A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, agosto 23, 2012

Jorge Messias - A cavalgada «triunfal» do capitalismo…


Avante!
  • Jorge Messias


A cavalgada «triunfal» do capitalismo…
«Opomo-nos a uma conspiração monolítica e impiedosa ao redor do mundo, que se baseie principalmente na forma encoberta de que se serve para expandir a sua influência: infiltrações em vez de invasão, subversão em vez de eleições, intimidação em vez de livre escolha, guerrilhas durante a noite, em vez de exércitos à luz do dia...» (John F. Kennedy, presidente dos EUA, “Alocução sobre sociedades secretas”, 27.4.61).

«Em 27.11.83, João Paulo II promulgou uma bula que legalizou a participação dos católicos nas sociedades secretas. João Paulo II costumava algumas vezes mostrar-se em público com o ceptro de metal de ponta vergada, esculpido com uma imagem desvirtuada de Cristo, um símbolo sinistro usado pelos satanistas do século VI que foi novamente colocado em uso pelo Concílio Vaticano II… Os illuminati, aMaçonaria e o Vaticano actuam conjuntamente para implementarem a Nova Ordem Mundial capitalista» (René Chendelle, “Os illuminati e a grande conspiração mundial”, Edições Estampa).

«A estatística permite ver a rapidez com que cresce a espessa malha que abarca todo o país, centraliza todos os capitais e receitas monetárias, converte milhares e milhares de empresas numa só empresa capitalista – nacional, a princípio; e, depois, mundial» (V. I. Lenine, “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, 1917).

dolce vita, a recordar as loucuras de 1929, quando a Bolsa de Nova Iorque «estoirou», resistiu uns anos mas pouco tempo durou nesta nova crise do capitalismo. Antes, a decadência financeira do sistema tinha-se ocultado do grande público através de histórias da carochinha bem montadas mas, em 2008, a verdade veio implacavelmente à superfície. Os estados capitalistas tinham acumulado dívidas públicas brutais. E não fora o pequeno despesismo dos cidadãos que conduzira as nações a tal situação de desespero. Nem sequer o fatalismo daglobalização ou do euro tinha tido aceitação popular. O grande culpado destas vergonhas era o CapitalismoE assim continua a ser.

Em Portugal e em Espanha, a crise é real e produz o desemprego, a pobreza, o desespero e um enorme fosso que não cessa de crescer entre ricos e pobres, filhos e afilhados. Mas torna-se evidente que à crise real se junta secretamente um plano destinado a permitir a ocupação do poder pelas grandes fortunas politicamente organizadas. Na Península Ibérica e em todo o mundo desenha-se os cenários de uma fase suprema da luta de classes.

Para tentarmos retomar a linha de exposição da última semana, no Avante!, observemos que as grandes linhas de expansão e concentração de capitais da Igreja já se encontravam em fase avançada nos princípios de 1960, há mais de cinquenta anos. Ogrupo do Opus Dei (e havia vários outros, católicos, no mercado) estava já então presente nos serviços, seguros, construção civil, publicidade, equipamentos e financiamentos privados, sector editorial e da comunicação, cinema, audiovisual, indústrias metalúrgicas, químicas, cimenteiras, mineiras, farmacêuticas, etc., etc.

Esta «ponta de lança» funcionava como as actuais troikas:infiltrava-se, subvertia, e alimentava «guerrilhas durante a noite, em vez de exércitos à luz do dia».

As ligações ibéricas entre a cruz e o cifrão eram notórias.

Desde a década de 60 que a primeira figura do Opus Dei, umilluminati, era o prof. de Coimbra, Gregório Ortega Prado. Todo o mercado português parecia então dominado pelo grupo CUF. O que não era totalmente verdade. Em parte, a CUF era uma fachada por trás da qual dominavam os bancos espanhóis liderados pelo Opus Dei, empresa-mãe do Vaticano, pelaCofisa e pelo Banco Hispano-Americano, todos ligados à Sociedade Portuguesa-Americana de Fomento Industrial, o mais importante financiador do Estado fascista português nas guerras coloniais.

Esta fase terminou ingloriamente para a Igreja, com um fenomenal desfalque e a fuga de Ortega Prado para a Venezuela… A verdade, porém, é que muitas raízes essenciais tinham sido lançadas à terra. Centralizou-se os bancos. Modernizou-se os circuitos financeiros. Instalou-se a noção deformação em rede. Progrediu o conceito de globalização, já então existente nas mentes de uma élite.


Foi nesta fase que a Igreja consolidou uma frente interna destinada a apoiar o mito de que a religião não é o ópio do povo. Posição absurda e insensata.

