A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
Mostrar mensagens com a etiqueta Consumo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Consumo. Mostrar todas as mensagens

sábado, abril 14, 2012

Leonardo Boff ~Governados por cegos e irresponsáveis


Amazônia, Baixo Tocantins, biodiversidade, sustentabilidade, cidadania, cultura e oportunidades .



- Colunista do Carta maior 20/08/2011

SOMOS GOVERNADOS POR CEGOS E IRRESPONSÁVEIS, INCAPAZES DE DAR-SE CONTA DAS CONSEQUÊNCIAS DO SISTEMA ECONÔMICO-POLÍTICO-CULTURAL QUE DEFENDEM. CRIOU-SE UMA CULTURA DO CONSUMISMO PROPALADA POR TODA A MÍDIA. HÁ QUE CONSUMIR O ÚLTIMO TIPO DE CELULAR, DE TÊNIS, DE COMPUTADOR. 66% DO PIB NORTEAMERICANO NÃO VEM DA PRODUÇÃO MAS DO CONSUMO GENERALIZADO. 

 AFUNILANDO AS MUITAS ANÁLISES FEITAS ACERCA DO COMPLEXO DE CRISES QUE NOS ASSOLAM, CHEGAMOS A ALGO QUE NOS PARECE CENTRAL E QUE CABE REFLETIR SERIAMENTE. AS SOCIEDADES, A GLOBALIZAÇÃO, O PROCESSO PRODUTIVO, O SISTEMA ECONÔMICO-FINANCEIRO, OS SONHOS PREDOMINANTES E O OBJETO EXPLÍCITO DO DESEJO DAS GRANDES MAIORIAS É: CONSUMIR E CONSUMIR SEM LIMITES.

As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele. 

No Reino Unido, depois de M.Thatcher e nos USA depois de R. Reagan, como em geral no mundo, grassa grande desigualdade social. Naquele país, as receitas dos mais ricos cresceram nos últimos anos 273 vezes mais do que as dos pobres, nos informa a Carta Maior de 12/08/2011. 

Então não é de se admirar a decepção dos frustrados face a um “software social” que lhes nega o acesso ao consumo e face aos cortes do orçamento social, na ordem de 70% que os penaliza pesadamente. 70% do centros de lazer para jovens foram simplesmente fechados. 

O alarmante é que nem primeiro ministro David Cameron nem os membros da Câmara dos Comuns se deram ao trabalho de perguntar pelo porquê dos saques nas várias cidades. Responderam com o pior meio: mais violência institucional. O conservador Cameron disse com todas as letras:”vamos prender os suspeitos e publicar seus rostos nos meios de comunicação sem nos importarmos com as fictícias preocupações com os direitos humanos”. Eis uma solução do impiedoso capitalismo neo-liberal: se a ordem que é desigual e injusta, o exige, se anula a democracia e se passa por cima dos direitos humanos. Logo no pais onde nasceram as primeiras declarações dos direitos dos cidadãos.

Se bem reparmos, estamos enredados num círculo vicioso que poderá nos destruir: precisamos produzir para permitir o tal consumo. Sem consumo as empresas vão à falência. Para produzir, elas precisam dos recursos da natureza. Estes estão cada vez mas escassos e já delapidamos a Terra em 30% a mais do que ela pode repor. Se pararmos de extrair, produzir, vender e consumir não há crescimento econômico. Sem crescimento anual os paises entram em recessão, gerando altas taxas de desemprego. Com o desemprego, irrompem o caos social explosivo, depredações e todo tipo de conflitos. Como sair desta armadilha que nos preparamos a nós mesmos?

O contrário do consumo não é o não consumo, mas um novo “software social” na feliz expressão do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima. Quer dizer, urge um novo acordo entre consumo solidário e frugal, acessivel a todos e os limites intransponíveis da natureza. Como fazer? Várias são as sugestões: um “modo sustentável de vida”da Carta da Terra, o “bem viver” das culturas andinas, fundada no equilíbrio homem/Terra, economia solidária, bio-sócio-economia, “capitalismo natural”(expressão infeliz) que tenta integrar os ciclos biológicos na vida econômica e social e outras.

Mas não é sobre isso que falam quando os chefes dos Estados opulentos se reunem. Lá se trata de salvar o sistema que veem dando água por todos os lados. Sabem que a natureza não está mais podendo pagar o alto preço que o modelo consumista cobra. Já está a ponto de pôr em risco a sobrevivência da vida e o futuro das próximas gerações. Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem.

É impertivo um novo rumo global, caso quisermos garantir nossa vida e a dos demais seres vivos. A civilização técnico-científica que nos permitiu niveis exacerbados de consumo pode pôr fim a si mesma, destruir a vida e degradar a Terra. Seguramente não é para isso que chegamos até a este ponto no processo de evolução. Urge coragem para mudanças radicais, se ainda alimentamos um pouco de amor a nós mesmos.


Leonardo Boff é teólogo e escritor.


http://floradadosmucajas.blogspot.pt/2011/08/governados-por-cegos-e-irresponsaveis.html

quarta-feira, maio 04, 2011

22 bancos cobraram juros acima da taxa máxima




Lisboa
15º C
Vítor Mota
Os cartões de crédito também estão sujeitos a uma taxa de juro máxima
 

22 bancos cobraram juros acima da taxa máxima

.

