A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, abril 18, 2014

Rosa Casaco - como matámos Humberto Delgado

Expresso

Rosa Casaco, em entrevista

«Como matámos Humberto Delgado»



Em 1998, António Rosa Casaco, ex-inspector da PIDE, explicou ao EXPRESSO os pormenores da «Operação Outono», nome de código da armadilha montada contra Humberto Delgado.

ANTÓNIO Rosa Casaco chefiou a brigada da PIDE que assassinou o general Humberto Delgado, no dia 13 de Fevereiro de 1965, perto de Badajoz. Fugido do país depois do 25 de Abril, foi julgado à revelia e condenado a oito anos de prisão, sendo ainda hoje procurado pelas autoridades portuguesas e pela Interpol. À beira de completar 83 anos, o ex-inspector da polícia política, que vive no Brasil sob falsa identidade, quebra o silêncio a que sempre se remeteu e conta ao EXPRESSO a sua versão sobre o mais importante assassínio cometido pelo regime salazarista. Assume que a cilada fatal foi montada pela PIDE, confirma que o assassino foi Casimiro Monteiro, mas garante - contrariando o acórdão do Tribunal - que Arajaryr Campos, a secretária do general, foi morta por Agostinho Tienza.
A «Operação Outono» - nome de código da armadilha montada contra Humberto Delgado - começou a ser delineada «na sequência da tentativa de assalto ao quartel de Beja», explica António Rosa Casaco.
Realizado no primeiro dia de 1962, o golpe de Beja estava concebido para ser liderado pelo «general sem medo», que conseguira iludir a vigilância da polícia e entrara em território nacional disfarçado com um bigode postiço. O assalto frustrou-se, Delgado escapou-se, mas o estado-maior da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) resolveu que, para grandes males, grandes remédios. Foi nessa altura que Barbieri Cardoso, cérebro e estratego da polícia, «decidiu estudar o modo de neutralizar as actividades de carácter político» do general, «designadamente as que assumiam formas violentas de assalto ao poder constituído e que beneficiavam os sectores mais à esquerda da Oposição».
Uma «toupeira» junto do general
Um prieiro passo foi «a introdução de uma ou mais 'toupeiras'» na «entourage» do general, capazes de ganharem a sua confiança, «de modo a permitir a detecção de todos os seus movimentos e das actividades revolucionárias que congeminava». O próprio Barbieri se encarregou de procurar a pessoa indicada. Subdirector-geral desde Abril de 1962, Agostinho Barbieri de Figueiredo Batista Cardoso ingressara na polícia, como inspector, em 1948, vindo da GNR. Nascido em Lisboa em 1907, mas de ascendência italiana, Barbieri «mantinha contactos regulares da mais diversa natureza com personalidades italianas da direita e extrema-direita». Entre elas, contavam-se Ernesto Bisogno - um médico com clínica em Roma, e Pascoale Pascuelino - «ex-oficial do exército fascista que fugira de um campo de concentração na Índia e atingira Diu». Cunhado do inspector Cunha Passo, Pascuelino era tradutor da PIDE, valendo-se dos seus impressionantes dotes linguísticos, já que «falava cerca de 21 línguas e dialectos diferentes».
Duas viagens a Roma
Pasquelino e Bisogno detectaram em Roma a presença de um cidadão português, Mário Alexandre de Carvalho, «que alegava ser oposicionista e refugiado político e que privava com Delgado, sendo, aparentemente, pessoa da sua estrita confiança». Carvalho, um lisboeta da freguesia dos Anjos, nascido em 1912, residia em Itália há um punhado de anos e possuía um estranho e sinuoso currículo. No prolongado e paciente trabalho de aliciamento de Mário de Carvalho envolveu-se o próprio Barbieri que «efectuou algumas viagens a Roma, sozinho», bem como Pereira de Carvalho, o director dos chamados Serviços Reservados. Nascido na Figueira da Foz em 1920, Álvaro Augusto das Neves Pereira de Carvalho entrara para a PIDE em 1956, como inspector, e era considerado, com propriedade, o nº 3 da hierarquia.
Inspector desde 1962, Rosa Casaco era um dos mais experimentados e eficientes operacionais da polícia, para onde entrara em 1937. Colocado na Secção Central, em Lisboa, e gozando da total confiança de Barbieri Cardoso, foi chamado a participar na «Operação Outono», tendo sido enviado a Roma várias vezes com o objectivo de «controlar» a dupla Ernesto Bisogno/Mário de Carvalho. De uma das vezes, foi na companhia de Barbieri e de Pereira de Carvalho, a parelha que desde 1962 dirigia o nevrálgico serviço de informações. Numa segunda viagem a Roma, foi secundado por um sub-inspector, de nome Ernesto Lopes Ramos, que de certo modo entrara na PIDE pelas suas mãos. Nascido nas Caldas da Rainha, em 1933, formado em Direito, concorrera aos serviços noticiosos da RTP nos seus primórdios. Hábil e destemido, Ernesto Lopes estagiara na CIA e era um operacional de mão-cheia, razão porque foi adstrito a Casaco. «Tínhamos de assegurar-nos, sem margem para quaisquer dúvidas, de que realmente o Mário de Carvalho dispunha, como afirmava, de acesso íntimo ao general.»
As eventuais dúvidas desvaneceram-se por completo. Carvalho passou a trabalhar activamente para a polícia, que lhe atribuiu o nome de código de «Oliveira», com uma remuneração de dez mil escudos mensais. A verba era enviada através de cheque para a conta nº 433045 da filial de Génova do Banco de Roma; sobre o cheque, a assinatura de Jorge Farinha Piano, um banqueiro e amigo de peito de Casaco.
Com Carvalho a contar para Lisboa tudo quanto Delgado dizia, urdia e fazia, a PIDE decidiu «passar à fase seguinte, ou seja, ao contacto com o próprio general». A ideia foi gizada por Barbieri e Pereira de Carvalho. Casaco possuía todas as qualidades para o tentar, mas apresentava um senão insuperável: Delgado conhecia-o perfeitamente - «nos anos 50, quando o general exercia o cargo de director-geral da Aeronáutica Civil, eu chefiava o posto do aeroporto de Lisboa, tendo tido, então, inúmeros contactos com ele». Eliminada a hipótese Casaco, a escolha acabou por incidir em Ernesto Lopes.
Encontro em Paris no hotel Caumartin
Em Dezembro de 1964, Casaco e Ernesto Lopes voaram de novo até Roma, donde tomaram um avião para Paris, com uma missão particularmente arriscada: «Manter um encontro 'conspirativo' com Humberto Delgado.» A entrevista teve lugar no dia 27 de Dezembro, no Hotel Caumartin.
O contacto, a que estiveram presentes Mário de Carvalho e o professor Emídio Guerreiro, ambos colaboradores do candidato às célebres eleições presidenciais de 1958, foi um êxito. «Mário de Carvalho apresentou Ernesto Lopes ao general como Ernesto de Castro e Sousa, nas supostas qualidades de advogado, oposicionista e recém-chegado de Portugal. É aí combinado o encontro de Badajoz, entre Humberto Delgado, Mário de Carvalho, Ernesto de Castro e Sousa e alguns 'militares' portugueses das fileiras da Oposição Democrática.» A data exacta viria a ser fixada mais tarde.
No dia imediato, 28 de Dezembro, o general apareceu inesperadamente no Hotel Commodore, onde se haviam hospedado os dois homens da PIDE. O objectivo era entregar «pessoalmente a Ernesto Lopes um maço de cartas dirigidas à Dr.ª Alcina Bastos». Era a prova provada de que Castro e Sousa - aliás, Lopes Ramos - «havia, efectivamente, granjeado a confiança pessoal de Delgado».
O sucesso da reunião de Paris permitiu consolidar o projecto delineado pelo estado-maior da PIDE. Ou, mais rigorosamente, por Barbieri e Pereira de Carvalho. Com efeito, o director-geral, Silva Pais, «discordava das linhas gerais do plano, não participando, via de regra, das conversas travadas sobre o assunto». Natural do Barreiro, Fernando Eduardo da Silva Pais, de 54 anos, era director-geral desde Abril de 1962. Só que, apesar de ocupar o topo da hierarquia, «deixava-se intimidar um pouco perante o Barbieri. Este era muito mais culto e inteligente do que o Silva Pais, que se sentia inferiorizado». Ainda por cima «com os serviços secretos na mão», Barbieri era quem, na altura, «assumia o papel principal» na organização, «acolitado por Pereira de Carvalho, o verdadeiro nº 2», enquanto Silva Pais «havia sido relegado para funções quase marginais».
Mas em que consistia, afinal, o plano? «Raptar o general e levá-lo clandestinamente para Portugal, para lhe ser dada voz de prisão e responder em tribunal por 'actos de terrorismo'.» A ideia de Casaco, como haveria de declarar em Madrid logo após o 25 de Abril, era «cloroformizar o general», por forma a adormecê-lo, transportando-o de seguida «na mala do automóvel pela fronteira de S. Leonardo».
Casaco nega que a morte do general fosse o objectivo do plano, pelo menos tal qual lhe foi transmitido. Muitos anos depois, quando o caso subiu a tribunal, a acusação haveria de considerar que «o objectivo central» da direcção da polícia era o de «reduzir» o general «à não actuação, quaisquer que fossem os meios necessários para tanto» - o que incluiria, obviamente, a possibilidade da liquidação física. Esta tese, contudo, não foi acolhida pelos juízes do Tribunal Militar. Na sua apreciação, a morte não figurava no plano traçado, que visava, outrossim, «tentar raptar e prender» o general, «trazendo-o para Portugal».
Do ponto de vista legal, a detenção de Delgado justificar-se-ia, segundo Casaco, «por ter sido condenado pelos tribunais portugueses pelo grave crime da prática de terrorismo, tentado em Portugal por sequazes seus, oriundos do Brasil» - referência a um alegado projecto de «fazer ir pelos ares alguns postes de alta tensão e o comboio 'rápido' Lisboa-Porto, próximo de Alfarelos».
Brigada escolhida ou imposta a Casa?
A última fase da «Operação Outono» iniciou-se com a convocação de Casaco, já em Fevereiro de 1965, ao gabinete do director-geral. Presente o triunvirato da PIDE, ficou determinado, segundo o acórdão do tribunal, que «Casaco chefiaria a brigada» e que «assumiria o falso papel de Coronel do Exército» ido ao encontro do general. Diferente é a versão do inspector: «Fui incumbido de acompanhar e proteger a brigada que iria tentar deter o general em Badajoz, no dia 13.» A escolha foi justificada pelo facto «de me considerarem pessoa capaz de efectuar essa protecção, dado gozar de grande influência junto das autoridades militares e civis das províncias de Cáceres e Badajoz e, especialmente, dos altos comandos policiais de Madrid».
Casaco prossegue: «Disciplinadamente tive de aceitar a missão, mas não deixei de chamar a atenção dos meus superiores para os perigos que implicitamente acarretaria tão perigosa incumbência, porque seria extremamente arriscado fazer passar pela fronteira espanhola o general sem que este protestasse, o que poderia provocar um conflito não só entre as duas polícias, mas, principalmente, entre os governos de Portugal e de Espanha.»
A brigada seria completada pelo sub-inspector Ernesto Lopes Ramos - o elo de contacto com Delgado - e pelos chefes de brigada Agostinho Tienza e Casimiro Monteiro, ambos de 44 anos. Natural de Alcáçova (Elvas), Agostinho Giraldo Cilero Tienza entrara para a PIDE em 1947 e era o motorista de Casaco. Nascido em Goa, Casimiro Emérito Rosa Teles Jordão Monteiro só fora admitido na PIDE em Novembro do ano anterior. No seu cadastro figuravam vários crimes de sangue, particularmente na antiga Índia Portuguesa. «Era um facínora», reconhece Casaco; «matava a torto e a direito. Mas era um patriota exacerbado».
Quem escolheu estes dois agentes? O Tribunal foi peremptório, ao sentenciar que Tienza e Casimiro Monteiro «foram escolhidos» por Casaco. Este, porém, diz que «a brigada foi-me imposta pelo triunvirato». Mais: os restantes elementos «tinham sido instruídos na minha ausência» - instruções que, de resto, «não me foram dadas a conhecer». Instado por Casaco a explicar a razão deste procedimento, Pereira de Carvalho «alegou que não se justificaria a realização de uma reunião conjunta de todos os funcionários» e reiterou que «a minha missão se limitaria, unicamente, a protegê-los de qualquer eventual interferência por parte das autoridades espanholas e nada mais».
Casaco aceitou a «diligência» de que foi incumbido, apesar de, sublinha, a ter considerado «uma estupidez, tanto mais que Delgado não oferecia qualquer perigo, por ser um homem gravemente doente (há mais de um ano que derramava pus do ventre, de forma quase incontida, e que os médicos em Roma nada puderam fazer contra este mal, dando-lhe o máximo de um ano de vida)». Além de que, em sua opinião, ele «não dispunha de qualquer crédito político ou revolucionário e, em consequência, mais tarde ou mais cedo, se apresentaria às autoridades portuguesas», até porque estava «sem fundos para a sua subsistência e da sua amante».
A armadilha de Badajoz