(continua)

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Os monges-guerreiros da Nova Cruzada (7)



N.º 1994 
16.Fevereiro.2012 Avante!
  • Jorge Messias

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«Por detrás da Nova Ordem Mundial existe uma rede de sociedades e organizações secretas de carácter ocultista que vêm trabalhando incessante e incansavelmente pela concretização dos ideais do anjo caído: dominar o mundo» (Jan Van Helsig, «As sociedades secretas e o seu poder no século XX»).
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«As sociedades secretas esotéricas são as geradoras da Nova Ordem Mundial fascista. Muitas destas instituições secretas são conhecidas: a Maçonaria, a Opus Dei, o Conselho dos Negócios Estrangeiros, os Iluminatti, os Rosacruzes, a Caveira e Ossos, a Antroposofia, a Teosofia, a Eubiose, o Clube Bilderberg, o Clube de Roma, a Comissão Trilateral, a Fundação Rockefeller, o Greenpeace, o Rotary Clube, etc., etc.» (Daniel Estulin, «Clube de Bilderberg»)
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«Existem à volta de 4 mil a 6 mil membros dos iluminatti: menos que um em cada milhão de cidadãos do mundo, numa população global de 6 biliões e meio de habitantes. Muitos de nós, quando imaginam uma sociedade secreta pensam na Maçonaria, com Lojas nas grandes cidades e frequentes reuniões de irmãos. Os iluminatti não são nada disto ...Então, como podem 6 mil pessoas governar o mundo? Como reúnem tanto poder?» (Jonathan Black, «História Secreta do Mundo»)
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Só quem se meter por estes labirintos se pode aperceber que teia de confusões e de intrigas oculta a um olhar simples e honesto a podridão das sociedades secretas… Secretas, semi-secretas, ocultas, desocultas, laicas, religiosas, filantrópicas, milionárias, apolíticas, ideológicas, monárquicas, republicanas, etc. São dezenas ou centenas de milhares delas que têm em comum o facto de se esconderem atrás de um mito ou de uma pura invenção propagandística.
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Os ilustrati, com as suas cabalas, representam hoje a mais forte ameaça às conquistas democráticas dos povos. Formam um corpo de elite altamente preparado e equipado com poderosas armas de destruição. O facto de muito se ter dito acerca da sua existência e das suas intenções não significa que muito se conheça dos seus planos de conquista universal. Alguma coisa do que circula é real, outro tanto imaginado e muito, também, corresponde a estratégias de cobertura da imagem.
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Não é verdade, por exemplo, que a seita tenha detido um grande poder político anteriormente à Revolução Industrial, a partir do último quartel do século XIX. Foi então que em todo o mundo surgiram como cogumelos constelações de sociedades secretas ligadas à política, às religiões, às finanças e ao mundo do crime. A par deste surto de sociedades secretas cresceram em poder e organização as polícias de segurança, oficiais e privadas. Interesses do Estado e particulares pareciam opor-se. Porém, ao fim de algum tempo e como sempre, os extremos tocaram-se. É esta dura realidade que estamos a viver.
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No mapa de intenções do grande capital figuram os ilustratticomo monges guerreiros, tal como em tempos que já lá vão detiveram o mesmo lugar os Templários e outros Cruzados. No passado e no presente esses soldados têm lutado pela conquista da Terra Santa que é, afinal, o domínio do poder universal. Com bases logísticas diferentes, como é natural. Os guerreiros feudais contavam apenas com os apoios da Igreja e da Coroa. Havia fortunas mas o capitalismo ainda não representava um sistema de poder. Hoje, a situação é bem diferente: o dinheiro disponível é uma torrente; não há Estado que não esteja cruzado por sociedades secretas organizadas segundo um mesmo figurino; o Ensino, a Comunicação Social e as Finanças estão nas mãos das igrejas e dos banqueiros; a hora é a de avançar sem se olhar a preconceitos.
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Marx e Lénine falaram nestes tempos e caracterizaram-os. Chegou a altura em que as forças do grande capital terão de lutar em duas frentes: contra os trabalhadores explorados e entre si mesmas, pela direcção de uma Nova Ordem Mundial. No mundo dos monopólios não cabem dois senhores. E para se conquistar o primeiro lugar, a Palma de Oiro, é preciso nem sequer se olhar para trás. «A sorte protege os audazes».
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Os iluminatti representam a vanguarda das esperanças dos banqueiros.. Têm o apoio da Banca e gozam das bênçãos da Cruz. O Vaticano é neles que aposta e ele próprio os inspira.
Mas o povo torturado continua e continuará a ser o ponteiro da balança final. Numa moldura de luta pela unidade do internacionalismo proletário.
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Continuaremos esta nossa leitura.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Jorge Messias ~ O Passado, o presente e as funções transcendentes dos illuminati (6)

Avante!**

N.º 1993 
9.Fevereiro.2012 


  • Jorge Messias


O Passado, o presente e as funções transcendentes dos illuminati (6)
«Uma sociedade como esta será dominada por uma elite cuja ambição pelo poder político obedeça a um sentimento de superioridade científica. Esta elite recorrerá a todos os meios para atingir os seus fins políticos, nomeadamente às novas técnicas para influenciar o comportamento das massas e alcançar o controlo e a submissão da Sociedade» (Z. Brezinski, fundador da Trilateral, in «Between Two Ages»).

