhos de especialistas e cientistas, que alegam que se tratou de uma demolição controlada.

Ainda é questionada a ordem estrita de silência dada aos bombeiros de Nova York e à Administração Federal de Aviação. Coloca-se em questão o fato de que os edifícios 5 e 6 do World Trade Center (WTC) sofreram incêndios consideráveis e não caíram, apesar de possuírem vigas de aço muito mais débeis que as das torres gêmeas, quando o edifício numero sete, afetado por um incêndio relativamente pequeno, em 8 andares dos seus 40, entrou inteiramente em colapso.

Foi escandaloso que, após a tragédia, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências tenha extraído e exportado para a Coreia do Sul as estruturas de aço dos edifícios, antes mesmo que fossem analisadas de acordo com a legislação que protege as evidências de um cenário onde tenha ocorrido um crime, até que sejam realizados os testes forenses.

Ainda hoje, ninguém entende por que não foram ativadas, durante o ataque, as baterias de foguetes e a defesa anti-aérea situada nos arredores do Pentágono.

Ninguém conseguiu esclarecer a razão que levou os serviços secretos americanos a autorizar Bush para que desse prosseguimento a sua visita a uma escola primária, desleixando assim da segurança do presidente assim como dos escolares.

É inexplicável que ninguém tenha sido acusado, sancionado ou condenado por incompetência, nem sequer os construtores dos edifícios, que haviam certificado que as contruções resistiriam a impactos de um avião.

Wahington não conseguiu justificar nem ao menos a acusação de que o ato terrorista, de formidável complexidade tecnológica, tenha sido obra de um grupo de 19 terroristas, de escasso nível técnico e científico, membros da rede al-Qaida, dirigida pelo saudita Osama bin Laden.

Cobra atualidade o caso de Kurt Sonnenfeld, americano refugiado na Argentina, sujeito a uma implacável perseguição pelas autoridades norte-americanas, considerado uma das peças chave na desmontagem da versão oficial dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001.

Sonnenfeld foi um dos cinegrafistas autorizados a filmar na área reservada das torres gêmeas em Nova York, após a explosão. Ali, viu coisas que, sem dúvida, não deveria ter visto, o que o obrigou a fugir da perseguição a que foi submetido, uma circunstância que dá argumentos à possibilidade de que, mais cedo ou mais tarde, poderá vir à tona o que seria a mentira mais escandalosa que Washington orquestrou em toda a história de suas fancarias.

Fonte: La República
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  • PRESTEM a atenção

    11/09/2010 21h42 Esse atentado foi uma palhaçada. Tem um documentário de uma organização indepedente de lá, que está chacolhando as cabeças dos americanos, mas a midia NAO DIZ NADA!!!!! . Vejam o primeiro documentario, segunda parte: . http://zeitg.wordpress.com/z/ . ZEITGEIST!

    Tiago
    Fortaleza - CE

  • Os segredos do IMperio Americano

    11/09/2010 21h29 Os livros de JOhn Perkins " a historia secreta do imperio Americano" e o Frances S saunders " quem pagou a conta", ambos americanos, é o resumo do que este imperio do mal é capaz. E o pior de tudo isto, é que esta mesma elite Brasileira que tenta voltar ao poder com SERRA, é servil e comeu sempre de cócoras em baixo da mesa do ianques. >>>>que o povo brasileiro tenha juizo... o Brasil é o equilibrio na America

    valdo
    rio do sul - EX

  • autofagia pura e simples

    11/09/2010 19h41 Concordo com Gil Cesar. Desde o momento que o segundo avião foi arremessado contra a torre e pouco tempo depois ela vem abaixo, como se tivera sido implodida, eu não tive dúvida de que a salvação de Bush estava alí naquela armação. Mas fiquei convicto quando da relação dos mortos não constavam os executivos das grandes empresas lá sediadas. Só morreram os pobres, em sua maioria latinos, asiáticos, africanos. Poucos norteamericanos morreram, e este número se eleva quando incluido os naturalizados. Então, os USA encontraram um pretexto para destruir Valor e forças produtivas fora de seu território e produzir mercados cativos para suas quinquilharias e serviços e controlar as fontes de matéria prima: petróleo. Mas, como num tabuleiro de xadrez, colocou suas tropas mas próximas da China, a Oeste, já que a Leste e a Sudeste conta com aliados e seus vasos de guerra. Sete trilhões para reconstruir o Iraque e mais o controle da heroina no Afeganistão e suja reconstrução. A ind. bélica é feliz.

    Pedro Mendes
    Manaus - AM

  • Muito bom para a reflexão

    11/09/2010 8h33 Vale salientar que eu desde os acontecimentos tenho inserido em meus pensamentos o ar do contraditório. Logo acho que quem implodiu as torres forão os homens da guerra, ou seja os próprios amigos do senhor da guerra Bush. Mais como os norte americanos vivem de hollywood e disney, ir a lua tb ainda é questionado, assim como a autoria dos atentados que já aconteceram.

