A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, julho 11, 2009

Pouca história e pouca vergonha



Falta história ao PS no combate ao fascismo. O PS da primeira República rendeu-se e dissolveu-se no início do salazarismo. As posições social-democratas, no longo combate contra a «ditadura terrorista dos monopólios associados ao imperialismo estrangeiro e dos latifundiários», andaram pelo colaboracionismo, na «abertura Marcelista», outras vezes pelo «reviralho». Ao PS faltam heróis da luta antifascista, aliás foi fundado em 1973, na crise final do regime. Nas suas fileiras estão democratas que travaram este combate, mas na época não eram do PS, militavam na unidade antifascista que o PCP construiu e que conduziu à Revolução de Abril.
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Dito isto, ficam mais claras as determinantes de classe e ideológicas do PS na sistemática tentativa de rescrita da história e de ocultação do papel dos comunistas e do seu Partido na luta antifascista. O PS visa alterar a verdade histórica conforme os seus objectivos mesquinhos e os interesses do grande capital. Visa esconder que hoje o seu Governo serve os grandes senhores do dinheiro tal qual o fascismo os serviu, noutro quadro e por outros meios. E visa, com uma desbragada pouca vergonha, empalmar no PS, ou pessoalmente em Mário Soares, a luta e os heróis que são património e honra do nosso povo, na medida em que o são deste nosso Partido Comunista Português.
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Foi isso que tentaram em Aveiro, em Maio, quando o PS fez da comemoração dos 40 anos do 2.º Congresso Republicano uma golpada em que falou M. Soares, o MAI e o Governador Civil e foram silenciados democratas que participaram no Congresso e ocultado o papel decisivo dos militantes comunistas Mário Sacramento e João Sarabando. Mas nestes dias foi possível, numa importante sessão da URAP, repor a verdade e honrar a sua memória.
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Foi isso que visaram em Stª. Mª. Feira, no sábado, quando o PS levou Almeida Santos à inauguração eleitoralista de um monumento a Ferreira Soares, dirigente comunista assassinado pela PIDE em 1942, sem que o PCP ou a família pudessem usar da palavra. Mas os comunistas estiveram presentes, com as suas bandeiras, em silêncio de protesto, pondo a verdade a nu. E, como todos os anos, teve ainda lugar uma romagem à campa deste herói do Partido.
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Continuar o combate contra a pouca vergonha do PS e em defesa da verdade histórica é um importante contributo para que – fascismo nunca mais!
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in Avante 2009.07.09
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Ferreira Soares, o médico dos pobres

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terça-feira, dezembro 18, 2007

João Madeira e o assassinato pela PIDE do médico comunista Ferreira Soares



Pândegos

Na corrente de refazedores da história da resistência e de branqueadores da ditadura, João Madeira – historiador ao que se diz, e investigador pelo que se acrescenta, epíteto não despiciendo pelo que dá de cientificidade à função original – decidiu discorrer a propósito de Ferreira Soares. Para ele, a versão sobre assassinato há 65 anos de Ferreira Soares pela PVDE – médico comunista e membro do comité regional do Douro do PCP – suscita-lhe as maiores dúvidas.
Para Madeira, o assassinato à queima-roupa não bate certo com os seus padrões de avaliação sobre os métodos da polícia política. Categórico, considera excessiva a versão adiantada e insuficientes os dados que a comprovem; tem por adquirido que a polícia fascista era «mais de prender do que de matar»; admite que a ocorrência pode ter resultado sobretudo de uma «reacção da polícia a algum gesto» brusco de Ferreira Soares; e sentencia, finalmente, que o facto de alguns comunistas à época terem o «hábito de andar armados» poder justificar a precipitação policial. Pelo que da investigação deste eminente investigador resulta a conclusão de que o assassinato de Ferreira Soares é sobretudo um «mito construído pelo PCP para cimentar a sua própria identidade e a sua visão mistificadora e glorificadora da história».
Em duas penadas, Madeira branqueia a polícia e os seus métodos, aligeira as suas motivações e intenções, transforma a vítima em réu, difama e calunia o Partido. Limitado pelo mais obsessivo preconceito, Madeira, continuando a investigar como investiga, acabará ainda por concluir pela tese de legítima defesa por parte dos assassinos de Ferreira Soares ou por justificar a tortura por razões da teimosia dos comunistas em se recusarem a falar na prisão.
Sabendo-se que prepara uma tese de doutoramento sobre a actividade do PCP de 1943 a 1974, e a julgar pela amostra, descontado que seja o preconceito que o inunda, seguro e certo é que revelando-se este João Madeira, em matéria de história do PCP, um pândego, a tese só pode virar paródia.
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in Avante 2007.12.13
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65-anos-depois-do-seu-assassinato o pcp homenageia o médico Ferreira Soares