«Foi pelos Jesuítas que a maioria das faculdades da Baviera foram fundadas e controladas. Foi por eles, também, que as escolas secundárias do país foram instituídas...» (Padre Adam Weishaupt, fundador da Seita dos Illuminati).

«A maioria, a classe dominante no momento, tem as escolas e a imprensa e, em geral, tem também a Igreja, “sob o seu polegar”. Isto dá-lhe a possibilidade de organizar e influenciar as emoções das massas e de usá-las como seus instrumentos» (Albert Einstein, criador da “Teoria da Relatividade”).


Parece agora começar a romper alguma luz por entre as trevas que envolvem a tenebrosa teia dos illuminati. Os monges-soldados apenas surgem da noite da história de tempos a tempos, em vésperas das grandes convulsões sociais. Depois, regressam ao anonimato mas continuam a tecer a intriga política, a reforçar alianças e a alimentar novas estratégias de expansão. Atentos como estão ao progresso dos homens, fazem aproveitamentos ultra-fundamentalistas e unilaterais das conquistas das ciências e das técnicas modernas. Dividem para reinar. E são também executores ou supervisores do cumprimento das decisões ordenadas pela cadeia hierárquica. São elites confessionais estabelecidas nas áreas cimeiras das elites do poder. Organizam-se «em rede».
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Pelos dados que se vão conhecendo e cada vez mais se avolumam, as bases desta presença constante do Vaticano nos planos do imperialismo são permanentemente garantidas quer pelo Opus Dei (ele próprio com origens na Companhia de Jesus), quer por organizações jesuítas ligadas a sociedades secretas, poderosas e milionárias. Por outro lado, os illuminati do século XXI são herdeiros e renovadores das ambições aparentemente ultrapassadas dos seus antecessores do século XX, o século em que assistimos à derrota militar do nazi-fascismo. Porque o fascismo real é um sistema que sobrevive mudando de nome.
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Os novos iluminados da Baviera tinham desenvolvido e readaptado o projecto imperial de domínio do universo defendido, no século XVIII, pelos jesuítas «iluminados» da contra-reforma do século XVI. A sua aparente derrota não ditou o seu desaparecimento. Passaram à clandestinidade, infiltraram-se na Maçonaria e amoldaram-se à Revolução Francesa. No século XIX, mudaram de gramática mas continuaram a ser o que sempre tinham sido. Surgiram de novo à superfície com a nova contra-reforma de Leão XIII, no século XIX: «Deves aceitar com docilidade indiscutível qualquer instrução que nos der a Igreja», proclamava o Vaticano enquanto eram chacinados, com a bênção do Papa, cem mil operários da Comuna de Paris. Entretanto, os colégios, seminários e faculdades jesuítas «illuminati» formavam maciçamente os quadros de especialistas que iriam dirigir no futuro próximo a nova etapa de um capitalismo moderno – tecnocrático, belicista, imperialista e, consequentemente, ferozmente anti-comunista e amoral.
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É, no entanto, ao longo do século XX que se define mais claramente o perfil dos «illuminati», da sua formação, da sua organização específica e do «papel histórico» que o Vaticano e os impérios capitalistas neoliberais esperam vê-los assumir.
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Vai ficar aqui muito por dizer acerca dos illuminati. Mas um detalhe ainda deve ficar esclarecido. É o que, percorrendo a rota do passado, estabelece as metas imutáveis que os «illustrati» de todos os tempos se propõem atingir. E ainda: que fatalidade é essa que liga o Vaticano, através dos séculos, ao despotismo, ao fundamentalismo político e religioso e à noção de classe privilegiada?
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É uma estrada de vergonha, é certo. Mas é, também, um caminho atapetado a oiro, para alguns; para a maioria esmagadora do povo, é miséria e sofrimento indescritível. Seria o fim das pátrias e o soçobrar dos valores civilizacionais. A consagração do pesadelo da exploração do homem pelo homem. A destruição de uma larga faixa da humanidade pela guerra, pela fome e pela tirania.
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Esta situação de tragédia e queda a pique não se pode prolongar. Exige a vitória clara dos trabalhadores.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Jorge Messias - A Ordem dos «illuminati» (5)

Avante!**
N.º 1992 
2.Fevereiro.2012
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  • Jorge Messias


A Ordem dos «illuminati» (5)
«Nós temos nesta Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso… o Papa não é somente o representante de Cristo mas é o próprio Jesus Cristosob um manto de carne»
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(
 Leão XIII, carta-encíclica de 1894).