    Gil Cesar
    Natal - RN
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Estados Unidos no Iraque: Sete anos e milhares de mortos


Mundo

Vermelho - 10 de Setembro de 2010 - 16h26

"Esta noite anuncio que a missão de combate estadunidense no Iraque terminou. A Operação Liberdade Iraquiana acabou e o povo do Iraque tem agora a responsabilidade principal de manter a segurança do seu país", foram as palavras pronunciadas passada por Barack Obama no seu discurso à nação, com as quais dava por cumprida a sua promessa de retirar as tropas estadunidenses do Iraque em agosto de 2010, feita há um ano atrás.

Por Roberto Montoya, no Informação Alternativa

Muito a tempo, porque faltam menos de dois meses para essas eleições vitais nos Estados Unidos nas quais serão eleitos os 435 membros da Câmara de Representantes, 100 membros do Senado, 38 governadores, mais numerosos outros cargos locais.

"Os americanos que serviram no Iraque completaram todas as missões que lhes foram encomendadas. Derrubaram um regime que aterrorizava o seu próprio povo", disse Obama, elogiando novamente, como o fez ao receber o Prêmio Nobel da Paz, que o seu país tivesse levado a cabo o que chamou "guerra justa".

As palavras do presidente dos Estados Unidos recordam outras, pronunciadas mais de sete anos antes. Foram exactamente ditas no 1º de maio de 2003, seis semanas depois do início dos bombardeios e da invasão do Iraque por parte dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Foram pronunciadas pelo então presidente George W. Bush, a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln e vestido à Top Gun para a ocasião: "Nesta batalha, nós lutamos pela causa da liberdade e pela paz no mundo. A nossa nação e a nossa coligação estão orgulhosas por este feito. No entanto, isto é vosso, os membros das forças armadas dos Estados Unidos, que o realizaram.

A sua coragem, a sua vontade para enfrentar os perigos pelo seu país e por cada um de vocês fez com que este dia fosse possível", disse Bush aos numerosos marines presentes, sob um grande cartaz que rezava: "Missão cumprida". "Graças a vocês, o tirano caiu e o Iraque é livre", disse-lhes, e elogiou as forças armadas estadunidenses por ajudarem "a reconstruir o Iraque, onde o ditador construiu palácios para ele em lugar de hospitais e escolas para o povo".

Entre um e outro discurso decorreram sete anos e quatro meses. Um período no qual os bombardeios e os danos colaterais provocados pelos ataques aliados, acabaram de completar a devastação do Iraque que tinham iniciado em 1991, com a Operação Tempestade no Deserto, durante a Guerra do Golfo.

Durante esse período de sete anos e quatro meses que separam os discursos de Bush e Obama, foram destruídas mais de metade das escolas e hospitais iraquianos, grande parte das suas pontes e estradas, as suas instalações eléctricas, a sua infra-estrutura.

Mais de 100.000 civis morreram por causa dos ataques dos Estados Unidos e dos seus aliados e da guerra sectária interna desencadeada algum tempo depois do início da invasão, somando-se às outras centenas de milhares de mortos durante a Guerra do Golfo lançada por Bush pai e os 12 anos de cruel embargo que se lhe seguiram.

Mais de dois milhões de pessoas viram destruídos os seus lares ou fugiram deles por causa da guerra, metade das quais procurou refúgio no estrangeiro.

A população iraquiana livrou-se de um ditador, mas destruiu-se-lhe o país, esvaiu-se em sangue internamente, impôs-se-lhe um governo corrupto e autoritário, uma Constituição retrógrada onde a mulher fica mais postergada que antes, onde as multinacionais dos Estados Unidos e dos seus aliados repartem o controle da sua economia, especialmente do seu petróleo e das grandes obras de reconstrução.

Obama sabe bem que, apesar de ter retirado 110.000 dos seus homens, deixou 50.000 soldados, tão de combate como os que se foram. Porque a guerra continua e, no Iraque, morrem inclusive ainda mais pessoas que no Afeganistão, apesar de se querer apresentar a retirada como uma vitória da democracia. As tropas que ficam, em princípio, estarão acantonadas nas suas grandes bases e ocupar-se-ão em instruir os mais de 600.000 homens do exército e da polícia iraquianos, mas está previsto que atuem em caso de estes se verem ultrapassados. E tê-lo-ão que fazer.

Obama autorizou também a ação de pelo menos 7.000 homens mais arrolados nas "companhias de segurança" contratadas pelo Pentágono – eufemismo utilizado para mencionar os mercenários – especializados em tarefas de espionagem, localização e execução de inimigos.

Obama esforça-se também por enterrar no prazo prometido, em finais de 2011, a outra grande guerra que herdou de Bush, a do Afeganistão, mas os seus próprios generais e os generais iraquianos repetem-lhe uma e outra vez – embora tenha destituído já um, Stanley McChrystal, por dizê-lo publicamente – que, se o fizer, o país voltará a cair nas mãos dos talibã.

A quase nove anos do começo da guerra do Afeganistão, os fundamentalistas islâmicos são mais fortes que nunca. Aplicam as suas leis a sangue e fogo em grandes zonas do país, capitalizando politicamente o ódio cada vez maior entre a população para com o corrupto governo de Hamid Karzai e dos seus temíveis senhores da guerra, que são quem controla o suculento comércio internacional do ópio.

A crise financeira mundial, que afeta em cheio os Estados Unidos e os aliados europeus que o seguem nas guerras do Iraque e do Afeganistão, afeta os orçamentos militares de todos eles e daí também a sua urgência para reduzir gastos e para começar a encher rapidamente os cofres.

