A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, fevereiro 11, 2012

Arménio Carlos: "Sacrifícios não criam riqueza, deixem-nos respirar"

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Entrevista ao secretário-geral da CGTP

11.02.2012 - 09:23 Por João Ramos de Almeida, Raquel Martins
<p>Arménio Carlos disse que a economia está a regredir em vez de crescer</p>
Arménio Carlos disse que a economia está a regredir em vez de crescer
 (Nuno Ferreira Santos)
A três dias da manifestação marcada para esta tarde em Lisboa, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, mostrava-se confiante na capacidade de mobilização dos portugueses. Defende a renegociação da dívida para que o país possa criar riqueza e emprego.

Quais são as suas expectativas em relação à manifestação do próximo sábado (hoje)?


Vamos ter uma das maiores manifestações de sempre. Trata-se de um momento-chave que se segue à assinatura do acordo de concertação, cujos conteúdos contestamos, e imediatamente após às declarações do primeiro-ministro - que são de um desrespeito - a dizer que os portugueses são piegas e que custe o que custar isto [o memorando] tem que avançar. Os trabalhadores, os pensionistas, os jovens, os desempregados, as famílias, os micro e pequenos empresários é que estão a pagar o custe o que custar. 



Porquê o Terreiro do Paço?



É um espaço simbólico. Há muitos anos que o movimento sindical não fazia uma manifestação no Terreiro do Paço. Também aqui é preciso haver criatividade. Correndo o risco, porque se trata de um espaço enormíssimo. 



Espera uma alteração do comportamento das empresas depois da manifestação?



Não sei se haverá uma alteração, porque como sabemos uma parte das entidades patronais está na expectativa de poder vir a concretizar, por via da legislação laboral, as alterações que resultam do acordo. O que temos em curso é uma subversão do direito do trabalho, que sempre teve como pressuposto proteger a parte mais fraca - os trabalhadores, passando a ser o direito do trabalho das entidades patronais. É isso que vamos combater.



Na situação que se vive não será necessário perder alguns direitos para assegurar a sobrevivência das empresas e do emprego?



As empresas só sobrevivem se a economia estiver bem. Estas políticas estão a indicar-nos que a economia em vez de crescer está a regredir. Estamos com uma riqueza que caiu ao nível de 2001 e com uma dívida que vai atingir os112%, quando há um ano estava na ordem dos 92%. 


Nestas alturas por norma também há entidades patronais menos escrupulosas que aproveitam a oportunidade para, a pretexto de reestruturações, afastar trabalhadores efectivos na perspectiva que amanhã os poderá substituir por outros trabalhadores com vínculos precários, menos direitos e menos salários. 



Depois a facilitação dos despedimentos e a redução das indemnizações são um incentivo para que as empresas passem a fazer despedimentos com maior regularidade, generalizem a precariedade, reduzam salários e protecção social, com tudo o que isso implica. 



A redução dos salários e a diminuição do emprego tem uma ligação directa com a sustentabilidade financeira da Segurança Social (SS). É todo um puzzle que está em marcha e que procura pôr em causa as funções essenciais do Estado.



Então acha que há então uma intenção deliberada?



É uma concepção neoliberal. Se associarmos o memorando, o acordo e o programa do Governo está lá tudo: estado mínimo para os trabalhadores e a população e estado máximo para os grandes grupos económicos e financeiros. 



As medidas de apoio ao emprego [previstas no acordo] não deixam nenhuma dúvida. Vemos que a Segurança Social (SS) é chamada para financiar as empresas, ajudar a baixar os salários, generalizar a precariedade. As medidas do passado não corresponderam aos objectivos definidos inicialmente, mas a resposta foi mantê-las e acrescentar mais algumas.



Nesta fase não serão úteis e um estímulo para manter algum emprego?



Não vão manter emprego nenhum, vão mexer nas estatísticas. Admitimos que a SS possa apoiar a criação de emprego, mas tem que haver uma contrapartida de que o emprego se vai manter. As políticas activas podem minimizar aqui e ali os problemas, mas não os resolvem. Até porque as empresas para produzirem mais precisam de escoar os seus produtos. A solução para os problemas do país tem que passar pela política económica.



Se fosse possível rever o memorando que políticas colocaria?



A revisão do memorando passa desde logo pela renegociação da dívida em prazos, juros e montantes. Se nos derem prazos mais alargados podemos criar políticas económicas que dinamizem a economia e criem emprego. Há uma parte do montante que é dívida e que tem que ser paga, outra que é resultado da especulação. Temos condições para pagar uma dívida com juros na ordem dos 13 ou 15%? Temos que rever os juros.



Além da renegociação da dívida que outras alternativas propõem?



Defendemos também a alteração do regulamento do Banco Central Europeu para que abra uma linha de crédito e faça os empréstimos aos Estados a um juro de1%. A outra componente tem a ver com o período para a redução do défice, que deve ser prolongado no tempo. É importante que se reduza o défice, mas que esse valor se atinja daqui a mais alguns anos. Eram dispensáveis estes sacrifícios e sobrava algum dinheiro para o Estado fazer investimentos públicos. 



Mas isso resolvia o problema? Na base não está um défice de competitividade da economia e parte da responsabilidade não é também a criação do Euro?



O euro teve como finalidade servir os interesses de alguns países, nomeadamente da Alemanha. Portugal é prejudicado com o euro.