«Em 1952 foi formada uma aliança que juntou, pela primeira vez na história, as Famílias Negras (nobreza europeia que historicamente pratica o Espiritismo e o Ocultismo), osIluminatti, o Vaticano e a Maçonaria. O objectivo era trabalharem em comum na instalação de uma Nova Ordem Mundial» (Milton William Cooper, escritor norte-americano in «Behold a Pale Horse»)
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«Acredito que o branco que vejo é preto se a hierarquia da Igreja o tiver declarado...» (Exercícios Espirituais, «Inácio de Loiola»).
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«Motivados pelo amor de Cristo, assumimos a obediência como um dom dado por Deus à Companhia por intermédio do seu Fundador... Ela une-nos à vontade salvífica de Deus e, simultaneamente, constitui o vínculo da nossa união em Cristo
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Deste modo, o voto de obediência converte a Companhia num instrumento mais eficaz de Cristo na Igreja, para auxílio das almas e maior glória de Deus» (Inácio de Loiola,«Constituições da Companhia de Jesus»).
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No sentido que tradicionalmente lhe é dado pelos manuais escolares, «iluminado» tem um significado eminentemente cultural e exprime o avanço que as classes «cultas» alcançaram sobre o despotismo político, sobretudo ao longo do século XVIII. Na actualidade, os conteúdos dessa mesma expressão são muito diferentes. Trata-se agora de um estrato ligado a um projecto secreto de mudança da sociedade, de sentido maximamente reaccionário. O «iluminatti» deverá corresponder, neste caso, a um misto de autómato jesuítico, de esbirro capitalista e de agente activo da tecnocracia neoliberal.
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Os modernos «illuminati» nasceram no seio da Igreja católica, no século XVIII, a partir de um grupo carismático presidido pelo padre jesuíta Adam Weishaupt, o qual adoptou para o novo movimento o nome de Antigos e Iluminados Profetas da Baviera, comunidade hoje conhecida como Ordem dos Iluminatti. Que objectivos eram esses que os motivaram e continuam a motivar?
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Pouco antes das grandes insurreições da Revolução Francesa, em 1789, registava-se em toda a Europa católica um forte descontentamento em relação à hierarquia da Igreja. Esta, como sempre, permanecia ferozmente conservadora, enquanto a sociedade laica evoluía a olhos vistos e se acumulava aceleradamente os novos conhecimentos científicos que mudavam a face do mundo. Os povos tomavam consciência da existência de «classes» desiguais perante o Estado e da urgência em serem formadas novas dinâmicas verdadeiramente laicas e mesmo opostas ao poder civil e eclesiástico. Em paralelo com a constituição dosIluminatti da Baviera, surgiram assim outros grupos semi-secretos tais como os Irmãos do Livre Espírito, os Rosacruzes, os Alumbrados, os Martinistas, o Palladium, os Filadélfios, etc. Não eram ainda partidos políticos, na actual acepção do termo. Representavam, sobretudo, «clubes de reflexão» com natureza de classe. Contestavam o poder absoluto e a hierarquia religiosa mas mantinham os cultos e, sobretudo, continuavam a abraçar os mitos. Por isso, a sua ligação permanente a forças ocultistas. Propunham também uma sociedade política fortemente hierarquizada, nos moldes das Constituições adoptadas pela Companhia de Jesus e dotada com um governo mundial único.
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O Vaticano reagiu violentamente. Em 1798, os iluminatti foram reprimidos e extintos. Na realidade, refugiaram-se na Maçonaria, nos quadros da qual continuaram o seu incessante processo de expansão. O Vaticano excomungara-os.
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A partir de João Paulo II, a atitude da Igreja em relação às sociedades secretas (Bula de 27/11/1983) mudou substancialmente. Independentemente do habitual «jogo às escondidas» dos desmentidos oficiais é inegável que o Vaticano passou a tolerar a participação de católicos em sociedades secretas. Paralelamente, a Maçonaria abriu de par em par as suas portas aos praticantes e sacerdotes católicos, ainda que desempenhando altos cargos como bispos e cardeais.
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Naturalmente que num panorama tão altamente complicado como é o actual, os ilustratti teriam de reaparecer em lugar de destaque. São eles que agora tecem e ligam os elos convergentes dos poderes imperiais da banca, das sociedades secretas, dos grupos fascistas com ou sem expressão legal e da Igreja.
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Continuaremos a tentar trazer os iluminatti para a luz do dia.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Jorge Messias ~ No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )

Avante!
N.º 1991 
26.Janeiro.2012

  • Jorge Messias


No cume da pirâmide moram os «illuminati» … ( 4 )
«Amamos e estimamos os religiosos mas nós não o somos e nenhuma autoridade no mundo – nem mesmo na Igreja – poderá obrigar-nos a sê-lo... (P. Escrivá de Balaguer, citado por Vittorio Messori in “Opus Dei”).