No ano passado, o Banco de Portugal (BdP) detectou 74 contratos de crédito ao consumo de 22 instituições financeiras com juros superiores à taxa máxima permitida pela autoridade monetária.
  • 04 Maio 2011


De acordo com os dados do relatório anual de supervisão comportamental, em 2010 foram reportados ao BdP 1,46 milhões de contratos de crédito ao consumo, numa média de 122 documentos por mês. Destes, o supervisor detectou irregularidades em 1144 contratos mas, após a análise jurídica, só 74 ultrapassavam os limites legalmente impostos.
.
No ano passado, o BdP instaurou 29 processos de contra-ordenação, mais 15 que em 2009. A maior parte (26) resultam do incumprimento das regras que regem a actividade bancária e dois foram desencadeados por não terem prestado os obrigatórios deveres de informação ao supervisor. Uma instituição de crédito foi alvo de um processo de contra-ordenação por não ter livro de reclamações.
.
Da mesma forma, em 2010 foram inspeccionadas 140 instituições financeiras que resultaram na fiscalização de 1137 folhetos de comissões e despesas e 355 folhetos de taxas de juro dos preçários. Foram igualmente realizadas 686 acções inspectivas relativas a contratos de habitação, 942 respeitantes a crédito ao consumo e 709 sobre depósitos a prazo. Os serviços de pagamento mereçam 809 acções de fiscalização.
.
No que toca às campanhas de publicidade, o BdP analisou 4971 campanhas e obrigou as instituições de crédito a fazer alterações em 203.
.
Já o número de reclamações registou uma queda face a 2009: foram registadas 15 mil reclamações, o que representa um decréscimo de 13%. As contas de depósito foram a matéria que registou maior número de queixas (26%), seguida do crédito aos consumidores (25%) e do crédito á habitação (16%).

terça-feira, maio 03, 2011

Lucros da Jerónimo Martins crescem 33%



O presidente executivo da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos
 
Uboat1964
04 Maio 2011
Primeiro trimestre de 2011

Lucros da Jerónimo Martins crescem 33%

A Jerónimo Martins viu os lucros crescerem 33% no primeiro trimestre do ano para 56 milhões de euros. A dona da cadeia de supermercados Pingo Doce está apreensiva com a quebra dos rendimentos das famílias e com a consequente quebra no consumo de produtos alimentares.
  • 04 Maio 2011


Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Pedro Soares dos Santos, presidente executivo do grupo, sublinha que os resultados são espelho de uma empresa a crescer a duas velocidades. 
.
Por um lado, um ritmo mais lento em Portugal, que vive uma situação macroeconómica que se tem “vindo a deteriorar”, e na ponta oposta, na Polónia, onde “a Biedronka continua a apresentar crescimentos de vendas e resultados notáveis”.
.
Aliás, o pessimismo em relação ao mercado português é espelhado pelo grupo no comunicado: "Em Portugal, as perspectivas negativas quanto à evolução do rendimento das famílias e do desemprego deverão continuar a reflectir-se no mercado alimentar, levando a alterações nos hábitos de consumo com uma crescente sensibilização ao factor preço.”
.
Nos primeiros três meses do ano, as receitas da Jerónimo Martins aumentaram 14,7% para 2,24 mil milhões de euros. Já a dívida líquida consolidada situou-se nos 601,8 milhões de euros, uma redução de 133,5 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

quinta-feira, junho 03, 2010

Crédito: Banco de Portugal alerta para a subida do risco de incumprimento

José Sena Goulão/Lusa
Vítor Constâncio alerta que o rendimento disponível das famílias é dos mais baixos da UE
 