O problema não se resolve apenas em torno da discussão da questão do euro, mas sobretudo em torno das questões económicas e financeiras da própria UE. 



Temos um país que vai à frente, a Alemanha, e determina as condições. Mas se é verdade que estes problemas financeiros com que os países se estão a confrontar são problemáticos para os da periferia, também é verdade que isto já está a afectar a economia dos países de maior dimensão.



A situação portuguesa não se resolve isoladamente?



Naturalmente que há dependência relativamente ao que se está a passar na UE. Mas há medidas que têm que se assumir internamente como a renegociação da dívida ou o prolongamento do período de ajustamento. Mas há outras. Há algum país no mundo que se desenvolva se não apostar no sector produtivo? São medidas que, admitimos, não têm efeitos imediatos no espaço de um ou dois anos, mas tem que haver uma visão estratégica. Falamos muito nas importações e nas exportações. O problema do défice comercial resolve-se exportando mais, mas precisamos de importar menos e isso implica dar uma maior atenção ao sector produtivo.



Mas isso só se faz por uma reestruturação completa da indústria de modo a criar condições para maior valor acrescentado.



A primeira prioridade é a aposta no sector industrial. É uma questão de opção política. Se não for assim como propomos, as medidas que este governo está a seguir vão resolver os problemas do país? Vamos ter um sector produtivo mais dinâmico e com condições para responder às necessidades dos próximos anos? Vamos ter mais emprego? Mais riqueza? Pagar o que devemos nas condições que nos a estão a impor? Não vamos. Veja-se o exemplo da Grécia.



Seguindo esse exemplo então vamos caminhar para o abismo. Na sua opiniãoo que poderá acontecer?



O futuro do país e dos portugueses não vai ser risonho. O que estamos a antever é o aumento das desigualdades e a generalização da pobreza. O valor do limiar da pobreza está nos 434 euros. Um trabalhador que recebe o 485 de salário mínimo, fica com 432 euros, depois dos descontos, dois euros abaixo do limiar. Logo aqui temos 400 mil pessoas que, estando a trabalhar, estão a empobrecer. Além dos pensionistas. Mais de um milhão vive com pensões inferiores ao limiar da pobreza. Além disso, 58 em cada 100 desempregados não recebe subsídio de desemprego. Para onde estamos a caminhar?



O empobrecimento seria maior se saíssemos do euro?



A manutenção ou a saída do euro tem sempre que preservar os interesses nacionais. O problema ainda não se colocou. O que existe é a intenção de alguns países, nomeadamente os mais poderosos, afastarem outros do euro. Nós dizemos não. A entrada para o euro fez-se de uma forma leviana a partir do pressuposto de que tínhamos que ir pelo pelotão da frente, dando ideia de que estávamos em igualdade de circunstâncias quando estávamos com distâncias gritantes. Já que cá estamos queremos discutir. Estamos em Portugal com este problema e o que fazemos, aceitamos as condições?



Dentro de umas semanas estará aí a troika para fazer o ponto de situação. Se no plano económico analisarmos as consequências temos que reconhecer que estamos numa situação muito mais difícil do que anteriormente. Mais do que governar para calmar os mercados, este governo devia governar para defender os interesses nacionais.



Mas o Governo não quererá cumprir agora para aumentar a margem de negociação?



Essa é uma boa tese, mas basta ver o que se passa na Grécia. Vamos ter condições para pagar o que devemos nos moldes e nos prazos previstos? Não vamos. O problema aqui tem a ver com soberania. O país vai ficar mais dependente do exterior, com menos riqueza, menos condições para negociar e menos condições para pagar. E quando chegar a altura vamos negociar de mão estendida.



E será necessário tomar mais medidas?



Necessário não será, mas na lógica deles cada negociação implica um novo pacote. Há uma diferença entre o que defendemos para Portugal e o que se está a passar na Grécia. Na Grécia cada reestruturação é acompanhada de mais pacotes de austeridade. O que defendemos é que austeridade e sacrifícios não criam riqueza e impedem que cumpramos as nossas obrigações. Deixem-nos respirar.



Deixe-nos voltar à questão do euro. Se essas políticas arriscam a que a Grécia possa sair do euro, por que razão a saída do euro não é objecto de debate?



Acima de tudo porque há, da parte do Governo e de um conjunto de organizações e individualidades que o apoiam muito pouco à-vontade – ou seja, medo – de fazer essa discussão. Porque levaria à discussão do que foi a nossa entrada no euro e à situação em que neste momento estamos. Daqui se poderia retirar um conjunto de ilações muito negativas e muito comprometedoras para os actores desse processo. Em segundo lugar, iriam no sentido oposto às políticas que neste momento estão a ser seguidas. Nomeadamente, a assinatura do memorando e outras que tais. 



Que o problema tem de ser discutido, tem. E com isso não estamos a dizer que temos de sair do euro ou de ficar no euro. Tem de haver frontalidade e seriedade na reflexão e na discussão.



Há dias, no Programa Prós e Contras, foi-lhe dito que nunca tivera responsabilidades empresariais e nunca soubera o que era não dormir por não ter dinheiro para pagar os salários. Não deveria haver um maior envolvimento dos trabalhadores na gestão das empresas?