«O Opus Dei é acusado de ter como objectivo fundamental o controlo das esferas do poder. Mas a sua influência na sociedade é muito difícil de dimensionar, uma vez que os responsáveis afirmam não dispor de estatísticas sobre a condição sócio-profissional dos seus membros para poder classificá-los. Nas diferentes situações reais que a Obra enfrenta, utiliza-se uma terminologia corrente noutras instituições: professores, académicos, funcionários, etc...» (idemidem, Vittorio Messori).



«Como o Estado nasceu da necessidade de refrear antagonismos de classes, resulta que ele é sempre o agente da classe mais poderosa e economicamente dominante a qual, como consequência da sua riqueza, se transforma na classe politicamente dominante e adquire, assim, novos meios para oprimir e dominar as classes dominadas» (F. Engels, prefácio à “Crítica do Programa de Gotha”).



Se a História não se repete, não menos é certo que os dados de sistemas históricos tidos como destruídos tendem a reagrupar-se. É assim que entendemos os sinais dos acontecimentos que precederam o pesadelo nazi-fascista e vamos agora reencontrar no actual panorama político, económico e social: o desastre financeiro, a subida galopante dos preços, o Estado saqueador, a prosperidade das grandes fortunas, o desemprego e a luta pelo domínio capitalista de novos mercados; o desabar das políticas, o retorno da ideia de imperialismo como solução, a multiplicação dos conflitos locais, o imparável crescimento das indústrias bélicas e a preparação de nova guerra a nível mundial; a derrocada dos valores éticos ocidentais, a imposição de uma Igreja corrupta minada pelos escândalos, pelo materialismo e pelos negócios «sujos», as chorudas trapaças que se escondem por detrás das imagens da Filantropia e da Caridade e… muitíssimo mais.
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Assim, globalização é repetição. Nada há de novo debaixo do solMas para os tecnocratas continua a existir uma saída para a crise. E persistem na ideia de que o Estado capitalista é democrático. São cegos que conduzem outros cegos. Porque a globalização vai polarizar ao extremo a luta de classes.
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A hierarquia da Igreja, como sempre, continua de pedra e cal. Lucra com os grandes negócios e sempre que necessário lança na fornalha os mitos que destilam o ópio do povo. Agora, por exemplo, decorre uma intriga talhada à imagem dos soldados-catequistas de Loiola. Não insistiremos nesse episódio da luta pelo poder que opõe de vez em quando Maçonaria e Opus Dei mas também não o ignoraremos. Porque, na verdade, nesta fase de passagem ao imperialismo dos monopólios, as sociedades secretas nas suas diferentes formas (grupos de pressão, lóbis, seitas, fundações, agência militares e paramilitares…) transformaram-se nas verdadeiras detentoras do Poder. Nessa dimensão global devem ser olhadas. Pode ilustrar-se esta afirmação com uma imagem extraída do xadrez político português. A Igreja, à qual incumbe desinformar o povo, pegou no discurso anti-maçónico e deu nova demão às esbatidas tintas da diabolização. Sob reserva ficaram por esclarecer duas dúvidas antigas – que significa ao certo sociedade secreta equantas sociedades secretas funcionam em Portugal – a fim de que todos os males da conspiração capitalista fossem atribuídas à Maçonaria.
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Choveram mentiras e falsidades assinadas por bispos e cardeais «situacionistas»: a Igreja apenas trata de assuntos da fé e é alheia a este enredo; os grupos de pressão do sector empresarial são meras entidades consultivas; a economia portuguesa apenas obedece às «leis de mercado»; Portugal é uma democracia cujas instituições representativas respeitam a Constituição da República; só um deputado é do OD, etc.
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Lembremos ao episcopado que em Portugal conspiram livremente (como a Igreja bem sabe) agentes das mais diferentes sociedades secretas, directa ou indirectamente ligadas ao Vaticano: Opus Dei, Clube de Bilderberg, Trilateral, Rosacruzes, Caveira e Ossos, Clube de Roma, Greenpeace, Foreign Council, Fundação Rockefellker, organizações dos Templários e dos Jesuítas, etc., etc. São eles que fazem e desfazem as leis.
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Acima de todos, no topo da pirâmide, moram os «illuminati»…
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A seguir, iremos tentar esboçar o perfil destes «iluminados»