Dívida de 239 mil milhões

No ano passado, as empresas portuguesas pediram menos crédito bancário mas viram a dívida à Banca disparar "quase 10 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB)". No final do ano, a "alavancagem" (crédito concedido) totalizava os 239,4 mil milhões de euros, valor acima da riqueza produzida no País. Com o acentuar da crise, o mais provável é aumentar também o incumprimento, o que poderá colocar em dificuldades as instituições de crédito.
  • 28 Maio 2010 - Correio da Manhã
Por:Diana Ramos /Miguel A. Ganhão/P.H.G./Lusa
.
De acordo com o relatório de estabilidade financeira do Banco de Portugal, "no final do ano, a dívida financeira das sociedades não financeiras (excluindo as empresas com sede na zona franca da Madeira) ascendia a 143% do PIB, um dos valores mais elevados da área do euro". 
.
A autoridade monetária não tem, por isso, dúvidas em afirmar que os efeitos de curto prazo do plano de consolidação orçamental "sobre a actividade económica tenderão a exercer um impacto negativo sobre a rendibilidade do sector [empresarial] e sobre a respectiva capacidade para investir". "Estes factos poderão manter e mesmo acentuar o perfil de deterioração da situação financeira que algumas empresas vêm apresentando e, por esta via, originar reduções adicionais da respectiva actividade, com consequências para a materialização do risco de crédito do sector bancário", lê-se no documento.
.
O mesmo deverá acontecer com as famílias, já que as dificuldades em ajustar o orçamento são cada vez maiores. A diminuição dos juros e da inflação criaram uma almofada de conforto em muitos agregados, mas "a redução dos indicadores de incumprimento no final de 2009 e início de 2010 não se deverá revelar sustentável".
.
Isso mesmo é confirmado pelo endividamento dos portugueses. A dívida das famílias correspondia, em 2009, a 138 por cento do rendimento disponível (depois de, em 2008, ter atingido os 135 por cento). Estes números não preocupam o Banco de Portugal, que continua a defender que as famílias portuguesas são "solventes". "No final de 2009, estima-se que a dívida total dos particulares representasse menos de um quarto da respectiva riqueza total", diz a autoridade monetária liderada por Vítor Constâncio. 
.
PORMENORES
.
SECTORES
Os empréstimos concedidos às empresas dos sectores do Comércio, Restauração e Alojamento e Indústrias Transformadoras foram os que registaram, em 2009, os maiores aumentos dos rácios de incumprimento.
.
RELAÇÃO BANCÁRIA
Entre os particulares, cerca de 58% dos devedores têm crédito em apenas uma instituição. Só 1% tem empréstimos em mais de seis bancos.
.
GRANDES EXPOSIÇÕES
A carteira de crédito dos bancos continua concentrada em "grandes exposições", ou seja, nos maiores devedores. Mas as exposições de montante mais elevado têm menor grau de incumprimento, diz o Banco de Portugal.
.
EMISSÃO DE DÍVIDA
As empresas nacionais recorreram menos ao crédito bancário em 2009, pois, para contrariarem a crise de liquidez vivida no mercado, fizeram um maior número de emissões de dívida
.
DISCURSO DIRECTO
.
"CRÉDITO CADA VEZ MENOR", Murteira Nabo, Bastonário da Ordem dos Economistas
.
Correio da Manhã – Como vê as dificuldades de acesso no crédito das empresas?
Murteira Nabo – O crédito é cada vez menor, mais caro, o que cria cada vez mais desemprego e menos consumo. O nosso problema de fundo é o desenvolvimento e as medidas de austeridade não poderem actuar sozinhos. Devem ser acompanhadas por um programa de desenvolvimento económico.
.
- Há quem defenda que a actuação das agências de rating são como a astrologia: mera previsão. Concorda?
– Não digo astrologia, mas há uma margem de erro. Devia haver mais concorrência para um maior rigor e ser menos astrologia.
.
– Considera que as agências de rating têm culpa pela situação de crise no País?
– As agências deixaram-se levar pela volatilidade dos mercados. Não são as culpadas, mas não ajudaram à estabilidade. 
.
PRESTAÇÕES CAÍRAM 19% EM 2009
O valor médio das prestações de crédito à habitação caiu 18 por cento durante 2009, refere o Banco de Portugal, destacando o facto de se ter registado "uma queda substancial do peso da componente de juros na prestação total".
.
No início de 2009, a componente de juros representava cerca de 70 por cento da prestação total média dos empréstimos à habitação paga pelos portugueses, "diminuindo para pouco mais de um terço daquele valor no final do ano. 
.
EMPRÉSTIMOS PARA UM TERÇO
Em Dezembro de 2009, eram 3,7 milhões de portugueses - cerca de um terço da população - com dívidas contraídas junto da Banca, num total de 150 mil milhões de euros, de acordo com os dados da Central de Responsabilidades de Crédito citados no relatório de estabilidade. Mais de 80% dos devedores têm crédito ao consumo, cerca de 41% têm crédito à habitação e 17% têm empréstimo para outros fins. O valor médio dos saldos do crédito à habitação situa-se nos 65 mil euros.
.
DECRETO ELIMINA AJUDAS
O fim das medidas anticrise gerará este ano uma poupança de 151 milhões de euros e produzirá efeitos a partir de 1 de Julho, anunciou ontem a ministra do Trabalho, Helena André, no final do Conselho de Ministros.
.
Quatro das medidas excepcionais que vão ser retiradas terminam com a publicação de um decreto-lei, ontem aprovado pelo Governo, sem terem de passar pelo Parlamento. São elas: a prorrogação do subsídio social de desemprego por seis meses, a redução do prazo de garantia para atribuição de subsídio de desemprego, a majoração de 10% desta prestação social para desempregados com dependentes a cargo e a majoração do abono de família para os desempregados, por conta das despesa de educação.
.
As restantes quatro medidas serão eliminadas através de portaria, que também entrará em vigor a 1 de Julho. Nesse grupo estão o programa Qualificação e Emprego, a redução de três pontos percentuais na Taxa Social Única para micro e pequenas empresas que contratem trabalhadores com 45 anos, o programa especial de qualificação de jovens licenciados em áreas de reduzida empregabilidade e o reforço da linha de crédito bonificada para o apoio à criação de empresas.
.
"Estamos apenas a retirar medidas temporárias que se destinavam a responder a situações de excepção e a repor em vigor a vigência dos regimes gerais", afirmou Helena André, garantindo: "Não estamos a mexer nos direitos e na protecção social."
.
UGT: TEME INSTABILIDADE
O secretário-geral da UGT, João Proença, diz que as manifestações são legítimas. Mas lembra que um clima de instabilidade social "agravaria os sacrifícios que são exigidos aos trabalhadores"
.
MOODY'S: NOVO CORTE
O vice-presidente da agência de rating Moody’s, Anthony Thomas, reconheceu que os esforços para reduzir o défice não devem ser suficientes para evitar um novo corte
.
GRÉCIA: DISTINÇÃO
Anthony Thomas disse também, na Ordem dos Economistas, que, apesar de os mercados terem tendência para comparar Portugal e Grécia, "os dois países têm perfis de crédito diferentes"
.
.