Precisam, isso sim, que exista um verdadeiro controle da situação por parte dos governos locais, ao preço que seja, tanto para poder retirar-se como para fazer negócios. Porque disso se trata, que o Iraque aumente a sua produção atual de 2,4 milhões de barris diários para que proporcione cada vez mais lucros às multinacionais que exploram o seu petróleo e que do Afeganistão se possa também começar em breve a extrair petróleo e outros minerais.

Há alguns dias, geólogos estadunidenses encontraram uma jazida equivalente a 1,8 bilhões de barris entre as cidades de Mazar-i-Sharif e Shiberghan, segundo Jawad Omar, porta-voz do Ministério afegão de Minas. Segundo este funcionário, em seis meses começar-se-iam a explorar também várias minas de ouro, lítio e outros minerais. Segundo o The New York Times, esses achados poderiam fazer do mísero Afeganistão "a Arábia Saudita do lítio".

Entende-se por que não se podem comparar estes fracassos militares dos Estados Unidos e dos seus aliados com a guerra do Vietnã, como se faz diariamente de forma tão superficial?

Retirar-se gradualmente, como heróis, não implica na realidade ir-se destes cenários de guerra com as mãos vazias, sem deixar as coisas encaminhadas. Ou acaso alguém acreditou por algum momento que os invasores pretendiam libertar desinteressadamente esses países e deixar governos democráticos e soberanos?
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segunda-feira, agosto 30, 2010

The U.S. and Iraq: what now?

IraqPeace
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Since President Obama took office, more than 90,000 U.S. troops have come home from Iraq. Last week, the Pentagon reported, the last U.S. combat brigade left. The number of U.S. combat troops there is now below 50,000, officials say. That fulfills Obama's pledge to pull out all but 50,000 troops by the end of this month, with the vow that the U.S. combat mission in Iraq is over. The question is: now what?
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Actually there are several big questions.
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To what extent are "combat troops" being replaced by Special Operations forces, other U.S. personnel, and private contractor mercenaries?
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Will all U.S. troops leave in December 2011, as the U.S.-Iraqi agreement specifies? Reports are that Special Operations forces will stay on. What about other U.S. forces and private contractors?
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What exactly is the U.S. role in Iraq between now and the end of 2011? And what will it be beyond that?
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What is the U.S. responsibility to the Iraqi people, and how should it be fulfilled?
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The president says the "transitional force" now remaining there will switch its focus from combat to "supporting and training Iraqi forces, partnering with Iraqis in counterterrorism missions, and protecting our civilian and military efforts."
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"Make no mistake: Our commitment in Iraq is changing - from a military effort led by our troops to a civilian effort led by our diplomats," he told a convention of Disabled American Veterans in Atlanta Aug. 2.
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He told the veterans he wants to bring the Iraq war to a "responsible end." We applaud that. Certainly, as we read of new rounds of vicious violence around Iraq, leaving dozens of innocent Iraqis dead and wounded, we ponder the U.S. responsibility for this violence. As we read about Iraq's ravaged economy, the sewage running in the streets, the lack of electricity, the joblessness, we remember that it didn't have to be this way.
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Some Iraqis, most notably the Iraqi Communist Party - with a heroic record of resistance to Saddam Hussein's bloody dictatorship - warned that a U.S. invasion was not the way to get rid of Saddam.
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After the shock and awe invasion, instead of handing over power to Iraqi democratic forces, the U.S. installed its own occupation viceroy, fanned sectarian discord, opened the floodgates of contractor boondoggles and corrupt cronyism - all focused on making Iraq and its vast oil a junior partner to U.S. oil interests.
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Seven years later, the thousands of dead and maimed, the shattered families - Iraqis first of all, but also Americans - present the U.S. with a profound responsibility.
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Yes we do have a responsibility to help Iraq train its armed forces and security personnel so they can protect their own people, and to provide them with the necessary resources, which the Bush administration failed miserably to do. But it's not our job to manipulate their economy or their politics, to pick and choose who should govern their country.
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We do have a responsibility to help rebuild their hospitals, water systems, schools, cultural facilities - wrecked in the invasion or later under our watch or by our own contractors. But the U.S. should not be directing the money or deciding the projects.
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Unfortunately, we're seeing some warning signs that point in the wrong direction. A massive State Department presence in Iraq is being developed. Vast numbers of private U.S. contractors are deployed there. And notions are being floated that the U.S. military presence may "need" to continue beyond next year.
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Let's make sure all of our occupation of Iraq ends - military, economic and political.
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It's time to shed the old foreign policy habit, that sees Iraq as nothing but a giant oil well to fuel America's oil-based economy, and a geopolitical pawn and military launch-pad to keep the rest of the region's oil flowing our way. We just can't afford it - not in taxpayer dollars, not in human lives, not in the survival of our planet.
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Photo: (CC)
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domingo, agosto 29, 2010