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Jorge Messias - Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )

Avante!
N.º 1990 
19.Janeiro.2012 

  • Jorge Messias


Vaticano «iluminado» e as «secretas»… ( 3 )
«Os illuminati organizam-se em pirâmide de 13 famílias com existência real. Até certa altura, essas famílias dividiam entre si o poder; actualmente, uma só delas lidera o grupo, visto ser aquela que detém uma fortuna no valor de metade de todo o dinheiro existente no mundo» (Sérgio P. Couto,«As 13 famílias iluminadas, sociedades secretas da eugenia», Google, Internet).
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«Qualquer país que fizer um ataque directo a outro país para o destruir vê o seu poder triplicado. Assim, se for bem sucedido, o país atacante recebe imediatamente uma Carta-Plano e nova ficha de acção. Se falhar, o atacante é destruído; o prémio irá para o jogador que, nas circunstâncias, se defendeu e ganhou» (Steve Jackson, «Os jogos de guerra dos illuminati»).
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«Tenho vindo a abordar o tema de políticos na Maçonaria, no grupo Bilderberg e no governo de Barroso. A composição deste último e a crise económica e social dão para perceber que Portugal está sendo conduzido por um “governo oculto mundial”. Entre outras coisas, assim teremos em breve implantada aqui uma Nova Ordem que já se faz sentir em toda a Europa» (António Guterres, Opus Dei, ex-primeiro ministro PS, intervenção pública na Casa-Museu de João Soares, ano 2000).

Como é fácil imaginar-se, a partir do conhecimento de que as 400 famílias mais ricas do mundo dão suporte político e financeiro ao Vaticano, o poder de intervenção da Igreja na área económica é enorme. A partir dele, o papado pode fazer e desfazer governos e nações, gerir câmbios e mercados e, sobretudo, tem sempre a última palavra assegurada nas decisões finais dos estados capitalistas. Mesmo quando estes decidem a Paz ou a Guerra, a fome e a abundância, a miséria ou a riqueza. Ainda que, por tácticas e estratégias amadurecidas ao longo de milénios, as hierarquias religiosas permaneçam na sombra.
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.Aliás, o Vaticano conserva outros trunfos na manga. Associedades secretas constituem inegavelmente uma destas cartadas principais. As suas origens vêm dos confins da memória e a sua história é anterior às noções de Estado e da própria Igreja. Mas possuem os mesmos ingredientes das grandes religiões: os ocultos mistérios, a rigidez da disciplina, os impulsos imperialistas e a noção permanente do sobrenatural aliado à perspectiva do lucro.
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As sociedades secretas nasceram entre as classes pobres mas logo foram perfilhadas pelo poder dos ricos. No Ocidente, a Igreja primitiva cujos núcleos centrais tinham também um carácter secreto, cedo se apercebeu deste potencial.
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Seria interessante pesquisar-se esse passado mas não há aqui espaço para tanto. Retenhamos que a história da Igreja e o historial das «secretas» caminharam sempre em paralelo. Mesmo quando marcados por lutas que não eram de extermínio, como aparentavam, mas de absorção de poderes e de riquezas.
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 Nos nossos dias, ainda que o número de seitas e de bandos se continue a multiplicar, a tendência dominante é de centralização das sociedades secretas. No Ocidente, Maçonaria Opus Dei são gigantescos blocos centrais do poder oculto altamente ramificado. Identificam-se nos objectivos a alcançar mas ambas procuram a hegemonia na Nova Ordem em construção. Uma e outra têm estruturas rígidas, escalões separados, dogmas e tabus, obediências rigorosas à «subsidiaridade» (um escalão obedece automaticamente ao escalão superior) e cultivam o transcendente, o aparentemente insondável, o mito e a infiltração nos interesses estabelecidos. Constituem, na realidade, dois ramos religiosos convergentes que se revezam no comando do mesmo pelotão capitalista. São eles os «iluminados». Aqueles que Deus ou o Ser Supremo «iluminou».  
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Recentes desenvolvimentos parecem apontar para mais uma tentativa de absorção de um dos grandes blocos pelo outro bloco. Nada disso é evidente mas convém estar atento. A concentração financeira e política assim alcançada seria catastrófica. Se os dois já estão em toda a parte, uma unificação seria bem pior.
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Neste momento, os mercados comandam os poderes dos estados. As religiões são paraísos onde florescem monopólios. Teremos de estar atentos às manobras estratégicas de ocupação das áreas sociais, territórios básicos das conquistas democráticas.
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Vigiemos pois estas escaramuças entre oficiais do mesmo ofício. Das «secretas» muito fica ainda por dizer...