Cozido à Portuguesa - Domingos Amaral e a Alta Finaça

Cozido à portuguesa

A alta finança

Não é preciso ser comunista, ou órfão de Lenine, para perceber que algo vai profundamente mal no mundo da alta finança, e que muitas coisas terão de mudar para que "os mercados" deixem de ser um casino especulativo, sempre à beira de uma derrocada colossal.
  • 02 Junho 2010 - Correio da Manhã
Por:Domingos Amaral, Director da 'GQ'
.
Desde há vários anos que os sinais de caos são bem visíveis. Primeiro, foi a alta absurda, e injustificada, do preço do petróleo, entre 2007 e 2008. Depois, a subida do preço dos alimentos, dramática para muitas populações. Seguiu-se a megacrise da Banca, que começou na América, com a queda do Lehman Brothers, provocando um dominó que ceifou muitas outras sociedades financeiras. De um dia para o outro, o dinheiro secou, e mesmo a América, a Inglaterra ou a Alemanha sentiram-se em grave risco. 
.
De seguida, deu-se a propagação. Tsunami atrás de tsunami varreram o planeta, massas colossais de fundos voaram, de um lado para o outro, bastando para isso um click num computador de alguém, e no final deixaram a sensação de que a alta finança se transformara numa banheira a quem alguém tinha retirado o ralo, e a água (o dinheiro) desaparecia, pois já nem os bancos conseguiam, entre si, crédito. 
.
As garantias dos Estados travaram o pânico, mas cedo se percebeu que, dentro dos armários, havia demasiados cadáveres escondidos. Se até a Bolsa de Nova Iorque não tinha a mínima ideia de quantos "hedge funds" lá actuavam, imagina-se noutras paragens. Por isso, quando julgávamos a tormenta atravessada, surge o ataque ao euro, ou a crise da "dívida soberana", como alguém pomposo a definiu. 
.
Sócrates afirmou que o Mundo mudou em três semanas, mas não tem razão. Foram 25 anos de efeitos combinados de desregulamentação dos mercados; políticas do dinheiro fácil, com taxas muito baixas; multiplicação dos intervenientes, com milhares de "hedge" e outros "funds"; fraquíssima supervisão; bolhas e falsos crashes; e liberdade total de movimentos de capitais entre países. Nasceu uma hidra, com muito mais de sete cabeças. A alta finança é o verdadeiro monstro do século XXI: caótico, anónimo, subversivo, libertino, indomável e letal. Varre tudo à frente: petróleo, arroz, bancos, países, euro. Se políticos e cidadãos não o domesticarem, dará cabo de ambos. Este capitalismo, nesta modalidade desbragada, selvagem e planetária, pode vir a ser tão sinistro como o comunismo foi. 
.
.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Economia e Finanças - 2010.02.15

~

Economia & Finanças 

Link to Economia e Finanças

Posted: 15 Feb 2010 02:15 AM PST
.


O Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) disponibilizou recentemente uma aplicação acessível neste endereço que permite identificar quais são as farmácias e estabelecimentos autorizados a comercializar online, ou seja, pela internet, Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM). Nesta aplicação é possível pesquisar filtrando por Distrito e Concelho, quais as farmácias e estabelecimentos que efectuam entregas ao domicílio [...] Artigos relacionados:
  1. Renovar a Carta de condução pela Internet Via Diário Económico, fiquei a saber que a partir de hoje será...
  2. Quem vende mais acções online em Portugal? Encontrei a resposta a esta pergunta num artigo do Jornal de Negócios...
  3. Registo de propriedade automóvel pela Internet A notícia de desburocratização do dia vai para a disponibilização no portal...
  4. Quem faz publicidade on-line em Portugal? (act.) A pergunta foi inspirada por um artigo recente em língua inglesa (mas...
  5. Administração da Portugal Telecom: “Se a gestão actual é tão eficaz e tão capaz, nenhum accionista quererá vender à Sonae” O João Caetano Dias, no Blasfémias, apresenta uma análise cristalina – "Ética"...
.
.
Posted: 14 Feb 2010 09:02 AM PST