segunda-feira, julho 16, 2007


65 anos depois do seu assassinato
PCP homenageia Ferreira Soares
No preciso dia em que completaram 65 anos sobre o assassinato pela PVDE do médico comunista Ferreira Soares, o PCP promoveu uma romagem à campa deste destacado comunista e combatente antifascista.A homenagem foi organizada pela Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira e pela Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP e contou com a presença de Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central. Na romagem à campa, na Nogueira da Regedora, participaram dezenas de pessoas – militantes e simpatizantes do Partido e familiares do «Dr. Prata», como ficou conhecido na clandestinidade Ferreira Soares. Depois da distribuição de exemplares do Avante! da época, que noticiavam o assassinato e da deposição de uma coroa de cravos vermelhos na sepultura do médico comunista, foram feitas várias intervenções, salientando o significado e a importância desta homenagem.
Albano Nunes salientou o «seu exemplo de homem honrado, de médico incansável sempre disponível e pronto a ajudar a gente humilde que procurava os seus cuidados, de cidadão intelectual profundamente identificado com as aspirações e a luta dos trabalhadores e do povo». Ferreira Soares, prosseguiu Albano Nunes, encontrou no Partido Comunista Português, «nos seus valores, nos seus ideais libertadores e no seu programa revolucionário a melhor forma de contribuir para uma sociedade mais livre, mais humana, mais fraterna e mais justa».
Albano Nunes realçou ainda que Ferreira Soares foi assassinado «mas a sua memória perdurou entre o povo de Nogueira da Regedoura e de toda a região onde desenvolveu a sua actividade profissional e política e o seu exemplo frutificou dando ânimo a novas gerações e iluminando o caminho das mil e uma lutas que conduziram à vitória de Abril». E, continuando, destacou que «quando um poderoso aparelho de propaganda procura convencer-nos de que as políticas de direita são inevitáveis e imparáveis e de que não vale a pena lutar, quando é necessário cimentar a confiança na força das convicções, do organização e da luta, torna-se particularmente oportuno evocar o seu exemplo de comunista coerente e convicto». «Lembrando hoje aqui Ferreira Soares, queremos confirmar que o PCP continuará fiel ao seu honroso e ímpar património de luta e que não permitirá que tal património seja apagado, esquecido, diminuído ou apropriado por aqueles que procuram reescrever a História do movimento operário», afirmou.
Falaram ainda, na ocasião, Luís Quintino, da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, e Amaro Francisco, que destacou a intensa actividade do «médico dos pobres».
Jorge Soares, filho do homenageado, em nome dos familiares, agradeceu a iniciativa do PCP, denunciando a actual campanha em curso para branquear o regime fascista e os seus crimes, como o que vitimara seu pai.
in Avante 2007.07.12
“Médico dos pobres” foi assassinado pela PIDE há 65 anos

Nogueira da Regedoura

Monumento a Ferreira Soares inaugurado só depois das obras de saneamento. O 65º aniversário do assassinato do Dr. Prata foi assinalado em Nogueira da Regedoura. Comunistas promoveram romagem à campa do “Dr. Prata”, evocando o seu papel na luta contra o fascismo.

A apresentação do monumento evocativo da figura de Carlos Ferreira Soares, médico dos pobres e lutador antifascista, chegou a estar prevista para a última semana, mas as obras do saneamento com que os nogueirenses conviverão nos próximos meses, “aconselharam” a adiar a homenagem. O PCP aproveitou a data em que se completavam os 65 anos sobre o assassinato de Carlos Ferreira Soares, localmente conhecido como “Dr. Prata”, para recordar o seu papel na luta contra o fascismo, promovendo uma romagem à sua campa no cemitério de Nogueira da Regedoura.

Depois da distribuição de exemplares do jornal Avante da época, que noticiavam o assassinato do “médico dos pobres” pela PIDE e da deposição de uma coroa de cravos vermelhos na sua sepultura, e perante militantes do PCP e familiares do homenageado, assistiu-se a várias intervenções. Luís Quintino, do PCP/Feira, destacou o papel de Ferreira Soares na luta contra o fascismo e Amaro Francisco sintetizou a intensa actividade do “Dr. Prata” na vida cultural da região e na dinamização de colectividades.

Jorge Soares, filho do homenageado, em nome da família, agradeceu a iniciativa do PCP, denunciando a actual campanha em curso para “branquear” o regime de Salazar e os crimes como o que vitimara o seu pai.

Albano Nunes, da Comissão Política do Comité Central do PCP, salientou “o seu exemplo de homem honrado, de médico incansável sempre disponível e pronto a ajudar a gente humilde que procurava os seus cuidados, de cidadão intelectual profundamente identificado com as aspirações e a luta dos trabalhadores e do povo, encontrou no PCP, nos seus valores, nos seus ideais libertadores e no seu programa revolucionário a melhor forma de contribuir para uma sociedade mais livre, mais humana, mais fraterna e mais justa”.

in Jornal Terras da Feira, 2007.07.12