A falsa retirada do Iraque


«O total de empresas de segurança vai duplicar»
Soldados ocupantes substituídos por mercenários
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Os EUA confirmaram que o número de soldados presentes no Iraque é o menor desde o início da invasão do país, em 2003. O facto está a ser usado como manobra de propaganda com o objectivo de esconder a manutenção de uma força ocupante e a substituição de soldados por mercenários.
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 A declaração de Barack Obama, anunciando o fim da missão de combate naquele território e o início de «operações contraterroristas» levadas a cabo por uma «força de transição» até à retirada «das tropas norte-americanas em 2011», já havia feito as parangonas no início do mês de Agosto. Mas o que encheu com estrondo as manchetes dos meios de comunicação social dominante foi a confirmação de que os EUA mantinham no Iraque o menor número de soldados desde o início da guerra contra aquele país.
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Efectivamente, com a retirada da quarta brigada para o Kuwait e a transferência de homens e meios de guerra daquele país do Médio Oriente para o também ocupado Afeganistão, o total de soldados de Washington ronda os 55 mil, podendo mesmo ser reduzido para 50 mil até ao próximo dia 31 de Agosto.
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Mas quanto a factos correspondentes com a realidade, ficamo-nos por aqui. É que à boleia do abandono de uma parte do contingente – importa não esquecer que se manterão no Iraque 50 mil militares estrangeiros – o governo dos EUA aproveita para fazer crer que a força remanescente deixará de realizar operações de combate, passando apenas a prestar treino aos militares iraquianos, e que o prazo limite para o abandono definitivo é o ano de 2011.

Declarações ocultadas

Ora a verdade é que para funcionários de elevada responsabilidade, como o comandante militar David Patreus, os EUA não só não estão a sair do Iraque como conservam «uma enorme capacidade [operativa]», disse em entrevista à
CBS.
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No mesmo sentido, a Inter Press Service apurou junto de fontes ligadas às altas esferas governamentais que os 50 mil soldados remanescentes não confinarão as suas missões a treinos ou a operações de defesa do pessoal e instalações norte-americanas.
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Quem parece ter também ignorado as palavras do presidente foi o secretário de imprensa do general Patreus, Geoff Morrell, sublinhando «que eu saiba ninguém declarou o fim da guerra».
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No mesmo sentido, para o vice-assistente do secretário da Defesa, Colin Khal, os EUA estão no Iraque «para ficar por muito tempo» e qualquer decisão está suspensa até «ver o que o governo iraquiano vai fazer».
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A frase, aparentemente enigmática, tem vindo a ser desconstruída na imprensa norte-americana, a qual especula sobre a possibilidade do futuro governo do território preparar um novo pedido de permanência dos EUA no país assim que tomar posse.

Empresas de segurança duplicam

Acresce que a manutenção de dezenas de milhares de soldados no Iraque - nas palavras de quem manda por largo tempo e com as funções que agora cumprem - é acompanhada pela substituição dos soldados retirados por milhares de mercenários ao serviço de empresas de segurança.
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A decisão de substituir a força militar para uma outra «civil» foi tomada numa reunião de altos responsáveis militares norte-americanos, ocorrida a 19 de Julho deste ano, embora tal só tenha sido claramente admitido a partir de 16 de agosto.
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O plano é dar ao Departamento de Estado um papel mais efectivo na coordenação das operações e mantê-lo ligado às empresas de segurança privadas. Estas dotar-se-ão de helicópteros, carros de combate e capacidade para operar radares, de forma a poderem pedir ataques aéreos e pilotarem aeronaves não tripuladas, informou o New York Times.
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A duplicação do número de empresas contratadas no Iraque não é uma hipótese. O porta-voz do departamento de Estado, P.J. Crowley, admitiu que o total de empresas contratadas no Iraque pode ascender a sete mil, admitindo, igualmente, que os EUA «têm planos muito específicos para assegurar a segurança quando os militares partirem».
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Actualmente estão no Iraque 112 mil mercenários ao serviço de diversas companhias, aos quais se juntam mais de 11500 indivíduos inscritos como seguranças privados e pelo menos 1200 a título de conselheiros de segurança, adiantou, por seu lado o Guardian.

O novo papel da CIA 

De acordo com o New York Times, a agência de serviços secretos norte-americana está a assumir cada vez mais um carácter paramilitar, aprofundando, a partir da entrada em funções de Barack Obama, a realização de ataques com aviões não-tripulados e a eliminação de suspeitos de terrorismo.
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O assessor do presidente dos EUA, Jonh Brennan, qualifica as novas directrizes como uma substituição da política do martelo pela do bisturi.
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Para além disso, a ligação a empresas de serviços de segurança também se incrementou, sobretudo no Paquistão e no Norte de África com a concretização de operações encobertas de detenção e assassinato de alegados grupos extremistas.
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Avante N.º 1917
26.Agosto.2010
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sábado, agosto 14, 2010