A brigada largou de Lisboa na tarde de 12 de Fevereiro. Monteiro e Tienza seguiram no carro deste, um Opel verde e creme, com a matrícula EI-44-39; Ernesto Lopes e Casaco foram na viatura do primeiro, o Renault Caravelle IA-65-40. As viaturas e os agentes tinham documentação falsa. Casaco utilizou um passaporte a que já recorrera numa viagem ao Brasil, em nome de Roberto Vurrita Barral, um cidadão da Guatemala; Ernesto Lopes serviu-se de documentos passados em nome de Ernesto de Castro Sousa, o tal falso advogado; Tienza seguiu como se fosse Filipe Garcia Tavares; e a Monteiro foi dada a falsa identidade de Washdeo Kundaumal Nilpuri, da ilha de Jersey.
O grupo passou a noite numa pensão em Reguengos de Monsaraz. Na manhã seguinte os dois carros tomaram a direcção do posto fronteiriço de S. Leonardo, chefiado pelo agente da PIDE António Gonçalves Semedo. Antes, substituíram as placas de matrícula de ambos os veículos por outras, falsas. Em S. Leonardo, «ordenei a todos os funcionários que deixassem as suas armas de serviço no posto fronteiriço». Casaco assegura que «as armas foram depositadas e guardadas» pelo chefe do posto - o que foi formalmente negado, em tribunal, pelo próprio António Semedo.
Já no lado espanhol da fronteira, «verifiquei que, no carro do Tienza, se encontravam um garrafão, um saco com cal, uma picareta e uma pá». Admirado ao ver o ácido sulfúrico e a cal viva, Casaco terá perguntado a Tienza «que material era aquele, respondendo-me o próprio que se destinava a umas obras que estavam em curso, na sua casa em Sintra, e que não tinha tido a oportunidade de o retirar do carro». Este pormenor não condiz com uma declaração de Casaco em Madrid, em 1974, segundo a qual «ignorava totalmente a existência daqueles produtos destrutivos» até ao momento em que os corpos foram enterrados.
Para o projectado encontro com Delgado, foi escolhido um local ermo, perto da estrada principal que liga Badajoz a Olivença. Foi aí que, cerca das 15 horas, surgiu a viatura de Ernesto Lopes, transportando o general. No assento da retaguarda, uma personagem não prevista no elenco idealizado pela PIDE: Arajaryr Campos, a secretária do general. Carioca de 34 anos, divorciada, Arajaryr Canto Moreira de Campos era a dedicada colaboradora do general, que acompanhava para todo o lado desde há cinco anos. A apreciação de Casaco é deveras pejorativa, referindo-se sempre a Arajaryr como «a amante brasileira».
A aguardar a chegada do general estavam, ansiosos e impacientes, os outros três elementos da PIDE, supostos «oficiais do Exército português anti-situacionistas», liderados por um imaginário coronel: Casaco.
Monteiro dispara sobre Delgado...
É aqui que a versão do ex-inspector mais difere dos factos dados como provados pelo tribunal. Segundo o acórdão, Casaco estaria no interior da viatura de Tienza, a uma distância de cerca de dez metros do local onde se deteve o carro em que viajava Delgado. «Isso é falso», protesta Casaco, que assegura que não só não estava no carro como ficara «a cerca de 120 metros de distância», com o objectivo de «impedir qualquer possível intervenção das autoridades espanholas, pois o general poderia ter alguém a protegê-lo ou estar a ser seguido».
Continuando a citar o texto judicial, Rosa Casaco - que se passava por um coronel que Ernesto Lopes prometera trazer de Lisboa - saiu do carro e dirigiu-se ao encontro do general. Mais lesto, Casimiro Monteiro, que já estava fora do veículo, tomou a dianteira e, ao aproximar-se de Delgado, empunhou uma pistola e disparou sobre o general. O revólver, de fabrico francês, de modelo «Unique», estava munido de um silenciador e não fazia parte do armamento distribuído ao pessoal da PIDE, de marca «Walther». Atingido na cabeça, Humberto Delgado teve morte imediata.
Casaco nega que se tenha dirigido ao general, até porque este o «conhecia pessoalmente», desde os tempos em que trabalhara na aeroporto de Lisboa. Mantém a versão de que assistiu a tudo de longe: «Voltando a minha atenção para a estrada, ouvi um disparo seco e vibrante, como se fosse uma pistola de pressão de ar, vindo do alto da colina, e gritos agudos femininos. Verifiquei, então, que o Casimiro Monteiro estava abatendo o general.» Estaria Delgado armado, como alguns membros da brigada viriam mais tarde a sustentar? «Eu não vi arma nenhuma.» Já o dissera, de resto, em Madrid: «O general não estava armado, tendo disso absoluta certeza.»
...e Tienza mata Arajaryr
Testemunha impotente de um assassínio a sangue frio, a secretária, descontrolada, desatou aos gritos. «Assustado», prossegue Casaco, «corri coxeando para o topo do monte e gritei: 'Calem-me essa mulher'». Após o que também Arajaryr foi mortalmente baleada. Segundo o tribunal, o autor do segundo homicídio voltou a ser Casimiro Monteiro. Casaco desmente em absoluto e acusa - tal como fizera na declaração de Madrid - o seu ex-motorista, Agostinho Tienza, o que até levou Ernesto Lopes a gritar «Eh pá, não me fodas o carro!», aparentemente mais preocupado com a viatura do que com as mortes. A arma era do mesmo modelo que a utilizada por Monteiro.
«Perante a consumação deste duplo crime», prossegue, «manifestei, de imediato, a minha veemente repulsa por tal acto tão miserável e, também, por ter sido enganado pelos meus superiores. Admiti, imediatamente, que o Monteiro e o Tienza iam predestinados e preparados para tão nefando acto, uma vez que ambos eram portadores de pistolas com silenciadores.»Casaco garante que interpelou os seus subordinados, «ao que o Casimiro Monteiro respondeu: 'O Sr. Inspector não se meta neste assunto! Isto não é nada consigo'», ao mesmo tempo que se mostrava «ameaçador, com a pistola na mão». Mais tarde, Casaco terá indagado «junto dos elementos da brigada quem tinha dado a ordem de execução», mas não obteve «qualquer resposta». Cedo se convenceu que também Ernesto Lopes «nada sabia quanto à intenção de matar, porque os seus estados de espírito e de indignação eram idênticos aos meus».
Inúmeras contradições
Os dois cadaveres foram, então, metidos nas bagageiras dos automóveis. Aqui surge mais uma contradição. Para os juízes, ambos os corpos foram colocados na mala do Opel de Tienza, levados por Monteiro e Casaco. Este nega: «Eu tinha lá força para isso! Tinha acabado de ser operado a uma perna... Quem os transportou foram o Casimiro e o Tienza, cada um para sua bagageira.»
Os corpos acabaram por ser sepultados numa vala natural, num local a cerca de seis quilómetros a sul de Villa Nueva del Fresno. O acórdão não o confirmou, mas Casaco não tem dúvidas em afirmar que os corpos foram previamente regados com ácido sulfúrico e cal viva. As roupas e os documentos pessoais das vítimas «foram queimados, posteriormente, noutro local».
Em face do adiantado da hora, o grupo pernoitou na localidade espanhola de Aracena, tendo reentrado em Portugal na manhã seguinte, pela fronteira de Vila Verde de Ficalho. Pereira de Carvalho terá sido o primeiro responsável da PIDE a ser informado do resultado da missão. Casaco diz que foi pelo telefone, a partir da pousada de Serpa, onde a brigada almoçara. O acórdão sustenta que foi pessoalmente, na noite de dia 14, na residência de Pereira de Carvalho, em Lisboa.
Na manhã do dia seguinte, já na sede da PIDE, os seus três dirigentes máximos ouviram um relato completo do que se passara. «Todos eles manifestaram surpresa, em particular o major Silva Pais, que ficou aterrorizado.» No final da reunião ficou estabelecido que seria guardado o mais absoluto silêncio sobre o assunto. Não sem que, antes, tenha sido determinada a destruição de todas as provas susceptíveis de incriminar a PIDE no duplo homicídio - desde a documentação (verdadeira e falsa) utilizada, até às duas viaturas. Nova e farta contradição surge neste ponto. Para Casaco, «não sei exactamente como isto se processou, mas, tanto quanto pude apurar, essa destruição terá tido lugar numa quinta próxima de Sintra, previamente alugada». O acórdão, contudo, é taxativo e acusa Rosa Casaco de ter tomado a iniciativa da destruição, seja dos automóveis, seja da maior parte da documentação.
Qual a justificação que Casaco apresenta para tantas e tão graves diferenças entre a sua versão e a sentença judicial? Desde logo, os mais de trinta anos que passaram sobre os acontecimentos e os seus inevitáveis efeitos sobre a memória de um octogenário. Aduz, por outro lado, que «a minha perturbação» no momento do crime «foi grande, o choque emocional tremendo, daí qualquer confusão que tenha surgido no meu espírito». Considera, finalmente, que durante o julgamento «todos me acusaram. Era fácil descarregar tudo para cima de mim, porque eu não estava presente, não me podia defender». Guardadas as devidas proporções, conclui que «as principais vítimas em todo este processo foram o Humberto Delgado e... eu!».
O telefone toca duas vezes
Uma semana depois do crime, Casaco recebeu uma chamada telefónica de Badajoz. Era Manuel Pozo, o chefe da polícia daquela província espanhola e velho amigo, que pedia «ajuda na identificação de uns passaportes e de uma bagagem abandonada no Hotel Simancas» - o mesmo onde Delgado dormira a sua derradeira noite. Com a indispensável autorização de Silva Pais, e ainda que«bastante contrariado», Casaco rumou a Badajoz no dia 20 de Fevereiro. As suspeitas confirmaram-se em absoluto: «A documentação, as roupas, bagagens e uma bolsa de plástico com ligaduras cheias de pus pertenciam ao general e à sua amante.»
A 25 de Abril, o telefone voltou a tocar, desta feita a partir de Madrid. Na linha, um outro amigo espanhol, general Eduardo Blanco Rodriguez, director da Dirección General de Seguridad, «dizendo-me que tinham aparecido», na véspera, «os esqueletos de um casal nas proximidades de Villa Nueva del Fresno e que se suspeitava teria sido obra de um grupo de portugueses que atravessou aquela fronteira no dia 13 de Fevereiro». Os cadaveres haviam sido localizados junto a um caminho conhecido por «Los Malos Pasos», que conduz à fronteira portuguesa. O chefe da secreta espanhola «solicitou-me que investigasse a quem pertenciam» as matrículas registadas no posto fronteiriço espanhol. A resposta foi dada meia hora depois: «Telefonei ao general referindo que as matrículas indicadas pertenceram a um camião e a um táxi, ambos fora de circulação, há muitos anos.» Perante «tão insólito» facto, o general Blanco Rodriguez pediu ao amigo português que fosse pessoalmente a Madrid «apresentar explicações».
«Menti descaradamente»
Posta a questão à hierarquia da PIDE, esta concordou com a ida à capital espanhola, com o fito de «confirmar que a polícia portuguesa nada tinha a ver com os corpos aparecidos»
Em Madrid, as autoridades já não tinham dúvidas: os cadaveres em causa eram mesmo do general Delgado e da secretária Arajaryr. Alarmada com as imprevisíveis consequências de um crime político daquele jaez, perpetrado no seu território, a DGS espanhola dispensou um acolhimento muito especial ao enviado da PIDE. «Fui recebido num amplo salão pelo general Blanco, pelo subdirector-geral, pelo chefe dos Serviços Secretos daquela corporação, Vicente Reguengo, e pelos chefes das 'secretas' dos três ramos das Forças Armadas espanholas.» A selecta assistência parecia ter uma ideia já formada sobre a autoria dos dois crimes. «Notei que todos aqueles senhores estavam convencidos que o duplo assassínio tinha sido obra da polícia portuguesa. Tive dificuldade em convencê-los de que teria sido acção de terceiros, ou seja, um saldar de contas entre grupos oposicionistas rivais» - a versão oficial inventada e posta a correr pelo regime de Lisboa.
A reunião de Madrid esteve longe de ter sido agradável para o inspector português. «Fui submetido a um interrogatório implacável durante várias horas. Consegui convencer os presentes que se iria proceder a exaustivas diligências em Portugal para se tentar descobrir quem seriam os ocupantes dos dois carros suspeitos. Devo dizer que passei um mau bocado, por ter que mentir descaradamente diante daquela assembleia, alguns deles meus amigos.» No íntimo, verberou os seus superiores por não terem «tido a coragem de se justificar diante das autoridades espanholas, fugindo às suas responsabilidades por incompetência e cobardia, 'empurrando-me' para a 'boca do lobo'».
Desde então, admite, «passei a manifestar uma irritação maior» perante a «troika» dirigente da PIDE, «por me terem envolvido no crime que considerei inútil, contraproducente e disparatado, por terem transformado o general num mito que iria ser glosado por toda a oposição durante anos».
Na sequência da convocação de Casaco a Madrid, o tenente-coronel Blanco Rodriguez veio a Lisboa a 7 de Maio. O chefe da DGS espanhola discutiu com a direcção da PIDE uma articulação entre as duas polícias em torno do escaldante crime. Com o mesmo objectivo, Barbieri Cardoso voou até Madrid em 18 de Maio. A sensação de Rosa Casaco é que «as autoridades espanholas não ficaram completamente convencidas» pela argumentação aduzida pela PIDE, ou seja, que nada tivera a haver com o duplo assassínio. Convencidas ou não, o facto é que «só vieram a saber a verdade dos factos depois do 25 de Abril de 1974».