Não confundimos a participação activa dos trabalhadores na gestão das empresas com a co-gestão. Cada coisa no seu lugar. Os trabalhadores têm uma função, as entidades patronais têm outra função. 



Nós muitas vezes vamos para casa e não conseguimos dormir com situações como a que constatei em Valadares. Os trabalhadores estão ali todos os dias a defender os postos de trabalho, a exigir o pagamento dos seus salários e dizer que querem pôr a empresa a funcionar desde que a administração cumpra os direitos. E ver que, do outro lado, há posicionamentos patronais que não só não honram assuas obrigações, como jogam na lógica do desgaste. Isso é que é que me preocupa. 



Há muita gente interessada em defender as empresas, a começar pelos empresários. Mas não há ninguém mais interessada em manter as empresas do que os trabalhadores. Temos empresas bem geridas, e temos trabalhadores que já provaram que conseguem produzir aqui como produzem no estrangeiro. 



Temos consciência de que, nesta fase difícil que o país atravessa, há empresas que estão com dificuldades e não conseguem escoar os seus produtos. E qual o papel do Estado aqui? Facilitar o acesso ao financiamento e até ao próprio crédito, a questão dos custos de produção, da energia, das telecomunicações.



Porque não se vai por aí?



Boa pergunta. 



A Confederação da Indústria Portuguesa defende o mesmo.



Claro. Mas aí geram-se as contradições dos próprios intervenientes. Porque quando estamos a falar dos custos de produção da energia e das telecomunicações, estamos a falar de interesses instalados que são assumidos em duas componentes: os interesses daqueles que estão à frente das empresas e daqueles que são simultaneamente accionistas das empresas que prestam serviços. 



Acha que a CIP defende essa lógica?



A CIP nunca foi além da declaração que é preciso reduzir os custos de contexto. Nunca assumiu uma posição dizendo “esta é uma prioridades e nós queremos que isto vá para a frente”.



Mas se os custos de contexto são os mais elevados, também teriam vantagem em reduzir a maior parcela de custos. Nesse caso jogam contra eles próprios?



Estão a jogar contra o sector produtivo e o desenvolvimento do sector produtivo. Mas pode ser o interesse imediato. Se não é assim, se estamos a ser injustos, então têm uma boa maneira de provar o contrário. Que é assumir publicamente perante o Governo que os custos de produção têm mesmo de baixar. Até podem fazer uma contrapartida: não se toca na legislação laboral e reduz-se nesses custos. 



O que está em marcha não tem nada a ver com os interesses dos micro e pequenos empresários, mas dos grandes empresários. Estas políticas económicas não vão resolver problema nenhum das pequenas e médias empresas.



Versão completa da entrevista publicada às 14h55.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Manifestações de fortuna "fogem" ao fisco por falta de informação rigorosa



Carros, barcos e aeronaves ficaram de fora do planeamento da inspecção

30.08.2010 - 07:15 Por João Ramos de Almeida
Ao fim de dez anos de vigência da lei que tributa as manifestações de fortuna no âmbito do combate à evasão fiscal, a administração tributária tem obtido fracos resultados.
<p>Fiscalização de barcos de recreio esteve parada durante dois anos</p>
Fiscalização de barcos de recreio esteve parada durante dois anos
 (Foto: Enric Vives-Rubio)


O fisco continua sem acesso directo e em tempo real à informação que permite aplicá-la. Em 2005, a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) alertou para esse facto, mas, como foi confirmado ao PÚBLICO pelo Ministério das Finanças, esse constrangimento mantém-se, sem que o Governo veja necessidade de o ultrapassar.

A conclusão extrai-se do relatório de uma nova auditoria da IGF, realizada em 2009 ao regime de tributação e ao sistema de controlo das manifestações de fortuna, actualizando o diagnóstico de há quatro anos.

Este último relatório tem o mérito de assinalar os diversos constrangimentos à aplicação da lei.

Por diversas vezes, refere-se a necessidade de se estabelecer a interconexão de dados entre o fisco e as conservatórias predial e automóvel, como forma de aceder a essa informação em tempo real. O relatório lembra que, a partir de 1 de Janeiro de 2007, os contribuintes deixaram de ser obrigados a comunicar à administração fiscal os bens tidos como manifestações de fortuna. O Estado continua dependente de informação pouco rigorosa, sem os elementos necessários, nalgumas vezes fornecida caso a caso, e isso quando há resposta por parte das entidades que detêm a informação (ver caixa). Mas, ao PÚBLICO, o Ministério das Finanças nega haver "uma solução milagrosa de "interconexão" ou de "rotinas" que a permita obter".

Em segundo lugar, a IGF lembra que foi o legislador e a administração quem criou mais problemas.

Os "enxertos" e "as sucessivas alterações ao regime não foram acompanhadas pela necessária actualização das instruções administrativas", o que criou "diversas dúvidas", principalmente na forma de corrigir o rendimento dos contribuintes inspeccionados. Há já distintas jurisprudências, contraditórias, e tudo isso tem levado ao "decaimento de boa parte das propostas de correcção" ao rendimento dos contribuintes.

Face à "aparente confusão do regime legal aplicável e à necessidade de simplificação (...) parecem aconselhar, de resto, a sua alteração, no sentido de passar" a abranger "todos e quaisquer acréscimos patrimoniais ou despesas não justificadas". O Ministério das Finanças, mais uma vez, não vê necessidade disso.