Crise, luta e esperança - Miguel Urbano Rodrigues

  • Miguel Urbano Rodrigues

Crise, luta e esperança
O fim da actual crise de civilização é imprevisível. Inevitável, conduzirá ao desmoronar do capitalismo ou a uma era de barbárie. Prever datas para o desfecho seria, porém, um exercício de futurologia. Mas uma certeza se esboça já no horizonte: a derrota espera o imperialismo nas guerras criminosas que os EUA desencadearam para manter e ampliar o sistema de dominação mundial do capital.
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OS EUA estão atolados em guerras perdidas no Afeganistão e no Iraque e a sua aliança com o Estado neofascista de Israel é um factor de tensão permanente no Médio Oriente. As estratégias agressivas que desenvolvem na América Latina, na África e na Ásia Oriental são também incompatíveis com as aspirações dos povos ameaçados, contribuindo para o subir da maré anti-americana 
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Nesta fase, iniciada com as agressões no Médio Oriente e Ásia Central, o imperialismo estado-unidense encontrou situações históricas muito diferentes da que precedeu o seu envolvimento no Vietname e a humilhante derrota que ali sofreu. Nos EUA somente uma minoria percebeu que a guerra estava perdida quando Giap desfechou a ofensiva do Tet. A resposta de Johnson e Kissinger, cedendo aos generais do Pentágono, foi a ampliação da escalada. A agressão alastrou para o Laos e Washington enviou mais tropas para a fornalha vietnamita, semeando a morte a devastação no Sudeste Asiático.
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Transcorreram anos até à retirada dos EUA. Os povos foram lentos a compreender que o desfecho da trágica agressão ao Vietname era o prólogo de uma crise que significou a perda da hegemonia que Washington exercia sobre a economia do Ocidente desde o final da II Guerra. Nada foi igual desde então.
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Mas o establishment norte-americano não extraiu as lições implícitas no fracasso das guerras da Coreia e do Vietname. A estratégia foi reformulada, mas a ambição imperial permaneceu, assumindo novas formas. 
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O cenário das agressões adquiriu proporções planetárias a partir do desaparecimento da União Soviética. A primeira guerra do Golfo foi decidida no final da presidência de George Bush pai perante a passividade da URSS, prestes a desintegrar-se. Washington proclamou então que a humanidade havia entrado numa era de paz permanente, sob a égide dos EUA, garantes da Nova Ordem Mundial. Um obscuro epígono do capitalismo, Francis Fukuyama, saudou a morte do comunismo e anunciou o «Fim da História», apontando o neoliberalismo como a ideologia para a eternidade.
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O desmentido aos profetas imperiais não tardou.
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Quando as torres do World Trade Center desabaram, o mundo entrou numa fase de turbulências anunciatórias de uma profunda crise de civilização. Após o 11 de Setembro de 2001, Bush filho, alegando necessidade de uma «cruzada contra o terrorismo», e afirmando que Deus estava com os EUA, invadiu o Afeganistão, semeando a morte a destruição naquele remoto Pais da Ásia Central.
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Depois chegou a segunda guerra iraquiana, iniciada à revelia do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A terra milenária da Mesopotâmia foi ocupada, os seus museus saqueados, o seu petróleo e gás entregues às petrolíferas dos EUA, dezenas de milhares de iraquianos chacinados.
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Autoproclamando-se nação predestinada, com vocação para redimir a humanidade dos seus pecados, os EUA, sob a batuta da extrema-direita republicana, passaram a actuar como um Estado terrorista, disseminando o terrorismo pelo planeta.
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Essa trágica situação somente foi possível pela cumplicidade da União Europeia, do Japão e do Canadá, estados ditos civilizados. Com o seu aval ao establishment bushiano abriram as portas à barbárie. 
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A eleição de um negro para a Presidência dos EUA gerou a ilusão de que o pesadelo iria findar. Mas Barack Obama, que chegou à Casa Branca com o apoio entusiástico do grande capital, mudou o discurso, mas manteve a politica imperialista. Pior, agravou-a. 

O  pântano afegão

Admiradores do presidente norte-americano afirmam que ele é um humanista, vítima de uma engrenagem que o instrumentaliza. Mas a defesa que dele fazem não convence.
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O Prémio Nobel da Paz tomou decisões que contribuíram para aprofundar a crise mundial. No plano interno a sua política tem sido, no fundamental, de capitulação perante as exigências do grande capital. Significativamente, o seu secretário do Tesouro, Geithner é um político que goza da confiança total de Wall Street. 
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No terreno internacional, o presidente aumentou muito o orçamento do Pentágono, pediu ao Congresso verbas colossais para as guerras asiáticas, enviou mais 30 000 militares para o Afeganistão, e faz da vitória nessa guerra uma prioridade da sua política exterior. 
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Entretanto, acumula derrotas no teatro afegão. A ofensiva no Helmand foi um fracasso; a de Kandahar foi sucessivamente adiada.
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A divulgação dos documentos secretos oferecidos pela WikiLeaks ao NY Times, ao Guardian e ao Der Spiegel instalou o pânico na Casa Branca, e o inquérito do Pentágono sobre a fuga de informações classificadas abalou fortemente a confiança dos americanos no sistema de segurança do Departamento de Defesa.
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Em declarações recentes, Julian Assange, o australiano que criou o WikiLeaks, revelou que crimes cometidos pelo exército dos EUA excedem em horror os massacres do Vietname. A chamada Força Tarefa Conjunta 373 tem por missão abater secretamente chefes talibãs e elementos suspeitos de pertencer à Al Qaeda.
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Grupos de matadores especiais intitulados Kia são responsáveis pelo assassínio de centenas de civis em ataques cujas vítimas são designadas nos relatórios como «mortos em acções».
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O rol dos crimes das tropas de ocupação da NATO também ocuparia muitas páginas. A chacina de Kunduz, da responsabilidade do contingente alemão, abalou o governo da chanceler Merkel, mas foi apenas uma das muitas matanças de civis cometidas pelas tropas de ocupação.
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Julian Assange cita como exemplo das atrocidades dos aliados o bombardeamento de uma aldeia por uma força polaca. Dezenas de pessoas ali reunidas para festejar um casamento morreram num acto de retaliação concebido com crueldade.
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Rotineiramente, o alto comando norte-americano promove inquéritos nesses casos para «apurar responsabilidades». Mas ninguém é punido.
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Hamid Karzai, o presidente fantoche, protesta e pede providências, mas a indignação é simulada.
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Milhares de civis nas aldeias da fronteira paquistanesa foram mortos pelos bombardeamentos realizados pelos drones - os aviões sem piloto. O actual comandante Supremo, o general Petraeus, define essas «missões» assassinas como indispensáveis ao êxito da nova estratégia de luta «contra o terrorismo». 