quinta-feira, dezembro 12, 2013

Manuel Loff - Violência ?

OPINIÃO

Violência? (I)

A resistência tem-se feito sem violência física! E a direita é a primeira a não se conformar com a sua ausência. Porquê?
A polémica está aí: aproxima-se um ciclo de violência social em Portugal? Ou de violência é já feito o nosso quotidiano desde há, pelo menos, os três anos do protetorado da troika? Haverá entre nós uma cultura da violência que propicie a sua expressão sociopolítica nos próximos tempos?
Aquilo que estamos a viver e o pavoroso processo de degradação da democracia têm pouco ou nada a ver com tudo quanto foi a nossa história recente, desde que, pelo menos, a Constituição entrou em vigor. Não é preciso estarmos radicalmente contra a receita que nos prescrevem (mas a que não se submetem aqueles que prescrevem) para perceber esta natureza diferente do que nos está a acontecer. É a própria ministra Maria Luís dos Swaps que apresenta o OE como produto daexcecionalidade em que vivemos.
Já aqui o escrevi várias vezes: não estamos face a uma simples viragem de política económica, nem a uma mera reforma do Estado. O que se está a fazer em Portugal é uma mudança de regime! Ela decorre do austeritarismo que nos impõe este Governo e nos começaram a impor os três anteriores, escorados, desde 2011, numa troika que ninguém elegeu e que ninguém submete a controlo democrático. Os vencedores das últimas quatro eleições não levaram a votos nenhuma destas medidas, escudando-se, uma vez chegados ao poder, na excecionalidade. Essa é a regra de qualquer ditadura: em nome do que os governantes definem como o bem comum, toda a norma se auto-justifica pela sua origem num sistema de decisão que não tem – aliás: não deve! (cf. Salazar e apureza da decisão) – que consultar os dominados, muito menos ratificar qualquer coisa que eles próprios não saberiam entender. Os súbditos de semelhantes regimes são tratados como pacientes que não entendem o diagnóstico do que sofrem, muito menos entenderão a cura! É o que anda por aí a pregar João César das Neves, essa pobre e lutadora “voz da consciência”, “merecendo insulto e agressão”, que se confronta com um povo para quem “revelar a realidade é intolerável”. Neves é outro dos intelectuais orgânicos da direita para quem a democracia em que vivíamos era uma ilusão, que há que substituir pelo realismo – e um realismo moral: “Portugal viveu décadas de grandezas a crédito, que só podia acabar numa crise terrível. Agora, quando a inelutabilidade da dívida nos apanhou, inventamos novas ilusões para nos eximirmos às responsabilidades e justificarmos a raiva contra os cortes inevitáveis.” É isso mesmo: você, que não se chama Oliveira e Costa, Dias Loureiro ou Alberto João, por exemplo, andou, admita-o!, a viver de “grandeza a crédito” e quer agora fugir com o rabo à seringa, e “justificar” a sua “raiva” com “novas ilusões” – por exemplo, renegociar a dívida, querer saber se é legítima toda ela, querer que a pague quem a contraiu. “E ai de quem desmascarar essas tolices!”, “esta fantasia, em que todo o aparelho político-mediático anda apostado desde então”, esta “magna operação de desinformação”, escreve o profeta da Universidade Católica (DN, 25.11.2013). Neves não é um qualquer ministro (chegará o dia...) a dizer-nos que é “excecional” o que se nos impõe, que tudo pode até ser reversível quando nos voltarmos a portar bem. Ele quer convencer-nos da nossa culpa coletiva: fomos nós e só nós a correr para o precipício!
Perante semelhante manipulação e inversão dos fatores da história recente da economia e das relações sociais em Portugal (quem decretou a entrada no euro?, quem liberalizou as transações financeiras e a circulação de capitais?, quem fechou os olhos a todas as trapaças da banca?, quem privatizou tudo o que pôde e substituiu empresas públicas por PPP ruinosas?, quem congelou, e depois degradou, salários e empurrou assalariados ao crédito?, quem disse depois que isso era prosperidade?), é de admirar que a “raiva” (Neves dixit) tome conta de quem se vê esbulhado, hostilizado, empobrecido, angustiado, e, ainda por cima, responsabilizado por tudo isto?...
A direita, ou pelo menos os intelectuais orgânicos que por ela fazem o serviço de soltar nos media o que a maioria dos governantes ainda se não atreve a verbalizar, está há anos à espera da violência dos resistentes e dos inconformados; não precisa que Mário Soares ou Helena Roseta a invoquem, advertindo da sua eventualidade. A direita sabe bem das consequências sociais do que anda a fazer e surpreende-se (e não só ela) da ausência de violência física nas manifestações e nas greves desde que começou a mais intensa (desde 1975) fase de mobilização social em que os portugueses se envolveram, começada ainda em pleno Governo Sócrates. Anda à espera das montras partidas, dos polícias agredidos, de assaltos a supermercados, quem sabe se de algum atentado. Anda há meses a gritar que “vem aí o lobo!” Veja-se a reação patética da presidente da Assembleia, que comparou com nazis os manifestantes indignados nas bancadas do público que interromperam uma votação; veja-se os disparates daqueles que acharam que grandolar Relvas, Passos ou Crato era pôr em causa a liberdade de expressão (excluída, claro está, a expressão no Diário da República...).
Essa é a realidade, surpreendente ou não: a resistência tem-se feito sem violência física! E a direita é a primeira a não se conformar com a sua ausência. Porquê?
 

OPINIÃO

Violência? (II)

A morte de Nelson Mandela trouxe de novo à ribalta o debate sobre a legitimidade da violência como forma de resistência perante a injustiça, a opressão. Não creio ser preciso retomar os exemplos da desavergonhada hipocrisia que por aí vai (Cavaco, Durão Barroso, Cameron e tutti quanti) relativamente ao homem que, em 1964, explicara porque se “sentira moralmente obrigado” a recorrer à violência contra o apartheid perante o tribunal que o condenaria a prisão perpétua. Bastará reler o que ele então disse: “A dura realidade era que a única coisa que o povo africano tinha conseguido depois de 50 anos de não violência era uma legislação cada vez mais repressiva e direitos cada vez mais mitigados. Nesse momento, a violência já se tinha convertido, de facto, num elemento caraterístico da cena política sul-africana”, porque decorria do próprio sistema de “supremacia branca”. “Cheguei à conclusão de que a violência era, neste país, inevitável, seria pouco realista continuar a pregar a paz e a não violênci
O que Helena Roseta disse há dias atrás, no chamado Encontro das Esquerdas da Aula Magna, não é muito diferente: "Quando um povo é privado dos seus direitos e de uma forma violenta se vê privado dos seus meios de subsistência e se vê privado do direito a uma vida decente em todas as idades – em particular na idade mais idosa –, quando isso acontece, toda a doutrina, incluindo a doutrina social da igreja, diz que nesses casos a violência é legítima para pôr cobro à violência" (Negócios online, 22.11.2013). Onde está, afinal, a surpresa? Um dos documentos fundadores da modernidade política e do Estado liberal, a Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, não dizia já em 1789, no seu artigo III, que um dos “direitos naturais e imprescritíveis do homem” era o da “resistência à opressão”?

Não sei se Roseta pensa que é iminente em Portugal a irrupção da violência por motivos sociais, praticada por quem é vítima desta vastíssima operação de expropriação dos assalariados e dos mais pobres que estamos a viver. Pessoalmente, não estou convencido que assim seja. Nem convencido, nem desejoso – nem ela o estará. A violência dos oprimidos coloca-os, antes de mais, à mercê do imenso poder opressivo do Estado (vale a pena recordar o que hoje sabemos sobre o controlo e a vigilância totalitárias a que estamos sujeitos por parte dos serviços de informação?) e dos ricos que dispõem de dinheiro para pagarem a quem, dentro ou fora do Estado, consiga replicar a violência que este pode praticar. Por outro lado, a degradação moral que é intrínseca à violência física, e que raramente incomoda algum dos opressores que a ela recorre, é o primeiro dos fatores de divisão dos oprimidos. Foi sempre assim na história portuguesa desde o séc. XIX: enquanto as direitas raramente hesitaram em recorrer à violência contra a mudança, as esquerdas dividiram-se perante a utilidade, a finalidade e a legitimidade desta. Se é certo que a ditadura caiu em 1974 pela força militar, é sintomático que tal tenha acontecido sem derramamento de sangue (salvo o dos assassinados pela PIDE no próprio dia 25 de abril). E é identicamente revelador que em todo o processo revolucionário português tenham morrido 16 pessoas por motivos políticos, quase todos assassinados pela extrema-direita bombista – contra quase 591 na tão modelar transição democrática espanhola, quase 200 dos quais, segundo Mariano Sánchez (La Transición Sangrienta, Península), vítimas de violência “organizada, animada ou instrumentalizada pelas instituições do Estado”. Não digo que sejamos uma sociedade imune à violência, nada disso. Digo é que ela não tem, desde há muito tempo, sustentação social representativa no terreno sociopolítico.

Estou, sim, convencido que vivemos uma mudança de regime que não precisa (ainda...) de carros armados nas ruas e esquadrilhas aéreas a sobrevoar cidades. Mas a violência está aí, contamina todo o nosso quotidiano. A violência que exerce o patrão sobre o trabalhador, impondo-lhe regras não negociadas, ameaçando-o de desemprego, ainda por cima respaldado por um governo que descreve o processo como “flexibilidade laboral”. A do banco sobre o devedor, o mesmo banco que esbanjou fortunas em aventuras offshorianas para alguns dos seus acionistas, que abriu um buraco negro de proporções cósmicas na nossa economia que está a ser pago por quem sofre cortes salariais que ajudam a tornar impossível pagar dívidas. A violência do ministro que decreta e a do deputado que aprova o empobrecimento dos assalariados e o agravamento da miséria daquele a quem esta violência já despojou do emprego. Ou a violência, muito mais direta, do polícia sobre o manifestante (até mesmo quando ele é outro polícia...) – ou julgar-se-á, por acaso, que todas estas não são formas de violência?