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Jorge Messias ~ O Vaticano e a acumulação da riqueza (2)

Avante!
N.º 1989 
12.Janeiro.2012n

  • Jorge Messias


O Vaticano e a acumulação da riqueza (2)
«A Doutrina Social da Igreja sustentou sempre que a distribuição equitativa dos bens é prioritária. O lucro é legítimo na justa medida em que for necessário ao desenvolvimento económico. O Capitalismo não é o único modelo válido de organização económica» (João Paulo II, «Centesimus Annus»).



«Sou culpado por ter silenciado covardemente no tempo em que deveria ter falado. Sou culpado de hipocrisia e de infidelidade perante a força. Falhei na compaixão tendo negado os mais humildes dos nossos irmãos ...» (Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano, depois enforcado com cordas de piano pelos nazis, 1945).



«Toda a História, desde a dissolução da antiquíssima posse comum do solo, tem sido uma história de lutas de classes; lutas entre classes exploradas e exploradoras, dominadas e dominantes, em diversos estádios de desenvolvimento social. Esta luta, porém, atingiu agora um nível em que a classe explorada e oprimida (o proletariado) já não se pode libertar da classe exploradora e opressora (a burguesia) sem simultaneamente libertar para sempre toda a sociedade da exploração, da opressão e das próprias lutas de classes» (Friederich Engels, «Manifesto», 1833).

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 A «camisa de onze varas» em que o capitalismo se meteu é a mesma que imobiliza o Vaticano. O neocapitalismo gerou dinheiro mas destruiu o produto e desmantelou o aparelho social. A Igreja enriqueceu desmedidamente mas apagou a sua identidade, aquela que motivava o seu clero e unia o seu rebanho. Trocou valores como a fé ou o mito por metal bem sonante. Hoje, olha-se para ela e bem pode dizer-se: «o rei vai nu».
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Chovem as provas do seu apetite voraz.
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A rede de bancos e off-shores que o Vaticano domina, os escândalos que o enlameiam, as ligações que a solidariedade oculta, as contas públicas que se nega a prestar, o seu envolvimento em negócios escuros, etc., etc. O pouco que se sabe deixa calcular o muito que continua oculto.
A matéria daria para um tratado. Só de passagem, recordemos apenas casos falados recentemente: o novo escândalo do IOR – Instituto das Obras Religiosas com monumentais lavagens de dinheiro que a polícia italiana continua a investigar; os crimes de abuso sexual de menores detectados um pouco por toda a parte e que envolvem exclusivamente padres e seminaristas católicos; a descoberta que se fez de que a segunda maior editora alemã de livros pornográficos – a PORNO – afinal, pertence ao Vaticano; só em 2010, o negócio rendeu mais de 1,6 biliões de euros! As ligações de IPSS com os mercados. Etc., etc.
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Nada disto causa espanto no mundo dos monopólios capitalistas. Todos eles também guardam na gaveta crimes semelhantes ou mais tenebrosos. Porém, em relação à Igreja, a santidade representava o seu capital social. E este está definitivamente perdido.
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Portanto, no plano ideológico a Igreja vai-se apagando. O mesmo não acontece nas áreas política e financeira onde o Vaticano se encontra solidamente instalado e em ascensão. Combina expedientes e formas de pressão à sua vontade, sobretudo nos estados onde mantém concordatas. Mas de outros modos também.
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Menciona-se, a propósito destas técnicas de expansão, um dos trunfos ocultos do papado, citado como o Crown ou «Coroa do Vaticano». Trata-se de uma estrutura subterrânea constituída pelos representantes das doze mais ricas famílias do mundo – os Rotschild, Astor, Bundy, Collins, Du Pont, Freeman, Kennedy, Li, Onassis, Rockefeller, Russel e Van Duyn. Junte-se a este monumental bloco o secreto «Óbolo de S.Pedro», saco sem fundo que só o papa conhece e gere, e teremos uma vaga ideia do poder do Vaticano nas políticas mundiais e na distribuição desigual da riqueza. Outras 300 famílias multimilionárias mantêm-se na sombra do papa, sempre disponíveis para qualquer intervenção. É o corpo dos «iluminados» (os «illuminati») força à qual em breve nos voltaremos a referir.
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Não espanta, por isso, que o capitalismo actual se cruze constantemente com os interesses da Igreja. Todo o mundo bolsista e milionário; político e argentário; eclesiástico e especulador, está mobilizado para a destruição do Estado social e das estruturas democráticas e para a recolha de todo o dinheiro deixado sem dono pela acção governativa. Destruir as conquistas históricas dos cidadãos e amoldar os homens aos interesses do grande capital são os seus verdadeiros objectivos.
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Só os conseguirão alcançar se virarmos a cara à luta.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Jorge Messias - Bem aventurados os mais ricos da Terra! (1)



Avante!