Há pouco, com algum ruído à mistura ouvi na rádio que os telemóveis comprados às operadoras iram passar a ser desbloqueados sem custos assim que terminasse o período de fidelização contratado. Procurando detalhes cheguei a esta peça da Agência Financeira “Telemóveis: desbloqueamento pode ser gratuito” onde se percebe que estamos ainda na fase das intenções [...] Artigos relacionados:
  1. 4G – Nova geração de comunicações móveis a caminho Segundo notícia do TEK é já este ano que a autoridade reguladora...
  2. Simulador para PPR, Fundos de Investimento, Intermediação Financeira e Telecomunicações Qual é o melhor PPR? Agora foi a vez do ISP sintetizar a...
  3. iPhone e iEstrategia Desde a sua fundação que a Apple tem vindo a influenciar significativamente...
  4. A partir de meados de Julho: roaming na Europa mais barato Se costuma viajar na União Europeia e é viciado em falar ao...
  5. Viaja para a União Europeia? Usa roaming? Eis uma boa notícia. O processo já vai longo como costumam ser todos os processo de...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Krugman: Reforma deve impedir ruína do sistema financeiro



Economia

Vermelho - 8 de Janeiro de 2010 - 14h32

.

A reforma no sistema de saúde é quase (bata na madeira) um negócio fechado. Próximo passo: consertar o sistema financeiro. Escreverei muito sobre a reforma financeira nas próximas semanas. Deixem-me começar fazendo uma pergunta básica: o que os reformadores devem tentar concretizar?

Por Paul Krugman, do The New York Times, na Terra Magazine

Houve muito debate público sobre proteger os tomadores de empréstimos. De fato, uma nova Agência de Proteção Financeira ao Consumidor para ajudar a acabar com as enganosas práticas de empréstimos é uma boa idéia. E a melhor proteção para o consumidor pode ter limitado o tamanho total da bolha imobiliária.
.
Mas a proteção ao consumidor, mesmo que tenha bloqueado muitos empréstimos "subprime" (de alto risco), não teria evitado o acentuado aumento das taxas de delinquência nas hipotecas básicas convencionais. E certamente não teria evitado o crescimento repentino monstruoso e o colapso do setor imobiliário.
.
A reforma, em outras palavras, provavelmente não possa evitar maus empréstimos ou bolhas. Mas pode fazer um grande negócio para assegurar que, ao explodir, as bolhas não façam o sistema financeiro ruir.
.
Lembre-se de que a implosão da bolha das ações na década de 1990, apesar de imoral - os investidores americanos levaram um golpe de US$ 5 trilhões -, não provocou uma crise financeira. Então, o que foi diferente em relação à bolha imobiliária que se seguiu?
.
A resposta rápida é que, se a bolha das ações criou um grande risco, esse risco foi razoavelmente pulverizado pela economia. Os riscos criados pela bolha imobiliária, ao contrário, foram fortemente concentrados no setor financeiro. Em consequência, o colapso da bolha imobiliária ameaçou arrasar os bancos do país. E os bancos desempenham um papel especial na economia. Se não funcionam, as engrenagens do comércio como um todo param sistematicamente.
.
Por que os banqueiros assumiram tanto risco? Porque era de seu próprio interesse. Ao aumentar sua alavancagem financeira - ou seja, ao fazer investimentos arriscados com dinheiro emprestado -, os bancos puderam aumentar seus lucros de curto prazo. E esses lucros de curto prazo, por sua vez, refletiam-se em imensos bônus pessoais. Se a concentração do risco no setor bancário aumentou o perigo de uma crise financeira generalizada, bem, esse não foi o problema dos banqueiros.
.
Esse conflito de interesses, é claro, é a razão pela qual temos regulações para os bancos. Mas, nos anos anteriores à crise, as regras foram relaxadas - e, o mais importante, os reguladores fracassaram na ampliação de regras para cobrir o crescente sistema bancário paralelo, representado por instituições como o Lehman Brothers, que desempenhavam funções semelhantes às dos bancos, ainda que não oferecessem serviços convencionais.
.
O resultado foi uma indústria financeira enormemente lucrativa enquanto os preços dos imóveis estavam em alta - estimativas financeiras apontaram mais de um terço dos lucros totais dos Estados Unidos enquanto a bolha esteve inflada -, mas que ficou à beira do colapso assim que a bolha explodiu. Isso exigiu ajuda governamental em enorme escala e a promessa de ainda mais ajuda, se necessário, para retirar o setor financeiro do precipício.
.
E aqui está a questão principal: como a ajuda veio com poucas amarras - em especial, nenhum dos bancos mais importantes foi nacionalizado, embora alguns, obviamente, não tivessem sobrevivido sem o auxílio do governo -, há todo incentivo para que os banqueiros repitam a performance. Finalmente, agora está claro que eles vivem em um mundo de "cara ou coroa" onde eles ganham e os contribuintes perdem.
.
O teste para a reforma, então, é se reduzirá ou não o estímulo aos banqueiros e a habilidade de continuarem concentrando riscos.
.
Transparência é parte da resposta. Antes da crise, dificilmente alguém se daria conta do tamanho do risco que os bancos estavam assumindo. Mais divulgação de informações, especialmente com relação aos complexos derivativos financeiros, evidentemente ajudaria.
.
Além disso, um aspecto importante da reforma seria impor novas regras para limitar a alavancagem dos bancos. Irei me aprofundar na legislação proposta nas colunas futuras, mas aqui vai o que posso dizer sobre o projeto de reforma financeira que a Câmara aprovou - sem nenhum voto dos republicanos - no mês passado: seus limites para a alavancagem parecem razoáveis. Não muito grandes, mas razoáveis. Porém, seria muito fácil que essas regras enfraquecessem a ponto de não darem conta da tarefa. Uns poucos ajustes nas entrelinhas, e os bancos estariam livres para jogar o mesmo jogo novamente.
.
E a reforma realmente deve confrontar as práticas de compensação do setor financeiro. Se o Congresso não pode coibir legalmente as recompensas financeiras para a tomada excessiva de risco, pode ao menos tentar taxá-las.
.
Deixem-me finalizar com um recado político. A principal razão para a reforma é servir ao país. Se não tivermos uma grande reforma do setor financeiro agora, estaremos assentando os alicerces para a próxima crise. Mas há também razões políticas para agir. Pois existe uma fúria populista sendo construída neste país, e o tratamento cauteloso dos banqueiros por parte do presidente Obama colocou os democratas do lado errado dessa fúria. Se os democratas do Congresso não adotarem uma linha dura com os bancos nos próximos meses, pagarão um alto preço em novembro.
.
Paul Krugman é economista, professor da Universidade de Princeton e colunista do The New York Times. Ganhou o prêmio Nobel de economia de 2008. Artigo distribuído pelo New York Times News Service.