A direita bem pode fingir que anda à espera da violência nas ruas. O que ela procura esconder é que a violência já cá está há muito tempo. E não é da responsabilidade de nenhum manifestante.

http://www.publico.pt/politica/noticia/violencia-ii-1615952

sábado, março 16, 2013

Raquel Varela . As revoluções anticoloniais e o mito da revolução «sem mortos»

 

 

No dia 25 de Abril de 1974 um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) põe fim à ditadura portuguesa. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe – que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa –, milhares de pessoas saíram de suas casas, e foi com as pessoas à porta, a gritar «morte ao fascismo», que no Quartel do Carmo, em Lisboa, o chefe do Governo foi cercado; as portas das prisões de Caxias e Peniche abriram-se para saírem todos os presos políticos; a PIDE, a polícia política, foi desmantelada, atacada a sede do jornal do regime A Época e a censura abolida. A queda da ditadura deu-se de forma imprevista e as forças sociais que protagonizaram o golpe de estado, a 25 de Abril de 1974, não resultaram das contradições que o atraso do País gerou, mas justamente da sua condição imperial: a guerra de libertação dos povos africanos conduziu à mais grave crise do regime, que se resolveu, em meia dúzia de horas, quase sem sangue e sem violência, pelo seu fim.
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A revolução foi a tradução na metrópole da derrota na guerra colonial. A vitoriosa luta dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, apoiados nas massas camponesas e populares desses países, levou a que na Guiné o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), liderado por Amílcar Cabral, conseguisse declarar unilateralmente a independência, ainda em 1973. Em Moçambique e Angola o Exército colonial português sofria importantes derrotas. O arrastamento da guerra ao longo de treze anos, sem vislumbre de qualquer solução política no quadro do regime de Marcelo Caetano e a iminência da derrota abriram a crise nas Forças Armadas, coluna vertebral do Estado[1].
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No Portugal de hoje, ao lado da Torre de Belém, símbolo dos Descobrimentos e do início da formação do Império português, está o Monumento Nacional aos Combatente do Ultramar, um edifício em forma de seta a apontar para África. No dia 10 de Junho, feriado nacional que celebra o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os ex-combatentes reúnem-se, com o apoio das instituições estatais e dos partidos mais conservadores, para prestarem homenagem aos mortos em combate na guerra colonial. Se o investigador indagar a história da guerra colonial, percorrendo algumas das mais sérias e rigorosas obras sobre este período, como A Guerra Colonialde Aniceto Afonso[2], vai encontrar com detalhe o número de mortos do Exército português[3] (e a brutalidade das suas acções, como o uso de napalm sobre populações civis, etc.), mas não terá nenhuma pista sobre os mortos dos guerrilheiros dos movimentos de libertação ou mesmo dos civis.
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De acordo com o Estado-Maior do Exército, morreram ao serviço do Exército português 8300 militares, na Guiné, Angola e Moçambique[4]. É muito difícil saber-se o número de mortos do lado dos movimentos de libertação, até porque esse trabalho não foi feito pelos historiadores africanos. Mas de acordo com estudos internacionais, como os dirigidos por Ruth Sivard[5], morreram 3 a 5 vezes mais guerrilheiros e 10 vezes mais civis, portanto os números mais optimistas contabilizam um número total de vítimas, entre guerrilheiros e civis, superior a 100 mil mortos.
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Seria inadequado verificar nesta ausência de referências às vítimas de todo o conflito um sintoma apenas das incertezas estatísticas sobre as baixas dos exércitos anticoloniais, uma vez que a historiografia sobre a guerra não se limita a afirmar esta dúvida, mas a assumir a guerra colonial como uma guerra «pouco intensa», com poucos mortos, um «low cost conflict»[6]. Esta omissão contribui para a propagação do mito, ainda hoje dominante na sociedade portuguesa, de que os Portugueses fizeram uma revolução «sem mortos», «pacífica», quase um prolongamento, embora não directo, do país de «brandos costumes» que a propaganda de Salazar gostava de acarinhar. Esta opção de investigação, que separa artificialmente a revolução da sua principal causa e que desagrega das sementes da própria revolução os mortos que encabeçaram a luta contra o Exército português, tem consequências na construção de uma falsa memória sobre a revolução e sobre a guerra.
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Na década de 70 do século XX era comum a referência à luta dos povos coloniais como «revoluções anti-coloniais» – e foi assim que foram designadas todas as guerras de libertação do pós guerra – esta é hoje um terminologia marginal, à qual se sobrepõe a «guerra colonial». O uso de uma terminologia em detrimento da outra conduz de certa forma à desvalorização das mobilizações massivas, neste caso de camponeses e populares, contra o império colonial português. É certo que estas mobilizações não se traduziram em manifestações de rua ou assaltos a “palácios de inverno” (nem podiam, porque a base de apoio da guerrilha era uma população camponesa e dispersa, sendo nalguns casos as próprias aldeias destruídas com recurso ao napalm e as suas populações realojadas em aldeamentos controlados pela tropa, além da proibição de ajuntamentos ou manifestações que era comum à metrópole e às colónias). Mas traduziram-se num apoio camponês generalizado aos guerrilheiros – aliás semelhante ao que se passou na China, em Cuba, no Vietname, na Indonésia e mesmo na França ou na Jugoslávia da resistência anti-nazi –, sem o qual as guerrilhas não teriam sobrevivido.
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Uma das historiadoras que, contra a corrente, veio reivindicar a importância da resistência anticolonial foi Dalila Cabrita Mateus, na sua obra A PIDE-DGS e a Guerra Colonial[7]. A partir do estudo da morfologia da polícia política nas colónias – e usando também arquivos africanos, bem como uma série de entrevistas a guerrilheiros –, Dalila Mateus demonstra a brutalidade da repressão sobre os guerrilheiros, fornecendo um teatro de algum modo surpreendente para quem estudava a actuação da PIDE na metrópole, vista como pouco eficaz, apesar de brutal sobre os membros do Partido Comunista. Nas colónias era também uma polícia brutal, que prendeu e torturou milhares de combatentes, com um largo apoio entre os colonos, com uma rede de informações e vigilância essencial no auxílio à guerra, uma ligação estreita com os comandos militares e, sobretudo, extremamente eficaz: «A violência do acto colonial foi seiva que alimentou brutalidade e os crimes da PIDE/DGS, que, em África, praticou uma repressão de massas e teve um papel de grande relevo na Guerra Colonial»[8].
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Este relato, que agora chegou às páginas da história, tinha antes passado nas reportagens de jornalismo e nos romances literários. São a este respeito incontornáveis os documentários realizados por Diana Andringa (As Duas Faces da Guerra eTarrafal: Memórias do Campo de Morte Lenta) e Joaquim Furtado (A Guerra), ambos fazendo um esforço bem sucedido para mostrar ambos os lados do conflito e também a brutalidade do próprio Exército colonial. Da literatura destacam-se dezenas de escritores e poetas, muitos dos quais militaram nas fileiras dos movimentos de libertação, estando entre os mais conhecidos Luandino Vieira, Pepetela e Mia Couto[9].
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Raquel Varela é autora de História do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand, 2011) e Revolução ou Transição. História e Memória da Revolução dos Cravos (Bertrand, 2012).
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Artigo 3 – Este artigo faz parte de uma  série: 25 Artigos para 25 Dias, 2013. Publicado também em http://blog.5dias.net/
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[1] Rosas, Fernando, Pensamento e Acção Política. Portugal Século XX (1890-1976). Lisboa, Editorial Notícias, 2004, p. 136.
[2] Afonso, Aniceto, Gomes, Carlos, A Guerra Colonial. Lisboa, Editorial Notícias, 2000.
[3] Afonso, Aniceto, Gomes, Carlos, A Guerra Colonial. Lisboa, Editorial Notícias, 2000, pp. 526-533.
[4] Pinto, António Costa, O Fim do Império Português, Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 52-53.
[5] Sivard, Ruth Leger, World Military and Social Expenditures 1987-88,Washington, D.C, World Priorities, 12th ed, 1987.
[6] Cann, John P, Counterinsurgency in África. The Portuguese Way of War, 1961-1974, Westport, Greewood Press, 1997, p. 106; Pinto, António Costa, O Fim do Império Português, Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 52.
[7] Mateus, Dalila Cabrita, A PIDE-DGS e a Guerra Colonial, Lisboa, Terramar, 2004.
[8] Mateus, Dalila Cabrita, A PIDE-DGS e a Guerra Colonial, Lisboa, Terramar, 2004, p. 420.
[9]Para uma extensa bibliografia da literatura sobre a guerra colonial ver Melo, João de.Os Anos da Guerra 1961-1975, Lisboa, Círculo de Leitores, 1988, pp. 9-30.

domingo, novembro 18, 2012

Sara Didelet, uma das capturadas pela PSP, durante a manif

Indicativo
Expressa o facto no momento em que se fala. Pessoal e transmissível.

NOV 12
POR JOSÉ MARIA BARCIA, ÀS 00:16 | COMENTAR
Explica, na primeira pessoa o que se passou e como foi no Tribunal de Monsanto:


''RELATO DA MANIFESTAÇÃO DE 14 DE NOVEMBRO

Ao contrário do que muitos possam pensar eu não tenho qualquer sede de protagonismo ou vontade de me expor, antes pelo contrário, há até alturas em que prefiro honestamente passar despercebida, mas esta altura não é (porque não pode ser) uma delas. 

Decidi escrever este texto porque como cidadã sinto-me não só no direito como na obrigação de relatar o que realmente aconteceu na passada manifestação de 14 de Novembro na Assembleia da República, e digo realmente porque infelizmente mais uma vez a comunicação social preferiu manipular e ocultar a verdade, já para não falar das nojentas e falsas declarações da PSP. 