N.º 1987 
29.Dezembro.2011

  • Jorge Messias

Bem aventurados os mais ricos da Terra! (1)
«Dinheiro é poder. O poder enlaçou-se com a política. A partir deste ponto, os problemas políticos fundem-se com a influência financeira do Vaticano na administração monetária» (Estebam Torres/Internet)
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«A Igreja está a tornar-se para muitos no principal obstáculo à fé. Nela não conseguem ver mais que a ambição humana pelo poder... » (Joseph Ratzinger, 1977, como Prefeito do ex-Tribunal do Santo Ofício)antes de ser papa
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«A constituição de uma Autoridade Pública Mundial ao serviço do bem comum é o único horizonte compatível com as realidades globais… dando vida a alguma forma de controlo monetário para gerir o mercado financeiro… mesmo que à custa da transferência gradual e equilibrada de uma parte das atribuições (de soberania) nacionais» («Nota sobre a reforma do sistema financeiro e monetário mundial»,Comissão Pontifícia Justiça e Paz, Outubro 2011)
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O Vaticano abandonou o seu silêncio «de chumbo» para mostrar como está atento à crise geral do capitalismo e como se empenha em salvar o sistema. Não é sem razão de ser que isto acontece. A Igreja católica é actualmente o mais poderoso grupo financeiro mundial. Embora seja impossível dar sequer uma ideia aproximada das dimensões reais do seu poderio – sobretudo político, económico e financeiro – façamos no entanto uma incursão no que é praticamente desconhecido.
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Temos visto pelos jornais como o preço dos metais preciosos, nomeadamente o oiro, tem crescido em flecha nos recentes tempos da crise. Pois a Igreja mundial, reconhecida como a mais importante detentora de metais preciosos, tem recolhido a maior parte dos lucros destas oscilações cambiais. Nos anos 80 do século vinte, antes da galopada dos preços começar, calculava-se que em todo o mundo o Vaticano detivesse nos seus cofres lingotes num valor superior a 6 mil milhões de dólares. Isso, só em «oiro sólido» (oiro em barras, com exclusão de outros metais preciosos trabalhados ou não (pepitas, objectos de oiro, moedas, peças incrustadas em altares, etc.).
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Também, tanto quanto se sabe, por alturas dos finais do século XX e só nos bancos suíços e ingleses o Vaticano detinha em acções, pedras preciosas, objectos de arte, etc., etc., reservas superiores a 11 biliões de dólares. Os poucos dados conhecidos permitem, igualmente, calcular que os bens eclesiásticos num só país – os EUA – considerado espelho da prosperidade capitalista, a Igreja administrava valores em bens imobiliários, acções, depósitos financeiros e outros investimentos que excediam a soma dos capitais sociais dos dez principais grupos económicos norte-americanos.
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Na declaração da «Comissão Pontifícia Justiça e Paz» a que à margem deste texto se alude, reconhece-se que actualmente, em todo o mundo, um trilião de seres humanos sobrevive com um rendimento de 1 dólar por dia. Por outro lado, admite-se que uma tal situação resulta de deficiências da gestão política e da prática de um liberalismo «tecnocrático». Mas não se fala no papel activo que o Vaticano tem desempenhado na construção deste quadro político e social.
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A complexa rede financeira dirigida pela Santa Sé depende directamente do Papa, da Cúria Romana e do IOR – Instituto para Obras Religiosas, correntemente conhecido comoBanco do Vaticano. Aparentemente, desempenha as funções que são comuns a qualquer banco. Na realidade, a rede vai muito mais além e é a sede da mais importante central financeira mundial. Giram na sua órbita bancos extremamente poderosos como o Pax, o J.P. Morgan ou oDeutsch Bank. Domina extensos impérios bancários, através da compra directa de grandes lotes de acções. Domina, por intervenção de terceiros, interesses que determinam as orientações dos verdadeiros centros de decisão mundial, tais como o G20, o Clube de Bilderberg,o Foreign Council norte-americano ou os Illuminati. Desenvolve constantes actividades criminosas, nomeadamente as lavagens de dinheiros, os desfalques, o contrabando e a corrupção, como está demonstrado pelos permanentes escândalos que envolvem o IOR (Ambrosiano, P2, falsas fundações, IPSS ou Fundos de Caridade, desvio de subsídios do Estado, operação «Mãos Limpas», etc., etc.).
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Em Itália, como em Portugal, aos responsáveis por estes crimes nada acontece.
.Estão protegidos pelos escudos invisíveis das «Concordatas».
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É o princípio de uma longa história. Mas, por hoje, temos de ficar por aqui.