Farsa dramática

Hillary Clinton, o vice-presidente Joe Binden e
Robert Gates o secretário da Defesa, têm visitado frequentemente o Afeganistão. A encenação pouco varia. Deslocam-se para levantar o moral das tropas, dizer lhes que estão a lutar pela pátria, pela liberdade e a democracia contra o terrorismo, que a luta exige grandes sacrifícios, mas que a vitória na guerra afegã é uma certeza.
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Todos aproveitam para pedir ao presidente Karzai que «governe democraticamente», afaste colaboradores que não merecem a confiança dos EUA, e ponha termo à corrupção implantada no país.
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Karzai faz promessas, reune assembleias tribais que lhe aprovam a política e repete que é fundamental negociar com os «talibãs recuperáveis». É ele, chefe da mafia, o primeiro responsável pelo sumiço de milhares de milhões de dólares doados em conferências internacionais para o desenvolvimento e reconstrução do país, destruído pela invasão americana. A realidade não alterou o método. Em Kabul, a última dessas conferências acaba de aprovar mais uns milhares de milhões para «ajudar» o Afeganistão. 
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Entretanto, a produção de ópio, insignificante à data da invasão, aumentou 90% na última década. É do domínio público que familiares do presidente mantêm íntimas ligações com o negócio da droga.
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Nas suas periódicas visitas ao Paquistão, Hillary Clinton admoesta o presidente Asif Zardari pela insuficiência do esforço de guerra nas áreas tribais do Waziristão na fronteira do Afeganistão. Joe Binden repete-lhe o discurso. Ambos insinuam cumplicidade do Exército com as chefias talibãs.
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O primeiro-ministro britânico Cameron ao visitar o país foi tão longe nas suas críticas que o governo de Islamabad cancelou uma visita a Londres do chefe dos serviços de inteligência paquistaneses convidado pelo Intelligence Service.
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Crónicas de correspondentes europeus em Kabul e declarações de soldados dos EUA regressados da guerra afegã esclarecem que a moral das tropas de combate caiu para um nível muito baixo. 
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A demissão do general Stanley McChrystal, que criticara numa entrevista o presidente Obama, contribuiu para acentuar o mal-estar no Alto Comando. O general tem um currículo de criminoso, mas as suas opiniões sobre a condução da guerra são partilhadas por muitos oficiais. 
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Assim vão as coisas na guerra podre do Afeganistão.
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No Iraque, a «pacificação» é um mito como demonstra o aumento de mortos em atentados bombistas em Bagdad e na região Norte, controlada pelos kurdos. O discurso de Obama aos veteranos deficientes, no dia 1 de Agosto, sobre a retirada das tropas foi um exercício de hipocrisia, semeado de mentiras e estatísticas falsas.
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Na Palestina, Israel continua a bloquear Gaza, bombardeada com frequência, e amplia a construção de casas na Jerusalém árabe e em colonatos na Cisjordânia
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O Irão é atingido por novas sanções, aprovadas pelo Conselho de Segurança, e a CIA promove atentados terroristas no Kuzistão, fronteiro do Iraque, e na província baluche, vizinha do Paquistão.
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Na América Latina, Uribe, nas vésperas de ceder a presidência a Juan Manuel Santos, seu filhote político, criou uma crise com a Venezuela bolivariana ao forjar acusações sobre a presença das FARC em território daquele país. Os EUA, que vão instalar 7 novas bases militares na Colômbia, aprovaram imediatamente a provocação.

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Neste contexto de escalada militar em múltiplas frentes, a crise interna prossegue. O magro crescimento do PIB esconde a realidade.
 
O número de casas vendidas é o mais baixo dos últimos anos. Milhares de empresas fecham todos os meses. Em cidades outrora famosas pela riqueza, como Detroit e Pittsburg, bairros inteiros estão hoje desabitados. O desemprego alastra. Nas universidades aumenta o ensino elitista. A tão elogiada reforma dos «cuidados de saúde» dificultou mais o acesso de milhões de imigrantes ilegais aos hospitais (v. Fred Goldstein, odiario.info, 22.04.2010).
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A Finança, essa prospera. Os gestores dos grandes bancos continuam a receber reformas e prémios fabulosos. Um desses gigantes, a Wells Fargo, acumulou lucros de milhares de milhões de dólares com a lavagem do dinheiro da droga (v. Cadima, Avante!, 29.07.2010).
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O controlo hegemónico do sistema mediático pelo grande capital impede, porem, a humanidade de tomar consciência da profundidade da crise. Nos EUA, pólo do sistema, o discurso do Presidente transmite um panorama optimista da situação, anunciando melhores tempos e vitórias imaginárias.
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Somente uma minoria de cidadãos, nos EUA, na Europa, e nos demais continentes estão em condições de descodificar o discurso da mentira irradiado pelo grande capital.
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Para as forças progressistas ajudar os povos a compreender a complexidade e a extrema gravidade da crise do sistema é, por isso mesmo, uma tarefa revolucionária. Porque essa compreensão é fundamental para o incremento e dinamização da luta dos trabalhadores em cada país contra o projecto de dominação imposto pelo sistema que ameaça mergulhar a humanidade na barbárie. 
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Avante 2010 08 12
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terça-feira, janeiro 19, 2010