Cheguei a São Bento acompanhada do meu namorado e dois amigos por volta das 16:00/16:30 quando o Arménio Carlos da CGTP ainda estava a discursar. Mantive-me lá alguns instantes, tendo depois chegado outra amiga nossa. Entretanto desloquei-me com uma amiga ao Mini Preço e qual não foi o meu espanto ao ver quando voltámos que já as grades tinham sido derrubadas e já um enorme alvoroço ocorria. Quem esteve presente não pode mentir e ser hipócrita dizendo que não houve violência da parte dos manifestantes pois é claro que houve, durante duas horas os polícias do corpo de intervenção foram agredidos com pedras da calçada, balões de tinta, garrafas de cerveja, etc. Foram agredidos sim, mas por uma MINÚSCULA minoria dos que estavam presentes na manifestação! No meio de milhares de pessoas talvez só umas 10 (e bem visíveis) arremessavam pedras e outros objectos. Independentemente da agressão que sofreram NADA justifica o que se passou em seguida… de repente, sem qualquer aviso prévio, (embora a comunicação social e a PSP insistam que houve um aviso feito através de megafone quem esteve presente na manifestação sabe tão bem quanto eu que não se ouviu absolutamente nada e que não foi feito qualquer esforço para que se ouvisse…) a polícia carregou sobre os manifestantes com uma brutalidade sem medida e que eu jamais tinha visto na vida. Como todos os outros comecei a correr e encostei-me à parede, de seguida várias dezenas de pessoas (muitas de idade avançada) se juntaram a mim e tentámos todos proteger-nos uns aos outros. A maioria das pessoas chorava e gritava “PAREM! PAREM POR FAVOR! NÃO FIZEMOS NADA!” e a polícia continuava a espancar toda a gente sem dó nem piedade e ainda com mais força! Vi velhotes a serem espancados, sei de pessoas que viram pais a serem espancados com os filhos pequenos ao colo, sei de pessoas que viram a polícia a tentar espancar uma pessoa de cadeira de rodas e vários manifestantes a rodeá-lo apanhando a pancada por ele para o protegerem. No meio de tanta violência, confusão e multidão histérica tentando sobreviver o melhor que sabia, consegui fugir com o meu namorado mas acabámos por nos perder dos nossos amigos. Continuámos sempre a fugir em direcção à Avenida Dom Carlos I, várias vezes parámos pelo caminho pensando que a polícia já não vinha atrás de nós, e várias vezes tivemos que fugir novamente pois a perseguição continuava. Acabámos por encontrar novamente um dos nossos amigos e depois de vários chamadas telefónicas soubemos que as duas meninas nossas amigas tinham ficado retidas pela polícia, marcámos um ponto de encontro e passados uns minutos elas lá conseguiram fugir e encontrámo-nos todos. Daí para a frente o nosso único objectivo era conseguirmos perceber o que se estava a passar mas acima de tudo assegurarmos também a nossa segurança, mas rapidamente percebemos que tal não seria possível. A polícia pura e simplesmente não parava de perseguir os manifestantes! Continuámos sempre a fugir, parando pelo meio para curtos descansos pois a perseguição continuava… já na Avenida 24 de Julho pensámos estar safos mas que mera ilusão, aí ainda foi pior! A Polícia continuava atrás de nós e de muitos outros mas desta vez disparando balas de borracha! Todos corremos apavorados o máximo que podíamos até que de repente mesmo ao pé da estação de comboios fomos interceptados por um grupo de polícias à paisana que violentamente e chamando-nos todos os nomes e mais alguns nos obrigaram a encostar às grades da estação enquanto mandavam ao chão e agrediam outras pessoas. Lá ficámos sendo enxovalhados e revistados vezes e vezes sem conta. Os rapazes foram todos algemados (uns com algemas e outros com braçadeiras) e separados das raparigas e de seguida fomos obrigados a sentarmo-nos todos no chão sem saber o que ia acontecer pois os polícias só nos intimidavam e não respondiam a nada. Devo frisar que devíamos ser cerca de 15/20 pessoas todos na sua maioria jovens adultos (18/20 anos) e inclusive um rapazinho de 15 anos! Lá fui posta dentro da carrinha com as minhas duas amigas, com o meu namorado e com mais 6 jovens (um dos amigos que tinha ido connosco conseguiu fugir), ou seja 9 pessoas dentro de uma carrinha com capacidade para 6. Fomos dentro da carrinha (os rapazes todos algemados) sem nunca nos ter sido fornecida qualquer informação sobre o lugar para onde íamos ou sobre o que nos ia acontecer. Chegando ao local estivemos uns intermináveis minutos todos fechados dentro da carrinha até que com intervalos pelo meio nos foram tirando de lá um a um, até no final só ficar eu. Fora da carrinha agarraram em mim sempre a gritarem “BAIXA A CABEÇA! OLHA PARA O CHÃO CARALHO!”. Já dentro da “esquadra” (Tribunal de Monsanto, o que por si só representa uma ilegalidade) fui escoltada por uma mulher polícia até à casa de banho onde me obrigaram a despir INTEGRALMENTE, onde me obrigaram a colocar-me de cócoras para verem se tinha algo escondido na vagina ou no ânus, onde me obrigaram a tirar todos os brincos, anéis, pulseiras, atacadores dos sapatos e os próprios sapatos! Fui obrigada a dar o meu nome e data de nascimento. Ficaram com todos os meus pertences (incluindo o telemóvel que antes me tinham obrigado a desligar) e fui levada até à cela de meias num chão gelado! Lá á minha espera estavam as minhas duas amigas e outras duas meninas que também tinham sido detidas. O que se passou a seguir foram duas horas e meia ridículas e sem qualquer sentido… foram-nos sempre negados os telefonemas para casa, sempre que alguém falava nisso alegavam que não sabiam de nada, nunca nos disseram porque estávamos ali, nunca nos respondiam concretamente a nada, apenas mandavam bocas estúpidas! Ficámos na cela duas horas e meia ao frio, sem comer, sem beber, descalços e vá lá que nos deixaram ir à casa de banho embora às meninas tenham dito “espero que tenham aproveitado pois só lá voltam amanhã”. Passadas essas duas horas e meia fomos sendo chamados um a um para recolhermos os nossos pertences e para serem feitas as identificações. Foram preenchidas folhas em que nos eram pedidos todos os nossos dados (BI, nome dos pais, morada, telemóvel, telefone fixo, profissão, etc. …) tendo que assinar no final, caso não o fizéssemos não sairíamos dali. Lá fomos embora, vendo-nos todos no meio do Monsanto muitos sem saberem sequer como ir para casa. 

Não fomos espancados na “esquadra” mas fomos todos vítimas de humilhação e violência psicológica. Todos fomos detidos injustamente sem nunca sequer termos sabido o porquê da detenção. Fomos perseguidos como criminosos desde São Bento até ao Cais do Sodré! Éramos todos jovens (como já frisei a média de idades devia rondar os 18/20 anos) cujo único crime cometido foi termos participado numa manifestação. Nem eu, nem nenhum dos meus amigos arremessámos qualquer pedra, garrafa ou o que quer que fosse, não o fiz desta vez nem em nenhuma outra manifestação. Fomos detidos e perseguidos injustamente quando já nos dirigíamos ao Cais do Sodré para apanharmos um táxi para casa! 

Quem não esteve presente e não viveu tudo isto certamente pensará que estou a exagerar ou a dramatizar, mas acreditem que não, as coisas foram bem piores até do que aquilo que descrevo. A repressão policial sentida ontem foi muito, muito grave e digna dos mais nojentos regimes fascistas e ditatoriais! As pessoas estavam literalmente a ser espancadas e perseguidas nas ruas e não tinham ninguém que as protegesse! Eu vi velhos cobertos de sangue! Vi mulheres e homens aos gritos de medo e desespero! 

Há quem sem sequer ter estado presente insista em “proteger” os polícias e dizer que agiram muito bem, que quem lá estava só tinha era que apanhar, que eles coitadinhos foram agredidos com pedras durante duas horas, que muito pacientes foram eles, que nós os manifestantes somos todos uns arruaceiros. A essas pessoas eu só vos digo: VÃO-SE LIXAR! Abram os olhos, abram a mente e vejam a realidade que vos rodeia! Vão a manifestações e vejam por vocês próprios o que realmente acontece! Sejam humanos, sejam solidários e deixem de acreditar em tudo o que a comunicação social vos mostra! NADA justifica tudo aquilo porque eu e milhares de pessoas passámos e isto não pode ficar impune! Toda a gente tem o direito de se manifestar sem ser agredido brutalmente ou perseguido! Fala-se num aviso feito pela Polícia de Intervenção mas ninguém ouviu esse aviso! Um dos rapazes que foi detido no Tribunal do Monsanto nem sequer tinha participado na manifestação, ia apenas a passar na Avenida 24 de Julho no momento das detenções! Acham isso bem? Acham correcto que dezenas de jovens inocentes tenham sido detidos sem terem cometido NENHUM crime? Eu não acho, acho vergonhoso, nojento e muito grave num país que se diz democrático e de 1º mundo! Foram queimados caixotes do lixo e postos a bloquear estradas? Sim foram, mas tudo como uma resposta de enorme ódio e revolta em relação à acção desumana da polícia! Eu era a primeira a ser contra o arremesso de pedras mas depois do que vi e vivi ontem digo com a maior tristeza do mundo: quem age assim não é um ser humano, é uma criatura maldosa e formatada e merecem o que lhes venha a acontecer daqui para a frente. São cães raivosos, mercenários do Estado que vestem a farda da ditadura em vez de protegerem o povo! 

A todos os que foram detidos comigo, principalmente quem veio comigo na carrinha e as minhas companheiras de cela: OBRIGADA a todos! Obrigada pelo apoio, pela união, pelo convívio e risos mesmo numa altura tão triste para todos, pelas canções e assobios, pela partilha de opiniões e experiências e acima de tudo por lutarem por um país melhor para todos! Obrigada também a todos os que estavam à nossa espera à saída do Tribunal do Monsanto e a todos os que se preocuparam connosco. 

Estou viva, bem fisicamente mas muito, muito triste e desiludida com tudo o que vivi … ainda estou em estado de choque e a achar surrealmente grave tudo aquilo que se passou. Peço desculpa se o texto não está o melhor possível mas é muito complicado relatar com exactidão tão chocante experiência. 

O objectivo era incutir-nos medo e fazer-nos não frequentar mais manifestações? Teve o efeito exactamente contrário: não me calam e jamais me impedirão de lutar por aquilo em que acredito! A luta continua sempre! VOLTAREMOS!''

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Não estava lá!
Acreddito no que dizes que se adivinha pelo que se viu nas tvs e alguns vídeos dad vítimas,
Estou contigo e ,para eles,há ums palavra e um sentimento:PORCOS,DESPREZO!
Joao Marques a 18 de Novembro de 2012 às 04:01

ola!! muito obrigada por este relato mas aqui fica uma dica: este tipo de testemunhos deve ser sempre, sempre escrito em ingles! a razao, claro e envergonhar as autoridades portuguesas ao espalhar isto pela internet. claro que u posso traduzir, mas ja nao ena primeira pessoa, logo perde forca ... obrigada!
daniela a 18 de Novembro de 2012 às 06:56

Caríssima Daniela, se a língua oficial de portugal é o português, se o assunto interessa meramente ao povo português, para que e porque relatar a história em inglês?
yamara a 18 de Novembro de 2012 às 17:00


Eu, considero a acção policial repressiva e indecorosa. Faço aqui uma exigência que há há muito se faz na Alemanha: os polícias deveriam ter uma identificação visível (um número, por exemplo) para se poderem efectuar as averiguações concretas nos casos de acção dubiosa. O Estado exige a minha identificação, quero ter o direito de identificar quem me violenta, sodomiza, escraviza! As Forças do Estado mostraram que são realmente do Estado, dum Estado incompetente que já não vê outra solução que não seja a arma dos impotentes: a violência! E as forças do Estado comprometeram-se com esse mesmo Estado, espelhando a mesma incompetência e servindo-se da mesma arma. Depois de ver as imagens monstruosas que vi fiquei de tal forma revoltado que digo aqui: Na próxima manifestação levem "sprays" de tinta escura, pintem as viseiras dos covardes e ataquem-nos como lobos às goelas pois estas estão, regra geral desprotegidas. Procurem isolar um só cachorro fardado e espanquem-no do mesmo modo como eles o fazem. Apelo à violência contra a repressão! Apelo à violência contra o Cavaco que a defende, contra o Passos que a instiga, contra o Macedo que a encobre e contra todos os que ousam erguer um bastão contra uma pessoa de costas voltadas ou de mãos erguidas a implorar: "parem! Sim, apelo à violência contra a violência! Um Estado de Direito só pode dar Direito a quem aceite esse Estado de Direito!
fachada a 18 de Novembro de 2012 às 18:11

Olá Sara,
Obrigado pela tua coragem e continua minha amiga. Estamos contigo. Apesar da minha idade ainda sinto energia para ir também para a rua e combater este regime fascista que nos está a querer intimidar e a encurralar-nos nos claustros do silêncio. Vós os jovens sois o futuro deste país e é dever de todos nós estarmos convosco de corpo e alma.
manuel gaspar a 18 de Novembro de 2012 às 10:22

Admiro a tua coragem. Isto é um belo testemunho do que se começa a passar neste país e que é deveras vergonhoso!! É bom que os jovens como tu se apercebam do que está a acontecer e, todos juntos, consigamos mudar o rumo das coisas para bem melhor. -Sei que não será fácil, Mas lutaremos!! Unidos, havemos de conseguir. Um beijo
Alguem a 18 de Novembro de 2012 às 16:18

Minha jovem amiga permita que a trate assim, vocês nasceram em democracia, o que se passou, serve para compreenderem melhor o que os mais velhos passaram no tempo da outra senhora. Só que nessa altura não nos libertavam! Aproveitem este ensinamento e não deixem que isto chegue mais longe. O futuro está na mao dos mais jovens, nao deixem regredir a nossa Liberdade que tanto custou!!!
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 15:37

Esta foi a primeira acção das polícias ao serviço deste governo da extrema-direita e seus patrões e o prenúncio para muitas mais que se seguirão. Nós que passámos por isto antes do 25 Abril sabemos muito bem no que dá e como é feito. De facto agora são os jovens que felizmente não viveram esses tempos a tomarem conhecimento com a realidade e espero que lhes sirva de aviso para melhor se prepararem para as futuras lutas, em que o espírito salazarento impregnou esta democracia e se não os destruirmos a bem ou a mal este estado de coisas, lá virá o tempo em que se repetem as façanhas de cariz fascista. Obrigado pelo oportuno testemunho desta jovem e pela opinião do "não digo o meu nome". A batalha anterior durou cerca de 40 anos até ser ganha, agora espero que seja muito mais rápido. Que com cada carga de porrada e enxovalhamento das polícias nas pessoas de bem, nasçam mais e mais mobilização para as lutas que se avizinham, SEMPRE!
Zé Povinho a 18 de Novembro de 2012 às 18:40