.
.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Os exportadores chineses e os consumistas americanos - Luiz Gonzaga Belluzzo

Economia

Vermelho - 8 de Dezembro de 2009 - 13h46

.

Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês, atribuiu a crise ao desatino consumista dos americanos, gente reconhecidamente pouco inclinada à frugalidade e à poupança. É difícil acreditar que Jiabao ignore as conexões entre o sucesso econômico de seu país e as façanhas perpetradas pelos sábios do mercado financeiro americano no propósito de entupir as famílias de dívidas e abiscoitar os bônus de suas travessuras.

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no jornal Valor Econômico

.
O consumidor americano e o mercado financeiro dos Estados Unidos foram colocados a serviço da construção do espaço econômico global que, em suas dimensões produtiva, comercial e monetária, se revelou tão virtuoso quanto conflitivo. Para começo de conversa, a soberania monetária americana garantiu a expansão da grande empresa - com efeitos sobre a distribuição espacial da indústria manufatureira e mais recentemente dos serviços. Esse "privilégio absurdo" permitiu a adoção das políticas de crédito e de gasto privado que sustentaram taxas elevadas de crescimento da demanda nominal. A cada ciclo de expansão, a volúpia consumista dos americanos impulsionou a elevação do déficit em conta corrente e gerou demanda para os produtivistas chineses.
.
Nos últimos cinco anos, o crescimento do consumo nos Estados Unidos decorreu mais da ampliação do endividamento das famílias, apoiado na valorização dos imóveis residenciais, do que da expansão da renda. O crescimento do consumo foi desconectado da evolução da renda e tornou-se cada vez mais dependente do endividamento apoiado na valorização fictícia do patrimônio financeiro e imobiliário.
.
Assim, a economia americana atingiu o auge de um ciclo expansivo, turbinada pela inflação de ativos. Quando eclodiu a crise, as famílias - encalacradas entre a queda do preço dos imóveis e o aumento do serviço da dívida - trataram e ainda cuidam desesperadamente de reduzir o seu coeficiente de endividamento. Foi tempestiva e inédita intervenção do Federal Reserve e do Tesouro. À custa de uma generosidade "quantitativa" sem precedentes de seu balanço, o Fed impediu o colapso dos preços dos ativos originados em empréstimos (não só hipotecários) irrecuperáveis.
.
Na outra ponta da economia globalizada, a estratégia mercantilista da China foi concebida para o crescimento rápido, amparado na expansão das exportações líquidas (enormes superávits comerciais) em conluio com o yuan desvalorizado, taxas de investimento elevadas e graduação tecnológica na indústria manufatureira. Assim, a despeito do modesto crescimento de seus rendimentos nos últimos ciclos de expansão, as famílias americanas usufruíram os benefícios dos ganhos de produtividade dos trabalhadores asiáticos. Não bastassem os ganhos reais que proporcionaram com suas manufaturas de baixo custo, os "exportadores" chineses passaram a destinar as reservas acumuladas para o financiamento do déficit em conta corrente dos parceiros consumistas, garantindo taxas de juros módicas para "bancar" a corrente da felicidade.
.
Deflagrada a crise, os economistas da corrente principal entregaram-se às esperanças do "descolamento" da China. As recomendações aos chineses envolviam a mudança do eixo do seu celebrado dinamismo econômico: reduzir o peso das exportações na formação da taxa de crescimento do PIB e ampliar a participação do consumo. As sugestões para o cardápio de reformas do "modelo chinês" incluíam a valorização do yuan, medidas de proteção social para desestimular a "poupança" e aceleração do investimento público em setores intensivos em mão de obra, com o propósito de ampliar a massa de salários.
.
O economista e sociólogo Huang Ho-Fung escreveu recentemente que a China reagiu com presteza à eclosão da crise. Lançou um programa de gastos públicos e de ampliação do crédito de US$ 570 bilhões, valor não desprezível. Os dados colhidos nos sete primeiros meses do programa mostram, segundo Huang, que apenas 20% dos recursos foram destinados aos gastos sociais. A fatia maior do dispêndio concentrou-se em dois elementos "tradicionais" de formação da renda no Império do Meio: 1) o investimento em infraestrutura (entre outras façanhas, a construção da maior rede de trens de alta velocidade do mundo) e 2) a expansão do crédito ao setor privado para fomentar o investimento na indústria manufatureira, já sobrecarregada com a capacidade ociosa construída no período anterior.
.
Os dados do Peoples Bank of China mostram que o acelerado crescimento do PIB nos últimos dez anos afetou muito pouco a renda das famílias. Na verdade, os salários e o consumo reduziram sua participação na renda agregada. Em contrapartida, os lucros das empresas dobraram, entre 1997 e 2007, atingindo 23% do PIB. A "poupança" chinesa é fruto, sobretudo, da acumulação interna de lucros das empresas e pouco tem a ver com a frugalidade das famílias. As empresas chinesas, inclusive as estatais, escoradas no crédito barato avançado pelos bancos públicos realizam a parêmia de Kalecki: ganham o que gastam, enquanto os trabalhadores chineses gastam (quase tudo) o que ganham. Nada surpreendente para quem colocou as fichas no dinamismo das exportações.
.
Nos próximos anos, a economia global vai enfrentar as delicadas questões suscitadas pelo desarranjo do modelo sino-americano. Entre elas, a mais importante é a dificuldade de mudar o rumo do desenvolvimento nos dois países. Os reformistas vão se deparar, de uma parte, com o livre-mercadismo consumista entranhado no metabolismo sócio-econômico e cultural da América. (Pesquisa da Universidade de Harvard informa: a maioria dos eleitores de Obama, com idade inferior a 30 anos, desaprova as propostas de maior regulamentação dos mercados financeiros.)
.
Na outra ponta , a fábrica asiática não hesitará em despejar seus produtos no mercado mundial a preços de liquidação, sob o patrocínio do câmbio subvalorizado, reduções de preços e devoluções fiscais. Na ausência de coordenação global, a agressividade chinesa vai provocar nos países "perdedores" uma corrida para a mobilização do arsenal de salvaguardas: sobretaxas, desvalorizações competitivas e outras providências alfandegárias.