Finalmente, a IGF deixa no ar dúvidas à qualidade da selecção de contribuintes a inspeccionar, que redunda numa escassa minoria de casos com correcções em IRS. Ao mesmo tempo, elogia as "boas práticas" de algumas direcções distritais, como do Porto.

Os primeiros passos

Em 2000, a lei 30-G - aprovada pelo Parlamento com os votos da esquerda - passou a definir quais os sinais exteriores de riqueza a ter em conta pela administração fiscal.

Quando o contribuinte não conseguisse explicar a origem do rendimento e se verificasse um desvio de 50 por cento para menos face ao rendimento-padrão, passava a haver uma correcção do rendimento e do imposto a pagar.

O rendimento-padrão era fixado em 20 por cento do valor de aquisição dos imóveis superiores a 50 mil contos (250 mil euros); em 50 por cento do valor dos veículos de preço superior a 10 mil contos (50 mil euros) e motos de preço superior a 2 mil contos (10 mil euros); pelo valor dos barcos de recreio de preço superior a 5 mil contos (25 mil euros) e das aeronaves de turismo.

Na altura, era Joaquim Pina Moura ministro das Finanças e Ricardo Sá Fernandes secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Havia a consciência de que os valores eram modestos, mas que era um pequeno passo para "apanhar", através do consumo, os beneficiários da evasão fiscal.

A tabela integrou a Lei Geral Tributária e, em 2003, ainda se acrescentou à lista os suprimentos dos sócios às empresas, em muitos casos usados em esquemas de planeamento fiscal para fugir à tributação.

Apesar de se ter criado a obrigação de os contribuintes declararem esse tipo de bens, o certo é que - como assinala a IGF - "a actuação da inspecção tributária (...) foi bastante limitada até 2005". Só nesse ano é que "foi implementada uma acção especial a nível nacional".

Desde aí, o controlo das manifestações de fortuna tem constado dos planos de actividade da DGCI. Em 2005, a IGF chamou a atenção para a necessidade de interconexão entre o fisco e as bases de dados de outros organismos públicos e privados, nas quais estaria a informação necessária à DGCI para controlo as manifestações de fortuna. Mas não só essa interconexão não foi feita como os obstáculos parecem ter sido agravados. A partir de 2007, acabou a obrigação declarativa por parte dos contribuintes. Em 2009, a interconexão ainda não tinha sido feita. Passados quatro anos, a IGF volta a chamar a atenção para essa necessidade. Um alerta ainda actual.

"Os principais constrangimentos que afectam o planeamento do controlo e o consequente desenvolvimento da actividade inspectiva (...) concentram-se, fundamentalmente, ao nível da informação e dos sistemas informáticos disponíveis", refere.

Quais as razões para não haver um controlo automatizado através de um acesso imediato à informação? A meia resposta do Ministério das Finanças ao PÚBLICO: esse controlo não é possível porque a informação existe numa "diversidade de entidades envolvidas", situação essa "que não permite equacionar um envio sistemático e fiável da informação". E continua: esse conhecimento "tem de ser obtido com a recolha da correspondente informação, não havendo uma solução milagrosa de "interconexão" ou de "rotinas" que a permita obter".

Que medidas foram tomadas para seguir as recomendações da IGF de haver uma interconexão de base de dados? Resposta: "A DGCI continua a pedir às entidades respectivas, no âmbito do dever de colaboração, a informação de que necessita para o controlo das manifestações de fortuna. A desejável "veiculação sistemática de adequada informação" exigiria, relativamente às entidades privadas, a criação de uma obrigação legal através da entrega de uma declaração, com os custos de contexto que tal implica e que, no caso, não se justifica".

Porque não chegou a ser usada a autorização legislativa concedida pelo Parlamento para 2004 e 2005 para criar a interconexão com as conservatórias prediais e automóvel? Não se obteve resposta. O PÚBLICO insistiu. Em vão.
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Carvalho da Silva contesta "tempo de campanha" que partidos estão a dar a Cavaco Silva

24.09.2010 - 17:24 Por João Ramos de Almeida
“Quanto mais se prolongar este cenário” do actual “jogo de faz-de-conta”, de “encenação entre o PS e PSD”, “mais tempo de campanha se está a dar a Cavaco Silva”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva.

A declaração foi feita num encontro com jornalistas para dar a conhecer os preparativos e as iniciativas previstas nas comemorações do 40º aniversário da central sindical.



Manuel Carvalho da Silva defende que existe uma consonância de posições entre os dois partidos sobre o essencial das medidas a adoptar para combater a crise orçamental e que se está a traduzir numa “ignóbil campanha de exigências de sacrifícios aos que menos têm”.



A população mais pobre – envolvendo mais de 3 milhões de pessoas, entre trabalhadores que recebem o salário mínimo, 700 mil desempregados, 1,2 milhões de precários, 1,5 milhões a receber a pensões mínimas ou sociais e muitos que vivem na economia clandestina - sente-se incapaz, na sua opinião, de reagir a uma opinião pública construída pela tipo de notícias, dos “opinadores pagos” e “economistas de serviço”. Ou seja, metade das famílias portuguesas vive mesmo com muito muito pouco e está numa situação de enorme fragilidade sujeita a esta campanha”.