Tenho muito orgulho em ser Policia e em todos aqueles que estiveram a ser apedrejados durante uma hora no Parlamento. Respondendo a todas as suas baboseiras ofensivas à ordem pública, que não só incitam a nova violência contra a Autoridade e ordem pública; Se a menina se apercebeu que estava eminente um despoletar de violência e resposta da PSP, devia ter sido inteligente e ter fugido atempadamente, como não o fez temos pena!! Não tenham problema em meter em Inglês ou n'outra língua, pois os Policias já não têm a 4ª Classe!! E pode tentar a sua sorte em vender os seus 5 minutos de fama para uma telenovela, quissá tenha mais sorte! Boa sorte para a próxima!
ORGULHO a 18 de Novembro de 2012 às 20:35

é triste....nem dá para ficar zangado...apenas triste com alguém que não dignifica a farda que usa...enfim...
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 21:44

ah...e esqueci-me de te dizer... Nâo mintas; para teu azar conheço bem a corporação por dentro
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 22:02

Bacano, ao dizeres que tens orgulho no que se passou deixas de poder questionar a inteligencia seja de quem for.
Es policia, devias ter vergonha no trabalho que fazes em vez de prenderes quem anda a foder o país há 100 anos
MD a 18 de Novembro de 2012 às 22:08

Não têm a 4ª classe?!!!
Pois parece!
Ah! Já agora..."quissá" está mal escrito.
Aula de borla...é quiçá.
eliza123 a 18 de Novembro de 2012 às 23:05

Muito obrigado pelo teu testemunho que vou enviar a todos os meus amigos.
Espero sinceramente que todos os que foram agredidos barbaramente se juntem numa ação em tribunal contra a PSP porque isto não pode ficar assim com as bestas a passarem por heróis.
Helder Capelo a 18 de Novembro de 2012 às 10:11

Obrigado Sandra pelo teu testemunho, não estive em S.Bento porque a minha saúde não me premite, mas acompanhei toda a tarde em directo o que se foi passando. Cães raivosos sim! Isto não pode passar impune. Não sei se daqui para a frente o povo será tão sereno nas suas manifestações.... Os media uns mentirosos.... os manifestantantes tentaram parar os apedrejamentos por diversas vezes, houve quem apela-se á oração.... na minha opinião aqueles 10 ditos arruaceiros não eram mais que agentes da PSP infiltrados para justificar o que se passou a seguir! Enquanto isso Passos Coelho divirtia-se não na festa do croquete, mas da salsicha e do fiambre.... tenho vergonha destes governantes e desta policia que supostamente defende a democracia....
Alexandra Cavaleiro a 18 de Novembro de 2012 às 10:34

é realmente incrível como podem ainda existir opiniões a favor da carga policial a uma manif inteira, justificada pelo arremesso de pedras de uma minoria facilmente identificável. Após os vários relatos como este (e outros e imagens), como podem ainda ser a favor e não abrir os olhos? a mim, bastou-me ver as primeiras imagens e não ligar às palavras dos comentadores dos media. A vocês que se manifestaram por mim UM MUITO OBRIGADO!
anónimo a 18 de Novembro de 2012 às 11:05

Na próxima vez os manifestantes que encham de porrada os apedrejadores pois lá pelo entre haverá vários polícias.
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 11:25

ola sara!

é incrivel o que aconteceu! So posso lamentar, o fascimo que é a nossa politica, força, é incompreensível a atitude da policia, OBRIGADO POR PARTILHARES!
valter a 18 de Novembro de 2012 às 11:36

Se foste detida a culpa é tua. E para ja, quem la esteve realmente sabe que os avisos da policia eram audiveis e só la ficou quem quis estar na confusao. Pessoas como tu deixaram arruaceiros apedrejar a policia durante hora e meia, nada fizeram para os deter... A psp só fez o que lhes competia, lamento que tenhas ido atrás mas nao te faças de santinha.
ivo a 18 de Novembro de 2012 às 11:43

Quem és tu? Um polícia, um jotinha, ou apenas, hipótese benigna, um retardado?
João a 18 de Novembro de 2012 às 12:18

Deviam ter levado mais. Quem ataca policias que defendem um simbolo da nossa Republica merece aquela carga, quem la ficou a ver é culpado por associaçao. 
Republica a 18 de Novembro de 2012 às 19:55

curioso! os que defendem a carga têm assim umas assinaturas pomposas: Orgulho, República...! Isto faz lembrar qualquer coisa..
Espero que na próxiam ocasião a sua ma~e ou uma crinaça da sua famílai não vá a passar por acaso...
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 21:51

Ou és um infiltrado, ou um ignorante, ou um atrasado mental, ou simplesmente gostas que se violem Direitos Humanos em Portugal...
Hugo Pires a 18 de Novembro de 2012 às 12:25

Então mas são os cidadãos que têm de parar os arruaceiros?! Então mas para que é que eu e todos os contribuintes pagamos o ordenado da bófia?! Ou esqueces-te que quem paga o ordenado desses policias sou eu e tu?! O que é aqui mais grave é o tratamento que foi dado a estas pessoas. A intimidação, o terror porque passaram às mãos das forças do Estado está, mais do que nas cacetadas, no facto de terem sido detidos aleatoriamente, encarcerados contra todas as normas legais, privados de falar com advogados e familia, torturados psicológicamente, e ainda obrigados a assinar papeis em branco que poderão ser no futuro utilizados para os acusar das mais variadas coisas!! Sabes como se chama isso? Terrorismo de Estado! É próprio de um Estado totalitário, fascista, de uma ditadura!! É isto que é verdadeiramente revoltante e preocupante. Como preocupante é que tantos ignorantes como tu defendam este tipo de práticas anti-democráticas. Deves ser mais um dos herdeiros dos bufos e dos lambedores de cu do tempo da outra senhora! O Otelo é que tinha razão... infelizmente não actuou em conformidade, e agora temos de levar com escumalha como tu!!
Kropotkine a 18 de Novembro de 2012 às 12:37

Deves ser anormal.
Ricardo a 18 de Novembro de 2012 às 12:43

O sr Ivo está enganado, não são os manifestantes que têm que deter os arruaceiros, isso é o trabalho da polícia. Portanto, o que o sr Ivo deve perguntar é: Porque é que a polícia, em vez de reprimir os manifestantes, não deteve os arruaceiros? Não será porque no meio dos lançadores de pedras e outros objectos podiam estar alguns dos seus colegas? Sabe-se que sim, e nós também sabemos que não nos vão desmobilizar, apesar dos métodos cada vez mais parecidos aos que usavam as forças repressivas no Chile de Pinochet.
faff a 18 de Novembro de 2012 às 13:40

Pode ser que te apanhe a ti numa próxima manifestação e parta te ao meio..!! Palhaço
Ze povinho a 18 de Novembro de 2012 às 16:09

violencia... para quê? mereces levar na tromba
Republica a 18 de Novembro de 2012 às 19:57

concordo sinceramente com o teu comentário. agora todos são vitimas.. Têm todo o direito á greve e a manifestar contra o k acham estar errado. agora não me digam k td o k a comunicação social passou é mentira k não fizeram nada.. k coincidência no meio de tanta gente a fazer vandalismo só apanharam os inocentes?? e gosto mt dos comentários enriquecedores que fazem a quem exprime opiniões diferentes. sendo logo retardado atrasado mental infiltrado.. se não concordam critiquem construtivamente.
daniel a 18 de Novembro de 2012 às 18:21

Exacto IVO, estou de acordo. Cego é aquele que não quer ver. Se virmos os videos dos populares (não a Comunicação social) pode ouvir-se nitidamente os avisos pelo Megafone e imediatamente um coro de assobios e despaupérios. quem quiz e foi inteligente e não queria confusão, afastou-se para a direita (rua de São Bento/Rua D.Caslos I) Quem quis ser vitima, continuou. se virmos bem o que se passou a seguir aos avisos e aos foguetes da PI vê bem que eles nãos e dirigiram para a direita, foram em frente onde estava a fonte do mal. Ora como ja disses-te, porque não detiveram os arruaceiros ? Já que a Policia o não fazia, os Manifestantes que dessem o exemplo. Não era bonito de er a Policia a ser agredida e resistir impavida e serena, durante cerca de duas horas. se eles tivessem partido logo para o ataque eram o quê? DITADORES. Preso por ter cão e preso por não ter. Pois olha Sara, lamento o sucedido. estive na de 15 de Setembro porque era LIBERAL não vou a Manif. criadas por Sindicatos esses são como os putos "batem e fogem" fizeram o discurso aqueceram os ânimos e bateram em retirada. ficaram lá até ao fim ??? É o ficas. Como disse não fui, mas se fosse e visse o que vi na TV, de certo afastar-me-ia ou então se houvesse mais gente a apoiar tentaria impedir os "putos" de arremessar pedras. Chamar aquels putos de "agentes infiltrados" é o mesmo que chamar ao meu velho Fiat de RolsRoyce....Como disses-te IVO, não tenho pena do que sucedeu a Sara e aos outros que se quiseram vitimizar. Tiveram tempo suficiente para se porem a centenas de metros "como muitos o fizeram" mas como sabemos como é a mente humana...até poderia haver alguém que se machucou de proposito para colocar as culpas na Policia...Há de tudo.
Antonio a 18 de Novembro de 2012 às 19:55

apoiado
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 21:21

oh atrasado mental, quem tem que deter os arruaceiros é a Sara ou a Policia?
Eu a 18 de Novembro de 2012 às 22:51

Estive lá e consegui sair antes que houvesse esta tremenda confusão. Não concordo com apedrejar a policia mas eles actuam simplesmente pelo que lhes ensinam. Parecem computadores, com memória onde é gravado o que fazer e apagado quando se quer. Não se admite! É uma VERGONHA! Não têm família? Não? Foi vergonhoso o que se viu. E NÃO, NÃO SE OUVIU O COMUNICADO.
Ana a 18 de Novembro de 2012 às 12:26

Ana, não ouviu porque a Manifestação não deixou. Ouça este video no minuto 1.48 .http://www.youtube.com/watch?v=X2NqflAVmJQ
Antonio a 18 de Novembro de 2012 às 20:24

E mais, conheciam-se facilmente aqueles que estavam a apedrejar ;)
Ana a 18 de Novembro de 2012 às 12:28

Ehehehe: "Foram queimados caixotes do lixo e postos a bloquear estradas? Sim foram, mas tudo como uma resposta de enorme ódio e revolta em relação à acção desumana da polícia!" e queixa-se de ter sido detida... ;-)
Tiago Azevedo Fernandes a 18 de Novembro de 2012 às 12:40

Olha, outro limitado....
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 12:44

Vê se aprendes a ler! A policia só tinha que deter os arruaceiros que fizeram não era toda a gente que estivesse na manifestação. E isso foi feito antes da intervenção da policia, como é que poderia ser em resposta da carga se ela ainda não tinha acontecido??? Pareces idiota pá.
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 12:47

deves ser policia, só pode, ou então quando não houver trabalho para ti ou quando ganhares um salário mínimo de 400eurs ou quando tiveres que pagar pó teu filho frequentar escolas, isto porque qualquer dia a educação vai ser privatizada, só quando alguém da tua família passar muitas dificuldades financeiras ao ponto de não ter dinheiro para comer, ou pk o teu avo trabalhou durante anos e agora não tem reforma , ou tem uma reforma de 200e pois e amigo violência não e só atirar pedras e queimar caixotes do lixo, violência e também através de politicas causar austeridade a um povo violência e tb causar o desemprego a um povo , abre a pestana , muitas daquelas pessoas estão a lutar pelos teus direitos também , para que possas viver tranquilo tu e os teus filhos.
Duarte a 18 de Novembro de 2012 às 15:08

Tiago, os contentores foram incendiados depois da carga policial! Pelo menos foi assim que eu entendi das imagens em directo! Portanto, sim, pode-se afirmar que houve muita gente a reagir à parvoíce policial
fachada a 18 de Novembro de 2012 às 18:17

Isto é mesmo o máximo :-) "viram a polícia a tentar espancar uma pessoa de cadeira de rodas". Lá está: https://twitter.com/taf/status/269039741339590657
Tiago Azevedo Fernandes a 18 de Novembro de 2012 às 12:44