.

.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Economia e Finanças - 2010.01.06

Economia & Finanças 






Posted: 06 Jan 2010 02:20 AM PST



O INE acaba de divulgar os resultados dos últimos inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores referentes ao mês de Dezembro. Depois de alguns meses de recuperação dos níveis de confiança parece confirmar-se agora o retomar de uma evolução negativa dos níveis de confiança. Esse movimento é particularmente intenso entre os consumidores.
Poderá consultaro  relatório completo do INE nesta ligação.
.
Artigos relacionados:
1.        
.

Posted: 06 Jan 2010 12:30 AM PST



 
Como não há duas sem três eis a terceira referência seguida a conteúdos do Jornal de Negócios. Segundo o Negócios em “Finanças estudam fim do selo nas compras de imóveis“,  o Governo prepara-se para integrar na sua proposta de Orçamento de Estado para 2010 uma limitação no âmbito de incidência do imposto de selo, nomeadamente, “nos contratos de compra e doação de imóveis e na sua aquisição gratuita, em especial nos casos de usucapião. ” Segundo o mesmo jornal “Inalteradas mantêm-se as verbas (realidades abrangidas pela Tabela Geral do Imposto do Selo) que fornecem a maior fatia de receita neste imposto: as operações financeiras e de seguros.”
.
Esta é seguramente uma notícia a acompanhar com atenção. Falar-se em descida de impostos ainda que limitada na atual conjuntura é de facto notícia. Mas se bem entendo, a aquisição de um imóvel que envolva recurso ao crédito não deixará de implicar pagamento de imposto de selo incidindo precisamente sobre a “operação financeira” que é a contratualização de um crédito à habitação e dependendo o imposto a pagar do montante envolvido. Será assim? Se for, estaremos perante pouco mais do que uma simplificação administrativa com incidência sobre situações marginais e/ou com implicações marginais ao nível da  receita/carga fiscal. Mas pode dar um bom título para os mais incautos. Como disse, a acompanhar.
.

Já agora e o IMT sobre transações de imóveis usados manter-se-á ou seguri-se-ão os conselhos de alguns especialistas? A minha aposta neste momento é que tudo o que implique perda de receita, por mais lógico e racional que pareça, terá de aguardar por uma melhor situação financeira do Estado.
.
Artigos relacionados:
.