“Independentemente do desfecho, a consonância significativa naquilo que é essencial”, promovida por um Presidente da República que fomenta “a convergência para um centrão”, levará à adopção medidas penalizadoras da maioria da população, sem que se ataquem as causas e de proponham medidas alternativas mais eficazes. E entretanto continua Carvalho da Silva, Cavaco Silva – que convocou a Belém os principais partidos para discutir a “situação política, económica e social do país” – vai beneficiando indirectamente dessa campanha.



É nesse âmbito que a CGTP critica a ausência de propostas concretas sobre um Pacto para o Emprego. A promessa foi feita na campanha eleitoral, mas até agora, em plena crise, o Governo ainda “não produziu um documento que seja que se identifique como sendo um Pacto para o Emprego”. A discussão anda “enrolada” e não avança. 

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terça-feira, agosto 03, 2010

Cortes representam dez por cento da poupança prevista

Finanças esperam poupar 330 milhões de euros Daniel Rocha
Centenas de milhares de pessoas afectadas

Por João Ramos de Almeida

2010 08 01

As medidas que entram hoje em vigor vão afectar várias centenas de milhares de pessoas. E por essa razão terão um impacto forte nas contas públicas.

As estimativas oficiais apontam para uma poupança de 90 milhões de euros só este ano e de 200 milhões de euros em 2011. A somar a estes números, há ainda 40 milhões de euros de poupanças no subsídio de desemprego. Ao todo, são pelo menos 330 milhões de euros só em dois anos.

O número poderá dizer pouco, apesar de ser elevado. Mas representa um pouco mais de 10 por cento dos 3200 milhões de euros de "receita" esperada no conjunto das iniciativas do primeiro Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), aprovado em Março passado. Mas a poupança será ainda mais elevada, dado que o programa se prolonga por 2012 e 2013. Não há estimativas oficiais para a poupanças das medidas que entram hoje em vigor, mas o conjunto dos cortes nas despesas sociais poderá atingir os 800 milhões em 2012 e mil milhões em 2013.

E estas são apenas parte das medidas previstas. Face à dimensão do défice orçamental, o Governo viu-se obrigado, em Maio passado, a reforçar esse esforço com medidas adicionais, cortando um conjunto de medidas sociais anticrise, como alargamento do período de concessão do subsídio social de desemprego, encurtamento do período de garantia para ter subsídio de desemprego, apoios para os agregados desempregados com dependentes a cargo, entre outras.

As medidas que vigoram hoje estavam já previstas no primeiro PEC. Genericamente, prometia-se então a "aplicação da condição de recursos como condição de elegibilidade na generalidade das prestações sociais não contributivas". O diploma que a consagrou permite mostrar a extensão do que estava em causa.

Duas alterações essenciais introduzidas com o Decreto-Lei 70/2010 irão funcionar no mesmo sentido - reduzir despesas sociais que abrangem um milhão de apoiados com a pensão mínima, os 1,7 milhões de pessoas que recebem abono da família, os 395 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção, os 110 mil que recebem o subsídio social ou subsequente de desemprego.

Primeiro, uma alteração do conceito de agregado familiar que torna mais estreito o universo dos agregados elegíveis. Segundo, a amplitude dos rendimentos englobados na avaliação da condição de recursos que permita o acesso dos beneficiários das prestações sociais. Em terceiro lugar, o processo de aferição das condições de recursos - obrigação de mostrar extractos bancários, bens patrimoniais, bens em espécie (como habitação social), etc. - ameaça ser mais intrusivo do que os adoptados com a atribuição nomeadamente de benefícios fiscais, que até ao momento não estão sujeitos a qualquer regra do género.

Ontem, a CGTP divulgou uma nota em que ilustra o alcance das medidas. Até agora, uma família de quatro pessoas (dois adultos e dois menores), em que um dos adultos tinha um rendimento mensal até 1340 euros e o outro estava desempregado, este poderia receber 419,22 euros de subsídio social de desemprego. Mas hoje já não pode - só se o agregado tivesse um rendimento de 905 euros.

Outra medida, que - como se sublinha - repõe o regime do Governo PSD/PP, visa acabar com o abono adicional de apoio a despesas escolares, mantendo o abono de 1.º escalão. Assim, "só um agregado familiar, cujo rendimento seja o salário mínimo nacional e com dois filhos com condições de acesso ao abono familiar, tem direito a este mês adicional". Mas se os dois pais receberem o salário mínimo precisam de ter 4 filhos para ter acesso.
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sexta-feira, maio 21, 2010

Governo decidiu cobrar mais um mês de taxa adicional de IRS

Medida começa em Junho

   

20.05.2010 - 07:40 Por João Ramos de Almeida


Os portugueses vão pagar mais um mês de taxa adicional de IRS. Ontem, o primeiro-ministro decidiu antecipar a sua aplicação para 1 de Junho, quando fora anunciada apenas para o segundo semestre.
<p>A nova taxa seria aplicada no segundo semestre de 2010, 
mas Sócrates voltou atrás</p> A nova taxa seria aplicada no segundo semestre de 2010, mas Sócrates voltou atrás
 (Miguel Manso)

A antecipação surge após as declarações do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, citadas pelo jornal i, de que a taxa adicional iria incidir, sim, sobre a totalidade dos rendimentos de 2010. Essa foi a resposta à questão da jornalista sobre o que aconteceria aos subsídios de férias pagos em Junho pelas empresas.