Há pessoas que até negam o holocausto, porque não negar isto! Este rellato não me ofereceu qualquer dúvida. Ao ver as imagens fico com a mesma opinião- Arruaceios sempre houve! Esses são bandidos! Mas o que chamar às lideres policiais e chefes deles, políticos sem vergonha! Corruptos! BANDIDOS, parece-me pouco. O palhaço que veio log a terreiro defender os polícias, devia ter lá os filhos e os sobrinhos. Oa filhos dele deviam passar pelo que passou a Sar e os amigos. Venha depois falar de democracia! QUal democracia? Em países que se não consifderam democratas, os polícias teriam protegido as crianças e os velhos e teria, identificado os arruaceiros. Nesses sim poderiam ter-se vingado. Esses sim, deveriam ter pago! Mas fehcar os olhos e arriar em todos, não é de homem, não é de polícia, não é de cidadão. É de COVARDE! Bens ajas Sara pela demonstraçãp de coragem!
Jose Moreiras a 18 de Novembro de 2012 às 13:23

estou chocada e enraivecida. ao ler este testemunho parecia que estava a ler um testemunho de um pais em guerra onde a democracia e os direitos humanos não fazem parte do vocabulário. é triste ver o que esse pais se está a tornar. está sem duvida a tornar-se numa ditadura. há muito tempo que penso que vai acabar por haver uma guerra civil em portugal mas neste momento começo a pensar que nem a isso vai chegar pois o governo está a criar de tal modo um clima de medo e injustiça que o povo nem sequer vai ter coragem para se rebelar e vai acabar por aceitar tudo o que lhe for imposto regressando assim a uma ditadura total e irreversível. esta rapariga merece ser lida e traduzida, o seu testemunho merece correr o mundo para que todos saibam o que se passa em Portugal, um país da União Europeia, um país conhecido pelo futebol, pela cultura, pela música pela moda, pela literatura, pela gastronomia... mas que infelizmente não é tudo o que aparenta ser.
Carla Marisa Bento a 18 de Novembro de 2012 às 13:31

Coitadinha.. se nao anda ses a atirar pedras e garrafas á PSP nao tinhas sido detida.. Eu inventar posso inventar o que quero.. Agora nao brinques.. Para a proxima vais te la meter para levares mais...
Justiceiro a 18 de Novembro de 2012 às 13:57

Não enganas ninguém! Se não tens nada de produtivo a dizer abstem-te, cinge-te à tua reles ignorância. Um dos grandes problemas deste pais é o facto de cada pessoa não se avaliar e pensar a si própria e ir apenas atrás do rebanho, por comodidade ou preguiça. è a teoria de todos os estados autoritários ou grupos baseados na violência.
Vivemos sobre a maior e mais dissimulada ditadura de sempre, liderada por poderes que se dão ao luxo de ter marca própria, que mediam a pobreza por forma a controlarem os mais pobres e mais desprovidos de educação, e tu, achas mesmo que toda esta história é inventada?
Hgo a 18 de Novembro de 2012 às 14:19

Independentemente de na parte que se pode verificar o testemunho ter muito pouco de rigoroso, expliquem-me bem devagarinho como é que com a violência que dizem que a polícia usou só há 50 feridos (dos quais metade polícias), incluindo dez que foram feridos antes da carga (pelos manifestantes apedrejadores).
Que estranho haver tantos velhinhos e pessoas com filhos (a fazer o quê ao fim de uma hora de apedrejamento? a treiná-los para o adultério no caso de irem viver para países muçulmanos?) e tanto violação de diretos e não haver queixas.
Tudo boa gente, já se vê.
henrique pereira dos santos
henrique pereira dos santos a 18 de Novembro de 2012 às 14:58

Esse número de feridos refere-se aos tratados nas imediações (visionados pela polícia) e já agora, se eram meia dúzia de "atiradores" como é que eles conseguiram ferir vinte e tal polícias e os polícias ferir também vinte e tal do lado oposto? De meia dúzia para vinte vão pelo menos mais três meia-dúzias. E quais são os feridos da polícia e que tipo de ferimentos eles sofreram?... Bastões quebrados? Biqueiras das botas descambadas?...
fachada a 18 de Novembro de 2012 às 18:34

Boa tentativa de se deitar a adivinhar. Só que as coisas não são assim. Os ferimentos dos polícias são quase todos de pedradas e coisas que tal (dois com tratamento hospitalar) e dos manifestantes 17 tiveram tratamento hospitalar. E do seu lado, para que hospitais foram as vítimas da carnificina? Não consigo perceber o interesse em pretender desmentir o que é evidente em todas as imagens.
henrique pereira dos santos
henrique pereira dos santos a 18 de Novembro de 2012 às 18:49

Não estou a desmentir imagem nenhuma! Tenho bem presente o sangue que escorria da cabeça das pessoas, só não vi, lamento, NÃO VI nenhum agente ferido. Não vi a polícia prender nenhum dos provocadores mas vi-a espancar brutalmente (até pelas costas) pessoas de todas as idades. Só me pergunto dessas 17 pessoas "agressoras" quantas é que arremessaram pedras!!! Pois era só "uma meia-dúzia", afirmou Macedo (eu terei contado uma vintena bem identificável até pela vestimenta), donde surgem os restantes 11 que receberam tratamento hospitalar? E quantos estarão em casa a tremer de medo de ir ao hospital com receio de que os encarcerem descalços nalgum calabouço obscuro, só porque decidiram participar numa manifestação e foram brutalmente espancados? As imagens mostram uma carga irracional!!! Estou desempregado mas tenho conhecimentos sobre acções deste tipo, se a polícia quiser ser cívica eu aceito o salário mínimo!!!
fachada a 18 de Novembro de 2012 às 19:05

Pode poupar nos adjectivos que não é por haver muitos adjectivos que a realidade deixa de ser o que é. Brutalmente espancados? Santa paciência. Sim há feridos (o sangue costuma escorrer quando há feridos, é assim uma coisa frequente), parte deles pelos idiotas que estavam a atirar pedras e garrafas e que continuaram depois da carga da polícia.
henrique pereira dos santos a 18 de Novembro de 2012 às 19:20

Amiga, a policia não andava atrás dos manifestantes, andava era atras de ti. toma cuidado lolol
Sérgio a 18 de Novembro de 2012 às 15:04

Para certos seres aqui custa aceitar certas opinioes e depois ofendem... Perdem toda a razao assim. Aprendam a argumentar. Sim, os verdadeirosmanifestantes deviam ter impedido esse grupo de anormais que mandou as pedras, se eram assim tao poucos e facilmente identifficaveis... Eu se visse isso acontecer ao meu lado eu faria algo, nao ia ficar a ver anormais a estragar uma manif que podia ter sido pacifica. Deixem de ser victimas, sejam cidadaos acima de tudo. Lamento que inocentes tenham sido levados pela carga mas sujeitaram-se a isso, por mais que custe aceitar essa realidade. Comecem a tirar as maças podres de movimentos legitimos, sao faceis de identificar. É facil culpar a policia nao é? Ponham se voces a levar com pedras durante hora e meia e depois digam me se é porreiro.
ivo a 18 de Novembro de 2012 às 15:30

Nem mais. Quem tem a razão do seu lado não precisa de recorrer a ofensas! Esta gente quer fazer-se de vitimas e depois se surgem opiniões discordantes, ofendem as pessoas de todas as maneiras?
Não, eles não devem ter tido culpa nenhuma. Eles são tão bem fomados! Não se vê, pela maneira como reagem aqui, eles sim, como se fossem animais?
Joana a 18 de Novembro de 2012 às 15:39

Explique- me então por que razão fica a polícia, segundo dizem, mais de uma hora a deixar-se apedrejar. A mim parece-me que era extremamente fácil deter imediatamente os poucos agressores, no entanto se isso acontecesse diminuía-se a probabilidade de mais pessoas entrarem na agressão e os próprios polícias não ficavam tão irritados que só lhes apetecesse bater, ainda que indiscriminadamente. Uma das medidas de manipulação da opinião pública, e isso está devidamente fundamentado, é criar-se um problema para depois se apresentar a solução, solução esta que é uma medida que já se cria implementar. Cria-se uma agressão, provavelmente recorrendo a agentes provocadores, ( há imagens das manifestações em Espanha onde os manifestantes isolaram os polícias provocadores tendo estes que ser retirados pelo corpo de intervenção) e depois agride-se os manifestantes de modo a acabar com a manifestação e depois através dos média legitimam as suas acções e felicitam os polícias, que aliás no novo orçamento de estado já está prevista um atualização dos valores auferidos pelas forças policiais, apesar de todos os funcionários públicos terem as suas progressões na carreira congeladas e cortes nos vencimentos. Isto só acontece porque os polícias, que também são do povo estão ou estavam descontentes. Somos todos portugueses nunca nos devemos esquecer disso, Portugal e o povo português deve estar acima de meia dúzia de poilíticos e banqueiros que exploram o povo apenas por prazer.
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 16:07

Ivo, estive lá e tentei falar com esses indigentes mal formados. Infelizmente, falei para uma parede. Pensei chamar a polícia mas eles já lá estavam sem fazer nada.
Maria Silva a 18 de Novembro de 2012 às 17:11

ó Ivo (não és filho do Iva, pois não?)
A polícia não agiu para prender nenhum dos agressores!!! O movimento inicial é lento permitindo a estes escaparem; só depois disso, é que avançam como irracionais (que sejam) e carregam indiscriminadamente contra pessoas que estavam do outro lado da praça, que nem sequer sabiam de nada!!! Antes de defenderes a polícia, interroga-te porque é que quando houve um movimento massivo a deslocar-se para longe dos agressores, a polícia não actuou logo e quando o fez foi de forma a deixar escapar os "atiradores". Entretanto já quiseram culpar as claques de futebol! Afinal quem é que anda a acusar quem e a fazer-se de vítima?... Eu gostaria de saber onde moras e onde ou em que é que trabalhas...
fachada a 18 de Novembro de 2012 às 18:28

Bem parece que estão a conseguir o que queriam! Por vos a todos uns contra os outros! A ver se há mas e outra manif e se enfrentam os bois pelos cornos! Assim se os deterem logo ou os rodearem a ver se eles vão atras de alguém!
Zeca treca a 18 de Novembro de 2012 às 16:32

Os 13% de aumento aos agentes toldaram a visão a muitos. É fácil criticar quando não se passa por elas. A partir de Janeiro vamos deixar de ver esses famosos arruaceiros a arremessar pedras, vamos passar a ver pais e mães de família desesperados e querer dar uma educação, alimentação e abrigo aos seus filhos e a não poder. Aí sim, venha a polícia que eles quiserem!
Maria Silva a 18 de Novembro de 2012 às 17:08

Gostava de saber quais serão as consegues para ti juridicamente, podes apresentar queixa? Tu como outros sem contacto legal e juridico, podem porcessar os agentos? Como foi dito por advogados que tudo isso foi uma ilegalidade. Gostava de saber se acontecera algo neste pais de modo como as coisas estão.
Alforreca a 18 de Novembro de 2012 às 17:23

A policia paga sempre as favas nunca ninguem faz nada, apenas passavam la naquele momento, ouviram dizer que estavam a dar pasteis de belem, ninguem ouviu os 3 avisos para abandonarem o local talvez seja melhor investirem no otorrino não me venham com tretas apenas vejam as imagens quando é dado o primeiro aviso foi so apenas um dos momentos que os manifestantes mais reagiram não sei talvez fui so eu que vi isso ou talvez ate tenha sonhado.
Pessoal acordem para a vida trabalhem mais que a vida boa não cansa.
Miguel a 18 de Novembro de 2012 às 17:49

Mas passa pela cabeça de alguém que o aviso de que vai haver uma carga é dado num mini megafone por um polícia escondido atrás de outros dois? E não leram ainda as notícias de hoje sobre a falta de coordenação entre os polícias infiltrados e os outros, procurando limpar a imagem? Espero que nenhum dos que estão aqui a defender aquela brutal carga seja um dia destes apanhado desprevenido numa qualquer rua e apanhe com um cassetete na mona.
JG a 18 de Novembro de 2012 às 21:58

Pedro Marques Lopes, comentador do programa "Eixo do Mal" da Sic Notícias, disse ontem que o comportamento do Ministro da Administração Interna foi fantástico, os polícias de choque foram sensacionais e que todos os manifestantes, os que levaram e não levaram, são energúmenos.
Miguel a 18 de Novembro de 2012 às 18:03

Quem é que garante que o senhor de cadeira de rodas não atirou pedras???? Quem é que me diz que o senhor com a criança ao colo não atirou um petardo??? Santinhos? Só no céu.
catf a 18 de Novembro de 2012 às 18:08

Também lá estive e quando vi que a manifestação começou a ficar mais violenta fui para trás.