Posted: 05 Jan 2010 02:36 PM PST



Em artigos anteriores ao longo dos últimos meses temos vindo a acompanhar a evolução das carreirase salários  na função pública como aqui:” Nova tabela salarial para a função pública” e aqui “Novo Regime de Carreiras da Função Pública“. Hoje retomamos a questão pegando num excerto do Jornal de Negócios em jeito de lembrete: “O que muda na avaliação e salários“. Em particular, retemos esta nota sobre os funcionário públicos ao serviço das autarquias:
“PROGRESSÃO NA CARREIRA MAIS LENTA NAS CÂMARAS
A partir de 1 de Janeiro [2010] também os funcionários das autarquias terão progressões na carreira dependentes das novas regras de avaliação. Na prática, isso significa que a mudança de escalão salarial será mais lenta, pois está reservada aos funcionários que consi.gam notas de excelente e de muito bom (que por seu turno estão sujeitas a quotas).
.
Pela primeira vez haverá também prémios de desempenho e os dirigentes e os serviços serão avaliados. As regras abrangem mais de 126 mil funcionários das autarquias, dos serviços municipais e dos serviços municipalizados. Nas juntas de freguesia, o sistema só é aplicado aos trabalhadores licenciados. (…)”
.

Artigos relacionados:
.
.



sábado, janeiro 02, 2010

Vendas de Natal caíram mais de 30%

Você está em: Homepage / Economia / Notícia
.
 
Corrreio da ManhãPaulo Arez  João Rosado, presidente da ACRAL 
João Rosado, presidente da ACRAL
Correio da Manhã - 26 Dezembro 2009 - 00h30

Comércio tradicional algarvio afectado pela crise económica

Vendas de Natal caíram mais de 30%

As vendas de Natal registaram este ano uma quebra de "mais de 30%" em comparação com idêntico período de 2008, segundo uma estimativa do presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve - ACRAL.
.
Segundo João Rosado, "a crise afectou muito o comércio tradicional da região". Este responsável salienta que "o dia 24 foi bom em termos de vendas, mas não o suficiente para compensar as quebras registadas nos dias anteriores".
.
Como forma de ajudar as lojas a escoar os produtos que não conseguiram vender no Natal, a Associação de Desenvolvimento de Portimão Pró-Comércio (UAC), que engloba a ACRAL, a Associação Comercial de Portimão e a câmara local, promovem na próxima semana (dias 28, 39 e 30) a primeira edição de Inverno da Stock-Out – Feira do Retalho, na Zona Ribeirinha. Uma feira semelhante está também programada para Faro, nos dias 8,9 e 10 de Janeiro.
.
JCE
.
.

SIBS: No dia 23 foram movimentados mais de 380 milhões de euros

Você está em: Homepage / Economia / Notícia
.
Pedro Catarino  Os portugueses levantaram mais de 80 milhões de euros por dia nas máquinas multibanco 
Os portugueses levantaram mais de 80 milhões de euros por dia nas máquinas multibanco
 
Correio da Manhã - 29 Dezembro 2009 - 00h30

SIBS: No dia 23 foram movimentados mais de 380 milhões de euros

Multibanco bate recorde no Natal

O Nata
.l de 2009 bateu recordes históricos nas operações de multibanco, tendo sido efectuadas no dia 23 mais de 6,8 milhões de operações no total da rede de terminais de pagamento automático e caixas automáticas.

De 1 a 26 de Dezembro os portugueses levantaram mais de 2,1 mil milhões de euros da rede multibanco, o que equivale a 80,7 milhões por dia.
.
De acordo com um comunicado da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) foram efectuadas no dia 23 de Dezembro mais de 6,8 milhões de operações, correspondentes a um valor total movimentado superior a 380 milhões de euros. A maior parte dos levantamentos efectuados em Dezembro (até ao dia 26) e, correspondentemente o maior valor, ocorreu a 23 na rede multibanco de caixas automáticas, atingindo os 3,3 milhões de operações, num valor total de 126,715 milhões de euros.
.
"Neste mesmo dia foram batidos os recordes históricos da rede de terminais de pagamento automático multibanco em número e em valor de compras realizadas", que atingiram as 3,5 milhões operações, representando um total de 166,390 milhões de euros, acrescenta o comunicado.
.
O valor médio das compras foi de 48 euros.
.
PORMENORES
.

80 POR SEGUNDO
Num dia normal existem cerca de 80 transacções por segundo na rede multibanco.
.
DESCIDA A 24
No dia 24 de Dezembro o volume de transacções baixou em relação ao que aconteceu no dia 23.
.
PAGAMENTOS EM TPA
Entre 1 e 26 de Dezembro foram feitos pagamentos no valor de 2,5 mil milhões.
.
TOTAL DE CARTÕES
No final de 2008 existiam 19,8 milhões de cartões multibanco.

.

Miguel Alexandre Ganhão
.
» COMENTÁRIOS no CM on line
.
29 Dezembro 2009 - 11h49  | maria
mas o dinheiro é para gastar... senão não faz sentido ter dinheiro,fico contente por eles eu não gastei não o tenho.
29 Dezembro 2009 - 10h17  | NS40
Afinal não há crise.....
29 Dezembro 2009 - 10h06  | paulo
Que grande é a crise em que andamos mergulhados !? Lisboa
29 Dezembro 2009 - 04h50  | LOURINHANENCE
PARECE IMPOSSIVEL OS PORTUGUESES DAI NAO TEREM DINHEIRO E GASTAR TANTO EU VIVO EM TORONTO TRABALHO MAS NAO E PARA GASTAR
.
.