Ou seja, se as retenções na fonte se iniciavam no segundo semestre de 2010, logo após a aprovação da medida, os contribuintes iriam ser confrontados com uma liquidação adicional após a entrega, em 2011, da declaração de IRS, relativa aos meses não abrangidos pela retenção na fonte.

O Ministério das Finanças não justificou ao PÚBLICO a razão da antecipação. Nomeadamente, se não seria uma compensação orçamental, dado que - a verificar-se a intenção das Finanças - se iria prescindir de seis meses de tributação. Fica, porém, no ar que a antecipação visa, pelo menos, tributar os subsídios de férias.

A alteração da posição do Governo surge depois de a manchete do jornal i ter suscitado comentários do vice-presidente do PSD e fiscalista, Diogo Leite de Campos, que defendeu estar-se a tributar retroactivamente rendimentos, o que era inconstitucional.

Por outro lado, o economista Nogueira Leite, responsável pelo PSD na negociação do acordo com o Governo, afirmou à SIC que o noticiado não fazia parte do acordo. Nos restantes casos - leia-se o caso das mais-valias e taxa de 45 por cento, cuja tributação incide sobre os rendimentos anuais - era um problema do Governo, mas na taxa adicional tratava-se de respeitar o acordado.

Ontem à tarde, o primeiro-ministro refez a posição do Governo. "Não, não há retroactividade", afirmou José Sócrates. "É um imposto adicional e extraordinário que será cobrado a partir de 1 de Junho", garantiu, no final de uma reunião de concertação social. E uma nota das Finanças esclareceu, pouco depois, esse aspecto. "As novas taxas de IRS, integrantes do pacote de medidas adicionais, tendo embora aplicação na liquidação de IRS respeitante a todo o ano de 2010, apenas incidirão sobre a parcela do rendimento angariada a partir de 1 de Junho, tal como sucederá com as novas tabelas de retenções na fonte", refere-se.

Contradições entre medidas

Nada disto deveria ser novidade. Tributar os rendimentos anuais será a regra a aplicar tanto na tributação das mais-valias mobiliárias, como nos rendimentos sujeitos à taxa máxima de IRS de 45 por cento, medidas recentemente aprovadas pelo Parlamento.

O próprio secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, defendeu essa lógica num artigo publicado no jornal Expresso, a 1 de Maio passado. Nele sustentou que, ao contrário da polémica que a tributação das mais-valias tinha suscitado, não havia qualquer retroactividade, porque "valem as regras gerais do IRS e sujeita-se à nova taxa de 20 por cento o saldo entre mais e menos-valias apurado no final do ano". Aliás, alegou-se que essa tributação dos rendimentos anuais inviabilizaria as jogadas especulativas desencadeadas para evitar a tributação, através da corrida à venda de activos, antes da aprovação das medidas.

Mas, na verdade, a confusão gerou-se, desde a aprovação da taxa adicional, quando o Governo anunciou a medida a 13 de Maio passado numa "conferência de imprensa" apenas para as televisões, sem esclarecer qual seria o período da sua aplicação. Nesse dia, o PÚBLICO questionou as Finanças se o IRS adicional iria ser aplicado desde o início de 2010, e cobrado em 2011. Ficou sem resposta.

No dia seguinte, o Ministério das Finanças emitiu uma nota sobre os impactos orçamentais das medidas. A taxa adicional de IRS representaria 0,2 por cento do PIB em 2010 e 0,4 por cento em 2011. Ou seja, tudo indiciava que os rendimentos do primeiro semestre de 2010 não seriam tributados.

A declaração do secretário de Estado, se é coerente com posição sustentada pelas Finanças, surgiu ao arrepio da ideia deixada desde o início pelo Governo e nunca aclarada.

Confusões várias

Mas a alteração da posição do Governo suscita diversas questões. A primeira é que as declarações do primeiro-ministro anunciam uma antecipação do prazo antes anunciado. O calendário inicial era que tudo seria feito para a taxa adicional apenas no segundo semestre de 2010. A 13 de Maio, o Ministério das Finanças anunciou: "Estima-se que as medidas entrem em vigor a 1 de Julho."

Mas a antecipação acarreta outro problema. Para ser aplicada a 1 de Junho, o Parlamento e o Presidente da República terão de acelerar a aprovação e promulgação da medida (ver link).

A segunda questão é saber se, apesar de o PSD não fazer sua a questão, a incoerência de critérios face à tributação das mais-valias e à taxa agravada de 45 por cento não será ainda suscitada pelos contribuintes. Nomeadamente os contribuintes beneficiários de elevados rendimentos de mais-valias que poderão tudo fazer para impugnar a aplicação da tributação.

Porém, o argumento referido por Sócrates para não aplicar a taxa adicional de IRS a todos os rendimentos de 2010 - o da "não retroactividade" - pode virar-se contra o executivo.