Quando avisaram da carga policial fui-me embora. Não me aconteceu nada.

Quiseste estar a ver os problemas de perto sem fazer nada para o impedir e agora vens para aqui queixar-te?

Quando um policia toca num cidadão é um escandalo, todos aos gritos e a dizer que é injusto, mas quando estavam todos a atirar pedras aos policias e a insultar durante duas horas, ninguém dizia nada contra.

Queres.te armar em rebelde, aguentas as consequencias.
Carlos a 18 de Novembro de 2012 às 18:19

Pessoal faço um apelo, que ignorem esses comentarios feitos por inegrumes, e que nao desviem os vossos comentarios e esforços para responder a pessoas que nao interessam.
O que acho que realmente é importante discutir, é a necessidade de alertarmos a sociedade, e fazer com que toda a gente ganhe a noção, que hoje é preciso lutar pela democracia porque ela esta a desaparecer. Temos que lutar todos os dias e cada vez mais para não cairmos numa ditadura. Entender o que se passou na quarta feira foi propositado pelas autoridades e encontrar alternativas.
Quem esteve a atirar pedras na assembleia da republica sabia o que estava a fazer e com que proposito. Justificar a actuação da policia tal como a vimos.
Temos que nos organizar de uma forma seria. Porque eles estão organizados, os corruptos, os politicos, toda essa escomalha...
E pessoas desorganizadas nunca irão conseguir lutar contra pessoas organizadas.
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 18:32

Para quem acredita no pai natal e ainda nao percebeu o que aconteceu na quarta-feira, junto envio um link com uma imagem. A imagem aconteceu na ultima manifestação em Espanha. O que aconteceu na quarta feira foi exactamente o mesmo.....

http://www.google.pt/imgres?um=1&hl=en&biw=1436&bih=739&tbm=isch&tbnid=Rd7hYbJ8VKtDaM:&imgrefurl=http://www.facebook.com/NaoSeSalvaPortugalComPortugueses/posts/398498163555657&docid=UN5VhmJLFwxxHM&itg=1&imgurl=http://sphotos-a.xx.fbcdn.net/hphotos-snc7/s480x480/602370_374683482610472_293412868_n.jpg&w=456&h=480&ei=QzCpUODfM4KEhQea3IGwBw&zoom=1&iact=rc&dur=245&sig=102809089654085737679&page=1&tbnh=140&tbnw=133&start=0&ndsp=1&ved=1t:429,r:0,s:0,i:65&tx=59&ty=46
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 19:05

Só um cego é que não vê o que a violência gera: mais violencia.
A menina podia e devia era aproveitar a sua história para dissuadir quem realmente começou com a violência.
Talvez para a próxima sejam os populares a impedir que isto aconteça. A menina não tem culpa nenhuma, a culpa é mesmo de meia dúzia de parvalhões que não sabem estar em sociedade.
Estamos num estado de direito, a lei é para ser cumprida e acredite que a maior parte dos portugueses se revê na acção tomada pela polícia. Pessoalmente não aceito que se destrua mobiliário público ou propriedade privada.
Iguais à sua história existem bastantes.
marcos Valter a 18 de Novembro de 2012 às 19:11

Acho que no penúltimo parágrafo a Sara diz tudo o que é preciso; "é muito complicado relatar com exactidão tão chocante experiência."
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 19:13

A menina fala de ditadura,como se tivesse vivido numa e soubesse como é. A menina,não têm ideia nenhuma de legalidade.
Se foi detida foi porque a policia deteve para poder detectar quem eles procuravam.

Agora,queria ser detida e bem tratada???Coitadinha que foi obrigada a despir-se.Está na LEI.Sabe o que é a LEI?

Sou a favor das manifestações.Mas ordeiras,sem destruição nem violência.Diz que eram para aí umas 10 pessoas a causar disturbios no meio de centenas de manifestantes?Não percebo essas contas.Centenas facilmente dominariam esses 10.E sim,é DEVER de cada CIDADÃO cumprir a LEI e ajudar a cumprir. Logo,essas centenas de pacificos deveriam dominar esses 10 e impedi-los de agredirem a PSP.

Mas como em moda está é a anarquia,comentem para aí que sou estupido e infiltrado e outras coisas que tal.
A maioria de vocês não passa de canalha que não sabe nada do mundo,não vê nada além do próprio umbigo e pensa que é mais especial do que os outros.

Manifestem-se sim!Este país não está bem.Mas para se manifestarem não precisam de agressões nem incendios.

E já agora,só porque a menina se sentiu maltratada pela policia,a PSP até é das forças policiais mais respeitosas e mais calmas.

Mas quando a menina crescer e deixar de ter 20 aninhos,vai ver que o mundo não é justo,nem como você quer.
JPS a 18 de Novembro de 2012 às 19:22

desculpa la ......um texto muito comovente mas nao tenho pena nrnhuma de ti
Não digo o meu nome a 18 de Novembro de 2012 às 20:12

Questão...quem não concorda com a Sara é obrigatoriamente atrasado e retardo?
Pelo o que leio nestes comentários os que são contra a violência acham bem quem que quem não concorde com a Sara leve porrado. Olha aí está uma grande incoerência.

Não, não sou GNR, PSP nem de nenhuma força policial. Sou um português que vive para sustentar uma familia, que apoia 2 instituições caridade e ainda participa nas manifestações.

Outra coisa: ouviu-se e bem o aviso. Se não ouviste é porque de certeza que estavas ocupada a beber a tua cervejinha do mini preço porque foi isso que foste lá fazer.

Quanto à tua história Sara, não acredito nem em metade. Principalmente na parte em que dizes que te viram a vagina e o anús...Até aí a história era credivel. Daí para a frente é tudo pura ficção. Fiquei espantado por não teres sido violada, a história era bem mais interessante.

Acho que devias era ir para a escola aprender e ler livros em vez de viveres pelas opiniões dos pobres coitados que te têm dado razão.

Restantes incultos: percam tempo a aprender e a analisar a história os factos. Na altura do salazarismo (que é muito diferente da ditadura :APRENDAM) o desemprego era menor, as exportações maiores e o país muito mais rico.

A questão que devem colocar é: o que a Alemanha fez nos últimos 15 anos que Portugal não fez? E não me refiro aos políticos, refiro ao povo.

Agora vá, insultem-me
Pedro a 18 de Novembro de 2012 às 20:43

Animo, rapariga: as velhotas sabemos que dizes verdade e estamos contigo até o fim:)))
Maria Carro a 18 de Novembro de 2012 às 21:27

Sara: saúde, sorte e coragem!
Luís Espada a 18 de Novembro de 2012 às 21:31

Sugiro que abras tu os olhos, e que abras tu a mente. E pensa bem na realidade que te rodeia tambem, principalmente na que te rodeou: viste policias (pessoas sabes? que tambem tem filhos, nao ao colo talvez, mas em casa) e deixaste-os serem apedrejados sem fazeres nada? se tivesses nocao da realidade tinhas ido embora e tinhas percebido que o simples facto de estares la a "fazer numero" foi o que deu oportunidade aos vandalos de atirarem pedras e garrafas, portanto no fundo, a culpa tambem e tua.
Porque achas que nao somos humanos e nao somos solidarios? Eu sou, e a minha forma de ser solidaria tem sido trabalhar mais e parar de alimentar iniciativas com fundo radicalista e destrutivo.
O que nao pode ficar impune, e o facto de terem destruido a imagem do nosso pais, de terem posto o nome de Portugal, num lixo como este. por VOSSA causa, porque voces nao souberam sair quando foi preciso, e nao souberam perceber quando aquilo deixou de ser uma manifestacao para passar a ser um puro acto de vandalismo.
ANA a 18 de Novembro de 2012 às 21:31

Sara: saúde, sorte e coragem!
Luís Espada a 18 de Novembro de 2012 às 21:32

adorei o filme que passou na tv na quarta-feira, gostava era de saber que merda de greve foi esta? onde está a ugt ? greve geral? greve geral somos todos, não só as empresas do estado...continuamos assim e continuaremos na mesma...já agora obrigado a TODOS os políticos desde o 25 de Abril de 1974, ainda não vi nenhum na miséria, não Sr . Soares?, não é Sr . Cavaco?, não é Sr , Guterres?, não é Sr . Socrates ? Não Sr , Barroso?, não é Sr , Sampaio?, não é Sr . Santana... os ladrões continuam a solta e a receber reformas milionarias de meia duzia de anos que trabalharam. Em 2008 a Islandia estava na banca rota, hoje já ninguém fala deles, nós o que fazemos BPN ? nacionaliza-se... VIVA Portugal... Onde andas tu D. Sebastião, aparece da merda do nevoeiro...
salve a 18 de Novembro de 2012 às 21:54

No dia 14 estava convocada uma greve geral não estava convocada uma manifestação anarquista. Apenas se deu porque 'essa minoria' facilmente identificável se aproveitou do facto de poderem causar o caos, no meio de uma multidão, contra agentes de autoridade. Pelos presentes, é possível ver que muitos eram meros espectadores de um espectáculo animalesco, como quem se entretém a ver um filme de guerra. Já os meus avós diziam que não devemos andar mal acompanhados! A meu ver, pessoas que atiram pedras a agentes da lei, sem qualquer tipo de pretexto, não é boa companhia nem tem mínima inteligência para prever futuras consequências. Se as pessoas que estavam presentes repararam na agressão a agentes da autoridade, deveriam ter ido embora e, desta feita, reduzir o número da multidão de modo aos tumultuosos serem realmente identificados e não dar aso a agressões policiais desnecessárias. Quem brinca com o fogo queima-se! Se ver agressões nos filmes e afins não basta, aconselho uma ida ao psicólogo pois neste caso, todo este acontecimento foi devido à ideia humana de entretenimento, a mesma que faz parar para ver acidentes na estrada e a mesma que faz ficar a ver uns ignorantes arremessarem pedras. Permanecer no local depois de aviso é irracional, e a meu ver masoquismo. Mais uma vez, era uma manifestação de greve não anarquista!
Manuel Reis a 18 de Novembro de 2012 às 22:15

tadinha ! eu tambem não ouvi os avisos porque comecei a berrar que nem um louco, mas consegui fugir, fui pela A1 ainda se chegaram ao pé de mim alí em a chegar a figueira mas lá consegui chegar a braga, já a respirar de alí vio e pronto para beber uma imperial vieram 12442 policias a paisana mais o portas, e pronto lá me prenderam os fascistas xiça ! depois levaram para a prisão de peniche ! apanhar sabonetes!
luis a 18 de Novembro de 2012 às 22:23

fostes advertida para sair daquele local pela policia, nao saistes levastes no focinho e tivestes o que procuravas ao permanecer ali, ainda bem que temos policia neste pais para travar parasitas como tu da sociedade
pedro a 18 de Novembro de 2012 às 23:16

Até concordo que a forma como o CI carregou foi brutal. Digam-me que muito menino do CI é uma autentica besta, concordo.
Agora que te perseguiram, a ti e ao teu grupo (que até já se havia dispersado), no meio de milhares é porque boa coisa não andavam a fazer. Além do mais só te revistam os buraquinhos se desconfiarem de que tinhas lá alguma coisa que não devias.
Para quem não está à procura de protagonismo 5 páginas de pesquisa no Google mais subscrições em tudo o que é rede social que mexe é obra. Balelas Sara, deves pensar que somos todos ursos.
Queres revolução? Eu digo-te o que é revolução... é uma coisa feita por homens e mulheres com direitos e deveres e não por canalha só com direitos de ganzazinha na mão e cervejinha na outra!
Tu para mim és da mesma laia do Passos, nasceste com o rabinho virado para a lua, caguetaste o que quiseste até quereres e cheiraste o pó que o Passos também cheirou, e quando finalmente aos 30 e muitos te cansares dessa vida cair-te-á o empregozinho e a boa vidinha do céu. Isto tudo sem no meio tempo teres sequer trabalhado um bocadinho!
Rui a 18 de Novembro de 2012 às 23:31
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