Inicia-se a pilhagem do petróleo iraquiano



 

Economia

Vermelho - 9 de Dezembro de 2009 - 14h45

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Exxon Mobil e Shell tomaram um dos maiores campos de petróleo do mundo. Quando os primeiros soldados norte-americanos e britânicos chegaram aos subúrbios de Bagdá em 2003, denominaram seus primeiros acampamentos provisórios de "Camp Exxon" e "Camp Shell".

Por Falah El Shakir, no Monitor Mercantil

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Há alguns dias, a história os justificou, quando o governo-fantoche do Iraque cedeu oficialmente os direitos de exploração do gigantesco campo petrolífero de Kurna Ocidental - uma das maiores reservas de petróleo do mundo - exatamente àqueles dois gigantes petrolíferos.

A região de Kurna Ocidental esconde em seu subsolo um tesouro inestimável. Suas reservas, comprovadas por pesquisas sismológicas, superam todas as demais reservas petrolíferas iraquianas, que totalizam hoje 115 bilhões de barris.

Mas o valor da reserva específica de Kurna Ocidental aumenta por causa do fato de que trata-se de dois campos facilmente exploráveis sob o ponto de vista de extração e mais lucrativos por causa do baixo custo de refino no mundo.

Nos claramente colonizadores novos contratos de exploração, cuja duração é de 20 anos, as parcelas para cada um dos novos "donos" do petróleo iraquiano foram calculadas de acordo com a participação e contribuição à guerra dos EUA e da Grã-Bretanha.

Assim, a Exxon Mobil abocanhou a "fatia do leão" (80%) do total das reservas, enquanto, o desdentado Império Britânico deverá ficar satisfeito com a parcela-saldo das reservas destinada à Shell (20%).

Direito a subvenção

As duas felizardas petrolíferas serão, ainda, subvencionadas pelo governo-fantoche de Bagdá com US$ 1,90 por barril extraído, enquanto, de novo, o governo-fantoche de Bagdá agradecido assumirá todos os custos de modernização das instalações de extração e demais equipamentos dos dois campos, custos estes que, no decorrer dos 20 anos de vigência dos contratos, totalizarão US$ 50 bilhões! "Business is business" (na Mesopotâmia, principalmente).

Trata-se dos dois primeiros contratos formalizados entre o governo-fantoche iraquiano e multinacionais petrolíferas após a ocupação do país, porque as petrolíferas multinacionais esperaram, pacientemente, primeiro a "estabilização da situação de segurança", antes de ligarem outra vez suas bombas de sucção na sangrenta Mesopotâmia.
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O anterior "big deal" havia sido definido poucos dias antes e referia-se aos exclusivos direitos de exploração de um outro gigantesco campo iraquiano em Ramala, cujas reservas são avaliadas em mais de 17 bilhões de barris comprovados, os quais serão cedidos de mão beijada à empresa petrolífera britânica British Petroleum (BP) e à chinesa National Petroleum Corp. (CNPC), que dividirão o butim em 38% e 37%, respectivamente.
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De acordo com o "contrato leonino", a produção do imenso campo deverá ser triplicada nos próximos anos, sempre às custas do governo-fantoche iraquiano, enquanto as duas empresas petrolíferas que o explorarão, calcula-se, registrarão lucros superiores a US$ 2 bilhões anuais cada. 

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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Diário Digital - News 2009.12.09

Director: Pedro Curvelo





O Instituto de Meteorologia prevê para hoje uma melhoria do estado do tempo depois de dois dias com chuvas e ventos fortes que causaram algumas inundações no Norte do País, em especial em Vilar de Mouros, Caminha..
O grupo de trabalho candidato a pólo nacional da coligação contra a corrupção Transparency International já arrancou com dois projectos, com financiamento aprovado..
Delegações de 192 países iniciam hoje, em Copenhaga, os trabalhos para tentar chegar acordo sobre as bases de um novo acordo climático que permita reduzir as emissões poluentes, mas são poucos os que parecem acreditar que desta cimeira saiam entendimentos vinculativos..
Pelo menos 15 pessoas foram assassinadas na noite de sábado para domingo na localidade mexicana de Ciudad Juarez, na fronteira com os Estados Unidos, informaram autoridades do Estado de Chihuahua..
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, que foi esmagadoramente reeleito no domingo à primeira volta, com 61 a 63 por cento dos votos e controlo total das duas câmaras do Parlamento, declarou-se no dever de «acelerar a mudança»..
Timor-Leste e a Indonésia iniciam hoje em Bali uma ronda de negociações sobre as delimitações fronteiriças, aproveitando a realização naquela ilha indonésia do Fórum da Democracia, destinado a aprofundar a democracia na Ásia..
A circulação de medicamentos produzidos em contrafacção na União Europeia ultrapassa os piores receios de uma Comissão «extremamente preocupada», disse o comissário para a Indústria, Günter Verheugen, em entrevista hoje publicada no diário alemão Die Welt..
O actor e realizador norte-americano Mel Gibson começa a rodar o seu próximo filme em finais de Janeiro numa prisão que vai ser encerrada no Estado mexicano de Veracruz, anunciaram autoridades da região..