Se o primeiro-ministro reconhece - contra o argumento dos responsáveis das Finanças - que haveria retroactividade em aplicar as taxas de IRS desde Janeiro de 2009, então terá de reconhecer que há retroactividade na tributação sobre as mais-valias e sobre os rendimentos taxados à taxa de 45 por cento. E se o fizer, admitirá que esses casos são inconstitucionais. Na melhor das hipóteses, o primeiro-ministro terá de admitir que se enganou e que não há retroactividade em nenhum dos casos.
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Comentários 1 a 10 de 88

  1. Sem Papas na Língua . 20.05.2010 12:25
    Via PÚBLICO

    Indignem-se

    Os sacrifícios que estão a ser impostos à classe trabalhadora de nada servirão para o bem do país, os vampiros voltarão em breve a pedir mais. A crise que eles apregoam é a do sistema financeiro capitalista, de um modelo económico e social que agravou as injustiças e desigualdades, onde os mais ricos são ainda mais ricos e os pobres cada vez mais e mais pobres. Não acreditem no que eles apregoam porque jamais poderá haver crescimento económico com aumentos dos impostos, cortes salariais e redução das reformas. Menos dinheiro menos consumo, menos consumo menos produção, menos produção mais desemprego, e tudo agravado com um povo moralmente ferido com tanta corrupção e injustiça. O que andam fazendo é enterrar ainda mais o bem-estar a que todos os cidadãos têm direito e não só os que nasceram com o "cu virado para o sol". Revoltem-se!
  2. Sem Papas na Língua . 20.05.2010 12:17
    Via PÚBLICO

    Abram os olhos

    Os sacrifícios que estão a ser impostos à classe trabalhadora de nada servirão para o bem do país, os vampiros voltarão em breve a pedir mais. A crise que eles apregoam é a do sistema financeiro capitalista, de um modelo económico e social que agravou as injustiças e desigualdades, onde os mais ricos são ainda mais ricos e os pobres cada vez mais e mais pobres. Não acreditem no que eles apregoam porque jamais poderá haver crescimento económico com aumentos dos impostos, cortes salariais e redução das reformas. Menos dinheiro menos consumo, menos consumo menos produção, menos produção mais desemprego, e tudo agravado com um povo desanimado e moralmente atingido com tanta corrupção e injustiça. Não há mais voltas a dar, o que andam fazendo é enterrar ainda mais o bem-estar a que todos os cidadãos têm direito e não só os que nasceram com o "cu virado para o sol". Indignem-se e revoltem-se!
  3. acpbrandao . 20.05.2010 10:07
    Via PÚBLICO

    Mandem-me para Auchwitz

    É que assim vão buscar ao subsidio de férias dos funcionários públicos. Estou farto!! Porque me pariste minha mãe. Carrego a culpa pelos ladrões da nação.
  4. Anónimo , Lx. 20.05.2010 15:27

    a

    se tivessem legislado sobre o crime de enriquecimento injustificado da classe politica como nos outros paises, Reino Unido, França e Alemanha, talvez não precisassemos de aumentar impostos. é que aqui a corrupção come mais de 20% do orçamento do governo e das autarquias. e bastasse uma redução desse sugadoiro da classe politica para metade e já poderiamos ter um deficit controlável. Antes de aumentar impostos pensam na redução de corrupção publica.
  5. Jorge Costa , Porto. 20.05.2010 13:40

    Retrospectividade. Só no recto de alguns

    Duas taxas de IRs no mesmo ano fiscal? Onde é que estão os constitucionalistas, fiscalistas, as mentes brilhantes para explicarem que tal nao é possivel.
  6. i , DassssssSilva. 20.05.2010 13:31

    Não foi por acaso ....

    Não foi por acaso ....É que se o imposto fosse só aplicado a partir de Julho ..... já os funcionários publicos tinham recebido o subsidio de férias que vai ser pago com o ordenado de JUNHO. Julgam que o Soca é parvo ? Pois é ..... queriam era apanhar o subsidio de férias dos fuincionários publicos.Uma vergonha.
  7. Marco Almeida , Bruxelas. 20.05.2010 13:26

    Pois

    Se a lei chega ao Parlamento no dia 2 de Junho, se ainda tem de ser discutida, promulgada e publicada como é que entra em vigor a 1 de Junho?
  8. António Justo , Lisboa. 20.05.2010 13:24

    Sono dos anjos

    Aonde esteve, aonde está o PR ? Deixou andar estes socialistas incompetentes à solta.Este "banha da cobra " ( Sócrates ) . Em 1640 o Miguel de Vasconcelos foi morto.Patriotismo animal. Para quando a demissão destes incompetentes, ( Sócrates e governo ?)Seja patriota Sr. Presidente da República. Já agora a Espanha com um governo também de socialistas, segundo eles dizem também incompetentes, vai reavilar todos os projectos de TGV.O sr. Jorge Sampaio demitiu um governo com suporte de maioria parlamentar, foi desleal." a moeda era fraca " a actual moeda é de m....Demita o governo. Explique aos Portugueses e ao Mundo a razão. Seja patriota.
  9. M. Mota , Tomar. 20.05.2010 13:22

    Saldanha Sanches

    Na morte de Saldanha Sanches, a memória da última entrevista ao Económico. Com esta parte que diz tudo sobre a clarividência acerca da "crise da justiça" e o seu reflexo na corrupção:"Como é que vê o facto de não ter sido decretada prisão preventiva a nenhum deles a não ser a Oliveira e Costa?É essa a função principal do nosso Processo Penal: proteger essa gente.Agora está a ser sarcástico.Não, não. Estou a ser rigoroso. Está construído de forma que o objectivo do Código é a protecção dessa gente.É um código viciado?Completamente viciado. É um código que nos envergonha pelos resultados. Essa impunidade que o código garante é uma coisa que nos envergonha. O caso Madoff em Portugal seria impossível, mesmo que alguém resolvesse confessar tudo, e nunca o faria. Na América as pessoas confessam porque as consequências da não confissão são muito duras e apesar de tudo o menos mau é confessar. Em Portugal não são duras, mas mesmo que se confessasse o processo não duraria dois ou três meses. Duraria sempre muito mais, mesmo com o máximo de zelo do Ministério Público. Temos um Código do Processo Penal que é feito para proteger esse tipo de delinquência.
  10. Carlos Teixeira , Lisboa. 20.05.2010 12:54

    PUTA QUE OS PARIU

    Bandalhos, gatunos, ignorantes, imcapazes e arrogantes, são estes os adjectivos que lhes ficam a matar. Esses merdas que elegeram a merda, em pouco tempo se vão arrepender.Cambada de ignorantes.
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    Comentários 81 a 88 de 88



    1. K , Karaças. 20.05.2010 08:55

      Sabem porquê?

      É fácil ..... isto é concertado .... este digo eu mau, dizes tu pior ..... e agora desdigo eu melhor do que tu ......... o Zé papalvo fica mais descansado mas com a 1ª ver~sao a do mau. Então não se está aver que isto é para apanhar o subº de férias da função publica que é pago em Junho. Claro amigo .... tomem lá e não bufem.Voltem a votar neles ......
    2. ana soares , ericeira, portugual dos pequeninos. 20.05.2010 08:49

      COMO É QUE SE FAZ UMA REVOLUÇÃO?

      Está mais que visto que o nosso Socrates elouqueceu! Tá maluquinho de todo! Coitado!!!Agora diz uma coisa, depois diz outra, contradiz-se a todo o momento! Está com com aquela mania obcessiva e compulsiva do TGV! Nos momentos mais eufóricos continua a dizer que também vai construir o Aeroporto, e a Ponte, e sei lá mais o quê! Resumindo o nosso Socrates está doente da cabeça! É normal! Muitos portugueses também estão , e com as medidas novas do governo , há muitos outros que também vão ficar! O Presidente da República, delicadamente como é seu costume, devia sugerir-lhe que se fosse internar , e demitir o Governo! Mas como também é seu costume, o Presidente da República deve achar que este " não é o momento adequado para tomar essa decisão", embora lhe apetecesse fazer isso já há muito tempo!Concluindo, a nós portugueses á beira de um ataque de nervos, só nos resta fazer uma revolução!!!!Mas como? Alguém sabe se existe um daqueles livros " Como fazer uma revolução, para Totós"????
    3. Atento , Almada. 20.05.2010 08:41

      Algue acredita

      Mas só um maluco varrido acredita no este governo e Socrates diz e o que facto faz.Ele interesa é aparecer na comunicação social mesmo a desdizer o que disse. O importante é que diga sem estar mentir as medidas são para ser aplicadas a partir de .quando e não estar sempre a mudar conforme os seu agrado. Também era bom se ele soubesse alguma coisa em concreto, é um fala barato
    4. Anónimo , porto. 20.05.2010 08:40

      Cantem aquelas lindas músicas

      Cantem aquelas lindas músicas do malogrado 25 de abril, aquelas m... dos fanhais, zecas, godinhos e daquele gordo... "se o tabaco paga imposto..." Façam um golpe de estado! Corram com estes m... daqui para fora e façam-nos devolver o dinheiro que nos têm roubado de há 36 anos para cá. Viva Salazar!
    5. Extrème Droite , "Poor"tugal. 20.05.2010 08:34

      socrates gatuno

      ACG agora com o acordo ortográfico um sinónimo de ladrão é deputado. Do PS, claro! De mentiroso, pardelha, aldrabão, vigarista... socrates. De frouxo, sem iniciativa, cavaco. Quantas "tomadas de posse" já fizeram estes tipos nestes anos?? E ONDE ESTÃO AS FORÇAS ARMADAS?? ONDE ESTÁ O GOLPE DE ESTADO QUE ESTE PAÍS PRECISA?? OTELO AINDA QUERES DAR UTILIZAÇÃO AO CAMPO PEQUENO????TEMO QUE NÃO COUBESSE LÁ A CORJA DE "TOMADORES DE POSSE" EM QUE OS GOVERNOS E RESPECTIVOS PARASITAS SE TORNARAM!!! ONDE ESTÃO OS HOMENS COM OS TOMATES NO SÍTIO DESTE PAÍS?????
    6. carlos fonseca , Lisboa. 20.05.2010 08:32

      Para a Rua

      É o roubo descarado e sem vergonha.Quando é que o Presidente da Republica põe o sócrates no olho da rua ???
    7. JL , Évora - Portugal - Republica das Bananas. 20.05.2010 08:26

      FANTOCHADAS

      Diz o "pinócrates".........Não vou aumentar impostos (em directo)..........por traz, diz ao "teixeira dos cantos"....vai lá dizer que os impostos vão aumentar...mas não digas que eu te disse....se alguém me perguntar eu nego tudo.........bem, já sabes como é..........
    8. ACG , Covilhã. 20.05.2010 08:08

      Boa Pá!

      Desde que vi um deputado roubar, perdão "tomar posse" de gravadores durante uma entrevista na assembleia da república já estou preparado para outros roubos, ou se quiserem "tomadas de posse"...
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