Os futuros do petróleo brent, de referência para Portugal, indiciavam subida no arranque da semana, contrariando a tendência descendente evidenciada pelo barril de crude leve contratado na bolsa Nymex de Nova Iorque..
As principais bolsas da Europa iniciaram a semana com sinal negativo, pressionadas pela banca e títulos ligados aos metais..
Os Prodigy estão de regresso a Lisboa para um concerto no Pavilhão Atlântico, esta segunda-feira..
Os U2 disponibilizaram para download gratuito no seu site oficial um tema inédito..

Pelo menos duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas hoje após a explosão de uma bomba num bairro de Bagdad, capital do Iraque, indicou a polícia local..
A GNR realizou nos últimos dias uma operação de busca no Estabelecimento Prisional de Matosinhos e em algumas residências no Porto, na sequência de uma investigação relacionada com tráfico de droga e extorsão, disse hoje à Lusa fonte da corporação..
A China considerou hoje «injustas» as críticas ao seu compromisso de reduzir a intensidade energética e contra-atacou defendendo que devem ser as nações ricas a cortar as suas emissões já que são as principais culpadas pelas alterações climáticas..
Leonor Cipriano, mãe da menina desaparecida em 2004 na aldeia de Figueira, Portimão, Algarve, é inquirida hoje no Tribunal de Execução de Penas de Évora, por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)..
Sindicatos de professores e Governo voltam hoje a reunir para mais uma ronda negocial sobre a carreira e a avaliação docente, depois de na semana passada a tutela ter garantido que a nova avaliação será centrada na escola..
O secretário de Estado da Saúde garantiu hoje à Lusa que o prazo de pagamento das dívidas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é menos de metade do prazo que os fornecedores dizem que demoram a receber..
A construtora automóvel alemã Volkswagen vai adquirir 20 por cento das acções Suzuki Motor Corp., anunciou hoje a empresa japonesa. .
O MPLA elege hoje José Eduardo dos Santos presidente do partido e o novo Comité Central no terceiro dia do VI Congresso que está a decorrer no centro de conferências de Belas, a sul da capital angolana, Luanda..
O Dia Internacional Contra a Corrupção assinala-se hoje com o processo Face Oculta a dominar a vida política portuguesa e várias iniciativas partidárias em discussão no Parlamento..
O antigo ministro das Finanças Medina Carreira arrasou na noite de terça-feira o programa Novas Oportunidades, classificando-o de «trafulhice» e «aldrabice», defendendo um regime educativo exigente como condição para a integração no mercado de trabalho..
As principais praças europeias iniciaram a sessão desta quarta-feira com comportamentos mistos, embora com variações diminutas..
O preço do petróleo no mercado londrino iniciou a sessão desta quarta-feira em alta..
Hoje em dia a oferta musical é tão grande, a facilidade no acesso a nova música é tão exagerada, que andamos sempre atrás do novo som que nos vai surpreender e mudar a vida. Uma batida, um acorde, uma banda, a procura nunca acaba. E às vezes tudo o que precisamos para termos um concerto que nos satisfaça na plenitude já está encontrado há muitos anos. Por isso é que o concerto dos Prodigy no Atlântico foi de arromba..
O primeiro álbum de Sade em dez anos vai ser editado a 8 de Fevereiro. .
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segunda-feira, novembro 23, 2009

WSWS - News 2009.11.23

New Today -- 23 November 2009

Perspective

EU appointments reflect growth of national conflicts in Europe

There is only one conclusion that can be drawn from the appointments to the two new top posts in the European Union: In future, national interests will set the tone in Europe.

News & Analysis

Civil war spreads across north west Pakistan

Islamists and tribal militants now consider themselves in a fight to the death with the pro-US government of President Zardari.

US Senate votes to open debate on cost-cutting health care plan

Unemployment rises in 29 US states

Britain: Brown and Miliband seek in vain to regain support for Afghan war

British government rejects inquiry into new allegations of Iraq abuses

Chinese mine explosion kills more than 100

Notice to readers

WSWS Mobile Version

This Week in History: November 23-29

This week in history: November 23-29

Socialist Equality Party

Sri Lanka: SEP/Balmoral Action Committee hold plantation workers meeting

Workers Struggles

Egypt hit by wave of strikes and protests

Australia: Engineers place bans, defying Qantas intimidation

Arts Review

A conversation with organizers of the Toronto film festival protest: The issues around the spotlight on Tel Aviv

Commentary

Why are women being told to forgo cervical cancer screenings?

Royal Mail strike: Britain's Socialist Party defends union capitulation

Obama's China trip

New fashions in Canadian politics: Guide for immigrants promotes the monarchy and the military